domingo, 14 de maio de 2017

Coisa linda de se ver...

Christiano Moura
Hoje, meu pai, Adonias da Costa Moura, completaria 85 anos de vida. Ele retornou ao plano espiritual há um ano, no mesmo dia 13 de maio em que veio ao mundo.

Painho nasceu no sítio Boa Esperança, próximo a Melancias, lugarzinho encravado no extremo oeste da Paraíba, região abençoada com o Rio do Peixe.

Era filho de Zé Pedro Quirino e Maria Félix de Moura, foi vaqueiro e tangerino em tempos remotos. Emigrou para São Paulo e foi ser funcionário das Indústrias Matarazzo, o império daqueles tempos. Retornou ao sertão paraibano e estabeleceu-se comerciante no Mercado Público de Cajazeiras. Por um tempo, foi barnabé municipal. Já maduro, resolveu estudar e passou a atender a contabilidade de dezenas de pequenas e médias empresas cajazeirenses.

Aposentado - e após o infortúnio que lhe privou a locomoção plena, costumava frequentar, sempre aos sábados, o mesmíssimo Bar do Genésio, no Calçadão de Cajazeiras, onde tinha mesa e cadeira cativas, para saborear uma coca gelada e ver o tempo passar. A lapada de cachaça e as indefectíveis buchadas eram passado, pois o corpo não mais permitia tais prazeres.

Primogênito e herdeiro destes​ hábito e gosto peculiares, volto hoje ao mesmo local para honrar e preservar sua memória. Fique em paz.
 

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