sábado, 10 de junho de 2017

Ex-diretor da Petrobras afirma que Graça Foster aceitou propina para favorecer empresa em contrato fraudulento
BandNewsFM
O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, afirma que a ex-presidente da Petrobras, Graça Foster, aceitou favorecer a empresa italiana Saipem na contratação de obras da Petrobras em troca de propina para o PT. Em depoimento ontem (sexta) à tarde ao juiz federal Sérgio Moro, na Justiça Federal em Curitiba, Duque disse que e o ex-presidente da Petrobras e ex-coordenador da campanha de Dilma Rousseff em 2010, José Eduardo Dutra, do PT, acertou com a então presidente da estatal, Graça Foster, uma autorização para que a empresa realizasse dois empreendimentos. Segundo o ex-diretor, o valor da propina para viabilizar o negócio seria de meio por cento do valor do contrato. Renato Duque, afirma que foi Dutra quem deu a resposta de Foster a ele.

No depoimento, Duque disse que José Eduardo Dutra, que morreu em 2015 vítima de um câncer, pediu que ele guardasse um milhão de dólares para ele e um milhão para Graça Foster. Apesar disso, ele disse que esse pagamento não foi realizado.

Condenado a 40 anos de prisão, Renato Duque tenta um acordo de delação premiada para reduzir as penas. Ele prestou depoimento espontaneamente como testemunha na ação da 14ª fase da Operação Lava Jato, que investiga transferências bancárias entre a offshore Hayley/SA, na Suíça, para a brasileira Hayley do Brasil que depois comprava obras de arte e as entregava para o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque. De acordo com a denúncia, a Hayley era usada para operar a propina de Duque e lavar dinheiro. Quem controlava a empresa era João Bernardi que foi acusado pelos procuradores de pagar propina ao ex-diretor. Segundo as investigações, ele oferecia os pagamentos em troca da celebração de um contrato de um gasoduto da Petrobras, localizado na Bacia de Santos, com a empresa Saipem.

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