domingo, 31 de março de 2019

Em Cajazeiras, no Perpetão, o Trovão Azul vai meter a 'pêia'!

Em casa, Campinense empata com o Atlético de Cajazeiras no primeiro jogo da semifinal
Paraíba Online

Mandante do jogo, o Campinense não teve competência em casa e apenas empatou por 1 a 1 com o Atlético de Cajazeiras, no primeiro duelo das semifinais do Campeonato Paraibano. Romeu marcou para a Raposa, enquanto que Yeren fez o tento dos atleticanos.

Com esse resultado, a vaga para a final do campeonato está aberta, pois na fase semifinal não existe a vantagem de jogar por resultados idênticos. Assim, quem vencer avança. O jogo da volta acontece domingo, às 16h, no Estádio Perpetão, em Cajazeiras.

O vencedor dos duelos entre Campinense e Atlético de Cajazeiras encara o ganhador da outra semifinal, que será disputada por Nacional de Patos e Botafogo-PB. O jogo de ida acontece só no dia 10 de abril.

O JOGO

Campinense e Atlético fizeram um primeiro tempo bastante equilibrado. Com chances para os dois lados. Por jogar em casa no primeiro duelo do mata-mata, a Raposa começou pressionando o Trovão Azul.

Aos sete minutos, Neilson bateu escanteio e Cléber apareceu para cabecear com perigo, já que a bola passou raspando a trave do goleiro João.

O Rubro-negro teve mais uma boa chance. Essa real, aos 21 minutos. Lopeu roubou a bola de Renan, entrou na área, e ao tenta driblar o goleiro, este deu um tapa na bola impedindo a abertura do placar.

O Atlético acordou em seguida. Bruno recebeu cruzamento, mas na hora de finalizar “furou”. Aos 44, o time sertanejo teve outra boa chance de marcar. Ferreira arriscou de longe, o goleiro Wagner Coradin defendeu.

O Campinense voltou para o segundo tempo determinado a se encontrar com a vitória. Tanto é que logo aos 11 minutos, Romeu abriu o placar. Ele recebeu passe de Alex Mineiro, que entrara em lugar de Victor Maranhão, lesionado.

Animado, a Raposa quase amplia em seguida. Gustavo lançou Lopeu, que passou da zaga e chutou forte, mas o goleiro atleticano fez ótima defesa.

Passado o susto, o Atlético partiu em busca do empate. Marcinho bateu falta, tocando curto para Felipe, que pegou de primeira, mas a bola passa sobre o gol da Raposa. Mas de tanto insistir, o time visitante conseguiu empatar a partida,aos 28 minutos.

Bruno fez boa jogada individual pela direita e achou o ex-trezeano Yerien. O nigeriano chegou de carrinho e mandou para o fundo das redes do goleiro Wagner Coradin.

Depois disso, os atleticanos passaram a tocar a bola, esperando o tempo passar até o apito final do árbitro Wagner Reway. Os dois times agora decidem a vaga domingo, no Perpetão.

Ficha técnica

Campinense x Atlético de Cajazeiras

Data: 31/03/2019 – 16h
Local: Estádio Amigão / Campina Grande

Competição: Campeonato Paraibano 2019 / semifinais (jogo de ida)

Gols: Romeu aos 11min do 2º T para o Campinense; Yeren, aos 28min do 2ºT para o Atlético

Cartões amarelos: Jean, Chaveirinho (C); Bruno, Egon, Ferreira,Yerien (A)

Cartões vermelhos: Dênis (C)

Campinense: Wagner Coradin, Neilson, Jean, Jerferson e João Victor; Cleber, Vítor Maranhão (Romeu), Gustavo (Dênis) e João Paulo (Alex Mineiro); Chaveirinho e Lopeu. Técnico: Francisco Diá.

Atlético de Cajazeiras: João Emanuel, Felipe (Hugo ), Renan, Egon e Davi; Ferreira, Romerito, Gabriel Mendes e Marcinho (Michel); Jonathas (Yerien) e Bruno. Técnico: Ederson Araújo.

Estes dois amigos têm muita história para contar!

A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo José Antonio Albuquerque, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e listras

Uma visita ao meu caro e grande amigo Zerinho, que me fez bem a alma e ao coração.

Dr. Helder é um grande homem de bem e excelente juiz de direito. Todos torcemos para que se recupere rapidamente.


Juiz pombalense está em coma induzido após sofrer queda e suspeita de traumatismo craniano
Blog do Naldo Silva

O juiz Helder Ronald Rocha de Almeida, de 51 anos, está internado em coma induzido após sofrer uma pancada na cabeça, na tarde de sexta-feira (29), no sítio onde mora, em Itabaiana.

Em contato com o Blog do Naldo Silva, na manhã deste domingo, sua tia Vanúzia Araújo disse que ele sofreu uma queda de costas, produzindo dois coágulos: um interno e outro externo.

A sedação profunda foi determinada pelos médicos para ajudar a desinchar o cérebro para uma nova avaliação, mas ele estaria fora de perigo.

Helder atualmente atua na comarca de Itabaiana, mas já teve passagens por Pombal e outras cidades da Paraíba.

É filho do atual vice-prefeito de Cajazeirinhas, Zeridan.

Repercute a entrevista que Nana Caymmi deu à Folha de São Paulo

Nana Caymmi ataca Chico, Gil e Caetano e não quer netas em show de pagode
Cantora lança novo disco, defende Bolsonaro, reclama da Bahia e diz irritar pássaros ao cantar ópera
Luiz Fernando Vianna - Folha de São Paulo
A cantora Nana Caymmi, em seu apartamento no Rio de Janeiro - Ricardo Borges/Folhapress

Nana Caymmi não lançava CD desde 2009. Ao completar 78 anos, em 29 de abril, terá realizado mais dois —“Nana Caymmi Canta Tito Madi”, que sai agora pela Biscoito Fino, e um com músicas de Tom Jobim, acompanhada de orquestra, que ela gravará para o Sesc a partir do próximo dia 15.

Parece o reaquecimento da carreira de uma das principais intérpretes do país, mas Nana diz que não é bem assim.

“Estou fazendo uma despedida sem ir embora. Saída à francesa. A vida que me resta, de uma senhora, quero viver em paz”, afirma. “Acordei pro mundo: não tenho muito tempo. Quero ouvir o que eu não podia ouvir. Criei três filhos sozinha. O pai ficou na Venezuela, fez outra família.”

Quer ouvir óperas, prazer solitário na família, pois nem Dorival Caymmi, amante de música clássica, gostava de canto lírico. A soprano Renata Tebaldi é sua paixão maior.
A cantora Nana Caymmi em seu apartamento no Rio de Janeiro /Ricardo Borges/Folhapress

“Mostrei pra Dori [seu irmão] e ele ficou de pau na mão. Falei: isso aí é que é cantar!”, anima-se, mas sem saber para quem deixará seus discos do gênero. “Minhas filhas são ignorantes em ópera. Nunca tive um marido que gostasse. Uns merdas.” Ela não confirma se foram dez maridos. Prefere dizer que foi uma porrada”.

Em 71 minutos de entrevista à Folha, Nana falou 89 palavrões. É o seu jeito. Não foge de nenhum assunto, nem mesmo política, em que destoa do coro dos colegas artistas. Ela votou em Jair Bolsonaro no segundo turno.

“É injusto não dar a esse homem um crédito de confiança. Um homem que estava fodido, esfaqueado, correndo pra fazer um ministério, sem noção da mutreta toda... Só de tirar PMDB e PT já é uma garantia de que a vida vai melhorar. Agora vêm dizer que os militares vão tomar conta? Isso é conversa de comunista. Gil, Caetano, Chico Buarque. Tudo chupador de pau de Lula. Então, vão pro Paraná fazer companhia a ele. Eu não me importo.”

Ela acha difícil voltar a se apresentar na Bahia, e isso também tem a ver com política. “Bahia não tem nada, é PT”. O partido está no governo do Estado há 12 anos. O pai, que morreu em 2008 aos 94 anos, já não tinha mais saudade da Bahia. “Ele ficou muito triste na última vez em que foi lá. E isso porque ainda era a época do capo, Antonio Carlos Magalhães [1927-2007]”. Nana diz que “toda a família se dava” com o ex-governador.

“Tenho medo do futuro dos meus netos e bisnetos. Pensar no Brasil não é comprar carro novo, apartamento com vista pro mar, o último celular da Apple, a última roupa do Givenchy. Fico muito triste”, lamenta.

Nos anos 2000, Nana gravou CDs cantando a obra do pai. Queria —e conseguiu— que ele ainda estivesse vivo para ouvir. E queria que não o esquecessem.

'EU COMIA A MPB E FAZIA PARCERIA. NA MÚSICA E NA CAMA'

“Já esqueceram. Tenho certeza absoluta. Sabe por que não se esquecem totalmente? Porque tem aniversário de morte, tem sempre uma macumbeira que se lembra de uma música qualquer, ou se lembram em 2 de fevereiro, dia de festa no mar. Tem sempre uma merda assim.”

Suas duas netas são exemplos, a seu ver, da dificuldade de se manter obras como a de Caymmi.

“Liguei pra Denise, minha filha, e perguntei das meninas. ‘Ah, elas não tão aqui, foram assistir ao show do Belo’. Eu falei: ‘O quê?’. Não tenho nada contra a pessoa. Mas duas bisnetas de Dorival Caymmi! Eu já fazia música com quatro anos. Meti bedelho quando vivi com João Donato, com Gil, com Claudio Nucci. Quer dizer, eu comia a canção popular brasileira e fazia parceria. Na música e na cama.”

De Alice, filha de Danilo que foi para o lado pop, ela fala com um pouco de tristeza, embora reconheça que a sobrinha tem ótima voz. “Eu tinha muita esperança de que ela fosse pro meu caminho. Achei que Alice ia dar mel, mas não deu.”

Nana queria lançar o CD dedicado à obra de Tito Madi com o compositor ainda vivo. Não deu tempo: ele morreu em 26 de setembro de 2018, aos 89 anos. Ela gravou em abril do ano passado, mas o produtor José Milton não conseguiu concluir o trabalho a tempo.

“É você fazer a festa sem o aniversariante. Mas ele ouviu, porque o Zé Milton mostrou. Ele sabia que um dia ia sair”, emociona-se ela. “A gente se falava muito pelo telefone. Eu percebi a estrela indo pro céu. Sabia que eu estava falando com alguém que estava se despedindo.”

Ela realiza algo que Tito Madi acreditava que Roberto Carlos faria. O cantor, segundo Madi, teria falado em gravar um disco dedicado à sua obra. Nana diz que também ouviu essa história. (“Ah, manda um CD para aquele rei sem trono”, aproveita para gritar à assessora de imprensa.) A Folha procurou a assessoria de Roberto, mas ele está em turnê nos EUA e não foi possível consultá-lo.

Tito Madi foi uma das primeiras paixões musicais de Nana. São as canções de sua “memória afetiva”, como diz, que predominam no repertório de 11 faixas. Sete foram compostas nos anos 1950, como “Cansei de Ilusões”, “Chove Lá Fora” e “Não Diga Não”. Esta é a única que ela já gravara: em 1983, no disco “Voz e Suor”, ao lado do pianista Cesar Camargo Mariano.

“O Cesar estudava todas aquelas músicas”, recorda. “Eu dizia: ‘Você quer parar de estudar essa merda? Vou escolher uma música pra você tocar no susto, na urina. Bateu, valeu. Deu, comeu’. Era ‘Não Diga Não’. Achei que ia botar no rabo dele com farinha, mas ele arrasou comigo. Fui cantando, ele acompanhando. É a música mais bonita do disco.”
Ela optou agora por uma interpretação mais contida. Diz que não queria competir com a versão muito forte feita ao lado de Cesar. “É como aquela pessoa que vai à cozinha e come à beça. Aí chega na hora da refeição e come um bifinho: ‘Tô de dieta’.” A nova versão é diet, portanto.

'EU ERA BOATEIRA, DANÇAVA QUE NEM UMA FILHA DA PUTA'

Mas tem uma canção mais suingada, “Balanço Zona Sul”, exceção na obra de Madi e no estilo de Nana. Foi um grande sucesso de Wilson Simonal nos anos 1960.

“Acho que Tito estava numa fase de ficar na praia vendo bunda de mulher. E a música é boa pra cacete. Simonal deve ter tirado um troco. Agora, Simonal é referência pra alguém? Conheci a arrogância dele, andava com escolta. Era muito vaidoso. Vi isso na Elis [Regina] também. Achavam que Elis era toda aquela santidade. Santidade era Clara Nunes, boníssima, uma pessoa que não tinha medo de quem fizesse sucesso. Elis não podia ver uma cantora nova que se arrepiava.”

Assim como o repertório de Dolores Duran, que Nana registrou em CD em 1994, o de Tito Madi ficou associado à ideia de fossa, palavra que ele acabou assumindo.

“Eu não tô nem aí pra expressão. Quer nome mais escroto do que bossa nova? O que a gente vai fazer contra a ignorância?”, ignora Nana, amante de sambas-canção e outras músicas que tocavam em boates. “Eu era boateira, dançava que nem uma filha da puta. Saía com as amigas pra pegar homem.”

Foi saindo na noite que ela conheceu Emílio Santiago, então um crooner. O cantor tinha decidido gravar um CD com músicas de Tito Madi quando morreu, em 2013, aos 66 anos, após um acidente vascular cerebral. Homenagear o amigo motivou Nana a voltar aos estúdios.

“Eu era cama e mesa com Emílio. Se a bicha não fosse bicha, eu estava casada com ela. E não teria morrido, porque eu ia levar para o médico a porrada. Comia feijoada à noite, achava que não existia colesterol. Ia jantar depois dos shows e comia verdadeiras bundas de vaca. Foi uma perda pra mim fodida.”

Em dezembro passado, perdeu outra pessoa querida, a cantora Miúcha, que também não cuidava da saúde, segundo Nana. “Essa filha da puta... Não parava de fumar”, diz, com tristeza.

A tristeza e o cansaço também estão ligados à situação de seu filho João Gilberto. Em 16 de dezembro de 1989, ele sofreu acidente de moto que lhe deixou sequelas neurológicas graves. Está com 51 anos. “Eu sou a companhia dele, dou vida a ele. Ele adora ver o Datena, e eu tenho que ver também.”

'OS PÁSSAROS FICAM PUTOS PORQUE EU CANTO AS ÓPERAS'

Nana quer vender o apartamento onde mora, no Alto Leblon, e se dividir entre o apartamento de Copacabana onde seus pais passaram o final da vida e o sítio da família em Pequeri (MG).

“Não aguento mais ficar de Rapunzel”, diz, referindo-se ao Alto Leblon. “Vou vender e torrar o dinheiro. Até eu morrer torro essa porra toda. Minhas filhas que se fodam. Eu não aturei elas? Não estou há 30 anos com esse acidentado? Ele vai ter Pequeri. É onde eu quero que ele fique. É a única maneira de ele ter vida saudável. “

Foi o filho quem a apresentou ao pop de George Michael, Madonna, Bee Gees e outros de quem ela gosta. Em Pequeri ouve mais suas óperas.

“Chego lá e é uma revolução. Os pássaros ficam putos, porque eu canto as óperas junto com os discos.”

Embora tenha optado pela contenção ao interpretar Tito Madi agora, ela demonstra segurança quanto à própria voz.

“Não fiquei preocupada. Tô vendo meus colegas cantores todos fodidos aí. Dori e Cristovão Bastos [arranjadores do CD] dizem que eu estou uma beleza. Não sei se é só pra me agradar.”

A voz será posta à prova no trabalho dedicado a Tom Jobim. Serão músicas adequadas a orquestras, como “As Praias Desertas”, “Derradeira Primavera” e “Janelas Abertas”. “Não é pra qualquer um. Se eu morrer, não estou vendo cantora que faça isso.”

'CAETANO SÓ DÁ GRITO QUANTO ESTÁ FURIOSO COM A PAULA [LAVIGNE]'

Ela diz que não tem paciência para turnês, aeroportos etc. Mas adora estúdios.

“Coisa mais gostosa de fazer é gravar. Todo cantor que se preza gosta mais de estúdio.” Alertada de que o ex-marido Gilberto Gil já disse preferir palcos, ela minimiza. “Gil é maluco, adora aparecer. Se pudesse, dormia no palco. E ele tá cansado. Chega, está cantando há séculos e aos gritos. Eu falei: ‘Gil, não grita’, ‘Gil, não grita’. Mas conselho não se dá. Por que Caetano tem a voz que tem, a mesma desde que nasceu entre as pernas de dona Canô? Não há possibilidade de ele dar um grito. Só dá grito quando ele tá furioso com a Paula [Lavigne] ou se é pra falar de jornalista.”

Ela pensa em fazer poucos shows com o repertório de Tito Madi, de preferência nos lugares em que se apresentar com o de Tom. São Paulo, por exemplo. Mas preferiu gravar o CD com canções de Tom no Rio, perto de casa. “Se fosse pra gravar em São Paulo, eu ia limpar o rabo com o contrato.”

Cogita abrir uma exceção: apresentar-se em Belém, cidade onde ela diz ser maravilhosamente recebida. Mas, para evitar escala em Brasília, teria que pegar um voo às 9h, horário que não a agrada. “Às 9 da manhã eu não sou mulher, eu sou veado.”

Apesar do desalento, ela não descarta fazer mais um disco de inéditas, que poderia ser o seu último.

“Se você noticiar que eu vou fazer um disco de inéditas, estou fodida. Na mesma hora recebo um caminhão de discos. É uma responsabilidade que eu não quero pegar, uma esperança que não quero dar. Se eu resolver fazer, aviso com antecedência.”

Gravando ou não um CD de despedida, ela diz já ter cumprido sua missão na música. “Já dei régua e compasso. Agora, é como diz meu ex-marido: Aquele abraço!”

Vamos ganhar, Trovão!

Campinense e Atlético de Cajazeiras iniciam disputa por vaga na final
Paraíba Online

Em um contexto que se tornou recheado de polêmicas nos últimos dias, Campinense e Atlético de Cajazeiras se enfrentam logo mais, às 16h, no Amigão, pelo primeiro jogo das semifinais do Campeonato Paraibano 2019.

Primeiro teve a questão do pedido de exame antidoping por parte do Rubro-Negro, o que parece não ter sido bem recebido no Sertão, gerando troca de farpas entre os técnicos.

Depois, de última hora, a Raposa foi punida pela Justiça Desportiva por infração (na Copa do Brasil) ao Estatuto Torcedor e o estádio Amigão interditado. Somente ontem a Federação Paraibana de Futebol (FPF), após consulta ao STJD, conseguiu confirmar a realização da peleja.

No Campinense, o clima é de necessidade de reabilitação. O time comandado por Francisco Diá conseguiu a classificação às semifinais com duas rodadas de antecedência, porém perdeu os últimos dois jogos, clássicos contra Botafogo-PB e Treze, deixando a liderança escapar justamente para o Atlético-PB.
Para o treinador rubro-negro, a questão da primeira colocação é “detalhe que não faz tanta diferença”, já que o regulamento do estadual de 2019 não oferece a vantagem do empate para os líderes de grupo.

Diá tem praticamente todo o elenco à disposição. O único desfalque permanece sendo o atacante Warlei, que lesionou o ligamento do joelho direito há mais de um mês.

A tendência é que o técnico raposeiro faça mudança nos três setores em relação ao Clássico dos Maiorais da última quarta-feira. João Victor deve retornar à lateral esquerda, assim como João Paulo ao meio campo. No ataque, Chaveirinho vai começar como titular.

Atlético de Cajazeiras

Sensação do Paraibano 2019, o Trovão Azul desembarcou no final da manhã deste sábado em Campina Grande.

À tarde o time comandado por Ederson Araújo treinou no estádio Presidente Vargas e iniciou regime de concentração para o jogo de ida das semifinais.

O treinador atleticano tem dois importantes desfalques: o ala esquerdo Jackinha, ex-Campinense, e o atacante Soares. Ambos foram expulsos no Clássico do Sertão da última quarta e vão cumprir suspensão automática.

A esperança da torcida azulina, entretanto, segue concentrada na experiência e categoria do ex-raposeiro Marcinho e no faro de gol do atacante Bruno, um dos artilheiros do estadual.

Arbitragem

O paranaense Wagner Reway, dos quadros da Fifa, apita Campinense x Atlético de Cajazeiras. Ele contará com as assistências de Oberto Santos e Ruan Neres, ambos da Paraíba. Os também paraibanos Afro Rocha e Wagner Venceslau são os árbitros reservas.

Prováveis escalações

Campinense: Wagner Coradin, Neilson, Jean, Richardson e João Victor; Cleber, Vitor Maranhão, Gustavo e João Paulo; Chaveirinho e Lopeu. Técnico: Francisco Diá.

Atlético de Cajazeiras: João Emanuel, Felipe, Renan, Egon e Michel; Ferreira, Romerito, Gabriel Mendes e Marcinho; Jhonathas e Bruno. Técnico: Ederson Araújo.

Os destaques de capa do jornal Correio Braziliense


Na capa d'O Globo


A primeira página do jornal Correio do Povo


sábado, 30 de março de 2019

O nosso Cigano (agora, Léo Cigano) fará show neste domingo em João Pessoa. Boa pedida na Praia de Cabo Branco.


A capa do jornal cajazeirense Gazeta do Alto Piranhas


Dra. Paula afirma que vai pedir afastamento da Comissão de Saúde

Em desabafo na Comissão de Saúde, ontem, a deputada Dra. Paula disse que pretende oficializar seu afastamento do grupo de parlamentares, alegando se sentir cerceada no direito de fazer o debate política.

Ela prometeu oficializar o afastamento ao presidente Adriano Galdino, com quem pretende conversar na próxima semana a respeito do assunto. Disse que a intenção é sair.

Médica, a parlamentar ocupa a vice-presidência da Comissão de Saúde, comandada pelo também médico Dr. Érico.

Processo criminal na 5ª Vara da Capital

OPERAÇÃO CALVÁRIO: Procedimentos investigatórios que envolvem o diretor nacional da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, e a ex-secretária Livânia Farias, já tramitam na 5ª Vara Criminal da Capital
Blog do Marcelo José
Diversos procedimentos investigatórios instaurados a partir da Operação Calvário estão tramitando desde ontem, sexta-feira, dia 29, na 5ª Vara Criminal da Capital. O portal do Tribunal de Justiça da Paraíba já disponibiliza a movimentação processual, na qual constam os nomes da ex-secretária de Administração do Estado da Paraíba, Livânia Farias, que está presa desde o último dia 16, e do diretor nacional da Cruz Vermelha Brasileira, Daniel Gomes da Silva, que está preso no Rio de Janeiro.

No mesmo procedimento criminal em que estão sendo investigados a ex-secretária Livânia Farias e o diretor nacional da Cruz Vermelha , Daniel Gomes da Silva, também constam os nomes de Michele Louzada Cardoso, assessora da Cruz Vermelha, e Leandro Nunes de Azevedo, ex-assessor da ex-secretária Livânia Farias.

Segundo a investigação Michele Cardoso era responsável de fazer entrega de grande quantias em dinheiro, em caixas de vinho, a agentes públicos. Dia 8 de agosto do ano passado, em plena campanha eleitoral, Michele foi flagrada entregando quase R$ 900 mil a Leandro Nunes de Azevedo, em hotel luxuoso no Rio de Janeiro.

Leandro Azevedo confirmou aos promotores que investigam o caso que recebeu o dinheiro , e por ordem da secretária Livânia Farias, utilizou o dinheiro da propina que recebeu para pagar fornecedores da campanha do candidato a governador do grupo Girassol, João Azevedo, vencedor daquele pleito eleitoral e atualmente governador do estado da Paraíba.

Leandro indicou os nomes dos fornecedores de campanha que receberam quantias de R$ 300 mil e R$ 250 mil em hotéis e apartamento no Rio de Janeiro. Os fornecedores já foram ouvidos e confirmaram a informação dada por Leandro Azevedo quando foi ouvido no Ministério Público da Paraíba.

Campinense já quer ganhar no grito? O Trovão Azul vem pegando fogo!

Técnico do Atlético-PB comenta pedido de exame antidoping e provoca Diá
Paraíba Online

A solicitação de realização de exame antidoping, por parte do Campinense, para as duas partidas das semifinais do Campeonato Paraibano 2019, parece ter incomodado a comissão técnica do Atlético de Cajazeiras.

O pedido rubro-negro foi protocolado na semana passada e deferido pela Federação Paraibana de Futebol (FPF) na última segunda-feira.

As duas equipes se enfrentam, conforme a tabela da FPF, nos dois próximos domingos, dias 31 de março e 7 de abril. A partida de ida acontece no Amigão, enquanto a decisão está marcada para o Perpetão, em Cajazeiras.

Em entrevista à TV Diário do Sertão, nesta sexta (29), o treinador do Trovão, Ederson Araújo, considerou que, na verdade, o pedido de realização de exame antidoping partiu do técnico do Campinense, Francisco Diá.

O comandante atleticano disse que se tratava de “uma falta de respeito” e, em tom provocativo, avisou que está preparando uma espécie de “cartilha” para entregar ao treinador raposeiro.

Isso é coisa do Diá. E nós estamos montando nosso cronograma de trabalho para entregar a eles. Nós estamos fazendo um caderninho para mostrar como estamos trabalhando aqui, para o Diá poder ler um pouquinho, se atualizar mais um pouquinho sobre futebol. Isso que ele fez é uma falta de respeito com a gente. Ele acha que desse lado aqui, porque nós estamos no Sertão, nós não sabemos trabalhar. Ele está enganado. Somos uma comissão jovem, com objetivo e que está demonstrando dentro de campo. É um incômodo para ele, que está querendo tirar o nosso foco – desabafou Ederson Araújo.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Quem diria?!!

TSE multa campanha de Haddad por impulsionar notícias contra Bolsonaro na internet
Ministro Fachin negou punir Google por impulsionamento irregular. Ele entendeu que PT pagou para destacar conteúdo negativo. Assessoria de Haddad manifestou 'incredulidade' com decisão.
Mariana Oliveira, TV Globo — Brasília

O ministro Luiz Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, derrotado na eleição do ano passado, e a coligação dele paguem multa no valor de R$ 176,5 mil por impulsionamento irregular de conteúdo contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL), que venceu a disputa.

Em decisão desta terça-feira (26), Fachin considerou que a campanha petista pagou ao Google para destacar conteúdo negativo contra Bolsonaro, o que feriu a lei eleitoral e causou desequilíbrio na disputa. O ministro negou, porém, punições ao Google, por entender que a empresa suspendeu o contrato quando foi notificada pelo TSE.

A assessoria de Haddad divulgou uma nota na qual disse que Haddad manifestou "incredulidade e surpresa" pela decisão de Fachin.

A nota afirmou ainda que, durante a eleição, Haddad foi vítima de "uma enxurrada de fake news", e ser multado por impulsionamento "parece irreal".

No ano passado, o tribunal havia concedido liminar (decisão provisória) ordenando a suspensão do impulsionamento.

Segundo o processo, a campanha petista pagou R$ 88.257 ao Google pelo serviço, conforme documentos apresentados ao TSE pela empresa. A multa fixada foi o dobro do valor do contrato.

A campanha de Bolsonaro argumentou ao TSE que o petista contratou impulsionamento de um site para que ele aparecesse nas pesquisas do Google.

A campanha de Haddad afirmou que não era autora do conteúdo e que, no processo, não foi demonstrado que as informações eram negativas ou mentirosas.

Fachin, no entanto, afirmou que “é indene de dúvidas que o referido site trazia conteúdo desfavorável à campanha do representante Jair Messias Bolsonaro, cujo nome já sugeria conotação negativa: “A verdade sobre Bolsonaro”, levando o leitor a crer que seu conteúdo revelaria aspectos negativos do candidato, omitidos pela sua campanha”.

O ministro ressaltou que a lei não proíbe críticas aos candidatos, mas sim “a contratação do impulsionamento desse tipo de conteúdo, causando desequilíbrio na disputa eleitoral”.

Tem cada coisa em audiência...


Mas com muito amor no coração...

No Recife, professores universitários relatam sofrer bullying da esquerda
Fábio Zanini - Folha de São Paulo

Recife – Uma figura ameaçadora percorre o campus da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), no Recife, prometendo vender tudo que passa pelo seu caminho. É o “Pinguim da Privataria”, cujos pecados incluem o apoio ao governo Jair Bolsonaro, a propagação de valores conservadores e, mais recentemente, a defesa da privatização da própria universidade que o abriga.

Na vida real, a identidade secreta deste “vilão” saído de um filme do Batman é o professor de filosofia Rodrigo Jungmann, que acha que o apelido “Pinguim” até faz algum sentido. “Estou meio gordinho mesmo”, diz.

O que não tem graça, segundo ele, é o bullying que ele vem sofrendo há cerca de três anos de grupos de esquerda. Nesta semana, começaram a circular no campus panfletos assinados por um certo “Comitê de Luta Contra o Golpe da UFPE” com ataques a Jungmann.

“A comunidade acadêmica não pode permitir que um infiltrado da direita no corpo docente fique fazendo campanha pela destruição das universidades”, diz um trecho. “Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Fora Pinguim da Privataria!”.

A perseguição a Jungmann não é caso isolado na UFPE. Seu colega Jorge Zaverucha, professor de ciência política e assumidamente crítico da esquerda, retrata algo parecido.

Jungmann, por enquanto, é quem tem sofrido as ameaças mais sérias. Em 2016, sua sala foi vandalizada por grupos de esquerda. Paredes foram pichadas com os dizeres “burguês de merda” e “Stalin matou pouco”. Escaldado, ele agora mantém grades na porta do recinto em que trabalha.
Sala do professor Jungmann na UFPE com grades

Não foi o único episódio. Em 2017, houve protestos durante a exibição no campus, que Jungmann ajudou a organizar, do documentário “Jardim das Aflições”, sobre o guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho.

E em outubro do ano passado, pouco depois do primeiro turno da eleição, a exibição de outro filme, “Bonifácio”, também gerou protestos de estudantes de esquerda da universidade. Jungmann teve de recorrer à guarda universitária para conseguir chegar em casa.

Por causa desses fatos, o professor se rendeu: enviou um ofício a seu chefe do departamento dizendo que ficará 18 meses sem promover eventos que possam ser alvo de protestos.

“Sou um professor abertamente antimarxista e conservador, o que é uma raridade no ambiente universitário”, afirma Jungmann, que estima em no máximo 10% os alunos que não sejam de esquerda.

“Mas as pessoas não entendem e me xingam de sionista e nazista, o que é no mínimo um pouco esquisito do ponto de vista histórico”.

Um inquérito foi aberto pela Polícia Federal (pelo fato de a universidade ser federal), mas, segundo o professor, nunca apresentou conclusões. Ele diz saber a identidade de alguns dos estudantes que o perseguem, mas, sem ter provas, prefere não nominá-los.

“Eu ensino lógica, filosofia da religião e introdução à filosofia. Minhas aulas não têm nada a ver com política”, diz. Mesmo assim, muitas de suas disciplinas sofrem boicote.

Zaverucha também reclama de um ambiente universitário hostil a quem não é de esquerda. “Tenho sido enxovalhado na academia, principalmente por causa da minha defesa do armamentismo”, afirma ele, que costuma usar suas redes sociais para defender maior acesso dos cidadãos a armas.
O professor de ciência política da UFPE Jorge Zaverucha

Em setembro do ano passado, o professor deu uma entrevista à Folhaem que dizia que Bolsonaro não era o vilão das eleições nem um risco à democracia. Seguiu-se uma enxurrada de críticas.

Ele também relata que já teve sua sala invadida e o computador, jogado no chão. “Eu faço uma crítica da esquerda, das práticas do PT, do autoritarismo, como um bom democrata”, afirma.

Na visão de Zaverucha, a ciência política ainda é bastante dominada pelo pensamento de esquerda, mas com um pouco menos de intensidade devido a mudanças na disciplina.

“A ciência política hoje segue o modelo americano, que é o modelo quantitativo, com ênfase em estatística”, explica. “Tem um lado negativo, o cara repete a equação matemática e é incapaz de fazer uma análise. O ponto positivo é que fica menos ideológico”, diz.

Declaradamente antipetista, ele também reserva críticas ao governo Bolsonaro. “É um governo confuso. Ainda não tem um pensamento claro, ele sabe apenas o que não quer.”

Embora sentindo-se uma minoria, ele vê uma gradual mudança de pensamento na sociedade. “As pessoas estão mais conservadoras. Há uma nítida reação aos costumes da esquerda, ajudada pela maior presença de evangélicos na política”, afirma.

É cana!

PF deflagra operação na Paraíba para combater disseminação de pornografia infantil na internet
ParlamentoPB

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 28, a Operação Salvaguarda III, com objetivo de combater a disseminação de pornografia infantil na internet.

A operação contou com a participação de 10 Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de 1 mandado de busca e apreensão na residência do investigado.

Só neste ano, a Polícia Federal no Estado da Paraíba já cumpriu 5 mandados de busca e realizou a prisão em flagrante de 2 pessoas pela prática dos crimes de posse e compartilhamento de material com conteúdo pornográfico infantil pela internet.

ENTENDA O CASO
O investigado é suspeito de utilizar programas de computador para troca de fotos e vídeos pornográficos envolvendo crianças e adolescentes.

Durante as buscas, os policiais federais computadores, celulares e mídias, as quais serão submetidas a exames periciais

CRIMES INVESTIGADOS
O investigado responderá pelo crime de compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes, cuja pena poderá chegar a 6 anos de reclusão.

quarta-feira, 27 de março de 2019

No reino das narrativas...


Nada a dizer.

Suetoni Souto Maior - Blog Jornal da Paraíba

A ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, optou por ficar calada, nesta quarta-feira (27), durante audiência com promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Ela foi presa durante a terceira fase da operação Calvário, desencadeada pelo órgão. A ação investiga a suposta participação da ex-auxiliar do governo estadual em esquema de recebimento de propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. O esquema foi delatado pelo ex-assessor da Secretaria de Administração, Leandro Nunes Azevedo, preso na segunda fase da operação. O mandatário da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, também foi preso na segunda etapa da operação e permanece detido no Rio de Janeiro.

O advogado de Livânia, Solon Benevides, explicou que a decisão de ficar calada, adotada pela ex-secretária, atende a um preceito constitucional. Ela, vale ressaltar, permaneceu em silêncio diante de todas as perguntas formuladas pelos representantes do Gaeco. “Os promotores fizeram o trabalho profissional que cabe ao Ministério Pública de forma muito elegante em relação à minha cliente”, ressaltou Benevides. Livânia foi alvo de dois mandados de prisão cumpridos no bojo da operação Calvário. O primeiro diz respeito à gestão dos contratos com a Cruz Vermelha e ocorreu no último dia 16. A segunda está relacionada com a suposta receptação de R$ 900 mil. O dinheiro seria fruto de caixa dois de campanha para as eleições de 2018, pago pela Cruz Vermelha.

O segundo mandado de prisão foi comunicado à ex-secretária na semana passada, durante audiência de custódia. Os mandados de prisão foram expedidos pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida. Ele abrangeu, também, Daniel Dantas, que já havia sido preso na segunda etapa da operação. Livânia foi levada para a 6ª Companhia da Polícia Militar, onde aguarda o julgamento do processo. Ela só pode receber visitas de familiares até o segundo grau e dos advogados. O desembargador também deferiu parcialmente o pedido de sequestro de bens da ex-secretária de Administração do Estado. Foram autorizados os sequestros de uma casa adquirida supostamente com dinheiro de propina, em Sousa, e um veículo modelo BMW/X1, de cor branca.

Contratação de advogado pelos Municípios

Famup, Apam e CRC orientam prefeitos a não rescindirem contratos com advogados e contadores
ParlamentoPB

A Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), em parceria com a Associação Paraibana da Advocacia Municipalista (Apam) e Conselho Regional de Contabilidade (CRC), subscreveram de forma conjunta e encaminharam ofício circular aos prefeitos com esclarecimentos sobre a contratação de advogados e contadores pelos municípios. As entidades entendem que a maneira correta de contratação desses profissionais é a inexigibilidade de licitação, cumprindo a legislação, não há que se falar em ilegalidade alguma.

O Ministério Público da Paraíba vem emitindo recomendação aos Municípios para que rescindam os contratos com advogados e contadores através do procedimento licitatório de inexigibilidade. O documento também fornece a jurisprudência que comprova que não há ilegalidade de contratação desses profissionais através dessa modalidade e orienta a não rescisão dos contratos.

“Em que pese a preocupação do Ministério Público com o cumprimento da Lei, entendo que não há qualquer ilegalidade, passível de improbidade administrativa, na contratação por inexigibilidade licitatória dos serviços prestados pelos advogados e contadores”, destaca o ofício circular.

Segundo o documento, a contratação de advogados e contadores por esta modalidade é assegurada pela Lei 8.666/1993 (lei de licitações). Esses profissionais possuem notória especialização e é clara a natureza singular do serviço, pois o próprio exercício da advocacia e da contabilidade se revestem da natureza singular dos serviços.

Outro questionamento é se esse serviço “não possa ser prestado por servidores públicos concursados”.

Jurisprudência dos Tribunais aponta a necessidade de existir “relação de confiança” entre a Administração Pública e o advogado ou contador. “Ao advogado é imperioso que defenda os interesses do Município, e em muitos casos esses interesses entraram em conflito com a administração, ou mesmo, com o ex-gestor, que, anteriormente, teve seus interesses por ele defendidos”, destaca o ofício.

Outro fator, não menos importante, segundo as entidades, é o índice Constitucional de gastos com pessoal. A contratação de escritório de advocacia ou contabilidade favorece o Princípio da Economia.

A saúde da Paraíba na voz da deputada Dra. Paula.

Deputada rebate colega e fala sobre situação crítica da Saúde por falta de recursos
ParaíbaOnLine

A deputada Dra. Paula (PP) fez duras críticas ao colega de parlamento Buba Germano (PSB), por ele ter feito a defesa da secretária Livânia Farias, presa pela Operação Calvário,se e de ter dito que orgulhava do governo do PSB.

Para a deputada, Buba deveria se orgulhar era de uma Paraíba sem corrupção, sem propina e sem desvio de recursos, principalmente da Saúde, quando a população sofre por falta de assistência à saúde e com hospitais superlotados.

“Não temos que nos orgulhar de partidos, pois eles não têm nenhuma importância para os paraibanos, que sofrem com a saúde pública do Estado. Eu cito o hospital de Cajazeiras, que não consegue regular os pacientes para os hospitais de Campina Grande e de João Pessoa porque não têm vagas. São filas e mais filas de pacientes sem poder fazer cirurgias porque não há leitos, não há cirurgiões e não há remédios. Esse é o estado da saúde pública da Paraíba”, destacou.

Ela citou ainda o estado de precariedade que se encontra a Maternidade Frei Damião, em João Pessoa, porque não tem recursos para mudar a fiação elétrica para manter os equipamentos médicos funcionando, além de estar superlotada.

“O Estado não tem o menor respeito ao cidadão carente que utiliza o SUS. E cadê o dinheiro da Saúde? O Estado diz que gasta os 20% determinados por lei, mas isso já é obrigatória. E porque não faz mais?”, indagou a deputada.

Para Dra. Paula, a Saúde da Paraíba está uma vergonha, e a Assembleia Legislativa não pode ser conivente com o que está acontecendo. Ainda mais com deputados governistas se posicionando a favor de pessoas que contribuíram para o caos no setor ao desviar recursos.

“Os governistas deveriam se posicionar a favor do povo pobre, carente, que precisa de uma saúde digna, de um atendimento digno, de remédios e de leitos. E a função do deputado é essa: de fiscalizar e não por ser governista ter que silenciar, fazer contraponto para mostrar uma agenda positiva, quando não se tem”, argumentou Dra. Paula.

CDL discute problemas cajazeirenses com o prefeito Zé Aldemir

VÍDEO: Empresários pressionam prefeito de Cajazeiras por revitalização de calçadão e travessa no Centro
Durante encontro na CDL, empresários elogiaram a gestão municipal pela implantação da Zona Azul, mas também apresentaram várias reivindicações
Jocivan Pinheiro - DiáriodoSertão

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Cajazeiras proporcionou aos empresários a oportunidade de debaterem com o prefeito José Aldemir Meireles (PP) questões relacionadas a infraestrutura, mobilidade urbana e comércio no encontro que aconteceu na noite desta segunda-feira (25) na sede da entidade.

Na oportunidade, os empresários elogiaram a gestão municipal pela implantação da Zona Azul, mas também apresentaram várias reivindicações, dentre as quais destacam-se a necessidade de revitalizar dois espaços públicos no centro: o Calçadão Tenente Sabino, que é um local de comércio, e a Travessa Joaquim Costa, ao lado da Biblioteca Municipal.

O prefeito disse que no momento tem duas obras prioritárias para executar: a construção do cemitério da Zona Norte, que pode sair ainda este ano, e a revitalização do Calçadão. No entanto, segundo ele, é difícil cumprir todas as prioridades da cidade em pouco mais de dois anos.

“A revitalização do Calçadão é um compromisso que nós temos. Entretanto, Cajazeiras tem ‘ene’ problemas. Você não pode resolver, dentro de dois anos de três meses, os problemas cruciais de Cajazeiras”, disse José Aldemir.
O presidente da CDL de Cajazeiras, Alexandre Costa (em pé), comandou a reunião

Quanto à situação da Travessa Joaquim Costa, o prefeito justifica que a verba que ele conseguiu (cerca de R$ 572 mil) não é suficiente para executar a obra completa. Por isso ele deverá usá-la em pavimentação de ruas.

A reunião se prolongou bastante, obrigando os empresários a adiarem outro debate considerado por eles crucial para o desenvolvimento econômico do município: o Código Tributário.

“A parte mais específica da questão tributária ficou para a segunda etapa. Então, atendendo à ponderação do prefeito, nós remarcamos essa pauta para ser debatida na próxima terça-feira, dois de abril, às 19:30. Nós vamos dar continuidade a essa reunião com foco específico na questão tributária”, explicou Alexandre Costa, presidente da CDL de Cajazeiras.

Os destaques do jornal Correio do Povo


No jornal Lance: a grande vitória do Verdão


Na capa do jornal Correio Braziliense


terça-feira, 26 de março de 2019

Um cajazeirense de fibra que desbrava, também, a área comercial na capital do Estado. Parabéns, Nilvan.

Nilvan Ferreira expande Grif Multimarcas
Heron Cid (heroncid.com.br)
Sucesso de vendas e repercussão no público, a Grif Multimarcasempreendimento do apresentador Nilvan Ferreira, se espande em João Pessoa.

A loja – já consolidada na faixa da moda masculina – chega agora ao Tambiá Shopping, com inauguração da filial a do Bessa Shopping.

“A hora de celebrar a concretização de mais um projeto do bem. A @grifmultimarcas_oficial e @grifmultimarcas_oficialela do @shoppingtambia chega hoje para ofertar um jeito novo de se vestir com bom gosto e estilo. Hoje, 14:00 horas, espero todos os meus amigos para a nossa festa que marca a inauguração da loja, no Piso 01, do Shopping Tambiá, no centro da capital. Venha viver esse momento comigo”, postou Nilvan, cajazeirense que mostra o espírito desbravador de todo destemido sertanejo.

A Operação Xeque-Mate e as provas obtidas com o WhatsApp.

Relatório de 39 mil páginas com mensagens de celular levou à prisão de Roberto Santiago, na PB
Mensagens de WhatsApp trocadas por empresário indicam articulação para definir licitações em Cabedelo. Detalhes do processo foram divulgados após quebra do sigilo pela Justiça.
Por G1 PB

Logo após a posse, Leto Viana saiu no carro do empresário Roberto Santiago, que também é investigado na 'Xeque-Mate' — Foto: Kleide Teixeira/Jornal da Paraíba/Arquivo

Após a Justiça derrubar o sigilo do processo resultante da Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba, ficou confirmado que a prisão do empresário Roberto Santiago se deu após a coleta de mensagens trocadas pelo aplicativo WhatsApp do celular dele, que foi apreendido. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, as mensagens coletadas resultaram em um relatório com mais de 39 mil páginas.

De acordo com o documento encaminhado pelo Gaeco e pela Polícia Federal, solicitando a expedição dos mandados de prisão contra Roberto Santiago e Kelnner Maux Dias, ficou confirmado pelos investigadores que o empresário paraibano usava do poder econômico para ter poder político e influenciar nas licitações, especialmente nas que envolviam empresas para coleta de lixo em Cabedelo, na Grande João Pessoa.

“A maior parte dos relatórios investigativos que instruem esta representação derivam da análise do telefone celular do empresário Roberto Santiago. Extração de seu conteúdo pela perícia da Polícia Federal, gerou um relatório de dados de mais de 39 mil páginas, circunstância que implica na necessidade de elaboração de relatórios parciais de análise pelos investigadores da Polícia Federal”, informa a petição.

Roberto Santiago foi preso no início da manhã de sexta-feira (22), no bairro do Bessa, em João Pessoa, em um cumprimento de mandado de prisão preventiva, pela terceira fase da Operação Xeque-Mate. Em audiência de custódia no final da sexta, a prisão do empresário foi mantida.

Ele foi conduzido ao 1° Batalhão da Polícia Militar, no Varadouro. A defesa do empresário confirmou nesta segunda-feira (25), que o pedido de habeas corpus foi negado no Tribunal de Justiça da Paraíba e o recurso da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi descartado, a princípio.

Ainda de acordo com a peça assinada pelo Gaeco e PF, a investigação indicou que o objetivo de Roberto Santiago era barrar a construção do Shopping Pátio Intermares, em Cabedelo, mas que ele manteve como objetivo secundário a articulação de licitações e transformou poder econômico em poder político junto a Leto Viana, então prefeito de Cabedelo.
Mandado de prisão preventiva contra Roberto Santiago foi cumprido na casa dele, no Bessa, em João Pessoa 

Na petição, Gaeco e Polícia Federal confirmam por meio de planilha apreendida nos cumprimentos de mandados de busca e apreensão da Operação Xeque-Mate que Roberto Santiago recebia um repasse mensal que variava de R$ 100 mil a R$ 120 mil enviados por Leto Viana.

Segundo as autoridades, o dinheiro seria referente ao reembolso do ex-prefeito de Cabedelo ao empresário pela compra do mandato junto a Luceninha, que renunciou ao mandato para que Leto Viana, então vice-prefeito, assumisse a gestão após eleições de 2012.

Relação com o servidor do BNB

O pedido de prisão aponta, entre os vários crimes listados pelas autoridades, que o empresário paraibano mantinha uma relação suspeita com um funcionário do Banco do Nordeste, que fornecia contas bancárias para que Roberto Santiago realizasse depósitos e transferências.

O servidor público atuava, a princípio, como alguém que defendia os interesses do empresário. O funcionário do banco, identificado na investigação como Maykel Alexandre, passou a articular com Roberto Santiago uma reunião entre um amigo dono de uma empresa que trabalha na coleta de resíduo com Leto Viana, ainda prefeito. As tratativas ficaram flagrantes por meio de registro de conversa no WhatsApp.

Embora haja uma relação suspeita entre o funcionário do banco e o empresário, o Gaeco citou que “eventuais irregularidades na obtenção de empréstimos junto ao Banco do Nordeste pelo empresário Roberto Santiago não fazem parte do objeto” da petição que resultou na prisão do empresário.

As conversas entre Roberto e Maykel, de acordo com o MP, resultou finalmente nas negociações mantidas entre Leto Viana e Mário Sérgio, amigo de Mayel que tinha interesse em se tornar a empresa responsável pela coleta de lixo de Cabedelo. As conversas não evoluíram, resultado em uma conversa coletada pela Polícia Federal, do empresário Mário Sérgio se queixando a Roberto Santiago da lentidão das negociações com Leto.

Nas investigações fica claro para o Ministério Público que o empresário Mário Sérgio e Leto Viana tinham mantido relações espúrias nos bastidores antes da eleição de Leto. A empresa de Mário Sérgio já havia sido citada em contratos irregulares no serviço de coleta de lixo em Bayeux, outra cidade da Grande João Pessoa, por não ter licença ambiental para desempenhar o serviço.

Dinheiro no lixo

Como havia sido citado anteriormente à quebra do segredo de justiça, Roberto Santiago atuava principalmente na articulação dos contratos das empresas que faziam trabalho de manejo de resíduos sólidos, fosse na coleta, fosse na formação de aterros sanitários em Cabedelo.

O vereador afastado Junior Datele, em seu acordo de colaboração premiada, informou às autoridades que o contrato firmado com empresas de coleta de lixo renderia uma propina mensal aproximada de R$ 100 mil no âmbito da Prefeitura de Cabedelo. O responsável por movimentar o dinheiro da propina era o empresário Kelnner Maux Dias, um dos alvos da terceira etapa da Operação Xeque-Mate e amigo íntimo de Leto Viana.

De acordo com o Gaeco, Kelnner Maux Dias, chegou a receber em sua própria conta dois depósitos da empresa Light, atualmente responsável pela coleta do lixo na cidade de Cabedelo, no valor de R$ 100 mil. O fato confirmou a informação repassada pelo vereador afastado Junior Datele, que colabora com as investigações.
Prefeito de Cabedelo (PB), Leto Viana, foi encaminhado à sede da Polícia Federal, na Paraíba — Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo

Outra relação suspeita identificada a partir das conversas registradas no celular de Roberto Santiago foi com o empresário Lavanério de Queiroz, que tem participação em três empresas ligadas ao manejo de resíduos sólidos com contratos vigentes na Prefeitura de Cabedelo. Nas conversas, os dois se tratam como sócios, embora não haja legalmente nenhum vínculo empresarial entre os dois.

“Juntas [as três empresas de Lavanério] entre 2014 e 2018 ganharam cerca de R$ 7,2 milhões da Prefeitura de Cabedelo. Como se não bastasse, a Rumos Construções Ambientais Ltda., em que Lavanério também figura como sócio, aparece como vencedora de licitação no valor de R$ 103 milhões da Prefeitura de Cabedelo cujo objeto é construir um aterro sanitário”, afirmam Gaeco e PF na petição.

No entanto, com relação aos pagamentos para construção do aterro, a Controladoria Geral da União, na Nota Técnica nº 2613/2018, aponta que, sem aparente explicação plausível, os pagamentos oriundos da contratação tiveram início no ano de 2014, embora o processo de contratação seja do ano de 2003.

Segundo o MP, a participação das empresas de Lavanério de Queiroz deviam ser tratada como suspeitas desde o princípio, tendo em vista que quebram o princípio da impessoalidade do processo. Isso porque uma irmã de Lavanério de Queiroz, identificada como Lavínia Duarte de Almeida, passou em 2014 a ocupar cargo comissionado na Prefeitura de Cabedelo, primeiro como supervisora de compras vinculada à Secretaria de Administração, depois como chefe de auditoria e controle, vinculada ao Gabinete do Prefeito.

Mais conversas entre Roberto Santiago e Maykel Alexandre, funcionário do Banco do Nordeste, evidenciaram que depósitos foram efetuados para a empresa Compecc, flagrada recolhendo lixo na cidade de Cabedelo em 2014, mesmo a empresa não possuindo nenhum tipo de contrato formal para realização do serviço. A empresa citada foi responsável pela construção do Mangabeira Shopping, um dos empreendimentos de Roberto Santiago.

De acordo com o MP, Compecc e o seu proprietário, Eduardo Victor, foram flagrados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como responsáveis por movimentar atipicamente R$ 54,7 milhões, tendo inclusive relações com as operações Lava-Jato e Irerês, operação do MPF e PF destinada a investigar suspeita de superfaturamento na obra de reforma da Lagoa do Parque Solon de Lucena.

Motivos da prisão

Na peça judicial, as autoridades deixam claro que a prisão de Roberto Santiago se faz necessária pois além de colocar em risco os processos de licitações e deter grande poder político e financeiro, o empresário coagia testemunhas.

“A ordem econômica resta inquestionavelmente aviltada pela liberdade de Roberto Santiago, revelando-se imprescindível a decretação de sua prisão preventiva como forma de acautelar a persecução penal de sua influência econômica – que se tornou, com o passar do tempo, também uma poderosa influência política - sobre o município de Cabedelo, e também como forma de inibir a sustentação financeira da organização criminosa objeto de investigação pela Operação Xeque-Mate”, solicitou o Gaeco à Justiça.

Apesar da compra do mandato de Leto ter sido motivado principalmente para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares, de acordo com as investigações, a posição ocupada por Roberto Santiago resultou na posição de negociador em benefícios próprios ou de terceiros. Por fim, o MP explica que “os contratos sobre os quais incidem as digitais espúrias das negociações de Roberto Santiago ainda se encontram em pleno vigor”.

Em dia de aniversário, o nosso abraço de parabéns no amigo Júnior Araújo.


Contribuição para a história de Cajazeiras
Francisco Frassales Cartaxo
No dia 22 de abril termina o prazo para a entrega dos perfis biográficos dos Patronos da Academia Cajazeirense de Artes e Letras. Essa data foi definida na assembleia geral realizada em 17 de janeiro, no Espaço Cultural Zé do Norte. Com isso, finda a etapa da escolha definitiva dos membros fundadores da ACAL, pois a entrega da biografia do homenageado é requisito essencial para o ingresso naquela entidade artístico-cultural-científica. Esse tema aparenta ser coisa apenas de intelectual. Mas não é. Na verdade, o assunto interessa a círculo mais amplo e não somente a quem é ligado às letras e às artes. A dimensão histórica e a abrangência da ACAL, por exemplo, extrapolam o restrito campo das letras, numa demonstração evidente da amplitude de seus objetivos.

A elaboração das biografias dos Patronos é um bom exemplo. Conhecemos pouco nossa história. O ensino ministrado nos centros educacionais é frágil, desde o mais simples nível de aprendizado até os núcleos superiores. Não vem ao caso procurar culpados. Muito menos lançar olhares enviesados para nossos heróis em sala de aula: as professoras e os professores. Em que a ACAL pode contribuir? Ora, as biografias dos Patronos, por mais singelas que venham a ser, servirão de instrumentos de trabalho nas escolas de todos os graus. Quem sabe, funcionarão como estímulo para debates acerca da história de Cajazeiras, sob ângulos variados de sua formação: econômica, cultural, religiosa, educacional, política.

As biografias serão publicadas este ano.

A composição dos Patronos, embora cheia de falhas, ajuda a alcançar-se objetivos dessa natureza. Basta examinar quantas figuras do passado, escolhidas para serem homenageadas, são representativas das origens da nossa formação histórica. Basta citar Mãe Aninha, padre Inácio Rolim, padre José Tomaz de Albuquerque, Antônio Joaquim do Couto Cartaxo, padre Heliodoro Pires. Este, para realçar o pioneirismo de tentar, com muita ousadia, escrever a biografia do padre Rolim.

No momento histórico seguinte, predominam entre os Patronos os educadores, associados ao viés religioso, queiramos ou não, forte marco da história de Cajazeiras. Daí a lista com personagens do calibre cristão (e poético) de dom Moisés Coelho, Crispim Coelho, Vitória Bezerra, Manuel Ferreira Júnior, Hildebrando Leal, Cristiano Cartaxo, padre Gervásio Coelho.

Nos meados do século XX, surgem com nitidez figuras que se firmaram como jornalistas, escritores, historiadores, políticos, educadores, já agora, ao lado de alguns percussores do movimento artístico-cultural. São representativos desse período histórico, os Patronos como Ivan Bichara, Otacílio Dantas Cartaxo, Antônio de Sousa, José Pereira, Francisco Cartaxo Rolim, Deusdedit Leitão, João Rolim da Cunha, Rosilda Cartaxo, Zé do Norte, Hildebrando Assis.

Mais perto de nossos dias, a preponderância de educadores religiosos (dom Zacarias, padre Vicente Freiras, padre Luiz Gualberto), características dos períodos iniciais, divide os espaços com agentes culturais, em especial no campo das artes, da música, do teatro, do cinema, do rádio, este como incentivador da diversidade cultural de nossa terra, incluindo a poesia popular de violeiros e cordelistas. Expressam esse clima figuras como Íracles Pires, Gerson Carlos, Mozart Assis, José Adegildes Bastos, Miguel Arruda, Geraldo Ludugero, maestro Rivaldo Santana, Lacy Nogueira.