terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Vai pegar um tempo de cadeia tão grande que um menino besta nem sabe contar...

MPF denuncia Cabral por 184 crimes de lavagem de dinheiro
Do UOL
O ex-governador fluminense, Sérgio Cabral (PMDB), foi denunciado novamente pelo MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro por 184 crimes de lavagem de dinheiro. Segundo a procuradoria, os fatos apresentados na denúncia são resultantes da Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Estado. A denúncia foi apresentada à 7ª Vara Federal, que já o havia tornado réu com base em uma outra ação do MPF apresentada na última sexta-feira (10)

Além de Cabral, foram denunciados sua mulher, Adriana Ancelmo, o sócio do escritório de advocacia da ex-primeira-dama Thiago de Aragão Gonçalves, o empresário Francisco de Assis Neto, o doleiro Álvaro José Galliez Novis, o ex-assessor de Cabral Carlos Miranda, o amigo de infância do ex-governador Carlos Bezerra --apontado como seu operador--, Sérgio Castro de Oliveira, Ary Ferreira da Costa Filho, e os doleiros Renato Chebar e Marcelo Chebar.

Cabral --que é alvo, pela quarta vez, de uma denúncia-- está preso desde novembro de 2016. Na segunda (13), o ex-governador precisou de atendimento médico no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio. Ele passa bem.

Segundo o MPF, as provas obtidas nas operações Calicute e Eficiência comprovaram que Sérgio Cabral, "no comando da organizacão criminosa", e os outros denunciados promoveram a lavagem de ativos, no Brasil, por sete principais formas:
pagamento, no Rio de Janeiro, de despesas pessoais de Sérgio Cabral e seus familiares;
pagamento, no Rio de Janeiro, de despesas pessoais de Carlos Miranda e seus familiares;
movimentação de recursos ilícitos, no Rio de Janeiro, para Carlos Bezerra;
distribuição de recursos ilícitos, no Rio de Janeiro, por Sérgio de Oliveira;
envio de valores ilícitos, no Rio de Janeiro, para Thiago Aragão;
envio de valores ilícitos, no Rio de Janeiro, para Francisco de Assis Neto;
entrega de valores ilícitos, no Rio de Janeiro, por Álvaro Novis aos colaboradores;

De acordo com a procuradoria, os atos tinham por objetivo "converter os recursos de propina em ativos de aparência lícita ou distanciar ainda mais o dinheiro derivado de crimes de corrupção de sua origem ilícita".

Os doleiros Renato e Marcelo Chebar recebiam, dos demais denunciados, dinheiro em espécie e faziam a distribuição, posterior, "para pagamentos de despesas em favor dos membros do grupo criminoso", segundo o MPF. "Os colaboradores forneceram uma planilha de controle de caixa que aponta que os recursos por eles custodiados foram utilizados para pagamentos de despesas, no período de 1º de agosto de 2014 a 10 de junho de 2015, no valor de R$ 39.757.947,69, uma média de aproximadamente R$ 4 milhões por mês".

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