sexta-feira, 12 de maio de 2017

Não foi Dona Marisa...

"LULA FAZIA QUESTÃO DE ESTAR A PAR DE TUDO"
O Antagonista

Leia esta frase de Dona Xepa sobre os pagamentos ilegais para a campanha de Dilma Rousseff, em 2010:

"Lula fazia questão de estar a par de tudo e era quem dava a autorização final".

Não foi a Dona Marisa!


A conta corrente do Feira com o PT

João Santana contou em sua delação que, a partir da campanha de reeleição de Lula, foi aberta uma espécie de conta corrente entre o PT e a Polis, sua agência.

"O partido ia rolando dívidas acumuladas, ao longo de diversas campanhas, exclusivamente relacionadas a serviços efetivamente prestados."

A administração dessas dívidas era feita por Antonio Palocci, coordenadores financeiros das campanhas e tesoureiros do PT, "com plena ciência dos candidatos e principais líderes do partido (Lula e depois Dilma)".

Para abastecer a conta corrente do Feira, Lula abriu uma conta corrente com a Odebrecht.
DILMA, A APAZIGUADORA

Mônica Moura contou em sua delação que, numa reunião no Palácio da Alvorada em 2014, Dilma Rousseff tentou tranquilizar o casal quanto aos atrasos nos pagamentos

Por favor, leia este trecho:

"A Presidente DILMA ROUSSEF se comprometeu com JOÃO SANTANA a cuidar pessoalmente do pagamento do marketing da reeleição para evitar os "atrasos" e "desvios" que ocorreram na primeira eleição.

Foi numa conversa em junho de 2014, no Palácio da Alvorada. DILMA ROUSSEF empenhou sua palavra a JOÃO SANTANA de que já tinha equacionado tudo; que os valores que seriam pagos por fora já estavam garantidos e que dessa vez os pagamentos sairiam mais rápido."
ALERTA VERMELHO E O PODER QUASE ABSOLUTO 

Além de revelar que Lula sabia de todos os detalhes dos pagamentos por fora negociados com Antonio Palocci e que tudo dependia de sua palavra final, João Santana contou que, em momentos críticos de inadimplência, dava o "alerta vermelho" a Lula e depois a Dilma.

Ele ameaçava interromper os trabalhos.

"Este tipo de alerta foi feito com Lula, em duas ocasiões: no final do primeiro turno de sua reeleição e, especialmente, no intervalo entre o primeiro e o segundo turno. Lula, então pressionou Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, que colocou a empresa Odebrecht no circuito."

Depois, o marqueteiro soube por Mônica que Palocci tinha poder quase absoluto sobre o fundo de caixa dois do PT gerido pela Odebrecht.

"Os alemães têm lhe tratado bem?"

"Os alemães têm lhe tratado bem?"

Era dessa maneira que Lula se dirigia a João Santana para saber se a Odebrecht estava pagando a propina conforme o combinado.

SÓ A ODEBRECHT TINHA "O RESPALDO DO CHEFE" 

Lula confiava inteiramente na Odebrecht, porque ela tinha os meios mais seguros para pagar propinas.

Como disse Antonio Palocci a João Santana, só a empreiteira "tinha o respaldo do chefe".

Nenhum comentário: