quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

G1

Integrantes do governo avaliam que a decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que separou as condutas do candidato à reeleição no Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), do vice-governador Tadeu Filipelli (PMDB), abriu espaço para a tese de defesa do presidente Michel Temer de que ele não tinha responsabilidade pelas irregularidades praticadas pela campanha de Dilma Rousseff. 

Como o Blog revelou, a defesa do presidente Michel Temer junto ao TSE vai se concentrar na tese de que ele não tinha conhecimento de fatos irregulares supostamente cometidos pela campanha de 2014 encabeçada pela ex-presidente Dilma Rousseff. O próprio Temer já deu aval para esse encaminhamento junto ao TSE.

Nesta terça, o plenário do TSE julgou um recurso que manteve Agnelo inelegível, mas atendeu a parte de Filipelli e separou as condutas do vice e do cabeça de chapa, entendendo que o vice não contribuiu para irregularidades. O tribunal julgou Agnelo culpado por desvirtuar propaganda institucional em 2014, quando tentou se reeleger ao cargo. 

Na mesma decisão, os ministros modificaram o acórdão regional e retiraram a inelegibilidade também imposta ao candidato a vice-governador Tadeu Filipelli (PMDB). Na eleição de 2014, a chapa Agnelo-Filippelli não chegou ao segundo turno.

Os ministros seguiram o voto do relator do recurso, ministro Henrique Neves, para quem houve abuso de poder político do então candidato Agnelo Queiroz por uso indevido de meios de comunicação social por campanha publicitária que alcançou o período eleitoral.

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