terça-feira, 7 de março de 2017

Zé Antônio elenca ótimas questões sobre a educação com foco no ensino em Cajazeiras.

Como anda o Ensino Fundamental na Rede Pública em Cajazeiras?
José Antônio
GazetadoAltoPiranhas

Indagações que merecem estudos, reflexões e respostas sobre o Ensino Fundamental no município de Cajazeiras: 

Nos últimos dez anos o número de alunos matriculados na rede municipal de educação de Cajazeiras, caiu de 8.838 para 5.350, que ao invés de crescer, diminuiu 3.488. Este é um fenômeno só nosso?

Será que escola pública municipal deixou de ser atrativa? Uma das causas seria a da qualidade do corpo docente, além da gestão escolar? A rede estadual tem atrativos melhores do que a municipal ou está no mesmo nível? Ou porque houve migração para as particulares que estão no topo das avaliações?

Poderíamos afirmar que a escola pública municipal está em RECUPERAÇÃO? Diferente do que qualquer outro setor, construir e avançar em educação são um processo lento, demorado e que envolve, além do poder público, a família, o aluno e principalmente o corpo docente. Será que o Sindicato só pensa/envolve em aumento de salário? E as outras pautas?

Para aonde foram os alunos das quatro escolas fechadas pelo governo do estado (Divinópolis, Engenheiro Ávidos, Janduy Carneiro e São José)? Teriam migrado para o município?

Por que o Estado insiste em manter seis escolas no ensino fundamental (Monsenhor Milanez, Sinhazinha Ramalho, Desembargador Boto, Victor Jurema, Monte Carmelo e Rotary Clube), quando sua função especifica é com o Ensino Médio?

Por que o a rede estadual, entre 2016 e 2017, também teve o número de alunos matriculados reduzido de 6.620 para 5.380, incluindo aí o Ensino Médio, muito embora tenha inaugurado este ano uma nova e excelente escola?

Por que a evasão escolar se acentua a partir da 6ª série do Ensino Fundamental e vai se agravando ano a ano até chegar ao ponto de se ter, muitas vezes, apenas nove alunos concluindo o 9º ano?

Será verdadeiro se afirmar que o número maior de evasão seja do sexo feminino, porque a partir de 13 anos de idade um elevado número de jovens já se tornaram mães? 

Até que ponto o programa federal “Mais Educação”, que foi reformulado este ano, poderia melhorar o desempenho dos alunos da rede escolar pública?

O ano de 2012 teria sido a causa principal do declínio do número de alunos e do índice de avaliação do IDEB, quando o ano letivo sequer foi concluído, motivado pela greve dos professores da rede municipal?

Que ações estão sendo desenvolvidas para aumentar de maneira significativa o IDEB do Ensino Fundamental I, que atualmente está com o índice 4,0 e o do Fundamental II que teve um avanço significativo na última avaliação de 2,6 para 3,5?

Por que as dificuldades para formar novas turmas do EJA cada vez mais ficam acentuadas e teve nos últimos anos o número reduzido em milhares de adeptos.

O que fazer com as escolas municipais, em número de 23, que na sua maioria fecha no período noturno? Como ocupar estes valorosos espaços que custam um bom dinheiro?

A estrutura curricular de nossas escolas responde aos anseios de nossa sociedade ou são réplicas do que existe em outras regiões?

Por que não realizamos anualmente a nossa própria avaliação e através dela premiarmos os estudantes, os professores e a escola?

Estas e outras indagações precisam de respostas de nossos agentes públicos, porque, infelizmente, o ensino público brasileiro ainda é repleto de deficiências e desigualdades, basta lembrar que o Brasil possui cerca de 20 milhões de analfabetos e no município de Cajazeiras existem cerca de 15 mil analfabetos funcionais com idade acima de 15 anos. Então o que fazer?

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