terça-feira, 11 de abril de 2017

Trump atacou a Síria e tinha - do ponto de vista internacional - justificativa, já que o Ditador usou armas químicas.

E se fosse Obama?
Rodrigo Constantino

Sobre a reação de muitos, não seria diferente. Sempre haverá aqueles dispostos a condenar qualquer ação militar americana, especialmente sob um governante republicano. Mas a imensa maioria deles é movida por um antiamericanismo infantil, e não quer fazer análise de verdade. Thiago Kistenmacher resumiu bem a postura enviesada dessa turma:

Quando é o Trump: “Presidente milionário ataca covardemente a Síria a fim de manter o imperialismo estadunidense e favorecer a indústria do petróleo.” Se fosse o Obama: “Primeiro presidente negro dos EUA se solidariza com o sofrimento do povo sírio e, a fim de promover a paz mundial, ataca o país em retaliação às atrocidades cometidas pelo ditador Bashar al-Assad.”

Esses “analistas”, inclusive vários que são convidados para entrevistas em nossos canais de televisão, devem ter concluído seus estudos na Faculdade Facebook, e ostentam esse incrível diploma:
Felizmente ainda há quem queira fazer análise séria, refletir, ler muito material de verdadeiros especialistas, para finalmente chegar a uma conclusão embasada. Nem todos são obrigados a concordar que a resposta de Trump foi a melhor, claro. Mas daí a ficar “horrorizado” com o “irresponsável” e “cruel” presidente americano, sem dizer uma só palavra sobre Assad, as armas químicas que não deveriam mais existir na Síria e Putin, vai uma longa distância, que separa as pessoas decentes dos antiamericanos bobocas.

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