domingo, 29 de setembro de 2019

Nosso pranteado adeus ao amigo Olivan Big Boy Pereira.

Se não teremos Big Boy entre nós, nada voltará a ser igual como antes
Blog do JoséDiasNeto

Apesar da exaustão física, eu não conseguiria dormir, sem antes falar sobre o agora, inesquecível Olivan Pereira, o Grande Homem desta cidade, que faleceu na manhã deste sábado no Hospital Regional de Cajazeiras.

Durante toda semana, ao lado de Petson Santos cumprimos agenda profissional na capital João Pessoa. Na ida já havíamos planejado nosso regresso para este sábado, dia 29. Hoje, fomos surpreendidos com a triste notícia do falecimento daquele que era o amigo de todos, Big Boy.

Ao saber do ocorrido, confesso que uma imagem tomou minha visão, e como em um sonho, imaginei que eu estava na Avenida Engenheiro Carlos Pires de Sá, mais precisamente na calçada da Poly Sorte, conversando com pessoas das mais variadas idades, cujo centro das atenções era um ‘cadeirante’ pra lá de extrovertido que fazia piada de tudo e contava hi(e)stórias das mais variadas. Acalentei meu coração, com esse déjà vu. Mas prossigo.

Sempre tive comigo a certeza de que Big Boy viveu intensamente sua vida, fazendo sempre o que lhe trazia felicidade, e sem dúvidas, foi sempre um homem sem limites.

No regresso à Cajazeiras, sou surpreendido pelo amigo Petson Santos que reproduz a entrevista que Olivan prestou ao programa Interview da TV Diário do Sertão no ano de 2013, no som do veículo e pude mais uma vez mergulhar no universo da narrativa de Big, que como ninguém sabia tirar o melhor do pior em todas as situações.

Ele teve uma infância extremamente difícil mas não foram os empecilhos impostos pela sua realidade que o impediram de traçar uma nova história. Nas páginas da sua caminhada constam capítulos marcantes, como por exemplo a sua passagem por quase todas as emissoras de rádio de Cajazeiras; sua experiência na TV Diário do Sertão; a atuação política, entre tantas outras que somos incapazes de transcrever neste momento tão delicado.

Dono de uma audição apurada e de uma ótica aguçada, Big Boy era para muitos um conselheiro. Não consigo mensurar quantas vezes procurei seus conselhos, ou quantas vezes presenciei amigos pedindo conselhos ao experiente amigo Big Boy. Ele sempre deixou estampado na cara, sua a alegria de viver e de conviver com seus amigos diariamente. Ficava feliz nos tradicionais encontros de cajazeirenses e cajazeirados, porque conseguia reencontrar e encontrar os amigos de sempre.

Eu particularmente, semanalmente conversava com Big Boy minutos antes da sua gravação do Direto ao Ponto (coluna na TV e Portal Diário do Sertão). Ora elogiado, ora alertado, ouvi-lo era sempre um aprendizado gratuito, gostando ou não, sempre procurei seguir seus ensinamentos. Muita das vezes engoli a seco suas broncas, porque na maioria delas, ele estava certo.

É muito difícil saber que não conseguirei mais falar com Olivan e que obrigatoriamente terei que me confortar com o que vivi até semana passada.

Na entrevista que menciono acima, Big Boy diz que três palavras o definem: ‘Amor, Sinceridade e Honestidade’. Ele como ninguém conseguia ser amoroso (ao falar da família constatamos isso), sincero no sentido mais concreto da palavra e honesto em todas as situações.

Olivan também era um homem religioso, fazia questão de participar das festas das paróquias da cidade, mas era o Monte Carmelo que ele dedicava parte da sua devoção. As irmãs carmelitas confirmam isso.

Encerro por aqui com o olhos marejados, porque sinto muito o falecimento deste amigo que Deus me presenteou, mas procurarei guardar a história de superação de Big Boy como combustível para minha caminhada, e sugiro que os amigos também sigam este conselho. Apesar de tudo que a vida lhe impôs, Olivan manteve-se firme e lutou até o fim para viver. Não estará presente fisicamente, mas espiritualmente ele sempre estará velando por nós.

Siga em paz meu grande amigo, você deixará saudades em muitos corações, mas acima de tudo, lembraremos sempre da sua alegria irradiante.

JOSÉ DIAS NETO
Charge do cartunista Luis Fernando Mifô e a ‘chegada de Big Boy no céu’

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