quarta-feira, 18 de setembro de 2019

É desse tipo...

Contradições à brasileira e três contas a pagar
Por Heron Cid
O Ministério da Educação decidiu contingenciar recursos das universidades federais. O Governo libera homeopaticamente recursos e convênios novos.

São, em tese, medidas de responsabilidade fiscal para tentar barrar o aumento do buraco financeiro em que nos metemos. Aliás, fomos metidos por gestões pouco ortodoxas no gasto público.

Mas nada disso constrange parlamentares a discutirem, com muita pressa e pouco debate, o aumento do fundo eleitoral para as eleições de 2020.

Tem quem defenda uma elevação de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,7 bilhão.

Por enquanto, a pressão popular vai barrando a algazarra.

O Senado segurou a onda e desfigurou o projeto quase na totalidade. No caminho, entretanto, tem a Câmara, mais suscetível às pressões das bases.

Ela tem o poder de devolver o objetivo à originalidade e jogar o abacaxi no colo do presidente.

No Brasil é assim.

O cidadão paga três contas: paga para financiar as candidaturas, a fatura do funcionamento deles no exercício do poder e ainda o alto prejuízo dos desmandos e incompetência de uma representação sustentada pelo ‘contribuinte’, uma palavra atenuante que substitui ‘pagador de imposto’.

Somos um povo generoso demais. Pra não dizer besta!

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