sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A capa do jornal cajazeirense Gazeta do Alto Piranhas


Ataque contra mesquita no Egito deixa pelo menos 270 mortos
Explosão e tiros contra fiéis na península do Sinai deixaram dezenas de feridos; nenhum grupo assumiu a autoria do atentado
Veja.com
Pelo menos 270 pessoas morreram e 90 ficaram feridas nesta sexta-feira em um ataque a uma mesquita na província egípcia do Sinai do Norte, de acordo com o prefeito da cidade de Bear al Abd, onde aconteceu o ataque. Segundo informações preliminares, uma grande explosão no local foi seguida da chegada de quatro carros com homens vestidos em roupas militares que abriram fogo contra os fiéis.

O atentado aconteceu em Bir al-Abd, cidade a 40 km da capital provincial de el-Arish, pouco depois das orações desta sexta-feira, dia sagrado do Islã. De acordo com a mídia local, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, se encontrará ainda hoje com oficiais de segurança para discutir o incidente. Por ora, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

Desde 2013, com a queda do presidente Mohamed Morsi, militantes jihadistas intensificaram ataques na província do Sinai. No ano seguinte, Cairo declarou estado de emergência na região, após um ataque suicida contra militares deixar 31 mortos. À época, a península foi descrita por Sisi como “um ninho de terroristas”, segundo a rede Al Jazeera.

É um problema...


O grande Flávio José apresenta a sua filha, Lara Amélia, estreante. Vejam o vídeo. A sugestão é de Tete Moura.


Quero compartilhar com vocês esse momento tão especial em minha vida, onde cantei ao lado da minha Filha Lara Amélia na Gravação do seu primeiro DVD.
NECROLÓGICO DE SONHO
DiáriodoPoder
Ex-deputado federal e ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, Flávio Bierrenbach era apenas um garoto de 15 anos quando seu professor de Português determinou a lição do dia: cada aluno deveria imaginar como gostaria que escrevessem seu necrológico. O garoto Flávio foi o único a merecer nota dez, com a seguinte frase:

- Morreu ontem aos 99 anos, vítima de marido ciumento, o ex-presidente da República Flávio Bierrenbach.
LAVA-JATO
LAURO JARDIM - OGlobo
São muitas as coisas que não funcionam bem no Rio de Janeiro. Entre elas, não está o Ministério Público Federal do Rio.
Reforma preserva benefícios dos mais pobres (desde que Congresso não mexa no texto)
Para secretário de Previdência, Marcelo Caetano, apesar de enxuta, proposta de reforma previdenciária trará mais tranquilidade para próximo presidente
Flávia Pierry - GazetadoPovo
A nova proposta da reforma da Previdência deixou de fora mudanças radicais para os trabalhadores mais pobres, mas o governo avisa: isso pode ser revisto se os parlamentares decidirem alterar o projeto mais enxuto que foi apresentado na noite de quarta-feira (22). O secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, afirmou à Gazeta do Povo que a proposta apresentada agora é considerada “suficiente e possível” neste momento, mas da forma exata que está construída. A reforma também é urgente, na visão de Caetano, sob pena de mais para frente ser preciso cortar até os benefícios vigentes, como fizeram Portugal e Grécia.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que foi aprovada em comissão especial da Câmara dos Deputados em maio deste ano já era uma versão suavizada do que o governo queria. A nova reforma que agora será encaminhada ao Congresso enxugou ainda mais as propostas, mantendo aposentadorias rurais e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao salário mínimo. Esse formato permite que o governo sustente o discurso de que a reforma atingirá “o andar de cima”, e “os mais ricos”.

“Da forma como está o relatório da emenda aglutinativa, ainda é possível manter a aposentadoria rural [sem mudanças], desde que alterados os outros pontos. Mas caso venha a sofrer outras alterações, aí sim pode ter discussão, retomada de discussão da Previdência Rural. Nesta administração a proposta é essa”, afirmou Caetano. Na proposta inicial do governo, a idade mínima para o trabalhador rural se aposentar seria de 65 anos, tendo contribuído por pelo menos 25 anos. Os deputados aprovaram 60 anos para homens e 57 para mulheres, com 15 anos de contribuição.

No modelo atual, Caetano afirma que a reforma permite que o próximo presidente não precise enfrentar novamente o desgaste de se fazer uma reforma na aposentadoria. “Se outra administração vier com proposta distinta, é questão da agenda da outra administração. Nós vemos essa reforma como suficiente para a próxima administração não ter necessidade [de fazer reforma]”, avalia.

Segue ao Congresso agora uma proposta que reúne pontos aprovados pelo Congresso, mas deixando de lado parte das mudanças. Nesse novo pacote, a elevação da idade mínima de aposentadoria para os servidores (mesmo os que estão na ativa, mas ingressaram antes de 2003 no serviço público) foi mantida, e o tempo mínimo de contribuição para se aposentar foi elevado a 25 anos (dez a mais do que o trabalhador comum).

Mesmo essa versão light da reforma deve postergar a necessidade de novos ajustes na Previdência por “algumas décadas”, afirmou o secretário. “Como há uma dinâmica demográfica em que o país envelhece muito rapidamente, é possível que no futuro outros debates de reforma da Previdência sejam feitos. Com essa reforma, do jeito que está, é possível manter por alguns anos, ou algumas décadas, um equilíbrio nas contas públicas”, afirmou.

Ninguém mexe em direitos adquiridos

Também está se criando a regra para as aposentadorias de parlamentares, que passam a seguir as mesmas regras do Regime Geral, com idade mínima de 62 (mulheres) e 65 anos (homens) e contribuição mínima de 15 anos. O maior salário que um parlamentar poderá receber será o teto do INSS (R$ 5,5 mil).

Porém, tanto no caso dos servidores públicos como no dos parlamentares, o governo preferiu continuar não mexendo nos direitos adquiridos. Os servidores que já se aposentaram e continuam recebendo na aposentadoria seu último salário, com direito a reajustes iguais aos trabalhadores da ativa de sua carreira, manterão esses benefícios. Para os parlamentares, as regras mais duras valerão para quem ainda não foi eleito, e quem já está no Congresso seguirá com a regra velha, a depender de alguns ajustes de transição.

No caso dos servidores municipais e estaduais, o secretário relembra que a PEC define que mudanças adicionais poderão ser feitas, por lei ou regulamentação. Está em vigor a medida provisória 808, que aumenta a contribuição previdenciária dos servidores federais de 11% para 14%. Segundo a PEC da reforma previdenciária, se algum ente da federação quiser fazer alteração em seu regime, poderá fazer no prazo de 180 dias após a aprovação, por lei própria ou regulamentação, visando reduzir os déficits.

“Se demorarmos, podemos ter de fazer como Portugal e Grécia”

O secretário defende que neste momento não foi preciso alterar esses benefícios, que são direitos adquiridos. Mas chamou atenção para a urgência da reforma da Previdência, mesmo que em versão light. Sem ação agora, pode ser necessário cortar de quem já recebe aposentadoria.

“Ainda temos espaço e tempo no Brasil para fazer uma reforma que respeite os direitos adquiridos. Se prorrogarmos ainda mais a reforma da Previdência, vai chegar algum momento em que nem isso teremos como respeitar e teremos de fazer algo como Portugal e Grécia, de cortar o valor do próprio benefício”, afirmou Caetano.

Caso seja aprovada a reforma enxuta como está sendo articulado agora, teremos apenas 60% da economia prevista com o pagamento dos benefícios previdenciários, em comparação à reforma inicial. Mesmo assim, é importante se aprovar o texto mais benevolente neste momento, avalia Caetano, com reflexos favoráveis para toda a economia brasileira.

Os parlamentares agora terão de retomar o debate da nova proposta, que traz em 25 páginas as definições da reforma. Além de deixar de fora o trabalhador rural e o BPC, a proposta reduziu para 15 anos o tempo mínimo de contribuição para poder se aposentar (neste caso, o trabalhador que atingir a idade mínima de 65 ou 62 anos terá direito a somente 60% do valor máximo pago pela Previdência).

Para o secretário, o novo formato da reforma deve ser aprovado. Ele afirma estar otimista e vendo crescimento no total de votos favoráveis à reforma. “Agora é liderar um trabalho político, de convencimento, para que tenhamos os votos necessários para a aprovação”, afirma.

Danilo Gentili desnuda o politicamente correto, a censura, o feminismo seletivo e o 'mimimi' em geral

“Há um grande faz-de-conta nacional de que Lula não sabe quem é essa turma
O Antagonista

José Roberto Guzzo liga os pontos na Veja.com entre a roubalheira no Rio de Janeiro e Lula. 

Leia o seguinte trecho da sua coluna:

“É como se o Rio de Janeiro tivesse se transformado num hospício, onde os loucos assumiram a direção e passaram a governar (e roubar) o resto da populaçãoO curioso, mais uma vez, é que quando a gente olha mais de perto, sempre aparece junto com essa gente a mesma cara de sempre – sim, ele próprio, em pessoa, o ex-presidente Lula. Tornou-se quase inevitável. Pegue-se, ao acaso, um acusado, preso ou condenado por roubalheira grossa: Lula está sempre grudado com ele. É Renan Calheiros. É Jader Barbalho. É Geddel e os seus 51 milhões. É Michel Temer. É Antonio Palocci, e mais Joesley, e mais Ike Batista, e mais as gangues dos partidos da “base aliada”. 
Agora é a vez do Rio. São fotos, vídeos e gravações de Lula com o sub mundo carioca, e ainda por cima com Dilma, jurando-se amor eterno e “parceria” mútua. Lula, em discurso filmado, aparece dizendo que é “um dever moral, ético e político” votar em Sérgio Cabral. Em outro vídeo, agradece “a coragem de Jair Picciani” – enquanto Cabral diz que é indispensável a união dele próprio, de Lula e do mesmo Picciani para salvar o Rio de Janeiro. Quanto aos Garotinhos, melhor nem falar. Só pode ser tudo pinga da mesma pipa, é óbvio, mas há um grande faz-de-conta nacional de que Lula nem sabe quem é essa turma. O que se sabe, com certeza, é que até Al Capone ficaria incomodado em sua companhia.”
Pai é preso suspeito de estuprar e prostituir filha em feiras livres
ParaibaOnLine
Um pai foi preso suspeito de estuprar a filha de 13 anos e de prostituí-la em feiras livres pelo valor de R$ 10,00 na zona rural de Sossego, no Curimataú paraibano.

A prisão foi realizada nessa quarta-feira (22) e o caso foi descoberto pelo Conselho Tutelar da cidade, após a irmã da vítima ter mencionado na escola que a irmã mais velha “namorava” com o pai. Uma professora ouviu o relato e comunicou aos conselheiros tutelares, que acionaram a Polícia Civil.

O homem suspeito tem 47 anos e é agricultor. Ele foi preso na casa onde mora com a família, no sítio Caiçara.

Em depoimento à polícia, a vítima relatou que o pai a estuprava e a levava para feiras nos municípios vizinhos, onde a obrigava a fazer sexo com outros homens por R$ 10, enquanto ele ficava bebendo.

A garota de 13 anos disse ainda que no dia em que foi preso, o pai dela a estuprou dentro da própria casa.

O agricultor negou todas as acusações. Ele foi levado para a carceragem da delegacia de Polícia Civil de Barra de Santa Rosa e seria encaminhado para a cadeia pública de Esperança ainda na manhã desta quinta-feira (23). A Polícia Civil investiga o caso.
Por que intelectuais defenderam o nazismo e o comunismo?
A Mente Imprudente, do cientista político americano Mark Lilla, dedica-se a compreender as razões que levaram alguns dos maiores intelectuais europeus do século 20 a se dedicar a ideologias de massa da época, como o comunismo e o nazi-fascismo
Flávio Gordon* especial para a Gazeta do Povo 

No Górgias, um dos mais importantes diálogos de Platão, somos apresentados à indigesta figura de Cálicles, político ambicioso nascido na ilha de Egina, cuja imoderada defesa da lei do mais forte até hoje parece inspirar os apóstolos da Realpolitik. Manifestando seu agressivo desdém pela investigação socrática acerca da natureza da justiça, o sofista afirma que o sucesso de uma empreitada basta para lhe conferir valor moral, sendo a força, no fim das contas, o fundamento do justo. 

A certa altura do diálogo, Cálicles descreve a filosofia como atividade talhada para jovens, não para homens feitos, caso em que passa a ser ridícula. Fazendo troça das especulações do filósofo, aponta a sua inutilidade em face daquelas situações em que só o poder arbitra, pouco importando se quem o exerce o faz ou não de maneira justa. Instando-o a deixar de lado as tolices filosóficas e se dedicar à vida prática, ele provoca Sócrates: “Agora mesmo, se alguém te detivesse ou a algum dos teus iguais, e te metesse na prisão sob o pretexto de algum crime que não houvesses cometido, terás de confessar que não saberias como haver-te, mas ficarias com vertigens e de boca aberta, sem achares o que dizer no instante de te apresentares ao tribunal, e, por mais insignificante e desprezível que fosse o teu acusador, virias a perder a vida, se lhe aprouvesse pedir para ti a pena capital”. 

Imune à malícia do interlocutor, Sócrates permanece sereno e encerra o diálogo com o mito do julgamento dos mortos, segundo o qual, após despir-se dos trajes corporais adquiridos neste mundo, a alma torna-se visível e exposta. “Quando chegares à frente do teu juiz, filho de Egina, e ele puser a mão em ti e levar-te para o julgamento”, responde o filósofo às maledicências do outro, “ficarás de boca aberta e com vertigens, tal como eu aqui”. 

Mutatis mutandis, a provocação do sofista ao filósofo lembra a que, séculos depois, os algozes de Jesus Cristo lhe dirigem ao pé da cruz: “Salva-te a ti mesmo, e desce da cruz (...) Salvou os outros, e não pode salvar-se a si mesmo” (Mc 15,30-31). Tal qual o filósofo, Jesus refreia o impulso de reagir segundo a mesma lógica do poder terreno usada por seus provocadores. Sua resposta, como a de Sócrates, aponta para uma dimensão que transcende a moldura humana da política e da guerra. Cada qual a seu modo, ambos recusam ceder às tentações daquele que, não por acaso, foi alcunhado de “o príncipe deste mundo”. 

Aquelas tentações e a dificuldade em resistir-lhes são o tema de A Mente Imprudente: os Intelectuais na Atividade Política, livro do cientista político americano Mark Lilla que acaba de sair no Brasil pela Record, 16 anos depois do lançamento original. Nele, o autor dedica-se a compreender as razões profundas que levaram alguns dos mais destacados intelectuais europeus do século 20 a se envolver na política e, desgraçadamente, emprestar o intelecto privilegiado à causa das duas grandes ideologias de massa da época, o comunismo e o nazi-fascismo. Além de Martin Heidegger, cuja reputação foi indelevelmente marcada por seu envolvimento com o regime de Hitler, situação exposta no livro pela ótica desencantada de dois de seus mais célebres ex-admiradores, Hannah Arendt (sua amante) e Karl Jaspers, também Carl Schmitt, Walter Benjamin, Alexandre Kojève, Michel Foucault e Jacques Derrida figuram como personagens do drama. 

Sendo os representantes possíveis de verdades transcendentes num mundo secularizado (daí Julien Benda tê-los descrito como os novos “clérigos”), aqueles intelectuais abdicaram dessa sua função e, fiéis à 11.ª tese marxista sobre Feuerbach, puseram-se antes a transformar o mundo que compreendê-lo. Fizeram-no alguns como numa implosão, internalizando a revolta metafísica contra o mundo. É o caso de Foucault e sua pulsão niilista pela transgressão via “experiências-limite” (com sexo, drogas e violência), que tanto influenciou suas análises moralizantes sobre os desajustados sociais e o seu nietzscheanismo suicida. Outros, como Schmitt e Kojève, entrando oficialmente na política e virando funcionários do governo (funcionário do Reich, no caso do primeiro). Outros ainda, como Heidegger e Benjamin, fundindo religião e política em versões particulares de messianismo político (nazista e comunista, respectivamente). Benjamin chegou a ser descrito pelo historiador judeu Gershom Scholem, seu amigo pessoal, como um “teólogo abandonado no reino do profano”. Segue-se, finalmente, o caso algo sui generis de Derrida, que, tendo começado na mudez política de seu combate linguístico contra o “logocentrismo”, também acabou recaindo num tipo singular de messianismo, um “messianismo estrutural” (na sua própria definição) visando a uma ideia eterna - a única não desconstruível - de justiça. Nisso, via-se como herdeiro de “um certo espírito do marxismo”, que o fazia ainda embargar-se de emoção aos primeiros compassos de A Internacional. 

O grande mérito de Mark Lilla é conseguir articular os seis ensaios biobibliográficos que compõem a obra em torno de uma mesma ideia-força, a concepção grega de Eros, abordada em suas mais variadas facetas. É por essa via que ele busca responder à pergunta central: “Que pode haver na mente humana que tornou possível a defesa intelectual da tirania no século 20?”, um fenômeno que, ao contrário da tirania propriamente dita, seria inédito na história. Se tiranos houve desde tempos imemoriais, e em toda parte, argumenta Lilla, o “intelectual filotirano” é uma criação europeia do entreguerras, período em que, justamente, para falarmos como Leszek Kolakowski, “o diabo encarnou na história”

Dedicando o epílogo àquela questão intrincada, o autor resume algumas tentativas frequentes de resposta, que apelam quer a uma história das ideias, quer a uma sociologia dos intelectuais europeus da época. Após apontar-lhes as insuficiências, opta pela mais clássica psicologia platônica, pressupondo, na esteira do filósofo, a existência de uma atração quase irresistível entre anseios intelectuais e ambições políticas, ou, em suma, entre saber e poder

Para Platão, uma mesma força psicológica pode atrair o homem tanto para a filosofia quanto para a tirania. Essa força é Eros, o amor. No Fedro, o filósofo imagina a alma humana como uma biga puxada por dois cavalos alados: um deles, nobre e bem domado, tende naturalmente, dispensando a chibata, na direção das coisas belas e verdadeiras; o outro, bruto e indomável, faz força rumo às regiões mais baixas da psique, perseguindo a cobiça e a concupiscência como se fossem um punhado de alfafa. Conforme um ou outro cavalo assuma o controle, a alma tende a quedar-se ao rés do chão ou, ao contrário, elevar-se

Eros é, pois, uma força de igual vetor capaz de rumar em sentidos opostos. Como explica Sócrates, trata-se de uma espécie de loucura prazerosa, muito difícil de controlar. E é justo na capacidade ou incapacidade de autocontrole erótico que reside a diferença entre o filósofo, cujo amor à sabedoria nunca chega ao ponto de fazê-lo perder a alma, e o tirano, cujo amor ao poder adquire a forma de paixão avassaladora e incontrolável. O filósofo é aquele que sabe domar o tirano interior, origem tanto da tirania política quanto da sua apologia intelectual. 

É digno de nota que, adepto confesso do liberalismo, Lilla tenha recorrido a Platão em seu estudo sobre a filotirania intelectual, indo na contramão de um certo senso comum acadêmico liberal que vê no pensador grego, idealizador da figura do “rei-filósofo”, o patriarca da imaginação totalitária contemporânea. Para os proponentes dessa tese (muito popularizada por Karl Popper), as três viagens que, ao longo da vida, Platão fez a Siracusa a fim de orientar os tiranos Dionísio I e Dionísio II, teriam sido a tentativa de concretização daquele seu projeto político. Desde então, a cidade siciliana tornou-se um símbolo da rendição intelectual à política. Daí que, ao retornar às aulas após o seu vergonhoso mandato como reitor nazista na universidade de Freiburg, Heidegger tenha ouvido de um colega mordaz: “De volta de Siracusa?”. 

Mas, como bem mostra Lilla, aquela é uma leitura pedestre do envolvimento de Platão com a cidade e os seus tiranos. Como se depreende da leitura de sua Carta Sétima, o dileto aluno de Sócrates decepcionara-se com a política ainda jovem, primeiro em função do governo tirânico dos Trinta de Atenas (404-403 a.C.), e depois, de forma definitiva, do regime democrático que o sucedeu, responsável pela morte de seu estimado mestre. Além de ter uma visão cética da política, considerava degradante a cultura de Siracusa, que conhecera em sua primeira viagem, ao tempo do tirano Dionísio I. Sempre reticente, foi apenas por insistência de seu discípulo Díon, de quem ouvira maravilhas sobre o pendor filosófico do novo tirano Dionísio II, que Platão concordou em retornar à cidade outras duas vezes, concluindo ao final pela impossibilidade de incutir o verdadeiro espírito filosófico naquele sujeito arrogante, espécie de precursor do déspota esclarecido iluminista, que da vida intelectual extraíra apenas um “verniz de opiniões superficiais”, e que tentara cooptar Platão “por meio de distinções e presentes de dinheiro”. 

Lilla argumenta que, ao contrário do que sugerem os críticos mais apressados, a ideia do “rei-filósofo” nunca foi um projeto político. Trata-se, antes, de um tipo ideal no sentido weberiano, ou de raciocínio por absurdo. Diferente de alguns intelectuais contemporâneos, que, como o filósofo americano Jason Brennan, propõem exatamente isto, Platão não entretinha qualquer utopia totalitária ou epistemocrática. O propósito de seu híbrido conceitual é incitar os interlocutores a imaginar a dissolução dos termos componentes, rei e filósofo, que se seguiria necessariamente à sua fusão. Afinal, um rei-filósofo, se existisse, não seria plenamente nem uma coisa nem outra. Portanto, a proposta platônica não é a de uma identificação completa do intelectual com o político, mas tampouco a de sua total disjunção. Trata-se, em vez disso, da sugestão de um compromisso entre a ordem interna da alma, especialidade do filósofo, e a boa ordem da sociedade, dever do governante justo. 

Se, nos diálogos platônicos, o tirano aparece como a imagem invertida do filósofo, em A Mente Imprudente os intelectuais filotiranos aparecem como a imagem invertida de Platão. Lilla faz da solidez espiritual deste último o termo de contraste para melhor ressaltar a fraqueza (demasiado humana!) daqueles. Enquanto Platão, autoconsciente da necessidade de controlar o seu Eros, resiste às tentações de Siracusa, Heidegger, Foucault e companhia cedem ao canto de sereia das ideologias de massa e dos modernos Dionísios, que apelam à sua vaidade, onipotência e superestimado senso de justiça. 

Num país como o Brasil, em que tantos professores e estudantes universitários, cujas almas o cavalo xucro já arrastou para a lama, creem-se plenamente capazes de fazer um mundo melhor, o livro de Mark Lilla ganha contornos de urgência. Se, decerto, não será lido por aqueles, deve, contudo, ser lido por nós, para que nos protejamos dos efeitos nocivos de inteligências corrompidas.

(*) Flávio Gordon é antropólogo e autor do livro A Corrupção da Inteligência
Josias de Souza
O Brasil aprecia tanto as piadas que tem uma como Tribunal de Contas da União. A última do TCU é uma investigação interna sobre tráfico de influência no próprio tribunal. Apurou-se denúncia feita pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, dono da Construtora UTC. Delator da Lava Jato, ele disse que pagou propinas ao advogado Thiago Cedraz em troca de decisões favoráveis à sua empresa numa fiscalização sobre as obras da usina nuclear de Angra 3. O caso ganhou as manchetes em 2015.

De acordo com o empreiteiro, Thiago Cedraz lhe garantiu acesso a dois ministros do TCU: o pai dele, Haroldo Cedraz, e o atual presidente do tribunal, Raimundo Carrero. Inquérito da Polícia Federal concluiu: havia “indícios suficientes de que a articulação buscada por Ricardo Pessoa através de Thiago Cedraz surtiu efeito, quando analisados a dinâmica do andamento processual na corte de contas e o comportamento dos ministros Aroldo Cedraz e Raimundo Carreiro”.

Relator da investigação interna do TCU, o ministro José Múcio Monteiro concluiu o contrário. Mandou o caso para o arquivo por considerar que “não há indícios mínimos, sequer de evidências de autoria e materialidade de envolvimento de autoridade e servidores do Tribunal de Contas em suposto tráfico de influência ou acesso privilegiado a dados e informações do TCU por advogados vinculados ao escritório Cedraz & Tourinho Dantas”.

A peça redigida por Múcio, um ex-deputado do PTB pernambucano, ex-ministro de Lula, ganha ares de anedota no trecho que informa sobre a falta de condições do TCU para se auto-investigar. A coisa fica realmente hilária na passagem em que o ministro registra a inexistência de registros telefônicos ou mesmo de entrada das pessoas no prédio do TCU.

Quer dizer: o TCU levou quase dois anos para concluir que os gabinetes de seus ministros não registram os telefonemas e sua portaria não sabe quem passou pela catraca. Quem lê o texto de Múcio fica tentado a gargalhar ao verificar que o ministro deixou entreaberta uma porta para a reabertura do caso na hipótese de surgimento de fatos novos. A providência é bastante conveniente, pois há um inquérito sobre o caso tramitando no Supremo Tribunal Federal.

Ouvidos, os ministros negam tudo. Dizem desconhecer o empreiteiro Ricardo Pessoa. Se o relator José Múcio aprofundasse um pouco mais sua sindicância, talvez descobrisse que os colegas Cedraz e Carreiro não conhecem direito nem a si próprios. Levam sustos frequentes defronte do espelho.

As manchetes do jornal Correio da Bahia


Na capa do jornal Lance: Mengão no sufoco, mas com vitória


A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


Na capa d'O Globo


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

FolhadeSãoPaulo: Maioria do Supremo defende limitação do foro privilegiado

Globo: Maioria do STF limita foro, mas Toffoli adia decisão

Extra: Transição da Previdência vai até 2042

Estadão: Arrecadação federal cresce 9,9% no mês e alivia contas

ValorEconômico: Pesquisa mostra Huck como presidenciável mais mais bem avaliado

ZeroHora: Rio Grande do Sul paga preço alto por maquiar dados sobre gastos com pessoal

EstadodeMinas: Maioria do STF vota por restringir o foro privilegiado de deputados e senadores

CorreioBraziliense: Assaltos a ônibus levam o terror a rodovias do DF

CorreiodaBahia: Uma em cada cinco mulheres em Salvador já foi agredida

JornaldoCommercio: Governo tenta votos para a Previdência

DiáriodoNordeste: Educação básica do Ceará é a melhor do Nordeste

CorreiodaParaíba: STF restringe foro privilegiado

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Robinho é condenado a 9 anos de prisão por violência sexual
Segundo jornais italianos, atacante do Atlético-MG teria cometido "violência sexual em grupo" contra uma jovem albanesa em 2013, quando atuava pelo Milan
Veja.com

A nona seção do Tribunal de Milão condenou o atacante Robinho, do Atlético-MG, a nove anos de prisão por “violência sexual em grupo” contra uma jovem albanesa de 22 anos, segundo informações de diversos diários italianos, como o La Gazzetta Dello Sport. O crime teria ocorrido em uma boate da cidade italiana, em 22 janeiro de 2013. Na época, Robinho atuava pelo Milan. Como a sentença foi dada em primeira instância, ainda cabe recurso.

Além de Robinho, mais cinco pessoas são acusadas de participação no suposto abuso. Uma delas, identificada como Ricardo Falco, amigo do atacante, também foi condenada a nove anos de cadeia. Os outros quatro réus não foram rastreados pela Justiça, que suspendeu o processo contra eles.

O procurador do caso, Stefano Ammendola, havia pedido uma pena de 10 anos de prisão para o jogador do Atlético-MG. Os condenados também deverão ressarcir a jovem em 60.000 euros (230.000 reais).

De acordo com o depoimento da vítima, ela já conhecia Robinho e alguns de seus amigos e estava com o grupo e duas amigas no Sio Cafe, em Milão, para uma festa de aniversário. Em determinado momento, segundo a albanesa, suas amigas foram embora e Robinho levou a esposa para casa.

Os réus então teriam oferecido bebida à vítima até “deixá-la inconsciente e incapaz de se opor”. Na reconstrução elaborada pela Procuradoria, o grupo levou a jovem para o guarda-volumes da boate e, se aproveitando de seu estado, manteve “múltiplas e consecutivas relações sexuais com ela”.

Durante o julgamento, a defesa afirmou que não há nenhuma prova de que a albanesa não tenha consentido com a relação nem de que ela tenha ingerido bebidas alcoólicas a ponto de ficar em “condições de inferioridade física e psíquica”.

Esta é a segunda acusação de estupro enfrentada pelo jogador com passagem pela seleção brasileira. Investigado em 2009, na Inglaterra, depois que uma mulher disse ter sido violentada por ele numa casa noturna da cidade de Leeds, o jogador, que na época defendia o Manchester City, foi inocentado naquela ocasião.

Jogador nega

Em 2014, Robinho chegou a divulgar um vídeo no canal do Santos chamando a acusação de “triste e mentirosa” e ameaçou processar a imprensa italiana por publicar informações “mentirosas”. Na ocasião, o jogador disse que nem sequer conhecia a garota que realizou a denúncia.

Nesta quinta-feira, o jogador voltou a se defender por meio das redes sociais e disse não ter qualquer participação no episódio”. “Todas as providências legais já estão sendo tomadas acerca desta decisão em primeira instância”, afirma a nota.
Narrativas de reforma da Previdência
Rubens Penha Cisne - BlogdoNoblat

Imagine uma sociedade na qual há três contribuintes para cada beneficiário no sistema da Previdência. E que cada contribuinte contribua com 15% da sua renda. Se todos são iguais e ganham R$ 100 quando na ativa, então o equilíbrio orçamentário do sistema implicará uma aposentadoria de R$ 45 (= 3 X 15). De fato, os três contribuintes gerarão R$ 15 cada um, sendo tais recursos alocados para o beneficiário (aposentado). Em termos de médias, este é o caso dos Estados Unidos.

Suponha que uma reforma da Previdência aumente a idade mínima de aposentadoria. E que isto faça a razão entre contribuintes e beneficiários aumentar de três para quatro. Pode-se agora manter a contribuição de 15% do salário da ativa e elevar o salário de aposentadoria de R$ 45 para R$ 60 (= 4 X 15). Alternativamente, pode-se manter o salário de aposentadoria em R$ 45 e reduzir a alíquota de contribuição dos mais jovens de 15% para 11,25% (= 45/4).

Indo na direção oposta, suponha que seja mantida a idade mínima para aposentadoria, mas que a população envelheça. E que isto reduza a razão inicial entre contribuintes e beneficiários de três para dois. Neste caso, manter a contribuição de 15% do salário da ativa implica reduzir o salário de aposentadoria de R$ 45 para R$ 30 (= 2 X 15). Alternativamente, manter o salário de aposentadoria em R$ 45 implica elevar a contribuição dos mais jovens de 15% para 22,5% (= 45/2).

Baseados nestes efeitos contrários sobre o equilíbrio orçamentário do sistema previdenciário, muitos países têm elevado a idade mínima de aposentadoria para compensar a queda na taxa de nascimentos e o envelhecimento da população.

Nos exemplos acima, é fácil restabelecer a neutralidade distributiva entre os mais velhos e os mais jovens quando a população envelhece. Basta elevar a idade mínima de aposentadoria que permita à razão entre contribuintes e beneficiários manter-se constante e igual a 3. Isto permite manter constante (igual a R$ 45) o salário de aposentadoria recebido pelos mais velhos. Sem que tal fato implique em aumento do percentual de contribuição dos mais jovens.

Politicamente, a questão é muito mais complicada do que fazem sugerir esses exemplos. A política não se rege por médias, mas sim por casos individuais. A narrativa apenas fiscal não tem força política suficiente para a geração de reformas. Dois simples números, receita e despesa, não conseguem se contrapor a um exército de anseios e emoções. O ponto, naturalmente, é tão mais forte quanto mais socialmente heterogêneo o país.

A narrativa que motiva é a de “correção de injustiças”. Ainda que haja alguns candidatos mais ou menos óbvios para a chamada “redução de privilégios”, nesta seara estarão sempre presente prós e contras de toda ordem. Alguns, em particular, defenderão uma maior aposentadoria como forma de compensar assimetrias ao longo da carreira.

Um problema inerente a esse processo político é que os mais jovens ficam sempre subrepresentados. Muitos ainda nem nasceram. Ou já nasceram, mas ainda não votam. Se a narrativa é de correção de injustiças esta, de caráter intertemporal, deve também vir à tona.

Tomemos, para exemplificar, apenas o INSS. Neste, tem-se hoje em dia algo em torno de 2,15 contribuintes por beneficiário, e uma alíquota efetiva de contribuição sobre a folha salarial da ordem de 28,7%. O equilíbrio atuarial do sistema levaria, na média, a um salário de aposentadoria em torno de 61,7% (= 2,15 X 28,7) do salário da ativa (na prática, há complementação de receitas por impostos que elevam tal percentual a algo em torno de 82,5% do salário da ativa).

Com o envelhecimento da população e na ausência de reformas, apenas para manter o salário de aposentadoria de 61,7%, as alíquotas de contribuição efetiva passam dos 28,7% hoje em dia existentes para algo em torno de 32,3% em 2020, 36,7% em 2025 e 41% em 2030.

Observe-se que tais alíquotas serão ainda acrescidas do Imposto de Renda. Frente a tais circunstâncias, muitos jovens poderão no futuro optar por trabalhar menos, trabalhar no setor informal, ou mesmo emigrar para outras economias. Em qualquer caso, com menos contribuintes, aumentam ainda mais as alíquotas previdenciárias daqueles que decidem permanecer no país e trabalhar no setor formal.
Reforma da Previdência (Foto: Agência O Globo)

Excerto da reportagem de capa da Revista Veja

Os novos ricos da Lava Jato
Operação produz uma nova casta de milionários: os advogados criminalistas pagos a peso de ouro para livrar das grades os poderosos acusados de corrupção
Ullisses Campbell - Veja
Advogado capa VEJA-2558

Algumas das marcas que a Lava Jato registrou até agora dificilmente serão superadas tão cedo. Na lista de milionários que a operação transformou em réus estão integrantes de duas das dez famílias mais ricas do Brasil. Somados, o patrimônio dos Odebrecht e dos Batista superam 8 bilhões de dólares. Estão, também, cinco donos e presidentes das maiores empreiteiras do país, cujo faturamento total representa mais de 26% de todo o dinheiro movimentado pela construção civil no Brasil. Estão, por fim, 37 políticos aparentemente muito bem remunerados pelos serviços ilicitamente prestados, tanto que o montante de propinas pago a parlamentares e agentes públicos pelas empresas envolvidas no petrolão já bateu na casa dos 10 bilhões de reais.

A essa fieira de cifras superlativas, outra se junta agora. Ao longo dos três anos de duração da maior operação anticorrupção do Brasil, o cortejo de ricos que desfilou pelas barras dos tribunais não deixou lá apenas a inocência. Uma parte de sua fortuna ficou por ali também — mais especificamente no bolso dos advogados contratados para defendê-los. Antes da Lava Jato, eram cerca de quarenta as grandes bancas de criminalistas do país, concentradas sobretudo em São Paulo e no Rio. Hoje, esse número dobrou. O novo mercado abrange Brasília e Curitiba e emprega uma rede de mais de 1.200 profissionais, que inclui desde o recém-formado encarregado de ir à penitenciária só para levar roupa lavada ao encarcerado vip até os defensores que não protocolam uma petição em tribunais superiores por menos de 1 milhão de reais. Poderosos entre os poderosos, esses supercriminalistas têm em torno de 40 anos, vêm de faculdades fora do eixo tradicional e já cobram entre 5 milhões e 8 milhões de reais por causa — pouco abaixo dos 10 milhões dos advogados da velha-guarda.

Aos 34 anos, Ticiano Figueiredo é um dos novos ricos. Em sua carteira de clientes figuram nomes como o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os empresários Joesley e Wesley Batista. Pouco mais de dez anos atrás, Figueiredo alternava o curso de direito na Universidade de Brasília com o trabalho de promoter de festas na capital federal. Morava em um apartamento de paredes finas no bairro de classe média do Sudoeste, em Brasília, e tinha um Ford Fiesta na garagem. Hoje, vive em uma casa de 5.000 metros quadrados no Lago Sul, dirige um SUV da montadora Jaguar e comemora vitórias profissionais com brindes de Château Pétrus (era dia claro ainda quando, numa quinta-feira de outubro, ele e seu sócio abriram uma garrafa do tinto bordelês, safra 1973, comprado em leilão por 9.000 reais, para comemorar a aceitação do pedido de desbloqueio na Justiça de 60 milhões de reais dos irmãos Batista).
Maioria do STF vota para restringir foro privilegiado 
JOTA

A maioria do Supremo Tribunal de Federal votou nesta quinta-feira (23/11) para limitar o alcance do foro privilegiado para deputados e senadores.

Seis ministros defendem que é possível fazer uma interpretação restritiva da Constituição para deixar na corte apenas investigações de crimes cometidos no exercício do cargo e que digam respeito ao desempenho da função. A tese foi proposta pelo relator, ministro Luís Roberto Barroso, seguido por Rosa Weber, Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Luiz Fux.

O ministro Alexandre de Moraes também defende a restrição do foro privilegiado, mas com outro alcance. Para o ministro, cabe ao Supremo investigar somente deputados e senadores que praticaram crimes durante o exercício do mandato, portanto, a competência da Corte seria apenas para infrações penais comuns que surjam após a diplomação do político para o cargo. O ministro propôs, ainda, que permaneçam na Corte ações de políticos sobre crimes não ligados ao mandato.

Ainda faltam quatros votos, mas há indicações de que o julgamento será suspenso por um novo pedido de vista.

Ministros avaliam que essa tese de Barroso deve diminuir 90% dos processos contra políticos que tramitam na Corte atualmente – são 531 processos, sendo 435 inquéritos e 96 ações penais, sendo que, na Lava Jato, são investigados 32 senadores, 66 deputados, 6 ministros e ainda o presidente Michel Temer.

Atualmente, 37 mil autoridades no país têm prerrogativa de foro em diversas esferas. No STF, por exemplo, são processados e julgados, em tese, mais de 800 agentes – incluindo presidente, vice, 513 deputados, 81 senadores, os atuais 28 ministros de Estado e ainda os 3 comandantes militares, os 90 ministros dos tribunais superiores, 138 chefes de missão diplomática e integrantes do Tribunal de Contas da União.

Na sessão desta quinta, Moraes divergiu em parte do relator, que sugeriu o foro apenas para crimes cometidos durante o mandato e relativos ao exercício da função: “Entendo que o foro se aplica a todas infrações penais comuns praticadas por detentores de mandatos eletivos a partir da sua diplomação”. “”A Constituição é clara ao estabelecer que cabe ao STF processar e julgar originariamente presidente, vice, membros do congresso, ministros e procurador-geral da Republica que cometerem infração penal comum, concordemos ou não com o foro privilegiado”, diz Moraes.

O ministro Gilmar Mendes ainda não votou, mas ele fez um aparte na fala de Moraes e fez críticas à Justiça de primeiro grau, para onde irão os processos caso a restrição do foro se concretize. “”Temos um quadro extremamente caótico no funcionamento da Justiça criminal e não há nenhum projeto de reforma dessa área. O problema não está só no tema do foro privilegiado”.

Moraes também sugeriu mudanças nas regras de conexão que levam co-réus ao STF por terem cometidos crime em conjunto com detentores de mandatos. “Proponho que não se aplique mais hipóteses de continência e conexão, somente sendo extensível quando o fato for único e indivisível, o que levaria à anulação da Súmula 704″, disse.

A súmula citada é de 2003, e diz o seguinte: “Não viola as garantias do juiz natural, da ampla defesa e do devido processo legal a atração por continência ou conexão do processo do co-réu ao foro por prerrogativa de função de um dos denunciados”.

O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, seguiu a linha do relator. “O foro protege crimes ocorridos após a diplomação do agente público. Para os demais casos, vale a regra do juiz natural, a competência é fixada no momento que o ato é praticado. E a prerrogativa do foro perdura até o término do mandato, isso porque, como o STF já decidiu quando cancelou a súmula 394, há previsão de prerrogativa para aqueles que deixaram a função”.

Para o ministro Luiz Fux, é necessária a mutação constitucional para que o STF julgue apenas ilícitos cometidos durante o cargo e referente ao exercício dele.

Barroso entende que é possível aplicar a teoria da mutação constitucional em sentido técnico, que decorre da releitura interpretativa da Constituição sem alteração formal de seu texto, para mudar de entendimento. Barroso sustentou que a alteração da realidade fática justifica uma mudança de interpretação: “Quando o foro foi concebido, ninguém imaginou que houvesse perante a corte constitucional mais de 500 processos de natureza criminal envolvendo mais de um terço do Congresso Nacional. É uma realidade que nunca ninguém cogitou”.

O ministro também propôs como linha de corte para fixar a competência na análise de processos contra autoridade a fase de alegações finais, quando as partes são chamadas a se manifestar pela última vez depois do encerramento da fase de produção de provas.

A discussão no Supremo se dá em uma questão de ordem levantada por Barroso na ação penal 937 contra o prefeito de Cabo Frio, Marquinhos Mendes (PMDB-RJ). O caso chamou atenção pelas diversas mudanças de competência para julgar o réu — ele começou a ser julgado em 2013 no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, mas, em poucos anos, foi deputado federal, prefeito e também ficou sem mandato, gerando um vaivém do processo por diferentes instâncias.
Advogados fazem protesto para reclamar de falta de juízes no Sertão da PB
Manifestações ocorreram nas cidades de Sousa, Pombal e Cajazeiras, nesta quinta-feira (23).
G1 PB
Advogados do Sertão paraibano fazem protesto por mais juízes na região (Foto: Beto Silva/TV Paraíba)

Advogados das cidades de Sousa, Cajazeiras e Pombal, no Sertão paraibano, fizeram uma manifestação nesta quinta-feira (23), em frente aos fóruns judiciais de cada cidade para reivindicar que a justiça envie mais juízes para estas comarcas.

Na cidade de Sousa, por exemplo, os advogados destacam que são apenas três juízes para três comarcas. Em Cajazeiras existem três varas e apenas dois juízes. Já na cidade em Pombal tem apenas um juiz que responde por duas varas de justiça.

A pouca quantidade de juízes, segundo os manifestantes, atrapalha o trabalho dos advogados. “Na verdade há um prejuízo muito grande porque sem juiz não tem como despachar processo, sentenciar, apreciar liminares. Então aqueles que buscam o poder judicial, não terão, porque não há juízes”, disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, na cidade de Sousa, Lincon Abrantes.

O presidente também destacou que a Organização das Nações Unidas (ONU), recomenda que a cada 100 mil habitantes atuem sete juízes. Lincon Abrantes destacou que ocorre uma má distribuição de juízes no estado. “Campina Grande tem quase 500 mil habitantes, então era pra ter 35 juízes, mas tem 52. Em João Pessoa são 811 mil habitantes, então deveria ter 56 juízes, mas tem 103. Enquanto isso, no Sertão falta juízes”, disse ele.
Dupla armada assalta loja no Centro de João Pessoa e câmeras de segurança registram ação
PolêmicaParaíba
Um assalto a uma loja de calçados localizada no Centro da cidade de João Pessoa durante a manhã desta quinta-feira (23), deixou clientes assustados. Dois homens armados chegaram ao local e um deles foi até o caixa enquanto o outro esperava em uma moto.

Segundo informações, o acusado do assalto pegou o dinheiro do caixa e ainda se dirigiu até o escritório da loja, provavelmente em busca do cofre. Os assaltantes conseguiram fugir levando R$ 1.800 em dinheiro.

Toda a ação foi flagrada por câmeras de segurança instaladas no local. As imagens registradas devem ser utilizadas na investigação do caso. A loja estava cheia no momento do assalto e alguns clientes chegaram a fugir com medo.

Os vascaínos gostam de curtir com os flamenguistas...

Sugestão de Aristóteles, no Grupo Amigos de Cajazeiras, no Whatsapp
Como o Paraguai destrói toda a argumentação desarmamentista usada no Brasil
Bene Barbosa - Ilisp

Quando usamos EUA, Suíça e Finlândia como exemplos de países muito mais armados do que o Brasil, onde a legislação para posse e porte de armas é bastante liberal e a taxa de homicídio é muito menor do que a brasileira, a crítica recorrente é que não podemos comparar países desenvolvidos com o Brasil. Podemos sim! Essa comparação prova que o “fator arma” não é a variável responsável pelos crime. Mas, uma legislação menos restritiva em um país pobre e menos desenvolvido como o Brasil seria um problema ou não? O exemplo paraguaio pode nos responder isso.

Quando falamos em Paraguai, os brasileiros fazem quase sempre a imediata associação com à Ciudad Del Este, tráfico de drogas e armas, contrabando e falsificações. Essa é a imagem que foi criada e repassada para nós durante décadas. Outra associação quase imediata é o oba-oba no que diz respeito às armas. Um pais sem lei onde qualquer um compra armas e, não raramente, essas armas vão abastecer o mercado ilegal brasileiro… Será mesmo?

Comecemos falando de armas. A legislação paraguaia é realmente uma das menos restritivas da América do Sul, muito semelhante à brasileira antes do malfadado Estatuto do Desarmamento. Qualquer cidadão paraguaio para comprar uma arma, bastando apresentar cópia de identidade, certidão de antecedentes criminais (uma única, emitida pela Policia Nacional) e realizar um teste técnico de conhecimento básico. O trâmite demora em torno de 10 a 15 dias e não há qualquer discricionariedade envolvida. Não há limite de quantidade de armas. Não há restrição de calibres e, apresentando o registro da arma, o cidadão pode comprar quanta munição seu dinheiro permitir. A idade mínima é de 21 anos. O porte requer um laudo psicológico e o preenchimento de uma requisição. O cidadão pode ter o porte para duas armas, sendo ambas curtas ou uma curta e uma longa. Sim, você pode portar uma espingarda calibre 12 ou um fuzil em calibre .308. A anistia para armas irregulares é permanente e basta que o cidadão requeira o registro após o pagamento de uma pequena “multa”.

E a criminalidade? Bom, em 2002 o Paraguai enfrentou a sua mais alta taxa de homicídios: 24,63 homicídios por 100 mil habitantes. Hoje, o país tem a terceira menor taxa de homicídios (7,98) da América do Sul, perdendo apenas para o Chile (2,97) e o Uruguai (7,81). Lembrando que o Uruguai é o pais mais armado da América Latina.

Evolução do índice de homicídios no Brasil desarmamentista

Evolução do índice de homicídios no Paraguai armamentista

Essa taxa seria ainda menor se eles não fossem vizinhos do… Brasil! Sim, é na fronteira com o Brasil que as taxas de homicídios explodem e jogam para cima as taxas nacionais. Na faixa fronteiriça com o Brasil os números assustam. São 66 homicídios por 100 mil habitantes. Vizinho problema. E esse vizinho problema, com sua fracassada política desarmamentista, também causou estragos na liberdade à posse de armas naquele país. Foi graças às enormes pressões comerciais e políticas brasileiras, vidas pelas mãos do Ministério da Justiça, que o governo paraguaio acabou, em 2010, aceitando restringir a venda de armas “de assalto”. Hoje não é mais possível comprar legalmente armas como AR-15 ou AK-47, mesmo no diminuto calibre .22LR. Enquanto isso, contrabandistas internacionais continuam inundando nossos criminosos com esse tipo de armamento. De nada, amigos paraguaios!

Paraguai – Índice de homicídios por região

O Paraguai ainda possui uma das economias mais frágeis da América do Sul, com um IDH de 0,676, considerado médio e bem abaixo do Brasil. Mais de 30% da sua população está situada abaixo da linha da pobreza e sua taxa de desemprego é de quase 7%, o que enterra, mais uma vez, a ideia que o desenvolvimento humano e econômico é um fator decisivo para a redução da criminalidade. O vizinho Paraguai também vai vencendo o Brasil na economia, que melhora ano após ano desde 2010. Independente da evolução econômica, os homicídios estão em queda no Paraguai desde 2003.

Mas como o Paraguai conseguiu reduzir a criminalidade? Pode parecer difícil de acreditar para a maioria dos nossos políticos, mas foi combatendo… o crime! Integração das instituições policiais e judiciárias, investimentos nas polícias e, principalmente, a criação de uma força tarefa para fazer cumprir milhares de mandados de prisão. Enquanto isso, o Brasil segue brincando de segurança pública, impondo o desarmamento civil e assistindo milhares de assassinatos todos os anos. É 7 a 1 todo dia. E, se bobear, esse gol para o Brasil foi dado de lambuja pelo adversário.
Presidente do Movimento Viva Brasil, co-autor do livro “Mentiram para Mim sobre o Desarmamento” e especialista em segurança pública

É não, é?

Sugestão de Cristina, no grupo Amigos de Cajazeiras, no WhatsApp
Mugabe e seus colegas fizeram da África a Venezuela do século 20
Leandro Narloch - Folha de São Paulo
Quando brasileiros escolarizados refletem sobre as causas da miséria da África subsaariana, costumam repetir em coro que "as potências europeias, ao criarem fronteiras artificiais que não respeitavam divisões tribais, criaram golpes e guerras civis no continente". Robert Mugabe, que renunciou nesta terça-feira (21) à Presidência do Zimbábue, mostra que esse lugar-comum do Enem não dá conta de toda a explicação.

Certamente o imperialismo europeu tem sua culpa. Mas o que esculhambou mesmo a África foram algumas ideias europeias –ideias erradas que inspiraram revolucionários e intelectuais.

Mugabe é um dos últimos exemplos do ativista africano intelectualizado e marxista, com frequência formado em ciências humanas em universidades europeias, que ao chegar ao poder deixou seu país ainda mais miserável que na época do domínio europeu.

Influenciados pelo leninismo, os ativistas africanos dos anos 1960 acreditavam que uma vanguarda de intelectuais redentores deveria guiar as massas rumo à revolução.

"Essa superioridade moral os colocou acima da prestação de contas com o povo", escreveu o cientista político etíope Messay Kebede. Foi assim que intelectuais se converteram tão facilmente em ditadores. (Um retrato magnífico do clima intelectual daquela época está no romance "Uma Curva no Rio", de V.S. Naipaul, Nobel de Literatura de 2001.)

Mugabe conheceu o marxismo na África do Sul, onde se formou em história e literatura inglesa. Seu grande inspirador foi Nkrumah, o primeiro líder político da Gana recém-independente. Formado em filosofia na University College London, capa da revista "Time" em 1953, Nkrumah encarnava o otimismo do "wind of change" que soprava pela África.

Durou pouco esse otimismo. Nkrumah fechou Gana ao comércio internacional, aumentou impostos sobre os produtores de cacau para financiar projetos de modernização (como uma companhia aérea estatal), transformou o superavit do país em deficit, proibiu partidos políticos e usou a Justiça para perseguir opositores.

Na Tanzânia, o primeiro-ministro Julius Nyerere, formado em economia na Universidade de Edimburgo, confiscou bancos, fazendas e companhias estrangeiras. Queimou vilarejos para forçar a população a trabalhar em fazendas coletivas que, claro, não deram certo. Grande exportador de comida em 1960, a Tanzânia se tornou o maior importador na década seguinte.

Zimbábue, Tanzânia, Moçambique, Quênia, Etiópia, República Democrática do Congo, Senegal, Uganda e diversos outros países africanos passaram por uma sequência de eventos muito parecida. Envolveu ditadores socialistas, confisco de propriedades, fuga de capitais, crise fiscal, hiperinflação, desabastecimento, crises de fome, emigração e perseguição de opositores.

A tragédia que a Venezuela vive atualmente segue esse mesmo roteiro –por enquanto, com consequências mais brandas que no Zimbábue de Robert Mugabe.

Cunha Rolim 'arrochando' o nó em Campina Grande. Veja o vídeo.


Operação Campina Segura de vento em popa. Com guarnições fixas e uma volante composta por um trio ou quarteto da Rotam, apoiados por uma guarnição tática, faz varredura com abordagens dentro do aglomerado de bairros que são ligados pela via onde se encontra a blitz fixa (formato martelo e bigorna).

Às vezes acontece...

A BATALHA DE ITARARÉ
O ex-presidente FHC ainda se diverte quando lembra o dia em que destacou o embaixador Júlio César Gomes dos Santos para atuar como mediador da crise Peru-Equador. “Engalanado e investido de poderes plenipotenciários” – recordou-se FHC, divertido, papeando com amigo – ele não pôde cumprir a missão: acabou protagonizando uma autêntica Batalha de Itararé – aquela que não houve.

Ao desembarcar, foi acometido de uma diarréia que durou cinco dias.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


No jornal Meia Hora: a galera na cadeia!


Na capa d'O Globo


Os destaques do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros nesta quinta-feira

FolhadeSãoPaulo: Acusado de arrecadar Caixa 2, casal Garotinho é preso

Globo: Unidos pela Lava-Jato: Justiça põe todos os governadores do Rio eleitos desde 1998 na cadeia

Extra: Todos juntos de novo [na cadeia]

Estadão: Aprovação a Huck dispara e atinge 60%, mostra pesquisa

ValorEconômico: Previdência tem quatro mudanças

ZeroHora: Grêmio: a um empate do Tri

EstadodeMinas: Enfim, uma vitória de Minas no Congresso

CorreioBraziliense: Teto de aposentadoria vai ser igual para todos

CorreiodaBahia: Ufba reforça segurança após ameaça a professora

DiáriodePernambuco: Mudanças para aprovar a Previdência

DiáriodoNordeste: Aposentadoria integral requer 40 anos de contribuição

CorreiodaParaíba: Até 40 anos de contribuição

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Jovem de 26 anos morre vítima de descarga elétrica em Cajazeiras, quando trabalhava fazendo artesanato
A jovem Jéssica Sousa Corró, de 26 anos e mãe de cinco filhos, morreu no início da noite desta quarta-feira, dia 22 de novembro, vítima de uma descarga elétrica, quando produzia artesanato para vender e sustentar a família.

Segundo informações, ela manuseava uma ferramenta, quando sofreu a descarga e mesmo sendo socorrida para o HRC por uma equipe dos Bombeiros, não resistiu enquanto era atendida pelos médicos

A jovem morava na Rua Cristalino Pereira, no bairro de Capoeiras, setor sul de Cajazeiras, e era mãe de 5 filhos. A família ao saber da morte entrou em choque.

O corpo está no Necrotério de Cajazeiras e caso não tenha um laudo deverá ser encaminhado ao NUMOL de Patos.
QUENTE: Bandido, ladrão e idiota foram acusações entre Zé Aldemir e Carlos Antonio em grupo de WhatsApp
Na noite dessa terça-feira (21), acusações mútuas entre os políticos estremeceu o “Jornalismo Cajazeiras”, que é um grupo de Whatsapp com 249 participantes.
Por Luzia de Sousa - DiáriodoSertão
O clima entre Carlos Antonio e Zé Aldemir era de muito amor 

Os ânimos na política de Cajazeiras continuam exaltados com as últimas declarações do ex-aliado do prefeito de Cajazeiras, o médico e ex-prefeito Carlos Antonio (DEM). Na noite dessa terça-feira (21), acusações mútuas entre os políticos, que há pouco tempo mantinham relação de muito “amor” estremeceu o “Jornalismo Cajazeiras”, que é um grupo de Whatsapp com 249 participantes.

Tudo começou quando José Aldemir (PP) criticou duramente uma advogada, que faz parte do grupo político de Carlos Antonio, sendo rebatido por ela, onde postou que não entendia a “agressão gratuita” do prefeito contra sua pessoa.

Discussões e ameaças entre eles prosseguiram e em um determinado momento Zé Aldemir postou: “Amiga estou apenas usando o princípio do contraditório. Vc de forma sutil já me agrediu tanto atendendo o Ego do seu patrão bandido que nem precisa falar que tu sabe quem é. Basta tu se lembrar em dois processos quem está condenado a 16 anos de prisão e quem recebeu a Polícia Federal em casa”, escreveu o gestor o que teria sido em referência a Carlos Antonio.

Em resposta ao prefeito, Carlos Antonio voltou a acusar Zé Aldemir de chefe de organização criminosa e envolveu o nome do irmão do gestor cajazeirense em supostas condenações judiciais.

Zé Aldemir não deixou passar em branco e escreveu: “No caso aqui condenado é vc mesmo CA”, e mais adiante tachou o ex-aliado de “idiota”, quando Carlos Antonio o acusou de desviar recursos públicos. “Roubou apenas o VIAP da assembleia legislativa”, acusou o ex-prefeito.

Para nossa reflexão. E tem espaço para muito mais. O vídeo, inclusive, está publicado no You Tube.

Absurdo! Vídeo mostra menino de 12 anos beijando 'namorado' na boca
A música de 'parabéns pra você'' também é diferente. ''Muitos anos de vida!!! É pic? é pic?, é rol? é rol? é rol? no seu c?''
Fábio Barbosa - Cofemac
Um vídeo se tornou viral durante a madruga desta quarta-feira (22/11) nas redes sociais. Na imagem aparece um menino de 12 anos beijando seu namorado de 14. Tudo durante o ''parabéns'' da festa de aniversário.

A decoração da festa é simples, porém com a temática ''Pabllo Vittar'', no vídeo aparece um bolo com a foto da drag e também fotos de Vittar colada na parede ao Fundo. O registro gerou diversas discussões nas redes.

A música de ''parabéns pra você'' também é diferente. ''Muitos anos de vida!!! É pica?é pica?, é rola? é rola? é rola? no seu cu?''

TV Cidade - SBT

Os jovens parecem estar rodeados por amigos e familiares, veja o vídeo:
Relator da PEC do ‘fim do foro’ comemora vitória
O Antagonista

Efraim Filho, relator na Comissão e Constituição e Justiça da Câmara da PEC do fim do foro privilegiado, celebrou a aprovação da proposta na CCJ.

Em conversa com O Antagonista, o deputado do DEM da Paraíba se disse confiante. “Com a vigilância da sociedade, o apoio da opinião pública e da mídia, nós vamos conseguir fazer o convencimento da maioria do Congresso, como foi [na Lei da] Ficha Limpa.”

A PEC ainda tem de passar por uma comissão de mérito antes de ir à votação em plenário.

Clique abaixo para assistir à conversa de Efraim com o repórter Diego Amorim.
Deputado Efraim Filho comemora aprovação da PEC do "fim do foro" na CCJ