sexta-feira, 30 de junho de 2017

Parabéns, NPR de Cajazeiras.


Hoje, 30 de Junho, o Serviço de Alto Falantes NPR, está completando 57 anos, e aqui a nossa homenagem a esse importante meio de comunicação da cidade de Cajazeiras.
 

Peritos divergem em 3 pontos sobre gravação feita por Joesley 
Folha de São Paulo
Joesley Batista, dono da JBS, gravou encontro com o presidente Michel Temer 

Quatro perícias feitas na gravação da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista divergem em três pontos.

Há consenso sobre a existência de interrupções, mas discordância sobre o que as provocou. Também existe divergência a respeito de uma expressão usada por Joesley ("todo mês" ou "tô no meio") e sobre a validade da gravação como prova judicial.

Os laudos foram feitos pela defesa de Temer, por dois especialistas contratados pela Folha e pela Polícia Federal.

Para o laudo da PF, as pausas foram causadas por um dispositivo do gravador que interrompe a captação na ausência de som.

O IBP (Instituto Brasileiro de Peritos), contratado pela Folha, diz que esse mecanismo só explica parte das interrupções. O restante tem características distintas e pode ter ocorrido após a gravação –as causas são indeterminadas.

A PF diz que a prova é válida porque inexistem indícios de adulteração ou supressão intencional de parte da conversa.

Já o perito Ricardo Molina, contratado por Temer, o IBP e o perito Ricardo Caires dos Santos (também a serviço da Folha ) afirmam que a baixa qualidade da gravação, as pausas de causa indeterminada e a má preservação do equipamento inviabilizam o uso no processo.

O áudio, feito pelo empresário na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu, foi entregue diretamente à Procuradoria-Geral da República em meio à negociação de delação premiada. A gravação não passou pela Polícia Federal.

No inquérito de investigação de Temer, aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin, a PGR aponta suspeita de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça. O áudio gravado por Joesley é um dos elementos da investigação.

Além da gravação da conversa, a PGR lista, por exemplo, outras suspeitas contra Temer, como o recebimento de R$ 500 mil pelo deputado afastado e preso Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado do presidente da República.
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PERÍCIA DO INSTITUTO NACIONAL DE CRIMINALÍSTICA (23 de junho; apresentada pela Polícia Federal)

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM, causada pela compressão do som captador.

O laudo descarta a possibilidade de adulterações na prova, que apresenta "aparente encadeamento lógico de ideias e assuntos que remetem a um diálogo travado entre dois interlocutores com início, meio e fim".

Quantas são as interrupções?

A Polícia Federal identificou 294 pausas, cada uma, em média, com 1,3 segundo de duração. É "um tempo muito curto", em que seria impossível omitir partes da conversa.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

Joesley: Tô de bem com Eduardo.

Temer: Muito bem.

(descontinuidade)

J:... e...

T: Tem que manter isso, viu?

(descontinuidade)

J:... oooo...

T: (ininteligível)

(descontinuidade e ruídos de movimentação)

J: (ininteligível) Todo mês...

T: O Eduardo também, né?

J: Também.

A perícia considera a prova válida?

SIM. Além de analisar o encadeamento lógico, a perícia analisou outros elementos linguísticos de uma conversa, como a "evolução da entonação, ritmo e intensidade da fala".

Nesse sentido, também não há elementos que indiquem adulteração ao áudio, "consistente com a maneira em que se alega ter sido produzida". "Em especial, não foram encontrados elementos indicativos de que a gravação tenha sido adulterada por meio da inserção ou supressão intencional de trechos de falas ocorridas em outro momento ou ambiente diverso"
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PERITO RICARDO MOLINA DE FIGUEIREDO (24 de maio; apresentada pela defesa de Temer)

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. A perícia não explicita o que causou a interrupção, mas diz que elas podem ter sido causadas por "alguma falha sistêmica do gravador".

A questão, diz Molina, não são as falhas técnicas em si, mas a brecha que elas abrem para "edições cuja detecção seria impossível": "Uma edição feita com algum cuidado poderia reproduzir exatamente as características de uma falha sistêmica real".

Quantas são as interrupções?

O parecer não as enumera no total, mas diz que são "inúmeros pontos" que podem ter mascarado edições.

Molina argumenta que a distribuição dessas pausas não é homogênea. Ele detectou cinco pontos de "possível edição" entre o minuto 11:36 e o 11:53 –os 17 segundos com a "maior concentração" das interrupções e com "as falas mais divulgadas e exploradas pela mídia".

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

Joesley: Tô no meio.

Temer: (ininteligível)

J: Também.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. O laudo diz que é "tecnicamente ruim" e "imprestável".

Molina sustenta que o áudio digital é de fácil edição e questiona inclusive o nome dos arquivos entregues pelo empresário ao Ministério Público Federal. Ele observa, também, que é impossível considerar que a conversa tenha "sequência lógica".

"Em especial nas falas do presidente Michel Temer, em função de seu maior afastamento em relação ao gravador e de eventuais mudanças de direcionalidade em relação ao microfone captador", diz o parecer.
*
PERITO RICARDO CAIRES DOS SANTOS (19 de maio; contratada pela Folha)

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. Laudo não indica as causas. Em entrevista à Folha, citou indícios claros de edições e manipulações.

Quantas são as interrupções?

Mais de 50 interrupções.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

É inconclusivo.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. Este áudio não serve como prova pericial nem mesmo de prova documental devido a que o objeto "áudio" está eivado de vícios.
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INSTITUTO BRASILEIRO DE PERITOS (29 de junho; contratada pela Folha)

Houve interrupção da gravação? Qual a causa?

SIM. Parte ocorreu em razão de um dispositivo do gravador de economia de bateria na ausência de som. Mas há outras descontinuidades sem relação aparente com esse mecanismo. Podem ter ocorrido durante ou após a gravação, e a causa é indeterminada.

Quantas são as interrupções?

Mais de cem interrupções.

Joesley diz "todo mês" ou "tô no meio"?

É inconclusivo. O trecho em questão tem sua linearidade comprometida porque contém grande quantidade de descontinuidades e partes ininteligíveis. Prejudica a compreensão ainda a sobreposição de falas.

A perícia considera a prova válida?

NÃO. O arquivo questionado não possui os atributos mínimos para sua aceitabilidade do ponto de vista da perícia forense. Contém descontinuidades não explicadas pelas características do equipamento, não consta que possua cadeia de custódia e, além de tudo, também não consta que o equipamento gravador tenha sido preservado desde o momento da gravação.
'SEMPRE ACREDITEI'
AÉCIO RECEBE COM 'ABSOLUTA SERENIDADE' AUTORIZAÇÃO PARA VOLTAR AO SENADO
'SEMPRE ACREDITEI NA JUSTIÇA DO MEU PAÍS', DIZ O SENADOR TUCANO
DiáriodoPoder
O MINISTRO MARCO AURÉLIO DERRUBOU DECISÃO DE FACHIN, DE 18 DE MAIO, QUE AFASTOU AÉCIO, DENUNCIADO POR CORRUPÇÃO PASSIVA E OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA 

Autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 30, para restabelecer o seu mandato parlamentar, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que recebeu a notícia "com absoluta serenidade". O tucano ressaltou que "sempre acreditou na Justiça" e que irá seguir no mandato com "seriedade e determinação".

A decisão que libera a volta de Aécio ao Senado é do ministro Marco Aurélio Mello. Ele Aurélio também rejeitou o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para prender Aécio e ainda determinou a devolução do passaporte ao senador, o autorizou a se ausentar do Brasil e a manter contato com outros investigados - o que inclui sua irmã Andrea Neves, que cumpre prisão domiciliar. Os dois são suspeitos de receber propina da JBS.

"Sempre acreditei na Justiça do meu País e seguirei no exercício do mandato que me foi conferido por mais de 7 milhões de mineiros, com a seriedade e a determinação que jamais me faltaram em 32 anos de vida pública", declarou.

O senador mineiro havia sido afastado por corrupção passiva e obstrução de Justiça pelo relator da Operação Lava Jato no Supremo, ministro Edson Fachin, em 18 de maio. Com a decisão de Marco Aurélio, ele poderá participar das votações da Casa a partir da próxima semana.

Missas de 30º Dia pela inesquecível Darlene Lopes


Lembrando aos familiares e amigos de Darlene Lopes que hoje 30/06/2017 será celebrada missa em intenção do 30º dia de seu falecimento as 17 horas na Catedral Nossa Senhora da Piedade e as 19 horas na Praça Frei Damião na MISSA DA LUZ (Bairro da Soledade)

Em João Pessoa teremos na Igreja São Gonçalo missa as 19 horas. A igreja São Gonçalo fica na Praça Tiradentes próximo ao Escritório da UNIMED no Bairro da Torre

Agradecemos a todos pela solidariedade e carinho.

A capa do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas


'É nois na fita, mano'...

PT é citado por 64% como o partido mais associado à corrupção na Lava-Jato
Bruno Góes
O Globo
Apesar da guinada da Lava-Jato em direção a partidos como PMDB e PSDB, o PT ainda é, de longe, o partido mais associado à corrupção, segundo levantamento da Ipsos neste mês.

De acordo com o instituto, 64% dos entrevistados afirmaram que o PT é o partido mais associado à corrupção na Lava-Jato; 12% citaram o PMDB e 3% o PSDB.

Com este salário, como viajar para a opressão capitalista na América? Só na base da câmara de ar...

Salário médio em Cuba em 2016 foi de US$ 29, apontam dados oficiais
O salário cubano aumenta em setores como o açucareiro e cai nos de administração pública, defesa e previdência social
EstadodeMinas
O salário médio mensal em Cuba em 2016 foi de 740 pesos cubanos (CUP), equivalentes a pouco mais de US$ 29, segundo a publicação Salário Médio em Cifras 2016, divulgada ontem (29) no site do Escritório Nacional de Estatística e Informação da ilha. A entidade calcula o salário médio mensal por províncias desde 2007 e o salário médio mensal por categoria de atividade econômica desde 2014. A informação é da agência EFE.

Segundo os dados, o salário cubano aumenta em setores como o açucareiro, o mais bem pago do país. com salários médios de 1.246 CUP (US$ 49,8), e cai nos de administração pública, defesa e previdência social, com 510 CUP (US$ 20,4). Conforme o relatório, o salário médio cubano passou de 408 CUP (US$ 16,3) em 2007 para 740 CUP (US,6) em 2016.

Na relação por províncias, as que têm melhores salários são Ciego de Ávila (816 CUP/US$ 32,6), Villa Clara (808 CUP/US$ 32,3) e Matanzas (806 CUP/US$ 32,2), enquanto que os salários mais baixos são recebidos em Guantánamo (633 CUP/US$ 25,3), Isla de la Juventud (655 CUP/US$ 26,2) e Santiago de Cuba (657 CUP/US$ 26,2).

Os setores mais bem pagos na ilha são os da indústria açucareira (1.246 CUP/US$ 49,8), da exploração de minas (1.218 CUP/US$ 48,7), da intermediação financeira (1.032 CUP/US$ 41,2) e de agricultura, gado, silvicultura e pesca (991 CUP/US$ 39,6).

Críticas
Os baixos salários que a ilha socialista paga aos seus funcionários estatais frente ao elevado custo dos produtos básicos na ilha, que importa 80% dos alimentos que requer, são objeto constante de críticas por parte de organizações internacionais e também de movimentos opositores.

A situação é minorada pelo fato que saúde e a educação são de acesso universal e gratuito em Cuba e os seus cidadãos recebem alguns alimentos básicos do Estado por meio de uma "caderneta de abastecimento".

Mas essa caderneta, que há décadas chegou a cobrir grande parte das necessidades da população - inclusive de roupas, sapatos e brinquedos infantis -, foi reduzindo a quantidade e tipos de produtos subsidiados.

Atualmente, um cubano adulto recebe por mês aproximadamente três quilos de arroz, dois de açúcar, meio litro de óleo de soja, um pacote de café misturado, um pacote de massa, cinco ovos e pequenas quantidades de carne de frango. As crianças também têm direito a um litro diário de leite até que completem sete anos.

Em 2011, o presidente cubano, Raúl Castro, aprovou a autorização de novas categorias de trabalho por conta própria como umas das medidas para compensar a progressiva redução de 500 mil postos de trabalho do setor estatal.

Outra das principais distorções na economia cubana é a circulação simultânea de duas moedas: a moeda nacional, que é o peso cubano (CUP), e o peso conversível em moeda (CUC), com um valor artificial equivalente ao dólar e que, segundo a taxa oficial de câmbio, equivale a 25 CUP.

O governo cubano reconheceu a necessidade de unificar as duas moedas, mas, por enquanto, a medida segue pendente.

A primeira página do jornal Extra


No jornal Lance: Flusão com 'mei camin andado'...


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


A capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

FolhadeSãoPaulo: Supremo limita possibilidade de revisar delações

Globo:  A maior operação contra PMs corruptos

Extra: Banda podre soa até como elogio

Estadão: Governo reduz a meta de inflação pela 1ªvez em 14 anos

ValorEconômico: Metrô e ônibus não vão parar em São Paulo e greve no país fica esvaziada

ZeroHora: Uma tonelada de maconha

EstadodeMinas: Denúncia e reforma a jato

CorreioBraziliense: MP cobra R$ 9 milhões e quer 5 distritais inelegíveis

-  ATarde: Acordo só pode ser revisado se delator descumprir o combinado, decide STF

- DiáriodePernambucoDelação só será revista em caso de ilegalidades

DiáriodoNordeste: Setor turístico eleva oferta de emprego temporário para a alta estação em Fortaleza

CorreiodaParaíba: HU vai limitar atendimentos

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Sobre o Xamegão de Cajazeiras, em 2017, vejam o vídeo sugerido por Everton Pereira - o nosso Biguinho.

Xamegão de Cajazeiras - 2017


Será que Lira emplaca?

Raimundo Lira lidera as apostas
O Antagonista

Raimundo Lira está recebendo o apoio de boa parte de seus colegas do PMDB para suceder Renan Calheiros na liderança do partido no Senado. Waldemir Moka e Garibaldi Alves correm por fora. Jader Barbalho, ao que tudo indica, foi descartado.

A decisão será tomada na próxima terça-feira.

Parabéns, Manu!

MANU TÁ ANIVERSARIANDO HOJE, TURMA DA PESADA!

Hoje Manuella, a minha bonequinha, faz 7 aninhos. Que este dia seja inteiramente lindo, igual a ela. Nesse período Manu já aprendeu a nadar, a ler e escrever e até a dançar quadrilha (nesse São João ela arrasou). Quando estou em Sousa ela quer ficar o tempo todo nos meus cós e me segue feito um cachorrinho de balaio. Eu com 62 anos e ela com apenas 7, mas nos entendemos muito bem. Ela já sabe do que gosto e do que não gosto, e tudo faz para me agradar. Mas a bichinha tá ficando muito sabidinha pra o meu gosto, pois me pediu três presentes de uma só vez: um brinquedo, uma roupa e um livro de historinhas, o que ela mais gosta.
A danadinha tá ficando craque no celular e já faz ligações até para a besta-careta, sempre escolhendo o chip certo do meu smartphone. Quando eu, por um motivo ou outro não posso atender, ela imediatamente me passa um e-mail. Antes de ontem ela me passou esse: “Boa noite de novo papae, que era você vou tol hoje a noite. Manuella fihna de Egiandra Oliveira.” Tradução: Boa noite de novo, papai (esse era o seu segundo e-mail da noite) que horas você volta hoje à noite? Manuella, filha de Egiandra Oliveira (como se eu não soubesse).

Manu tem um apurado senso de responsabilidade, coisa rara em crianças de sua idade. Certa tarde ela estava em casa, brincando com uma coleguinha e esta começou a sacudir umas peças de um jogo na parede. Quando Manu viu o desleixo da amiguinha, disse, quase aos gritos: “Não faça isso não, que esse brinquedo foi o meu pai que me deu” e acabou imediatamente com a brincadeira. A coleguinha foi embora fazendo bico de choro, mas duas horas depois a paz entre ambas foi restabelecida e a brincadeira foi retomada. Porém, dessa vez, a companheira pegava nos brinquedos como se pegasse em finos cristais.

Sábado fui pegar Manu para passar o dia comigo e ela veio toda se rindo, com uma nécessaire na mão. 
O quê você tem dentro dessa bolsinha, Manu?
— Minhas coisas pessoais — ela disse, como se fosse uma adulta.
O quê, eu posso ver? — eu perguntei, completamente impressionado (teria ela aprendido a frase “minhas coisa pessoais” com a mãe? Acho que não! Então teria sido com as novelas? Mas como, se Manu só assiste desenhos?) e quando abri a sua nécessaire, lá estava um pacote de bolachas recheadas, um Danoninho e vários lápis coloridos, que era para ela desenhar. 
Poxa, Manu, essas coisas são mesmo pessoais! E a cobri de beijos.

Mas eu fui dar os parabéns a Manu e terminei escrevendo essas besteiras todas. Mas não liguem não, isso é coisa de pai coruja mesmo.

Então, vamos todos gritar comigo: VIVA MANU !!!!!!! VIVA A MENINA MAIS DOCE E MAIS BONITA DO BRASIL !!!!
O Globo

Temer se concentra na sua defesa, num processo que ocupará a Câmara. Como vão tratar da reforma da Previdência?

Não é uma questão de achar que a crise política atrasa a economia. Pode-se ver isso em diversos sinais. Por exemplo, os índices de confiança da Fundação Getulio Vargas, divulgados nesta semana, mostram consumidores, empresários e investidores mais pessimistas. E, sobretudo, com menos esperança na recuperação.

Esses índices, construídos a partir de entrevistas, pedem que as pessoas avaliem a situação atual e as expectativas para seis meses. Desde que o país foi deixando a recessão para trás, notava-se um padrão: entrevistados diziam que o momento não estava nada bom, mas que as coisas certamente estariam melhores daqui a pouco. Agora, continuam achando que a situação atual não é boa, mas desconfiam de que não vai melhorar nos próximos meses.

Ora, há muitos dados positivos na economia real: a inflação no chão, juros desabando, setor agrícola gerando safras recordes, exportações em alta, superávit comercial subindo e entrando dólares de investidores estrangeiros. Além disso, as empresas voltaram a criar vagas formais. A equipe econômica é de primeira, e estatais importantes, como a Petrobras, voltaram à boa gestão.

Por que, então, cai a confiança dos agentes econômicos, categoria que inclui desde presidentes de empresas a consumidores comprando ou não no shopping?

Porque o noticiário político-policial é desanimador e piorou desde que se revelou a delação de Joesley Batista e seu pessoal da JBS. Não houve pânico no mercado financeiro, mas os principais indicadores pioraram: a Bolsa, que rodava a 68 mil pontos, com expectativa de alta, está agora na casa dos 62 mil. O dólar flutuava em torno dos R$ 3,10, agora um pouco acima dos RT$ 3,30.

Muita gente estranhou que esses dois indicadores tenham se comportado tão serenamente nos últimos dois dias, logo após conhecida a denúncia do procurador Rodrigo Janot contra o presidente Temer. Bolsa caiu na terça, subiu ontem. Dólar, dando o mesmo sinal, subiu e caiu.

Como se diz no mercado, a denúncia estava no preço. Tradução: o pessoal já sabia que Temer fora apanhado no esquema de corrupção. Estava na cara, não é mesmo?

O enredo básico é muito simples: o presidente Temer diz a Joesley, num encontro clandestino, que o contato entre eles deveria ser feito através de Rodrigo Rocha Loures. 

Depois, Joesley conversa com Rodrigo e negocia uma enorme propina em troca de uma mudança no contrato de uma de suas empresas com a Petrobras. Rodrigo fala com gente do governo administrando o pedido de Joesley. E recebe uma mala com 500 mil reais.
O que queriam mais? Um cheque assinado por Joesley e depositado na conta de Temer? A defesa de Temer dizer que não tem dinheiro entregue para ele é como a defesa de Lula pedir que apresentem a escritura do tríplex do Guarujá em nome do ex-presidente. A acusação é de patrimônio oculto e lavagem de dinheiro. Com escritura?

Do mesmo modo, por que Joesley entregaria uma montanha de dinheiro ao tal Rodrigo se este não fosse o representante de Temer no balcão de negócios?

Tirante um ou outro, acho que ninguém acredita de fato na defesa de Temer. Na prática, os que o defendem se dividem em dois grupos: o primeiro é formado pela turma que quer melar a Lava-Jato, para escapar dela; o segundo grupo acha ou achava que Temer poderia ser um “culpado útil”. Ok, está no esquema de corrupção, mas, caramba, se ele conseguisse aprovar as reformas, especialmente a da Previdência, estaria mais que suficiente.

Temer também sabia disso. Ou alguém acreditava mesmo que ele era um reformista de fé? As reformas eram um meio de ele salvar seu mandato.

E é por aqui que as coisas estão mudando. A cada dia que passa, Temer é mais culpado e menos útil, tal é a percepção que se forma nos meios econômicos.

Flagrado, o presidente se concentra na sua defesa, num processo que vai ocupar a Câmara dos Deputados. Como vão tratar da reforma da Previdência nesse turbilhão?

A trabalhista está quase aprovada e precisa de menos votos, só uma maioria simples.

Vai daí, forma-se o entendimento dos agentes econômicos e, talvez, da equipe de Meirelles: passar a reforma trabalhista é o suficiente por ora. Depois, administrar a coisa até as eleições. A previdenciária só traria ajuste a médio prazo mesmo, tal é o discurso de consolação.

Duas consequências. Na economia, não haverá investimentos, o consumidor se retrai e, logo, não há recuperação do crescimento. O cenário bom será não voltar à recessão.

Na política, Temer deixa de ser útil e por isso passa a ser descartável. Ou seja, sua eventual queda vai entrando no preço.

Haverá decepção e mais pessimismo econômico se a reforma trabalhista cair. Mas quem se importará com um culpado inútil?
Blog do Josias - UOL
Com a rapidez de um raio, Michel Temer indicou a sucessora do procurador-geral da República Rodrigo Janot horas depois de receber a lista tríplice com os nomes mais votados pela corporação. Refugou o primeiro nome da lista, Nicolao Dino. Conforme previsto aqui, indicou sua preferida: Raquel Dodge, a segunda colocada. Deve-se a pressa de Temer ao desejo de injetar desde logo no cenário político a perspectiva de um contraponto à atuação de Janot, que deixará o cargo em 17 de setembro.

Subprocuradora-geral, Raquel Dodge é uma clara antagonista de Janot. Além da simpatia de Temer, contava com o apoio de caciques do PMDB, entre eles José Sarney e Renan Calheiros. Esses apoios lhe serão úteis na segunda fase do processo: a aprovação do seu nome no Senado Federal. A escolhida planeja visitar senadores. Deseja, segundo diz, expor seu plano de trabalho. Pesou também a favor da nova procuradora-geral da República o apoio do ministro Gilmar Mendes, do STF, amigo de Temer e desafeto de Janot.

Ao optar por Raquel Dodge, Temer rompeu uma tradição de 14 anos. Desde 2003, sob Lula, prevalecia na sucessão da Procuradoria-Geral da República o nome do primeiro colocado na eleição interna da corporação. Temer recusou-se a indicar Nicolao Dino porque ele representa o oposto do que o presidente desejava. Frequentou a disputa como candidato apoiado por Rodrigo Janot, a quem Temer declarou guerra aberta.

Nicolao Dino foi o autor do parecer no qual o Ministério Público recomendou a cassação da chapa Dilma-Temer, posição derrotada por 4 a 3 no recente julgamento do Tribunal Superior Eleitoral. De resto, o primeiro colocado da lista dos procuradores era o último nome que José Sarney, amigo e conselheiro de Temer, queria ver no comando da Procuradoria-Geral. O irmão dele, Flavio Dino, governador do Maranhão pelo PCdoB, é um ferrenho adversário do clã Sarney.

Içada à chefia do Ministério Público Federal por um presidente denunciado, Raquel Dodge talvez tenha de lidar com parte do espólio de denúncias que Janot fará contra Temer. O presidente e seu grupo político estão aliviados com a perspectiva de se livrar de Janot. O alívio nestes casos pode ser, porém, ilusório. Nos seus dois mandatos, Lula indicou meia dúzia de ministros para o STF. Um deles, Joaquim Barbosa, revelou-se um insuspeitado algoz do petismo como relator do processo do mensalão.

Na entrevista que concedeu ao blog no último final de semana, Raquel Dodge prometeu tratar das investigações que envolvem Temer com “destemor”. E incluiu na sua oratória uma palavra que agrada aos investigados sem ofender necessariamente os investigadores: “temperança”. A partir de setembro, a indicada de Temer poderá escolher de que forma planeja entrar para a história.
Com Veja e Reuters
CCJ - Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania 
O PRESIDENTE DO SENADO DISSE QUE PRETENDE LEVAR A PROPOSTA PARA ANÁLISE DO PLENÁRIO JÁ NA SEMANA QUE VEM

A proposta de reforma trabalhista avançou mais uma etapa no Senado. Com 16 votos favoráveis, 9 contrários e 1 abstenção, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Casa e segue para o plenário da Casa, onde, para passar, precisa de maioria simples (voto de metade dos senadores presentes mais um).

Após votação do texto principal, os senadores votam as emendas da oposição. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), orientou voto contrário a todas as emendas apresentadas ao projeto.

A Procuradoria Geral do Trabalho também pediu que a reforma trabalhista fosse rejeitada com base em inconstitucionalidades do texto. Entre os pontos que a Procuradoria contesta está a flexibilização da jornada de trabalho com limites superiores aos atuais.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixou nesta quarta a liderança do PMDB no Senado, encaminhou voto contrário ao projeto, com duras críticas ao governo.

“Que esta comissão não queira passar para o Brasil que está abrindo mão da competência do Senado Federal para tirar direito do trabalhador”, afirmou. O senador disse ainda que o governo prioriza “aquilo que o mercado entende que ele tem que priorizar” e que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, “já não sabe o que diz nem o que faz”.

Para garantir a aprovação do texto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que o governo se comprometeu a fazer ajustes no texto, seja por veto ou por meio de medida provisória.

A expectativa da base governista é votar o texto agora no plenário antes do recesso parlamentar, que se inicia no dia 18 de julho. Para que isso aconteça, matéria deve entrar em votação já na próxima semana.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que vai colocar a reforma trabalhista no plenário assim que a matéria sair da CCJ.

Ele afirmou que se a reforma ganhar regime de urgência, terá emendas apresentadas e analisadas em plenário, o que permitirá que a proposta seja votada já na semana que vem, antes do recesso parlamentar, que começa no dia 18 de julho.

O Planalto tenta aprovar com rapidez a reforma, tanto que não fez mudanças no texto. Se o Senado modificasse o projeto, a matéria teria de retornar para a Câmara. O objetivo era acenar para o mercado que o governo ainda tem condições de aprovar projetos importantes para manter a economia no rumo certo.

Carta
Jucá leu aos senadores uma carta enviada pelo presidente em que Temer afirma que, dada a “urgência das medidas”, foi levantada a possibilidade que fossem vetados alguns pontos e editada uma medida provisória com os “ajustes” sugeridos pelos senadores.

“Quero aqui reafirmar o compromisso de que os pontos tratados como necessários para os ajustes, e colocados ao líder do governo, senador Romero Jucá, e à equipe da Casa Civil, serão assumidos pelo governo, se esta for a decisão final do Senado da República”, diz a carta do presidente.

Depois da carta, Jucá leu aos senadores pontos de um acordo que teria sido feito entre o governo e os presidentes das comissões de Assuntos Econômicos, Tasso Jeiressati (PSDB-CE), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Edison Lobão (PMDB-MA).

Entre eles, o fim da autorização para que mulheres grávidas ou que amamentam possam trabalhar em locais insalubres com atestado médico, a vedação de contratos de exclusividade com trabalhadores autônomos e a determinação de que jornadas de 12 horas por 36 horas de descanso só possam ser acertadas em negociações coletivas.

O governo concorda também em modificar um dos pontos mais polêmicos, o trabalho intermitente. De acordo com o texto lido por Jucá, o governo admite a necessidade de uma maior regulamentação do tema.

Um dos pontos que devem ser mexidos é a instituição de uma quarentena de 18 meses para que um trabalhador contratado em regime integral para o trabalho intermitente.

Além disso, a proposta retira a multa de 50% por descumprimento contratual, que poderia ser paga pelo trabalhador e prevê que deve ser regulamentada a contribuição previdenciária nesses casos.

O acordo ainda atende pelo menos uma das reivindicações dos sindicatos ao deixar claro a obrigatoriedade da participação sindical nas negociações coletivas.

Passou no São João; no São Pedro, não...

NÚCLEO DE INTELIGÊNCIA (NI), ROTAM E RP DO 6º BPM APREENDEM 38 QUILOS DE MACONHA E UMA ARMA DE FOGO EM CAJAZEIRAS
Por volta das 10 h desta quarta-feira (28), Policiais Militares do Núcleo de Inteligência do 6º BPM – NI/6, juntamente com algumas guarnições da ROTAM e da Rádio Patrulha, apreenderam na Rua Erenice Ferreira, Centro de Cajazeiras, 38 quilos de uma substância semelhante à maconha, um revólver Cal 38, uma balança de precisão, três celulares, três relógios, algumas joias, duas motocicletas de procedência duvidosa, além de várias cédulas manchadas com tinta vermelha possivelmente obtida através de estouro a caixas eletrônicos.

As guarnições averiguavam uma denuncia de tráfico de drogas, quando José Aldo do Nascimento Soares Sousa, 23 anos de idade, percebeu a presença policial e saiu correndo, atitude esta que levantou suspeita, motivo pelo qual o mesmo foi perseguido e alcançado pelos militares que em seguida fizeram uma averiguação no local encontrando todo material apreendido.

Na Operação também foi presa Luana Germano da Silva, de 19 de idade, que se encontrava no interior da residência, a dupla foi apresentada na Delegacia de Policia Civil de Cajazeiras pra as providências legais juntamente com todo material apreendido.

Informações e Fotos PM

O importante é o amor e a felicidade da pessoa amada... Veja se não é.

video

Que assim seja!

Enviado por Edna Marlowa Cartaxo Braga
Supremo mantém eleição feita em dezembro para cargos de direção do TJ-PB
Conjur

O resultado da eleição para os cargos de direção no Tribunal de Justiça da Paraíba foram mantidos em decisão do Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (28/6). O ministro Alexandre de Moraes julgou improcedente o mandado de segurança que questionava o pleito de 22 de dezembro de 2016. Já na reclamação analisada, ele cassou o resultado da eleição feita em novembro do ano passado, confirmando liminar deferida pelo então ministro Teori Zavascki.
Para o ministro Alexandre de Moraes, período natalino não impede que eleições sejam feitas no Tribunal de Justiça. 

De acordo com Alexandre de Moraes, a análise da lista de antiguidade dos desembargadores inscritos para a disputa dos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor e o resultado das eleições de dezembro demonstram que houve respeito ao artigo 102 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Lei Complementar 35/1979 - Loman), com a observância do binômio antiguidade (elegibilidade)-eleições (disputa), tornando válidas as escolhas.

O dispositivo prevê que os tribunais, pela maioria dos seus membros efetivos, elegerão dentre seus juízes mais antigos, em número correspondente ao dos cargos de direção, os titulares destes, com mandato por dois anos, proibida a reeleição. Quem tiver exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos, ou o de presidente, não figurará mais entre os elegíveis, até que se esgotem todos os nomes, na ordem de antiguidade.

Na eleição de novembro, foi eleito presidente o desembargador João Alves da Silva. Já na de dezembro foi eleito o desembargador Joás de Brito, que agora segue na Presidência do TJ da Paraíba.

Amparo no regimento 
O ministro rebateu a alegação dos autores do MS (seis desembargadores) de que a eleição teria de ser adiada, conforme decisão liminar de uma desembargadora no recesso forense, destacando que a convocação de eleições imediatas foi determinada pelo ministro Teori Zavascki ao conceder liminar na RCL 25.763, sendo incabível a tentativa de usurpação da competência do STF pelo TJ-PB.

O relator destacou ainda que o pleito foi convocado extraordinariamente com amparo no Regimento Interno do tribunal paraibano, que diz que, se motivo de força maior impedir a eleição na época própria, ela terá lugar em sessão extraordinária, convocada para um dos oito dias subsequentes.

“Considerando a excepcionalidade da situação, não se mostra razoável o argumento de que a Resolução 244 do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ao regulamentar o expediente forense no período natalino, impediria a realização de atos urgentes durante o recesso”, frisou.

O ministro apontou ainda que documentos nos autos comprovam que houve prévia convocação de todos os gabinetes acerca da sessão realizada em 22 de dezembro do ano passado. 

Candidatos inaptos
Na Reclamação 25.763, o ministro Alexandre de Moraes apontou que a primeira eleição, em novembro de 2016, desrespeitou o artigo 102 da Loman, pois houve livre concorrência e escolha de desembargadores que não figuram entre os três magistrados mais antigos e desimpedidos.

Na eleição para a Presidência, por exemplo, a ampliação do universo de concorrentes ao cargo possibilitou que o 12º posicionado fosse eleito em detrimento dos três mais antigos inscritos, que, efetiva e validamente, poderiam concorrer, sendo, portanto, indiscutível o efetivo prejuízo ao critério de antiguidade. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. 

MS 34.593
RCL 25.763
Montillo pede rescisão, deixa o Botafogo e deve anunciar aposentadoria
Augusto Decker e Nelson Lima Neto
Extra
Montillo não é mais jogador do Botafogo

O meia argentino Walter Montillo não é mais jogador do Botafogo. Em reunião nesta quarta-feira com membros da diretoria, ele pediu a rescisão. A diretoria aceitou. No total, a passagem de Montillo pelo Alvinegro durou cerca de seis meses.

O jogador está tão triste com sua situação que deve anunciar, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, sua aposentadoria do futebol. A situação teria atingido, inclusive, a família do argentino.

A saída dele vem em meio a mais uma lesão, a quinta do argentino nesta temporada. Contra o Avaí, na última segunda-feira, ele foi substituído aos sete minutos do primeiro tempo com dores na panturrilha direita. Ele já vinha se recuperando há dois meses de um problema na coxa direita e, antes de segunda-feira, sua última partida como titular fora no dia 2 de abril, contra o Resende.
Nota oficial: Botafogo e Montillo chegam a acordo por saída. Haverá coletiva nesta quinta. 

A situação deixou o jogador frustrado, pois uma sequência de lesões como essa nunca acontecera em sua carreira. Além disso, ele relatou ofensas sofridas por ele e sua família em redes sociais. Há alguns meses, ele até ofereceu devolver os salários referentes ao período que passou se recuperando, algo que a diretoria recusou.

Montillo recebe o maior salário do Botafogo, e sua saída representará uma economia importante para o clube.

Os termos exatos da saída ainda não estão claros: não se sabe se ele receberá alguma quantia pela rescisão.
Apresentação de Montillo em General Severiano, em janeiro deste ano 

O jogador foi contratado no início da temporada com grande festa e recebeu a camisa 7, a mais importante do clube, das mãos do ídolo Maurício, herói de 1989. A temporada, entretanto, decepcionou.

Ele participou apenas de 18 jogos em 2017, menos da metade dos 37 disputados pela equipe. Ele ficou 950 minutos em campo fez apenas um gol, em janeiro, em amistoso contra o Rio Branco-ES.

Desde o início da temporada, havia dúvidas se ele poderia atuar em harmonia com Camilo, o meia que já estava no clube. No fim das contas, ambos atuaram pouco tempo juntos, pois alternaram períodos de lesão. Camilo chegou a reclamar com o técnico Jair Ventura por precisar atuar em posição diferente da sua enquanto estava em campo com o argentino.

O presidente do clube, a princípio, se opôs à chegada do jogador no início do ano. Foi, no entanto, convencido pelo gerente de futebol Antônio Lopes, pelo vice de futebol Cacá Azeredo e pelo técnico Jair Ventura.
Advogado preso diz que Joesley fez armadilha para agradar a Janot
THAIS BILENKY
Folha de São Paulo
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Ex-advogado da J&F preso na Operação Patmos, Willer Tomaz acusa Joesley Batista e o diretor do grupo Francisco Assis e Silva de terem preparado uma armadilha para ele e o procurador Ângelo Goulart Villela, também preso, para agradar ao procurador-geral Rodrigo Janot e assim conseguir prêmios mais vantajosos na delação.

Em carta escrita para a Folha de dentro do batalhão da Polícia Militar na penitenciária Papuda, Tomaz relata que Joesley e Assis provocaram situações como forma de criar provas de que ele e o procurador atuavam juntos, sem a anuência oficial da Procuradoria.

O advogado nega que tenha repassado R$ 50 mil a Villela, como acusaram os delatores, mas admite que entregou gravação de uma negociação de delação premiada entre procuradores e um ex-sócio da J&F inimigo de Joesley, como forma de pressionar o empresário a fechar um acordo de colaboração. Segundo Tomaz, Villela também entregou pautas de reuniões da equipe do Ministério Público Federal com o mesmo intuito.

Tomaz disse que não se constrangeu em repassar o conteúdo de caráter reservado. "Esse áudio não trata de vazamento de nada sigiloso. Simplesmente demonstra que, se o Joesley não fizesse a delação, seu inimigo iria fazer. O MP usa isso como prática comum quando tem duas pessoas interessadas em delatar. Ele quer a mais forte", justificou.

Na conversa, cuja gravação foi obtida pela Folha, o ex-sócio de Joesley Mário Celso Lopes, que havia sido preso, e os procuradores negociam bens a serem desbloqueados e provas a serem apresentadas para comprovar ações ilícitas do grupo.

Janot pediu a abertura de inquérito contra Tomaz e Villela por tentativa de obstruir a Justiça, sustentando que "o advogado, com possível ajuda do procurador da República Ângelo Goulart Villela, estava tentando atrapalhar o processo de colaboração premiada ora em curso com o escopo possivelmente de proteger amigos políticos integrantes do PMDB", os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros.

A PGR também pede investigação contra Tomaz por corrupção ativa e violação de sigilo. O procurador é acusado, além de obstrução de justiça, de corrupção passiva e violação de sigilo funcional.

Tomaz contesta a versão dos delatores. Diz que não há prova a corroborar o repasse de propina, que não tentou poupar ninguém de delação e que, ao contrário do que afirmou Janot, ele próprio intermediava uma conversa entre Villela e a JBS com vistas a fecharem um acordo de delação.

Em sua carta, Tomaz narra uma sucessão de episódios que, segundo ele, culminaram em sua prisão, em 18 de maio. "Me deparei com a absurda armadilha engendrada pelos delatores Joesley e Francisco que, desvirtuando os fatos ocorridos, rifaram a mim e ao procurador Ângelo como moeda de troca para obterem os premiadíssimos benefícios de uma colaboração que jamais será confirmada".

De acordo com Tomaz, o interesse de Joesley em entregar Villela surgiu em decorrência da informação de que o procurador era um adversário de Janot e apoiava um nome da oposição para a sua sucessão, Raquel Dodge. Dodge ficou em segundo lugar na lista tríplice formada após eleição interna da categoria nesta terça (27) para suceder Janot.
O advogado Willer Tomaz, que está preso em Brasília


VINHO
A relação entre o advogado e a J&F começou em fevereiro de 2017, quando Tomaz disse ter sido procurado por Joesley para defender a Eldorado Celulose, do grupo J&F, investigada por supostas irregularidades no uso de recursos do FI-FGTS bem como na compra de ativos de fundos de pensões na Operação Greenfield.

Após assinarem o contrato, segundo Tomaz, Joesley e Assis passaram a se queixar com frequência de perseguição por parte do procurador da República Anselmo Lopes, responsável pela Operação Greenfield. "Diziam estar sendo assediados", afirma o advogado. Em dado momento, de acordo com Tomaz, os executivos e ele concordaram em abrir uma nova frente de conversa com o MPF, dada a sua relação com Villela, que atuava na Greenfield.

Quando o procurou, Villela "confidenciou-me que teria interesse pessoal na condução desse acordo, pois, caso fosse exitoso, muito contribuiria para a sua ascensão profissional".

Mas Joesley se demorava a iniciar as tratativas, dizendo-se receoso de o procurador não ter o poder necessário para fechar um acordo vantajoso. Foi então que Villela mandou Tomaz entregar a Joesley a gravação das tratativas de delação da equipe do MPF com Mário Celso Lopes, "ex-sócio e arqui-inimigo do Joesley".

Os dois se encontraram em um hangar de aeroporto e Tomaz começou a mostrar a gravação. "Ele [Joesley] ficou muito surpreso. Logo após ouvir o início, saiu da sala sob a alegação de ir falar com os pilotos para fazerem o plano de voo", descreveu o advogado. "Retornou logo em seguida, tendo ouvido [o áudio] até o final. Ele disse que estaria convencido a dar continuidade [às negociações por uma delação com Villela] e que aquela seria uma prova cabal da 'força' do dr. Ângelo."

Sem que Tomaz soubesse, Joesley gravou o advogado mostrando o áudio e entregou a gravação à Procuradoria. 
O procurador Ângelo Goulart Villela

Como nada avançou, Villela voltou a procurar Tomaz para alertá-lo de que a Greenfield "avançava e que a demora e indefinição dos clientes não iria suspender os trabalhos do MPF. Para demonstrar o avanço, ele me enviou algumas pautas de reuniões que tiveram".

Pouco depois, na versão do advogado, Assis finalmente pediu que Tomaz marcasse um jantar com Villela para tratarem da delação, o que ele fez, em sua casa, no dia 3 de maio.

"E noite afora fomos jantando, tomando vinho e Francisco e o dr. Ângelo conversando sobre a Greenfield, seus personagens e sobre a colaboração que se pretendia ver selada", afirma Tomaz. Ao final do jantar, diz o anfitrião, Assis deixou uma pasta com resumos e documentos para o procurador analisar a possível colaboração.

"Ao acompanhar Francisco até a porta, deparei-me com um carro preto, àquela hora da noite, quase em frente à minha porta, com duas pessoas em seu interior, uma delas me fotografando. Foi aí que levantei suspeitas de que algo de estranho estaria a ocorrer. Anotei a placa da veículo e pedi que um amigo identificasse o proprietário. Fui informado de que se tratava de placa 'fria', provavelmente sendo utilizada por veículo oficial, de algum órgão de investigação", diz Tomaz.

"A armação engendrada por Joesley e Francisco ficou clara quando, nos dias seguintes, Francisco passara a me pedir com elevada dose de insistência que promovesse um jantar entre ele e o juiz Ricardo Soares Leite", disse Tomaz, em referência ao magistrado que ficou conhecido por ter determinado a suspensão das atividades do Instituto Lula, medida posteriormente revogada.

A relação entre o advogado e os executivos, então, azedou, e o contrato de Tomaz foi rescindido. O advogado e Villela estão presos na mesma cela exclusiva para advogados e militares, enquanto aguardam julgamento.

Na capa d'O Globo


No jornal Lance: Mengão sai na frente


As manchetes do jornal Diário de São Paulo


Os destaques do jornal Correio Braziliense


As manchetes de jornais brasileiros nesta quinta-feira

FolhadeSãoPaulo: Temer escolhe rival de Janot para chefiar Procuradoria

Globo:  Temer escolhe opositora de Janot na Procuradoria

Extra: Tiroteio leva morte e pânico a Copacabana

Estadão: Por 16 votos a 9, comissão do Senado aprova reforma trabalhista

ValorEconômico: CCJ do Senado aprova relatório da reforma trabalhista por 16 votos a 9

ZeroHora: Temer escolhe rival de Janot para chefiar PGR

EstadodeMinas: Quem perde somos nós

CorreioBraziliense: Temer escolhe rival de Janot para a PGR

-  ATarde: Temer ignora nº 1 da lista e indica sucessora de Janot

- DiáriodePernambucoSport: 41 títulos

DiáriodoNordeste: Operação prende 8 vereadores no interior

CorreiodaParaíba: Reforma trabalhista avança no Senado