quarta-feira, 22 de março de 2017

Agressor mata 3, fere 20 e é morto na região do Parlamento em Londres
LARA STAHLBERG
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM LONDRES
Um homem matou ao menos três pessoas e feriu outras 20 após um ataque nos arredores do Parlamento britânico, em Londres, nesta quarta-feira (22). A ação está sendo tratada pelas autoridades como um ato terrorista. O agressor foi morto pela polícia.

De acordo com as autoridades, o suspeito avançou com o carro na direção de pedestres na ponte Westminster, na região do Parlamento, antes de colidir com uma grade do prédio.

O agressor saiu do carro e esfaqueou um policial na entrada do Parlamento antes de ser morto pelos policiais. O oficial esfaqueado e outras duas pessoas atropeladas na ponte morreram, afirmou Mark Rowley, chefe da divisão de contraterrorismo da polícia de Londres.

Orientada pelas forças de segurança, a Câmara dos Comuns encerrou suas atividades. Legisladores e jornalistas ainda são mantidos dentro do Westminster Hall, onde era realizada a sessão legislativa no momento do ataque.

O assessor parlamentar Marcos Gold afirmou à Folha que a polícia continua a varredura do Parlamento em busca de suspeitos. "Eu ouvi gritos e depois uma explosão. Agora sabemos que era o carro invadindo o portão do palácio. Depois disso, um homem pulou a cerca com o que pareciam ser facas. Depois disso, ouvimos uma serie de tiros."

Quarta-feira é o dia da tradicional sessão em que o primeiro-ministro responde a questionamentos dos membros do Parlamento. O porta-voz da primeira-ministra, Theresa May, disse que ela está bem, mas não informou a localização de May no momento do ataque.

Ela foi retirada do Parlamento, segundo o jornal "The Guardian", por ao menos oito homens armados minutos após o incidente. May convocou uma reunião do comitê de segurança do governo para discutir a resposta ao ataque.

Testemunhas afirmam que um grande número de policiais armados chegaram ao Parlamento, alguns deles carregando escudos.

Imagens da ponte —um ponto em que turistas se aglomeram para fotografar a icônica torre do Big Ben— mostravam diversas pessoas ao chão recebendo socorro. Todos os acessos ao metrô nos arredores do Parlamento e da ponte foram fechados. Em sinal de respeito, o Parlamento da Escócia informou que também suspendeu sua sessão.

A Polícia Metropolitana de Londres informou que foi acionada às 14h40 locais (11h40 de Brasília) devido à uma ocorrência com armas de fogo no Parlamento. A polícia pediu a testemunhas que, caso tenham fotografado ou filmado a ação, repassem as imagens às autoridades. Foi pedido "bom senso", por outro lado, no compartilhamento nas redes sociais.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou que o presidente americano, Donald Trump, foi informado e acompanha a situação em Londres.

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, condenou o ataque. "Nós condenamos esses terríveis atos de violência, e se eles foram realizados por indivíduos perturbados ou por terroristas, as vítimas não sabem a diferença."

O premiê francês, Bernard Cazeneuve, disse que três estudantes franceses estão entre os feridos.

Autoridades britânicas informaram que uma mulher com ferimentos graves foi retirada do rio Tâmisa após o incidente na ponte Westminster.

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