quarta-feira, 19 de abril de 2017

Delator forjou contrato para ocultar Lula no sítio
O Antagonista

O engenheiro civil Emyr Costa disse à PGR que auxiliou Roberto Teixeira, compadre e advogado de Lula, a redigir um contrato falso para maquiar o envolvimento da Odebrecht na reforma do sítio.

Numa reunião com Teixeira e Alexandrino Alencar, Costa disse que as despesas da obra seriam pagas em dinheiro vivo e que seria subcontratada uma empreiteira menor para executar o serviço.

Teixeira sugeriu que o engenheiro procurasse o empreiteiro para elaborar um contrato de prestação de serviços em nome de Fernando Bittar.

O próprio delator sugeriu que fosse colocado no contrato o valor de R$ 150 mil, e não os R$ 700 mil gastos, para que o gasto ficasse compatível com a renda de Bittar.

"Eu fui lá para que não aparecesse que foi feito pela Odebrecht em benefício de Lula. Vai lá e faz um contrato entre Bittar e Carlos Rodrigo do Brato, que tem uma construtora. Colocamos 150 mil e eu fiz o contrato pessoalmente, marquei uma reunião, levei o contrato, pedi para ele assinar e emitir uma nota no valor do contrato. Ele me devolveu e eu e eu voltei um dia antes para o senhor Roberto Teixeira eu fui sozinho e me registrei novamente na portaria."

Os 500 mil reais do senhor Aurélio

A propina usada para reformar o sítio de Lula foi guardada num cofre.

Diz O Globo:

"Um cofre foi usado para guardar R$ 500 mil em espécie da Odebrecht para custear as obras no sítio em Atibaia cuja propriedade é atribuída a Luiz Inácio Lula da Silva.

O delator Emyr Costa, engenheiro civil da Odebrecht indicado para comandar a reforma, afirmou em seu depoimento que guardou os valores após a entrega pelo Setor de Operações Estruturadas, departamento da empreiteira responsável pelo pagamento de vantagens indevidas. O acerto foi feito com Maria Lúcia Tavares, assistente do Setor de Operações Estruturadas, segundo Emyr".

Ele contou:

"Eu liguei para ela (Maria Lúcia) e pedi R$ 500 mil reais - nunca tinha manejado uma obra com somas dessa natureza. Eu comprei um cofre, e coloquei dentro de um armário da minha sala. Semanalmente eu separava mais ou menos R$ 100 mil e colocava em um envelope fechado, entregava ao Frederico (Barbosa, engenheiro na obra) que, por sua vez, entregava ao senhor Aurélio para fazer os pagamentos".

O senhor Aurélio, claro, é Rogério Aurélio Pimentel, assessor da Presidência da República.

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