domingo, 31 de julho de 2016

Botafogo vence, se afasta da zona de rebaixamento e tira Palmeiras da ponta
Do UOL, em São Paulo

O Palmeiras foi derrotado e perdeu a liderança na noite deste domingo (31), na 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em noite inspirada de Neilton, que fez dois gols, o Botafogo venceu por 3 a 1, se afastou da zona de rebaixamento e deixou a primeira colocação nas mãos do Corinthians. A equipe do Palestra Itália, que perde a segunda seguida, ocupava a ponta desde a 9ª rodada. Camilo, pelo time carioca, e Erik, pelos paulistas, completaram o placar. 

Não foi o fim de semana do time alviverde. No sábado, a equipe recebeu a notícia que Fernando Prass não jogaria mais em 2016 por uma nova lesão no cotovelo. Neste domingo, jogou mal, não mostrou criatividade e ainda cometeu erros que normalmente não são vistos. Para piorar, viu Corinthians e Santos vencerem e fica na 3ª colocação, com 32 pontos, um atrás do arquirrival. O Grêmio, que também poderia passar os palmeirenses, só empatou com o lanterna América-MG. O Botafogo, por sua vez, chega aos 20 pontos, na 14ª colocação. 

Se o torcedor palmeirense está acostumado a ver sua equipe começar de maneira arrasadora, neste domingo, foi a vez de assistir ao adversário dominando as ações. Nos primeiros 20 minutos, a equipe carioca controlou o jogo e não deu chance ao adversário. Neílton foi acionado à direita em belo lançamento de Lindoso, nas costas de Zé Roberto, e disparou sem dar chances ao lateral veterano. Com chute cruzado, ele venceu Vagner e abriu o placar. E que golaço!

Neilton infernizou a zaga alviverde no primeiro tempo. Depois de fazer o gol pela direita, ele apareceu pela esquerda e deu um drible que quase fez Jean e Edu Dracena baterem a cabeça. Depois, foi só escolher onde bateria para fazer o segundo gol do jogo. O Palmeiras, então, melhorou e criou três boas chances de gol em sequência. Sidão defendeu todas elas.

No segundo tempo, o Palmeiras melhorou com a bola nos pés. Dudu e Rafael Marques entraram para as saídas de Cleiton Xavier e Rafael Marques. Erik chegou até a acertar a bola no travessão de Sidão, mas não foi o suficiente. Apesar de ter mais domínio de bola, o time mostrou falta de criatividade e excesso de bolas aéreas, que não resultaram em nada. Erik ainda aproveitou rebote de Sidão em chute de Moisés para diminuir o placar. Se os palmeirenses tinham alguma esperança, ela acabou com Camilo, aos 41 minutos do 2º tempo, que fez gol de pênalti sofrido por Vinicius.

Nosso amigo Sales Fernandes fez 50 anos de vida e 25 de radiojornalismo. Ele merece todos os parabéns. Vejam o vídeo com muitas passagens de sua vida laboriosa.

Sales Fernandes: Bodas de Ouro de Vida  - 50 anos de vida - e Bodas de Prata de Imprensa - 25 anos de Radiojaornalismo.




Outro bloco de imagens da grande Prévia do Reencontro, em João Pessoa. O final de semana de agosto (de 26 a 28) será só de alegria conterrânea. Teremos Sexta do Se7e, Festa do Reencontro e Feijoada. Tudo no Tênis Clube, nos seus bem vividos 60 anos de idade.






















Vai sobrar para os tesoureiros petistas
Elio Gaspari
Folha de São Paulo

Há uma bomba relógio nas carceragens da Lava Jato. Depois que o marqueteiro João Santana e sua mulher detonaram a conexão das petropropinas com a caixa do PT, Dilma Rousseff tomou distância da tesouraria do partido. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, seguiu caminho semelhante. Se houve caixa dois nas suas campanhas, não passou por eles.

Pelo cheiro da brilhantina, vai sobrar para os tesoureiros do PT. João Vaccari está na cadeia desde 2015 e já foi condenado a 24 anos de cana. Seu antecessor, Paulo Ferreira foi preso em junho.

Os dois guardam o silencio das múmias, mas alguma coisa nessa história não faz sentido. Vaccari e Ferreira não têm patrimônio ou padrão de vida à altura das propinas milionárias que o PT arrecadava. Se os grandes comissários não sabiam de nada, fica uma pergunta: onde os tesoureiros puseram o dinheiro?

E ainda tá solto?

Lula culpa o Brasil
Mary Zaidan
Blog do Noblat


Fingir que não é com ele, mentir para livrar a sua cara e a sua pele são traços impressos na personalidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sempre foi assim. Desde os palanques de São Bernardo do Campo -- quando recitava palavras de ordem óbvias diante da massa e de uma ditadura que lhe era dócil --, até à quase inacreditável petição contra o Estado brasileiro que impetrou, na quinta-feira, junto à Comissão de Direitos Humanos da ONU. Uma alma narcisa que só pensa em si. Que xinga e elogia, soca e abraça por conveniência e só age na primeira pessoa.

O mesmo Lula que em 1993 escorraçou a Câmara dos Deputados afirmando que ela abrigava “300 picaretas” dedicou loas à Casa, 10 anos depois, ao receber a Suprema Distinção Legislativa: “não existe nada mais nobre que um mandato parlamentar”.

Pouco despois de se eleger em 2002, desfilou de braços dados com José Sarney, a quem já acusara de ser “grileiro”. Adulou Renan Calheiros para ficar em pé durante o processo do mensalão; bajulou Paulo Maluf – que já fora o mal em si – para eleger Fernando Haddad, o prefeito mais impopular que São Paulo já teve.

Algumas lembranças do Lula de ocasião fazem arrepiar até a esquerda cativa que ainda hoje o aplaude. Collor de Mello que o diga. A entrevista ao Bom Dia Brasil, na TV Globo, pouco antes de ser eleito presidente da República pela primeira vez, é simbólica. Ali, elogiou, em alto e bom som, os governos de Garrastazu Médici e Ernesto Geisel, que “pensavam o Brasil estrategicamente”. E discordou de bate-pronto da afirmativa do entrevistador sobre as altas taxas de inflação que os generais deixaram como herança. “Não é verdade”, assegurou.

Depois de vencer a eleição, Lula soltou ainda mais a verve. Fez do hoje condenado e preso José Dirceu o “capitão do time”, para depois puxar-lhe o tapete. Foi a público, em cadeia de rádio e TV, pedir desculpas pela traição dos seus no escândalo do mensalão, ocorrência que, meses depois, passou a negar peremptoriamente.

Quando se vê sem alternativas, escolhe a categoria de vítima, posando como perseguido da mídia e da elite. A mesma elite que lhe prestou favores pessoais e garantiu os bilhões para custear o sonho da hegemonia petista. Tudo à custa de generosas propinas nos negócios públicos.

Ainda que um pouco chamuscado, livrou-se do mensalão. E, se já podia tudo, Lula acreditou no infinito. Inventou Dilma Rousseff, enfiou-a goela abaixo do PT e dos aliados, provocando uma indigestão que nem todos os bilhões desviados de obras públicas, dos fundos de pensão e do sabe-se lá mais onde, foram suficientes para curar.

Vieram a Lava-Jato, o processo de impeachment de Dilma, a incerteza, o medo da cadeia.

O Lula que agora recorre à ONU não é mais o mesmo. Está fragilíssimo.

Por ironia da história, virou réu em Brasília – não em Curitiba -- quase que simultaneamente à sua tentativa de estender ao mundo a sua versão de mártir.

Mas suas bravatas já não ecoam. O processo que tenta impor em Genebra é um amontoado de mentiras. O cerne da peça -- o juiz Sérgio Moro age arbitrariamente para forçar delações de prisioneiros e não há tribunais para rever as sentenças – desintegrou-se em uma simples nota da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe): “O sistema processual brasileiro garante três instâncias recursais e, até o momento, menos de 4% das decisões do juiz Sérgio Moro foram reformadas”. E a tentativa de dizer que as acusações que pairam sobre si não passam de uma ação articulada de forças conservadoras para impedir a sua candidatura em 2018 beira o ridículo.

O Lula que agora recorre à ONU, seja para criar um fato novo em pré-impeachment ou facilitar uma eventual solicitação de asilo político no futuro, se mostra miúdo, debilitado, anêmico.

Ao acusar a Polícia Federal, a mesma que ele tanto elogiava durante o seu governo, e a Justiça, para a qual ele e sua sucessora indicaram 13 ministros, oito dos onze em atividade na Suprema Corte, Lula enterra-se, definitivamente, na lama.

Sua defesa age como se todas as instituições brasileiras – incluindo a imprensa, é claro -- fossem criminosas. E ele, só ele, inocente. O Lula que agora recorre à ONU é patético.
Em proposta de delação, Santana relata que Dilma sabia de tudo
Marqueteiro vai contar aos procuradores que petista não só conhecia todas as operações de caixa dois da campanha presidencial como as autorizou
Thiago Bronzatto
Veja

João Santana: o homem que construiu a imagem de Dilma Rousseff agora se prepara para fulminá-la (Rodolfo Buhrer/File Photo/Reuters)

A presidente afastada Dilma Rousseff vem ajustando seu discurso de acordo com o avanço da Lava-Jato. Há cerca de um ano, diante das acusações de que sua campanha recebera doações por fora da construtora UTC, ela afirmou: “Eu não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade (…) porque não houve”. 

De lá para cá, as negativas da petista ganharam um tom cada vez mais baixo. Há duas semanas, após o marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, admitirem ter recebido dinheiro pelo caixa dois na campanha presidencial de 2010, Dilma disse: “Não autorizei pagamento de caixa dois a ninguém. (…) Se houve, não foi com meu conhecimento”. Cinco dias depois, eis que surge outra justificativa: “Minha campanha não tem a menor responsabilidade sobre em que condições pagou-se dívida remanescente da campanha de 2010. (…) Ele (João Santana) tratou essa questão com a tesouraria do PT”

Em pouco tempo, a negativa da existência de dinheiro sujo saltou do “eu não sabia” e pousou no “a culpa é do partido”.

Em breve, Dilma terá de atualizar a versão. Em sua proposta de delação premiada feita à Procuradoria-Geral da República, João Santana e sua mulher relatam que a presidente afastada não só sabia da existência do caixa dois como aprovou as operações ilegais

Segundo o casal, Dilma conhecia detalhes do custo real da campanha e o valor que era declarado oficialmente. A diferença, de algumas dezenas de milhões de reais, vinha de empresas envolvidas no petrolão. Uma parte dos recursos, oriundos de propinas avalizadas pela petista, foi usada até para pagar despesas pessoais da presidente. Para comprovar as acusações, que constam em mais de dez capítulos chamados de “anexos”, Santana apresentará documentos. Os detalhes do acordo do marqueteiro foram tratados recentemente numa reunião realizada com integrantes da PGR. Quem leu os anexos garante: o mago do marketing petista, que ajudou a construir a imagem de Dilma, está agora armado com provas para fulminá-la.

Pensando bem...

TIROTEIO
Coluna Painel - Folha

Como Lula se acha um semideus, estranhei que tenha procurado a ONU, e não recorrido ao Vaticano, para reclamar de Sergio Moro.

DO DEPUTADO EFRAIM FILHO (DEM-PB), sobre a denúncia que o ex-presidente apresentou às Nações Unidas contra o juiz, sob suspeita de abuso de poder.

As primeiras imagens da grande festa da Prévia do Reencontro, em João Pessoa. Cajazeirenses e cajazeirados em plena confraternização.