quarta-feira, 1 de março de 2017

E o Carnaval pegou o 'pirata véi', Mané Emídio, singrando em mares sempre navegados em ondas de saudade...

É UM TURBILHÃO DE SAUDADES

A ressaca é grande, já não sou mais aquele cachaceiro que emendava os quatros dias de carnaval (começava no sábado) e ainda varava a quarta-feira de cinzas puxando fogo. Os anos mexeram comigo e hoje qualquer litrinho de cachaça, misturado à uma ou duas gradinhas de cervejas, são suficientes para me deixarem de cama no dia seguinte, como hoje, que já corri umas dez vezes para vomitar.

E numa dessas voltas do banheiro timbuguei na minha rede, pus o meu notebook sobre a barriga, e sem querer cliquei numa música de Moacir Franco (Turbilhão) que o vereador José Roldolpho me enviara. Essa música desencadeou outra e mais outras, todas do tempo do ronca, quando eu ainda era menino e jogava bola no campo atrás do rio. E num instante me vi correndo com Nego Assis, Marizinho (Titela de Aço), Severino Olímpio (tinha os dedos dos pés encravados, uns sobre os outros), Tico de Merico (que jogava mordendo a língua), Vanildo de Antônio Zeca, Boneco de Pedro Celeste (que jogava bodejando sozinho e tinha um chute que era um verdadeiro torpedo), craques que já estão jogando no outro lado.

E um turbilhão de saudades tomou conta de mim, fazendo rolar uma lágrima grossa no meu rosto.

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