sexta-feira, 28 de junho de 2019

Lá também?


Odebrecht operou sistema de propina a partir dos Estados Unidos 
Executivos tinham vida de luxo
1ª vez que se nomeia delatores
Poder360 
Investigação internacional envolveu 50 jornalistas de 10 países

Em 2016, quando se soube que a Odebrecht também assinaria um acordo de leniência com o Departamento de Justiça americano, a pergunta era: mas houve corrupção da empresa em solo americano? Ou o acordo se devia apenas, conforme a empresa relatara, ao uso do sistema financeiro dos Estados Unidos para pagar propinas ou movimentar dinheiro ilegal, o que a faria cair nas malhas do Foreign Corrupt Practices Act, a rígida legislação americana de combate à corrupção?

A Odebrecht sustenta até hoje que nunca houve atos ilegais nos Estados Unidos, envolvendo autoridades americanas. Entretanto, dois executivos da empresa, Luiz Eduardo Soares e Fernando Migliaccio, não só moraram nos Estados Unidos, com uma vida de luxo em Miami, como de lá operaram o Drousys, um dos sistemas usados pela Odebrecht no Setor de Operações Estruturadas, o departamento criado para gerir os subornos pagos pela empresa. Documentos revelados agora permitem que sejam juntadas as peças do quebra-cabeças da operação americana da empresa e da atuação da dupla nos Estados Unidos, que permaneceu incógnita em meio à avalanche causada pela Lava Jato no Brasil.

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