quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Jornal Olé emociona com capa sobre tragédia com Chapecoense
Do UOL, em São Paulo

Conhecido por sua irreverência, o jornal argentino "Olé" recebeu elogios nas redes sociais por sua escolha de capa para a edição desta quarta-feira relativa ao acidente de avião sofrido pela delegação da Chapecoense na última segunda-feira.

Com uma imagem personalizada de alguns dos destaques da equipe recebendo, em vez de uma medalha, uma auréola ao chegarem no céu, o jornal comoveu internautas que fizeram muitos elogios à escolha. O time viajava para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. 

Abaixo da manchete "Championcoense", o Olé escreve: "No melhor momento de sua vida, a Chapecoense se deparou com a morte em uma tragédia aérea que comoveu o mundo: 71 mortos e 5 sobreviventes que estão lutando. O futebol está de luto". Vale lembrar que são seis, e não cinco sobreviventes.
TRAGÉDIA
Piloto de outro avião acompanhou diálogo dramático entre voo da Chapecoense e torre
Tripulação de voo da Lamia pediu prioridade no pouso, mas não teve permissão

71 pessoas morreram na maior tragédia do futebol brasileiro após avião cair na Colômbia

A imprensa colombiana - “Rádio Caracol” e site “El Espectador” – noticia relato de um piloto de avião que viajava próximo ao voo da Chapecoense e diz ter ouvido a conversa entre o piloto e a torre de controle do aeroporto de Medellín.

O piloto trabalha para a Avianca. Segundo ele, a tripulação do voo da Lamia pediu prioridade para o pouso. “Solicitamos prioridade para proceder, solicitamos prioridade para proceder ao localizador, temos problemas de combustível”, teria dito o piloto que levava a delegação da Chapecoense.

O pouso foi negado porque um avião da VivaColômbia também enfrentou dificuldades. “Temos um problema. Temos um avião aterrissando de emergência. Não pode proceder”, disse a controladora.

Em seguida, o piloto que comandava o voo da Chapecoense informou pane elétrica e decretou emergência. Como não estava autorizado a pousar, o piloto da Lamia ficou sobrevoando nas proximidade de Medellín.

“Agora temos uma falha elétrica, temos uma total falha elétrica”, disse o piloto. 

Segundo relatos, outros dois aviões também estavam esperando para pousar no mesmo aeroporto.

Algum tempo depois de anunciar emergência, o avião da Chapecoense caiu. 71 pessoas morreram na maior tragédia do futebol brasileiro.
CARROS VOLTAM A SER FINANCIADOS, MAS PREJUÍZO PODE CHEGAR AOS R$ 400 MILHÕES
Érico Fabres
PortalCorreio

Apesar de o Detran-PB ter aprovado um retorno da Cetip por dois meses para a regularização do sistema de gravames na sexta-feira, prometendo retorno dos financiamentos imediatamente, a situação foi resolvida somente nessa terça-feira (29), no final da tarde. Com isso, quem estava tentando comprar veículos de forma parcelada, já pode fazê-lo normalmente. O vice-presidente da Fenabrave-PB, José Carneiro, afirma que a perda superou os R$ 200 milhões de 7 a 18 de novembro, sendo R$ 30 milhões só de ICMS, valores que podem ter dobrado até essa terça.

Antes da normalização do sistema, ele havia reclamado da demora. "A nossa paciência dentro dos limites da legalidade está se esgotando. Esperamos que o sistema volte a funcionar o mais rápido possível, porque as empresas e seus colaboradores não podem continuar com as grandes perdas atuais que, lamentavelmente, são irrecuperáveis", disse Carneiro. Ele lembrou que os trabalhadores do setor tinham ato de protesto programado para a última sexta-feira, que foi suspenso diante do anúncio do acordo com o Detran-PB.

De acordo com Paulo Guedes, presidente da Fenabrave-PB, a Cetip informou que a comunicação com o Detran-PB foi restabelecida na terça-feira, mas os testes não haviam concluídos com sucesso, o que só aconteceu no final da tarde de ontem.

Nada como a liberdade...

Grafiteiro cubano é preso por comemorar morte de Fidel
A coragem do artista é admirável. Em 2014, ele escreveu os nomes Raúl e Fidel na pele de dois porcos e foi preso antes de soltá-los
Veja.com

Grafite de El Sexto nas ruas de Havana, em Cuba (Duda Teixeira/VEJA.com)

Assim que soube da morte de Fidel Castro, Danilo Maldonado saiu e escreveu “se foi” em uma parede perto do hotel Habana Libre, o antigo Hilton, de onde Fidel comandou a revolução nos primeiros anos. Ao lado, colocou seu nome artístico: “El Sexto”. Em seguida, foi preso.

El Sexto escolheu esse nome em uma referência aos cinco espiões cubanos que foram condenados pela Justiça nos Estados Unidos e depois, soltos com a reaproximação feita por Barack Obama. Durante anos, o quinteto foi elevado à condição de heróis nacionais pelo regime castrista e por alguns ingênuos úteis no resto do mundo. A ousadia de Maldonado foi desafiar a todos e se autoproclamar “El Sexto”. Nos seus grafites, ele ainda imitava a assinatura de Fidel Castro. No final da linha, inseria uma estrela.

O dissidente também estampava seu próprio rosto nas imagens que faz nos prédios de Havana, o que obviamente só lhe trouxe problemas.

A coragem de El Sexto é admirável. Em 2014, ele escreveu os nomes Raúl e Fidel na pele de dois porcos. Colocou os bichos no porta-malas do carro e, quando estava indo a um parque para soltá-los, um policial o parou. Passou dez meses no cárcere. Detalhe interessante: os animais, que poderiam ser usados como prova para condená-lo, acabaram sendo comidos pelos burocratas cubanos.

Entre os grafites que El Sexto fez por Havana está um que traz uma imagem de uma líder do movimento Damas de Blanco, que luta pela soltura dos presos políticos. “Laura Pollán Presente”, diz a mensagem.

El Sexto segue, assim, a mesma trajetória de outros artistas que, a cada nova prisão, ficaram mais maduros e tornaram suas obras mais políticas e mais aguerridas. Outro exemplo na mesma linha seria o do grupo de punk rock “Porno para Ricardo”. A banda, contudo, já não consegue se apresentar na ilha. A polícia de Estado não deixa que divulguem ou realizem shows.

Pela internet, outros dissidentes têm feito campanha pedindo a libertação do artista. Com o luto por Fidel, contudo, o Partido Comunista está ainda mais inseguro e as chances de El Sexto ganhar a liberdade são pequenas.

Grafite de El Sexto nas ruas de Havana, em Cuba (Duda Teixeira/VEJA.com)
Aborto até o terceiro mês não é crime, decide turma do Supremo
REYNALDO TUROLLO JR
Folha de São Paulo

O plenário do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

A maioria da primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) firmou o entendimento, nesta terça-feira (29), de que praticar aborto nos três primeiros meses de gestação não é crime. Votaram dessa forma os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Edson Fachin.

A decisão é sobre um caso específico, em um habeas corpus que revogou a prisão preventiva de cinco pessoas que trabalhavam numa clínica clandestina de aborto em Duque de Caxias (RJ), mas pode ser considerada um passo à frente na descriminalização do ato, desde que no início da gravidez.

Embora a decisão tenha se dado em um caso específico, outros magistrados, de outras instâncias, poderão, a seu critério, adotar o entendimento da primeira turma do STF.

O relator, ministro Marco Aurélio, já havia concedido liminar em 2014 para soltar os cinco médicos e funcionários da clínica fluminense. Seu fundamento era que não existiam os requisitos legais para a prisão preventiva (como ameaça à ordem pública e risco à investigação e à aplicação da lei). Nesse processo, nenhuma mulher que praticou aborto na clínica foi denunciada.

Em agosto deste ano, quando foi a julgamento o mérito do habeas corpus, Barroso pediu vista. Em seu voto, nesta terça, ele concordou com a revogação das prisões pelos motivos apontados por Marco Aurélio, mas trouxe um segundo fundamento. Para ele, os artigos do Código Penal que criminalizam o aborto no primeiro trimestre de gestação violam direitos fundamentais da mulher.

As violações são, segundo o voto de Barroso, à autonomia da mulher, à sua integridade física e psíquica, a seus direitos sexuais e reprodutivos e à igualdade de gênero. "Na medida em que é a mulher que suporta o ônus integral da gravidez, e que o homem não engravida, somente haverá igualdade plena se a ela for reconhecido o direito de decidir acerca da sua manutenção ou não", escreveu o ministro sobre o direito à igualdade de gênero.

Pega o boi, cabra mole!

Nota de repúdio à vaquejada causa desconforto com Conselhos Regionais de Veterinária
Pedro de Carvalho 
Veja.com


Climão

Os Conselhos Regionais de Veterinária estão enfurecidos com o presidente do Conselho Federal, Benedito Fortes, que publicou nota de repúdio às vaquejadas sem consultá-los.

Além de se manifestarem publicamente a favor da prática – 16 conselhos já o fizeram –, eles apoiam uma ação que corre no Tribunal Federal Regional da 1ª Região que pede o afastamento do presidente do cargo.

Danilo Gentile comentando a cobertura 'porca' que o Catraca Livre fez da tragédia com o avião do Chapecoense.



Vítima em acidente, Mário Sérgio aliou brilho a polêmicas na carreira
Folha de São Paulo


Habilidoso e rebelde, Mário Sérgio Pontes de Paiva marcou seu nome na história do futebol brasileiro.

O carioca de 66 anos, que estava no avião que levava a delegação da Chapecoense à Colômbia e caiu nesta terça-feira (29), passou por 13 equipes como jogador -teve duas passagens pelo Internacional; sua carreira nos gramados foi de 1969 a 1987.

Ele também disputou oito partidas pela seleção brasileira. Como técnico, comandou 11 times, o último deles em 2010, o Ceará.

Desde 2012, o ex-jogador atuava como comentarista do canal Fox Sports, pelo qual cobriria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Ele teria contrato com a emissora até a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Muito habilidoso, Mário Sérgio era apelidado de "Vesgo" enquanto jogava, por sua capacidade de dar passes precisos para um lado enquanto dirigia o olhar para outro.

Foi um dos principais meias de sua geração e teve como seu auge o título brasileiro invicto de 1979 pelo Internacional, ao lado de Falcão e Batista. Pelo arquirrival colorado, o Grêmio, também conquistou outro título importantíssimo: o Mundial Interclubes de 1983, em vitória sobre o Hamburgo.


Muitas vezes, seu talento só perdia para o temperamento forte e a indisciplina. Foi o estilo rebelde que o afastou da seleção brasileira, pela qual atuou poucas vezes. Mário Sérgio fez parte da preparação da seleção brasileira para a Copa de 1982, porém acabou desligado da equipe no último corte antes do torneio.

Um dos episódios que ajudaram a cunhar sua fama se deu quando defendia o São Paulo. Em 1979, deu tiros para o alto com um revólver para afugentar torcedores do São José que tentavam atrapalhar a concentração da equipe tricolor antes de uma partida no Vale do Paraíba.

Segundo Mário Sérgio, as balas eram de festim. Depois, ele se disse arrependido do que fez. Não havia mais o que pudesse fazer para apagar, porém: estava decretada sua alcunha de "Rei do Gatilho".

O meia era viciado em corridas de cavalo. Enquanto defendia o Internacional, ficou famosa uma ida relâmpago ao Jóquei Clube de Porto Alegre depois de partida contra o São Paulo.

Mário Sérgio costumava dizer que atletas são como cavalos e precisam ser bem tratados para terem desempenhos desejados. Na sua passagem pelo Palmeiras, foi pego em exame antidoping pelo uso de anfetamina. Foi suspenso por 90 dias. Toda a controvérsia em torno de sua carreira não apagou a admiração de outros ídolos do esporte.

Falcão ajudou a levar Mário para o Inter que marcou época no final da década 1970. "Além da capacidade técnica, foi uma liderança importante para aquele time de 1979. Tecnicamente, foi o melhor jogador que eu vi. Era um absurdo o que ele fazia com a bola", disse.

"A tragédia em si é muito forte. Ali não morrem só as pessoas, morrem sonhos. Sonhos de uma geração de jogadores. No caso da Chape, era para ser campeão da Sul-Americana, o maior momento da história do clube. É inexplicável", complementou.

Um dos maiores nomes da história da seleção brasileira fez coro. "Como jogador, foi um dos craques da história do futebol brasileiro. Irreverente, de personalidade forte e habilidade própria, que deixa um legado de muita qualidade. E quero deixar meus sentimentos para ele e todos do esporte brasileiro", afirmou Jairzinho, o artilheiro do Brasil na Copa de 1970. "Hoje é um dia que o coração está chorando."

Como técnico, Mário Sérgio obteve sucesso no início da década de 1990. Em 1993, por exemplo, quase levou o Corinthians à final do Campeonato Brasileiro. Em 1998, foi diretor de esportes do banco Excel Econômico, então patrocinador do Corinthians.

Mário Sérgio deixa a mulher, Mara, e o filho Felipe.

Mas foi fruto do trabalho, 'num foi'? Quem disse que só tem pobre em Cuba?

Editora Humanas
Senado aprova em 1º turno PEC que limita gastos públicos federais
DÉBORA ÁLVARES
LAÍS ALEGRETTI
Folha de São Paulo


O Senado aprovou nesta terça-feira (29), em primeiro turno, a chamada PEC do teto de gastos, que limita, por 20 anos, as despesas do governo à inflação oficial dos 12 meses anteriores.

Prioridade do governo Michel Temer no Congresso em 2016, o texto recebeu 61 votos favoráveis e 14 contrários.

Por se tratar de PEC, a proposta precisava ser avalizada por, pelo menos, 49 dos 81 senadores —três quintos do total. A medida passará por segundo turno, previsto para 13 de dezembro, a tempo de ser promulgada ainda neste ano.

O resultado foi aquém das expectativas do Palácio do Planalto, que havia colocado como meta um apoio de 62 a 65 dos 81 senadores.

A intenção era mostrar que a demissão de Geddel Vieira Lima, ex-articulador político de Temer, não interferiu na capacidade do Planalto de aprovar medidas no Congresso.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já havia dito que não votaria. Também não registraram voto: Jorge Viana (PT-AC), Roberto Requião (PMDB-PR), Romário (PSB-RJ), Telmário Mota (PDT-RR) e Virgínio de Carvalho (PSC-SE).

Depois do agravamento da crise política com as acusações contra o presidente Michel Temer, o governo está empenhado em promover avanço nas reformas econômicas para tirar atenção do desgaste político.

A proposta de emenda à Constituição restringe as despesas do governo ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) dos 12 meses anteriores e tem duração de duas décadas, com possibilidade de mudança na forma de limitar os gastos a partir do décimo ano.

Para saúde e educação, a correção do piso dos gastos só valerá a partir de 2018. Ou seja, o ano base levado em conta para cálculo do quanto poderá ser gasto a mais será 2017, quando se espera que a receita seja mais alta que em 2016.

Além disso, o texto estabelece que a base de cálculo do piso da saúde em 2017 seja de 15% da receita líquida.

A oposição tentou alterar a proposta com emendas e destaques. Queriam retirar as menções a saúde e educação; garantir que, aprovada, a PEC fosse submetida a referendo popular; e limitar as despesas com o pagamento de juros pelo governo.

Todas as mudanças, contudo, foram rejeitadas. Dessa forma, o texto final segue o mesmo já avalizado pelos deputados em dois turnos.

Foram mais de sete horas de discussão. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, comandante da pasta alvo das maiores polêmicas da PEC, acompanhou a votação do texto base no plenário.

Para o senador José Agripino (RN), o presidente do DEM, Michel Temer quer consertar os problemas da economia. "Ele tem um desejo só: ele quer consertar a economia do Brasil. Ele não se incomoda de pagar o preço da impopularidade. [...] Nada mais impopular do que poupar", afirmou.

Líder do governo no Senado, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que o Brasil vive situação "extremamente grave", com a maior crise econômica em 120 anos.

"Desde o início da década de 1990 —é bom que se diga, para que meus amigos do PT não digam que nós estamos apenas querendo crucificá-los—, nenhum governo conseguiu reduzir a despesa primária do governo central com porcentagem do PIB. Os gastos do governo crescem automaticamente."
Ana Paula “do Vôlei” falou mais verdades sobre Fidel Castro do que a maioria dos jornalistas
Implicante


“Quantas vezes não levamos as cubanas para comprar pasta de dente, sabonete, shampoo, aspirina…”

Apesar de ser uma estrela do esporte, Ana Paula Henkel tem uma atuação política bem firme nas redes sociais. Tanto que “Ana Paula do Vôlei” aproveitou a morte de Fidel Castro para destacar os absurdos que as adversárias cubanas enfrentavam na ditadura comunista.

A rivalidade das quadras não era refletida do lado de fora. E havia um clima de solidariedade para com as vítimas de Castro. Abaixo, segue um resumo publicado pela atleta nos últimos dias:

“[Estava] aqui lembrando as barbaridades que as cubanas nos contavam sobre Fidel. Uma delas? Ele ficava com 100% da premiação delas de todos os torneios.

Quantas vezes não levamos as cubanas para comprar pasta de dente, sabonete, shampoo, aspirina… E elas ainda tinham que esconder tudo para entrar em Cuba.

Ouvi de uma bicampeã olímpica cubana com muitos títulos mundiais: “Trocaria toda a minha glória esportiva por uma chance de viver feliz longe de Cuba.”

Ler que atletas gostavam de Fidel é balela. As cubanas nos contavam que tinham que falar bem dele, não havia escolha. Temiam por suas famílias. O sucesso no esporte era uma maneira de fugir da miséria cubana. Pediam asilo político quando podiam e quantas não fizeram com medo de represália com a família?”

O perfil dela vale ser seguido.

Seria tão bom, Cajazeiras...

Por que Sorocaba avançou como cidade empreendedora
MARIANA MISSIAGGIA
DiáriodoComércio

A abertura de 80 startups nos últimos anos se deve à mão de obra qualificada, boa infraestrutura, formação de grupos de negócios e ao parque tecnológico (na foto)

Apontada como uma das dez cidades mais favoráveis ao empreendedorismo no País, Sorocaba, a 100 quilômetros de São Paulo, quer também ser reconhecida como a melhor em inovação tecnológica do Estado.

Disputando espaço com capitais como São Paulo e Florianópolis, Sorocaba subiu sete posições no último ranking divulgado pela Endeavor, que mapeia 32 municípios brasileiros.

Para formular essa lista, sete quesitos são considerados: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação,capital humano e cultura empreendedora.

No que diz respeito a mercado e infraestrutura, a cidade parece ter feito a lição de casa, ocupando o primeiro e segundo lugar da lista, respectivamente.

SOROCABA ESTÁ NO TOPO DO QUESITO MERCADO, SEGUNDO A LISTA DA ENDEAVOR

Uma pesquisa da Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, divulgada em junho, revela que a renda média familiar dos sorocabanos é de R$ 5.159,00.

Esse valor é 32% superior à renda média nacional, de R$ 3.900, e também maior que nas cidades próximas às capitais, em torno de R$ 4.982, de acordo com o estudo comparativo.

Em razão do poder aquisitivo de sua população, Sorocaba tem recebido muitos investimentos nos últimos anos, como a chegada da Toyota, que tem ajudado a fortalecer as exportações na região. Alguns dos segmentos de maior expansão são o de supermercados e o de franquias.

Outro destaque diz respeito à infraestrutura da cidade, que atravessa um processo de modernização para manter sua atratividade.

Há dois anos, a secretaria de `Planejamento e Gestão investe em um projeto chamado de Infovia, tendo por base o Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTI) da Prefeitura, cujo objetivo é permitir uma comunicação mais rápida e segura entre as unidades municipais -o que facilita o acesso dos cidadãos aos serviços.

Na prática, trata-se de uma rede formada por 270 quilômetros de fibra óptica interligando todos os órgãos públicos. 

O sistema possibilita maior velocidade na transmissão de dados e informações de uma série de serviços públicos, como o videomonitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) e de operação do trânsito, conexão à internet das unidades de saúde, lousas digitais para as escolas municipais, internet pública, e agendamento para os atendimentos e serviços municipais.

O prefeito Antônio Carlos Pannunzio (PSDB) afirma que o diálogo entre o poder público municipal, as universidades e o setor empresarial é o principal responsável pelo bom posicionamento de Sorocaba no levantamento da Endeavor.

"Os segmentos se uniram ainda mais com a implantação e consolidação do Parque Tecnológico de Sorocaba", diz Pannunzio.

Em capital humano e inovação, Sorocaba desponta entre as 15 melhores colocadas. Já em ambiente regulatório, acesso a capital e cultura empreendedora, a cidade mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido.


Considerado a principal deficiência da cidade, o indicador ambiente regulatório envolve o tempo de abertura de empresas nas cidades analisadas, o tempo de regularização de imóveis, além do custo dos impostos e das obrigações tributárias.

De acordo com o estudo, o tempo de abertura de empresas em Sorocaba é de 107 dias e de 94 para a regularização de imóveis comerciais.

Geraldo Almeida, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, explica, no entanto, que essa morosidade corresponde somente à abertura de empresas de alto risco, que demandam autorizações de outros órgãos estaduais, caso da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

Já para empresas de baixo risco, Almeida afirma que o prazo máximo é de dois dias. O secretário também reconhece que é preciso maior esforço do poder público para melhorar os impostos municipais, como o ISS (Imposto sobre serviço de qualquer natureza).

A análise de João Silva Moura Neto, economista e professor da Esamc (Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação de Sorocaba) reforça os argumentos do secretário.

Para o economista, a característica que torna a cidade mais favorável aos negócios é o fato de se assemelhar à capital paulista no que diz respeito à estrutura econômica bem diversificada.

Moura Neto explica que, apesar de Sorocaba ter uma predominância industrial, ela não se delimita a um setor especifico, diferente de outras cidades do interior com vocação determinante, como, por exemplo, para indústria aeronáutica ou automobilística.

Outra observação do acadêmico é de que o movimento causado pela crise dentro das grandes empresas, fazendo com que elas reduzam quadro e atividades, acaba por gerar maior diversificação de fornecedores.

Ou seja, abrindo cada vez mais espaço e fazendo com que o pequeno empresário tenha mais facilidade de acesso a novos negócios.

FAB LAB FACENS, EM SOROCABA, É O PRIMEIRO FORA DE CAPITAIS

A formação de mão de obra procedente de universidades como Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e de outras instituições privadas também tornam Sorocaba atraente aos olhos de empresários e investidores.

O Fab Lab Facens , um laboratório de produção digital pertencente à rede mundial Fab Lab, criada pelo MIT - Massachusetts Institute of Technology, foi inaugurado em 2015 com o objetivo de facilitar a prototipagem de ideias, sem custos e aberto ao público em geral.

No espaço estudantes, educadores, empresas, profissionais, inventores, curiosos e especialistas podem adquirir conhecimento, trocar experiências e utilizar os equipamentos para materializar seus projetos.

O COMEÇO DE TUDO

Quando Felipe Maia Lo Sardo, 27 anos, estava prestes a se formar na faculdade de engenharia, em Sorocaba, o ambiente empreendedor era bem diferente do que se vê hoje em dia.

Alheio aos estágios ou à contratação em uma multinacional como costuma desejar um recém-formado, Lo Sardo queria aplicar seu aprendizado em um negócio próprio.

Na companhia de três amigos, fundou uma plataforma para otimizar o check-in e check-out de redes hoteleiras.

EQUIPE DA GOOMER: UMA DAS STARTUPS PIONEIRAS DE SOROCABA

Depois de muitos altos e baixos, o engenheiro preferiu deixar a sociedade para criar uma nova startup, a Goomer – uma espécie de cardápio digital para bares, restaurantes e hotéis.

Envolvido com o universo das startups há mais de seis anos, Lo Sardo explica que foi um dos primeiros a explorar uma cidade completamente avessa ao empreendedorismo.

O excesso de burocracia, as dificuldades para atrair investidores e a escassez de recursos para novos empreendedores foram algumas das dificuldades.

"Não conhecíamos nenhuma startup, nem sabíamos por onde começar. Aos poucos, abrimos o caminho para esse movimento na cidade".

Hoje, a Goomer, fundada em 2014, é uma das mais representativas da região com crescimento médio mensal de 19,8% e faturamento de R$ 500 mil.

À medida que foram surgindo novas empresas, alguns grupos e iniciativas também começaram a ser criados na cidade.

Um deles, o Startup Sorocaba nasceu com a meta de mapear as startups locais e saber o que essas empresas faziam e quem eram os empreendedores por trás dessas ideias.

Além de aproximar projetos e empreendedores, a Startup Sorocaba conseguiu colocar a cidade na rota da inovação mundial por ter recebido ações nacionais e internacionais de incentivo ao empreendedorismo e tecnologia, de acordo com Danielle Vieira, uma das fundadoras da iniciativa.

Startup Weekend (programa de incentivo para desenvolvimento de novos negócios), Technovation Challenge (maior competição de tecnologia do mundo para mulheres de 10 a 18 anos) e o Acelera Startup, competição promovida pelo CIESP/FIESP são alguns dos eventos que a cidade sediou.

DANIELLE, UMA DAS FUNDADORAS DO STARTUP SOROCABA

Em 2014, o projeto foi eleito como uma das dez iniciativas que mais contribuíram para o ecossistema de empreendedorismo brasileiro em 2014, em uma votação realizada pelo Startupi.

Hoje, a cidade reúne cerca de 80 empresas novatas e está mais aberta a disseminar a cultura empreendedora, incentivando conexões e negócios inovadores. Assim como o Startup Sorocaba, surgiram outros grupos na região com objetivos semelhantes.

"O Startup Sorocaba serve como exemplo para comunidades iniciantes por todo o Brasil, mostrando que a união das pessoas pode fazer a diferença, mesmo sem ajuda financeira e do governo”, diz Danielle.
TRAGÉDIA
Polícia colombiana encerra buscas e fecha números oficiais: seis sobreviventes e 71 mortos
Número de mortos foi corrigido e desconsiderou quatro pessoas que não embarcaram

Agência Estado

A polícia de Antioquia, departamento onde caiu o voo que levava a Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, deu por encerradas as buscas na região onde se encontram os destroços da aeronave e disse ter retirado os corpos de 71 pessoas. Apenas seis sobreviveram ao acidente.

Inicialmente, a própria polícia local havia anunciado que haviam 76 mortos. Esse número foi corrigido três vezes, depois que foram localizados com vida o zagueiro Neto, da Chapecoense, e Erwin Tumiri, técnico da aeronave. O goleiro Danilo, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Agora, o número é novamente corrigido, passando a levar em consideração que quatro pessoas que estavam entre as 81 que deveriam ter embarcado na verdade não entraram na aeronave na viagem para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e continuaram no Brasil.

Assim, faleceram 19 dos 22 jogadores que a Chapecoense levava para a primeira partida da decisão. Seguem internados em hospitais da região de Medellín o zagueiro Neto, em estado crítico, o goleiro Follmann, que teve uma perna amputada, e o lateral-direito Alan Ruschel.

Da mesma forma, embarcaram 21 profissionais de imprensa, dos quais apenas um sobreviveu: o jornalista Rafael Henzel, da Rádio Oeste Capital. Entre as vítimas estão seis profissionais da Fox Sports, entre eles o comentarista Mario Sérgio Pontes de Paiva, ex-jogador da seleção brasileira e campeão mundial pelo Grêmio em 1981, além de três da TV Globo.

Dos 71 mortos, apenas sete não eram brasileiros, mas bolivianos, uma vez que a companhia aérea, LaMia, originalmente originária da Venezuela, é registrada na Bolívia, de onde partiu a aeronave que caiu. Além de Tumiri, também sobreviveu a auxiliar de voo Ximena Suárez.

Incluídos na lista de passageiros divulgada inicialmente pelas autoridades colombianas, o presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, Plínio David De Nes Filho, o deputado estadual Gelson Merisio (PSD-SC), presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o jornalista Ivan Carlos Aguinoletto e o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, não estavam no avião.

A capa do jornal Estado de Minas


No jornal Lance


Na capa d'O Globo


A capa do jornal Diário de São Paulo


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

Folha: Queda do avião da Chapecoense mata 71 pessoas; 6 sobrevivem

Globo:  A tristeza é verde

Extra: Luto

Estadão: Tragédia com Chapecoense mata 71 e comove o país

ValorEconômico: Tragédia aérea enluta o futebol no mundo todo

ZeroHora: A dor da Chape

EstadodeMinas: Campeões: porque nem a morte vence os sonhos

CorreioBraziliense: Chapecoense: em algum lugar entre as estrelas...

- CorreiodaBahia: Chapecoense: quem entende?

- DiáriodePernambuco: Chapecoense: uma dor sem fronteiras

OPovo: Força Chape

CorreiodaParaíba: #forçaChape: o país do futebol de luto

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Um resumão de inúmeras homenagens à família Chapecoense em decorrência da tragédia da madrugada de hoje. Leiam o texto e vejam as imagens de solidariedade.