sábado, 11 de março de 2017

FLANELINHA ACUSADO DE ATROPELAR E MATAR NO CENTRO DE JOÃO PESSOA É SOLTO
Ainoã Geminiano
PortalCorreio

Após 38 dias detido no presídio do Róger, na Capital, o flanelinha Antônio Avelino dos Santos conseguiu ontem o direito a responder em liberdade, pelo atropelamento e morte de Wilson José dos Santos, de 73 anos, no dia 27 de janeiro.

O caso ganhou repercussão ao ser comparado com o atropelamento do agente da Lei Seca, Diogo Nascimento, que teve aparentes semelhanças, mas o acusado, Rodolpho Carlos da Silva, membro de uma família de alto poder econômico, sequer chegou a ser preso, conseguindo um habeas corpus preventivo, no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Antônio Avelino trabalhava como lavador de carros na Praça Pedro Américo, no Centro da Capital. Com pouca habilidade para dirigir e após ingerir bebida alcoólica, ele resolveu manobrar um carro, com câmbio automático, perdeu o controle do veículo, atravessou a praça e atingiu a vítima, que passava pela calçada. O aposentado foi socorrido, mas morreu horas depois no hospital.

Já Rodolpho passou a noite com amigos em um restaurante de luxo, na orla da Capital, onde teria ingerido bebida alcoólica. Quando ia para casa, foi abordado em uma blitz, no bairro do Bessa e, para fugir, acelerou o carro contra o agente Diogo, que morreu horas depois no hospital.

O primeiro foi preso em flagrante e a Justiça decretou a prisão preventiva, o enviando para o presídio. Já o segundo, permanece em liberdade, tendo conseguido um habeas corpus preventivo, no Tribunal de Justiça.
Os diferentes desfechos entre os casos provocou debate na população pessoense, com muitas opiniões favoráveis a que fosse dado o mesmo tratamento aos dois acusados. Ontem, a defesa de Avelino conseguiu convencer a Justiça de que, apesar de ser réu confesso, o flanelinha colaborou em todo momento com a investigação, não tentou fugir, destruir provas ou ameaçar testemunhas, além de ter residência fixa, o que são quesitos suficientes para o relaxamento da prisão. O desembargador Márcio Murilo, do TJPB, concedeu o habeas corpus e Avelino deixou o presídio, no turno da tarde. Ao mesmo tempo, o magistrado determinou medidas restritivas, a exemplo de ele não frequentar bares, nem sair da cidade.

Um comentário:

Anônimo disse...

MA O CASO AÍ É MORFODIFERENTE EXCELÊNCIAS.

NUM, O CABA DEVE TER TOMADO PINGA E PEGOU CARRO ALHEIO.

NO OUTRO, O CIDADÃO PROVAVELMENTE INGERIU UM PURO 12 ANOS E GUIAVA UM IMPORTADO.

CONVENHAMOS!