quarta-feira, 8 de março de 2017

Resgatando aspectos históricos sobre a Transposição do Rio São Francisco.

MARCONDES GADELHA CONTA A VERDADEIRA HISTÓRIA DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO.
Com a proximidade da conclusão finalmente das obras de transposição do Rio São Francisco, o pessoal ligado ao PT, vem utilizando as mídias sociais, tentando empurrar de goela abaixo, que Lula e Dilma são respectivamente o pai e a mãe dessa transposição.

Ora, todo mundo sabe que um das maiores autoridades desse tema é o ex-senador Marcondes Gadelha, que há quase três décadas luta e estuda tal assunto.

Esta semana o mesmo participou de uma entrevista aqui na Paraíba, no Programa Idéia Livre, comandado pelo Jornalista Arimatéia Souza, em companhia de vários jornalistas e ele Marcondes fez uma retrospectiva, dizendo que na verdade tudo teve início no século 19, quando o intendente da cidade do Crato, no Ceará, levou a Dom Pedro II a idéia, que não encontrou respaldo, já que não existia tecnologia para uma obra dessa envergadura, pois sequer a dinamite havia sido descoberta.

Depois disso alguns presidentes como Epitácio Pessoa e até mesmo Getulio Vargas ainda cogitaram sobre a transposição, mas a idéia não teve prosseguimento, só vindo a se tornar viável, depois da construção do Canal do Panamá, pois a partir de então se viu que já existia tecnologia para tanto.

Em 1984 o ministro do Interior Mário Andreazza, na sua campanha a presidência da Republica colocou na sua plataforma eleitoral a transposição do Rio São Francisco, usando um projeto feito pelo DNOS e o grupo paulista Maksoud, tendo a frente o engenheiro José Ribamar Simas, custeado pelo Banco Mundial, mas preterido na convenção e substituído por Paulo Maluf, o mesmo entrou em depressão até a sua morte, sem realizar esse que era o seu grande sonho. Depois disso tal projeto ficou adormecido no Banco do Brasil em Washington nos EUA.

Em 1993 estando Marcondes Gadelha presidindo a Fundação Tancredo Neves, imaginou o que poderia fazer para amenizar tal seca e ai lembrou-se do projeto arquivado no Banco Mundial e também do Engenheiro Simas que trabalhava lá e ai conseguiu as passagens para que o mesmo viesse participar de uma reunião na cidade de Souza, trazendo o citado projeto.

Lembra Marcondes, que naquele mesmo dia, Lula que era contra a transposição, realizava um comício na cidade de Souza e falava exatamente contrário a mesma, tanto que sequer esteve na reunião que tratava da transposição.

A idéia de Lula era de que água não seria a solução, pois se assim fosse o Estado do Amazonas seria o mais rico do Brasil. Na visão dele Lula, a solução para o Nordeste seriam a reforma agrária e o pagamento do Bolsa família. O fato é que Lula depois, não se sabe porque mudou de opinião a topou iniciar as obras.

Marcondes Gadelha fez questão ainda de enfatizar que no Governo Itamar Franco, o mesmo topou fazer a Transposição e determinou ao seu ministro do Interior João Alves, que fizesse rapidamente o projeto e as licitações, o que foi feito, sendo a oba embargada por um juiz federal da Bahia, não tendo Itamar tempo para retomar a obra já que estava no fim do seu mandato.

Já no Governo de FHC, diante da resistência de Estados poderosos como Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Maceió, além da clara omissão do Estado de Pernambuco, sem falar da verdadeira guerra dos ecologistas, FHC solicitou estudos de técnicos da área da Finlândia e Israel, o que permitiu calar de vez aqueles que eram radicalmente contra a transposição, até mesmo um bispo da Igreja Católica que fez greve de fome as margens do Rio São Francisco .

Já no Governo Lula, depois que o mesmo aceitou executar tal obra, se passaram em três mandatos e meio, ou seja, dois dele de Lula e mais um mandato e meio de Dilma Rousseff e nada aconteceu. O fato é que muitos trechos estavam abandonados por falta de pagamento e os canais já rachando em razão do sol forte da região.

Com a chegada de Temer ao poder, os recursos foram liberados e até o pagamento de horas extras para os operários que estão trabalhando até no período noturno, sem falar que o ministro Barbalho, praticamente acampou aqui no Nordeste, pois toda semana visita e cobra urgência nos diversos canteiros de obras.

É preciso dizer que mesmo depois da inauguração na próxima semana, ainda restará para dezembro vindouro 4% para finalização da transposição, ou seja. o canal que irá entrar no alto sertão da Paraíba, mais precisamente em São José de Piranhas.

É preciso ainda não perder de vista, que é do conhecimento de todos, o superfaturamento dessa obras, cujos valores dariam para fazer a transposição do Rio Tigre e Eufrates ate o Nordeste.

Vamos portanto comemorar essa obra esperada há pelo menos um século, sem querer dar a ela pai ou mãe, pois se trata de um grandioso projeto executado por muita gente e com muitos até esquecidos pela história.

Como bem disse o senador José Maranhão, a obra é grande demais parar ter apenas um dono."(in htttp:www.blogdopedromarinho.com).

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