segunda-feira, 1 de julho de 2019

Um grande encontro em berço cajazeirense: Zé Antônio e Irapuan Sobral.

Tradição
Às vistas de Nossa Senhora, registrei a minha visita ao professor José Antonio Albuquerque, respaldo historiográfico de Cajazeiras.

A cidade há por José Antônio; por suas aulas, desde os bons-dias da manhã à álgebra das feiras que lhe cercam de trabalhar. Essa incógnita da conversa fácil, mais ouvidos que boca, é da sua natureza.

E quando fala parece acerar o discurso do interlocutor, como quem já sabe o destino da história, limitando-a.

Agrada, mesmo.

Sempre me questionei sobre a imparcialidade analítica do historiador (o que os acadêmicos chamam de neutralidade axiológica), mas, em José Antônio, encontrei a possibilidade.

Nessa sala, da Rádio Alto Piranhas, ele recebe o mundo e o redistribui. Enquanto me entrega um livro novo ou o exemplar do Gazeta do Sertão, ele diz das águas, da economia, do futuro pela história - e vai atendendo as pessoas que chegam e passam (ou repassam).

Dessa vez, a despedida foi em versos de Furiba, no elogio ao mecenato de João Claudino.

Parece que o mundo é de Cajazeiras. Senão todo de lá, mas, com certeza, partindo de lá.

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