quarta-feira, 31 de julho de 2019

Queda na taxa Selic

Banco Central corta Selic em 50 pontos-base, para 6,00%
Após manter juros por dez reuniões, Copom reduz taxa básica para sua mínima histórica
InfomMoney
O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira (31) cortar a Selic em 50 pontos-base, para 6,00%, levando a taxa básica de juros para sua mínima histórica.

Apesar do corte ser esperado, parte dos analistas esperava por uma redução menor, de 25 pontos. O Banco Central manteve os juros no País por dez reuniões seguidas, em um ciclo que teve início em março de 2018.

A inflação abaixo da meta, a fraqueza da atividade econômica e a aprovação da reforma da Previdência em 1º turno na Câmara dos Deputados abriram espaço para este corte. Ainda sem força, a avaliação de que a Selic pode encerrar o ano em nível ainda mais baixo já é discutida no mercado.

No comunicado, o BC ressaltou que o "cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias". Apesar disso, a autoridade monetária diz que os riscos em relação a uma desaceleração da economia global permanecem.

Sobre o cenário doméstico, o Copom reconheceu que as "reformas e ajustes necessários" na economia brasileira tem avançado. Por outro lado, o BC "enfatiza que a continuidade desse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Nossos parabéns a Ana Paula, filha dos meus amigos Milson Gomes e Maria Lúcia.

Ana Paula Barreto Gomes, a filha do casal, é professora da UFRN, com mestrado e doutorado na área de Farmácia. Parabéns.
Os pais orgulhosos: Milson Gomes e Lúcia Barreto Gomes

Dia bem cheio, hoje...

PF prende Dario Messer, foragido conhecido como 'doleiro dos doleiros'
Preso é réu na Lava Jato do Rio na Operação Câmbio, Desligo
Italo Nogueira - Folha de São Paulo

A Polícia Federal prendeu na tarde desta quarta-feira (31), em São Paulo, o doleiro Dario Messer, que estava foragido desde o ano passado.

Messer, que é réu na Justiça Federal na Operação Câmbio, Desligo, foi detido nos Jardins (zona oeste de São Paulo), de acordo com a Polícia Federal.

Alvo de investigações desde a década passada, ainda no caso Banestado, ele ganhou o apelido de "doleiro dos doleiros". Foi delatado na Lava Jato do Rio pela dupla Vinicius Claret e Cláudio Barboza, que foi detida no Uruguai em 2017 e mais tarde se tornou colaboradora da Justiça.

Ele vinha negociando se entregar às autoridades do país e era procurado também no Paraguai, país onde chegou a ter nacionalidade.

No último dia 9, a PF deflagrou operação no Rio baseada na delação de familiares de Messer. Dois suspeitos foram alvos de mandados de prisão.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio, a ex-mulher de Messer, Rosane, e os filhos Dan, Débora e Denise colaboraram com a Justiça. 

A ex-funcionária de Messer Elsa Filomena Fernandes dos Santos também colaborou, explicando como ocorria a entrega de dinheiro a suspeitos de integrar o esquema.

Dario Messer é acusado de coordenar um megaesquema de lavagem de dinheiro, com o uso de processos sofisticados como contas de distribuição dos recursos e mais de 400 clientes, incluindo o ex-governador do Rio Sergio Cabral, preso pela Lava Jato desde 2016.

Os familiares se comprometeram a devolver R$ 270 milhões em dinheiro vivo e o restante em bens.

A Operação Câmbio, Desligo, na qual ele foi o principal alvo, é até hoje a maior fase da Lava Jato em número de presos, com 49 mandados de prisão preventiva expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas.

Boa notícia para a família e amigos de Lucélio Cartaxo. Graças a Deus.

Lucélio, de volta pra casa
HeronCid
Lucélio Cartaxo, ex-candidato ao Governo pelo PV

Dois dias atrás, o Blog informou: Lucélio Cartaxo (PV) estava concluindo processo de fisioterapia e pronto para receber alta. Hoje, veio a confirmação. O ex-candidato ao governo da Paraíba chega a João Pessoa nas próximas horas. O anúncio foi feito pelo irmão e prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que comemorou a notícia nas redes sociais. Para a família, o alívio. Para os amigos, também. Para Lucélio, o sabor incomparável de voltar pra casa. Vinte e cinco dias depois de um grave acidente.

Um reforço bem reforçado...

“Mensageiros” do Grupo Petrópolis usavam carros fortes para pagamentos de propinas

Na coletiva da 62ª fase da Lava Jato, o procurador da República Felipe D’Elia Camargo disse que os “mensageiros” do Grupo Petrópolis chegavam a usar carros fortes blindados para o pagamento das propinas.

A Lava Jato não pode parar.

Para brindar, quando estiver tomando uma itaipava geladinha...

Lava Jato prende dono da Petrópolis
O Antagonista

O dono da Petrópolis, Walter Faria, está sendo preso pela Lava Jato.

Ele é acusado de ter intermediado mais de 3 milhões de dólares em propinas da Odebrecht.

Seu grupo, segundo os procuradores, participou da lavagem de 329 milhões de reais.

Leia a nota do MPF:

Lava Jato: executivos do grupo Petrópolis são presos pela lavagem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014 no interesse da Odebrecht.

Walter Faria, controlador do grupo, usou ainda conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de US$ 3 milhões de propina relacionadas aos contratos dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000.

A 62ª fase da operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (31/7), apura o envolvimento de executivos do grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado de contratos públicos, especialmente da Petrobras, pela Odebrecht. Foram expedidos pela Justiça Federal de Curitiba um mandado de prisão preventiva contra Walter Faria, controlador do grupo Petrópolis, e cinco mandados de prisão temporária contra executivos envolvidos na operacionalização ilícita de valores. Além disso, 33 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em empresas do grupo e residências, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

As investigações revelaram que Faria, em conjunto com outros cinco executivos do grupo Petrópolis, atuou em larga escala na lavagem de centenas de milhões de reais em contas fora do Brasil e desempenhou substancial papel como grande operador de propina.

Conforme apontam as provas colhidas na investigação, Faria, em troca de dólares recebidos no exterior e de investimentos realizados em suas empresas, atuou para gerar recursos em espécie para a entrega a agentes corrompidos no Brasil e entregar propina travestida de doação eleitoral no interesse da Odebrecht; e transferir, no exterior, valores ilícitos recebidos em suas contas para agentes públicos beneficiados pelo esquema de corrupção na Petrobras.

Cooperação ilícita com a Odebrecht – O Setor de Operações Estruturadas, criado pela Odebrecht para o repasse de propinas para agentes públicos e políticos, sobretudo no esquema criminoso que vitimou a Petrobras, costumava utilizar três camadas de contas no exterior em nome de diferentes offshores. Como identificado na investigação do caso de hoje, havia ainda, em determinadas situações, a utilização de complexa estrutura financeira de contas no exterior relacionadas às atividades do grupo Petrópolis.

Em conta mantida no Antigua Overseas Bank, em Antigua e Barbuda, no nome da offshore Legacy International Inc., Faria recebeu US$ 88.420.065,00 da Odebrecht de março de 2007 a outubro de 2009 . Já entre agosto de 2011 e outubro de 2014, duas contas mantidas pelo executivo no EFG Bank na Suíça, em nome das offshores Sur trade Corporation S/A, e Somert S/A Montevideo, receberam da Odebrecht, respectivamente, US$ 433.527,00, e US$ 18.094.153,00.

Além de transferir, sem causa econômica aparente, valores no exterior para contas controladas pelo grupo Petropolis, a Odebrecht, para creditar montantes que seriam depois disponibilizados para pagamentos ilícitos, realizou operações subfaturadas com o grupo cervejeiro, como a ampliação de fábricas, a compra e venda de ações da empresa Electra Power Geração de Energia S/A, aportes de recursos para investimento em pedreira e contratos de compra, venda e aluguel de equipamentos.

Paralelamente, constatou-se que o grupo Petrópolis disponibilizou pelo menos R$ 208 milhões em espécie à Odebrecht no Brasil, de junho de 2007 a fevereiro de 2011. Além disso, o grupo comandado por Faria, por meio das empresas Praiamar e Leyroz Caxias, foi utilizado pela Odebrecht para realizar, entre 2008 e 2014, pagamentos de propina travestida de doações eleitorais, no montante de R$ 121.581.164,36.

O caso dos navios-sonda da Petrobras – Ao lado desses ilícitos envolvendo a Odebrecht, contas bancárias no exterior controladas por Faria foram utilizadas para o pagamento de propina no caso dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000. Entre setembro de 2006 a novembro de 2007, Júlio Gerin de Almeida Camargo e Jorge Antônio da Silva Luz, operadores encarregados de intermediar valores de propina a mando de funcionários públicos e agentes políticos, creditaram US$ 3.433.103,00 em favor das contas bancárias titularizadas pelas offshores Headliner LTD. e Galpert Company S/A, cujo responsável era o controlador do grupo Petrópolis.

Repatriação bilionária de valores sem origem comprovadamente lícitaFaria aderiu ao programa de regularização cambial, informando possuir mais de R$ 1,3 bilhão depositado em contas de empresas offshore. Algumas dessas contas, direta ou indiretamente, receberam valores das contas controladas pela Odebrecht e por operadores ligados ao caso dos navios-sonda, indicando que ao menos significativa parte desses valores tem origem não comprovadamente lícita.

Destaque-se ainda que, de acordo com documentação encaminhada da Suíça, foram identificadas 38 empresas offshore distintas com contas bancárias no EFG Bank de Lugano, controladas por Faria. Mais da metade dessas contas permaneciam ativas até setembro de 2018.

De acordo com o procurador da República Alexandre Jabur, “mesmo comparando com outros casos da Lava Jato, chama a atenção a expressiva quantidade de recursos lavados por Walter Faria e por executivos do grupo Petrópolis. Além disso, o fato de ainda manter recursos no exterior sem origem lícita comprovada e realizar a regularização cambial de mais de R$ 1 bilhão denota a permanência na prática do crime de lavagem de dinheiro e autoriza, conforme reconhecido em decisão judicial, a decretação da prisão preventiva do investigado”.

Provas – A investigação está amplamente fundamentada em diversas provas, incluindo declarações prestadas por investigados que celebraram acordos de colaboração com o Ministério Público Federal; provas apresentadas nas ações penais 5083838-59.2014.404.7000, 5014170-93.2017.4.04.7000 e 5036528-23.2015.4.04.7000; documentos remetidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos autos da petição 6.694/DF; documentos obtidos por cooperação jurídica internacional; documentos transmitidos espontaneamente pelas autoridades suíças às autoridades brasileiras; documentos extraídos do sistema Drousys, utilizado pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, para registro da contabilidade paralela da empreiteira; e documentos obtidos a partir da quebra do sigilo telemático, bancário e fiscal de investigados, autorizadas pelo Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba.

Segundo o procurador da República Felipe D’Elia Camargo, “as investigações apontam para um esquema milionário de lavagem de dinheiro em que o grupo Petrópolis atuou em favor da Odebrecht na gestão, disponibilização e destinação de valores ilícitos. Foram identificados bens milionários, adquiridos a partir das contas utilizadas para o pagamento de propina, que ainda são mantidos no exterior. Isso reforça a necessidade de a Lava Jato continuar as investigações para esclarecer os fatos e buscar a recuperação daquilo que foi desviado dos cofres públicos”.

Laura Carneiro em liberdade com medidas cautelares

Justiça manda soltar Laura Carneiro presa na Operação Calvário
Página 1 PB
Após delação, a Justiça determinou a soltura de Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, presa em decorrência da Operação Calvário. O juiz em substituição Adilson Fabrício Gomes Filho determinou a expedição de alvará de soltura em favor dela, substituindo a prisão preventiva em medidas cautelares. A decisão foi divulgada em primeira mão pelo Portal ClickPB. 

A ex-secretária de Gilberto Carneiro, só conseguiu o relaxamento da prisão após fazer uma delação premiada. De acordo com o magistrado, a decisão judicial considerou que “ela apresentou outras evidências por meios dos termos de colaboração premiada, não existindo risco de novas ocultações”, considerando ainda que “não se mostra adequada a manutenção da prisão uma vez ausente ameaça a instrução criminal”, diz o texto da decisão. 

Entre as medidas cautelares estão as seguintes proibições: proibição de acessar as repartições do Governo do Estado da Paraíba, proibição de manter contato com testemunhas, exceto seus próprios familiares ou outros investigados na Operação Calvário, proibição de se deslocar a locais com distância superior a 200 km da Comarca de João Pessoa, à exceção dos descolamentos até o município de Santa Terezinha, salvo prévia comunicação e autorização deste juízo, entre outros. 

Maria Laura já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão durante a terceira fase da Operação Calvário.

Polícia Federal divulga nota sobre a Operação Rock City deflagrada hoje.

NOTA DA PF

Curitiba/PR – A Polícia Federal, em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje, (31/07) a 62ª. fase da Operação Lava Jato, denominada Rock City.

Cerca de 120 Policiais federais cumprem 1 mandado de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 diferentes municípios (Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo/SP; Cuiabá/MT; Cassilândia/MS; Petrópolis e Duque de Caxias/RJ; e Belo Horizonte/MG). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR

O objetivo é apurar o pagamento de propinas travestidas de doações de campanha eleitoral realizada por empresas do Grupo investigado, que também teria auxiliado o Grupo ODEBRECHT a pagar valores ilícitos de forma oculta e dissimulada, através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo.

Os fatos ora investigados guardam estrita relação com as atividades do Setor de Operações Estruturadas do Grupo ODEBRECHT, responsável por viabilizar os pagamentos ilícitos do Grupo de forma profissional e sofisticada, para evitar o rastreamento dos valores e a descoberta dos crimes pelas autoridades de persecução penal.

A suspeita é que offshores relacionadas ao Grupo ODEBRECHT realizavam – no exterior – transferências de valores para offshores do Grupo investigado, o qual disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para realização de doações eleitorais.

Um dos executivos do Grupo ODEBRECHT, em colaboração premiada, afirmou que utilizou o Grupo investigado para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outubro de 2008 a junho de 2014, o que resultou em dívida não contabilizada pela ODEBRECHT com o Grupo investigado no valor de R$ 120 milhões. Em contrapartida, a ODEBRECHT investia em negócios do grupo investigado.

O esquema desenvolvido com o Grupo investigado é uma das engrenagens do aparato montado pela ODEBRECHT para movimentar valores ilícitos destinados sobretudo para pagar propina a funcionários públicos da PETROBRAS e da Administração Pública brasileira e estrangeira.
Outro delito a ser apurado é o de lavagem de dinheiro.

Um dos executivos do Grupo investigado, valendo-se do instituto do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT) instituído pela Lei 13.254/16, regularizou em 2017, mediante apresentação de declaração falsa de que esses valores seriam oriundos de atividades lícitas, R$ 1.393.800.399,02 (um bilhão, trezentos e noventa e três milhões, oitocentos mil, trezentos e noventa e nove reais e dois centavos). Contudo, há indícios de que essa regularização tenha sido irregular, em razão da suspeita de que os valores seriam provenientes da prática de “caixa dois” na empresa, com origem em um sofisticado esquema de sonegação tributária que contava com a burla de medidores de produção de cerveja, a qual era então vendida diretamente a pequenos comerciantes em espécie, sendo os valores então entregues a couriers da ODEBRECHT.

O nome da operação remete ao nome à tradução para o inglês de Cidade de Pedra, significado em português das palavras gregas que remetem ao grupo investigado [Petrópolis]

Também foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados.

Será concedida coletiva de imprensa às 10h no auditório da Superintendência Regional da PF em Curitiba-PR.

Polícia Federal nas ruas. Vai uma geladinha aí?

62ª fase da Lava Jato mira pagamento de propina em forma de doações eleitorais pelo Grupo Petrópolis
Foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 cidades diferentes.
Por José Vianna, Fernando Castro e Pedro Brodbeck, G1 PR

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (31) a 62ª fase da Operação Lava Jato. Esta nova etapa mira o pagamento de propinas disfarçadas de doações eleitorais pelo Grupo Petrópolis.

De acordo com a PF, foram expedidos um mandado de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão.

Até as 8h desta terça-feira, três pessoas tinham sido presas.

O G1 entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas não teve resposta.

Segundo a investigação, o Grupo Petrópolis teria auxiliado a Odebrecht a pagar propina através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, em uma operação conhecida como "operações dólar-cabo".

A suspeita, segundo a PF, é que, em troca, offshores relacionadas ao Grupo Odebrecht no exterior transferências de valores para o Grupo Petrópolis fora do Brasil.

A informação da Polícia Federal é que um executivo da Odebrecht afirmou em delação premiada que utilizou o Grupo Petrópolis para realizar doações de campanha eleitoral para políticos de outurbo de 2008 a junho de 2014.

Estas doações resultaram em uma dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a cervejaria. Em contrapartida, a Odebrecht investia em negócios do grupo.

Os investigadores apontam ainda que um dos investigados usou o programa de repatriação de recursos de 2017 para trazer ao Brasil, de forma ilegal, R$ 1,4 bilhão que foram obtidos por meio do esquema.

Os mandados são cumpridos pela PF em 15 cidades diferentes e foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. A nova fase foi batizada de Rock City.

Os destaques do jornal Correio Braziliense


No jornal Lance: grande vitória do Verdão


Na capa d'O Globo


terça-feira, 30 de julho de 2019

E contando...

Cabral é condenado de novo, e suas penas somam 215 anos de prisão
O Antagonista

Marcelo Bretas condenou Sérgio Cabral mais uma vez hoje. Com a nova sentença, de 18 anos de prisão por corrupção passiva, as penas do ex-governador do Rio na Lava Jato já somam 215 anos e 11 meses, informa O Globo.

Também foram condenados o empresário Marco Antônio de Luca (32 anos por corrupção, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa) e o operador Luiz Carlos Bezerra (8 anos e 3 meses), acrescenta o jornal carioca.

De Luca é acusado de ter pago propina para ser favorecido no fornecimento de merenda para escolas e “quentinhas” para presídios do estado.

Segundo o MPF, de janeiro de 2007 a novembro de 2016, a propina a Cabral em razão dos contratos firmados por De Luca com o governo fluminense superou os R$ 16,7 milhões.

Será que vai?

Janaina protocola pedido de impeachment de Toffoli
BR18

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), co-autora do pedido de afastamento da ex-presidente Dilma Rousseff, protocolou no Senado nesta terça, 30, um pedido de impeachment do ministro Dias Toffoli, presidente do STF, por ele ter suspendido investigações que utilizaram relatórios do Coaf sem prévia autorização do Judiciário. “Tal decisão monocrática, além de contrariar a Constituição Federal e diversas leis, trouxe contrariedade ao que foi estabelecido pelo Plenário do STF”, afirma o texto, também assinado pelo grupo MP Pró-Sociedade, de apoio a procuradores. Em seu perfil no Twitter, o coletivo diz ser “uma associação de membros do MP brasileiro, com perfil conservador, voltada a difundir e a promover a Ordem, a Liberdade e a Justiça como valores sociais fundamentais”.

Termina o julgamento da AIJE do Empreender no TRE-PB

Presidente do TRE/PB diverge de relator e vota por inelegibilidade de Ricardo
Hacéldama Borba - Paraíbaonline
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho iniciou a sessão fazendo uma justificativa sobre a demora no julgamento da AIJE do Empreender, que se encerrou nesta terça-feira (30), após quase cinco anos tramitando na Justiça Eleitoral, motivos de várias críticas da sociedade paraibana e de muitas cobranças pelo desfecho do julgado.

A AIJE de autoria do Ministério Público Eleitoral e da Coligação A Vontade de Povo (PSB) foi em desfavor do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e da vice, Lígia Feliciano (PDT).

Segundo ele, desde a sua chegada ao Tribunal muito lhe fora cobrado o mérito seja pelos interesses em jogo quanto pela finalidade precípua da Corte que é julgar e cumprir sua missão constitucional.

“Esta justiça não é mais nem menos do que os outros Poderes. Com eles harmoniosamente, servimos à nação sem medo de tomarmos decisões entre tantas possíveis. As críticas jamais serão ignoradas quando legítimas em maior ou menor proporção porque certamente elas auxiliam no aperfeiçoamento da nossa jurisdição eleitoral e é preciso força para se perceber que a estrada vai além do que se vê”, ressaltou.

Para ele, todos deveriam acompanhar de perto para saber dos detalhes que vinham sendo tratados para que não se fizesse cobranças à justiça eleitoral como se ela devesse de qualquer maneira ou de qualquer modo, julgar um processo no tempo que cada um pensasse que fosse o ideal.

“E assim não foi. A tramitação desse processo foi demorada, é verdade. Foram vários relatores e cada um enfrentou no seu tempo as suas dificuldades, as etapas que o processo impõe, o rito que a legislação recomenda e hoje chega ao seu final. Penso que a Justiça cumpriu o seu papel”, avaliou,

O desembargador havia pedido vistas do processo para fundamentar o seu voto, que foi proferido nesta sessão, tornando o ex-governador inelegível, muito embora os demais pares tenham julgado pela improcedência parcial da matéria com aplicação de multa afastando as acusações contra Ricardo Coutinho.

O placar final foi de 4x 3 votos com aplicação de multas de R$ 60 mil ao ex-governador, R$30 mil a Lígia Feliciano e ao ex-secretário de Saúde, Waldson de Souza e R$ 50 mil a Márcia Lucena, hoje prefeita do município de Conde.

O presidente decidiu seguir o entendimento do juiz federal, Sérgio Murilo Wanderley Queiroga, que afirmou que houve sim, abuso de poder político e econômico do ex-governador Ricardo Coutinho com o uso do Programa Empreender e a contratação de servidores sem o excepcional interesse público com intuito de obter dividendos políticos desequilibrando o pleito de 2014.ação recomenda e hoje chega ao seu final. "Penso que a Justiça cumpriu o seu papel”, avaliou,

Helder Moura pergunta.

QUANTAS VIDAS SERIAM SALVAS? Gaeco estima em R$ 200 milhões a propina bancada com recursos da Saúde pela organização criminosa
Helder Moura.com
O valor é astronômico, pelo menos em termo de Paraíba, mas, a julgar pelo que projeta recuperar o Gaeco no âmbito da Operação Calvário, dá pra se ter uma ideia do tamanho do rombo causado pelo esquema criminoso infiltrado na Cruz Vermelha gaúcha e Ipcep, desbaratado pela força tarefa. O Gaeco espera devolver R$ 200 milhões aos cofres públicos, com o avançar das investigações. Ou seja, esse teria sido a cifra das propinas.

De qualquer forma, uma pequena parte já foi recuperada. Na semana passada, quando anunciou a denúncia contra o ex-procurador Gilberto Carneiro e sua ex-assessora, Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro, por peculato e lavagem de dinheiro, o Gaeco também revelou a recuperação de R$ 5 milhões. Ou seja, uma pequena fração do que a organização criminosa desviou. Mas, pelo menos foi o início.

Segundo o procurador Octávio Paulo Neto, coordenador do Gaeco, os recursos já foram disponibilizados para ficar à disposição da Justiça e, portanto, para voltar aos cofres públicos, de onde foram criminosamente desviados. Agora, meu caro Paiakan, imagine o que seriam R$ 200 milhões a mais na área de Saúde do Estado, e quantas vidas poderiam ter sido salvas se o dinheiro não tivesse sido desviado para o bolso dos bandidos.

Dinheiro novo para investimentos.

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Estado da Paraíba fere LRF e deve ser proibido de usar recurso do petróleo para pagar servidor
ThiagoMoraes - Paraíbarádioblog

Diante da promessa do ministro da Economia, Paulo Guedes, de distribuir recursos aos estados após a aprovação da reforma da Previdência, o Governo Federal estuda criar travas para impedir que governadores direcionem as verbas para finalidades consideradas inadequadas. Membros do Ministério da Economia afirmaram que a pasta avalia enviar uma proposta ao Congresso neste semestre para vedar determinados tipos de gasto.

O foco principal é impedir que os novos recursos, provenientes da exploração de petróleo, sejam consumidos com a folha de pagamentos de servidores públicos estaduais. A regra proibiria os governadores de direcionar os valores para pagamento de salários, concessão de reajustes e ampliação de benefícios.

Relatório divulgado em junho pelo Tesouro Nacional mostra que a maioria dos estados se aproxima do limite de gasto com pessoal estabelecido na legislação. A Lei de Responsabilidade Fiscal define que o patamar máximo para despesa com servidores nos Executivos estaduais é de 49% da arrecadação. Paraíba, Minas, Mato Grosso, Tocantins e Amazonas estão descumprindo a regra, informa reportagem da Folha.

A norma determina que medidas de correção de rumo sejam adotadas para que os entes retornem ao patamar regular em até oito meses.

O descumprimento pode gerar punições como a suspensão de transferências do governo federal, de garantias da União e de empréstimos.

Acidente com Jet Ski. Veja o vídeo.

Resultado de imagem para explosão jet ski

Se somadas as penas, a coisa fica feia...

Conte tudo, hacker
O Antagonista

A decisão da PF de imputar separadamente cada hackeamento de Walter Delgatti Neto pode render-lhe uma pena de 70 anos de cadeia.

Segundo O Globo, “a forma como a PF pretende fazer o enquadramento penal deve aumentar a pressão sobre Delgatti. Ele confessou crimes e deu informações do método usado, mas a polícia acredita que o hacker sabe mais do que se dispôs a contar.”

Perícia no celular de Moro

Perícia no celular de Moro foi fundamental para que PF prendesse hackers
Caneta.org

A narrativa dos receptadores de material roubado de que Moro “é suspeito porque não entrega seu celular para a perícia” foi desmontada de vez pela Polícia Federal.

O ministro não apenas entregou seu celular à PF como ele foi fundamental para que os hackers fossem presos de acordo com a Folha (ironicamente, a velha mídia que se aliou aos receptadores de material roubado).

No aparelho de Moro, a polícia obteve dados que mostraram que o celular de Moro recebeu uma ligação do Telegram – com um código de acesso ao aplicativo – antes de receber uma ligação do seu próprio número, além de uma série de chamadas feitas no mesmo instante da ligação do Telegram.

Com essas informações, a polícia concluiu que as ligações simultâneas eram uma estratégia para que a chamada do Telegram caísse na caixa postal. O padrão das ligações mostrou que as chamadas em que o número de origem era igual ao número de destino davam acesso ao correio de voz sem a necessidade de senha.

Por meio de informações de operadoras de telefonia, a PF constatou que as chamadas foram feitas por meio da operadora Datora. Usando medidas cautelares, os investigadores chegaram à Megavoip, especializada em ligações pela Internet (VoIP).

Após determinação judicial, a Megavoip forneceu os acessos aos sistemas internos para apuração e perícia no dia 4 de julho.

A polícia conseguiu identificar que as chamadas feitas para o celular do ministro e outras autoridades foram feitas por um usuário chamado Anderson José da Silva.

A conta em nome de Anderson foi bloqueada pela Megavoip após pedido da empresa Datora, atendendo reclamações de chamadas suspeitas. Isso fez uma segunda conta, registrada em nome de Marcelo Alexandre Thomaz, entrar em contato para tentar reaver o usuário bloqueado se identificando como Anderson.

Desta forma, os peritos ligaram ambas as contas e identificaram que seus usuários realizaram 5616 ligações com número de origem igual ao número de destino para 976 números diferentes. Um terceiro usuário suspeito foi identificado e está sob análise.

Por fim, a polícia obteve os endereços IP dos computadores que se conectaram às contas e chegou aos endereços de Danilo Marques, Marta Elias e Suelen de Oliveira. Com o trabalho de campo para identificar os moradores reais, a PF descobriu que Walter Delgatti Neto morava na casa vinculada a Danilo Marques, Gustavo Henrique era namorado de Suelen de Oliveira e Marta Elias era mãe de Gustavo.

Se é para acanalhar, já faz do jeito pior possível: desviando o dinheiro das doações da campanha para salvar o próprio filho!

Homem pretendia usar dinheiro de tratamento do filho para abrir casa de prostituição, diz Polícia Civil
Davy Albuquerque - ConexãoPolítica
A campanha para recolher dinheiro para o filho de Mateus, João Miguel, de 1 ano e 7 meses, comoveu os moradores de Conselheiro Lafaiete (MG), onde a família mora. Em quase um ano, foi arrecadado mais de R$ 1 milhão. O dinheiro, que seria usado para comprar um medicamento caro – cada dose custa cerca de R$ 360 mil –, era esbanjado pelo pai.

Mateus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, suspeito de usar cerca de R$ 600 mil arrecadados em campanha para tratamento do filho doente, também pode estar envolvido em esquema de gerenciamento de garotas de programa. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, ele é investigado por usar parte do dinheiro doado para o filho, que tem atrofia muscular espinhal (AME), com passeios, perfumes caros, relógios e roupas de marca. A investigação aponta que a quantia desviada financiou, ainda, farras, bebidas e drogas.

Na semana passada, Matheus acabou preso no quarto onde estava hospedado em Salvador e levado para Minas Gerais. Ele foi denunciado pela mulher, Karine Rodrigues, que considerou suspeita sua atitude e até pediu bloqueio judicial das contas junto à Vara da Infância e Juventude. Com Mateus, a polícia encontrou perfumes caros, relógios e roupas de marca, algumas delas ainda com a etiqueta.

“Ele fala que gastou cerca de R$ 600 mil, ele efetivamente gastou, sendo que R$ 300 mil foram gastos com farra com mulheres, com bebidas e com drogas. No momento da prisão, inclusive, ele estava com porções de maconha. E [com] o restante do dinheiro, ele alega que estava sendo extorquido”, disse o delegado Daniel Gomes.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Na capa do jornal Correio do Povo


segunda-feira, 29 de julho de 2019

Eleita a lista tríplice do Ministério Público da Paraíba

Veja quem integra a lista para escolha do novo procurador de Justiça da Paraíba
Ascom MPPB
Os promotores de Justiça Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, Antônio Hortêncio Rocha Neto e Francisco Bergson Formiga foram os mais votados pelos membros do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e compõem a lista tríplice de nomeação do procurador-geral de Justiça da instituição para o biênio 2019/2021.

O processo eleitoral ocorreu nesta segunda-feira (29/09) na sede do MPPB, em João Pessoa.

Estavam aptos a votar 211 promotores e procuradores de Justiça e 198 compareceram à eleição. Cada um deles pôde votar em até três candidatos.

A lista é encabeçada pelo atual procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico, que obteve 179 votos, correspondendo a 90,4% dos membros votantes. Em segundo ficou o promotor Antônio Hortêncio, com 125 votos, o que representa 63,1% dos votantes.
Em terceiro, está o promotor Francisco Bergson, com 117 votos, o que equivale a 59% dos membros que votaram. O quarto colocado da eleição foi o promotor João Geraldo Barbosa que obteve 44 votos.

Francisco Seráphico da Nóbrega destacou o resultado da eleição e o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos pela gestão.

“Isso é fruto do trabalho e de muito diálogo com a classe. Fizemos uma gestão equilibrada, tentando buscar o melhor apoio aos promotores, com uma grande organização administrativa e também maior aproximação da sociedade”, disse.

O promotor Antônio Hortêncio também ressaltou que o resultado da eleição foi fruto do trabalho realizado.

“Nós tínhamos uma boa expectativa, mas a urna sempre surpreende. O resultado foi melhor do que esperávamos e isso é fruto do trabalho. Nós trabalhamos bastante nesse período e essa é uma demonstração da classe de aceitação desse trabalho”, afirmou.

Já o promotor Francisco Bergson enfatizou a união da chapa. “Eu me sinto muito honrado de participar dessa eleição e ter a votação que obtive. Isso é reflexo da campanha que fizemos, com muita união, mostrando as metas alcançadas na gestão do doutor Seráphico. Fizemos uma chapa e todos saíram vitoriosos com a aclamação da classe”, declarou.

Pela segunda vez na eleição da lista tríplice para PGJ, a votação foi realizada com urna eletrônica. Após a definição da lista tríplice, a instituição tem um prazo de três dias para encaminhá-la ao governador do estado, que terá um prazo de 15 dias para nomear o procurador-geral de Justiça dentre os integrantes da carreira do Ministério Público constantes da lista tríplice.

Se o governador não efetivar a nomeação nos quinze dias que se seguirem ao recebimento da lista, será investido automaticamente no cargo o membro do Ministério Público mais votado da lista.

Comissão

A comissão eleitoral foi presidida pelo procurador de Justiça Doriel Veloso Gouveia e integrada pelos promotores de Justiça, Cláudio Antônio Cavalcante e Rogério Rodrigues Lucas de Oliveira.

“Estivemos no trabalho de recepção dos votos desde às 8 da manhã. Após às 16h, fizemos a retirada do resultado na urna eletrônica e a divulgação. O processo transcorreu com total normalidade”, avaliou o procurador Doriel Veloso.

Violência demais!

Rebelião deixa mais de 50 mortos em presídio no interior do Pará
DHIEGO MAIA E THAIZA PAULUZE - Folha de São Paulo
Ao menos 52 presos morreram -sendo 16 decapitados- na manhã desta segunda-feira (29) em uma unidade prisional de Altamira, no sudoeste do Pará.

Esta é a segunda maior rebelião com mortos do ano. Em maio, uma sequência de ataques nos presídios do Amazonas deixaram ao menos 55 mortos.

Segundo a Susipe, órgão que administra o sistema prisional do estado, a rebelião foi registrada no Centro de Recuperação Regional de Altamira.

As mortes, acrescenta a Susipe, ocorreram durante brigas entre facções rivais que tentam controlar o presídio da cidade.

Durante a rebelião, dois agentes foram mantidos reféns, mas foram liberados no final desta manhã após uma longa negociação mediada por policiais civis, militares e promotores de Justiça.

A confusão começou por volta das 7h, durante o café da manhã. Policiais fazem vistoria no presídio para recontar os presos e avaliar os danos na unidade.

O presídio estava superlotado. Tinha capacidade para 163 detentos, mas 343 cumpriam pena no local, de acordo com o último relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), elaborado este mês.

TRANSFERÊNCIA NEGADA
No fim de maio, familiares de presos protestaram em frente a unidade com cartazes para pedir a transferência de integrantes de facções da unidade.

As celas são divididas entre custodiados sentenciados, provisórios e internos em situação de conflitos de convivência, afirma a Susipe.

À época, a pasta negou as transferências e afirmou que estava “acompanhando em tempo real todo o movimento da massa carcerária”.

Na manhã desta segunda-feira, o clima é de desespero das famílias que esperam por notícia.

Equipes das polícias Civil e Militar dão apoio aos gentes prisionais e aos peritos do IML, que atuam na contagem dos internos, e vistoria das celas.

“Eu só quero a lista, só isso, eu só quero saber se meu marido tá vivo, só isso”, disse Rosângela da Costa, mãe de um preso.

Segundo familiares, eles receberam ligação de detentos e a justificativa foi que atearam fogo nas celas com a intenção de matar internos de uma facção rival.

O superintendente do Sistema Prisional, Jarbas Vasconcelos, confirmou que irá a Altamira acompanhando uma equipe de segurança e carro com câmeras frias para fazer o transporte dos 52 corpos até à capital do estado, Belém, onde deverão passar por perícia no Instituto de Perícias Científicas Renato Chaves. ​

MASSACRE EM PRESÍDIOS
O caso de Altamira remete a 2017, quando uma sequência de ataques em unidades prisionais deixou 126 presos mortos no Amazonas, em Roraima e no Rio Grande do Norte.

No Ano Novo de 2017, Manaus protagonizou a morte de 59 detentos no Compaj -até então, o maior massacre de presos desde o Carandiru, em 1992.

Naquele mesmo ano, a crise prisional se estendeu para outros estados. Quatro dias depois da chacina nas unidades prisionais do Amazonas, 33 presos foram assassinados no maior presídio de Roraima, a Penitenciária Agrícola de Monte Cristo.

Também no início de 2017, um motim deixou pelo menos 26 mortos, decapitados ou carbonizados, na penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, a maior do Rio Grande do Norte.

Nosso adeus ao grande médico cajazeirense Antônio Augusto Araruna, falecido ontem , em João Pessoa, aos 92 anos. À família enlutada, as nossas condolências e solidariedade.

Falece aos 92 anos, Antonio Augusto Araruna Filho, o médico mais antigo de Cajazeiras

No Sítio Ilha Velha, antes município de Cajazeiras, hoje encravado em Bom Jesus, nascia em 15 de novembro de 1927, o médico Antonio Augusto Araruna Filho, conhecido por Antonio Araruna. Filho do conhecido agro-pecuarista Antonio Augusto Rolim Araruna, descendente dos fundadores de Cajazeiras e de dona Maria Augusta Araruna.

Da união de Seu Augusto e Dona Maria nasceram nove filhos: Arsênio, agro-pecuarista e militou na política partidária, sendo eleito por diversas vezes vereador, com assento na Câmara Municipal de Cajazeiras; Jackson Araruna, formado em medicina e reside na cidade de João Pessoa e João Bosco, também médico do exército e reside na cidade do Recife. In Memorian: José Derville, que foi advogado de oficio e militou por muitos anos no fórum de Cajazeiras e fez militância política pela ARENA; Clodoaldo Araruna era médico e residia em Aracaju; Valdenio, Engenheiro Civil com diversos serviços realizados em Cajazeiras, dentre eles a primeira grande reforma do velho e tradicional Hospital Regional de nossa cidade; Florisvaldo, comerciante e residia em João Pessoa. Dr. Antonio tinha uma única irmã: Estela, que era a estrela da família, morreu solteira e dedicou toda a sua vida no cuidado aos seus pais.

Antonio Augusto estudou no velho e tradicional Colégio Salesiano Padre Rolim e formou-se em medicina no dia 08 de dezembro de 1960 e este ano completaria 59 anos de medicina, pela Universidade Federal da Paraíba. Antes de trabalhar como médico em Cajazeiras, primeiro atuou na cidade de Brejo do Cruz, onde fez uma grande e duradoura amizade com o ex-governador João Agripino Filho, fato que motivou a sua nomeação para dirigir o Hospital Regional, sem apadrinhamento político, entre o período de 1965 a 1971, se constituindo este como os tempos áureos do velho nosocômio. Entre João, o governador e Antonio, o médico e administrador havia uma admiração mútua.

Antonio Augusto foi professor de Biologia do Colégio Estadual de Cajazeiras, onde deu uma enorme contribuição à educação, quando a escassez de professores nesta área era muito grande e foi chefe do Dispensário de Tuberculose entre os anos de 1964 e 2000.

Por diversas vezes teve seu nome lembrado para voltar à direção do Hospital Regional de Cajazeiras, aonde até recentemente foi plantonista da Maternidade Dr. Deodato Cartaxo de Sá e atendia ainda no PSF Dom Bosco, situado no Bairro das Capoeiras e é servidor federal aposentado, como médico, do antigo INAMPS/SANDU, tendo prestado relevantes serviços, como clinico geral, à população de Cajazeiras e da região.

Dr. Antonio era casado com Azuíla Pires Araruna e é pai de duas filhas: Noraide Pires Araruna, formada em odontologia, mãe de Ana Clara, o grande xodó do avô, em cuja residência, na Rua Barão do Rio Branco, existe mais de uma dezena de fotografias espalhadas por cima dos móveis e nas paredes e Ana Claudia, também formada em odontologia e mãe de dois filhos. 
Dr. Antonio Augusto teve vários convites para ir embora de Cajazeiras, mas se existia um cajazeirense que tem amor a esta terra, Dr. Antonio foi um deles. Sempre foi sincero nas palavras, forte nas ações, destemido no trabalho. Este ano completaria 69 anos de formatura, a totalidade deles no atendimento ao povo de sua terra.

Das fazendas de seus pais foram retirados os recursos para formar quatro médicos, um advogado, um engenheiro civil.

O seu falecimento, na noite deste último dia 28 de julho de 2019, em João Pessoa, deixa Cajazeiras mais pobre de homens que tanto contribuíram para o seu crescimento, principalmente pela sua honradez, honestidade e um grande defensor das grandes causas da cidade que tanto amou.

Vejam que linda apresentação da música Águas de Março, de Tom Jobim, em Viena. O coral é brasileiro e ganhou o Summa Cum Laude — International Youth Music Festival. O final é surpreendente.

O coro juvenil São Vicente a Cappella, composto por alunos e ex-estudantes do Colégio São Vicente de Paulo, no Rio de Janeiro, conquistou o primeiro lugar no maior festival de música jovem de orquestras, coros e bandas do mundo, o Summa Cum Laude — International Youth Music Festival, realizado em Viena. Sem patrocínio, o grupo só conseguiu viajar com uma campanha de arrecadação.

Veja o vídeo:

Ronaldinho em litígio

Ronaldinho tem 57 imóveis bloqueados pela Justiça, diz jornal
Segundo Folha de S. Paulo, decisão judicial tem como motivação uma multa ambiental no valor de R$ 9,5 milhões
GAÚCHAZH
Aos 39 anos, Ronaldinho se aposentou dos gramados em 2015, depois de jogar no Fluminense

A Folha de S. Paulo publicou nesta segunda-feira (29) uma extensa matéria sobre as dívidas de Ronaldinho e seus problemas com a Justiça. Segundo o jornal, o ex-jogador está com 57 imóveis bloqueados, quatro deles penhorados, pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por conta de uma multa ambiental no valor de R$ 9,5 milhões. Destes imóveis, apenas dois são localizados fora do Estado (no Rio de Janeiro).

A multa é referente à construção de um trapiche, sem licença ambiental, em seu sítio, às margens do Guaíba. O artefato mede 142 metros e termina em uma plataforma de pesca e foi apontado como irregular, em janeiro de 2012, pelo juiz Mauro Caum Gonçalves, da 3ª Vara Cível de Porto Alegre. Por este motivo, em novembro do ano passado, tanto ele quanto seu irmão e empresário, Roberto de Assis Moreira, tiveram seus passaportes apreendidos pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

A reportagem também cita R$ 7,8 milhões em protestos em três cartórios na capital gaúcha, revelando que Ronaldinho ainda é cobrado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional por R$ 793 mil.

A Folha informou que teve acesso aos autos no Fórum de Porto Alegre e às decisões judiciais no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Porém, o advogado da família, Sérgio Felicio Queiroz disse que não comentaria o caso "porque está em segredo de Justiça".

Com o município, não tem dívida ativa. Os IPTUs foram parcelados. Se você pesquisar na data de hoje, tem alguns meses que os protestos foram cancelados — declarou o advogado — Se ficou lá, é porque não cancelaram ainda. Tem 300 milhões de pessoas que podem ser protestados por causa do IPTU. São vários imóveis, e ele fez parcelamento de todos — concluiu.

A matéria relata ainda que procurou Ronaldinho, seu irmão e a Prefeitura de Porto Alegre, mas não obteve resposta.

Aos 39 anos, o jogador revelado pelo Grêmio não atua profissionalmente desde 2015, tendo sido o Fluminense se último clube. Entretanto, a aposentadoria só foi oficializada em 2018.

O reconhecimento que tarda, mas chega como imposição dos fatos.

José Alberto Mujica, conhecido popularmente como Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai entre 2010 e 2015 (Foto: Arquivo Gazeta do Povo)
Esquerda uruguaia reconhece que Venezuela vive uma ditadura
Gazeta do Povo

O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica reconheceu que o governo de Nicolás Maduro na Venezuela é uma ditadura

"É uma ditadura, sim. E na situação não há nada além de ditadura", disse à rádio Universal no sábado (27). Ele, porém, criticou a interferência externa na crise política e disse que são os venezuelanos quem devem resolver seus problemas. O candidato da coalizão governista Frente Amplio para as eleições presidenciais de outubro, Daniel Martínez, que até então tinha evitado tocar no assunto, também afirmou que a Venezuela vive uma ditadura. "Para a esquerda, a questão dos direitos humanos deve ser sempre um imperativo ético. O relatório de [Michelle] Bachelet é conciso sobre a Venezuela e se trata de uma ditadura. Devemos continuar trabalhando em uma saída negociada na qual o centro seja os venezuelanos", tuitou ele. O governo uruguaio não reconhece a presidência do líder opositor venezuelano Juan Guaidó.

Manoel Emídio descreve com olhos sensíveis o nosso sertão antigo.

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COISAS DO MEU SERTÃO

O meu nome é Antônio Malaquias, nasci na cidade do Crato em 1929, onde fui criado por uma tia até os nove anos de idade, quando vim morar com o meu pai na Paraíba. A minha mãe morreu quando eu tinha dois anos, depois disso o meu pai me deixou na casa de uma irmã dele, a tia Ambrosina, e foi com o meu irmão Severino, aventurar a vida na região de Sousa, na Paraíba, e com pouco tempo se casou com uma paraibana boa de roça e dos quartos laigos.

O meu pai chegou no Crato pra me buscar numa sexta-feira chuvosa do mês de maio de 1938 montado na famosa burra Sete-Légua, futura mãe da burra Baronesa, ainda mais famosa, e no quebrar da barra do domingo a gente veio simbora pra Sousa. Ele na cela e eu na garupa, agarrado com ele na cintura. Ele carregava duas cabaças de água, uma de cada lado da cela, e um alforje grande com farofa de carne seca, que era pra gente comer quando tivesse fome. Eita que viagem custosa, parecia que nunca tinha fim. Naquele tempo as estradas quase que não existiam, a gente andava mais por ataios e veredas. Quando se deparava com uma cerca que não tinha cancela, a burra Sete-Légua tomava distância e pinotava a cerca com nós encima. Eita que burra pai dégua, parecia ter asas.

Parece até mentira, mas passamos sete dias de viagem amontados naquela burra, que às vezes pra não perder tempo eu mijava e cagava de cima dela, sem precisar desmontar. Fazia tão bem-feito o negócio que o meu pai nem notava. Às vezes ele se lembrava de me perguntar se eu queria “ir ao mato”, e eu dizia: “Carece não, pai”, e ele botava a burra pra passada curta e macia, que parecia até que a bichinha tinha molas nas patas. A casa-grande do sítio Espera, que era onde o meu pai morava, era uma casa de taipa tão comprida que o “ôi de casa” dito na sala não chegava na cozinha que se perdia pelos labirintos dos quartos.
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Chegamos na Espera bem no pingo do meio-dia do domingo e foi quando vi pela primeira vez aquela mulher “boa de roça e de quartos laigos” do meu pai e o meu irmão Severino, oito anos mais velho do que eu. Fomos diretos pra mesa pra almoçar. Eu nunca tinha visto tanta fartura, parecia que tinham se preparado a vida toda só pra aquele almoço. Era carne de bode numa tigela, noutra era carne de porco, já noutra era carne de boi, mais uma com galinha gorda, que os pedaços de carne ficavam nadando na gordura, uma bacia grande cheia de coalhada, dois pratos com queijo de manteiga bem quentinhos, outro prato com farinha do Rio Grande. O sertão daquele tempo era só de fartura, era açudes sangrando, vacaria dando cria, bezerros berrando, silos cheios de legumes de toda qualidade que dava até nojo. Todo ano tinha inverno do bom e do melhor, e quando ele atrasava um pouco, bastava uma boa reza para resolver o caso. Os santos não eram tão maluvidos como os de hoje em dia.
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No meu tempo de molecote o sertão era assim e me criei me lambuzando nessa fartura, sem conhecer fome e nem precisão.Depois de rapaz cai no forró e não tinha quem dançasse como eu, onde chegava era as moças arengando por mim.  Onde eu chegava escolhia logo a moça mais bonita pra namorar, pois eu era bonito, desenrolado e avantajado na conversa. Eu sempre fui entendido das coisa, pois tinha estudado no Crato com o padre Guermides e padre Raimundo Augusto, os padres mais sabidos daquele tempo, que até nomes do estrangeiro eles sabiam ler. Eles diziam que iam me dar estudo pra eu pegar a formatura que bem entendesse, que eu ia ser uma pessoa muito espetacular, mas não deu, eu troquei tudo para vir morar com o meu pai na Paraíba.
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E tome namoradas, e tome ciúmes das mulheres por mim. Se eu fosse pra uma festas as moças já queriam me levar pra falar com os pais delas. Certo dia cheguei na casa de Manoel Lourenço, na Passagem Funda, aí ele disse:

— Seu Malaquias, o senhor é mesmo irmão de Severino da Espera, pessoa de muito prestigio, comprador de boi e dono da burra Baronesa?

— Sou sim, senhor!

— Então pode se aproximar e tirar proveito da festa!
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Outra vez fui uma festa em São Francisco do Chabocão e lá também causei sucesso. Fui na burra Baronessa do meu irmão, a mais famosa da região. Quando cheguei juntou gente pra ver a burra e os meus arreios de pratas. O mundo inteiro já sabia que o velho Agripino de Serra Branca tinha botado 250 mil reis na burra, que era um mundo de dinheiro, que dava pra comprar uma tropa de burros e o meu irmão nem sequer pestanejou e mandou que o velho guardasse seu dinheiro para outra necessidade, que a burra Baronesa não estava à venda não. Com uma burra daquela e com a conversa gostosa que eu tinha, arranjei logo uma namorada, filha de Antônio Supriano da Ramada, moça bonita e afamada. Ai eu pedi pra ela matar duas galinhas na casa do velho Pedro Nascimento, que pra gente tirar gosto. Eu tinha vendido duas quartas de feijão a Ulisses Onorato do Jerimum e juntei com o dinheiro que eu já tinha em casa e me mandei pra essa festa em São Francisco. Era dinheiro que dava pra comprar até terreno grande. Juntei o pacote e meti tudo no bolso, pois eu era folgado e farrista. Ai começamos a namorar, aí ela me chama pra beber. Ela na gasosa, que era o guaraná da época, e eu no conhaque de Alcatrão de São João da Barra, quente que só o fogo dos infernos. Ela estava com uma irmã e uma prima. Ai o velho sentiu falta das filhas e da sobrinha e saiu feito um louco procurando por elas, quando de repente ele risca onde nós estava:

— Mas minha filha, que desfeita é essa, eu lhe procurando e você aqui, na mesa com esse rapaz desconhecido?! Quem é ele?

— Cidadão, desconhecido não — eu sempre respondia no pé da bucha. Talvez o senhor conheça Severino da Espera, comprador de boi e oiticica, pois eu sou irmão dele.

— O dono da burra Baronesa?

— Isso mesmo, cidadão — eu disse, já todo dono da situação.

— Meu fii me perdoe, eu já vendi muito boi ao seu irmão, que é um homem muito capitalista e especiá.

— Muito bem! Ótimas palavras o senhor tá dizendo! O senhor me desculpe eu ter trazido sua filha pra aqui, mas não houve nada de errado, apenas estava comendo umas galinhas que eu mandei preparar — comigo não tinha nhem-nhem, era tudo em cima da bucha. Eu era mesmo trunfo de paus, direto que só bala de fuzil. Aí eu toquei conhaque no véi:

— Meu fii, eu nunca bebi não!

— Mas beba que isso aqui é bom, anima a gente demais. Depois pedi a conta e quando tirei o baceiro de dinheiro do bolso o velho quase teve um troço.

— Mas meu fii, por caridade, o senhor anda com essa alaime de dinheiro no bolso? Não tem medo de peitar com cabra ruim na estrada, não?

— Dia desse me deparei com uma maimota dessa na estrada e não contei conversa: mandei o amaldiçoado ligeiro se apresentar ao satanás — Aí ele pegou na minha mão e disse:

Vosmicê é mesmo homem tinindo. É do jeito que gosto. Etelvino, ele disse para um rapazola que estava perto, tire a sela de Baronesa e amarre ela no baixio. Naquele dia tinha um jogo de futebol entre o time do Forno Velho, que nunca tinha perdido pra ninguém, e o time da Ramada.

— Seu Malaquias, por acaso o senhor joga bola?

— Sou fã de bola — eu disse. Eu sabia desse jogo e já tinha ido vestido com um calção por debaixo das calças.

— Apois o senhor vai jogar no meu time hoje — disse o velho Antônio Supriano, o pai da moça.
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Quando entrei a Ramada estava perdendo de 1 a 0, e assim que peguei na bola meti um gol. Vixe maria, o velho correu para dentro do campo para me abraçar e só faltou me beijar. No finalzinho do jogo eu estava meio distraído no campo, quando um nego das bandas de Dois Riachos acerta um chute tão forte no meu pé de ouvido que quase arranca a minha cabeça e a bola, sem querer, entra na barra dos inimigos, fazendo 2 a 1. Aí o mundo pegou fogo, fui carregado nos braços quase nocauteado pelo chute daquele baitola de Dois Riachos, até a casa de Seu Supriano. O velho na maior felicidade do mundo foi logo me perguntando:

— Seu Malaquias, o senhor toma uma?

— Tomo duas — eu disse.
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— Eita que cabra formidável — disse o velho. Ai ele me botou num estirão de banco de madeira e encheu a mesa de comida e bebida que não ficou um lugar livre pra uma mosca assentar.

No dia seguinte deram milho de molho à Baronesa, depois botaram a sela nela e eu vim simbora, com compromisso de voltar logo, mas aquela foi a derradeira vez que pisei por lá. Eu não tinha intenção com a moça e resolvi largar aquilo de mão, sem magoar ninguém. Eu tinha outras e outras namoradas para me ocupar.

Depois namorei com a filha do velho João Claudino, lá do Paraná, perto de Serra Branca e dono da fazenda Olho D'água e de uma grande mercearia. Eu tinha só dez dias de casado quando fui para aquela festa de um tio de minha mulher. Era véspera de Natal e só se falava nessa festa, quando me apareceu essa mulher num vestido todo brilhoso que só faltava encandear a gente. Eu estava todo engravatado, dentro do paletó do meu casamento, quando ela parou e achou graça pra mim. Aí eu ri também pra ela e quando demos por nois, estávamos abufelados dançando no salão. Depois saímos pra namorar na calçada, ela se derretendo por mim, dizendo que se eu fosse embora com ela não faltaria nada pra gente, que o pai dela tinha rios e rios de dinheiro. Mas dinheiro não era a minha felicidade, eu queria mais do que isso. A minha cabeça so pensava na minha mulher que eu tinha deixado em casa, esperando por mim. Então eu deixei tudo e voltei para os braços de minha esposa.
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Depois fui passar o São João na Fortuna, perto de São Pedro. Nessa época eu estava jurado por seis cabras invejosos das bandas de lá (tinha até um que trabalhava na linha de ferro), dizendo que se eu fosse para a festa iriam me matar no cacete. Aí foi que eu fui. Como eu não usava arma de fogo, amolei a minha peixeira de oito polegadas nos dois lados e me mandei para a Fortuna, atrás de samba e namoro. Chiquinho de dona Mariquinha e Joca de Sousa, do Santa Rosa, vieram me avisar, dizendo que os cabras estavam jurando me matar. Fui o primeiro a chegar no samba, e quando estava calibrando os nervos com conhaque chegou Donzinha, a minha namorada, me pedindo para eu ir embora, que os cabras estavam vindo me pegar. Mas aí já era tarde e ouvi a voz deles: “Ele não vem não, ele tá com medo da gente”, aí eu gritei:

— Donzinha, minha filha, vá simbora que hoje ou eu mato ou eu morro.

— Se for pra morrer eu quero morrer com você — ela disse aos choros.

— Lague de ser tola e vá simbora.

Aí não deu mais tempos, os cabras me cobriram no cacete e eu com eles na faca. A minha peixeira cortava na ida e na volta. Pegou um infeliz na garganta e outro na barriga que o fato desceu. Deixei os dois estirados no chão, com a passagem comprada para a cidade dos pés juntos. Foi quando Alexandre, neto do velho Teodoro da Espera, apareceu e deu três tiros de mausa pra cima, botando os outros quatro pra correrem. Eu tinha levado uma cacetada que quase quebra um jogo de minhas costelas, aí me levaram para a casa de Zé Inácio da Jurema, pra ele cuidar dessa pancada. O véi Inácio mandou pisar um pinto novo no pilão (até hoje não sei que putaria foi aquela), depois fez um caldo com as penas e as carnes esbagaçadas do pintinho, misturou tudo com caroba, e me mandou beber tudo de uma vez. Eu tomei essa coisa de noite e no dia seguinte amanheci bonzinho da silva, parecia que não tinha havido nada comigo.

Meu filho eu já tenho 90 anos e nunca menti na vida e tudo que fiz e faço é de conhecimento do povo. Agora mesmo bebi cinco garrafas de Pitu e oito de cervejas e ainda estou com o juízo assentado e vou pra casa de bicicleta, diferente de muitos jovens que basta tomar uma ou duas cervejas, para começar a fazer besteiras.
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