terça-feira, 14 de março de 2017

Parabéns, Nonato Guedes.

O Ano Que Não Devia Terminar 
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É assim, com esse subtítulo, que Joaquim Ferreira dos Santos refere-se a 1958, o ano em que nasci. Mais precisamente a 14 de março, o que me faz assinalar, hoje, 59 anos. 

Nunca o brasileiro foi tão feliz como em 58. Tudo deu certo - da conquista da Copa do Mundo na Suécia ao lançamento do primeiro disco da bossa-nova. Brasília mostrava as colunas do Alvorada nas páginas da Manchete. Havia tanta democracia e estabilidade política que o vice-presidente João Goulart tinha tempo suficiente para namorar as vedetes de Carlos Machado na boate Sacha's, o templo do café-soçaite no Rio. Uma delas, aliás, a boazuda Angelita Martinez, Jango teve que disputar com Mané Garrincha, outro ícone de 58. Adalgisa Colombo agitava o concurso de Miss Brasil com novos truques de beleza. Tínhamos as lambretas, as chanchadas de Oscarito e Zé Trindade, os filmes de Glauber Rocha revirando o Brasil de cabeça para baixo, os mexericos da Candinha, Nelson Rodrigues escandalizando o teatro e os bons costumes, o rinoceronte Cacareco eleito vereador em São Paulo. O ano do laquê em spray, do bambolê. E de Juscelino Kubitscheck, um dos raros presidentes a infundir otimismo a este País. A marchinha celebrava: "Com brasileiro, não há quem possa".

Não devia mesmo terminar. E foi aí que eu nasci, na cidade de Cajazeiras, no Extremo Oeste da Paraíba, filho do casal Joaquim Nonato de Aquino (in memoriam) e Josefa Guedes de Aquino, viva e bonita, para nossa felicidade. Cajazeiras me deu régua e compasso para iniciar no rádio e no jornal. Era questão de vocação mesmo. Vinte anos depois, eu aportava em João Pessoa para uma bem-sucedida trajetória profissional, da qual não me arrependo uma vírgula sequer, porque só fiz aprender. Sim, sou Cidadão Pessoense, graças a uma propositura da vereadora Sandra Marrocos (PSB), que voltou ao legislativo da Capital. Todos os elos se juntam, como se vê, e o que me cabe é apenas dizer: "Muito Obrigado!".

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