quarta-feira, 27 de maio de 2020

Organizações Sociais (ONG's) cuidando da saúde do estado...

Placebo: tudo que se sabe sobre a operação quem tem Wilson Witzel como alvo
Por Kelli Kadanus - GazetadoPovo com Estadão Conteúdo
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Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção em contratos relacionados à Covid-19 no governo Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação Placebo, que investiga irregularidades na aplicação dos recursos destinados ao estado de emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus. Um dos alvos da ação é o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL). A operação foi autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Conduzida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a investigação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo uma organização social — o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) —, contratada para a instalação de hospitais de campanha, e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro.

Entre as provas coletadas foram apresentados orçamentos fraudados para serviços de montagem e desmontagem de tendas, instalação de caixas d’água, geradores de energia e piso para a formação dos hospitais de campanha com o conhecimento do ex-secretario de Saúde do Rio Edmar Santos, diz a PGR.

Ainda segundo os procuradores, provas policiais dão conta que os demais orçamentos foram apresentados ao estado para escamotear a fraude na licitação, "apresentando uma legalidade inexistente".

Segundo a PGR, as provas coletadas na investigação imputam ao governador Witzel "indícios de participação ativa quanto ao conhecimento e comando das contratações realizadas com as empresas hora investigadas, mesmo sem ter assinado diretamente os documentos, uma vez que sempre divulgou todas medidas em sua conta no Twitter".

O Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, foi alvo de buscas e apreensões. O escritório de advocacia onde trabalha a primeira-dama Helena Witzel também foi alvo de busca e apreensão. Ao todo, os agentes cumpriram 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio. A operação foi realizada por agentes federais de Brasília.

O governador teve celulares e computadores apreendidos durante a operação. A PF também realizou buscas e apreensões na casa do ex-secretário Edmar Santos e nas sedes da Secretaria de Saúde do Rio e da organização Iabas.

A investigação é um braço da Lava Jato no Rio de Janeiro, em parceria com investigações conduzidas pelo Ministério Público Estadual. Um dos indícios que embasa as investigações é o depoimento do ex-subsecretário estadual de Saúde Gabriell Neves, preso no Presídio José Frederico Marques, em Benfica.

Na avaliação da Procuradoria, "Witzel mantinha o comando das ações, auxiliado por sua esposa Helena, tendo seu secretário Edmar Santos delegado funções a Gabriell Neves criando-se estrutura hierárquica que deu suporte aos contratos supostamente fraudulentos, em cuja base figuram, no mínimo, os representantes da Corporate Eventas Brasil, da organização social IABAS e da empresa Clube de Produção".

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