domingo, 19 de março de 2017

O Islamismo na Holanda

Seria simples e desejável: qualquer imigrante e em qualquer lugar deve vir para se integrar e respeitar o modo de vida local. 

Isto, no entretanto, não ocorre. E o exemplo, dentre outros países que sofrem com o problema, é o que ocorre com a Holanda, que é bem tolerante em relação à temática.

Presentemente, a situação piorou tanto que o próprio primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, flertou com a idéia de realizar um referendo para decidir se a Holanda deve sair da União Européia e pagou para que todos os grandes jornais holandeses publicassem uma carta aberta, na qual ele declara que quem não está disposto a se comportar de maneira normal e a aceitar a cultura holandesa deve deixar o país.

Vejam a nota do 1º Ministro:

A todos os holandeses,

Há algo de errado com o nosso país. Como pode haver pessoas que se comportam de forma tão primitiva em uma nação tão próspera quanto a nossa? Pessoas que detêm uma capacidade cada vez maior de nos definir como nação. Pessoas que estão dispostas a tudo para transformar e destruir os Países Baixos. O que podemos fazer para impedi-las?

A maior parte da nossa população é composta de pessoas de boa vontade. A maioria silenciosa. Pessoas que, como eu, querem o melhor para o nosso país. Nós trabalhamos duro, ajudamos uns aos outros e consideramos o nosso país um belo lugar para se viver. Mas nossa preocupação com o rumo das coisas e como o modo como algumas pessoas nos tratam vem aumentando. Refiro-me àquelas pessoas que não agem normalmente.

Vocês provavelmente irão reconhecê-las. Falo de pessoas que apresentam um comportamento anti-social. Seja no trânsito, nos transportes públicos ou nas ruas. Pessoas que só pensam em si próprias. Pessoas que andam por aí jogando lixo nas ruas e cuspindo pelas janelas dos seus carros. Pessoas que andam em grupos, assediando, ameaçando ou atacando quem encontram pelo caminho. Nada disso é normal!

O desconforto só irá crescer se essas pessoas continuarem abusando e pervertendo nossas liberdades, as mesmas liberdades que nos permitiram alcançar os benefícios que atraíram esses imigrantes para o nosso país.

Essas pessoas não querem se adaptar, se negam a assimilar nossa cultura e nossos hábitos e rejeitam os nossos valores. Elas atacam os homossexuais, abusam sexualmente de mulheres quando consideram suas roupas inadequadas e denigrem a imagem do holandês médio, chamando- de racista.

Eu compreendo perfeitamente quem pensa que pessoas que rejeitam as bases da nossa noção não deveriam estar em nosso país; e as compreendo porque penso da mesma forma. Aja com normalidade ou saia!

Esses comportamentos jamais podem ser aceitos em nosso país. A solução, entretanto, não pode ser imposta de cima para baixo; não é possível resolver esse problema com a expulsão de um grupo inteiro de pessoas. O que temos que fazer é lutar pela cultura do nosso país, para que sejamos nós os definidores do estado de espírito holandês. Temos de defender ativamente os nossos valores e deixar claro o que é normal e o que não é, o que é aceitável e o que não é.

Nos Países Baixos, o normal é tratar as pessoas com respeito e igualdade; o normal é apertarmos as mãos uns dos outros (uma referência à empresa de ônibus Qbuzz, que foi processada por se recusar a contratar um muçulmano que, por motivos religiosos, não estava disposto a cumprimentar passageiras com um aperto de mão); o normal é observar as instruções dos agentes de segurança; o normal é respeitar os professores e aqueles que educam nossas crianças; o normal é respeitar nossa nação; o normal é trabalhar para conseguir se manter e buscar seus sonhos; o normal é sermos solidários e estendermos nossas mãos aos que mais precisam; o normal é não fugir dos problemas; o normal é ouvirmos uns aos outros e, se não concordamos com algo, expor nossas discordâncias de modo racional e respeitoso e não tentando submeter nossos interlocutores com gritos e violência.

Os próximos meses determinarão a direção do nosso país. Há apenas uma pergunta a ser respondida: o que queremos para a nossa nação?

Vamos garantir que possamos continuar nos sentindo em casa em nosso belo país. Vamos continuar deixando claro o que é normal aqui e o que não é. Eu tenho certeza de que, juntos, conseguiremos vencer essa batalha. Tudo o que conquistamos, conquistamos juntos. Então, vamos permanecer unidos. Vocês, eu, todos nós. Vamos trabalhar juntos para tornar este país ainda maior. Somos uma grande nação e eu não trocaria o nosso país por nada. Você o trocaria?

Saudações,
Mark Rutte

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