quarta-feira, 22 de março de 2017

À reflexão...


Há mais processos trabalhistas no Brasil do que em todo o resto do planeta somados. Nenhum país do mundo cobra tantos impostos sobre o trabalho.

Ainda assim, uma reforma trabalhista que mudasse estes "direitos", seria veementemente combatida.

Por aqui, nos aposentamos mais cedo do que em qualquer país da OCDE, e gastamos 2 vezes mais com idosos do que com a educação de todos os nosso jovens. Temos os 20% mais ricos do país se aposentando em média 7 anos antes e ganhando 3 vezes mais do que os 50% mais pobres.

Ainda assim, uma reforma previdenciária que mudasse isso esta sendo veementemente combatida em nome dos mais pobres. Não há sequer uma proposta de contra-reforma, apenas negação do debate.

Temos por aqui o pior retorno em impostos de todos os 30 países mais ricos do mundo. Cobramos mais e oferecemos menos do que qualquer outro.

Ainda assim, nenhuma reforma tributária avança no país há 3 décadas, e todas as contra-propostas incluem aumentos de impostos.

Temos a menor taxa de investimento dentre todas as economias emergentes, nosso salário mínimo tem o mesmo poder de compra dos anos 60, e a média de renda da população cresceu 3 vezes menos que outros países emergentes como Chile, Coréia do Sul etc.

Ainda assim, produtividade é papo de burguês.

Temos 3 vezes mais burocratas na área de educação que a média da OCDE, e gastamos mais do que a média dos países latino-americanos mais bem posicionados no ranking do PISA.

Ainda assim, baixa educação é falta de verba.

Pobre do país que convive com uma esquerda reacionária disposta a lutar por leis trabalhistas de 60 anos, pelos privilégios do funcionalismo público, por mecanismos que concentram de renda (vide universidade pública gratuita, o modelo atual de previdência etc), e por uma direita que compactua com tudo isso, e aguarda 2018 pacientemente, pois na próxima eleição vai dar certo.

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