segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Da série "O Último a Sair Apague a Luz"...

No olho do furacão
Coluna de Carlos Brickmann

Dilma está presa por três fenômenos que convergem para enfraquecê-la: a crise econômica, a Operação Lava-Jato e o esfarelamento de sua base no Congresso. Dilma tem grande participação nos três fenômenos: ampliou as despesas do governo federal como se a arrecadação fosse inesgotável, não viu o que ocorria debaixo de seus olhos na Petrobras ─ cujo Conselho de Administração presidiu ─, hostilizou o maior partido aliado, o PMDB, estimulando o ministro Gilberto Kassab a esvaziá-lo com uma nova legenda, o PL (e espalhou o segredo, impedindo a articulação). Jamais honrou compromissos com os parlamentares e jogou-se numa batalha perdida pela presidência da Câmara. Tem Aloízio Mercadante e José Eduardo Cardozo como núcleo duro político.

É de espantar que Tiririca não esteja no time. E que a aprovação do governo ainda seja superior a 5%.

Virou piada

Quando se envolveu na disputa pela Prefeitura de Curitiba, em 2012, a então ministra Gleisi Hoffmann, do PT, debochou de Ratinho Jr., o principal adversário de seu aliado. Dizia que seu candidato “tinha nome e sobrenome”.

Dilma, o pedófilo e Gleisi
Agora, com assessor preso por pedofilia, envolvida nas investigações da Operação Pixuleco 2 (o que se apura é o desvio de recursos do Ministério do Planejamento para uma empresa que os repassaria a ela ─ sendo que o ministro do Planejamento era seu marido, Paulo Bernardo), Ratinho Jr. devolve o deboche:

“Corrupção agora tem nome e sobrenome. Tem até marido.”

Um tuiteiro cruel completou: tem nome, sobrenome e vai ganhar um número.
Quem aguenta? 
VALDO CRUZ
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - A imprudência e o voluntarismo do governo Dilma em seu primeiro mandato quebraram o Estado. A tal ponto que, numa atitude inédita, o Orçamento da União de 2016 será enviado ao Congresso Nacional com previsão de déficit.

Fica difícil, neste momento, avaliar o que teria sido pior. Fazer mágicas para tapar o rombo previsto no orçamento do ano que vem ou admitir que o governo não tem dinheiro para bancar todas as suas despesas.

No ano passado, a equipe de Dilma optou pelas pedaladas fiscais, uma maquiagem para tentar esconder o buraco nas contas públicas. Não deu. Fechou 2014 sendo obrigada a se endividar para pagar seus débitos. E nem pagou todos.

O fato é que Dilma adora um gasto para chamar de seu. A presidente é adepta do Estado forte, intervencionista, dono e agente direto dos rumos da economia. Ela não se satisfaz em dar apenas as diretrizes.

Deu no que deu. Imprevidente, gastou mais do que arrecada. Estimulou o aumento de alguns gastos e não tomou nenhuma medida para segurar outros. Torrou o colchão de poupança deixado para ela por Lula.

Numa atitude de desespero, lançou de última hora a ideia de ressuscitar a CPMF, o imposto do cheque. A operação foi tão atrapalhada, com oposição à ideia vindo de dentro do próprio governo, que durou meros três dias. Teve vida curtíssima.

Resultado, o governo Dilma tem hoje estreita margem de ação para: combater uma recessão que deve durar dois anos, uma inflação acima de 9% e um desemprego em alta.

Aí, para tentar respirar, inventa não só a volta da CPMF como diz que vai cortar dez ministérios, no timing errado, na dose errada, espalhando medo e paralisia na sua equipe.

Enfim, este é um governo que não precisa de oposição. A ponto de um aliado muito próximo de Dilma Rousseff desabafar: "Deste jeito, não sei se vamos aguentar. Se a gente quer destruir o nosso governo, estamos no caminho certo".

É da natureza do populismo partir do princípio de que o povo é ignorante e acrítico, incapaz de discernir o falso do verdadeiro em matéria de política. O populismo prospera onde a ignorância impera. Os populistas, portanto, cultivam a ignorância. Um de seus truques é repetir mentiras incansavelmente até que sejam aceitas como verdades. É o que estão fazendo Lula, Dilma e o PT, no desespero de sobreviverem no fundo do poço em que foram colocados pelo descrédito popular. Para eles, tudo o que não convém ao populismo petista é “golpe”. Principalmente fazer oposição ao governo.

Diante de uma plateia de mais de 2 mil pessoas em Montes Claros, Minas Gerais, Luiz Inácio Lula da Silva não fez cerimônia: “Eu gostaria que todos aqueles que todo santo dia inventam um golpe para tirar Dilma aprendessem a respeitar a democracia (...). Se eles querem o poder, que esperem 2018. Mas não venham com golpe”. A presidente Dilma foi mais sutil – imaginem só – falando a atletas em solenidade no Palácio do Planalto: “É possível sofrer derrotas, dificuldades no caminho, mas todo atleta levanta e segue em frente. Muitas vezes não ganha na primeira, na segunda ou na terceira. E segue lutando para ganhar. E respeita o resultado do outro atleta, que é o vencedor”. Por sua vez, o presidente do PT, Rui Falcão, em reunião com lideranças petistas em São Paulo, queixou-se de que a oposição tenta “enfraquecer a presidente”. Esperava o quê?

A regra de ouro que o lulopetismo quer ver aplicada – aos outros, é claro – é a seguinte: quem perde uma eleição, como aconteceu com Aécio Neves e Marina Silva em outubro do ano passado, tem de se recolher à condição de derrotado e “respeitar a democracia”. Qualquer iniciativa para “enfraquecer a presidente” é tentativa de promover “terceiro turno”. Exigir que eventuais ilicitudes cometidas na campanha presidencial de Dilma sejam investigadas é “golpe”. Falar em impeachment da chefe do governo – recurso constitucional que o PT defendeu contra seu hoje aliado Fernando Collor – é “atentado à democracia”. Em resumo: está proibido fazer oposição.

A soberba é desde sempre uma forte característica do PT. O partido nasceu predestinado a mudar “tudo isso que está aí” e ainda hoje muitos petistas se consideram ungidos para essa missão divina.
Como autoproclamados salvadores da pátria, sempre olharam os não petistas com enorme desdém. Dividiram o País entre “nós” e “eles” e decidiram que na luta sem tréguas contra a perversa “elite” não existem adversários, mas inimigos. Finalmente descobriram que, quando não se consegue derrotar o inimigo, a solução é aliar-se a ele. Assim, aqueles que eram antes os mais legítimos representantes da perversa “elite”, os grandes banqueiros e homens de negócio, passaram a ser cortejados para que apoiassem o PT, dando a seu governo “estabilidade política” e “equilíbrio institucional”.

A partir do momento em que chegaram ao poder, os petistas se deram conta de que seu grande problema passava a ser como nele se manter. A solução era óbvia: fazer alianças, não importa com quem nem a que custo. É verdade que nos primeiros anos o panorama social melhorou. E não se deve desmerecer essa importante conquista. Mas, se nessa questão há mérito, sobra demérito na igualmente fundamental questão moral. A crônica policial e forense dos últimos anos demonstra que a corrupção tomou conta da política e da administração pública em níveis sem precedentes. Como temos repetido neste espaço, Lula e o PT não inventaram a corrupção, mas tornaram-na prática generalizada, endêmica. E beneficiaram-se disso, tanto no plano político quanto no material, como se constata pelo elenco de endinheirados petistas encarcerados – ou ainda em liberdade.

Sobraram para o PT o discurso – o que não representa nenhuma dificuldade para políticos que, como Lula, nunca desceram do palanque – e a esperança de que, por força da repetição, suas patranhas se tornem verdades. Mas é uma esperança vã. O brasileiro não é idiota. Nem um competente encantador de multidões como Lula consegue enganar todo mundo, todo o tempo. O “terceiro turno” das pesquisas de opinião demonstra que o Brasil repudia categoricamente o populismo lulopetista.

Olha a ideia de um advogado do PT. A oposição já tem resposta para isso...Vejam.

Chico... 
Coluna Painel-Folha

Marco Aurélio de Carvalho, advogado do PT que estava com José Eduardo Cardozo ontem -quando o ministro da Justiça foi hostilizado na Paulista-, defende que o partido reaja com humor às manifestações.

... e Francisco "Quem sabe não está na hora de fazermos uma coxinha inflável e colocar ela para percorrer o país?", sugere Carvalho, como resposta ao Lula inflável.

O último a sair apague a luz...

Josias de Souza


Ninguém diz em público, talvez para evitar que os receios virem pânico. Mas dissipou-se a presunção de que a presença de Joaquim Levy na Esplanada restauraria a confiança na economia brasileira, estilhaçada sob Dilma Rousseff graças à combinação de três flagelos: gastos públicos desmedidos, negligência com o controle da inflação e malabarismos contábeis. A capacidade do ministro da Fazenda de evitar o desastre se esgotou.

Ironicamente, um dos feitos de Levy nos seus oito meses à frente da Fazenda —a desmontagem da usina de fantasias— tornou mais visível o malogro dos planos do ministro. Sem força política para ressuscitar a CPMF e rendido ao realismo fiscal, o governo envia nesta segunda-feira ao Congresso o projeto de lei do Orçamento para 2016 com um déficit. O buraco nas contas é uma evidência material do insucesso dos planos de Levy.

Ao chegar, vindo da diretoria do Bradesco, Levy fixara uma meta de superávit fiscal. O governo pouparia 1,13% do PIB para amortizar os juros de sua dívida. A estagnação da economia levou à queda na arrecadação de impostos, que forçou a revisão da meta de Levy para algo próximo de zero: 0,15% do PIB. Hoje, o governo já trabalha com a perspectiva de não conseguir entregar nem esse resultado mixuruca. Estima-se que 2015, a exemplo de 2014, fechará no vermelho. Verifica-se agora que também 2016 pode fechar com déficit.

A primeira consequência prática da sucessão de buracos é a elevação da dívida bruta do governo como proporção do PIB. Esse indicador mede a capacidade de solvência do país. O segundo desdobramento é a elevação do risco de o Brasil ser rebaixado para o grupo de caloteiros na avaliação das agências de classificação de risco. Se perder o status de “grau de investimento”, o Brasil afugentará investidores. E as empresas brasileiras perderão o acesso ao crédito barato nos mercados internacionais —riscos maiores, juros mais salgados.

Dá-se de barato no governo que a agência americana Standard & Poor’s, que recentemente reduziu a avaliação do Brasil para negativa, deve rebaixar a nota do país em 2016. Outras duas agências que conferem ao país o ‘grau de investimento’, a Moody’s e a Fitch, submetem a nota a um processo de reavaliação.

Nos debates internos, autoridades do governo reconhecem que, para evitar o pior, seria necessário aprovar ainda em 2015 um ambicioso pacote de reformas. Coisas antipáticas. Por exemplo: o endurecimento das regras para a concessão de aposentadorias do INSS. O diabo é que Dilma não exibe musculatura política para se impor no Congresso. A boa vontade dos congressistas diminui na proporção direta do avanço da taxa de impopularidade da presidente e das investigações da Lava Jato.

Simultanemente, Levy sugere uma revisão de todos os programas do governo, inclusive os sociais. Coisa destinada a racionalizar os gastos, eliminando sobreposições e preparando o terreno para cortes draconianos nas despesas federais. A questão é que Dilma só parece disposta a levar a austeridade fiscal até certo ponto. O ponto de interrogação. Uma dúvida puxa a outra: Qual é o prazo de validade de Joaquim Levy?

Pensando bem...

Reinaldo Azevedo

A hipocrisia dos petistas e de seus colunistas amestrados é mesmo asquerosa. É irritante vê-los todos ofendidos por causa do Pixuleko, o boneco inflável em que Lula aparece vestido de presidiário. Parece que se está chutando a santa, numa atitude iconoclasta em sentido religioso mesmo. Não! A única iconoclastia foi cometida por quem meteu a faca no… ícone! Qual é a dos petistas?

Vejam esta foto de Juca Varella (FolhaPress)


Quem é esse? É uma tentativa de representar Fernando Henrique Cardozo em 1998. Quem patrocinou o protesto? O PT e a CUT. O que eles pediam? “Fora FHC”! Alguma suspeita ou acusação de que o presidente, então, tivesse cometido crime de responsabilidade? Nem a mais remota. FHC não tinha nem um mês à frente do novo mandato, e Tarso Genro, à época um figurão do PT, defendeu em artigo na Folha o seu afastamento.

Ninguém foi lá bater nos petistas. Ninguém os chamou de golpistas. Ninguém tentou confronto de rua. Consta, informa Folha, que os companheiros disseram ter gastado R$ 32 mil para fazer aquele troço em 1998. Eu, hein!? Já era um caso, acho, de superfaturamento até entre a companheirada. Não vale! FHC foi malhado depois.

Vejam esta outra imagem, de Joel Silva, da Folhapress.


Trata-se de um protesto de policiais civis, em 2013, que contou com o apoio do PT, por elevação de salários. Na foto abaixo, de novo, o governador é alvo, aí por causa da crise hídrica. Notem quem assina a faixa: MTST, um dos muitos esbirros do petismo. E isso tudo sempre foi chamado por aquilo que é: liberdade de expressão.


Outra foto.


Em 2005, PSOL, PSTU, PCB, PDT e até o Prona organizaram um protesto em Brasília. Vejam ali o Lula caracterizado como traidor e associado a Collor.

Ora, quando grupos que pedem o impeachment de Dilma resolvem fazer um boneco de Lula caracterizado como presidiário, aí os petistas se comportam como santinhas no lupanar? Tiram ares de ofendidos?

Então só as esquerdas têm licença para fazer graça, caricatura e ironia? Então só elas têm o privilégio de criar pechas, de maldizer, de escarnecer? Então a linguagem do protesto é domínio exclusivo de “companheiros” e “camaradas”?

Uma ova! As esquerdas perderam as ruas, e se revelou a sua condição essencial, que é o divórcio do povo. Desde quando esses caras representam a maioria? Enquanto foi possível dar um truque nos brasileiros, escondendo os pés de barro de uma economia condenada a ruir, viveu-se a ilusão de que as esquerdas haviam aprendido alguma coisa.

Mas elas não aprenderam nada. Muito menos a ser tolerantes com a divergência. Continuam querendo bater, espancar, esfolar e, se possível, como fizeram no passado e fazem ainda hoje no comando ditaduras e protoditaduras, matar.

Mas não farão por aqui! Perderam e vão ter de se conformar.

A coluna Faisqueira do nosso Jornal Gazeta do Alto Piranhas. Vejam os bastidores políticos de Cajazeiras e outros destaques.

Frase da semana: 

“Brasília anda meio esquisita” – Governador Ricardo Coutinho no discurso de inauguração da Estrada do Amor, em Cajazeiras, no dia 21 de agosto.

Operação Andaime: primeira vitória


O advogado Jonas Bráulio de Carvalho Rolim, que havia sido denunciado pelo MPF, perante a 8ª Vara federal, com sede em Sousa, por suposta prática de fraude em processo judicial, na Operação Andaime, obteve um Habeas Corpus, trancando a Ação Penal em desfavor do advogado, por unanimidade, na 5ª Região Federal, em Recife.

O preço da liberdade

Ultimamente, com mais intensidade, os fiscais do IBAMA têm circulado em nossa região, com o objetivo de flagrar os “pegadores” de passarinho e quando encontrados aplicar as devidas multas. Um cidadão comentou: “estas operações custam uma fortuna: diárias, combustíveis, etc. e complementou: este é preço da liberdade de um passarinho, entenda este país se quiser. 

Privilégio

Quem passa os olhos no Sagres e vê as prestações de conta da Câmara Municipal de Cajazeiras, observa alguns privilégios: o primeiro deles é com relação às publicidades pagas e depois com as diárias distribuídas entre os edis: nos dois casos uns com muito, outros com nada.

Grandioso racha


Talvez, analisam alguns observadores, que a saída do deputado estadual José Aldemir Meireles, depois de mais de uma década de convivência, do grupo de Carlos Antonio/Denise, seja o maior racha dos últimos tempos na política partidária de Cajazeiras. 

Grandioso racha 2

A justificativa de José Aldemir para romper politicamente, parte do principio de que é necessário um processo de renovação nas pessoas que disputam o poder no município, iniciado por Léo Abreu e Carlos Rafael, que naufragou em plena praia.

Grandioso racha 3


José Aldemir chegou inclusive a citar nomes, dentre eles o do médico cajazeirense, Marcílio Cartaxo, filho de Deodato Cartaxo, que tem um círculo de amizade muito forte na cidade e na capital do estado que talvez, pelo amor a cidade, pudesse se envolver na política partidária do município, além de outro médico, Pablo Leitão

Grandioso racha 4


Comenta-se nas esquinas da cidade que José Aldemir estaria recebendo incentivos de uma boa parcela da classe média da cidade para ser o candidato das oposições e para isto estaria tendo o apoio do ex-prefeito e ex-deputado Antonio Vituriano de Abreu.

Uma voz na oposição

Depois que Vituriano de Abreu deixou de fazer o seu programa semanal, retransmitido pelas emissoras de Cajazeiras, se constituía numa voz forte das oposições da cidade. Sem mandato, Vituriano, pouco tempo tem aparecido na mídia, para fazer o que mais gostava: detonar as ações administrativas do governo Ricardo Coutinho.

Aprendendo

Enquanto isto, o deputado estadual José Aldemir está começando a aprender a ser oposição no município de Cajazeiras, até porque ele esteve tão misturado e junto ao grupo e ainda tem inúmeros amigos nele, que em alguns momentos tem tido o cuidado para não perdê-los ou feri-los com suas palavras.

Sem cabeça

Uma mula sem cabeça, esta é uma frase que se tem ouvido nas rodas políticas da cidade a respeito do PMDB, cujo diretório municipal de Cajazeiras não tem presidente e muito menos o resto da diretoria. 

Detonou


Enquanto a prefeita Denise usa uma linguagem mais conciliadora e amena quando é pra combater os seus adversários, o ex-prefeito e seu marido, médico Carlos Antonio, bota pra quebrar, arrebentar e torar no meio e em determinados momentos tem sido cruel e ferino. Embora alguns correligionários o critiquem sobre as suas falas, mas o fato é o povão adora e vai à loucura quando ele esbraveja e sai atirando. A campanha em 2016, promete, e como promete.
De Jesus podemos fazer piadas, né? 
LUIZ FELIPE PONDÉ
Folha de São Paulo

Quem defende o respeito a símbolos islâmicos deveria ser a favor de qualquer lei que proíba piadas feitas com Jesus

Tem muita gente com medo dos evangélicos. Acho que deve ser trauma de infância. Talvez essa gente tenha sofrido na escola bullying de algum evangélico mais forte ou de alguma evangélica mais bonita.

A tentativa de criar uma lei multando quem fizesse piada com ícones religiosos (leia-se Jesus) deixou os inteligentinhos com medinho.

O assunto é sério. Primeiro, deixo claro que sou contra essa lei. E mais: sou contra toda e qualquer forma de proibição sobre o humor. Mas aqui é que a coisa pega. Os inteligentinhos só defendem a liberdade de expressão no que interessa a eles. Por isso, quando reclamam contra essa lei absurda, soa "fake". Vou explicar o porquê de soar "fake".

Óbvio: a falha nos inteligentinhos não é intelectual, mas ética. Sócrates já nos ensinou que o problema do conhecimento é, antes de tudo, ético. Para ele, saber é descobrir a própria ignorância. Quanto mais sei, mas sei que nada sei. É a atitude ética que define o sujeito do conhecimento na maiêutica socrática. Mas voltemos a coisas mais mundanas.

Lembremos o que muitos inteligentinhos corretinhos falaram quando aconteceu a tragédia do jornal francês "Charlie Hebdo" em janeiro.

Na época, os bonitinhos disseram coisas como: os cartunistas não respeitaram "o outro". Adoro excepcionalmente essa coisa do "outro". Disseram também coisas como: só se pode fazer piadas com opressores. Ao longo dos anos fui percebendo que uma das maiores falhas de caráter hoje em dia, no que se refere ao debate público, é gente que sempre coloca essa coisa de "oprimidos x opressores" quando vai analisar o mundo. Gente séria não usa isso como argumento. Em 200 anos rirão desse argumento. Outros disseram que a função da mídia é proporcionar a vida harmoniosa entre as diferentes culturas.

Mas, se isso for a missão da mídia (eu não concordo, acho essa ideia uma forma de censura sem vergonha travestida de bom mocismo), então por que proibir piadas com Jesus estaria errado? Por que não se deve "provocar" os muçulmanos, mas pode-se "provocar" os cristãos?

Quer dizer que piadas com Jesus tá valendo, mas com o profeta não? Claro, o cristianismo é o "opressor" e blablablá. Eis a evidência máxima da incoerência de quem critica piadas com o islamismo, mas acha que tudo bem piadas com o cristianismo.

Minha hipótese é mais embaixo: bonitinhos são normalmente medrosos e, por isso, têm medo (com uma certa razão) do islamismo, porque essa moçada não vota no PSOL e não "cobra multa" para quem ofender o profeta.

Há mais um problema a ser analisado nesse assunto. Há anos, inclusive entre nós no Brasil, criou-se a moda de processar humoristas e proibir piadas com X e Y (não vou citar grupos porque a maré não está para peixe).

Os evangélicos apenas estão aprendendo a se mover no mundinho da censura travestida de "direitos" e "dignidades". Perceberam que há uma tendência puritana no mundo e estão querendo pegar carona no papinho dos "direitos a dignidade".

Quem é contra piadas com X e Y ou quem acha que devemos respeitar os ícones islâmicos não tem moral para se posicionar contra qualquer tentativa de proibir piadas com Jesus. Pelo contrário, deveria ser completamente a favor de qualquer lei que proíba piadas com Jesus.

Mas aqui surge a última questão: o fato é que os bonitinhos acham legal falar mal do cristianismo porque se movem por meio de argumentos do tipo "piadas só com os opressores", e, com isso, garantem seu mercado particular de piadas, mas complica o mercado dos outros.

"Follow the money" sempre é uma boa ideia para descobrir motivações escondidas. Principalmente quando tratamos com gente que trabalha "contra a opressão".

Preste atenção numa coisa: quando alguém disser que faz alguma coisa por alguma razão superior a dinheiro, saiba que ela faz o que faz, antes de tudo, por dinheiro. Mesmo que seja apenas para evitar que você ganhe dinheiro.

Acho uma lástima que a arte, a filosofia e as ciências humanas resolveram "construir um mundo melhor". A hipocrisia, então, se oferece como virtude. Todos perdemos.

ponde.folha@uol.com.br

'Mas pia mermo'!

Vigilantes penitenciários são presos suspeitos de levar detentas para casa

Polícia apura se um deles possui relacionamento amoroso com reeducanda.

Após flagrante, presas acusadas de homicídio e latrocínio voltaram à cadeia.

Paula Resende
Do G1 GO

Detentas foram retiradas de cadeia e levadas para casa de vigilante 

Uma mulher e um homem que são vigilantes penitenciários temporários foram presos, neste domingo (30), suspeitos de levar para a casa de um deles duas reeducandas da Unidade Prisional de Rio Verde, no sudoeste goiano. A Polícia Civil investiga se uma das detentas possui um relacionamento amoroso com o servidor.

As reeducandas cumprem pena em regime fechado. Uma delas, de 30 anos, foi condenada por homicídio e a outra, de 37, por latrocínio. Após o registro de ocorrência, elas voltaram para a unidade prisional.

A assessoria da Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) informou, em nota, que os vigilantes foram afastados. Eles também vão responder a processo administrativo disciplinar por retirar as detentas da prisão sem motivos legais que justificassem a saída.

O delegado Francisco Lipari Filho explicou ao G1que, após uma denúncia anônima, a Polícia Militar foi ao presídio para fazer a contagem das detentas. Os vigilantes foram informados da ação policial e decidiram voltar à cadeia. Quando retornavam ao presídio, os suspeitos, que estavam em um carro do sistema prisional, foram flagrados pela PM e levados à 8ª Delegacia de Polícia de Rio Verde.

Saída de presídio
De acordo com o investigador, a vigilante estava em horário de serviço quando retirou as presas da cela, por volta das 21h de sábado (29). Já o outro suspeito estava de folga.

Os servidores alegaram à Polícia Civil que tinham retirado as detentas da cadeia para levar uma delas ao hospital. “Eles disseram que no caminho para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) a reeducanda disse que não precisava mais de atendimento médico. Então, eles resolveram ir à casa do agente prisional e lá ficaram”, contou o delegado.

Os suspeitos alegaram que ficaram conversando com as detentas na casa. A Polícia Civil investiga se os quatro realmente foram ao imóvel, qual a intenção da retirada das presas da cadeia e se isso já havia ocorrido outras vezes.

Os vigilantes seguem detidos. Conforme o delegado, ambos foram autuados por facilitação de fuga. O homem também vai responder por porte ilegal de arma de fogo por não ter autorização para andar armado fora do trabalho. Eles estão à disposição do Poder Judiciário.

Vigilantes estão presos em Rio Verde
Lauro Jardim

Tempo chuvoso

O ex-vereador do PT Alexandre Romano, o Chambinho, preso na Lava-Jato, acusado de receber dinheiro da Consist Software, responsável pela gestão de crédito consignado a servidores públicos federais, para facilitar a vida da empresa, decidiu fazer um acordo de delação premiada.

Além do que já disse sobre Luiz Gushiken, e o ex-tesoureiro Paulo Ferreira dois nomes estrelados do PT aparecerão nos depoimentos de Romano, de acordo com o que ele já contou ao seu advogado: o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann.

E quem ainda pode acreditar?

Me engana que eu gosto

FERREIRA GULLAR
Folha de São Paulo

Para Lula, a Lava Jato é uma conspiração contra aqueles que, de tanto defenderem os pobres, ficaram ricos

Vou hoje comentar o discurso que Lula fez na abertura da Marcha das Margaridas, em Brasília, há algumas semanas. Apesar do atraso com que o faço, parece-me oportuno comentá-lo pelo caráter exemplar da maneira como, ele, ex-presidente da República, manipula os fatos da realidade nacional.

A tal marcha foi organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), certamente por iniciativa de Lula, visando pôr em prática o conselho que tem dado a Dilma para enfrentar sua crescente impopularidade.

Na sua opinião, ela deveria ir para as ruas mobilizar o povo contra os adversários. Sucede que onde ela aparece é vaiada. Logo, para "falar às massas", terá de fazê-lo em recinto fechado, como tem feito ultimamente.

A Marcha das Margaridas começou na rua quando Lula discursou –mas foi solidar-se com Dilma dentro do Palácio do Planalto, longe do povo. Ali, devidamente protegida, disse o que sempre diz, isto é, que as dificuldades são passageiras, pois se trata apenas de uma travessia.

Já o discurso de Lula merece ser comentado, por ser exemplo da versão que ele (e o PT também) apresenta dos fatos políticos e particularmente das sucessivas denúncias que têm vindo a público com as delações feitas pelos sócios do governo petista nas propinas.

Ele começou o discurso pedindo compreensão para os erros do governo, mas logo em seguida afirmou que a responsabilidade da crise não cabe à presidente Dilma Rousseff. Diz isso para depois admitir que ela erra, mas erra como todo mundo e, por isso, devemos ter compreensão com seus erros. A essa altura, quem o ouvia certamente se perguntava, afinal das contas, se Dilma errou ou não errou. Mas o objetivo era exatamente esse: confundir o pessoal.

Logo depois, mudou o tom de sua fala, alegando que "este é o momento de a gente levantar a cabeça e dizer para a companheira Dilma que o problema, pelo qual o país está passando, não é só seu, é nosso".

Ou seja, a culpa é de todos. Portanto, "se ela errar –porque todo mundo erra– temos de levar em conta que ela é nossa e temos de ajudá-la a consertar".

O discurso é uma descarada embromação. Se o país está em crise, a culpa não é de Dilma, mas teríamos todos de ajudá-la a consertar o erro, ou seja, como ela é nossa, "vocês terão de apoiá-la a qualquer custo". Sim, porque, se os próprios petistas se convencerem de que Dilma levou o país ao impasse por incompetência, a culpa será dele, Lula, que a fez presidente da República.

Por essa razão, mais uma vez, há que enganar os que ouvem seu discurso, deliberadamente confuso e embromatório. Mas nisso Lula é mestre, e o ensinou a seus auxiliares imediatos. A verdade, porém, é que essa conversa de Lula só engana quem quer ser enganado.

De qualquer modo, com a inflação crescente, os preços todos subindo e o desemprego aumentando a cada dia, não é possível, mesmo para Lula, descomprometido com a verdade, afirmar que está tudo bem. Por isso, forçado a reconhecer que a coisa vai mal, transforma Dilma em vítima. Mas sua desconsideração com a verdade não tem limites, pois chega a afirmar que ele também já passou por situação semelhante, em 2005, quando tentaram contra ele o impeachment e "só levantei a cabeça graças a vocês".

Tudo mentira, já que, naquela ocasião, ninguém tentou derrubá-lo, nem havia crise econômica ou política, como agora; o que havia era o escândalo do mensalão, quando ele e sua turma usaram dinheiro público para comprar deputados. A falcatrua foi comprovada e seus principais auxiliares –José Dirceu, Genoino e Delúbio Soares– foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele, Lula, esperto como sempre, escapou dessa e, apesar disso, em vez de se envergonhar do que fez, apresenta-se como vítima de uma conspiração que visava derrubá-lo.

Segundo ele, o mesmo se tenta agora com a Operação Lava Jato. Tudo conspiração da elite branca contra ele e seus comparsas, os defensores dos pobres que, de tanto defendê-los, ficaram ricos.

Na capa d'O Globo


No jornal Lance! Mengão avança


A primeira página do jornal Estado de Minas


Na capa do jornal Folha de São Paulo


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Dilma envia orçamento ao Congresso com déficit

Globo:  Governo pressiona congresso com orçamento deficitário

Extra: Ronaldinho Gaúcho sai vaiado do Maracanã

ValorEconômico: Proposta de orçamento prevê déficit, pela primeira vez na história

Estadão: Sem CPMF, governo envia orçamento com déficit

ZeroHora: RR 600 na conta e greve

EstadodeMinas: Até pesquisa de emprego está sem emprego

CorreioBraziliense: Calvário em busca de um pediatra

CorreiodaBahia: Governo decide enviar orçamento com déficit

- DiáriodoNordesteRotina de violência: tiroteios deixam 6 mortos na capital

DiáriodePernambuco: Orçamento: vermelho no alto

CorreiodaParaíba: Orçamento de 2016 terá previsão de queda 

domingo, 30 de agosto de 2015

Exclusivo: "Janot atua como advogado de Dilma", diz Gilmar Mendes
O Antagonista

O ministro Gilmar Mendes falou ao Antagonista agora à noite. Ele está indignado com o arquivamento do caso da gráfica fantasma e acha que Rodrigo Janot se desviou da função de chefe do Ministério Público. "Janot deve cuidar da Procuradoria Geral da República e não atuar como advogado da presidente Dilma".

Para o ministro, o caso continua a merecer investigação. "A VTPB recebeu R$ 23 milhões, mas não tem funcionários nem equipamento. Pode haver outros crimes, inclusive fiscais e previdenciários. Houve fraude dentro da campanha".

Gilmar Mendes diz que Janot extrapolou na função de procurador
"Está fazendo aquilo que todo juiz deveria fazer e não faz", diz Joaquim Barbosa sobre Sérgio Moro
Ex-ministro do STF palestrou na manhã desta quinta-feira no Teatro do Sesi, em Porto Alegre, durante o encerramento da Expoagas 2015
Por: Bruna Scirea

Palestra durou pouco mais de meia hora e foi interrompida, diversas vezes, por aplausos que tomaram conta do Teatro do Sesi, na Fiergs

Convidado como o principal palestrante da Expoagas 2015, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa expôs a um auditório lotado, na manhã desta quinta-feira, em Porto Alegre, sua leitura sobre como a política brasileira se encaminhou para o estado atual: "um cenário de fraude, engodo e violação de leis", como define.

Para o jurista, a corrupção tem como base uma sociedade desigual, o exercício de cidadania muito recente, trocas de favores na esfera pública e a "promiscuidade" que está na raiz da relação entre a política e o poder econômico. No pacote de fatores elencados, não escapou ainda uma alfinetada no Judiciário. Ao ser questionado sobre a atuação do juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava-Jato, o ex-ministro fez um elogio breve:

— Está fazendo aquilo que todo juiz deveria fazer e, lamentavelmente, não faz.

Em sua fala de pouco mais de meia hora, interrompida diversas vezes por aplausos que tomavam conta do Teatro do Sesi, na Fiergs, Barbosa falou da história do Brasil e citou a "estadania" como principal elemento para a sujeira que se entranha na política no país.

A corrupção sistêmica é causada por essa mescla entre empreendedorismo econômico e, ao mesmo tempo, recebimento de vantagens financeiras da parte do Estado. (...) A dependência excessiva de benefícios empresariais concedidos pelo Estado corrompe completamente a lógica do sistema público capitalista, a começar pelos próprios pilares, que são os princípios da concorrência e da livre iniciativa — argumentou Barbosa.

A partir da aproximação com o governo, empresas buscam privilégios econômicos. Por sua vez, a partir da proximidade com o setor privado, a máquina pública pretende conquistar o financiamento. É o processo que o ex-ministro chamou de "toma lá, dá cá":

Políticos naturalmente querem se eleger e se perpetuar nos cargos para os quais são eleitos. Já os empreendedores, nessa relação promíscua, com esse tipo de financiamento, querem subsídios, como uma espécie de dopantes que os ajudem a tirar a concorrência do seu caminho. Essa dinâmica perversa precisa urgentemente ser extirpada da vida pública brasileira.

Aplaudido a cada intervalo, o relator do processo do mensalão no STF disse ainda haver uma "nuvem de silêncio hipócrita" no país quando o assunto é a troca de vantagens dentro da esfera pública.

Todos sabem qual a motivação das cúpulas dos partidos políticos quando, sem o menor pudor, pressionam o Executivo para que este nomeie representantes seus para cargos estratégicos na administração pública. Mas, no debate público atual, existe uma nuvem de silêncio hipócrita sobre o assunto, (...) porque os próprios chefes do Poder Executivo pertencem a essa mesma engrenagem, cresceram politicamente graças a esses mesmos métodos nocivos ao interesse público e, muito provavelmente, devem pensar que não há outra solução — criticou.

Após direcionar a narrativa para uma problema que quase sempre se apresenta como sem saída, a corrupção, Barbosa pediu que a plateia do Teatro do Sesi não tomasse suas palavras com pessimismo:

Devemos reconhecer que a busca por uma sociedade mais justa, em que todos tenham condições de buscar os seus objetivos pessoais, é um eterno trabalho de construção. A meu ver, as nossas instituições evoluíram e hoje estão estruturadas para assegurar estabilidade e um mínimo de certeza, mesmo em situações de aparente crise política ou econômica, como é a que vivenciamos neste momento.

Em um curto bate-papo após a palestra, dentro da programação do evento, o jornalista Rogério Mendelski, da Rádio Guaíba, questionou o ex-ministro sobre a possibilidade e se candidatar à Presidência da República. Barbosa riu e disse que "até que demorou" para a indagação vir.

A minha contribuição com a vida pública brasileira já se esgotou. Já passou o meu tempo. E eu não me ajustaria ao modo como a política é feita no país — respondeu, sob aplausos. E complementou: isso tem que ser mudado.

O senhor mudaria! — gritou alguém da plateia.

Uma andorinha só não faz verão — finalizou o ex-ministro.

Quem sabe faz ao vivo!

Paulo Roberto Costa tem medo. Nós também
O Antagonista

Assista ao vídeo do interrogatório de Paulo Roberto Costa, editado pela Folha de S. Paulo.

É aterrador:

CONTAS PÚBLICAS
Déficit da Previdência sobe 29% de janeiro a julho. Não há ajuste que aguente
POR ALVARO GRIBEL
O Globo

É bem simples entender por que as contas do governo estão no vermelho. Enquanto as despesas subiram 0,4% de janeiro a julho, as receitas caíram 3,6%. Com isso, o rombo do Governo Central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) chegou a R$ 9 bilhões. No mesmo período do ano passado, o resultado foi positivo em R$ 15,1 bi.

O que mais pesou no aumento de gastos foi a Previdência Social, que subiu 2,7%, gerando uma despesa adicional de R$ 6,3 bilhões, em termos reais. O rombo da Previdência saltou de R$ 31,2 bilhões para R$ 40,3 bi nos sete primeiros meses do ano. Um crescimento de 29%. O Tesouro até conseguiu reduzir despesas em 1,1%, ou R$ 4,1 bi, mas isso não foi suficiente.

"O decréscimo real de R$ 4,1 bilhões (1,1%) nas despesas do Tesouro Nacional, que foi mais que compensado pelo aumento real de R$ 6,3 bilhões (2,7%) nas despesas da Previdência Social", diz o relatório do Tesouro Nacional.

A queda das receitas de 3,6% corresponde a uma perda de R$ 28,4 bilhões em relação ao mesmo período de 2014.

Os números colocam ainda mais pressão sobre a nota de crédito do Brasil e o Congresso Nacional. Sem um aprofundamento do corte de gastos e do ajuste fiscal, é cada vez maior o risco da perda do grau de investimento.
Morro do Cristo Rei de Cajazeiras está com os dias contados para desaparecer. Veja vídeo



Morados do bairro Cristo Rei em Cajazeiras estão revoltados com o descaso por parte dos órgãos de Cajazeiras, com o nosso principal ponto turístico. Além do total abandono, agora a especulação imobiliária está destruindo o morro.

Fotos e vídeo que circulam na internet mostram máquinas pesadas destruindo nosso patrimônio natural, para construção de casas sem nem um tipo de segurança.





Onde está o ministério público que não ver isso! Onde está a secretária de planejamento que não fiscaliza!

O caso será levado à tribuna da Câmara pelo vereador Alysson Lira (Neguim do Mondrian) que já tinha chamado a devida atenção para o problema.

Dilma no teatro do absurdo

Por Fernando Gabeira

Não sei o que é pior: fingir que não viu ou levar tanto tempo para descobrir

Quando Dilma assumiu pela segunda vez, alguns analistas afirmaram que enfrentaria uma tempestade perfeita, tal a configuração de fatores negativos que a cercavam. Esses analistas não contavam ainda com a desaceleração chinesa nem com a tempestade das tempestades: o El Niño, que deve ser intenso este ano. Hoje, é possível dizer que Dilma enfrenta uma tempestade mais que perfeita. Além dos fatores habituais, economia e política, ela terá de se preparar para grandes queimadas no Norte e inundações no Sul do Brasil.

Como deputado, trabalhei no tema El Niño em 1998. Não se consegue impedir as consequências do aquecimento do Pacífico Sul. Com alguma preparação adequada é possível atenuá-las. Usando a velha tática petista, quando o El Niño chegar, o governo vai sair gritando: “toma que o filho é teu”.

Ela decidiu agora que seu próprio secretario pessoal será o articulador político. Isso me lembra uma peça de Harold Pinter: dois andarilhos entram numa cozinha de restaurante e, de repente, começam a surgir pedidos de pratos suculentos. Na magra mochila de viagem, tentam achar algo que possa pelo menos atenuar a pressão dos pedidos.

Dilma está tirando da sua mochila um secretário pessoal para ser a interface com as raposas do Congresso. Certamente vão devorá-lo, com o mesmo apetite dos índios que comeram o bispo Dom Pero Sardinha no litoral brasileiro. Dilma e o PT estão fazendo um aprendizado doloroso com as palavras. Em certos momentos criam uma nova língua; em outros, limitam-se a cortar as frases a machadadas. Dizem, por exemplo: “nunca um governo investigou tanto a corrupção”. Mas hesitam horrorizados diante da conclusão lógica: descobrimos que somos nós os culpados.

Pela primeira vez, Dilma mencionou o assalto à Petrobras, lamentando o envolvimento de algumas pessoas do PT. O tesoureiro do partido está preso. Tantos anos de assalto. Dilma custou a reconhecê-lo. Meses depois, está desapontada porque havia gente do PT. Não sei o que é pior: fingir que não viu ou levar tanto tempo para descobrir.

Dilma disse que não pode garantir que 2016 será maravilhoso. Claro que não pode. Primeiro porque os fatos econômicos apontam para um ano difícil. Segundo, porque em 2016 ninguém sabe onde ela estará. “Demorei a me dar conta da gravidade da crise”, disse ela. Era um governo de idiotas ou de mistificadores? Como não se dar conta de uma realidade ululante?

Valeria entrevistar agora aquela assessora do Santander que descreveu a crise. Perseguida pela campanha de Dilma e pelo próprio governo, acabou sendo demitida pelo banco. Como será que ela reagiu à desculpa esfarrapada? Naquele momento, Dilma não apenas demorava a se dar conta da crise. Considerava descrevê-la como um ato de terrorismo eleitoral.

Dilma recusou-se a reduzir ministérios. Agora, aparece um ministro dizendo que vão cortar dez, mas não menciona quais nem quando. O discurso do governo é apenas cascata. A própria Dilma é uma cascata, inventada por Lula. Dirigiu o setor de energia no Brasil, com fama de gerentona. Deu quase tudo errado, do preço da conta de luz à ruína da Petrobras.

Essa história de coração valente é um mito destinado a proteger a roubalheira de agora com o manto de uma luta pretérita. É uma versão atenuada dos braços erguidos de Dirceu ao ser preso pela primeira vez. Há varias razões para se respeitar o passado. Uma delas é realçar a necessidade da luta contra o governo militar, reconhecendo, no entanto, na luta armada um equivoco histórico. E no seu objetivo estratégico, a ditadura do proletariado, uma aberração que os tempos modernos desnudaram com absoluta nitidez.

Como um personagem do teatro do absurdo, Dilma vai continuar buscando na mochila vazia respostas patéticas para as demandas complexas que o momento coloca.

Muita gente acha que não há motivo para impeachment. Mas o Ministro Gilmar Mendes, pelo menos ele, teve o cuidado de examinar as irregularidades de campanha e propor um cruzamento com os dados da Lava-Jato.

O Brasil é dirigido por um governo que transformou a política numa delinquência institucional. O país acaba de descobrir o maior escândalo de corrupção da História. Gilmar Mendes apenas colocou o ovo de pé: houve um grande escândalo de corrupção que beneficiou o PT. Dilma fez uma campanha milionária. Depoimentos do Petrolão indicam que o dinheiro foi para a campanha. Empresas fantasmas já apareceram. Por que não investigar o elo entre a campanha de Dilma e as revelações da Lava-Jato?

Não se trata de ser contra ou a favor. Trata-se apenas de não sentar nos fatos, Como velho jornalista, sei que os fatos são como baioneta: sentando neles, espetam.

Pois, então, tá....

Lauro Jardim

Odebrecht: “cabeça é para pensar”

Muita gente deve ter se perguntado por que Marcelo Odebrecht anotava tantas coisas em seu celular. Quem o conhecia e notava o hábito, conta o motivo: “O Marcelo dizia que cabeça é para pensar e não para guardar”.
Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff desistiu da CPMF. Pois é. Deveria ter desistido do governo, deixando a administração para quem reúne hoje mais condições políticas e técnicas. O conjunto da obra impressiona. Em três dias, o Palácio do Planalto sacou da algibeira o famigerado imposto, pôs o corneteiro Arthur Chioro para defender a proposta, tentou arrastar prefeitos e governadores para o buraco, assistiu a um verdadeiro levante da sociedade contra a tunga e, ora vejam…, teve de recuar.

Quem terá dado à governanta a sugestão? Com a saída do vice, Michel Temer, da coordenação política, Aloizio Mercadante voltou a se agigantar no Palácio e dá de novo as cartas. Quais cartas e para quem? Ninguém comparece para jogar com a presidente.

Dilma ter-se metido nessa trapalhada da CPMF diz bem o que é o seu governo e a forma como ela toca o dia a dia do país. Só uma presidente absolutamente alheia a tudo o que está à sua volta condescenderia com a criação de um imposto a esta altura do campeonato.

Notem que o Planalto não se encarregou nem mesmo de tentar esconder a malandragem. Enquanto Chioro cornetava uma tal “Contribuição Interfederativa da Saúde”, a área econômica deixava claro que o dinheiro buscaria mesmo é cobrir o rombo de caixa. O país está fabricando déficit primário, e o governo cogita já assumi-lo para 2016, desistindo da meta de superávit primário de 0,7% do PIB.

Se a proposta era, por si, espantosa, não menos surpreendente foi a forma como se imaginou que pudesse ser implementada, sem negociar com ninguém. Quando percebeu o tamanho da barafunda, Dilma resolveu correr para pedir auxílio a Temer, o mesmo que teve de deixar a coordenação política porque havia sempre petistas no meio do caminho. O vice disse a Dilma que afastasse dele aquele cálice. Ele não iria entrar na, literalmente, roubada. Os que tomaram a decisão absurda que tentassem convencer a sociedade.

Não menos espantoso é lembrar que o Executivo não pode criar taxas sem a aprovação do Congresso. E a recriação da CPMF, dado o atual quadro da economia, não passaria por deputados e senadores nem com reza braba. Alguém sugeriu, então, a Dilma que tentasse enredar os governadores… Mais uma vez! Estes fizeram chegar à presidente a informação de que nada poderiam fazer por ela.

Já escrevi aqui e reitero. A pior de todas as crises, que deriva das outras duas — a econômica é a política —, é a de confiança. Ninguém mais espera que Dilma vá fazer a coisa certa. A imagem que se tem hoje consolidada da presidente é a de uma pessoa presa no palácio, cercada de coordenadores políticos incompetentes, descolada da realidade do país, alheia à gravidade do momento.

Eis a razão por que digo que o Brasil tem respostas para todas as hipóteses de saída de Dilma. O país só não sabe o que fazer se ela ficar.
Organizações Tabajara
BERNARDO MELLO FRANCO
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - Um ex-ministro de Dilma Rousseff costuma chamar seu governo de Organizações Tabajara. Assim como a empresa fictícia do "Casseta & Planeta", diz ele, o Planalto está sempre bolando alguma ideia mirabolante fadada ao fracasso.

A ressurreição da CPMF é o novo produto dessa fábrica de trapalhadas. Ao propor a criação de um novo imposto, o governo voltou a irritar a classe média e, ao mesmo tempo, afugentou empresários que se aventuravam a defender a presidente.

Na política, o desastre foi grande. A oposição ganhou mais um mote para bater, e o PMDB voltou a se unir contra o Planalto. O vice Michel Temer, que já havia animado os conspiradores ao deixar a coordenação política, encontrou um novo motivo para se afastar ainda mais de Dilma.

O tiro no pé poderia ser evitado com uma simples avaliação do cenário. Se a CPMF foi derrubada em 2007, quando Lula batia recordes de popularidade, a chance de aprová-la agora seria próxima de zero. Por que gerar tumulto com uma ideia que nem deve sair do papel?

Nunca antes um governo espalhou tantas cascas de banana na calçada em que pisa. No início da semana, Dilma já havia transformado uma boa notícia em armadilha ao anunciar os cortes na Esplanada.

Como ela não informou os alvos da navalha, criou-se um novo terremoto na base aliada. Partidos que se estapeavam por cargos de segundo escalão agora estão em pânico com a ameaça de perder ministérios.

Na sexta-feira, um ministro petista lamentava a sucessão de trombadas: "Estávamos construindo um discurso para sair da mira, mas terminamos a semana com todos os canhões apontados para nós".

A crise da CPMF deve voltar com força na segunda-feira. Se insistir na ideia funesta, Dilma acionará uma bomba sob a própria cadeira. Se desistir, será criticada pelo novo recuo e continuará com um buraco bilionário nas contas. As Organizações Tabajara não fariam pior.

A primeira página do jornal Correio Braziliense


No Jogo/Extra: a dor incontida do vascaíno...


As manchetes do jornal Correio da Bahia


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Três dias depois, Dilma desiste de recriar a CPMF

Globo:  Empresas-fantasmas movimentaram R$ 2,6 bilhões

Extra: Viciados em whatsaap

ValorEconômico: TCU é playground de políticos fracassados, afirma Joaquim Barbosa

Estadão: Sem apoio e dividido, governo desiste da recriação da CPMF

ZeroHora: Após críticas, governo recua e desiste de recriar a CPMF

EstadodeMinas: "Temos que nos livrar dessa praga que é o PT", afirma governador de São Paulo

CorreioBraziliense: Após críticas, governo desiste de recriar a CPMF

CorreiodaBahia: Após reações negativas, Dilma desiste da CPMF

- OPovoAs seis apostas para o Enem

DiáriodePernambuco: Promessas para o Estado [feitas pela União] viraram dívida bilionária

JornaldaParaíba: Vaticano suspende poderes de Dom Aldo