quinta-feira, 4 de junho de 2020

Eleições à vista

CHAMUSCADO PELA CALVÁRIO O tornozelado Ricardo Coutinho estaria mesmo tentando impor a candidatura da esposa?
Helder Moura
O ex Ricardo Coutinho já teria se convencido que não poderá ser candidato a prefeito de João Pessoa, certamente por conta da Operação Calvário, e decidiu fazer uma sondagem da possibilidade apresentar sua esposa, a ex-secretária Amanda Rodrigues, na disputa. Seria isso, meu caro Paiakan? Pelo menos é que está implícito em postagens de alguns blogs e sites ainda simpatizantes do ex-governador.

Será que é algo do tipo: se só tem tu, vai tu mesmo? Pode ser, meu caro Paiakan. Afinal, Ricardo Coutinho, do alto de sua costumeira empáfia, já fez várias laboratórios com imposição de candidaturas. Primeiro, foi Estela Bezerra, na eleição de 2012. Não deu. E ainda perdeu Luciano Agra, que ajudou a eleger Luciano Cartaxo. Quatro anos depois, tentou com Cida Ramos. Também não deu. Derrota acachapante.

Nos últimos tempos, ensaiou uma eventual candidatura do deputado Gervásio Filho. Mas, aparentemente, queimou a largada. Gervásio não empolgou nem mesmo seus aliados. Imagine o eleitor. Depois, tentou ele mesmo se apresentar como candidato, fazendo veicular até pesquisas animadoras (pra ele). Mas, levou azar. Havia uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho havia uma pedra…

A Operação Calvário, um combustível de alta octanagem, provocou tantos estragos à sua antes imaculada imagem de homens, que inviabilizou até mesmo ele sair à rua. Ainda mais usando tornozeleira. Foi na canela, por assim dizer. Bem, diante de um cenário assim tão adverso, talvez tenha cogitado realmente de impor a candidatura da esposa, na ânsia de voltar ao poder a todo custo…

Mesmo correndo o risco de provocar a ira da CIA, o Mossad e a KGB. E mais ainda do “espião” grampeador Daniel Gomes da Silva. E para agravar, há um probleminha. Pequeno mas não desprezível: Amanda, como se sabe, foi denunciada pelo Gaeco no caso Lifesa. O processo tramita na 1ª Vara Criminal. Pode não dar em nada, mas…

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