sexta-feira, 7 de julho de 2017

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Quando a Rede Globo pedirá desculpas por ser conivente com o socialismo?
Ilisp

A Rede Globo aparentemente descobriu há pouco tempo que os venezuelanos estão sendo esmagados por uma ditadura extremamente violenta que vem destruindo o país e esmagando a oposição, incluindo o assassinato de uma centena de manifestantes nos últimos três meses.

Os apresentadores e comentaristas, entretanto, continuam se recusando a dizer que a situação na Venezuela é resultado direto do socialismoou seja, da intervenção estatal sistemática na economia em busca de “igualdade social” − que resultou em quase 90% da população mal tendo o que comer.

Devemos nos lembrar que a tragédia na Venezuela não começou ontem. A Rede Globo acompanhou todas as medidas que Hugo Chávez tomou desde que chegou ao poder.

A Rede Globo acompanhou as intervenções na economia, a criação de milícias armadas disfarçadas de “coletivos populares” enquanto o governo desarmava a população, a explosão dos gastos com funcionários estatais e programas sociais insustentáveis, a institucionalização do discurso contra os Estados Unidos, contra o capitalismo e contra a imprensa não-alinhada ao governo.

A Rede Globo viu empresas expropriadas, canais de comunicação fechados, opositores perseguidos e presos, e o desabamento da economia do país com as maiores reservas de petróleo do mundo.

A Rede Globo acompanhou tudo isso com quase total indiferença. Noticiou os acontecimentos sem qualquer aprofundamento, evitando qualquer relação do que estava sendo feito por lá com o que o petismo tentava fazer aqui.

Em todos esses anos, a maior rede de comunicação do Brasil se recusou a dar voz às pessoas que previam a tragédia. Pior: a Rede Globo se recusou a fazer qualquer tipo de questionamento aos líderes e partidos de esquerda do Brasil sobre o apoio deles à implantação do socialismo venezuelano. Isso quando não estava divulgando a mentalidade socialista.

A recusa da Rede Globo em fazer jornalismo de verdade deu liberdade para que os governos de Lula e Dilma financiassem Chávez e Maduro com dinheiro de milhões de pagadores de impostos brasileiros.

Não foram poucas as vezes em que os líderes da oposição na Venezuela suplicaram por apoio do governo brasileiro. Nunca tiveram. A Rede Globo viu isso. Não se comoveu e nem questionou. Aceitou.

A Rede Globo, incluindo a GloboNews, sempre deu espaço para PSOL, PT e PCdoB gritarem por aqui “contra o golpe” enquanto os mesmos partidos apoiam o regime que jogou os venezuelanos no caos sem que sejam criticados pela emissora.

A Rede Globo foi e continua sendo conivente com os absurdos da ditadura venezuelana porque se nega a afirmar que ela é socialista como tantos outras ditaduras na história.

Há poucos anos, o Jornal Nacional foi aberto com um pedido de desculpas aos brasileiros por causa do apoio da Rede Globo ao golpe civil-militar de 1964.

Quantos anos serão necessários para que a Rede Globo peça desculpas sobre a sua cobertura acrítica da implantação do socialismo na Venezuela? Por ter dado tanto espaço e apoio à mesma mentalidade no Brasil, liderada pelo PT, que nos afundou na atual crise econômica e institucional? Por ter respeitado líderes da esquerda com abordagens ditatoriais inclusive contra críticos e opositores? Por ter alimentado a chegada de Lula ao poder, ignorando suas mentiras, calúnias e incitação ao ódio de uns contra os outros?

Quantos anos serão necessários para que a Rede Globo peça desculpas por nunca ter questionado as constantes reverências que partidos, movimentos e lideranças de esquerda fizeram e continuam fazendo a líderes e ditaduras socialistas-comunistas que mataram pelo menos 100 milhões de pessoas no Século XX? Para que diga que Cuba é uma ditadura socialista que exterminou a oposição? E que algo similar está acontecendo na Venezuela?

Quanto tempo serão necessários para que esse pedido de desculpas aconteça, Rede Globo? Mais 50 anos?

Artista plástico formado em arquitetura, acredita no libertarianismo como horizonte e no liberalismo como processo, ateu que defende com segurança a cultura judaico-cristã, lê e escreve sobre filosofia política e econômica.

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