quarta-feira, 5 de julho de 2017

Um sensível texto de Inácio Torres em homenagem à nossa inesquecível Darlene Lopes.

DARLENE FERREIRA LOPES: EXEMPLO DE ALTRUÍSMO E DE ETICIDADE. 

Conhecemos Darlene há anos e com ela tivemos uma amizade sincera, porém de poucos diálogos. Tínhamos sempre, até por uma questão de trabalho no campo da saúde pública, maior aproximação com sua irmã Suelene. Porém, resumiria a biografia de Darlene em quatro palavras de atributos de um ser humano de elevados caráter e dignidade, são elas: eticidade, dedicação, humanização e consciência profissional.

Esses adjetivos foram traduzidos em falas de diversas pessoas, de idades diferentes, com as quais conversamos durante o velório dessa grande mulher. E é a mais pura verdade, ela fez de sua vida um sacerdócio em favor da promoção da saúde, sobremaneira dos mais humildes de Cajazeiras. A sua forma de falar, de acolher as pessoas sem alardes, dava-nos a certeza de que as palavras de Cristo continuam vivas nas atitudes dos humanos: os exaltados serão humilhados e os humilhados serão exaltados.

Na saúde, atuou em um dos setores que exige dos que a ele se dedicam grande senso de responsabilidade e de humanização. Bom trato com os colegas e usuários do serviço e sobretudo reciprocidade de respeito. Por isso, confidenciou-nos uma senhora: “ela, quando necessário, não importava o dia, nem a hora, acudia a todos com a mesma serenidade e distinção”. Vimos uma farmacêutica em soluços dizer: “perdi uma grande amiga, uma irmã, ela compreendia todos nós”. Ouvimos muitas louvações a seu respeito e na hora da saída do velório, vimos estampado no olhar de vários trabalhadores do HRC, lágrimas caindo no rosto, enquanto aplaudiam o cortejo fúnebre.
Darlene cumpriu bem a sua missão aqui na terra. Aqui ficaram seus irmãos, entre os quais Suelene, psicóloga, também grande sanitarista dedicada e responsável por muitos feitos em prol da saúde de Cajazeiras e do alto sertão. Para ela e os demais familiares pedimos a força divina para ampará-los na superação de tão grande perda, registrando por fim uma imagem de vitalidade, que haveremos de guardar, onde fica demonstrada a verdade suprema de que a vida predominará sobre a morte como ensinou o grande mestre Jesus: “Todo aquele que crer em mim, ainda que esteja morto viverá.”

Referimo-nos ao momento que antecedia a preparação para saída do caixão, em que já havia poucas pessoas na sala; um cidadão fechava a urna e alí, com os olhos fixos e brilhando, de cabeça erguida, vimos Suelene, com firmeza, serenidade e fé, dirigir suas mãos em direção a sua irmã falecida e num gesto de sacrossanta fraternidade, como que polarizando e irradiando entre ela e a irmã, energias cósmicas, numa sinfonia perfeita de almas gêmeas, e que somente elas poderiam entender, revelaram palavras de despedidas que somente seus corações e mentes têm o poder de decifrar e de guardar até a eternidade. Namastê.
(Esse texto é uma homenagem a Dra. Darlene Ferreira Lopes pela celebração dos trinta dias de seu falecimento).

Nenhum comentário: