segunda-feira, 6 de março de 2017

De Boni, ex-diretor da Globo, sobre João Dória, prefeito de São Paulo, na revista IstoÉ.

Como avalia a experiência de conselheiro da secretaria Municipal de Cultura de São Paulo?

É muito bom trabalhar com um comandante de verdade, um líder não ditatorial. O Dória (João Dória Jr., prefeito de São Paulo) tem esse comando forte e essencial. Ele está oferecendo um modelo para o País, um conceito de administração que recuperou a questão de urgência. Estou muito entusiasmado.

Por quê?

O Brasil vive uma democracia que é inteiramente errada. Uma presidência de coalizão – não é presidencialismo liberal e nem parlamentarismo. Não acho que seja ideal, o País fica refém dos partidos, que são em número absurdamente grande. Nós fizemos um País primário, ideologicamente republicano, mas na prática é feudal, vive preso a diferentes feudos. Entendo, neste modelo, que o governo atual tenha que nomear um ministro da Saúde que não tem nada a ver com saúde. Precisamos de reformas urgentes. Junto com a Lava Jato, temos que limpar este país, e começar de novo. Eu acho que o Dória representa essa ideia de um País onde os assuntos são resolvidos de um jeito moderno, rápido. Então, quero colaborar com ele. Brinco dizendo que a única incompetência dele é ser santista…

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