domingo, 15 de setembro de 2019

Dedezin é um filósofo político!

Dirceu Galvão

Os últimos dias têm se mostrado ricos em evidências políticas, na Paraíba. A mais comentada e/ou celebrada trata do pretenso rompimento entre aliados de outrora, entre criador e criatura: Ricardo Coutinho e o governador João Azevedo estariam em vias de um grande racha nos quadros da situação.

Neste contexto de indefinição (ainda), a especulação só cresce sobre quem acompanha quem. Aliados de Ricardo deixarão os cargos (seus e de aliados) no governo ou continuarão com João Azevedo, numa prova ostensiva de que, sem caneta, o poder do ex-governador não tem alcance? E como ficará a situação em Cajazeiras?

Nos bastidores, a impressão mais certeira é de que aquela frase feita de Ricardo Coutinho, logo após a prisão de Livânia Farias, na Operação Calvário - "ninguém solta a mão de ninguém" - já se transformou em 'ninguém solta o cargo de ninguém'.

Será que o governador João Azevedo bateu a parada?

*****************
Essa história de ficar ou não com o governo me lembrou uma outra que correu, célere, pelas esquinas cajazeirenses, e faz parte do folclore político de Cajazeiras.

Me contaram que, após a eleição de Léo Abreu (derrotou o candidato Marinho, aliado de Carlos Antônio), o nosso indomável Dedezin passou de mala e cuia para o lado do novo prefeito, assumindo um carguinho comissionado.

Foi um escândalo, na opinião dos gaiatos. Ora, Dedezin era da 'cozinha' do ex-prefeito Carlos Antônio e ocupava cargo de confiança desde muito tempo. "Como é que ele fez um negócio desse?", costumávamos escutar nas ruas de nossa terra.

Até que um partidário de Carlos Antônio foi diretamente questionar a nova opção política de Dedezin.

"- Mas Dedezin, rapaz. Como é que você faz um negócio desse?! Deixar Dr. Carlos depois de ter comido tanto tempo na boquinha? Como é que você muda de lado desse jeito?"
Dedezin, um gaiato e espirituoso por natureza, deu resposta na hora:

"Eu num mudei de lado, não. Vocês é que mudaram! Vocês perderam a eleição. Eu estou onde sempre estive: do lado do poder!"

Ô Carrazera boa!

Nenhum comentário: