segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Delcídio vai já, já, contar uns 'causos' à Polícia Federal e ao MPF...

Delcídio traiu confiança do PT e do governo, diz presidente do partido
Folha de São Paulo


O presidente do PT, Rui Falcão, disse nesta segunda-feira (30) que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso na semana passada sob suspeita de atrapalhar as investigações da Lava Jato, "traiu a confiança" de seu partido e do governo Dilma Rousseff.

"Todos sabemos que há uma seletividade nas investigações da Lava Jato, como também são nítidas as manobras para criminalizar o PT como instituição. [...] Nada disso, contudo, exime o senador do delito de usar seu cargo em benefício próprio, com prejuízos para o PT, o governo e o próprio País, sobretudo ao cogitar o suborno e a fuga de um criminoso que estaria colaborando com a Justiça", afirmou Falcão em sua coluna semanal publicada no site do partido.

Delcídio foi preso depois que Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de uma conversa na qual o parlamentar diz ter influência política sobre ministros do STF para tentar libertar Cerveró e organiza um plano de fuga para levá-lo à Europa.

Eita!

Família barrará tentativas de Lula e do PT de fazerem ‘ponte’ com Delcídio
Vera Magalhães
Coluna Radar

Delcídio: sem pontes com PT

A família e a defesa de Delcídio do Amaral estão decididos a barrar qualquer tentativa por parte do PT, do governo e do ex-presidente Lula de estabelecer “pontes” e tentar acalmar o senador petista, preso na semana passada na Lava Jato.

A avaliação é que “não há como consertar” o estrago causado pela nota oficial do presidente do PT, Rui Falcão, negando solidariedade ao senador horas antes de o Senado decidir se ele continuaria ou não preso.

“Qualquer tentativa de estabelecer pontes será dinamitada, e não vai nem chegar nele”, diz uma pessoa que faz parte do grupo restrito que tem acesso a Delcídio e acompanha a estratégia de defesa.

A lembrança da brincadeira é de Michelle Trindade

PT comemora três dias sem ninguém ser preso 
Sensacionalista
'Isento de verdade'


O Partido dos Trabalhadores fez uma grande festa hoje [ontem] para comemorar três dias sem ninguém ter sido preso. Houve bolo, cantoria de “guerreiro do povo brasileiro”, com a presença de Lula e Dilma.


Emocionado, Lula discursou para uma plateia que estava inflamada. “Nunca antes na história desse país isso aconteceu. Amanhã eu vou conseguir fazer na palma da minha mão o número de dias que nenhum petista recebeu a visita daquele japonês dos infernos.”

Lula estava tão empolgado que até contou um causo. “Ontem a Mariza resolveu fazer uma surpresa lá em casa e pediu um japa. Eu quase desmaiei quando o porteiro avisou que o japonês tinha chegado”.


Se a Receita Federal está inadimplente, imaginemos como não está grande parte dos lares brasileiros...

Ministério da Fazenda, em João Pessoa, tem energia cortada por falta de pagamento

Corte foi confirmado pela assessoria de comunicação da Energisa, que informou que duas faturas estavam em atraso. Uma das faturas se venceu no dia 20 de outubro e a outra no dia 18 deste mês

CorreiodaParaíba

Prédio do Ministério da Fazenda, em João Pessoa

O prédio do Ministério da Fazenda em João Pessoa teve o fornecimento de energia cortado por falta de pagamento, no início da tarde desta segunda-feira (30). O débito não foi divulgado, mas é referente a dois meses de atraso de pagamento.

O corte foi confirmado pela assessoria de comunicação da Energisa, que informou que duas faturas estavam em atraso. Uma das faturas se venceu no dia 20 de outubro e a outra no dia 18 deste mês.

Ainda segundo a Energisa, a empresa aguarda ser acionada pela Fazenda ou pelo Ministério Publico para a confecção de um acordo para pagamento dos atrasos.

O Portal Correio tentou contato telefônico com o Ministério da Fazenda em João Pessoa para saber sobre os motivos para o atraso no pagamento, mas até o fechamento desta matéria as ligações não foram atendidas.

Nosso abraço de parabéns ao amigo Castelo, nosso eterno Rei do Carnaval Cajazeirense.


Alô Cajá! Hoje tem festa grande em Cajazeiras, é festa de peso e de muita alegria.

É aniversário natalício do nosso eterno Rei Castelo, futuro Ministro do STF.

Desejar-lhe, vida longa, saúde e paz e muitas felicidades, hoje e sempre.

Abraço fraterno e saudações Carrazeirenses!



Painel -Folha

Caindo por terra A decisão do ministro Teori Zavascki, do STF, de manter André Esteves preso por tempo indeterminado fez evaporar no mundo político e empresarial a tese de que o dono do BTG teria poder suficiente para passar poucos dias encarcerado. Investigadores da Lava Jato já diziam, desde as primeiras horas da detenção do banqueiro, que a situação de Esteves, ao longo dos dias, “se mostraria muito difícil”. Decretada a preventiva, já se diz que ele pode “passar um bom tempo” na cadeia.

Relações perigosas No pedido enviado a Zavascki, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta para uma relação entre o banqueiro e José Carlos Bumlai. Diz que o BTG fez negócios “altamente improváveis e escassamente explicáveis” com os filhos do pecuarista.

No radar O pedido afirma ainda que a participação de Esteves na Lava Jato já vinha sendo investigada pela força-tarefa do Ministério Público em Curitiba, tendo como foco tanto a relação do BTG com Bumlai como com a Petrobras.


Corrida Depois das prisões da semana passada, o que se tem dito nos corredores do Congresso é que, a partir de agora, foi dada a largada sobre qual será a primeira delação a vir a público: a de Bumlai ou a de Delcídio.
Real Madrid venderia Cristiano Ronaldo para pagar a multa de R$ 751 milhões e tirar Neymar do Barcelona, diz jornal
Extra

Valorizado, Neymar é alvo do Real Madrid 

O plano armado por Florentino Pérez para tirar Neymar do Barcelona foi desvendado pelo jornal catalão “Sport”. E, a julgar pelas informações publicadas, o dirigente madrilenho está mesmo disposto a tudo para ter o craque brasileiro, inclusive a vender sua maior estrela, Cristiano Ronaldo.

Segundo o diário espanhol, Florentino usaria o valor da venda do atacante português para pagar a multa rescisória de 190 milhões de euros (R$ 751,5 milhões). A informação mostra o quanto CR7 vem deixando de ser uma unanimidade no Real Madrid.

Além de pagar a multa, o Real Madrid também estaria disposto a oferecer um valor acima dos 15 milhões de euros por temporada (R$ 59,3 milhões). Este é o valor que o brasileiro negocia com o Barcelona para renovar seu contrato, que hoje vai até 2018, para 2021. A renovação, segundo o Sport, deve ocorrer em abril.
A capa do Sport que revela o plano de Florentino Pérez 

Apesar da ousadia, entretanto, o plano não surtirá efeito. Segundo o “Sport”, Neymar não tem a intenção de sair do Barcelona agora.

— Ainda tenho quatro anos de contrato. Já sei que meu pai conversou sobre o meu futuro. Estamos falando no sentido de renovar porque a minha intenção é essa — disse o atacante, ainda no sábado.

Esta não é a primeira vez que o Real Madrid tenta tirar Neymar do Barcelona. Quando o craque ainda jogava no Santos, o clube merengue fez sua primeira investida. Mas o Barça levou a melhor.
Veja como está hoje aos quase 90 anos, a 'mulher que ensinou Cajazeiras a amar'; Lilia das Mangueiras quebra o silêncio e revela clientes; "Eu devia ainda estar no meu bordel"

Em uma entrevista informal e descontraída com a senhora Maria de Jesus, Lilia diz como vive hoje e 'entrega os pontos'. Assista!



Conhecida por a 'Mulher que ensinou Cajazeiras a Amar', Maria de Jesus, a Lilia das Mangueiras, decidiu quebrar o silêncio após seus quase noventa anos e abriu as portas da casa em que vive hoje, com sua irmã, depois que vendeu seu bar e motel na BR-230 em Cajazeiras, e conversou com a equipe do Interview da TVDS

Foram mais de 40 anos de sucesso nas Mangueiras que perdura até hoje na boca dos cajazeirenses quando se deparam com situações de 'bagunça': "Tá parecendo o Cabaré de Lilia [...]"

Vinda de uma região simples especificamente do sitio Cacaré na zona rural de São José de Piranhas, de uma família de doze irmãos, Maria de Jesus fez história na cidade de Cajazeiras pelo seu bordel na Br 230.


A Primeira vez
Sua primeira relação sexual foi aos 18 anos, com um homem casado, o que levou a jovem a fugir da casa de seus pais, grávida, temendo um escândalo. Após sua fuga, pensou que obteria acolhimento na residência de uma tia em Cajazeiras, mas não foi aceita pela família na cidade e recebeu abrigo em um bar, aos quase 06 meses de gravidez, Lilia começou a escrever sua história de empresária do amor.

Família
Recebeu apoio da família após começar a ganhar dinheiro e segundo a 'professora do amor', bancou os pais e irmãos com seu trabalho e espírito empreendedor. "Para minha família era Deus no céu e eu na Terra", confessou.

Após ser feita a BR-230 passando por Cajazeiras, ela recebeu um conselho do pai: ‘minha filha compre um terreno perto da BR e faça um bar’; assim ela fez o bar, e fez mais, a boate, churrascaria, motel [...] 


As Mangueiras
Lilia afirmou se arrepender de ter vendido o local; "Ainda era para eu estar lá", lamentou.

"Eram muitas mulheres que viviam nas Mangueiras, era um ponto turístico da cidade. Nesse tempo havia muitas mulheres bonitas, sadias, não são como as de hoje que usam drogas". Desabafou a empresária.

Clientes
"Só andava nas Mangueiras quem tinha dinheiro, era tudo caro e fiado nunca. Ninguém nunca esqueceu de pagar, porque sempre queriam voltar"; orgulhou-se a profissional do sexo.

Em momentos da entrevista nomes são citados como clientes, "tinha político de toda a região"; "Muitos me procuravam para conversar, desabafar, receber meus conselhos". Disse.

Afirmou que muitos cantores famosos após os seus shows no Clube primeiro de maio iam ao bar, a exemplo de Cauby Peixoto, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, entre outros.

Lilia lembrou de episódios ocorridos dentro do estabelecimento quando as esposas resolviam aparecer no local. "Tinha esposa que ia toda semana lá, parece que ela gostava de ir. Mas nunca dava confusão, era um bar de família". Discorreu a dona do local.


Religião
Ainda hoje Maria de Jesus faz suas orações e disse nunca ter sofrido preconceito ao frequentar as missas, "me olhavam por que era bonita".

Filhos
"Nunca me casei nem tenho inveja disso, nunca me faltou homem. Tive muitos, mas amei apenas um", revelando o nome do único amor que morreu jovem em um trágico acidente.

Relatou ter uma filha que mora em São Paulo, um outro que morreu aos 15 anos vítima de choque elétrico, um adotivo, e confessa: "Foram 25 abortos". 

Disse não se arrepender de sua história, "tive tudo o que as casadas tiveram". E finalizou: "Vou morrer assim, de uma hora para outra, quando estourar a bomba: morreu Lilia das Mangueiras! Por que é assim que vou morrer sendo."

Título de cidadã cajazeirense

O vereador Severino Dantas (PT), em 1997, apresentou na câmara municipal o projeto do título de cidadania cajazeirense à senhora Maria de Jesus, pelos serviços prestados no município.

O jornal O Estado de São Paulo e o Fantástico fizeram matérias, o que fez o caso repercutir nacionalmente; cajazeirenses de famílias tradicionais se revoltaram, o assunto virou tema de pesquisa, mais de 60% da população votou pela concessão do título, mas os vereadores não aprovaram a matéria.

"...Oh! Minha mãe gentil, te deixo consternado no 1º abri... mas não sê tão ingrata! Não esquece quem te amou..."

Alunos de doutorado pedem dinheiro nas ruas do Rio após corte de bolsas

Agência Nacional do Petróleo (ANP) não repassa verbas desde setembro.
Cerca de 1,5 mil estudantes são afetados com os cortes.
Do G1 Rio

Alunos levaram cartazes para o ato no Centro do Rio 

Alunos de mestrado e doutorado fizeram um ato nesta sexta-feira (13) na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, reivindicando o pagamento da bolsa de estudos que não é repassada há três meses. O grupo de estudantes pedia a colaboração de pedestres que passavam no local para ajudar alunos que passam maior dificuldade para se manter no Rio.

Durante o ato, os manifestantes levaram cartazes e usaram nariz de palhaço. "Poderíamos estar pesquisando, mas estamos mendigando graças à ANP", dizia um dos cartazes. Os alunos cobravam da Agência Nacional de Petróleo o pagamento das bolsas no valor de R$ 1.640 para os mestrandos e R$ 2.277 para os doutorandos.

O estudante de doutorado em Engenharia Civil da UFRJ Rafael Rangel afirmou que grande parte dos bolsistas é de fora do Rio e encontra dificuldades para arcar com despesas na cidade. Ele disse ao G1 que o objetivo da manifestação desta sexta-feira era de mobilizar os órgãos competentes pelo pagamento e levantar um fundo para alunos que estão em situação delicada.

“A Agência Nacional de Petróleo não passou o valor das bolsas para nós. São cerca de 1,5 mil alunos de doutorado, mestrado e graduação afetados no Brasil. Estamos sem receber desde setembro e algumas pessoas estão passando dificuldades. Nós fizemos um ato no Centro do Rio e pedimos dinheiro lá na rua para tentar ajudar quem está precisando. Estamos tentando estudar, só queremos terminar o nosso curso”, afirmou.

A mestranda em Química na UFRJ Priscila Quartaroni, de 32 anos, disse que a atual situação dos alunos é muito ruim. De acordo com ela, o valor da bolsa recebido é gasto em alimentação, transporte e necessidades básicas.

“Assim que eu passei para o mestrado, eu também passei para um concurso. Eu deixei de ir para o concurso para apostar no mestrado. Eu gosto de pesquisa, queria estudar. Então essa é uma situação muito ruim. Complicado você trocar o certo e apostar na academia, para ter que passar por isso. Eu não tenho condição de ir para o Fundão [campus da UFRJ] sem bolsa, pego duas conduções para ir e duas para voltar dos estudos. Demoro normalmente mais de duas horas e meia para chegar”, disse.

A ANP informou ao G1 que está tomando as providências necessárias para que os pagamentos aos bolsistas do PRH-ANP-MCTI sejam normalizados. Os aditivos aos termos de cooperação vigentes com as universidades foram aprovados nesta sexta-feira (13) pela diretoria da agência e serão enviados para assinatura pelos reitores, dando início ao processo de liberação dos repasses.

Reudesman Lopes, deixe de aperrear os meus amigos vascaínos...


Foi por conta da 'Muda'?

Rei, rainha e duas princesas
A família real de Campo Grande
O Antagonista

A festa de debutante da filha de Delcídio Amaral, em maio de 2011, mereceu os comentários entusiasmados de um colunista social de Campo Grande, Fernando Soares:

“Maria Eugênia Amaral, carinhosamente chamada de Gigi, celebrou seus 15 anos na casa que teria capacidade para abrigar os 700 amigos da família. Na noite de sábado, a caçula do senador Delcídio e de Maika do Amaral fez a noite mais vibrante e intensa dos últimos tempos. Noite esta que ficará marcada na memória social de Campo Grande e de Mato Grosso do Sul. Não apenas pela natural suntuosidade que sugeria a atmosfera, mas pela singular energia que emanava em cada pedacinho da festa. Parecia mágica. Num estonteante vestido, na parte de cima, inteiro em Cristais Givenchy, com saia em tufos de tule dourado com pastilha de paetês, confeccionado por Júnior Santaella especialmente para ela, Maria Eugênia parecia flutuar”.

E mais:

“O cardápio de Maria Adelaide Noronha, do Yotedy, também impressionou em especial pelos ouriços de cream cheese com camarão e as tilápias ao duo de queijos e creme de limão. Foram mais de 120 garrafas de uísque Johnnie Walker e 240 de champanhe Veuve Clicquot”.


E mais:

“Maria Eugênia ganhou surpresinhas ao longo da noite... Dentre elas, brincos, anéis e pulseiras de ouro e brilhantes. Depois veio o show, entrou em cena um dos mais eletrizantes DJs que já esteve em Campo Grande, Fabiano Salles, residente da internacional Pink Elephant Club”.

E mais:

“Sabem quantos chefs prepararam os canapés? 06 chefs. Os convidados puderam escolher entre mais de 30 tipos de iguarias".

E para terminar:

“A nobreza inglesa que me perdoe, mas aqui em Campo Grande essa festa da Maria Eugênia Amaral não ficou devendo quase nada ao servido naquele chamado ‘casamento do século’, que eles fizeram na Inglaterra”.
O amigo oculto
Quando é que Eduardo Cunha vai chegar ao mar?

Fernando Gabeira

Aqui, em Regência, na foz do Rio Doce, não consigo entender como não rompem certas barreiras em Brasília. Gastamos muito latim e nada resolvemos. Um ministro do supremo aconselhou Cunha a renunciar. O mesmo fez o ex-presidente Fernando Henrique. Preferia que se encontrassem oposição e Supremo, que um decidisse provocar o outro e tivesse resposta. O Supremo cassaria Cunha e, finalmente, ele seria arrastado para o mar.

Como presidente, Cunha barra a investigação. Além disso tem muitos adeptos na Câmara e um sólido núcleo de bandidos que acreditam ter sequestrado a instituição. Por muito menos, gente sem mandato foi presa e está em Curitiba. Bumlai, por exemplo, finalmente dançou. Ele conseguiu quase meio bilhão de empréstimos no BNDES. É amigo de Lula. Um dos empréstimos de R$ 12 milhões ele teria saldado com sêmen de boi. Porran, Bumlai. Não costumo escrever essa palavra. Mas depois de ouvi-la de uma travesti num vídeo de sucesso na rede, decidi adotá-la. Ao incluir o ene, creio, ela deu uma força exclamativa à palavra.

Sérgio Moro e alguns procuradores afirmam que não há nada contra Lula. Bumlai pode ter usado seu nome. Por que então a operação se chama Passe Livre e não Amigo Oculto? Ele conseguiria R$ 12 milhões para o PT sem que Lula soubesse? Felizmente, a hesitação que existe em torno de Eduardo Cunha caiu no caso Delcídio Amaral. Pasadena está atravessada na garganta de todos os brasileiros conscientes. Deu um prejuízo de US$ 700 milhões ao país.

Com a prisão de Delcídio, o braço político de Pasadena sofre o primeiro golpe. E mostrou o que se afirma em alguns artigos: a quadrilha não quer controlar apenas o governo, mas o Congresso e o Supremo. Mas as prisões do meio de semana levaram também o banqueiro André Esteves. Um importante banqueiro, que, ao lado de Marcelo Odebrecht, coloca uma importante questão sobre o capitalismo brasileiro. Esteves e Odebrecht são dois homens de sucesso, símbolos dos empresários que tocam o Brasil. Mas os fatos estão mostrando que a associação criminosa com o governo é um método comum a ambos. Naturalmente, não expressam a posição de todos os empresários. Assim como a maioria dos bandidos não sintetiza as aspirações políticas do país.

Bumlai, Esteves, Delcídio na cadeia ajudam a compreender a decadência da vida pública no Brasil, incluindo os empresários que se associam ao crime, sem hesitação, para impulsionar suas carreiras.

Chegamos a um momento decisivo. O caso Pasadena é muito emblemático. Não só porque é uma operação debochada que tratou os brasileiros como idiotas e quase conseguiu escapar sem nenhum julgamento. Pasadena é importante também porque é um daqueles momentos em que o elenco está reunido. Não preciso fazer ilações. Creio que a própria delação premiada de Nestor Cerveró vai demonstrar isto. Dilma está calada porque Pasadena explode no seu pé. Lula está calado porque a prisão de Bumlai explodiu no seu. A de Esteves cai, como a de Odebrecht, nos pés de um governo que sempre preferiu empresários ambiciosos e capazes de tudo para crescer.

É razoável aqui em Regência perguntar quando todos eles chegarão ao mar. Não desejo essa carga tóxica para o oceano. Pelo contrário, queria que não existisse. Encalhada no cotidiano, atraindo mais ratos, empesteando a vida do país, é muito mais perigosa para a saúde da democracia.

Cunha vai pedir todos os carimbos, atestados e reconhecimento de firmas necessários para sua cassação. Lula certamente dirá que Bumlai agia sem que ele soubesse, apesar do passe livre. Os atores continuarão representando seu papel. Mas o ritmo da peça mudou. Talvez Pasadena, pela sua extraordinária nitidez, pela possibilidade de internacionalização, pelo desespero dos seus agentes, possa ser o fator que nos arranque do marasmo, e finalmente, produza alguma coisa de novo em 2016. Sem grandes ilusões. O plano de liberar Cerveró caiu porque apareceu uma gravação. Ele tinha componentes importantes para o êxito da fuga, sobretudo a grana de um banqueiro e o poder de um líder do governo.

A Operação Lava-Jato é um grande momento do processo democrático no Brasil. As tentativas de neutralizá-la não mobilizam apenas bandidos de quinta categoria. Será necessária uma conspiração digna da importância. A tentativa de livrar os compradores de Pasadena está cheia de ferrugem, como as instalações da refinaria. Outras audaciosas virão e, dificilmente, polícia e justiça aguentarão sozinhas. É um tipo de batalha que vai depender da atenção de cada um. Pasadena não passará, mas não se trata apenas disso. É a viabilidade de um país decente que está em jogo.

Lula continuará dizendo que nada sabe. Cunha continuará exigindo todos os papéis, carimbos e reconhecimento de firma para que seja processado. Chega um dia em que os federais batem à porta. O problema é demorar muito, e os quadrilheiros assaltam o país e acabam nos tentando a ir buscar a justiça pelas próprias mãos. Felizmente resistimos a essa tentação. Tomara que tenha valido a pena.

No jornal Lance: o Vascão é só esperança!


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


Na capa d'O Globo


Os destaques do jornal Correio Braziliense


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Anotação indica que BTG pagou R$ 45 mi a Cunha por emenda

Globo:  MP investiga anotação que cita propina do BTG a Cunha

Extra: O padrão PM

ValorEconômico: STF mantém prisão de André Esteves

Estadão: Documento diz que BTG pagou R$ 45 milhões a Cunha

ZeroHora: BTG Pactual teria pago R$ 45 milhões para Cunha modificar M`P

EstadodeMinas: Planalto sob pressão após 'Caso Delcídio'

CorreioBraziliense: Governo só garante salários e bolsa família

- CorreiodaBahia: Atropelo e morte a caminho da igreja

- OPovo: Por que Fortaleza está tão quente?

JornaldoCommercio: Estado em emergência [microcefalia e Zika]

CorreiodaParaíba: Microcefalia: o temor confirmado

domingo, 29 de novembro de 2015

14 anos sem George Harrison. It don't come easy...


O banqueiro Esteves estava de prisão provisória, que - a pedido de Janot - virou prisão preventiva decretada por Zavascki do STF...


Deixe para lá.... Cajazeiras já tem suas próprias bombas: tem a bomba Andaime e, segundo Nêgo Café, tem a bomba dos três carros de João da Uça...Quando estourar....

Invenção de Marcos Diniz


A UTILIDADE DA MEMÓRIA DE MARCOS VALÉRIO
Elio Gaspari
Folha de São Paulo

As investigações da Lava Jato indicam que as petrorroubalheiras e o mensalão compõem uma história só. Por exemplo: o banco Schahin emprestou R$ 12 milhões a José Carlos Bumlai em 2004, antes que a palavra "mensalão" entrasse no vocabulário político nacional. O dinheiro, como o dos empréstimos tomados pelo publicitário Marcos Valério, destinava-se ao PT. Na sua fúria arrecadadora, o comissariado ainda operava com personagens de segunda, mas já vendia facilidades na Petrobras. A Schahin levou um contrato de US$ 1,6 bilhão para operar um navio-sonda.

É possível que Marcos Valério reapareça. Ele está na penitenciária de Nova Contagem (MG), condenado a 37 anos de prisão. Já pagou três. Vive só numa cela e dedica-se a pintar quadros medonhos.

Se ele tiver algo a contar, com provas, poderá negociar um acordo com o Ministério Público. Caso a Viúva revele interesse na sua memória, Marcos Valério pode conseguir uma passagem para o regime semiaberto.
Delação põe o estádio Mané Garrincha no olho da operação Lava-Jato

Andrade Gutierrez, que já foi a "número dois" do país, acerta pagar multa como parte do acordo de leniência. Executivos passam o dia na PF tratando dos temas da delação premiada

CorreioBraziliense

A construtora Andrade Gutierrez — que deixou o posto de segunda maior empreiteira do país em meio à Operação Lava-Jato e perdeu 19% de seu faturamento — iniciou as tratativas para um acordo de leniência para admitir crimes de corrupção em contratos em obras da Petrobras e outros órgãos públicos. O Correio apurou que a empresa acertou pagar aproximadamente R$ 1 bilhão, valor equivalente às perdas que teve no último balanço. O trato protegerá não só a empresa, mas os executivos de crimes revelados. 

A reforma do Mané Garrincha, um das obras tocadas pela Andrade Gutierrez para a Copa de 2014: queda no faturamento

O acordo é feito em conjunto com a Procuradoria-Geral da República (PGR), por envolver políticos com foro privilegiado, como ministros, deputados e senadores, com a Procuradoria da República no Paraná e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em troca, a Andrade Gutierrez pretende sobreviver ao não ser proibida de fechar contratos com a administração pública caso seja considerada inidônea, julgamento que já asfixiou financeiramente outras concorrentes no passado, como a Delta Construções.

A Andrade Gutierrez fez obras sozinha ou em parceria, por exemplo, da reforma do estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro; do Mané Garrincha, em Brasília; do Beira-Rio, em Porto Alegre, e na construção da Arena Amazonas, em Manaus. Todos foram utilizados na Copa do Mundo do ano passado. Já na Petrobras, a empresa tocou obras como do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A construtora é acusada pelo Ministério Público de fazer parte do cartel de empreiteiras, como a Odebrecht e a Camargo Corrêa, que combinava licitações na Petrobras e superfaturava os preços. Os valores excedentes, de cerca de 1% a 3%, eram repassados para funcionários da estatal, políticos, partidos e operadores do mercado financeiro irregular, como doleiros. O presidente da empresa, Otávio Azevedo, e os executivos Elton Negrão e Flávio Barra estão presos e são acusados de pagarem propinas no esquema.

Na sexta-feira, o trio saiu do Complexo Médico Penal de Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, e foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná. Lá, reuniram-se com advogados e investigadores. Um dos objetivos era delinear quais temas serão tratados em cada anexo da delação premiada que eles farão para complementar o acordo de leniência da empresa. A definição dos temas e a assinatura do acordo com eles deve demorar alguns dias.

Além da Petrobras, a Andrade Gutierrez deverá confessar crimes sobre desvios em obras na usina de Angra 3, controlada pela Eletronuclear. O executivo Flávio Barra foi acusado pelos delatores da Camargo Corrêa e da UTC Engenharia. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o acordo inclui informações sobre irregularidades em obras na Copa do Mundo de 2014, na ferrovia Norte-Sul, e na usina de Belo Monte, que ainda está em construção, no Pará. Dois senadores devem ser citados, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Divergência
A assessoria de imprensa da empresa não comentou o assunto. A reportagem apurou que a decisão de fechar um acordo de colaboração causou divergência entre a banca de advogados. Alguns não concordam com o método de defesa e já estudam deixar o caso.

A Andrade Gutierrez, que já foi a segunda maior empreiteira do país, atrás apenas da Construtora Norberto Odebrecht, vive um declínio desde a deflagração da Operação Lava-Jato, assim como outras empresas do setor envolvidas no caso. O faturamento da empreiteira caiu de R$ 5,32 bilhões para R$ 4,3 bilhões entre 2013 e o ano passado. Ou seja uma perda de R$ 1 bilhão, ou 19%, praticamente o total de multas que pagará como parte do acordo de leniência.

Além da Andrade, a Camargo Corrêa e a Setal Engenharia já fecharam pactos com o Cade e o Ministério Público para poderem continuar vivas no mercado. A Camargo e seus executivos se comprometeram a pagar R$ 800 milhões para entregar informações sobre fraudes na Petrobras e em Angra 3. Há ainda a expectativa de que ele revelem casos de corrupção em Belo Monte.

Ao todo, 27 empresas são acusadas de participarem do cartel, de acordo com a Polícia Federal. Um laudo da corporação aponta que os prejuízos causados apenas à Petrobras variaram R$ 6,4 bilhões a até R$ 42,8 bilhões apenas com corrupção, superfaturamento e “lucros excessivos”.

Em 24 de julho, o Ministério Público no Paraná denunciou os executivos da Andrade Gutierrez por corrupção ativa e organização criminosa. Eles são acusados de pagarem propina por meio de operadores como o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Fernando “Baiano” Soares e Mário Góes. Os destinatários do dinheiro eram os ex-dirigentes da Petrobras Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco.

Xuxa como ser humano normal, uma 'mulher sapiens'... Pra mim, linda como uma mulher madura.


"E eu inocente pensando que a porra do Cicatricury fazia milagres, santa maquiagem misturada com argamassa e reboco."


José Ribamar Augusto - Nêgo Riba

"Com a idade não existe reboco estético que dê jeito!
Vá se aquetar cumadi!!!"

14 anos sem George Harrison. Então... "Give Me Love (Give Me Peace On Earth)". Rogério Ricarte e Rubismar 'Bebelo' Galvão me ensinaram a gostar dos Beatles.


As prisões de Delcídio do Amaral, André Esteves e Bumlai provocam um terremoto em Brasília
A prisão do líder do governo no Senado, do banqueiro André Esteves e de um operador petista acusado de agir em nome de Lula sacode a política brasileira. Suas ondas se farão sentir por muito tempo no país

TALITA FERNANDES, ALANA RIZZO, ANA CLARA COSTA E FILIPE COUTINHO
Época

O senador Delcídio do Amaral encontrou seu destino de pijama. Ele vinha em papel, nas mãos dos policiais federais que batiam à porta do flat onde o senador se hospeda, em Brasília, ao raiar daquele dia que o Brasil jamais esquecerá. Os agentes carregavam uma ordem judicial inédita na história do país. Eleito ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul, líder no Senado do combalido governo Dilma Rousseff, confidente da presidente da República, articulador do cada vez mais difícil ajuste fiscal, Delcídio do Amaral Gómez, de 60 anos, recebeu com resignação, sonolento, sua sentença política de morte. Guiou a equipe da força-tarefa da Lava Jato pelos aposentos. Imediatamente, foi informado de que o local seria alvo de uma busca e apreensão. “Tudo bem, podem olhar”, disse. Abriu gavetas e até mencionou o conteúdo de alguns documentos às autoridades. Após a devassa, foi comunicado sobre a prisão. Reagiu com duas perguntas. Queria saber se a prisão era preventiva, que pode se estender por meses. Sim, era. Ato contínuo, perguntou sobre sua imunidade parlamentar. “Ordens do Supremo”, responderam os policiais, de posse do mandado judicial. Delcídio se aprumou, vestiu terno e gravata, entrou numa caminhonete que o aguardava no estacionamento do hotel e, às 8h15, já estava na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Tornava-se o primeiro senador no exercício do mandato a ser preso. Começava ali o dia 25 de novembro de 2015, um dia que soltou perigosamente o parafuso da política brasileira – mas, ao mesmo tempo, um dia que demonstrou a blindagem de aço da República contra pancadas institucionais.

O dia 25 de novembro começara cedo também no Rio de Janeiro. Lá, a PF prendia um dos maiores banqueiros do Brasil, André Esteves, controlador do BTG Pactual, acusado de integrar com Delcídio a organização criminosa que tentou melar a delação do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró – e até planejar a fuga do país do executivo. A Lava Jato prendeu também Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio, e, dias depois, o advogado de Cerveró, Edson Ribeiro. Um dia antes, na terça-feira, a Lava Jato, desta vez sob ordens do juiz Sergio Moro, prendera o pecuarista e operador do PT José Carlos Bumlai, acusado pelo delator Fernando Baiano de participar do petrolão usando o nome do ex-presidente Lula. A sequência de prisões neste ano, culminando com as do dia 25 de novembro, rumo a uma ordem hierárquica cada vez mais poderosa, assombra o Brasil. Estão presos, além do líder do governo no Senado, o operador do PT, o nono homem mais rico do país, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, o ex-diretor do PT na Petrobras Renato Duque, o presidente da maior empreiteira da América Latina, Marcelo Odebrecht… Faltam beliches na PF para tanta gente VIP.

A força-tarefa escolhera um nome para a operação: Catilina. Uma referência ao senador romano corrupto que conspirou contra a República e foi combatido por Cícero. “Eu tenho uma coisa muito importante aqui para decidir. Precisamos conversar”, disse o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, ao ligar para o ministro Dias Toffoli, na manhã da terça-feira. Preocupado, Toffoli, que preside a Segunda Turma da Corte, onde correm os procedimentos contra a maior parte dos réus da Lava Jato com foro privilegiado, apressou-se em chegar ao Tribunal antes da sessão, que se iniciaria às 14 horas, e foi direto ao gabinete de Teori. Informado, espantou-se e resumiu o caso: “Isso vai chacoalhar a República”. Por liturgia e como preparação para uma possível crise entre Poderes, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski,também foi avisado pessoalmente.

E como chacoalhou. A gravação, desde já eternizada na rica história da corrupção brasileira, feita por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras, diz tudo. Ele estava hospedado em um quarto do hotel Royal Tulip, próximo ao Palácio da Alvorada, onde recebeu, no dia 4 de novembro, o senador Delcídio do Amaral, seu chefe de gabinete, Diogo Ferreira, e o advogado do pai, Edson Ribeiro. Bernardo gravou a conversa de uma hora e 35 minutos. Nela, os quatro falaram, principalmente, da delação premiada de Nestor Cerveró. Delcídio e o advogado Edson Ribeiro passaram a vislumbrar a possibilidade de uma fuga de Cerveró do país.

Discutiram com Bernardo os meios e até a rota: aventaram se a ida para a Espanha, de onde Cerveró tem um passaporte, seria mais viável via Venezuela ou Paraguai; se seria melhor ir de veleiro ou jatinho. A fuga seria possível, discutem, a partir de um habeas corpus que Ribeiro batalhava para Cerveró. Delcídio passa a comentar, então, seu espanto com algumas anotações que teriam sido feitas por Cerveró no documento referente à delação que faria – documento este que, segundo o senador, estava em posse do banqueiro André Esteves. Fica claro, ao longo da conversa, que havia um acerto prévio com Cerveró sobre um pagamento – que, depois, Bernardo informou ser de R$ 50 mil mensais para seu pai e R$ 4 milhões no total para o advogado Edson Ribeiro – para que ele não fechasse o acordo de delação. O senador ainda comentou que estava em contato com alguns ministros do Supremo e que pediria a ajuda de Renan Calheiros, presidente do Senado, para falar com o ministro Gilmar Mendes.

O relato da gravação foi analisado pelos ministros do Supremo no começo da noite de terça-feira. Os cinco ministros da Segunda Turma se reuniram no gabinete de Teori. A reunião durou cerca de uma hora e terminou por volta de 19 horas. Durante a conversa, os ministros discutiram a possibilidade de haver questionamentos sobre a prisão, mas, diante das provas, não restou dúvida sobre a necessidade de prender Delcídio e os demais. Os ministros concordaram que se tratava, no jargão jurídico, de um flagrante de prática continuada de crime inafiançável. Entre os pares, o ministro Gilmar Mendes comentou ter ficado surpreso com a forma como o senador planejou o esquema para barrar as investigações e até para a fuga do ex-diretor. As provas mencionadas pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, eram fortes. “Não parecia o comportamento de um senador, mas sim de um gângster”, disse aos colegas. Incomodou os ministros o fato de o senador ter usado o nome do STF para vender influência para o advogado e o filho de Cerveró. Os ministros discutiram ainda a possibilidade de a decisão ser colegiada, o que teria de ser feito então em uma reunião na própria noite de terça-feira. Se essa fosse a opção, a sessão teria de ser secreta, para que não houvesse vazamento da operação policial. No entanto, se fosse secreta, poderia levantar suspeita, ou mesmo a nulidade da decisão. Chegaram a um consenso de que seria melhor uma decisão monocrática de Teori ad referendum – ou seja, que ele tinha o consentimento e o apoio dos demais integrantes da Segunda Turma. Ficou decidido que seria marcada uma sessão aberta, apenas para chancelar a decisão de Teori, para as 9 horas do dia seguinte, quando a operação já estaria em curso e teria seus principais alvos localizados.

O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, responsável pela defesa de André Esteves, diz que considera a prisão do banqueiro “desproporcional”. “A prisão temporária foi decretada basicamente para que a busca e apreensão fosse feita e para ter a oitiva do André. Esses não são fundamentos necessários para uma prisão temporária. Foi uma desproporcionalidade”, diz Kakay. Ele nega que Esteves tenha tido acesso a documentos referentes à delação premiada de Nestor Cerveró: “Para nós, é importante deixar claro: o André nunca teve acesso a esse documento”. O advogado acredita que, se o Ministério Público quisesse investigar se Esteves teve acesso aos papéis, poderia, no máximo, fazer um pedido de busca e apreensão na casa do banqueiro. Kakay diz ainda que o banqueiro nunca teve qualquer tipo de contato com o advogado Edson Ribeiro, com Bernardo Cerveró ou com Diogo Ferreira, chefe de gabinete de Delcídio do Amaral. “Ele se encontrou com o senador Delcídio umas quatro ou cinco vezes, como encontra com vários senadores. Ele é um player no mercado financeiro, é normal que seja ouvido.”

Lava Jato avança em direção ao Planalto. Obrigado, Bernardo Cerveró!

Renan já mandou emissário falar com senador. Veja o resumão

Felipe Moura Brasil 


1) VEJA: “Mulher de Delcídio quer que ele faça delação”. “Maika tem dito que Delcídio não pode pagar sozinho por erros cometidos pelo PT e pelo Planalto”. Boa, Maika.

Esperamos que esse discurso não seja apenas recado para que o governo dê um jeito de soltá-lo.

2) A Polícia Federal apreendeu uma cópia da delação de Fernando Baiano no gabinete de Delcídio. O chefe do gabinete, Diogo Ferreira Rodrigues, disse achar, segundo seu advogado, “que alguém da imprensa entregou essa cópia”.

Bravamente, resistirei a fazer uma lista de suspeitos.

3) Antes de ser preso, Delcídio estava grampeado com autorização da Justiça.

Ricardo Noblat, do Globo, diz que a PF “tem outras conversas dele gravadas – inclusive com um ministro do STF”.

A Folha acrescenta que Delcídio “teve audiência com Dias Toffoli, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, na semana seguinte à conversa gravada em que disse já ter falado com o ministro sobre a situação de Nestor Cerveró.

‘Divulguei na minha agenda. Ele acompanhou um advogado na entrega de um memorial contra a cassação de três vereadores de Campo Grande. Não falou de Lava Jato’, diz o ministro.”

É dever de repórteres identificar o tal advogado e verificar se confirma a versão de Toffoli. É dever de colunistas desconfiar de um ministro historicamente ligado ao PT.

Lula, que indicou Toffoli para diferentes cargos, camufla seu lobby internacional com palestras. Toffoli não poderia camuflar papos indevidos com Delcídio com entregas de memoriais?

4) Lauro Jardim: “Renan Calheiros enviou um emissário — um advogado — para conversar com Delcídio Amaral na PF. Delcídio não o recebeu.”

Josias de Souza, do UOL: “Em privado, Delcídio recordou a pelo menos uma pessoa que o visitou na cadeia que foi Renan Calheiros, presidente do Senado, quem apadrinhou, em 2003, a nomeação de Cerveró, hoje um temido delator da Lava Jato, para o posto de diretor da área Internacional da Petrobras.”

Renan fez apologia à libertação de Delcídio no Senado, mas perdeu. Deve estar cada vez mais preocupado com o que o comparsa pode contar a seu respeito. Será que Romário já mandou um emissário para conversar com André Esteves também?

5) O Globo informa que a PGR quer denunciar Delcídio Amaral, André Esteves e Edson Ribeiro até este domingo, antes que vença o prazo de prisão temporária do banqueiro, à noite.

Segundo Geraldo Samor, de VEJA Mercados, “dentro do banco, muitos sócios já torcem discretamente para que Esteves permaneça preso. ‘O estrago da prisão já foi feito. Se ele for solto, tem a chance de querer retomar, ‘matar no peito’ e isso pode criar mais problemas para o banco, mas se ele ficar preso mais cinco dias, o fim dele já estará sacramentado’, diz uma fonte do banco.”

Fora do BTG Pactual, no entanto, o que não falta é gente poderosa torcendo pela soltura, com o rabo-preso na mão.

6) O Estadão noticia que as prisões de Delcídio e Esteves precipitaram o avanço da Lava Jato em sua investida sobre o Palácio do Planalto como origem do esquema sistematizado de corrupção iniciado no governo Lula, em 2003.

Entre os negócios investigados pelas autoridades, segundo o jornal, está a parceria da Petrobrás com o banco BTG Pactual na África, firmada em 2013, na primeira gestão de Dilma Rousseff.

“De imediato, um ex-ministro do governo Dilma Rousseff afirmou ao Estado que, se encontrada irregularidade nessa transação, ela ‘destrói’ a narrativa do governo de que as ilicitudes na Petrobrás se limitavam aos mandatos de Lula.”

Ou seja: a Lava Jato também pode destruir Dilma Rousseff.

7) Estadão: “Bumlai – o amigo de Lula –, Delcídio e Esteves atrás das grades, faz a Lava Jato considerar inevitável que novos nomes do Planalto surjam nas investigações, ainda este ano.

Além de consolidar o rol de provas para mostrar que o esquema desbaratado na Petrobrás foi reproduzido em outras estatais do governo, em diferentes áreas, como energia, comunicações e infraestrutura, dentro da mesma sistemática.”

Radar de VEJA: O Ministério Público Federal espera que a homologação da delação premiada de Nestor Cerveró ‘destrave’ as tratativas com Renato Duque e Jorge Zelada, que também hesitavam em contar tudo o que sabem.”

Amém, Lava Jato. Avante, MPF. Obrigado, Bernardo Cerveró.
Filho de Cerveró é aplaudido em prédio onde mora no Rio
ANCELMO GOIS
O Globo


O ator Bernardo Cerveró, 34 anos, o filho de Nestor Cerveró responsável pela gravação que levou Delcídio Amaral e André Esteves para a cadeia, passou do inferno ao céu em 24 horas.

Ao chegar, ontem, ao edifício onde mora, no Humaitá, foi aplaudido pelos vizinhos.

Faz sentido...

Um dos trabalhos de Bernardo foi na peça “Torturas de um coração”, de Ariano Suassuna (1927-2014).

Pantera de Galego BillyGancho disse que foi animada toda...Era gente que só a peste.


'É preciso perceber a cadeira ocupada', diz Marco Aurélio sobre laços entre ministros e empreiteiro
Polícia Federal descobriu mensagens trocadas entre executivo da OAS e ministro do STJ. Dias Toffoli, do STF, também é citado

Por: Gabriel Castro, de Brasília
Veja.com

Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal, critica descompostura de colegas de tribunais superiores

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, falou nesta sexta-feira sobre os laços impróprios do colega de corte Dias Toffoli com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS. Reportagem de VEJA revela que a Polícia Federal descobriu mensagens de texto trocadas entre o executivo e o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça. Em outros diálogos, há menções do executivo a Toffoli - inclusive uma mensagem que cita um presente de aniversário ao magistrado. Para Marco Aurélio, integrantes de cortes superiores devem "perceber a cadeira ocupada" e evitar relacionamentos que possam deixá-los "mal na fotografia". Nesta semana, Toffoli deu um dos votos que permitiu a libertação de Léo Pinheiro da cadeia, em um julgamento que terminou com um placar de 3 a 2.

Marco Aurélio lembra que integrantes do Judiciário precisam agir com cautela e parcimônia. "Não estamos impedidos de nos relacionar com pessoas que ainda não tenham caído em desgraça. O problema é que, posteriormente, quando há um problema como houve com o pessoal da OAS, você acaba saindo mal na fotografia", afirma, antes de completar: "A leitura que o contribuinte faz é péssima".

Uma das mensagens obtidas pela Polícia Federal mostra o executivo pedindo uma reunião para obter "conselhos" do ministro Benedito Gonçalves, que cinco dias depois deu um voto decisivo em favor da OAS. Para Marco Aurélio, há um comportamento inadequado. "Juiz não dá conselho a quem quer que seja. Juiz não é consultor. Aí que está o problema. Nós temos que perceber a cadeira ocupada", afirma.

Ainda comentando a reportagem de VEJA, ministro critica a falta de compostura de autoridades da República no momento atual: "É lastimável. Nós estamos vivenciando tempos muito estranhos, em que há perda de parâmetros e abandono de princípios". Para Marco Aurélio, os ministros citados devem prestar esclarecimentos à sociedade.

Vai pra casa, Delcídio!

Natal Com Delcídio
O Antagonista

O Estadão diz que "parentes e amigos de Delcídio Amaral aconselharam o senador a negociar um acordo de delação premiada. Eles avaliam que esse seria o melhor caminho para tirar o petista da prisão ainda este ano, a tempo de passar o Natal com a família".

Segundo a reportagem, a mulher de Delcídio Amaral, Maika, "que visitaria o marido neste fim-de-semana para tratar do tema da delação premiada, é uma ferrenha defensora da estratégia e discutiu o assunto com o advogado do senador. Ela tem dito que o marido não pode pagar sozinho por erros cometidos pelo PT e pelo Planalto".

Maika está certa. Vai, Maika.
Acuado, Delcídio dispara em todas as direções
Ricardo Noblat
O Globo

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) aproveitou seu primeiro depoimento à Polícia Federal para mandar recados em todas as direções.

Mandou primeiro para a presidente Dilma. Disse que ela o consultara, quando era ministra das Minas e Energia do primeiro governo Lula, sobre a indicação de Nestor Cerveró para a diretoria da Petrobras.

Segundo ele, Dilma conhecia Cerveró desde a época em que era secretária municipal de energia de Porto Alegre.

A revelação de Delcídio deixou Dilma indignada. Ela voltou a insistir que jamais consultou ninguém antes de nomear Cerveró. Até por que não foi ela que o nomeou.

Cabe ao presidente da República nomear os diretores da Petrobras. Foi Lula quem nomeou Cerveró.

Em seguida, Delcídio mandou recado para o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). Afirmou que ele está preocupado com a situação de Jorge Zelada, ex-diretor da Petrobras, envolvido na roubalheira da empresa.

Temer soltou uma nota desmentindo Delcídio. Admitiu ter sido apresentado a Zelada. E nada mais do que isso. Resmungou mais tarde para o jornalista Gerson Camarotti, da Globo News:

- Não vou deixar que um Delcídio qualquer manche minha biografia.

Ao referir-se a Temer, Delcídio quis dizer ao PT que mesmo preso, alvo de constrangimentos, ele ainda serve aos interesses do partido.

Enfraquecer Temer é bom para o PT, que não gosta dele. Irritar Dilma também é bom porque o PT não gosta dela. Apenas a atura.

Finalmente, Delcídio mandou recado para Lula ao suspender o depoimento pela metade depois de informado de que ele o criticara.

Quem assistiu ao depoimento conta que Delcídio “descontrolou-se”. Jamais imaginara que Lula seria tão duro com ele.

Os dois são grandes amigos. Mais do que isso: são cúmplices em jogadas políticas. Delcídio sentiu-se traído por Lula.

Não só por Lula. O PT abandou-o. E fez questão de marcar o abandono com a divulgação de uma nota.

Os colegas de Delcídio no Senado deram-lhe as costas ao referendar a decisão do Supremo Tribunal Federal de prendê-lo.

O governo abandonou Delcídio. Por meio de Ricardo Berzoini, ministro das Relações Institucionais, disse que a prisão de Delcídio não se deveu às suas atividades de líder do governo no Senado.

Quis dizer: Delcídio agiu em proveito pessoal.

Nada é mais perigoso do que uma pessoa acuada. Delcídio está acuado. Sem apoio de ninguém, nem mesmo dos amigos.

Uma pessoa assim, para sobreviver, costuma sair atirando. Ou mata ou morre.

Os destaques do jornal Correio Braziliense


As manchetes do jornal Diário de Pernambuco


A primeira página do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba: não se distraia e cuidado com os estelionatários!


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Para brasileiros, corrupção é o maior problema do país

Globo:  MInha Casa é alvo de mais de 300 inquéritos

Extra: Após 18 anos, Supervia não cumpriu contrato

ValorEconômico: Não vejo alternativas para a crise política, diz assessor do Palácio do Planalto

Estadão: Prisão de Delcídio acelera investigação sobre o Planalto

ZeroHora: Desmontado

EstadodeMinas: Crimes contra o Brasil

CorreioBraziliense: Delação põe o estádio Mané Garrincha no olho da Lava-Jato

- CorreiodaBahia: A vez de Cajazeiras [a mais populosa região da cidade de Salvador-BA]

- OPovo: Fim da impunidade? (Por que a prisão de Delcídio os políticos vulneráveis?)

JornaldoCommercio: Governo confirma elo entre microcefalia e Zika

CorreiodaParaíba: Polo de crescimento começa no Conde