domingo, 30 de abril de 2017

Hoje é aniversário da primogênita do nosso amigo Dominguinhos Simão, Emmanuela Cartaxo de Oliveira. Parabéns.

 

Hoje, na grande Vaquejada do Estrela Park Show, em Cajazeiras, o nosso Dodô Mangueira receberá o título de maior Vaqueiro do Mundo!

 

Cantor e compositor Belchior morre no RS
OPovo
O cantor e compositor Belchior morreu na noite deste sábado, 29, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos. Familiares confirmaram o falecimento, entretanto, não informaram a causa da morte. O corpo deve ser trazido para o Ceará ainda hoje. O sepultamento deve ocorrer em Sobral.

Em nota, o governador Camilo Santana decretou luto oficial de três dias no Estado e reconheceu a importância de Belchior para a música brasileira. Confira a nota na íntegra:

"Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias. 

Camilo Santana 

Governador do Ceará"

Aécio vai protagonizar com Lula delação da OAS 
Na mira 
Mauricio Lima 
Veja.com 
Aécio Neves: um dos mais afetados na nova safra de revelações da Odebrecht 

Já estão definidos os temas do recall da delação da Andrade Gutierrez. Serão: eleições 2014, Metrô e Rodoanel de São Paulo, hidrelétrica de Jirau e Aécio Neves. Como se sabe, ao lado de Lula, o tucano também terá papel de protagonista na colaboração da OAS.

Os Sem-Massa
Eliane Cantanhêde
Estadão
Sexta-feira quente, mas greve foi isolada e quebra-quebra, um tiro no pé

“Governar não é tão simples como pensam os motoristas de táxi”, declarou o ex-ministro Milton Seligman, hoje professor do Insper, no seminário sobre reforma política promovido pelo Estado. Pois é. Governar não é simples, não é fácil e o alerta é que pode fazer muito mal à saúde. Depois de dois impeachments em 25 anos, agora Michel Temer dribla popularidade abaixo do razoável, recuperação lenta da economia, desemprego crescente, pressões infernais da base aliada e bloqueio de ônibus e quebra-quebra comandados pela oposição.

Na avaliação palaciana, o protesto de sexta-feira, no início de um feriadão, ficou restrito aos movimentos e categorias ligados ao PT, sem adesão popular, sem massa. A estratégia foi parar os meios de transporte para impedir que as pessoas fossem trabalhar e que as empresas e o comércio abrissem, dando a impressão de um movimento muito maior do que era. Queimar pneus e ônibus para completar o serviço com imagens impactantes.

Para os organizadores, foi a maior greve da história, um sucesso do “povo brasileiro”. Para o governo, uma paralisação promovida por “um grupo pequeno”, com um resultado previsível e insuficiente para perturbar a reforma da Previdência. Ao contrário: com quebra-quebra e excesso de vermelho, podem ter-se isolado, dando um tiro no pé e facilitando o voto no texto governista.

Temer, que assistiu a tudo pela TV e recebeu informes todo o dia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), reuniu os ministros da Fazenda e do Planejamento para avaliar os efeitos das negociações no texto da reforma e já assinava, sem dó nem piedade, a exoneração dos apadrinhados de quem vota contra o Planalto. A traição na reforma trabalhista foi a gota d’água.

As listas de quem sai por ter sido infiel e dos que entram jurando fidelidade serão publicadas no Diário Oficial da União de terça, após o Primeiro de Maio. Exemplo: o deputado Pastor Jony Marcos (PRB), que vota contra tudo, perde seus afilhados no INSS e na Conab de Sergipe.

A tensão maior é na Câmara, que já aprovou a reforma trabalhista, mas está com a batata quente da Previdência e logo será chamada a votar o abuso de autoridade e o foro privilegiado só para os presidentes da República, Câmara, Senado e Supremo. Tudo ao mesmo tempo, com quase 10% dos deputados na lista Janot/Fachin.

Mas que Temer não descuide do Senado, onde o presidente Eunício Oliveira acaba inclusive de sair da UTI e o ex-presidente e atual líder do PMDB, Renan Calheiros, tenta fugir da Lava Jato atirando em Temer e nas reformas.

Conforme dizem empresários do campo e da cidade e confirmam embaixadores estrangeiros em Brasília, a reforma da Previdência e os próximos três meses serão cruciais para saber o que vai acontecer e o mundo apostar ou não suas fichas e investimentos no Brasil.

Aliás, esses embaixadores estão perplexos com a corrupção descomunal, mas também com a força da democracia brasileira. Apesar de dois anos de recessão, mais de 14 milhões de desempregados, a Lava Jato atingindo oito ministros e dezenas de parlamentares e um dia inteiro de protestos e fogo na TV, as instituições funcionam normalmente: o Executivo governa, o Legislativo vota, o MP investiga, o Judiciário julga. Que País do mundo enfrentaria todas essas crises simultâneas sem risco de ruptura, golpe, implosão?
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Ao meio. Com a soltura de Bumlai, Genu e Eike Batista, a Segunda Turma do Supremo acena com a liberdade de José Dirceu e um festival de habeas corpus a favor dos presos da Lava Jato, mas, atenção!, o tribunal vai rachar. A divisão começa na Segunda Turma, continua no plenário e une o relator Fachin e o juiz Moro: os dois defendem cadeia neles!

'Pia Mermo'. E nós comendo tapioca do jeito errado... O certo é assim. Veja.

video
Enviado por Galego Cacaré - Erivaldo
Os segredos que Palocci vai revelar
Germano Oliveira e Eduardo Militão
IstoÉ
TERREMOTO O que Palocci tem para contar deve provocar nova turbulência no País e no PT 

O ex-ministro Antonio Palocci é um pote até aqui de mágoa. Na última semana, movido por esse sentimento que o consome desde setembro de 2016, quando foi preso em Curitiba, o homem forte dos governos Lula e Dilma deu o passo definitivo rumo à delação premiada: contratou o advogado Adriano Bretas, conhecido no mercado por ter atuado na defesa de outros alvos da Lava Jato que decidiram, como Palocci, romper o silêncio. Lhano no trato, embora dono de temperamento mercurial quando seus interesses são contrariados, o ex-ministro resolveu abrir o baú de confidências e detalhar aos procuradores todo arsenal de informações acumulado por ele durante as últimas duas décadas, em que guardou os segredos mais recônditos do poder e nutriu uma simbiótica relação com banqueiros e empresários. “Fiz favor para muita gente. Não vou para a forca sozinho”, desabafou Palocci a interlocutores.

ISTOÉ conversou nos últimos dias com pelo menos três fontes que participaram das tratativas iniciais para a colaboração premiada e ouviram de Palocci o que ele está disposto a desnudar, caso o acordo seja sacramentado. Das conversas, foi possível extrair o roteiro de uma futura delação, qual seja:

> Palocci confirmará que, sim, é mesmo o “Italiano” das planilhas da Odebrecht e detalhará o destino de mais de R$ 300 milhões recebidos da empreiteira em forma de propina, dos quais R$ 128 milhões são atribuídos a ele.

> Contará como, quando e em quais circunstâncias movimentou os R$ 40 milhões de uma conta-propina destinada a atender as demandas de Lula. Atestará que, do total, R$ 13 milhões foram sacados em dinheiro vivo para o ex-presidente petista. Quem sacou o dinheiro e entregou para Lula foi um ex-assessor seu, o sociólogo Branislav Kontic. Palocci se compromete a detalhar como eram definidos os encontros de Kontic com Lula. Havia, por exemplo, uma senha, que apenas os três sabiam.

> Dirá que parte da propina que irrigou essa conta foi resultado de um acerto celebrado entre ele e Lula durante a criação da Sete Brasil, no ano de 2010. O ex-presidente teria ficado com 50% da propina. Um total de R$ 51 milhões.

> Está empenhado em revelar como foi o processo de obtenção dos R$ 50 milhões para a campanha de Dilma, num negócio fechado entre o PT e a Odebrecht, com a ajuda de Lula e do ex-ministro Guido Mantega. E mostrará como Dilma participou das negociatas e teve ciência do financiamento ilegal.

> Afirmará que a consultoria Projeto foi usada também para recebimento de propinas. Indicará favorecidos. Comprometeu-se ainda a entregar o número de contas no exterior que foram movimentadas por esse esquema.

> Pretende mostrar como empresas e instituições financeiras conseguiram uma série de benefícios dos governos petistas, como isenção ou redução de impostos, facilidades junto ao BNDES, renegociação de dívidas tributárias, etc.

Palocci sabe que uma chave está em suas mãos. Com ela, pode abrir as fechaduras da cela onde está detido, no frio bairro de Santa Cândida, na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Para ajudar a desvendar o megaesquema de corrupção na Petrobras, a memória do ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-chefe da Casa Civil de Dilma será colocada à prova. Ele tem informações que podem explicar como, a partir do início do governo do ex-presidente Lula, organizações criminosas foram montadas para sustentar politicamente o PT, o PMDB e o PP e mantê-los no poder. Tudo à base de propina, dizem os investigadores da Operação Lava Jato, que serviram também para enriquecimento pessoal.
Há interesse dos procuradores em saber em minúcias, se possível com documentos, dados sobre a gênese do que se convencionou chamar de Petrolão. Um investigador de Curitiba disse que Palocci terá de reunir dados novos e com “fundamentação” se quiser convencer a PF e a Procuradoria a endossar o acordo. Ele entende que o ex-ministro precisa apresentar provas ou, ao menos, indícios “consistentes” e tratar deles num depoimento “de peito aberto”. A julgar pelo cardápio apresentado até agora pelo ex-ministro, isso não será óbice. Segundo interlocutores que conversaram com Palocci nas últimas semanas, o ex-ministro não enxerga problema algum em assumir a clássica postura de delator. Sente-se amargurado. Abandonado por companheiros de outrora. Por isso está “bastante tranquilo” para assumir as consequências dos eventuais efeitos colaterais da colaboração premiada.
DELAÇÃO O novo advogado de Palocci, Adriano Bretas, iniciou conversas com o MPF para fechar o acordo de colaboração premiada 

No início das negociações para a delação, o ex-ministro se propôs a fornecer informações detalhadas sobre os R$ 128 milhões da Odebrecht que teriam passado por ele. Embora tenha chamado a atenção, procuradores acharam pouco. Sustentaram que o que já foi reunido a esse respeito seria o suficiente para a elucidação dos fatos. E que as revelações não seriam tão bombásticas assim. Diante do impasse, foi deflagrada uma nova rodada de negociação, que culminou com a renúncia de José Roberto Batochio de sua equipe jurídica. Depois de procurar ao menos três escritórios de advocacia pouco antes da Páscoa, Palocci acertou com uma dupla de criminalistas já ambientada ao mundo daqueles que resolvem colaborar com a Justiça em troca de reduções das penas. Além de Bretas, foi contratado também o advogado Tracy Reinaldet dos Santos.

Após a primeira etapa de conversas com o novo time de defensores, ficou definido que Palocci vai começar a abrir sua caixa de Pandora pelo escândalo da Sete Brasil, uma empresa criada em 2010 para construir as sondas (navios de exploração de petróleo) para a Petrobras. Além do capital da estatal, a Sete tinha dinheiro de bancos, como o BTG e de três fundos de estatais (Petros, Previ e Funcef). As seis primeiras sondas da empresa foram construídas pelo estaleiro Enseada Paraguaçu (com capital da Odebrecht, OAS e UTC). Cada sonda ao custo de US$ 800 milhões. As seis, portanto, estavam orçadas em US$ 4,8 bilhões (ou R$ 15,3 bilhões), embora a Sete Brasil estimasse um investimento de US$ 25 bilhões para construir 29 sondas até 2020. Na delação, Palocci pretende contar que o PT exigiu que a Sete Brasil e as empreiteiras do estaleiro Enseada Paraguaçu pagassem propinas de 1% do contrato de US$ 4,8 bilhões, ou seja, US$ 48 milhões (R$ 153 milhões). Desse total, dois terços, ou R$ 102 milhões, ficariam para o partido e um terço (R$ 51 milhões) para diretores da Petrobras. Sem medo de ser feliz, Palocci vai entregar que Lula exigiu metade das propinas. Não para o partido, nem para a companheirada, mas para ele, Lula.

“Sapo barbudo”
O depoimento de Rogério Araujo, ex-executivo da Odebrecht que acabou de celebrar um acordo com a Procuradoria-Geral da República, fornece o caminho das pedras sobre a tentativa do PT de embolsar ilegalmente R$ 153 milhões desviados da Sete Brasil. Araujo disse que o PT exigiu que 1% do contrato das sondas da Sete Brasil, assinado em 2012, fosse fixado como propina. O valor havia sido pedido pelo “sapo barbudo”, numa referência a Lula. “O Pedro Barusco (ex-gerente da Petrobras e dirigente da Sete Brasil), voltou para mim e falou: ‘Olha, esse 1%… vocês vão ser procurados por um interlocutor do PT, o sapo barbudo deu instrução. Ele me disse que 1% vai ser todo pago para o PT, porque não querem empresas estrangeiras pagando esses dois terços para o PT. Eles têm confiança na Odebrecht”, relatou Araújo na sua delação. A conversa de Araújo com Barusco aconteceu em 2012, depois da assinatura do contrato com o consórcio formado pela Odebrecht, OAS e UTC, além da japonesa Kawasaki. “A conversa foi no Rio. Normalmente eu almoçava com o Pedro Barusco. Só eu e ele”, asseverou Araújo, explicando que as seis sondas da Sete Brasil para a Petrobras custariam US$ 4,8 bilhões. Barusco disse, então, a Araújo que estava acertado que 1% das seis sondas era na proporção de um terço para a “casa” (dirigentes da Petrobras) e dois terços para o PT (R$ 102 milhões). Quem receberia essa propina seria o então tesoureiro João Vaccari, preso em Curitiba. É aí que Palocci entra em cena. O superior de Rogério Araújo, o executivo Marcio Farias disse que o ex-ministro Palocci havia lhe pedido uma reconsideração na propina da Sete Brasil. Ou seja, que os 100% de 1% fossem destinados para o PT, pois Lula entrou no negócio e estava pleiteando a metade do valor.
Como a operação precisava do aval do topo da hierarquia do esquema, Marcelo Odebrecht foi acionado. Ele, então, mandou chamar Palocci e disse que as comissões da Sete Brasil destinadas ao PT já estavam incluídas na conta corrente do partido no Setor de Operações Estruturadas, o “departamento de propina” da empresa, entre as quais a “Italiano” (Palocci), o “Pós-Itália” (Mantega) e o “Amigo” (Lula). Essa conta, que Palocci atestará que é mesmo dele, chegou a somar R$ 200 milhões em 2012. Se sua delação for aceita pelos procuradores, Palocci irá confirmar não só o encontro com Marcelo como os valores da propina repassada para Lula, dinheiro este derivado da Sete Brasil e que já estava contemplado na planilha da empreiteira – perfazendo um total de R$ 51 milhões.
ESTALEIRO DE ILEGALIDADES Os contratos das sondas da Sete Brasil renderam US$ 48 milhões em propinas 

Como na exuberante movimentação bancária do ex-ministro entre 2010 e 2015, boa parte dos recursos depositados era oriunda de sua empresa, a Projeto, as consultorias de Palocci merecerão um capítulo à parte em sua delação. Os serviços contratados iam além dos conselhos. Muitas vezes, os serviços de consultoria nem eram prestados. Traduziam-se em lobby. Em português claro: tráfico de influência em favor de grandes empresas junto aos governos petistas. Na condição de interlocutor preferencial da banca e da meca do PIB nacional, Palocci teria negociado ajuda a várias empresas e bancos. Por isso, segundo seus interlocutores, ele promete contar os bastidores das concessões de benesses a grupos econômicos.

Quem tem mais a perder, no entanto, é PT. E o próprio Lula. Não por acaso, o partido entrou em parafuso quando Palocci sinalizou que estava disposto a partir para a delação. Nos últimos dias, dirigentes do partido e emissários do ex-presidente foram escalados para ir a Curitiba, onde o ex-ministro está preso. Todos ainda acalentam o sonho de que Palocci volte atrás. A despeito de as ofertas serem muitas, e tentadoras, o ex-ministro já avisou: não pretende recuar. Prevendo um novo infortúnio, petistas que conviveram com Palocci no Congresso já têm até em mente uma daquelas narrativas espertas destinadas a desvincular Lula de todo e qualquer crime que tenha cometido com o testemunho e a cumplicidade metódica de Palocci. Eles mencionam um caráter supostamente “individualista” do ex-ministro, desde que debutou para a política em Ribeirão Preto. Claro, só os convertidos, e inocentes úteis, vão cair em mais essa catilinária.
A farra sindical 
Ruy Fabiano
Blog do Noblat - O Globo
 
O fiasco da greve geral de sexta-feira – convocada sem que nenhuma assembleia sindical tenha se manifestado – mostra que essas entidades, desviando-se de suas finalidades estatutárias, disputam hoje com os partidos políticos o troféu de desgaste popular.

Como os partidos políticos, só que numa escala bem maior, pulverizaram-se e passaram a servir-se do público para atender interesses privados. Criam-se sindicatos, assim como partidos, para se ter acesso ao dinheiro público que os sustenta.

Os partidos recebem as verbas do fundo partidário; os sindicatos, do imposto sindical – um dia de trabalho por ano de cada trabalhador, sindicalizado ou não. Há hoje, em decorrência, uma elite sindical milionária que se consolidou ao longo da Era PT.

O pretexto para a greve geral – as reformas trabalhista e previdenciária – não gerou a mesma reação quando o patrocínio era dos governos Lula e Dilma. As propostas eram equivalentes, mas não embutiam um detalhe: o fim do imposto sindical. E é ele que está na raiz da greve frustrada de ontem, não as reformas em nome das quais foi convocada. A República Sindical é cara, ineficaz e bizarra.

A propósito, alguém já ouviu falar de um certo Sindicato das Indústrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras? Pois é. Funciona (?) no Rio de Janeiro.

Há outros, assemelhados, como o Sindicato da Indústria de Guarda Chuvas e Bengalas de São Paulo. Ou ainda o Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais, isto é, um sindicato de funcionários de sindicatos. Seria até engraçado se por trás não houvesse alguns bilhões do contribuinte.

Há no Brasil, segundo o Ministério do Trabalho, nada menos que 11 mil e 257 sindicatos de trabalhadores, sem contar federações, confederações e centrais. E não é só: não cessam os pedidos para a criação de novos, que já não se classificam apenas por categoria, subdividindo-se, em alguns casos, até por local de trabalho.

Por exemplo: não basta um sindicato para os comerciários. Há um de comerciários que trabalham em shoppings, que teriam natureza diferenciada da dos comerciários que trabalham em estabelecimentos sediados nas ruas e avenidas. Questão de CEP.

A criatividade, em busca de fatias do imposto sindical, não tem limites. Cria-se numa ponta uma entidade patronal, o Sindicato de Empresas de Desmanche de Veículos (Sindidesmanche), e na outra uma entidade de trabalhadores do mesmo ramo, o Sindicato dos Inspetores Técnicos em Segurança Veicular (Sintseve).

À frente de ambas, os mesmos dirigentes: Mario Antonio Rolim, Ronaldo Torres, Antonio Fogaça e Vitorio Benvenuti, todos ligados à mesma Central, a Força Sindical, do deputado Paulo Pereira, do PDT, que, aliado de Lula e Dilma, não hesitou em aderir a Temer.

O imposto sindical foi criado por Getúlio Vargas, nos anos 40, mas, graças à Lei 11.648, de 2008, se estendeu às centrais sindicais. E graças a um veto de Lula ao artigo que submetia esse repasse à fiscalização do TCU, não é necessário que as centrais prestem conta do que é feito com essa bolada – que não é desprezível.

Em 2016, os sindicatos receberam R$ 3,6 bilhões; só as centrais sindicais, de 2008 a 2015, R$ 1 bilhão, sem precisar explicar o que dele fizeram. Esse dinheiro chega aos cofres do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e é depois repassado pela Caixa Econômica Federal. Uma festa.

Em tal ambiente, não é difícil entender a proliferação de sindicatos, que crescem na razão inversa à qualidade do atendimento ao usuário. Mas compreende-se: não se expandiram com essa finalidade, mas para servir a um projeto de poder, graças ao qual conseguem tumultuar a vida do país, falando em nome de quem não representam, mantendo-o no atraso em que ajudam a colocá-lo.

sábado, 29 de abril de 2017

Na capa do jornal A Gazeta: 14.200,000 de desempregados...Algo a considerar.


Trecho de reportagem da Veja...

A delação de Palocci é um terremoto à vista
Veja
Antonio Palocci, preso há 214 dias 

O ex-ministro Antonio Palocci está disposto a detonar de vez o PT. 

Junto com Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, Palocci negocia um acordo de delação premiada no qual pretende revelar como as propinas originadas do esquema de corrupção na estatal abasteceram as campanhas do partido e o bolso do ex-presidente Lula. 

Na próxima sexta-feira, 5 de maio, Duque deverá prestar depoimento ao juiz Sergio Moro – e dar uma amostra das revelações explosivas que estão por vir. 

Para o PT, os segredos de Palocci e Duque certamente causarão mais estragos que as acusações feitas pelo ex-líder do governo no Senado Delcidio do Amaral, que acusou Lula e Dilma de obstrução da Lava-Jato.

O temor inspirado pela delação de Palocci também deixado o meio econômico de cabelo em pé

O ex-ministro da Fazenda, que chegou a despontar como a melhor possibilidade presidencial para substituir Lula, tinha um bom trânsito entre empresários e banqueiros. 

Quando deixou o governo, em função das revelações de que o seu patrimônio se multiplicara inexplicavelmente, Palocci passou a prestar consultorias para diversas companhias, ganhando uma fortuna, embora não se saiba a natureza dos serviços oferecidos aos seus clientes.
Greve compulsória
Editorial do Estadão 

A título de defender os direitos desses mesmos trabalhadores, os sindicalistas cassaram-lhes o elementar direito de trabalhar, por meio da paralisação dos transportes coletivos

Como era previsível, milhões de trabalhadores tiveram de aderir compulsoriamente à tal “greve geral” convocada pelas centrais sindicais para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária. A título de defender os direitos desses mesmos trabalhadores, os sindicalistas cassaram-lhes o elementar direito de trabalhar, por meio da paralisação dos transportes coletivos. E aqueles que tentaram chegar ao trabalho de outras maneiras foram igualmente impedidos ou tiveram imensa dificuldade graças ao bloqueio criminoso de ruas, avenidas e estradas realizado por “movimentos sociais” que se comportam como bandos de delinquentes. Quando e onde nenhuma dessas táticas funcionou, os sindicalistas partiram para a pancadaria pura e simples.

Os acontecimentos de ontem serviram para mostrar que, embora haja uma insatisfação generalizada com o atual governo, a representatividade dos organizadores da balbúrdia travestida de “greve geral” é pífia. A maioria dos brasileiros tem manifestado, nas pesquisas de opinião, seu desagrado com as reformas – naturalmente impopulares –, mas deixou claro ontem que não compactua com a violência nem com a exploração mesquinha de sua insatisfação por parte de grupelhos político-sindicais. Com seus principais líderes acuados por inúmeras denúncias de corrupção e depois de terem provocado a maior crise econômica da história brasileira quando estiveram no governo, deixando mais de 14 milhões de desempregados, esses tipos sabem que, no voto, não têm mais como ganhar – então partem para o grito.

Não faltaram imagens e situações para simbolizar essa disposição truculenta da tigrada. Em São Paulo, pequenos grupos de baderneiros queimaram pneus para interromper o trânsito em diversos pontos, impedindo a livre circulação de quem queria chegar ao trabalho. A mesma tática foi usada em várias outras capitais.

No caso de São Paulo, a polícia foi rápida e interveio para liberar a passagem, prendendo vários desses vândalos. No entanto, como eles não desistem, havia a perspectiva de mais violência até o final do dia de ontem, em manifestações cujo único propósito era tumultuar ainda mais a vida dos paulistanos.

Em muitas cidades, sindicalistas, como verdadeiros mafiosos, obrigaram comerciantes a fechar as portas e agrediram quem ousasse desafiá-los. Houve pancadaria dentro do Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, protagonizada por integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) devidamente uniformizados, assustando os passageiros que apenas queriam embarcar para cumprir seus compromissos. Também no Rio, decerto contrariados com o fato de que o transporte não parou, os sindicalistas depredaram ônibus.

Tudo isso indica claramente o fracasso de um movimento de espertalhões que pretendia sequestrar o descontentamento da população para utilizá-lo como arma contra o governo que tenta consertar o estrago legado pelo PT. Nada disso significa, é claro, que eles vão desistir e se resignar. Ao contrário: continuarão a agredir a verdade dos fatos e a tentar confundir a opinião pública para se apresentarem como solução dos problemas que eles mesmos criaram.

Por isso, não surpreende que o principal chamamento para a tal “greve geral” tenha partido do próprio PT, que para tanto fez uso até do horário eleitoral a que tem direito na TV, pago com dinheiro do contribuinte. E por isso não surpreende que o chefão petista, Lula da Silva, tenha aproveitado o ensejo de uma greve que ele considerou um “sucesso total” para anunciar-se candidato a presidente: “Hoje eu posso dizer com certeza: quero ser candidato a presidente outra vez. Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim”.

Lula e PT apelam descaradamente ao embuste, transformando em “grevistas” os cidadãos impedidos de trabalhar pelo gangsterismo sindical, porque sabem que não lhes restam muitas alternativas – num cenário em que o outrora poderoso partido luta para não se transformar em nanico nas próximas eleições e em que o demiurgo petista tem mais chance de ir para a cadeia do que para o Palácio do Planalto.

'Farinha pouca, meu pirão primeiro...' Depois, é só dizer que defende os trabalhadores ou que é para 'libertar o povo brasileiro'...

No Brasil não se luta por direitos sociais, apenas por mais dinheiro
Demétrio Magnoli
Folha de São Paulo

Carta de 14 estudantes evidencia que eles aprenderam a pensar

A missão do professor é ensinar a pensar, não catequizar sobre o certo e o errado.

Uma carta divulgada por 14 alunos do Colégio Santa Cruz, criticando a adesão de seus professores à greve geral, evidencia que eles aprenderam. O cerne da crítica: os professores apelam a "noções generalistas de justiça social" e pautam-se "em um maniqueísmo exacerbado", adotando uma "forma de pensar" que "simplifica e empobrece o debate" sobre a reforma previdenciária.

Portinari pintou "Os Retirantes" em 1944, na trilha da criação do Dnocs e da Codevasf. A imagem pungente dos migrantes famélicos conferiu uma aura de santidade à captura de recursos federais pelas elites nordestinas. Na sua carta, os alunos explicam como a invocação ritual de direitos sociais oculta a defesa de privilégios corporativos: o regime especial do funcionalismo, as aposentadorias fidalgais do Judiciário. Eles aprenderam a identificar um truque clássico do discurso político –e confrontam a frase feita com o argumento.

Os pobres, álibi de sempre, não serviram para calar a boca desses 14, que oferecem uma aula a seus mestres. "Um direito ser garantido por lei não garante o orçamento necessário para cumpri-lo". Atrás do sistema de privilégios previdenciários, encontram-se os desastres no saneamento básico, na educação e na saúde públicas.

O deficit da Previdência, que cresce no compasso da dinâmica demográfica, só pode ser financiado pela reativação do tributo inflacionário, um imposto antidemocrático cobrado dos pobres. Quem ensina quem, nesse caso?

Os 14 refutam o manifesto grevista de seus professores, mas só desvendam parcialmente seu sentido político. A indagação crucial é: por que os mestres, "que nos possibilitaram desenvolver as competências necessárias para entrar no debate político", rejeitam a complexidade, retraindo-se à caverna do chavão sindical?

Desconfio que as respostas a essa questão ajudem a iluminar a extensão da adesão à greve geral.

Na pré-história da nação brasileira, estão colonos empenhados em "fazer a América", capturando índios, buscando pedras preciosas, extraindo ouro. 

Prezamos, acima de tudo, a recompensa pecuniária pessoal. Na Istambul de 2013, uma onda de manifestações antigovernistas foi deflagrada pela defesa do parque Gezi, que se queria converter em shopping center.

Aqui, não fazemos isso. Escolas, hospitais, redes de esgoto, metrôs e trens, praças públicas, bibliotecas, museus, parques nacionais? Não: lutamos por repasses em moeda sonante, nas formas de aposentadorias precoces, pensões especiais, bolsas, multas rescisórias, passes livres, cestas básicas, uniformes escolares, faltas abonadas, cotas raciais, meia-entrada. Desprezamos os direitos sociais universais. 

Queremos nossa parte em dinheiro –e já!

A história política moderna do Brasil começa com Getúlio Vargas. O primeiro "pai do povo" ensinou-nos que o Estado funcionará como intermediador geral da disputa por rendas. Com ele, aprendemos a interpretar os "direitos" como notas promissórias emitidas pelo Tesouro em nome de indivíduos organizados em corporações.

Os empresários almejam subsídios do BNDES, os sindicalistas protegem o imposto sindical, os artistas cantam a glória de leis de incentivo financiadas por renúncia tributária. A nossa parte em dinheiro depende da qualidade da conexão política de nossa corporação. Séculos depois, os colonos ainda "fazem a América", mas por outros meios. A efígie de Vargas tremula na ponta dos mastros da greve geral.

Lula ensaiou uma reforma previdenciária, no primeiro mandato. Dilma falou sobre a necessidade de aumentar a idade de aposentadoria, no curto outono realista de seus últimos meses. De volta à oposição, o PT se esqueceu disso, investindo na canção antiga, que toca a alma da nação de colonos estatizados. Eis uma aula que os 14 não terão.
Lula fugiu do trabalho e da Paulista
Por falta de plateia na Paulista, o chefão esqueceu a greve e continuou pensando no encontro com Sérgio Moro
Augusto Nunes
Veja.com

Uma greve geral que se dê ao respeito jamais se limita a um dia só. Trabalhadores de todas as categorias suspendem suas atividades por tempo indeterminado e, até que o confronto com governos ou patrões seja decidido, trocam o local do emprego por portentosas manifestações de rua. São assim as coisas nos países que removeram os tumores do primitivismo que ainda infestam estes trêfegos trópicos.

No Brasil da CUT e da Força, sindicato é meio de vida para laborfóbicos bons de bico. Como se viu nesta sexta-feira, a greve geral não é greve nem geral. Dura apenas um dia, de preferência grudado a algum feriadão, ao longo do qual esses cafetões da imunidade sindical só suam a camisa em falatórios que já eram velhos no século passado. A discurseira é despejada em reuniões tão produtivas quanto as do ministério de Dilma Rousseff ou protestos de rua com menos participantes que comício de candidato a vereador.

A turma que aderiu às arruaças na Paulista, por exemplo, era tão indigente que Lula, viciado em greve há quase 40 anos, nem deu as caras por lá. Como faz desde 1978, passou o dia sem trabalhar. Mas não teve tempo para evocar o palanqueiro que liderava os metalúrgicos de São Bernardo. Ele agora só pensa na conversa olho no olho que terá com o juiz Sérgio Moro.
Perdem Lula, o PT e vigaristas que negam o déficit da Previdência
Também saem derrotados os que apostavam que as reformas seriam o núcleo da plataforma das esquerdas. Ninguém caiu na conversa
Reinaldo Azevedo
E, claro, a greve tem seus derrotados, certo?

Em primeiro lugar, estão Lula e o PT. É claro que são as duas mãos que balançam o berço. Até porque controlam a CUT, a maior central sindical. Sim, outras estão metidas no rolo, como a Força Sindical. Foram igualmente humilhadas.

Perderam também os vigaristas e aproveitadores que negavam a existência do déficit da Previdência, não é?, e que, pois, na prática, incentivavam os movimentos de rua. Negar o rombo no setor é o mesmo que negar os fundamentos elementares da matemática.

Também saem derrotados os que apostavam que as reformas seriam o núcleo da plataforma das esquerdas. Ninguém caiu na conversa. A aparência de que o movimento mexeu com o país decorre do fato de partidos políticos, como PT e PSOL, controlarem sindicatos — especialmente aqueles de áreas ligadas ao serviço público.

Vão ter de se virar de outro jeito.

O 'hômi' é bom!

Barusco vai levar um dinheiro em acordo com a Justiça
Talento natural
Mauricio Lima
Veja.com
Pedro Barusco durante a CPI da Petrobras (Ueslei Marcelino/Reuters/Reuters)

Pedro Barusco leva mesmo jeito para ganhar dinheiro. Na Lava-Jato, ele ficou conhecido por ter desviado 100 milhões de dólares para o próprio bolso.

Pois no seu acordo com a Justiça americana, o ex-gerente da Petrobras vai levar um porcentual das somas recuperadas a partir de sua delação.
A greve e as reformas
Editorial da Folha de São Paulo

Com paralisações expressivas no transporte público e a adesão de categorias tradicionalmente ligadas à militância sindical, a greve geral convocada para esta sexta-feira (28) alterou o cotidiano das principais cidades brasileiras, havendo de ter satisfeito as expectativas de seus organizadores.

Foi, entretanto, relativamente modesta a dimensão dos atos públicos que, em clima de véspera de feriado, acompanharam o movimento —caracterizado pelo governo como iniciativa circunscrita à insatisfação dos sindicatos com as reformas previdenciária e, em especial, trabalhista.

A Câmara dos Deputados, afinal, acaba de aprovar projeto que, entre outras providências, extingue o imposto que financia as entidades de empregados e patrões.

Ao final do dia, incidentes lamentáveis de violência mancharam as manifestações. No Rio, ônibus foram incendiados; em São Paulo, houve danos a casas e lojas, além de confronto entre mascarados e policiais nas proximidades da residência do presidente Michel Temer (PMDB).

Com o que se tem, é difícil antever o impacto da greve no andamento da ambiciosa agenda legislativa do Palácio do Planalto. A tarefa já se mostrava árdua o suficiente antes dos protestos.

A reforma da CLT passou na Câmara com o apoio de 296 dos 513 deputados, número que, embora expressivo, não basta para que se aprovem as mudanças propostas na Previdência. Para estas, que dependem de emenda à Constituição, serão necessários mais 12 votos —e a capacidade de enfrentar resistências mais disseminadas.

Em nenhum país do mundo, propostas de redução dos direitos relativos à aposentadoria contarão com apoio popular. Governantes, em geral, só as apresentam quando as finanças públicas já estão em trajetória insustentável. Este é, sem dúvida, o caso do Brasil.

A alternativa que se coloca é aprovar a proposta governamental ou deixar o sistema como está.

O impacto negativo de uma derrota da emenda se faria sentir, em termos imediatos, no prolongamento da recessão, na queda dos investimentos e no aumento das taxas de juros. O mercado credor, afinal, cobrará já pela percepção de que o governo está a correr risco grave de insolvência.

Mais adiante, um colapso completo na capacidade financeira do Estado para cumprir funções básicas, como educação, saúde e segurança, teria o potencial de gerar uma crise de insatisfação popular incomparavelmente mais grave do que a que hoje se verifica.

O país corre contra o tempo —e não há paralisação que possa alterar a dura verdade desse fato.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Em Cajazeiras, Marinho é solto pela justiça nesta sexta
DiáriodoSertão
O empresário cajazeirense Mário Messias (Marinho) foi libertado do presídio na tarde desta sexta-feira (28). A informação foi confirmada pelo diretor da Casa de Detenção, Talles Almeida. Marinho era o único que continuava preso.

Após pedidos habeas corpus negados pelo Superior Tribunal de Justiça no ano passado, o empresário conseguiu liberdade e já está com a família em Cajazeiras.

Marinho foi preso na primeira fase da Operação Andaime, e no ano de 2016 ele foi condenado em uma das ações que responde na Justiça Federal a uma pena de oito anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, além de uma multa equivalente a 194 dias/multa, sendo cada dia no valor de meio salário mínimo.

“Greve geral” contra a prisão de Lula? Pois é.
A falsa “greve geral” mostra como a esquerda não passa de uma guerrilha
Ilisp

Imagine que um partido liberal tivesse ocupado o poder por mais de 13 anos.

Imagine que a primeira metade desse período tivesse sido marcada por um excepcional cenário econômico internacional, com o preço das commodities nas alturas e os países mais importantes do mundo comprando tudo do Brasil.

Imagine que nos oito primeiros anos desse governo o PIB brasileiro tivesse sido quintuplicado, mas que, ao invés de promover grandes avanços sociais, econômicos e logísticos, esse governo liberal tivesse roubado tão desvairadamente que afundasse o Brasil na mais profunda recessão de sua história.

Por fim, imagine que o povo, farto, pressionasse o Congresso para afastar e destituir quem comandava o país.

Creio que não seja muito difícil imaginar que os líderes desse hipotético governo seriam banidos do cenário político nacional, rejeitados pela população, ignorados pela imprensa e odiados por “intelectuais”, artistas, estudantes, sindicalistas e ativistas “sociais”.

Não haveria ninguém nas ruas exaltando-os como heróis. Ninguém estaria interessado em ouvir deles as soluções para o Brasil. Todos exigiriam mil anos de prisão para cada um.

Na vida real, Lula e Dilma lideraram um esquema de corrupção de proporções nunca antes vistas, que aliado às políticas econômicas intervencionistas, levou o país à mais profunda recessão da história. A despeito disso, continuam sendo tratados como heróis. Lula foi desmascarado como o grande chefe de uma organização criminosa e ainda é apontado como a solução para o Brasil.

O PT, que sempre acusou a oposição que querer privatizar as estatais, privatizou o governo federal trazendo como sócios uma dúzia de empresários corporativistas. A despeito disso, o partido ainda conta com militantes − assumidos ou não − que o enxergam como um partido voltado para os “interesses dos trabalhadores”.

Os mesmos “intelectuais”, artistas, estudantes, sindicalistas e ativistas “sociais” que não tolerariam mínimos desvios de políticos liberais, relevam todos os prejuízos, todos os crimes e todos os absurdos promovidos por Lula e Dilma, afinal, os dois representam o movimento socialista brasileiro.

A falsa “greve geral” organizada pela CUT – digo, pelo PT – torna isso muito evidente.

A militância do partido responsável pela degradação institucional e econômica brasileira está nas ruas e nas redes sociais dizendo que o presidente há menos de um ano no cargo é o responsável pela recessão, pelo desemprego, pela expansão da pobreza e pela péssima qualidade dos serviços estatais. Como se fosse pouco, sabota todas as reformas que tentam reconstruir o que Lula e Dilma destruíram.

Por muito menos, Fernando Collor foi enxotado da presidência. Foi eleito por pouco mais da metade dos eleitores brasileiros, mas, dois anos depois, a quase totalidade deles estava na rua pedindo seu afastamento. Ninguém gritou que ele foi vítima de um “golpe”.

A sociedade brasileira precisa aprender que a esquerda é muito mais do que uma dúzia de partidos e lideranças unidas por ideias “bonitinhas”. A esquerda é uma guerrilha com centenas de milhares de soldados entrincheirados em universidades, sindicatos, jornais, palcos, Internet, movimentos disso e daquilo, sempre em prontidão para sair em defesa de seus líderes e/ou em ataque aos que ousam pensar diferente deles.

Eleger um político de esquerda é conceder poder à essa guerrilha, que ganha mais voz, mais espaço, mais proteção, mais dinheiro e cargos no governo.

Qualquer outro político que cometesse 10% dos crimes de Lula e Dilma já estaria, no mínimo, no hall das personalidades mais odiadas do Brasil. Mas Lula é do PT e o PT é de esquerda. E o PT é a representação política dos hipócritas de classe média que têm no socialismo um fetiche existencial. Eles negam, mas sofrem por Lula. Sofrem por Dilma. A falsa “greve geral” é, antes de tudo, uma demonstração da força do grito, da intimidação, da sabotagem e da demagogia – o que a esquerda faz de melhor.

O botafoguense João Ferreira não erra uma...


Não tem motivos para a greve? Tem R$3.5 bilhões de motivos, que foi a soma que os sindicatos ganharam em 2016 com a ''contribuição'' sindical.
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Usassem esta energia e foco para o bem, estes, os que estão queimando ônibus, quebrando vitrines e fachadas de bancos, já teriam descoberto 500 formas de ajudar o Brasil.

No entanto, escolhem dar trabalho para policiais, bombeiros e garis, que tem de limpar toda a sobra de tanta fúria e ausência de consciência.
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A esquerda é a reunião de todos aqueles seus amigos que eram donos da bola e as levavam para casa quando contrariados.
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Rio de Janeiro: próximo ao Metrô de Ipanema, cheguei cedo para um compromisso às 18:30, 5 jovens, vermelhos na alma e nas camisas, seguravam uma bandeira: "Greve geral. Fora Temer".

Chegaram aproximadamente 17:30, com cara de cansados. Começou uma chuva rala. Dissipou-se de imediato o fervor revolucionário.

15 min. depois foram embora. É a síntese do movimento: preguiça, mentira e jogo de cena.

Ps: se eu fosse o PT, pediria reembolso. 


Isso não é greve, é toque de recolher
SensoIncomum

A suposta "greve geral" não tem o funcionamento de uma greve, mesmo das mais antiquadas: é igual a um toque de recolher de traficantes.

Apesar de a grande mídia noticiar a greve geral com sua típica postura tentando fingir imparcialidade”, não tomando nenhum lado, mesmo quando um lado está espancando o outro lado, os relatos que chegam pelas redes sociais mostram aquela greve que, anteriormente, só era conhecida por quem tomava porrada nas ruas – e não falamos de sindicalistas tomando porrada da PM, mas do povo tomando porrada de sindicalistas.

A “greve geral” não foi decretada por ninguém que não os filiados da CUT, do MST, da UNE e dos “coletivos” e braços paramilitares do PT e dos partidos de extrema-esquerda. Sob o seu nome fantasia de “greve geral”, esconde-se a verdadeira razão social da greve: não defender direitos do trabalhador, mas sim agredir o trabalhador que não aceite pagar o imposto sindical, a real motivação da greve.

Elias Canetti no seu grande clássico Massa e Poder, a obra definitiva para entender o poder, mesmo o não-político, na era das massas, define a greve como uma massa de proibição, ou seja, quando um grande número de pessoas usa o poder de seus corpos físicos para proibir um corpo menor de uma ação – no caso, trabalhar. É a idéia do “piquete”, trancando a fábrica, impedindo o patrão de lucrar e o trabalhador de receber (a “greve remunerada” é uma das jabuticabas do Brasil).

A idéia funciona pela seguinte estrutura de pensamento: uma votação presumida entre os empregados decide que é melhor paralisar as atividades, preferindo não receber a continuar em uma situação dada como injusta. Quase como para confirmar uma decisão anterior, a porta da fábrica é trancada. A maioria proíbe uma minoria restante de “furar a greve”.

No presente momento do país, não há uma maioria querendo usar força contra uma minoria, mas o contrário. Não é a porta da fábrica que é fechada, após uma decisão dos operários (algo que mal fazia sentido nos primórdios da industrialização, que dirá hoje) – são os serviços essenciais de uma grande cidade, como transporte, para que toda a maioria da população que rejeita a greve acabe não trabalhando, dando a impressão falsa de que mais pessoas aderiram à greve do que de fato aderiram.

Não é uma tática funcional, quando a maioria absoluta da população está contra a greve, e mesmo o volume físico dos grevistas é um fiasco nas câmeras de TV. A suposta “greve geral” se assemelha mais a um toque de recolher de traficantes, prometendo violência física contra pessoas que ousem sair às ruas, do que uma greve, mesmo no sentido mais ultrapassado.

Olha o que a CUT faz com quem não quer fazer greve #GreveNao

Estão acompanhando as cenas patéticas desse totalitarismo travestido de greve? O povo de verdade está passando frio, esperando condução!
A CUT entrando em aeroporto para bater em passageiro. Imagens da Band.
Estão atacando as pessoas dentro dos aeroportos.
Aí você sai pra trabalhar e é abordado por índios com arco e flecha! Não é piada! #euvoutrabalhar
Pico do Jaragua/SP@vicente_boutade

#euvoutrabalhar e a CUT vai vandalizar

25/04: Milícias armadas blindam Maduro em meio à impopularidade. 28: Milícias petistas dão porrada em trabalhadores após perda da mortadela.
"Força a porta aí pro gerente ficar com medo . É hoje a greve " - É hoje, mesmo se você não quiser . Essa é a democracia deles
A irresponsabilidade dos militantes pelegos da CUT a mando do Lula/PT, quase causou um tragédia em uma linha de trem em Natal no RN. #Greve
Foto do dia: extrema-esquerda e massa de manobra ao redor do Pirulito em BH, sob a placa "É proibido virar à direita" (proibido trabalhar).
Esses são os sindicatos que se dizem "a favor" dos trabalhadores, agredindo quem discorda da "greve". @CUT_Brasil TERRORISTA!
CUT e PT espancando ciclista indo para o trabalho. Isso é a CUT isso é o PT.
Comerciantes sendo OBRIGADOS a fechar pela CUT e PT

Comerciantes que foram forçados a fechar suas lojas ficam indignados e partem para cima da CUT e PT

Os verdadeiros trabalhadores estão sendo constrangidos e agredidos. Greve é direito; obrigar os outros a aderir é crime! Título IV do CP!

Tino Jr da Record foi o único q falou a verdade sobre a greve até agora. "Coisa de sindicalista" "Não podem tirar o direito de ir e vir".
O partido dos 'trabalhadores' que dão porrada em quem trabalha. Veja resumão: http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/o-partido-dos-trabalhadores-que-dao-porrada-em-quem-trabalha/ …
Terroristas da Força Sindical Cut e PT atirando rojões contra os policiais e jornalistas
Povo reage contra terroristas da CUT e PT e libera pedágio
Aeroporto de Brasília funcionando normalmente, apesar da CUT #GreveNao

Perto de quem vai atrás dos pelegos petistas neste #MortadelaDay, quem foi atrás de MPL e Black Blocs em junho de 2013 parece até gênio.
Bandeira da Coreia do Norte na manifestação de hoje em Porto Alegre. Precisa desenhar?

Os caras estão impedindo MÉDICO DE IR TRABALHAR! 
Estão botando vidas em risco! Tem q ser muito bandido e covarde!