sexta-feira, 7 de julho de 2017

Fim da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba não significa ataque à operação
GUILHERME AMADO
O Globo
Um pouco de parcimônia faria bem aos que entendem o fim da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba como uma asfixia à operação. O eixo da Lava-Jato há muito mudou de Curitiba para Brasília e para o Rio de Janeiro.

Não por nenhuma grande conspiração, mas porque estão nos dois estados os filhotes mais poderosos da investigação iniciada no Paraná.

Em Brasília, os inquéritos contra políticos com foro privilegiado e a investigação sobre fraudes no FI-FGTS. No Rio, a que desvenda os crimes cometidos pela organização criminosa comandada por Sérgio Cabral.

Seria natural e saudável uma realocação de recursos, na PF e no MPF. Tanto Rio quanto Brasília têm dado exemplos de que têm autonomia para ter o mesmo sucesso de Curitiba.

Curitiba teve um papel fundamental, mas o simples rearranjo de equipes não significa, por si só, um ataque à operação. Até porque Leandro Daiello, chefe da PF, não deu até hoje nenhuma razão concreta para que se conclua sobre sua intenção de minar a Lava-Jato.

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