quinta-feira, 23 de março de 2017

AS CPIS, RICARDO E CARTAXO
LENA GUIMARÃES
CorreiodaParaíba

A bancada de Ricardo Coutinho, majoritária na Assembleia, eliminou qualquer possibilidade da oposição propor CPI para investigar qualquer denúncia contra seu governo, ao preencher os espaços que o regimento interno estabelece para esse fim.O alvo era a CPI do Empreender-PB, com a qual a oposição pretendia provar que a máquina pública foi usada em benefício do governador na campanha de 2014.

A bancada do prefeito Luciano Cartaxo, igualmente dominante na Câmara de João Pessoa, fez o mesmo, mas aperfeiçoando a estratégia: suas propostas de CPI não apenas protegem o gestor municipal de qualquer estratégia dos adversários, mas enquanto os deputados anunciaram que vão investigar danos aos consumidores, o foco dos vereadores é o governador.

Duas das CPI pretendem investigar fatos da gestão do então prefeito Ricardo Coutinho: a primeira, contratos com a Desck Moveis Escolares, Produtos Plásticos Ltda e Delta Produtos e Serviços Ltda, com suspeita de superfaturamento e desvio de recursos públicos na compra de carteiras. Aoutra, sobre prejuízos em convênio para desenvolvimento de softwares.

As outras focam a gestão estadual, mas limitadas ao interesse municipal: o lançamento de esgotos in natura, com contaminação de mananciais de João Pessoa pela Cagepa, e a violência, morte e desaparecimento de jovens negros em João Pessoa.

Na Câmara, assim como na Assembleia, só podem funcionar três CPIs simultaneamente. Os aliados de Cartaxo vão poder deixar uma na fila. Como são 19 em 27 vereadores, poderão indicar os presidente e os relatores e terão maioria aprovar qualquer convocação.

A oposição, que esperava investigar as obras da Lagoa e os cachês da Funjope e com isso tentar dificultar a caminhada de Luciano Cartaxo rumo ao Palácio da Redenção, sequer conseguiu assinaturas para colocá-las na fila de espera.

Os aliados de Cartaxo inverteram o jogo e seus adversáriosainda terão que agir rápido em defesa de Ricardo Coutinho, que pela primeira vez poderá ter gestão investigada pelo Legislativo. E em tempos de Lava Jato, depoimentos abertos podem fazer estragos.

Campina...
O prefeito Romero Rodrigues coloca Campina Grande no grupo de apenas 15 cidades do Brasil com planejamento para além de uma década. Apresentará, nesta sexta-feira, na Fiep, o Plano Estratégico para até 2035.

... 2035
Romero conseguiu viabilizar o plano, um marco nacional segundo a consultoria Macroplan, com o apoio do empresariado da cidade. A proposta será apresentada também durante sessão da Câmara Municipal.

Previdência
Osenador José Maranhão é um dos 47 signatários da CPI da Previdência, proposta por Paulo Paim (PT) para “abrir a caixa preta” do sistema, descobrir causas do déficit que o governo aponta e também seus devedores.

Custo da folha
Mesmo sem concessão de reajuste aos servidores, a folha da administração direta do Estado cresceu em 2016. Em Janeiro totalizava R$ 272,7 milhões, em dezembro atingiu R$ 318.3 milhões, ou mais 16,71%.

Zigue Zague
A nova lista de Janot e seus 320 pedidos, entre eles os de abertura de 83 inquéritos contra pessoas com foro privilegiado, já está com o relator da Lava Jato, Edson Fachin.

Começa a contar, hoje, o prazo de cinco sessões do Senado Federal para debates e votação da PEC do fim do foro privilegiado, do senador Álvaro Dias (PV-PR)

Um comentário:

Anônimo disse...

E COMO JÁ DIZIA GALILEU:

QUEM PODE, PODE!

MAS QUE GIRA, GIRA!