terça-feira, 6 de junho de 2017

Empresário acusado de agredir Luiza Brunet é condenado a um ano de prisão
Lírio Parisotto também deverá cumprir um ano de serviço comunitário e ficará sob vigilância da Justiça por dois anos
O empresário Lírio Parisotto foi condenado a um ano de detenção nesta segunda-feira (5/6) por ter agredido a modelo Luiza Brunet em maio do ano passado. De acordo com a sentença, proferida pela juíza Elaine Cristina Monteiro Cavalcanti, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Parisotto também deverá cumprir um ano de serviço comunitário e ficará sob vigilância da Justiça por dois anos. As informações são da coluna Rada On-Line, da revista Veja.

Também segundo a coluna, a modelo teria comemorado a decisão e valorizou a importância de as mulheres denunciarem casos de violência doméstica. "Nestes últimos meses, aprendi mais sobre solidariedade. Recebi, de homens e mulheres, apoio e carinho com uma força enorme. A todos, minha imensa gratidão. Não foi fácil me expor, nem será apagar as marcas que a violência me deixou. Mas o que, ontem, foi vergonha e medo, hoje, é força e uma certeza: seguir no combate à violência contra as mulheres. Dei um importante passo, tive coragem para mudar e sempre fiquei ao lado da verdade", teria afirmdo Brunet à publicação.

A agressão aconteceu em 21 de maio de 2016, no apartamento de Parisotto, em Nova York. Antes, eles jantavam em um restaurante com amigos. Ao ser perguntado se o casal iria a uma exposição de fotos, o empresário se exaltou. Disse que não iria porque da última vez ele foi confundido com o ex-marido de Luiza, Armando. Daí por diante, ele teria se descontrolado.

Depois, eles foram até o apartamento onde ela se sentou em uma poltrona. Parisotto já estava de roupão e, segundo Luiza, partiu para cima dela, ofendendo-a verbalmente. Depois, deu um soco em seu olho, seguido de chutes. Luiza diz que ele a derrubou no sofá e a imobilizou violentamente até quebrar quatro costelas dela. Ela só conseguiu se desvencilhar depois que ameaçou gritar pelo concierge. Então, trancou-se no quarto e só saiu de lá no dia seguinte, após ter certeza de que ele não estava no apartamento, e voltou ao Brasil.

Em 1º de julho, a modelo representou uma queixa no Ministério Público de São Paulo, com um laudo de corpo de delito do IML feito por ela. A denúncia foi aceita 25 dias depois.

O empresário nega as acusações e chegou a dizer em sua conta no Instagram que ele é que teria sido vítima de agressões da atriz. No relato, ele diz que levou 10 pontos após briga em um barco. Conforme a Veja, a defesa de Parisotto deve recorrer da decisão proferida nesta segunda pelo TJSP.

O Correio tentou entrou em contato com o TJSP, que, por meio de sua assessoria, disse que o caso corre em segredo de Justiça, por isso a juíza não condederia entrevista.

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