terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Terceira noite de Carnaval em Cajazeiras bate novo recorde de público
SECOM-CZ

Com novo recorde de público, a terceira noite (segunda-feira, 27) do Carnaval de Cajazeiras deixou totalmente tomada a Rua Coronel Juvêncio Carneiro, no centro comercial da cidade, o “corredor da folia”.

Além de Márcia Felipe que foi uma das atrações mais aguardadas, Ramon Schnayder, Luan Pakero e Wallas Arrais e, as praças alternativas do Rock e Frevo, Tenda Mix e Djs, e ainda os blocos tradicionais de Cajazeiras, milhares de turistas vindos de outras cidades fizeram brilhar o evento.

Para a noite de hoje, terça-feira (28), no encerramento do Carnaval, os foliões contarão com a presença em palco das atrações musicais: Rekebrança, Saia Rodada Elétrica, Usocupados e Gilson Mania.

O evento teve inicio no dia (25), se estendendo até o dia (28) de fevereiro. A entrada ao “corredor da folia”, e os shows musicais foram todos gratuitos e ocorreram nas ruas e praças da cidade com total segurança e tranquilidade esperada.

Se o Oscar ficará na história será pela gafe e pelas críticas a Trump
João Pereira Coutinho
Folha de São Paulo
Todos vamos lembrar o Oscar de melhor filme em 2017. Por causa de uma gafe. Injusto para "Moonlight"? Talvez. Mas a obra de Barry Jenkins, com uma história poderosa, é afogada em sentimentalismo fácil e uma estética de videoclipe que nunca me convenceu. Digo mais: se não fosse pela gafe, o Oscar de 2017 seria igual ao de 2016.

Eis o ponto: qual foi o melhor filme do ano passado? Pense um pouco. Mais um pouco. Chega. Sem Google, nada feito. Então procuro. Foi "Spotlight". Sim, tenho memórias vagas: outro filme mediano sobre jornalistas e padres pedófilos. Mas, aqui entre nós, uma obra-prima?

Não minta. Aliás, quando foi a última vez que Hollywood abençoou uma? Recorro uma vez mais à sabedoria do dr. Google: desde a virada do novo século, é zero mesmo. O histórico é tão medonho que a pergunta deve ser formulada ao contrário: quando foi que Hollywood não premiou aberrações completas, como "Quem Quer Ser um Milionário?" ou "Chicago"?

Talvez em 2005, com "Menina de Ouro", um bom filme que está longe do melhor de Clint Eastwood. Até porque, falando no bicho, qualquer cinéfilo exigente sabe que a última vez que o Oscar acertou foi em 1993, 24 anos atrás, com "Os Imperdoáveis", uma elegia ao western que ficará na história do cinema americano.

Se o Oscar deste ano ficará na história será pela gafe, pelas críticas a Donald Trump (previsíveis) e pela busca de "diversidade" (leia-se: mais negros) entre os indicados.

Era quase inevitável. A revista "The New Yorker", insuspeita de inclinações "conservadoras", conta as mudanças: em 2016, o mundo desabou sobre a Academia ("Demasiado branca!") e perguntou: "Onde estão os negros?".

Pergunta absurda. A pergunta certa, para quem confunde arte com engenharia social, deveria ser "Onde estão os hispânicos?", que em termos demográficos excedem a população negra.

Mas houve mudanças, repito: a presidente (negra) da Academia, Cheryl Boone Isaacs, olhou para os 6.000 membros do clube e decidiu fazer pequenas limpezas na lista. Com direito de voto, só ficaram antigos indicados ao troféu, membros ativos da indústria nos últimos dez anos ou então pessoal com 30 anos de carreira (mínimo). Confirma-se: o único preconceito socialmente aceitável é mesmo a gerontofobia.

Além disso, entraram novos membros (683) e as cifras não mentem: 41% são "não brancos". O caso não é inédito, explica a revista: desde o início dos prêmios houve purgas na demografia votante.

A primeira premiou os "talkies" sobre os "silents" (na década de 1920, era preciso enterrar o cinema mudo e promover o sonoro). A segunda premiou os "hippies" sobre os "squares" (na década de 1960, a contracultura era, na verdade, a cultura dominante).

Hoje, Hollywood apenas se adapta à "política de identidade" que domina as boas consciências liberais. Por mim, tudo bem. Desde que a "identidade" ofereça ao mundo o que já não se vê há 24 anos: grande arte. Será possível?

Duvido. Não por razões artísticas ou filosóficas. Por razões demográficas. Anos atrás, li um importante estudo de Edward Jay Epstein ("The Hollywood Economist") que recomendo a qualquer interessado. Contava Epstein que, em 1948, 90 milhões de americanos (2/3 da população) frequentavam salas de cinema semanalmente; em 1958, o número reduzia-se para metade. A televisão já tinha feito os seus estragos.

Em 2010, ano da publicação do livro, só 30 milhões (10% da população) mantinham o hábito. Consequências? Duas. Os estúdios, na hora de investir, optam por projetos que possam ser rentáveis para além da bilheteria (DVDs, jogos, "merchandising" etc.). E a televisão (e a internet) recebeu o "crème de la crème" da criatividade cinematográfica (e, claro, consumidores mais exigentes e adultos).

Escrevi que o Oscar não acerta há 24 anos. Mas basta olhar para o Emmy, o premio da televisão, para ver como ele acerta quase todos os anos. Melhor ainda: o Emmy começou a acertar –"The West Wing", "The Sopranos", "Seinfeld"– quando o Oscar começou a falhar.

Foram semanas e semanas de excitação adolescente com o Oscar: notícias, reportagens, matérias, análises.

Uma excitação sobre o vazio.

Em 2018, quando alguém perguntar qual foi o melhor filme no Oscar de 2017, só mesmo a gafe salvará Hollywood do esquecimento.
É o duplo padrão que mata!
Rodrigo Constantino
IstoÉ

Quando Obama era presidente, um jornalista da Fox News afirmou que a primeira-dama era uma prostituta. O leitor está lembrado desse caso? Não? O motivo é simples: isso nunca aconteceu.

Agora pergunto: o leitor ficou sabendo do jornalista do NYT que afirmou que a primeira-dama Melania Trump é uma prostituta? Não? Pois é: saiba que isso aconteceu mesmo. Seu nome é Jacob Bernstein, e ele reconheceu a “estupidez” de seu ato. Era uma festa, ele tinha uma conversa informal, mas mesmo assim admitiu que jamais deveria ter sido tão leviano.

Menos mal. Mas não muda o cerne da questão aqui: e se fosse o contrário? E se algum jornalista de um veículo mais conservador falasse algo parecido sobre Michelle Obama? Sabemos o que teria acontecido: o mundo teria vindo abaixo! Uma enorme marcha feminista seria organizada para protestar contra o machismo e o preconceito dos “ultraconservadores”. O episódio seria manchete dos principais jornais por semanas inteiras.
A mídia é bastante seletiva na hora de escolher suas pautas. A cantora negra que foi ao Grammy com um vestido em homenagem a Trump, e depois viu a venda de suas músicas disparar rumo ao topo do ranking, foi solenemente ignorada pela imprensa. Joy Villa é seu nome, mas o leitor provavelmente não saberia se dependesse dos grandes jornais. É como se a coisa não tivesse acontecido.
Esse duplo padrão é que mata! E já cansou, pois é possível enganar muita gente por pouco tempo, ou pouca gente por muito tempo, mas é bem mais difícil enganar muita gente por muito tempo. O público percebeu o viés ideológico, a torcida escancarada, o proselitismo político dos jornalistas. E demanda maior sinceridade.

Ironicamente, a mesma imprensa fala em “era da pós-verdade”, fingindo que não tem nada a ver com o fenômeno, que não tem deixado suas preferências partidárias falarem mais alto do que vossa excelência, o fato. Os manuais de jornalismo são rasgados em nome da agenda política, e os leitores sentem a traição, partem em busca de fontes alternativas de notícias e opinião.

Essa postura da imprensa explica boa parte do sucesso de Trump. Não há nada mais fácil no mundo do que odiar o “homem laranja”. Mas o ataque coordenado e mentiroso da grande imprensa é tão escancarado que até pessoas que normalmente teriam certa aversão pelo estilo bufão do magnata passam a defendê-lo nessa guerra contra o que chama de “Fake News”. Estão cansados de tantas inverdades vendidas como informação imparcial.

O jornalista deve ser transparente quanto à sua visão ideológica, em vez de tentar dissimulá-la. O público não é tão trouxa assim

Não é fácil deixar a própria visão de mundo fora das análises, claro. Mas o jornalista deve ao menos tentar. E mais importante: deve ser transparente quanto à sua visão ideológica, em vez de tentar dissimulá-la. O público não é tão trouxa assim.
"Os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis"
O Antagonista

O Estadão, em editorial, trata do desespero do PT, manifestado pela entrevista de Gilberto Carvalho ao Valor. O Seminarista prometeu uma "guerra", caso Lula seja condenado e não possa ser candidato em 2018.

Leia um trecho:

"O PT sabe que, se os processos contra Lula forem tratados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa, e não porque a Lava Jato 'persegue' Lula, mas sim porque, ao que tudo indica, sobram provas contra ele. Não é à toa que a equipe de advogados destacados para defender Lula, em vez de dedicar-se a refutar as acusações, foi até a ONU para denunciar a suposta perseguição política que estaria sendo empreendida pelo juiz Sérgio Moro contra seu cliente. Além disso, usa as audiências com Moro para irritar o magistrado, tentando fazê-lo sair do sério, o que daria argumentos para sustentar a tese de que ele age contra Lula por motivações pessoais.

Para essa gente, a democracia e suas instituições – especialmente a Justiça e a imprensa livre – são inimigas, pois trabalham com fatos, e os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis: o partido e seu demiurgo não apenas são os responsáveis pela pior crise econômica da história brasileira, mas também são as estrelas do maior escândalo de corrupção que já se viu no País. Logo, os petistas empenham-se em criar os chamados 'fatos alternativos' – nome que se dá a mentiras e distorções criadas para embaralhar a realidade."
Voo da banda Aviões do Forró sofre pane em turbina e piloto faz pouso de emergência
DiáriodoNordeste
Grupo seguia para Salvador onde realizaria mais uma apresentação de Carnaval 

Os forrozeiros Xand Avião e Solange Almeida passaram por momentos de tensão na madrugada desta terça-feira (28). Uma das turbinas do avião fretado pelo grupo para percorrer a agenda de Carnaval sofreu um problema técnico. O grupo viajava de Recife para Salvador. A cantora Solange Almeida afirmou, no perfil do instagram, ter visto um clarão seguido de uma explosão do lado direito da aeronave onde estava sentada com o segurança da banda. Após o ocorrido, membros da produção do grupo avisaram aos demais que o avião faria um pouso de emergência.

“Por mais que digam que está tudo bem a gente não fica. Aí passa um filme na cabeça. A gente lembra de tudo. Pensa nos filhos, Pensa na família. Passa um filme, aquele filmão. E aí ficou todo mundo orando e pedindo a Deus. Ele mais uma vez perfeito, único e absoluto. A cada balançada o coração queria sair pela boca”. revelou Sol com olhos molhados e a voz embargada.

Devido a forte emoção dos integrantes, o grupo cancelou a apresentação que ocorreria em Salvador. ” Ninguém tem condições emocional de entrar em um avião”, pediu desculpas Sol. No comunicado oficial da banda, publicado ainda na madrugada desta terça-feira, o lamento da direção. “Todos passam bem. Lamentamos o ocorrido e o cancelamento do show. Agradecemos o carinho e a compreensão de todos”, noticiou o informe .
Suprema Corte dos EUA debate se é permitido proibir uso de redes sociais
Condenado por sexo com menor alega que não há como escapar da internet
O GLOBO 
Mulher checa site do Facebook em seu celular 

WASHINGTON - É permitido bloquear o uso das redes sociais? A Suprema Corte dos EUA debateu se vale uma lei da Carolina do Norte que proíbe criminosos sexuais de usarem qualquer site que permita interações humanas.

A origem do debate veio quando, em 2010, Lester Packingham, foi flagrado pela polícia usando o Facebook para comemorar o fim de um julgamento no qual era o réu. Pela lei da Carolina do Norte — oito anos antes, Packingham foi condenado por ter relações sexuais com uma menina de 13 anos —, ele não poderia usar qualquer site que inclua relacionamentos com pessoas durante 30 anos. O flagra custou uma pena de 10 a 12 meses de prisão suspensa.

Como os policiais que revistaram a casa dele após a descoberta das postagens no Facebook não encontraram nenhuma evidência de que ele havia recentemente abusou ou tentou abusar de crianças, o condenado recorreu, alegando que a lei viola sua liberdade de expressão, protegida pela Primeira Emenda da Constituição.

Packingham tem o apoio de associações de luta contra restrições ao uso da internet. Por outro lado, a Louisiana e 12 outros estados dos EUA têm apoiado a Carolina do Norte, dizendo que a legislação era uma prioridade para evitar "predadores sexuais" que coletam informações sobre possíveis vítimas.

Na audiência de segunda-feira na Suprema Corte, vários dos oito juízes pareciam amplamente de acordo com o argumento de condenados de que agora não era possível viver sem redes sociais, mesmo que apenas com a intenção legítima de buscar trabalho ou informações.

Packingham não tem o direito de consultar a conta Twitter do presidente — mencionou como exemplo a juíza Elena Kagan. — E as redes sociais permitem que cidadãos estruturem sua vida em comunidade.

A progressiva juíza Sonia Sotomayor também criticou a lei, afirmando que ela se baseia em "camadas acumuladas de especulação", resultando em uma "aplicação sem distinção".

É ilusório proibir as redes sociais, sabendo que a internet pode ser usada para qualquer crime, como planejar um assalto a banco.

Robert Montgomery, advogado da Carolina do Norte, insistiu na defesa da medida, citando alternativas à rede social. Segundo ele, a lei não proíbe o acesso a toda a web: sites adultos, blogs, podcasts, sites de notícias, de comércio on-line ou simplesmente de troca de fotos foram excluídos das restrições.

O tribunal deve dar um veredicto sobre esta questão até ao final de junho.

A primeira página do Jornal do Commercio


No jornal Lance: o Fogão vai com força


Na capa do jornal Zero Hora


As manchetes do jornal Estado de Minas


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira de carnaval

Folha: Trump pede ao Congresso aumento do gasto militar

Globo:  O voo mágico da Mocidade

Extra: Deu onda

Estadão: Trump faz plano para aumentar orçamento militar em US$ 54 bi

ValorEconômico: Temer afirma que pediu doação à Odebrecht, mas nega irregularidade

ZeroHora: Oscar: gafe de cinema

EstadodeMinas: Alegria em dobro. E paciência também

CorreioBraziliense: Lata d´água na cabeça, lá vai Brasília

- ATarde: Trio dão o tom e trios extravasam

- JornaldoCommercio: Corre que tá acabando!

DiáriodoNordeste: Voo da banda Aviões do Forró sofre pane

CorreiodaParaíba: Caminhoneiros em alertas nas BRs

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Ontem, domingo de carnaval, no Matinal do Cajazeiras Tênis Clube. Foi peso! Veja um frevo dos bons.

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Bloco de Carnaval em homenagem à Dilma tem o apoio de apenas três pessoas e é cancelado
Ilisp

Não adiantou a divulgação nas redes sociais e nem a propaganda gratuita feita pelo O Globo. O “Bloco da Querida”, bloco de Carnaval que iria homenagear a ex-presidente Dilma Rousseff, contou com o apoio de apenas três pessoas em seu crowdfunding online, arrecadando R$ 180,00 de um total de R$ 70.000,00 necessários, e foi cancelado.

De acordo com a descrição do bloco, a iniciativa buscava “celebrar tudo de bom que a nossa Presidenta fez para o nosso país” e faria um “desfile parado em frente ao prédio de Dilmãe no Rio de Janeiro, na Rua Joaquim Nabuco, em Ipanema”. A iniciativa fracassada pretendia contar com Leticia Sabatella como madrinha e Chico Buarque como padrinho.

De acordo com o post feito na página oficial do não-bloco informando o cancelamento, “por causa do ridiculamente numero (sic) baixo de doacoes (sic) ao crowndfunding (sic) para o meu bloco, nao (sic) havera (sic) Bloco da Querida nesse carnaval”.
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Eu to muito decepcionada com voces. 
MUITO!!!

Por causa do ridiculamente numero baixo de doacoes ao crowndfunding para o meu bloco, nao havera Bloco da Querida nesse carnaval.

Vocês nao gostam mais de mim?
Nao me querem mais?
Onde esta aquele amor todo pela Dilmãe???

Estou deprimida, muito deprimida. Nao quero mais saber de voces, traidores! 
Bando de coxinhas!!!
Perto de completar três anos, Lava-Jato já revelou R$ 4 bi em propinas
Levantamento do GLOBO mostra que já há R$ 577 milhões comprovados em julgamentos
CLEIDE CARVALHO E GUSTAVO SCHMITT
O Globo

Os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef se cumprimentam na CPI da Petrobras 

Propina distribuída no posto de gasolina, repassada na paróquia e até escondida na calcinha. Às vésperas de completar três anos no próximo dia 17, a Operação Lava-Jato rastreou pelo menos R$ 4,1 bilhões pagos a políticos, partidos e funcionários públicos — aponta levantamento do GLOBO. Desse total, R$ 577,8 milhões foram comprovados em ações já julgadas em primeira instância na Justiça Federal de Paraná e Rio. Outro R$ 1,7 bilhão faz parte de processos e investigações em andamento, sem sigilo judicial. Para fechar a conta, há mais R$ 1,9 bilhão reconhecido pela Odebrecht, que admitiu ser este o valor pago por subornos apenas no Brasil.

As investigações mostram que o esquema de corrupção abasteceu políticos e partidos de variados matizes e ideologias. Entre os já condenados, há nomes como José Dirceu e André Vargas, do PT; o ex-senador Gim Argello, à época do PTB; Pedro Corrêa, do PP, e Luiz Argôlo, que foi do PP e do SD. Em todos esses casos, a Lava-Jato conseguiu verificar de onde saiu o dinheiro e como foi recebido pelos beneficiários.

Argello, por exemplo, recebeu R$ 7,3 milhões de empreiteiras para que seus executivos não fossem convocados a depor na CPI da Petrobras. Ele pediu que a OAS doasse R$ 350 mil diretamente para uma igreja em Taguatinga (DF), que costumava lhe ajudar a conquistar votos. José Dirceu teve reformas de imóveis pagas com propina.

ENTREGA DE PROPINA EM POSTO DE GASOLINA BATIZOU OPERAÇÃO
Pedro Corrêa recebeu dinheiro em espécie levado por portador do doleiro Alberto Youssef, por entregas feitas por um posto de gasolina em Brasília, o Posto da Torre, que deu origem ao nome Lava-Jato, por ter um sistema de lavagem de carros — e de dinheiro.

Ex-deputado do PP e depois do Solidariedade, Luiz Argôlo era frequentador assíduo do escritório de Youssef, que além de lhe entregar dinheiro adquiriu bens para o político. Youssef contou que teve de pagar até mesmo parte de um helicóptero que o então deputado comprou e não conseguiu quitar. O aparelho acabou sendo colocado em nome de uma das empresas do doleiro, a GFD.

Polícia Federal cumpre mandados em uma das fases da Lava-Jato

Das propinas destinadas ao PT, já foram identificados pagamentos feitos ao marqueteiro João Santana e a quitação de um empréstimo de R$ 12 milhões feito em nome de um terceiro — o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e já condenado. Para ocultar o pagamento da dívida com propina, Bumlai simulou ter quitado o valor com sêmen de gado.

COMPRA DE BOLSAS E SAPATOS
Entre os investigados estão figuras importantes do PMDB, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, acusado de ter recebido US$ 5 milhões em contas no exterior. A mulher dele, a jornalista Cláudia Cruz, segundo a acusação, teria usado parte do dinheiro para comprar bolsas, sapatos e roupas em lojas de grife no exterior. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso acusado de comandar um esquema de propinas que arrecadou mais de R$ 500 milhões, foi flagrado por receber dinheiro também na forma de joias para a ex-primeira-dama do estado Adriana Ancelmo, que está presa. Todos negam as acusações

As investigações não atingiram só os partidos da base de sustentação dos governos mais recentes como PT e PMDB. Há 15 anos longe do poder, tucanos também aparecem na operação. Uma gravação, que os acusados tentam anular por considerá-la ilegal, mostra o então senador e presidente do PSDB Sérgio Guerra, que morreu em 2014, num encontro que teria ocorrido em 2009 com o então diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Soares e representantes de empreiteiras. No encontro teria sido negociado o fim de investigações no Congresso. O tucano chegou a afirmar que tinha “horror a CPI”. O partido nega as acusações contra Guerra.

Apontado pelo MPF como chefe do esquema que distribuiu cargos e dividiu propinas em contratos da Petrobras em troca de apoio político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é réu em ações que somam cerca de R$ 15 milhões, como a que envolve um tríplex no Guarujá (SP), o pagamento de armazenagem do acervo presidencial pela OAS e a compra de um prédio para o instituto que leva seu nome, além de um apartamento em São Bernardo do Campo pela Odebrecht. O ex-presidente nega todas as acusações. Sua defesa afirma que ele é vítima de lawfare — termo que define o uso do Direito para deslegitimar ou perseguir um inimigo.

O acordo feito pela Odebrecht, o maior do tipo realizado no Brasil e que envolve ainda mais dez países, só obteve êxito depois que a Lava-Jato descobriu detalhes de como funcionava o departamento de propinas da empresa e colheu dezenas de listas com codinomes.

Um dos delatores da operação, que trabalhou para a empreiteira, contou que o grupo havia comprado um banco em Antígua, no Caribe, que movimentou cerca de US$ 1,6 bilhão em mais de 40 contas. Apesar de ser formalmente instalado no Caribe, as operações do banco eram feitas em São Paulo.

ATÉ AGORA, 83 CONDENADOS
O rastreamento das propinas — o mais amplo que se tem notícia no país — tem como base principalmente colaborações premiadas. Sem informações como as do doleiro, que admitiu fazer repasses da Petrobras para o PP, ou a de Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras que entregou à Lava-Jato o nome de todos os operadores de propina da estatal, dificilmente as investigações seriam ágeis, avaliam procuradores da força-tarefa. Até agora, 83 pessoas foram condenadas em primeira instância. Os acordos de leniência permitiram que a Lava-Jato fosse desdobrada para outras obras, além da Petrobras.

É o caso das investigações sobre propinas pagas em obras da usina de Angra 3. Foi a Camargo Corrêa, primeira grande construtora a assinar acordo de leniência, que forneceu detalhes sobre as comissões ilícitas pagas, incluindo entre os recebedores o ex-presidente da Eletronuclear Othon Silva. Também partiram da empreiteira informações sobre desvios nas obras da Ferrovia Norte-Sul e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que deram origem a operações da Polícia Federal em Goiás e Bahia.

As propinas pagas na construção da Usina de Belo Monte, de pelo menos R$ 150 milhões, são investigadas devido ao acordo de leniência da Andrade Gutierrez.

Até agora, 37 pessoas físicas tiveram seus acordos divulgados. Juntas, se comprometeram a devolver R$ 986,2 milhões, e suas informações originaram investigações ou consolidaram casos em curso. Nos acordos de leniência, empresas se comprometeram a pagar R$ 7,1 bilhões.

Muitos dos casos revelados seguem com investigações sigilosas — a maioria envolve pessoas com foro privilegiado. Segundo o MPF, se forem considerados multas, indenizações e recursos que eram mantidos no exterior, já foram recuperados R$ 10,1 bilhões. Há ainda R$ 3,2 bilhões em bens bloqueados à disposição da Justiça.

Em nota, o procurador da República Diogo Castor de Mattos, integrante da força-tarefa Lava-Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR), afirmou que os dados reforçam a importância da colaboração premiada e quanto ela é imprescindível para recuperação de recursos desviados. “Sem os acordos haveria necessidade de aguardar o trânsito em julgado de uma condenação, o que pode levar anos, com risco concreto de o processo ser cancelado pela demora, e os valores desviados devolvidos aos criminosos”, afirmou Mattos em nota.

A expectativa é que o rastreamento das propinas continue ainda que não faltem iniciativas no Legislativo para impedir os trabalhos da operação. No ano passado, parlamentares chegaram a articular a aprovação de uma proposta que anistiava o caixa 2 nas campanhas.

O trabalho do MPF sempre foi muito técnico e acredito que o Supremo Tribunal Federal e a sociedade não irão aceitar tentativas inconstitucionais de impedir o andamento da apuração e punição dos responsáveis — afirmou Douglas Fischer, procurador da República.
Ministro do Supremo Tribunal Federal dá liminar à União para suspender os efeitos de decisão da Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Ceará que garantiu a um magistrado equiparação aos valores pagos a membros do Ministério Público
Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho - O Estado de São Paulo
Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar à União na Reclamação (RCL) 26058 para suspender os efeitos de decisão da Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Ceará que garantiu a um juiz do Trabalho o recebimento de diárias de deslocamento no mesmo valor pago aos membros do Ministério Público.

Em análise preliminar do caso, segundo informou o site do Supremo, Gilmar Mendes entendeu que a decisão viola o disposto na Súmula Vinculante 37 da Corte, segundo a qual ‘não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento da isonomia’.

No caso, a Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Ceará reconheceu o direito ao recebimento de diárias de deslocamento, nos termos do artigo 65, inciso IV, da Lei Orgânica da Magistratura, a Loman – Lei Complementar 35/1979 -, calculadas de acordo com a sistemática prevista no artigo 227, inciso II, da Lei Complementar 75/1993 (Estatuto do Ministério Público da União), isto é, em quantia equivalente a 1/30 dos vencimentos recebidos à época de sua fruição.

O colegiado invocou a existência de simetria constitucional entre as duas carreiras, reconhecida em resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Na Reclamação ao STF, a União sustentou que, ao assim decidir, a Terceira Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Ceará teria atuado como ‘legislador positivo’.

A União sustentou que, embora a Súmula Vinculante 37 do Supremo fale em ‘vencimentos’, o enunciado também deve ser aplicado às hipóteses de extensão de verbas indenizatórias. Outro argumento utilizado foi o de que a jurisprudência do STF indica que não há isonomia constitucional remuneratória entre a magistratura e o Ministério Público, havendo proibição de tal equiparação automática.

Em sua decisão, Gilmar Mendes sustenta que, a despeito da Resolução 133/2011 do CNJ, a jurisprudência do Supremo entende como necessária a edição de lei específica para a implementação da equiparação, conforme exige o artigo 39, parágrafo 1.º, da Constituição Federal, não cabendo ao Poder Judiciário conceder benefícios a servidores públicos ao fundamento da isonomia.

“Vê-se, portanto, que a decisão reclamada, que consigna suposta omissão da Resolução 133/2011 do CNJ e reconhece ao magistrado o direito ao cálculo das diárias na forma da Lei Complementar 75/1993, aparenta violar a Súmula Vinculante 37 do STF”, concluiu.
Novo golpe de Whatsapp atinge 1,5 milhão de vítimas em 3 meses
Mensagem promete visualizar conversas e contatos de amigos
Veja.com
Layout de atualização falsa de Whatsapp 

Uma mensagem que promete permitir acesso às conversas dos seus amigos no Whatsapp, ou às listas de contatos deles, tornou-se o golpe mais popular contra quem usa o aplicativo no Brasil. Desde dezembro, mais de 1,5 milhão de pessoas já clicaram no link – e perderam dinheiro.

O esquema funciona assim: o usuário recebe uma mensagem, como se fosse de um de seus amigos, que diz: “Clique aqui e saiba tudo o que seus amigos estão falando sobre você no Whatsapp”. Quando a pessoa clica, aparece uma mensagem que solicita o acesso à sua lista de contatos – ao autorizar isso, ele não só repassa o link para toda a sua lista de contatos (multiplicando o alcance do golpe) como assina automaticamente um pacote que envia mensagens de texto – os temas do serviço podem ir de novelas a esporte. O desfalque é de 2,40 reais por clique. Ou seja, em tese, os criminosos já lucraram 3,6 milhões de reais.

Com poesia fica melhor ainda!

Recorreu ao poeta Eduardo Alves da Costa
MURILO RAMOS
Época
Luiz Inácio Lula da Silva

Figueiredo Basto, que advoga para o ex-senador Delcídio do Amaral em processo movido por Lula, recorreu a um poema de Eduardo Alves da Costa para tentar desqualificar o ex-presidente

"Quanto pulha tenho encontrado a gemer pela boca da miséria! 
Com gemidos fortes, gritados entre um uísque e outro, 
numa espécie de pilhéria cujo sentido me aturde e escapa. 
Ah, esses amantes do proletariado, ocultos sob o manto da opulência, 
a sofrer uma nova forma de demência, que os leva a passar fome com o ventre alheio".
O fantástico mundo dos doleiros
Como funciona a engrenagem do comércio ilegal de dólar que é dominado por meia dúzia de operadores e movimenta R$ 12 bilhões por ano no Brasil. São eles que enviam para o exterior o dinheiro das propinas e ganham verdadeiras fortunas
Germano Oliveira
IstoÉ
No final de 2013, quando a Polícia Federal desencadeou uma operação para prender os maiores doleiros do Brasil, os telefones de Carlos Habib Chater, de Brasília, eram monitorados. A PF sabia que ele era um dos grandes doleiros do País. Chater disfarçava suas operações. Sua casa de câmbio funcionava dentro de um posto de gasolina, onde havia um setor de lavagem rápida de carros. Por isso, virou Operação Lava Jato. Ele pagava propinas a políticos de Brasília, sempre a mando de um doleiro de São Paulo, com quem falava diariamente ao celular, mas não se identificava. Era chamado pelo apelido de “Primo”, o maior doleiro brasileiro. Mas quem seria “Primo”? As investigações se arrastavam. Até que um dia Chater chamou “Primo” de “Beto”. O delegado Márcio Anselmo, que comandava a Lava Jato em Curitiba, pediu para ouvir as escutas e reconheceu a voz de “Beto”. Era Alberto Youssef. Foi a senha para que o juiz Sergio Moro determinasse a prisão de Youssef e Chater, além de Nelma Kodama e Raul Srour que mantinham negócios com “Primo”. O uso de codinomes é apenas um aspecto do cotidiano dos doleiros, que se transformaram numa espécie de figuras ocultas de nove em cada dez escândalos da história recente do País. Um mergulho no mundo particular desses operadores revela que eles são pessoas meticulosas, obedecem a uma hierarquia militar, fazem parte de uma engrenagem capaz de movimentar R$ 32 milhões por dia e são regidos por um sistema nada muito complexo criado para atender desde políticos e empresários até cidadãos comuns. Mas os doleiros só progridem porque existem corruptos que, para fugir das raias da Justiça, precisam camuflar dinheiro.

Se um político recebe, por exemplo, propina de R$ 10 milhões de uma empreiteira por ter facilitado o negócio da empresa numa licitação, ele não tem como justificar esse ganho milionário. Ele não pode depositar o dinheiro em sua conta porque negócios acima de R$ 100 mil são rastreados pelo Banco Central e o cidadão responderia penalmente por não conseguir justificar a origem dos recursos. Não pode mandar legalmente esse dinheiro para o exterior porque o Banco Central também informaria à Receita. Guardar o dinheiro debaixo do colchão nem pensar. É aí que ele procura um doleiro estabelecido numa casa de câmbio ou mesmo numa corretora de valores.
O doleiro abre para o cidadão uma conta numerada em algum paraíso fiscal, em geral, Panamá ou Uruguai. Antes a operação era realizada na Suíça, nos Estados Unidos ou em Mônaco. Mas esses países agora exigem que o dinheiro lá depositado tenha origem justificada. Usualmente, essa conta é criada em nome de uma offshore (empresa para comércio internacional), sem que os proprietários sejam identificados. Ao final, o cidadão entrega os R$ 10 milhões ao doleiro e o valor é transformado em dólares. O dinheiro é depositado, então, na filial da corretora no exterior, que depois repassa os valores para a offshore ou para a conta numerada do corrupto. A corretora ou casa de câmbio sempre fica com uma parte do dinheiro. Normalmente, as corretoras cobram 2% do volume total, mas pode chegar a 10%.

Youssef, por exemplo, começou a lavar o dinheiro de caixa dois das empreiteiras dado aos políticos por volta de 2007, no governo Lula. E foi assim até 2014, ao ser preso. Ele pegava o dinheiro das construtoras e emitia notas fiscais de empresas de fachada que comandava. Os serviços para as empresas nunca foram prestados. Mas isso gerava fluxo de caixa. Ele mandava seus funcionários sacarem dinheiro vivo nos caixas dos bancos e pagava em reais aos que assim desejassem. Ou então os convertia em dólares em suas casas de câmbio. Malas e malas de dinheiro foram despachadas para vários políticos Brasil a fora. Para os que preferiam receber em dólares no Brasil ou no exterior, Youssef fazia o câmbio, usando notas frias de importações fraudulentas da Lobogen, uma empresa de medicamentos de sua propriedade. Ele fazia “compras” de milhares de dólares em produtos na China, por exemplo, com guias aprovadas no BC. Com as compras fajutas, ele mandava os dólares para offshores ou empresas de fachada no exterior. O doleiro fez inúmeros pagamentos a políticos fora do País, com depósitos em contas de offshores abertas no Uruguai e Panamá. Abastecia também contas de empreiteiras e de diretores da Petrobras na Suíça.Ricos por receberem generosas comissões das empreiteiras corruptoras e políticos corrompidos, os doleiros desfrutam de uma vida confortável, freqüentam restaurantes e hotéis caros, haras, jóqueis clubes e possuem carros luxuosos. Youssef mora num apartamento na Vila Nova Conceição, a área mais cara de São Paulo, cujo prédio tem até uma raia olímpica para natação. Namorou modelos famosas. A última delas, Taiana Camargo, de 30 anos, foi inclusive capa da Playboy em setembro de 2015, quando ele já estava preso. Ela foi fotografada coberta por dólares.
O doleiro de Brasília
Ostentação nunca foi a praia de Youssef. O mesmo não se pode dizer de Fayed Traboulsi, doleiro famoso por trabalhar para políticos do Planalto Central e do Congresso Nacional. Fayed atua no ramo desde os anos 90. Ele tinha uma agência de turismo no térreo do Hotel Manhattan Plazza, mas foi preso no ano passado, e agora funciona em local desconhecido. Conhecido por atuar no submundo da política, Fayed Traboulsi leva a vida entre o luxo e as grades. Dono de um patrimônio milionário, costuma desfilar pelas avenidas da capital federal a bordo de Ferraris. Em suas viagens, não dispensa um jato particular: o Phenom 100, fabricado pela Embraer entre 2010 e 2011, avaliado em US$ 4 milhões.

Apesar do alto poder aquisitivo e do trânsito livre com as autoridades brasilienses, é hóspede frequente em carceragens policiais. A última ocorreu no ano passado. Ele ficou detido na Polícia Federal durante quase um mês por envolvimento com fraude em fundos de previdência. Foi justamente em uma operação policial organizada para combater o crime de lavagem de dinheiro que a realidade colorida de luxo de Fayed foi revelada. Em ação ocorrida em 2013, policiais federais apreenderam um iate do doleiro. A embarcação foi adquirida em euros (1,6 milhão), o equivalente a R$ 6 milhões. Após escarafunchar a movimentação bancária e os bens do doleiro, a polícia também descobriu que ele possuía uma verdadeira frota de carros, além das duas reluzentes Ferrari – avaliadas em R$ 3 milhões. Ao todo, 20 veículos seriam de sua propriedade. O doleiro abriu também uma casa de pôquer no Setor de Clubes Sul de Brasília, onde a aposta inicial é R$ 2 mil. Além de bebida, o lugar conta com vasto cardápio de garotas de programa.

Apesar da fama, Fayed não opera sozinho em Brasilia. Com a ajuda de um conhecido contrabandista da capital federal, a reportagem de ISTOÉ em Brasília mapeou pontos onde a atividade ilegal do comércio de dólares é feita diariamente e quase sem o estorvo das autoridades. A novidade é que os doleiros têm procurado fontes da moeda estrangeira em lugares inusitados, como as embaixadas. “Eles compram o salário dos funcionários, que é pago em dólar, e repassam para a clientela”, afirma. Um dos doleiros que atuam nesse nicho é Danilo Flores. Ele herdou a vocação do irmão Marcos, que saiu do ramo. Danilo tem escritório no edifício Assis Chateaubriand, que fica na Avenida W3 Sul, local distante cinco quilômetros do Palácio do Planalto e do Congresso.

Angelina Jolie
Nas mensagens trocadas entre os doleiros, apelidos e gírias são usadas para que ninguém seja identificado. A doleira Nelma Kodama assinava mensagens como Angelina Jolie, Greta Garbo ou Cameron Diaz. Nelma foi presa na Lava Jato tentando sair do País com 200 mil euros escondidos na calcinha. Na busca e apreensão em sua casa, a PF apreendeu quadros caríssimos e jóias valiosas. Os doleiros que comandavam o crime, Youssef, Nelma, Raul Srour e Charter, já foram postos em liberdade recentemente.

Depois que os quatro grandes doleiros foram presos, o mercado de câmbio paralelo mudou da água para o vinho. Pulverizou-se e passou a ser feito por doleiros menores, abaixo dos “generais” dos tempos de Youssef. Segundo um empresário paulista que já recorreu a esse mercado, os doleiros operavam como uma instituição militar: os maiores são “generais” e os menores são “coronéis”, “tenentes”, “sargentos”, assim por diante, dependendo do tamanho das operações realizadas.

Se for preso, um doleiro pode ser condenado a 12 anos de cadeia por evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, pena maior até do que a aplicada a um traficante internacional. As sanções mais duras, no entanto, não os desestimularam. Afinal, o volume de dinheiro movimentado é muito atrativo. Em São Paulo, alguns doleiros menores continuam em ação, no vácuo da prisão de Youssef, como Marco Antonio Cursini e Sandor Paes de Figueiredo, dono da Santur, uma agência de viagens. Eles já operavam na década passada, mas continuam na ativa. No Rio, permanecem na praça também os irmãos Marcelo e Renato Hassan Chebar, os doleiros do ex-governador Sergio Cabral. Os irmãos Chebar disseram na PF, em delação premiada, que movimentaram de 2002 a 2012, mais de US$ 100 milhões (R$ 320 milhões) em nome de Cabral. Os Chebar tinham de esconder tanto dinheiro no exterior, que já não estavam dando conta. Precisaram “terceirizar” os serviços ao doleiro uruguaio Oscar Algorta Rachetti. Outro doleiro importante do Rio e São Paulo, Dario Messer, vive hoje no Paraguai, mas ainda negocia para brasileiros. “Ele virou sócio de importantes autoridades paraguaias”, diz um ex-doleiro paulista.

Recentemente, segundo fontes da PF, Raul Srour, um “general” na hierarquia dos doleiros, voltou a atuar a todo vapor em operações em São Paulo. Quem ascendeu de posto, alçada de “sargento” a “coronel”, foi Olga Youssef, irmã de Alberto Youssef. Ela rompeu com o irmão e criou um esquema independente que floresce também na capital paulista. Youssef teve de submergir. Hoje, por decisão judicial, só pode deixar o apartamento para fazer ginástica no andar térreo e qualquer movimentação precisa ser autorizada pelo juiz Sergio Moro. Ossos de um ofício que entrou definitivamente na alça de mira dos investigadores. (Colaborou Ary Filgueira)

As manchetes do jornal Zero Hora


No jornal Lance: o Verdão está bem


As manchetes do jornal A Gazeta


Na capa d'O Liberal


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira de Carnaval

Folha:Um a cada cinco bebês é filho de adolescente

Globo:  Perto de completar 3 anos, Lava-Jato já revelou R$ 4 bilhões em propinas

Extra: Acidente com alegoria fere 20

Estadão: Odebrecht tem US$ 16 bilhões em contratos sob risco no exterior

ValorEconômico: Titular de órgão do Uruguai contra a lavagem de dinheiro é achado morto

ZeroHora: Dívida de mais de R$ 12 bilhões em precatórios atinge recorde no Estado

EstadodeMinas: Pequenos gigantes

CorreioBraziliense: Sambando e cantando na chuva

- ATarde: Correspondente da Globo vai parar na delegacia após confusão com a PM

- JornaldoCommercio: Os heróis da resistência

DiáriodoNordetes: Sargento da PM reage a roubo em casa de praia e troca tiros com os bandidos

CorreiodaParaíba: Operação carnaval: bombeiros realizam mais de 2,8 mil atendimentos neste domingo

domingo, 26 de fevereiro de 2017

É carnaval, 'meu fí'!

O sertão virou mar
Quantidade de banhistas nos reservatórios ao longo do São Francisco preocupa o governo
Veja.com
O sucesso dos reservatórios ao longo do Eixo Leste da Integração do São Francisco está atraindo uma multidão e preocupando o governo federal. Milhares de pessoas transformaram os locais em praias nos fim de semana. Isso aumenta os riscos de afogamento, já que o consumo de álcool não tem controle. Mas nada afasta os moradores, que há anos não viam tanta água.

No Bloco das Virgens, no Carnaval de Cajazeiras, o nosso Dedezin (engenheiro do asfalto) só queria saber de 'descolar'!


O corredor da folia ficou bem 'miudin' para a multidão que brincou no primeiro dia de Carnaval, em Cajazeiras. Veja o vídeo.


Vídeo divulgado por Márcio Torres

E tome festa em Cajazeiras!

Corredor da Folia fica pequeno para grande multidão que brincou o primeiro dia de festa em Cajazeiras