domingo, 29 de março de 2020

O país do vale tudo...

Política embala quem quer arrastar isolamento e arruinar produção
Está ficando cada vez mais claro que tentativa de lucro político impulsiona defensores do confinamento total e absoluto no país
J.R.Guzzo - Metrópoles

Está ficando cada vez mais simples dividir quem é a favor e quem é contra o “confinamento” total, absoluto e por tempo indeterminado para combater a epidemia do coronavírus. Estamos falando, aqui, da população em geral; entre os políticos é perfeitamente sabido, há muito tempo, que governadores com sonhos de ser verem eleitos como presidente da República em 2022 são furiosamente a favor, como o governador de São Paulo, João Doria: apostam que a maioria da população, estonteada por imagens da Itália, “relatos científicos” duvidosos e uma maciça campanha de terror da mídia estão com medo de morrer e ficarão, fervorosamente, a favor do confinamento.

Outros políticos que não têm chance de nada, mas cheiraram impopularidade e fraqueza no governo federal, que prega a volta ao trabalho, resolveram virar casaca – como é o caso de Ronaldo Caiado, de Goiás. O resto da politicagem de oposição, enfim, quer – como os citados acima – que a economia brasileira seja destruída ao máximo, porque sabem que ninguém tem chance eleitoral nenhuma em 2022 com o país funcionando mais ou menos direito.

Esses aí, com o auxílio das alas militantes do aparelho judiciário, fazem tudo o que podem para provocar a desordem. O governador Doria arrumou um decreto mandando que todas as mortes por pneumonia, por exemplo, passem a ser declaradas como de “causa desconhecida” ou “suspeitas” de terem sido ocasionadas pelo coronavírus. Isso vai permitir todo tipo de manipulação nas listas que relacionam os mortos pela epidemia – podem aumentar, agora, para os números que o governo quiser. Outros proíbem carreatas, o que é uma grosseira agressão ao direito de ir e vir.

Há, ultimamente, governos e prefeituras (em São Paulo, de novo) que invadem fábricas e sequestram máscaras de proteção. Enfim: vão fazer tudo o que puderem para prolongar o isolamento e arruinar a produção, na esperança de tirarem lucro político pessoal disso. Vão lucrar mesmo? O futuro dirá, mas no momento eles acham que vão.

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