quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Um ilustre eleitor de Lula levanta debate sobre limites contra Bolsonaro
Heron Cid
Adriano Galdino, presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, defende respeito a legitimidade de Bolsonaro

Quem conhece Adriano Galdino, presidente da Assembleia, sabe com quem ele votou para presidente: Fernando Haddad (PT), o indicado de Lula.

Mesmo sendo leitor de carteirinha do ex-metalúrgico, Galdino instigou uma importante reflexão no plenário da Casa, ontem.

E a ponderação fala em limites, coisa que há algum tempo a polarização política do Brasil ultrapassou.

“Se a eleição fosse hoje eu votaria novamente contra o presidente. Mas é preciso que se tenha um limite e um respeito”, pinçou Galdino.

O socialista vê excessos, exageros e uma certa má vontade da mídia em relação ao governo liderado pelo ex-capitão.

De fato, há excessos, mas, por enquanto, dentro do ambiente democrático.

Ms o respeito que o deputado prega aborda um ponto indiscutível: a legitimidade.

“Primeiro a vontade do povo, que foi a vontade soberana de eleger ele presidente. O povo do Brasil quis ele presidente. Ele é presidente de todos nós. Quando um presidente é atacado, todos nós também o somos”.

Existe no Brasil uma parcela mais radical, tanto quanto o presidente, que finge ignorar sua eleição, por maioria de votos, dentro das regras constitucionais.

Há um setor que criou um mundo paralelo, um universo que não consegue conviver com a ascensão de um homem de direita, sem partido tradicional, ex-militar e conservador, depois de duas décadas de governos de centro esquerda.

O recado de Adriano tem esse endereço: é democrático discordar e criticar o presidente, desconhecer e desqualificar a opção popular por uma ruptura é tentar uma ditadura subliminar, a ditadura do pensamento.

Ou o povo só soube votar quando elegeu quatro vezes o PT?
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Magistrada condena Sansumg a indenizar em R$ 3 mil consumidor paraibano por danos moral e material
ThiagoMoraes - ParaíbaRádioBlog

A Samsung foi condenada a pagar uma indenização por danos morais no valor de R$ 3 mil por defeito no aparelho celular de um consumidor paraibano. A empresa terá também de restituir a quantia de R$ 397,40, gastos com a compra do telefone. A decisão é da juíza Ritaura Rodrigues Santana, da 1ª Vara Cível de Campina Grande. A parte autora alegou que, com pouco tempo de uso, o aparelho telefônico já não mais funcionava e que, após diversas tentativas, o vício do produto não foi sanado.

Trata-se da Ação de Indenização por Danos Material e Moral (0800988-64.2018.815.0001) movida por Alysson Candido Dornelo contra a Sansumg Eletrônica da Amazonia Ltda. Em sua defesa a empresa alegou, preliminarmente, a incompetência territorial e a carência de ação por ausência de interesse processual. No mérito, aduziu o não encaminhamento do produto à assistência técnica e a ausência do dano moral. Foi determinada a inversão do ônus da prova para que a ré comprovasse que oportunizou ao autor a remessa do bem viciado para conserto, informa publicação do TJPB.

Na decisão, a magistrada Ritaura Rodrigues rejeitou a preliminar de incompetência territorial, destacando que a parte autora ajuizou a ação em seu domicílio e no local da compra do celular, qual seja, a Comarca de Campina Grande, como também, a preliminar de carência da ação, em razão da vasta comprovação, nos autos, das tentativas de Alysson Candido de resolver o problema extrajudicialmente, porém, em vão.

No mérito, em relação ao ônus da prova, a juíza observou que a empresa ré não comprovou que possibilitou a parte autora o envio do bem com defeito. “Não há voucher, por exemplo, que permitisse ao autor o envio do bem pelos correios. Em suma, o réu não comprovou sua frágil alegação de que o autor não enviou o bem porque assim não quis”, asseverou, mantendo o ônus da empresa provar o contrário.

Quanto à responsabilidade pelo vício do produto, Ritaura Rodrigues salientou que como não foi oportunizado ao consumidor o envio do bem para constatação do vício, as alegações da empresa de telefonia não se sustentam, nem em relação à falta de provas do vício em si. “Assim, deve ser julgado procedente o pedido de desfazimento do negócio jurídico de compra e venda, devolvido o bem, acaso solicitado, e devolvido o valor pago, na íntegra, devidamente corrigido e com incidência de juros de mora”, pontuou.

A magistrada ressaltou, ainda, quanto ao dano moral, que, ao se lançarem no mercado de consumo, os fornecedores assumem os riscos da atividade econômica. Ao frustrarem as expectativas dos consumidores, quanto à qualidade dos seus produtos, eles se submetem objetivamente às consequências legais e contratuais de suas ações e omissões, sejam elas positivas ou negativas, eivadas de boa ou má-fé.

“Subsistem motivos suficientes para provocar no requerente danos à sua honra objetiva e subjetiva, que desbordam a linha que separa a mera contrariedade, própria da vida cotidiana, dos transtornos capazes de gerar concretos abalos emocionais, estes passíveis de reparação civil”, enfatizou a juíza.

Imagem ilustrativa
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GTE estoura mais uma “Boca de Fumo” e prende suspeitos de roubos e furtos em Cajazeiras
Todo material, juntamente com os suspeitos foram levados à Delegacia Seccional de Cajazeiras para as medidas cabíveis.
Por Luzia de Sousa - DiáriodoSertão

O Grupo Tático Especial de Cajazeiras estourou mais uma Boca de Fumo, prendeu dois suspeitos e apreendeu um menor nesta quinta-feira (31), no Bairro São Francisco.

Segundo informações da polícia, denúncias anônimas chegaram ao conhecimento das autoridades policiais dando conta da existência do tráfico de drogas e suspeitos estavam praticando roubos e furtos na cidade de Cajazeiras.

Diante das informações, os agentes do GTE conseguiram apreender várias pedras de crack, balança de precisão, dinheiro e um simulacro de Pistola possivelmente usado em roubos na cidade.

Na residência foi preso em flagrante delito um jovem de 27 anos, natural de Riacho dos Cavalos e outro suspeito, além da apreensão de um menor.

Todo material, juntamente com os suspeitos foram levados à Delegacia Seccional de Cajazeiras para as medidas cabíveis.

A Globo sob cobranças.

A Globo já sabia que o porteiro tinha mentido
As provas da mentira do porteiro foram para o inquérito há bastante tempo. A Globo omitiu toda essa parte
Luciano Oliveira - SensoIncomum
Simone Sibilio, procuradora do Ministério Público do Rio de Janeiro, disse que a reportagem do Jornal Nacional teve acesso a investigação que confirmava que o porteiro tinha mentido.

“A promotora afirmou nesta quarta-feira que a investigação (da Globo) teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone e que restou comprovado que o porteiro interfonou para a casa 65 e que a entrada de Élcio foi autorizada por Ronnie Lessa, com quem se encontrou”, afirmou a promotora para a Folha.

Os investigadores já tinham analisado os áudios que Carlos Bolsonaro publicou no twitter e comprovaram que a voz do homem que autorizou a entrada do suspeito era o morador da casa 65.
A pedido da @VEJA ! Não se preocupem, abutres, disponibilizo também o áudio da ligação feita no dia 14/03/2018 para a casa 58 e 36, tempos antes e depois da ligação que realmente importa, feita para a casa 65, às 17:13. O que dirão agora? íntegra: http://youtu.be/vvUPazNZwSo 
As provas da mentira do porteiro foram para o inquérito há bastante tempo. A Globo omitiu toda essa parte.

As manchetes do Jornal do Commercio


Na capa do jornal Correio Braziliense


Os destaques do jornal Valor Econômico


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Redução histórica

BC reduz taxa de juros para 5%, menor patamar da história
Projeção é que a Selic encerre 2019 abaixo deste nível
Renata Vieira - OGlobo
Taxa básica de juros da economia brasileira está em 5,5% ao ano, mínima histórica 

BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros - a Selic - de 5,5% para 5% ao ano. O corte de meio ponto percentual veio em linha com a expectativa do mercado, e o novo patamar é o menor da série histórica.

O último corte da taxa de juros havia sido anunciado em 18 de setembro, quando o BC reduziu a Selic também em meio ponto percentual, de 6% para 5,5%. Na ocasião, o Copom destacou a importância de reformas econômicas no país, e sinalizou que poderia continuar a afrouxar o ciclo de juros.

O Copom ainda se reúne mais uma vez antes do fim do ano, e a projeção do mercado é que a Selic encerre 2019 abaixo de 5%.

É a Selic que orienta o que os bancos, cartões e financeiras cobram de seus cliente - e o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação. Num cenário de inflação em alta, os juros também sobem para desestimular o consumo e evitar que os preços subam ainda mais.

Desmentido oficial.

Caso Marielle: porteiro mentiu sobre entrada em condomínio, diz MP
Promotora do Gaeco afirmou que Élcio Queiroz entrou no condomínio com autorização de comparsa Ronnie Lessa
Do R7
Marielle Franco foi assassinada em março de 2018

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira (30) que o porteiro mentiu sobre quem autorizou a entrada do ex-PM Élcio Queiroz, acusado de participação na morte da vereadora Marielle Franco, em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, no dia do crime.

Na terça-feira (28), a reportagem da TV Globo teve acesso ao depoimento do porteiro, no qual ele afirmou à policia que Élcio teria obtido autorização para entrar no local após interfonar para a casa 58, que pertence ao presidente da República Jair Bolsonaro.

A versão foi desmentida pela responsável pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado). A promotora Simone Sibilio afirmou que o acesso ao condomínio foi liberado pelo comparsa do ex-PM, o sargento reformado da PM Ronnie Lessa. Sibilio disse o MP-RJ confirmou a informação a partir de provas técnicas. 

“Por que o porteiro lançou o número 58 [na planilha]? Pode ser por vários motivos, que serão apurados. O fato é que as ligações comprovam que é Ronnie Lessa é que autoriza, e que Élcio vai para casa de Ronnie Lessa”, disse a promotora.

Uma questão delicada.

ENTREVISTA: Conheça o pai condenado a 18 anos por matar o estuprador da filha
Marcos Rocha - ConexãoPolítica
“Boa tarde, amigo”, responde com entusiasmo ao telefone o homem a ser entrevistado na noite de 26 de setembro, uma quinta-feira.

A Equipe do Jornal Midiamax saía de uma pauta em Bonito e, no retorno para Campo Grande, passou por Maracaju para encontrar uma pessoa condenada a 18 anos de prisão por homicídio.

Ao chegar à cidade, Wanderley Roferson Loureiro se mostrou disposto. Quis ir até nosso encontro, mas preferimos ir até a casa dele. Lá, no deparamos com um homem magro, de baixa estatura e com a aparência já cansada de um longo dia de trabalho. Alguém aparentemente incapaz de matar alguém, mesmo para se defender.

Wanderley matou Roni Teodoro do Nascimento em março de 2012 depois que o rapaz estuprou sua filha, na época com 12 anos. O caso aconteceu em Campo Grande, onde ele morou até 2016, ano que resolveu voltar para Maracaju, cidade onde nasceu e agora toca a vida.

Ainda com a camisa do trabalho o entrevistado nos recebeu e nos levou para a varanda da casa, onde podemos ver uma Kombi que usa no serviço de construtor e carro de uso pessoal com mensagens religiosas e que pregam o amor – o outro lado da linha tênue que leva ao ódio, à raiva capaz de matar por vingança.

“É triste a gente ficar relembrando, mas eu só via raiva, cegueira, só queria lutar e vencer. Como falei no meu depoimento, minha força aumentou 10 vezes, pela raiva e pela minha filha, que era uma criança”, diz o construtor.

Wanderley trabalhava com a mulher em feiras na capital sul-mato-grossense e, no dia do crime, chegou mais cedo em casa. Foi quando encontrou o portão aberto a filha ao lado de Roni. Ele perguntou o que tinha acontecido e recebeu como resposta: “fui estuprada”, junto ao choro. O pai diz que também questionou o rapaz, que confirmou o crime.

“Fiquei desesperado. Pedi para a minha esposa e ela saírem. Bati o portão e fiquei eu e ele, e quem venceu fui eu, por que se não tivesse vencido não estaria aqui hoje, talvez fosse morto. Fiz isso por que ele estuprou minha filha, aí já peguei a corda, amarrei o rapaz e aconteceu o homicídio”, explica o pai.

Sob o olhar da mãe, já idosa, e da irmã, um ano mais velha, Wanderley ainda se indigna com a situação, dizendo que sua filha ainda brincava com bonecas e não saía sozinha de casa. Ele lamenta o ocorrido, se diz arrependido, mas não nega que faria tudo de novo.

“A joia mais cara que a gente tem aqui nessa terra são nossos filhos. A gente faz qualquer coisa pelos filhos e foi nessa hora que perdi a cabeça, fiquei cego e acabou que aconteceu isso”, conta o réu, que após o crime se tornou evangélico.

Para matar Roni, ele o amarrou pelos pés e mãos e colocou uma toalha na sua boca para que não fossem ouvidos por outras pessoas os gritos. Assim, o rapaz foi levado em uma camionete S10 até local isolado, onde foi executado com golpes de pedra. O corpo de Roni foi encontrado dias depois na MS-080.

Wanderley só confessou o crime dois anos após o ocorrido, após a polícia reunir provas indicando ele como autor do assassinato. A vítima do abuso, que hoje está com 20 anos, teria tentado se matar meses depois de ser estuprada e o comportamento da menina mudou, ficando mais quieta e chorosa, segundo a mãe.

“Faz sete anos que eu aceitei Jesus, sou ungido a pastor desde 2016. Vivo trabalhando honestamente, graças à Deus, onde cuido da minha mãe, moro junto com minha irmã. Então minha vida agora é essa, do trabalho, para casa e para o culto. Não faço mais nada, é trabalho, casa e o culto”, ressalta Wanderley.

Pai crê em injustiça e cita abalo psicológico

Wanderley é o pai que matou o estuprador da filha e não tem dúvidas que a condenação a 18 anos é injusta. “Me sinto injustiçado. O fato que aconteceu e eu ser condenado da forma que fui. Confessei o que fiz, e que fiz por causa da minha filha, estuprada. Qualquer pai faz o que eu fiz, a gente perda da cabeça, fica transtornado”.

Para ele, o principal ponto de contestação é o tamanho da pena, iniciada em regime fechado. “Creio na Justiça de Deus, que não deixou eu ser recolhido no momento do julgamento e tive a oportunidade de recorrer em liberdade. Eu poderia até ser condenado, mas em crime privilegiado. Não matei um trabalhador, um pai de família”.

Quando a reação de amigos, vizinhos e colegas de trabalho diante da situação, Wanderley conta que poucas pessoas falam sobre o crime com ele, mas dos poucos que comentam, ele ouve manifestações de apoio e que fariam a mesma coisa.

“A gente vê tanta coisa acontecendo, crianças sendo mortas, estupradas. Não estou dizendo que isso é o certo, o que eu fiz. Eu me arrependi do que fiz, mas muitos pais e mães falam que fariam a mesma coisa”, explica.

Em dado momento da entrevista, a aflição no rosto da irmã de Wanderley passa a ser clara, com várias expressões e as mãos juntas na altura da barriga. A cena instiga a pergunta sobre o que mudou na vida da família desde o estupro e do homicídio.

“É a pior coisa que acontece em uma família, um estupro desse. Aconteceu em 2012 e até hoje carrego isso. A única coisa que dá força para a gente vencer é Deus e a família, sempre comigo nas horas difíceis, me apoiando, falando para ter fé”, diz.

O julgamento de Wanderley foi em juri popular, onde alegou ter agido por violenta emoção, mas ainda assim foi condenado pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

“Só Deus sabe o que acontece comigo. As vezes por fora é fácil olhar e julgar a aparência, mas por dentro só eu e Deus. Só tenho família, casa, esposa, minha mãe, meu trabalho”, revela Wanderley, que ainda fala sobre as mudanças deste então.

“Onde eu consegui buscar apoio foi na casa de Deus. Sempre tive fé, mas dois meses depois do acontecido eu busquei refúgio na casa do Senhor e se consegui superar toda essa dor, foi por que busquei esse refúgio na obra de Deus. Toda minha família hoje é evangélica e busca Deus”, encerra a entrevista.

Onde será a partida final da Copa Libertadores?

Chile mantém final da Libertadores entre Flamengo e River Plate
Conmebol avalia plano B, mas o governo local ainda entende que há condições para o jogo
O Globo
Cecilia Perez 

A Ministra do Esporte do Chile, Cecilia Perez, informou nesta quarta-feira que a final da Libertadores está mantida em Santiago, no dai 23 de novembro, apesar de a Conmebol já avaliar uma opção em razão dos protestos no país.

- Ratifiquei a nossa firme vontade de realizar a final da Copa Libertadores. Para isso o Ministério do Interior está em conversas com a Conmebol. Uma partida como essa faz bem ao país. Queremos levar esse encontro esportivo adiante - afirmou a ministra.

- O que nos compete a fazer é realizar todas as coordenações para que a final da Libertadores aconteça sem nenhum problema - emendou.

Responsáveis por organizar a partida no Estádio Nacional de Santiago informaram ao Flamengo que não houve qualquer orientação da Conmebol para o cancelamento, por enquanto.

Pela primeira vez a Conmebol reavalia a final da Libertadores no Chile. Depois de dois eventos internacionais serem cancelados pelo presidente da república, Sebastian Piñera, a entidade colocou em xeque a disputa entre Flamengo e River em Santiago no dia 23 de novembro.

O GLOBO apurou que na manhã desta terça-feira os dirigentes da Conmebol flexibilizaram o discurso e não descartam encontrar um outro local para sediar a decisão. O problema é exatamente atender a todos os requisitos para mandar a final para outro país. Fora os transtornos para os torcedores que já compraram ingressos e passagens.

A ministra do Esporte do Chile, Cecilia Perez, marcou uma coletiva às 14h15 desta quarta-feira para falar sobre a final da Libertadores, aumentando a incerteza sobre a manutenção do jogo em Santiago.

Ao Flamengo não agrada em nada a troca de sede da final. Sobretudo se sair da América do Sul. O clube, porém, deixa a critério da Conmebol e da CBF, que poderia ter que mexer nas rodadas do Brasileiro para adequar à logística de viagem rubro-negra. A diretoria acredita que o Uruguai ganha força se o Chile sair de cena.

Prós e contras de alguns locais para onde pode ir a final:

Lima, no Peru
Em termos logísticos, a capital peruana seria um dos cenários mais adequados para receber a final da Libertadores. Lima chegou a fazer parte da concorrência, mas foi preterida por Santiago. Inicialmente, seria lá também a final da Sul-Americana, mas a Conmebol mudou para Assunção “por questões organizacionais”. É um país neutro no embate entre brasileiros e argentinos.

Bogotá, na Colômbia
O país será sede do pré-olímpico em janeiro de 2020. Um dos membros do Conselho da Fifa é colombiano, o que aponta a força política atual. Também entra na lista de países neutros.

Assunção, no Paraguai
A Conmebol não cogita, a princípio, usar a cidade para uma eventual substituição a Santiago por entender que a capital paraguaia não tem estrutura para receber brasileiros e argentinos ao mesmo tempo numa decisão. Assunção já receberá a final da Sul-Americana, em 9 de novembro.

Montevidéu, no Uruguai
O Flamengo é frontalmente contra usar a capital uruguaia para uma eventual realocação da final da Libertadores. O argumento é a proximidade à Argentina, o que facilitaria o clima para o River.

Brasil/Argentina
Ainda que Santiago não tenha condições, a Conmebol não colocará a final da Libertadores em Brasil ou Argentina. Tampouco fará a decisão em dois jogos. O governador do Rio, Wilson Witzel, chegou a oferecer o Maracanã, que já receberá a final em 2020. Mas foi em vão.

E a educação dos jovens, como anda? Esses vídeos expõem parte do problema.

Matéria do programa de Fátima Bernardes, na TV Globo, revela a rotina de uma escola dirigida pela Polícia Militar de Goiás. No outro vídeo, a rotina de uma escola comum. Vejam.


Na covardia...

Sem curiosos...


Tráfico manda retirar câmeras dos ônibus na Baixada
Célia Costa - Extra
Ônibus da Transportes Flores usado como barricada em comunidade de Belford Roxo

O medo e a ansiedade fazem parte da rotina de João (nome fictício), de 30 anos, um motorista de ônibus que trabalha em uma empresa da Baixada Fluminense e é obrigado, no dia a dia, a respeitar as regras impostas por traficantes que ditam leis próprias nos territórios que controlam. Apaixonado pela profissão, ele nem pensa em largar o volante, mas vive aos sobressaltos.

— Cada dia é uma surpresa. Depende do que os traficantes determinam — diz João, resignado.

A Transportes Flores, empresa que opera 56 linhas na Baixada, também teve que mudar estratégias. O gerente de planejamento e controle, Paulo Jerônimo, disse que foram retiradas todas as câmeras internas dos veículos da linha 496I (Santa Tereza x Pavuna) por determinação dos bandidos. Os ônibus da empresa são usados, frequentemente, como barricadas durante operações policiais nas comunidades de Belford Roxo. Três profissionais que atuam na região decidiram contar a sua rotina, com a condição de anonimato. Todos temem sofrer represálias.

Comemoro como um dia de sorte quando a operação da Polícia Militar começa e eu já saí da comunidade. Quando os policiais chegam, os traficantes obrigam os motoristas a pararem os ônibus e atravessarem os veículos na rua para impedir o acesso do blindado da PM. Nós acabamos ficando no meio da troca de tiros — relata João.

Uma pesquisa realizada pela Transporte Flores mostrou que a violência é a principal preocupação de 71% dos motoristas que atuam no Grupo JAL. Metade deles teme pela própria vida ou da dos passageiros. De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados sentem que a sua vida e a das outras pessoas estão sempre em risco, sobretudo em vias, cruzamentos e bairros mais perigosos.

Motoristas já foram obrigados a se submeterem ao “pedágio do tráfico”. O ônibus é parado, com passageiros dentro, para que bandidos armados roubem óleo diesel do tanque. Em 2018, a empresa teve 5 mil litros de diesel roubados. No período, a linha 496I registrou 14 ocorrências envolvendo problemas com 31 ônibus.

Pesquisa revela pânico entre os profissionais

Outro profissional que convivem com o medo é Antônio (nome fictício), de 37 anos, pai de dois filhos pequenos. Entre os vários assaltos, nos quais aparece como vítima e testemunha, ele lembra ter presenciado um assassinato em um local da Baixada.

Estava dentro do ônibus e fui obrigado a parar quando os bandidos renderam um motorista. Vi um dos assaltantes, que estava com um fuzil, atirar na vítima. Fiquei com muito medo de levar um tiro — conta Antônio, que, antes de trabalhar numa empresa de ônibus, Antônio era caminhoneiro e desistiu da função devido ao grande número de roubo de cargas.

O levantamento feito pela Flores ouviu ouviu 316 profissionais que atuam em sete dos municípios onde circulam ônibus do Grupo JAL: Duque de Caxias, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Nova Iguaçu, Itaguaí e Rio de Janeiro. Metade deles têm medo de assaltos e 32%, de tiroteios. Além disso, 14% temem desvios de rotas forçados por criminosos ou que o veículo seja incendiado.

Com cinco anos de profissão, José (nome fictício), de 36 anos, tenta se acostumar à rotina de medo, mas tem sido difícil. Depois de trabalhar na linha 474 (Jacaré x Copacabana), onde ocorre grande número de assaltos e chegou a ser classificada como “inferno do Rio”, ele foi trabalhar na Baixada. Hoje, a reclamação é dos roubos a coletivo e também dos arrastões:

O que mais temo hoje são os arrastões. Meu maior medo é levar uma bala perdida em um possível tiroteio.

Rodrygo, ex-jogador do Santos, faz sucesso no time do Real Madrid

Rodrygo monopoliza capas de jornais de Madrid; entenda por quê
Na corrida particular entre os brasileiros por uma vaga no ataque do Real Madrid, Rodrygo saltou à frente. Diante da nova lesão de Gareth Bale, o ex-santista é o escolhido de Zidane para o confronto contra o Leganés, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Espanhol. Será a primeira vez como titular diante da torcida madridista.

O camisa 27 já havia sido preferido para iniciar o jogo da última rodada da Liga dos Campeões contra o Galatasaray - até aquele momento, o duelo mais importante do clube na temporada. A equipe merengue ainda não havia vencido no torneio, e poderia se complicar no torneio caso não conseguisse o triunfo fora de casa - que veio por 1 a 0.

Enquanto isso, Vinicius Junior vive sob a maior desconfiança desde que chegou a Madrid. Ao contrário de Rodrygo, o ex-flamenguista sequer está entre os relacionados para o próximo jogo de "La Liga", e começou no banco contra os turcos, na Champions League. Nesta terça-feira, a capa do "El Bernabéu", diário dedicado inteiramente ao Real, fez referência a outra estrela brasileira para dimensionar a fase de ambos.

- Ultrapassando Vinícius. Rodrygo à frente de seu compatriota: Convence Zidane e se transforma no Neymar do Real Madrid.
PORTADA EL BERNABÉU 29/10/2019
Já o "Marca", também da capital espanhola, nesta quarta-feira, fala em "Momento Rodrygo", e abaixo, completa:

- Sem Bale, lesionado, e sem Vinicius, fora da lista, o atacante brasileiro aparece entre os titulares.
A pedido do LANCE!, a jornalista Virtudes Sánchez, correspondente do "Marca" no Brasil, deu sua visão sobre a concorrência entre os jovens atacantes. Para ela, há excessos da mídia e da torcida espanhola ao julgar a situação dos brasileiros do Real Madrid.

- Imprensa e torcedores estão tentando comparar os dois para ver quem vai dar certo e quem não vai dar. Parece que o Vinicius, com 19 anos, já não vale para mais nada, e que o Rodrygo é melhor. Mas isso pode mudar a qualquer momento, porque Rodrygo terá suas frustrações no Real Madrid, assim como o Vinicius já teve - opinou a jornalista.

Por dentro da cabeça de Zidane

Mas de onde vem a perceptível preferência de Zinedine Zidane por aquele com menos tempo de clube? Sánchez analisou o estilo dos dois para enumerar os fatores que levam Rodygo a cumprir mais os requisitos do comandante francês.

1. Controle
- Vinicus tem menos a confiança do treinador porque é mais explosivo com a bola. É mais generoso, mais assistente do que goleador. Rodrygo tem mais cabeça, uma visão mais ampla do jogo. É mais calmo, um jogador mais europeu. O Zidane já falou que gostam de jogadores que conseguem ter o controle da bola, e o Rodrygo controla muito bem a bola.

2. Lado do campo
- No ataque do Real Madrid, há menos concorrência pela direita. E o Rodrygo se preparou para jogar pela direita. Desde que estreou como profissional pelo Santos, às vezes jogou pela esquerda, por dentro, mas a maioria foi pela direita. O Vinícius não, ele sempre jogou pela esquerda e é bom por lá. Ele não vai bem na direita e já disse que não gosta de jogar naquele lado. Por isso, está tendo mais dificuldade para ter minutos.

3. Pressão e carência de ídolos
- A Espanha está carente de ídolos. Cristiano Ronaldo saiu e Messi caminha para o final da carreira. O Vinicius chegou logo que o Cristiano saiu, caindo como uma luva, justo quando precisava-se de luz. E isso seria bom para torcida, para jornais venderem e para o clube. Mas ele começou mal, recebendo poucas chances e Lopetegui - que cuja demissão foi, em boa parte, motivada pela falta de oportunidades ao Vinicius. Com o Solari teve atuações boas, e agora não recebe tanta confiança do Zidane.

Então, Vinicius já passou por várias provações. O Rodrygo, ainda não. Ele chegou em um momento diferente. Dá para ver que ele entra em campo sob menos pressão, e assim, consegue fazer um bom trabalho.

Mais capas

- É com você, Rodrygo! - diz a capa do diário "As", desta quarta-feira.

 CON USTEDES, RODRYGO
No "El Bernabéu", nesta quarta-feira, Rodrygo foi novamente destaque, emplacando duas capas seguidas. A manchete diz:

- Na ausência de Bale: Rodrygo é eleito.

Voa, RODRYGO!

De volta ao começo...

Garotinho e Rosinha são presos no Rio de Janeiro
Prisão cumpre a ordem da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Esta é a quinta prisão de Garotinho e a terceira de Rosinha
Do R7, com Agência Brasil
Esta é a quinta prisão de Garotinho

Os ex-governadores Anthony Garotinho e sua mulher Rosinha Garotinho foram presos novamente na manhã desta quarta (30). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. 

Esta é a quinta prisão de Garotinho e a terceira de Rosinha.

A prisão cumpre a ordem da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, que cassou na tarde de terça-feira (29) um habeas corpus concedido ao casal.

Garotinho e Rosinha são acusados pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio) pelo superfaturamento de de R$ 62 milhões em contratos celebrados entre a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas ‘Morar Feliz I’ e ‘Morar Feliz II’. Os crimes teriam acontecido durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita, entre 2009 e 2017. Entre 2015 e 2016, seu esposo foi Secretário do município.

Garotinho e Rosinha afirmam serem inocentes e vítimas de perseguição política.

Em nota divulgada na terça-feira (29), o advogado de defesa do casal, Vanildo da Costa Júnior, informou que vai recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão da 2ª Câmara Criminal.

“Ainda que se respeite a decisão proferida pela Segunda Câmara Criminal do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não há como concordar com as razões de sua fundamentação. A ordem de prisão é ilegal e arbitrária, pautada apenas em suposições e conjecturas genéricas sobre fatos extemporâneos, que supostamente teriam ocorrido entre os anos 2008 e 2014. Acreditamos em sua modificação pelos tribunais superiores, para onde encaminharemos recurso”, diz a nota.

Garotinho foi governador do estado do Rio de Janeiro entre os anos de 1999 e 2002. Sua esposa, Rosinha, governou o estado de 2003 a 2006.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Nosso adeus ao antigo jogador do Santos de Sérgio Davi, Fonfon.

Adeus, Fonfon

Meu amigo Baiaco nos informa do sepultamento, hoje, em Cajazeiras, do antigo jogador do Santos de Seu Sérgio Davi, Fonfon, irmão de Tarcisio Vital do Banco do Brasil.

Ele morava no Estado do Maranhão e era agrônomo.

No final da década de 60 e início dos anos 70, fez parte, como jogador, de um dos grandes times cajazeirenses, o Santos Futebol Clube.

À sua família e amigos, os nossos pêsames pela perda. Vá com Deus, Fonfon..

Crescimento do mercado aéreo

Mercado aéreo vai crescer até 3% em 2019, diz Tarcísio
TarcisoMorais - RenovaMìdia
“Tivemos um ano extremamente difícil […] mesmo assim o mercado vai crescer de 2% a 3% em 2019”, disse Tarcísio.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, afirmou, nesta segunda-feira (28), que o mercado aéreo do Brasil deve crescer de 2% a 3% neste ano.

Durante abertura do Fórum de líderes da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (ALTA), Tarcísio declarou:

“Tivemos um ano extremamente difícil com a saída da Avianca, com o problema do Boeing 737 MAX, concentração de mercado e problemas de oferta e mesmo assim o mercado vai crescer de 2% a 3% em 2019.”

Segundo o portal G1, o ministro afirmou também que parte do crescimento se deve à articulação política do governo Jair Bolsonaro:

“Com uma relação ruim, aprovamos o capital estrangeiro, mantivemos o veto à franquia de bagagens e aprovamos a reforma da Previdência. Imagina se fôssemos bons de articulação política.”

Sugestão de temas para a redação do Enem

Professor da Paraíba arrisca temas de redação que podem cair no Enem 2019
Professor compartilhou dicas durante aulão gratuito de revisão, que aconteceu no sábado (26), em João Pessoa.
G1 PB
Veja temas de redação que podem cair no Enem 2019, segundo professor da PB 

O professor de linguística Erik Anderson compartilhou nove sugestões de temas para a redação da edição 2019 da prova, que será aplicada no próximo domingo (3), com os participantes de um aulão gratuito de revisão para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), transmitido ao vivo pelo G1 no sábado (26). Vejas as dicas de temas abaixo.

Além das dicas, o professor revisou conteúdos sobre gêneros textuais, funções da linguagem, arte moderna, como também abordou sobre a estrutura textual da redação. O aulão gratuito, realizado pela Faculdade Internacional da Paraíba (FPB), aconteceu na Domus Hall, em João Pessoa.

Dicas de temas para redação do Enem 2019

O esporte como ferramenta de transformação social;
A problemática da mobilidade urbana no Brasil;
A adoção de crianças e adolescentes no Brasil;
Desafios para a recuperação de dependentes químicos no Brasil;
Os desafios para o combate à depressão no século 21;
Saúde pública no Brasil: avanços e desafios;
Doação de órgãos no Brasil: um caminho para salvar vidas;
Alternativas para a ressocialização do menor em conflito com a lei;
Como atenuar a crise no sistema carcerário nacional.

Pensando bem...

Construindo palácio...

A mansão inacabada do traficante internacional Sheik em imagens exclusivas: do luxo ao abandono
G1 obteve com exclusividade fotos e vídeos atuais da residência que era construída por Joseph Nour Edinne Nasrallah e que ficou em estado de abandono após a prisão dele em 2007. Imóvel chegou a ser sequestrado pela Justiça.
Por G1 Campinas e Região
Veja como está a mansão do traficante internacional de drogas Sheik, em Valinhos

Um império inacabado de torres de mármore com detalhes em ouro. O G1 obteve com exclusividade imagens atuais externas e do interior da mansão construída pelo traficante internacional de drogas Joseph Nour Edinne Nasrallah, o Sheik, em um condomínio de luxo em Valinhos (SP). Sem barreiras físicas que impeçam a entrada de quem está no condomínio, o cenário chega a ser sombrio em meio à tanta riqueza.

Documentos de cartório obtidos pelo G1 mostram detalhes da mansão construída em uma área de 5.135,40 m². Uma propriedade em nome do filho de Sheik, que tinha 3 anos na época em que a Operação Kolibra da Polícia Federal foi deflagrada, em 2007, e que chegou a ser um bem sequestrado pela Justiça. 

A defesa de Joseph Nasrallah foi procurada para comentar o caso, mas não retornou ao contato do G1.
Mansão construída pelo traficante internacional de drogas Sheik em Valinhos 

Como era a mansão em 2007

3,6 mil m² de área construída
Elevador, ar condicionado central, detalhes em ouro
Mármores de diversos tipos em muros, colunas e pilastras
Banheira de ouro avaliada, em 2007, em R$ 120 mil
Mansão avaliada, em 2007, em R$ 40 milhões

Como está em 2019

Sinais de abandono
Sem portões ou grades
Sem portas e janelas
Materiais de construção, tapumes e equipamentos da obra deixados para trás
Sistema de ar condicionado deteriorado
Imagens exclusivas mostram detalhes da mansão de 'Sheik', preso por tráfico em Campinas
Interior da mansão de Sheik com equipamentos de obra deixados no local, um condomínio de luxo em Valinhos. 

Sheik foi preso por associação para o tráfico internacional de drogas em janeiro daquele ano. O grupo chefiado por ele comprava cocaína em países vizinhos ao Brasil e transportava droga para os Estados Unidos, Europa e África, por meio de contêineres em navios e pessoas pagas para levar o entorpecente no corpo ou bagagem. A ação teve apoio da polícia da Europa, prendeu 58 pessoas e apreendeu mais de 3 toneladas de cocaína.

Joseph Nasrallah cumpriu pena em regime fechado até progredir para o semiaberto e não retornar à prisão, em 2 de janeiro de 2017. Estava foragido desde então.

No dia 18 de outubro, ele foi preso em Campinas (SP) após investigação por tráfico na capital paulista. Nos últimos anos, também chegaram ao fim processos que resultaram na condenação dele por tráfico internacional de drogas e corrupção passiva.

Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória Belém I e transferido na última quarta-feira (23) para a Penitenciária I "Paulo Luciano de Campos" de Avaré (SP).
Joseph Nour Eddine Nasrallah, conhecido como Sheik, preso em Campinas (SP) no dia 18 de outubro 

Luxo deixado para trás

O abandono na mansão é evidente. As obras estavam em pleno vapor quando Sheik foi preso em 2007. Ainda seguiram por um tempo até serem bruscamente interrompidas. É o que mostram equipamentos, tapumes, baldes e materiais de construção deixados para trás.

Sem portas e janelas na casa e sem portão principal, o acesso de quem transita no interior do condomínio à chácara de 5,1 mil metros quadrados da residência não encontra barreiras físicas. Também não há grades completando o muro revestido com mármore.

Apesar do abandono da obra e da sujeira, é possível perceber que há manutenção da grama na área externa da mansão. Logo na entrada, uma grande piscina que estava sendo construída. E não é preciso elevar tanto o olhar para perceber os detalhes em ouro nas colunas imensas.
Colunas com detalhes em ouro na mansão de Sheik, em Valinhos. 

A variedade de tipos de mármore também é algo que se vê facilmente da entrada. O hall principal tem escada central como em filmes de cinema. No alto, uma cúpula de vidro e uma instalação para ar condicionado central, já deteriorada pelo tempo.

Os cômodos próximos da entrada guardam muitos materiais usados na obra que ficaram no local.

Era o imóvel que o então magnata do petróleo - como era conhecido por moradores até ser desmascarado - prestigiaria, se não tivesse ido para a cadeia.
Sistema de ar condicionado central na mansão do traficante Sheik, em Valinhos. 

Como Sheik foi encontrado

Uma investigação permanente na favela de Paraisópolis, na capital paulista, apontou Joseph Nasrallah, como suspeito de tráfico de drogas. A Polícia Civil obteve informações de que ele estaria em Campinas, mais precisamente almoçando em um restaurante do hotel Royal Palm Plaza, estabelecimento de alto padrão.

"Receberam informações de que estaria em Campinas uma pessoa procurada negociando droga. E localizaram o Sheik", conta a delegada Roberta Guerra do 89º Distrito Policial (DP) da capital paulista.

A informação foi recebida pelos policiais na mesma semana em que ele foi preso. Sheik entrou sozinho no estabelecimento e também estava sentado sozinho quando foi abordado. O hotel informou ao G1 que não cederá imagens do dia do ocorrido.
Prisão do traficante internacional de drogas Sheik em Campinas, no dia 18 de outubr

"Foram dois mandados cumpridos, um por recaptura e outro por condenação. Os dois que estavam em aberto. São relacionados a casos de tráfico e associação criminosa".

Sobre o processo que apura o tráfico na favela paulistana, Sheik ainda é suspeito. Na data da prisão, em contato feito com uma das advogadas dele, a defensora disse que não tinha informações sobre a prisão do cliente.
Imagem de drone mostra mansão do traficante internacional Sheik, em Valinhos. 

Condenações e situação dos bens

De acordo com a 7ª Vara Criminal da Justiça Federal, Joseph Nasrallah foi condenado a 10 anos e 8 meses de prisão por associação para o tráfico internacional de drogas, na Operação Kolibra, em 2007.

Como resultado da mesma operação da PF, Sheik também foi condenado a 8 anos de prisão por tráfico internacional de drogas e a 4 anos por corrupção passiva. Segundo a Justiça Federal, ele tinha esquema para ter informações privilegiadas para que ele não fosse preso em flagrante.

Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o traficante teve recursos negados em relação às condenações sobre tráfico de drogas.

Somadas, as penas chegam a 12 anos de prisão em regime fechado, sem contar o tempo que ele deixou de cumprir relativo à primeira condenação, que, por conta da fuga no regime semiaberto, ainda será estipulado pelo juiz.
escada na entrada da mansão do traficante internacional de drogas Sheik, em Valinhos. 

Os bens apreendidos ou sequestrados na época, entre eles a mansão, fazem parte de um processo de lavagem de dinheiro, também resultado da operação da PF. De acordo com a 2ª Vara Criminal na capital, ele foi absolvido e o processo foi arquivado em dezembro de 2013.

"Não remanescem quaisquer bens apreendidos e/ou sob constrição judicial/sequestrados no feito", informou a 2ª Vara, por nota.

O órgão federal ressaltou que "o réu foi absolvido na ação que tramitou na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, porém não temos conhecimento sobre outros possíveis processos envolvendo o réu".
Piscina construída no quintal da mansão do traficante internacional de drogas Sheik, em Valinhos. 
Entrada da mansão do traficante internacional Sheik, em Valinhos, não tem portões. 

sábado, 26 de outubro de 2019

Fé na recuperação econômica.

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros* - ValorEconômico
Recuperação do emprego e expansão vigorosa do crédito bancário serão fatores de aceleração da economia em 2020

Vou usar como imagem na coluna deste mês um filme menor da obra de Federico Fellini, “E La Nave Va”. Seu argumento é o enterro, no mar Adriático, ao largo de uma pequena ilha em que nasceu, de uma famosa diva da ópera italiana às vésperas do início da Primeira Guerra Mundial. É uma obra cômica que conta a vida, a bordo de um navio luxuoso, de uma trupe de artistas seguindo para um destino que já estava traçado em função de acontecimentos fora de seu controle.

O objetivo de Fellini foi o de mostrar como a vida se desenrola normalmente mesmo quando um acontecimento dramático - mas previsto - se aproxima de seu clímax.

A narrativa de “E La Nave Va” é uma imagem perfeita do drama vivido por nós brasileiros desde o momento em que Dilma Rousseff, na busca desesperada de sua reeleição em 2014, ordenou a sua equipe econômica que agisse para manter por mais tempo os bons ventos da economia brasileira. Indo na contramão do que pedia o ciclo econômico à época, provocou rompimento de uma bolha de crédito e gasto público que havia se formado ao final do mandato de Lula.

A partir deste erro primário, a dinâmica natural da economia - como no filme “E la Nave Va” - tomou as rédeas dos acontecimentos gerando um processo político complexo e que levou a presidente ao impeachment e o governo do PT à lona com a recessão terrível que se seguiu.

Vivemos agora uma outra dinâmica na economia e que também se assemelha ao destino dos passageiros da romântica nave criada por Fellini. Sob os efeitos da mudança em nosso ciclo econômico, após quatro anos de correções em mercados importantes do tecido econômico e de uma gestão macro adequada a partir de 2016 - com Meirelles e agora com Paulo Guedes - as forças do metabolismo econômico estão criando as condições naturais para uma recuperação cíclica. Certamente este mecanismo automático de volta do crescimento está sendo possível pelo encaminhamento da reforma da Previdência que evitou uma catástrofe fiscal com força suficiente para matar a recuperação cíclica ainda incipiente.

Mas este entendimento, de que a recuperação cíclica em andamento tem hoje força suficiente para vencer limitações fortíssimas que existem ainda na economia, é minoritário. Entre estas restrições, a maior delas é o orçamento sufocado por uma estrutura de despesas criada pela Constituição de 1988 - e pelas leis ordinárias que se seguiram - que não permite uma gestão eficiente por parte do governo federal e de Estados e municípios, além de pressioná-los por um endividamento crescente.

Além da questão orçamentária, um mercado de trabalho muito fraco com alto desemprego e informalidade, e uma indústria sufocada por uma capacidade ociosa elevadíssima - o que faz com que o crescimento do investimento seja muito difícil de realizar no curto prazo - são citados como empecilhos insuperáveis para que a recuperação cíclica se consolide. Finalmente, o sentimento de que a agenda de reformas necessárias para a construção de uma economia mais eficiente está paralisada no Congresso pela falta de liderança do presidente da República compõem o quadro de pessimismo em relação ao futuro próximo.

Talvez tomados por estes problemas, que são reais e limitadores da força da recuperação cíclica, os mais pessimistas não têm dado importância a outras mudanças que estão ocorrendo a partir de 2017. A primeira foi a reforma trabalhista que já vem produzindo frutos importantes na forma como funciona a Justiça do Trabalho e na força coercitiva dos sindicatos, reduzindo os riscos e custos dos empresários. Além disto, nunca estivemos tão próximos da aprovação pelo Congresso da criação de um Banco Central independente, sonho de consumo de várias gerações de economistas.

Um segundo efeito importante tem sido o fato de que são mais de quatro anos de uma gestão orçamentária competente e sem maiores desvios em relação ao plano de voo traçado. Por exemplo, não me lembro de um secretário do Tesouro como o atual, tão seguro de seus diagnósticos e da forma como devem ser enfrentadas as questões orçamentárias. Neste mesmo sentido deixamos para trás mais de uma década de predomínio de um Estado dominante na economia e um certo sentimento contrário à inciativa privada em áreas importantes da vida do cidadão.

Prova desta mudança é a proximidade da aprovação pelo Congresso das alterações da legislação dos serviços de saneamento, abrindo espaço para a atividade privada. Aliás, o índice de serviços de água e principalmente saneamento básico é uma das maiores vergonhas nacionais.

Finalmente, outras mudanças recentes na dinâmica da inflação mostram a oportunidade que temos hoje para trazer a estrutura a termo dos juros para um paradigma de primeiro mundo emergente. Também aqui uma menção sobre a eficiência como o Banco Central, através do Copom, aproveitou as condições criadas pela combinação da recessão com um safra agrícola recorde nos últimos três anos para consolidar esta nova situação e criar uma força poderosa para o fortalecimento da recuperação cíclica.

Os números recentes do Caged para setembro mostram que a recuperação ainda frágil já chegou ao mercado de trabalho. E esta é uma revelação importante, pois junto com a expansão vigorosa do crédito bancário às pessoas físicas nos últimos meses ela será o fator de aceleração em 2020.

*Luiz Carlos Mendonça de Barros é engenheiro, economista e presidente do Conselho da Foton Brasil. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações. 

Coisa muito boa de presenciar...e se deleitar com a autêntica cultura brasileira.

Encontro de repentistas do Nordeste acontece em Campina Grande
Desafio 'Estado x Estado' reúne artistas de seis estados nordestinos; evento acontece em novembro.
Por G1 PB
Encontro de repentistas do Nordeste acontece em Campina Grande 

A 13ª edição do desafio “Estado x Estado”, evento que reúne 12 repentistas de seis estados do Nordeste, acontece no dia 9 de novembro, em Campina Grande. O encontro é realizado no Teatro Municipal Severino Cabral, a partir das 20h.

O coordenador do evento, poeta Iponax Vila Nova, explicou que a cidade já foi referência para os cantadores de viola do país entre os anos 1960 e 1970. “A finalidade do desafio é resgatar os grandes eventos, manter viva a cantoria de viola nordestina e revelar novos talentos”, ressaltou.

Participarão do encontro repentistas dos estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Os primeiros quatro colocados da disputa serão premiados com R$ 10 mil, o valor será divido conforme a colocação de cada um deles. Já os outros competidores receberão cachês de participação.

Ingressos antecipados podem ser adquiridos na Banca do Orlando, localizada na Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande. As entradas inteiras custam R$ 50. Idosos e estudantes pagam R$ 25.

Sonho realizado com sucesso.

Reudesman Lopes Ferreira

Após uma viagem excepcional ao Rio de Janeiro, digo, um sonho realizado que era ver o Flamengo no Maracanã. Momento de agradecer a Deus e ao meu filho Marcel que me presenteou está realização. Isso não tem preço.
Audiência Pública da ALPB e Câmara Municipal de Cajazeiras, para tratar da revitalização do Açude Grande
Lente da Notícia

A Câmara Municipal de cajazeiras realizou ontem sexta-feira (25) uma Audiência Pública, conjunta com a Assembleia Legislativa do Estado, atendendo propositura do Vereador Rivelino Martins Ferreira (PSB), para tratar da revitalização do Açude Grande. 

Estiveram presentes no evento Dra. Denise Albuquerque representando o Governador João Azevedo, Ubiratan de Assis representando o prefeito, o gerente regional da CAGEPA de Cajazeiras Cleudismar Alexandre (Neném da CAGEPA), o Tenente-Coronel Edênio Mendes Duarte comandante do Corpo de Bombeiros de Cajazeiras, o Capitão Matias representando o 6º BPMP, e vários outros segmentos da sociedade
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Lêide Gomes Pereira e Dra. Denise Albuquerque
Francisco Sales Cartaxo Rolim e Sales Fernandes
Tenente-Coronel Edênio Mendes Duarte e Capitão Matias
Ubiratan de Assis, Padre Francivaldo, Raimundo Junior e Francisco Sales Cartaxo Rolim
Fotos: Cavalcante Fotógrafo