terça-feira, 30 de junho de 2015

Acabei de receber mensagem de Zé Filho de Zé Sacristão sobre o lamentável falecimento de sua irmã Jacinta. Ele agradeceu o apoio de todos e deu detalhes do velório e sepultamento. Vejam.


José Alves Pereira Filho

Dirceu. 

Agradeço as suas manifestações e de todos os amigos cajazeirenses que se solidarizam com a nossa família, neste momento de tanta dor pela perda de nossa irmã, Jacinta.

Neste momento, eu e meu irmão Luciano, estamos em Campinas seguindo para Juazeiro do Norte

Sobre o que ocorreu, de fato foi estranho e inesperado o falecimento de Jacinta. Há 30 dias começou uma febre e foi hospitalizada. Vários exames foram feitos e descartadas leucemia e pneumonia. 

Daí, começou a ter problema de respiração e ficando inchada. Um exame de tecido dos glândios foi feito e o resultado talvez seja entregue amanhã. Ontem à noite foi para UTI e hoje às nove horas teve uma parada cardíaca, infelizmente.

Em nome de nossa família, informo que o velório de nossa Flor, como a chamávamos, será na Funerária São Vicente de Paula, ao lado do Hospital Regional de Cajazeiras.. O sepultamento será às 16h no cemitério do bairro Santa Cecília.

Reitero os nossos mais sinceros agradecimentos a todos que estão nos apoiando, com expressivos votos de condolências, nesta hora em que lamentamos a partida de nossa querida irmã.

Polícia prende acusados de roubar e estuprar duas mulheres e matar uma delas.

Polícia diz que dupla estuprou paraibanas e matou uma delas porque pretendia roubar carro

Conforme a polícia, as autoridades conseguiram esclarecer os fatos não só por meio de investigações específicas, mas também pelos relatos da vítima que sobreviveu. A polícia disse que precisou divulgar que a sobrevivente havia perdido a memória para preservar os procedimentos de elucidação do crime

Por Alisson Correia
PortalCorreio

Suspeitos foram presos em João Pessoa e na RMR

Os dois suspeitos de tentar roubar e estuprar duas mulheres de João Pessoa e provocar a morte de uma delas, em Pernambuco, deram início ao crime anunciando um assalto na capital paraibana. Eles pretendiam roubar o carro, mas mesmo tendo o veículo à disposição, a polícia informou que eles mantiveram as ações que culminaram nos crimes. As informações foram repassadas durante entrevista coletiva na Central de Polícia, em João Pessoa, no começo da noite desta terça-feira (30).

A delegada Roberta Neiva, que participou das investigações, disse que a dupla abordou as duas mulheres e o bebê de nove meses, filho de uma delas, no bairro dos Bancários, na Zona Sul de João Pessoa. Na tarde do sábado (20), de moto, eles anunciaram o assalto às vítimas, que estavam de carro, voltando de uma festa em uma escola. Apesar do carro ter sido oferecido pelas mulheres, eles não aceitaram.

Segundo o relato da delegada, com base no depoimento da vítima sobrevivente, um dos dois entrou no carro, tomou a direção do veículo e seguiu para Pernambuco, pela BR-101, enquanto o outro suspeito continuou de moto. Ela falou que um dos envolvidos no crime pretendia roubar o veículo e deixar as mulheres, mas o outro teria insistido em permanecer com as vítimas.

Elas foram levadas para um canavial, na cidade de Goiana, em Pernambuco, onde os suspeitos estupraram as duas mulheres e um deles abandonou o bebê de noves meses na mata. A primeira vítima estuprada foi trancada na mala do carro até que a violência sexual fosse concluída com a outra mulher.

Depois, eles colocaram as duas mulheres na estrada de terra, amarraram cada uma delas com roupas e um deles as atropelou com o carro. Uma não resistiu aos ferimentos e morreu no local e a outra resistiu e se recupera em um hospital de Pernambuco. Os suspeitos levaram o carro para outra parte do canavial, incendiaram o veículo e depois fugiram.

Conforme a polícia, as autoridades conseguiram esclarecer os fatos não só por meio de investigações específicas, mas também pelos relatos da vítima que sobreviveu. A polícia disse que precisou divulgar que a sobrevivente havia perdido a memória para preservar os procedimentos de elucidação do crime.

Foto: Dupla foi apresentada em coletiva
Créditos: Emerson Machado

Um dos suspeitos disse que está arrependido de ter cometido e pediu desculpas à família. O outro apontado de participação no caso não quis falar com a imprensa. 

De acordo com as autoridades, um dos dois já têm passagens pela polícia e antes de cometer os crimes contra as mulheres e o bebê, eles estariam em um bar, no bairro de Mangabeira, na Capital, onde planejavam roubar carros, naquele sábado (20).

Eles poderão responder pelos crimes de roubo, estupro, tentativa de homicídio (contra o bebê e a vítima sobrevivente), todos duplamente qualificados, e um deles deverá responder ainda por homicídio qualificado, por ter matado uma das vítimas. A polícia informou que não houve sequestro.

A delegada Roberta Neiva disse que as vítimas foram levadas para Pernambuco porque um dos suspeitos teria vínculos não só na Paraíba, como também no estado vizinho. Ele foi preso em Igarassu na Região Metropolitana de Recife (RMR).

O caso

Os dois suspeitos foram presos no bairro dos Bancários, em João Pessoa, e na RMR. As informações sobre a prisão foram divulgadas em primeira mão pelo Portal Correio e apresentadas depois pela Polícia Civil do Estado por meio de entrevista coletiva na Central de Polícia na Capital, nesta terça-feira (30).

As vítimas haviam desaparecido no sábado (20) e foram encontradas no domingo (21), em um canavial na cidade pernambucana de Goiana. No local, uma das mulheres morreu com os atos violentos, outra resistiu aos ferimentos e sobreviveu e um bebê de nove meses, filho da sobrevivente, também escapou. Os dois se recuperam bem.
Juiz Federal prorroga, por mais cinco dias, prisão temporária dos envolvidos na operação Andaime
Adjamilton Pereira


O Juiz Federal Marcelo Sampaio, que está respondendo cumulativamente pela 8ª vara Federal, em Sousa, prorrogou por mais cinco dias, em decisão tomada na tarde desta terça-feira (30), as prisões temporárias dos presos, na última sexta-feira, na operação andaime, desencadeada pela Polícia Federal, MPF e CGU, na cidade de Cajazeiras e em outros 03 municípios da região.

Foram prorrogadas as prisões temporárias do empresário Mário Messias Filho (Marinho), que foi candidato a prefeito de Cajazeiras em 2008, os engenheiros Márcio Braga, Jorge Viturino, Horley Fernandes e seu filho Arley Braga, além de Hélio Farias e Afrânio Gondim, que estão presos, na cela 15, do presídio regional de Cajazeiras, desde a noite da sexta-feira (26), após serem ouvidos pela Polícia Federal, na cidade de Patos.

O Juiz justificou a necessidade de prorrogação da prisão dos envolvidos na operação andaime que, conforme informação do MPF visa desarticular quadrilha especializada em fraudar licitações em obras e serviços de engenharia executados por 16 prefeituras do Alto Sertão da Paraíba, para que seja possível fazer uma avaliação mais detalhada na documentação apreendida durante a operação.

A Justiça já havia negado pedido de prisão domiciliar feitos pelos advogados de Horley Fernandes e Hélio Farias, que alegavam serem os mesmos portadores de problemas de saúde. O engenheiro Horley Fernandes chegou a ser transferido, pela direção do presídio, para o Hospital Regional de Cajazeiras, mas o preso foi recolhido, ainda no final de semana, ao presídio padrão de Cajazeiras. Também foram negados pedidos dos presos detentores de curso superior, para que fossem transferidos para a sede do 6º Batalhão de Polícia Militar, além de um pedido de Relaxamento de prisão feito pelo advogado de Afrânio Gondim.

Os que foram presos preventivamente, o construtor cajazeirense Francisco Justino do Nascimento e sua esposa Laninha Alexandre, além do engenheiro Wendel Dantas, esposo da atual prefeita de Joca Claudino, Lucrécia Adriana, continuam recolhidos nos presídios de Cajazeiras.

Estima-se em R$ 18.337.000,00 o montante de verbas federais alcançadas pelos criminosos.

Faleceu Jacinta de Zé Sacristão, aos 52 anos de idade, após parada cardíaca. Era uma grande mulher. À família as nossas mais sentidas condolências. Vejam o lindo texto do seu irmão, Zé Filho.



O sopro da vida de minha querida irmã Jacinta parou.

Flor, apelido carinhoso e apropriado que a sobrinha Caroline colocou, era solteira, sem filhos e contava com 52 anos de idade.

Até na hora de partir foi elegante, suave e silenciosa. Aos poucos foi se despedindo e nos deixando.

Ficou internada por 30 dias.

Sempre foi dedicada e prestativa com todos nós, mas com papai e mamãe foi especial.

Cuidou deles com carrinho. Em contrapartida eles tinham para com ela um trato afável que nos deixava enciumados.

Porém esse ciúme, de nossa parte, era sadio, não era invejoso.

Trabalhou como técnica judiciária na vara de Santa Rita – PB.


Flor, todos nós lhe agradecemos pela sorte e honra de tê-la como irmã.

Pela bondade e pelo espírito humanitário estará em bom lugar, sem dúvida repousará ao lado de papai e do irmão Tarciso no Paraíso.

Com aperto no coração, preciso fazer esses registros.

Vá em paz Flor amada.

É sempre assim: teve mentira e desfaçatez, o Brahma da Barba está dentro!

CONTRAPONTO
Painel, Folha.com
Admirador, pero no mucho

Em 2002, o presidente eleito Lula recebeu a então embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Donna Hrinak. A conversa, relatada no livro "18 Dias", do professor da FGV-RJ e colunista da Folha Matias Spektor, buscava construir pontes entre a Casa Branca e o Planalto.

Para quebrar o gelo, Lula citou presidentes americanos que via como bons exemplos a seguir.

-- Sou um grande admirador de Franklin Roosevelt, John Kennedy e Lyndon Johnson --, disse, e emendou:

-- Já cheguei a usar trechos de um discurso do Johnson sobre a pobreza em encontros do PT, [mas] sem dizer que aquilo vinha de um presidente americano.

Por que as lésbicas são chamadas de sapatões e os gays, de veados?
Artur Louback Lopes 
Revista Mundo Estranho

A relação dos termos "veado" (ou "viado", como se costuma falar) e "sapatão" com o homossexualismo é bem literal mesmo. "Sapatão", como já se pode imaginar, faz referência a pés grandes, uma característica masculina. Segundo o etimologista Reinaldo Pimenta, no livro Casa da Mãe Joana 2, o termo "surgiu na década de 1970, quando as mulheres com opção sexual alternativa tinham predileção por usar um tipo de calçado mais caracteristicamente masculino". Outro etimologista, Deonísio da Silva, autor de De Onde Vêm as Palavras, vai um pouquinho além: "Em casais de lésbicas, as mulheres que faziam as vezes de marido assimilaram o preconceito, fazendo questão de usar sapatos grandes. Já as que faziam as vezes da esposinha eram em geral menores, mais esbeltas e usavam sapatos menores. Logo, foram caricaturadas como sapatão e sapatinha". Já "veado"é uma associação do perfil do animal - magro, esguio e lépido - com o dos homens afeminados, que talvez tenha origem em um "causo" carioca. Dizem que, nos anos 20, um comissário de polícia foi incumbido de prender os homossexuais que circulavam pelas imediações da praça Tiradentes, na região central do Rio de Janeiro. Ele fracassou e, para explicar a falha, disse que, quando seus homens se aproximavam, os delicados alvos fugiam correndo como veados. O episódio ganhou a imprensa carioca e, logo, a boca do povo.

Sugestão de Daltinho Rocha

Reportagem do Bom Dia Brasil, na Globo, sobre o 'gato' em energia elétrica. Grande coisa. Ache o gato aí...



Miriam Leitão
O Globo

A presidente Dilma foi infeliz na comparação histórica que fez entre Ricardo Pessoa, da UTC, e Joaquim Silvério dos Reis. O que o empreiteiro Ricardo Pessoa está entregando não é um movimento de independência do Brasil, como foi a heroica Inconfidência Mineira. Ele está delatando crimes contra o erário, saque da maior empresa do Brasil, desrespeito às leis eleitorais e, se o que diz for confirmado, estará prestando um serviço, por mais detestável que tenham sido seus atos passados como integrante do grupo que praticou esses crimes.

Dilma disse que aprendeu em Minas Gerais, com as professoras, a não gostar de Joaquim Silvério dos Reis. De fato, essa é uma lição que se aprende no Brasil, mas especialmente em Minas Gerais. Dilma disse que “não respeita delator”. Mas a lei brasileira prevê o que está acontecendo neste momento: a colaboração à Justiça por parte dos envolvidos. Por isso, as informações prestadas por Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef, Pedro Barusco e, agora, Ricardo Pessoa estão abrindo uma oportunidade para o Brasil corrigir erros, recuperar dinheiro desviado e prevenir crimes.

A presidente errou na comparação porque nesta história [PETROLÃO] não há heróis como Tiradentes. Nem ela, nem os ministros citados na confissão do empresário são comparáveis aos que conspiraram contra a opressão colonial e sonharam com a liberdade mesmo que ela tardasse a surgir.
A fala mais estúpida de Dilma em cinco anos: presidente desqualifica delatores lembrando que ela não contou nada nem sob tortura. O que ela acabou dizendo? O óbvio!

Por Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff está tomando algum remédio? Está ainda sob os efeitos daquela droga, ou, sei lá, daquela entidade, que a fez saudar a mandioca e que a levou a concluir que só nos tornamos “homo sapiens” — e “mulheres sapiens”, para aderir à sua particular taxonomia — depois que fizemos uma bola com folha de bananeira?

Por que pergunto isso? Dilma está em Nova York e decidiu falar sobre a delação de Ricardo Pessoa, dono da UTC, que confessou ter feito doações ilegais ao PT e ter repassado R$ 7,5 milhões à campanha presidencial do partido porque se sentiu pressionado por Edinho Silva. A presidente avançou num terreno perigosíssimo de dois modos distintos, mas que se combinam.

Sobre as doações, afirmou:

“Não tenho esse tipo de prática [receber doações ilegais]. Não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou sobre minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro, porque não houve. Segundo, porque, se insinuam, alguns têm interesses políticos”.

Trata-se de um daqueles raciocínios de Dilma que flertam com o perigo e que atropelam a lógica. Pela lei, a candidata é, sim, responsável pelas contas de campanha. Mas todos sabem que isso sempre fica a cargo de terceiros no partido. Quem disputa eleição não se ocupa desses detalhes. Dilma ainda teria esse acostamento para reparar danos. Mas ela é quem é: a partir da declaração de hoje, assume inteira responsabilidade política pelas doações. Logo, se ficar evidenciado que houve dinheiro ilegal, foi com a sua anuência. É ela quem está dizendo.

Quanto à lógica, como é mesmo, presidente? “Se insinuam que há dinheiro ilegal, alguns têm interesse político”? Bem, tudo sempre tem interesse político, né? A existência do dito-cujo exclui a ilegalidade.

Mas Dilma ainda não havia produzido o seu pior. Resolveu sair-se com esta:

“Eu não respeito delator, até porque estive presa na ditadura militar e sei o que é. Tentaram me transformar numa delatora. A ditadura fazia isso com as pessoas presas, e garanto para vocês que resisti bravamente. Até, em alguns momentos, fui mal interpretada quando disse que, em tortura, a gente tem que resistir, porque se não você entrega seus presos.”

A fala é de uma estupidez inigualável, talvez a pior produzida por ela. A conversa sobre mandioca e bola de folha de bananeira integra apenas o besteirol nacional. Essa outra não. Vamos ver, pela ordem:

1 – Dilma compara situações incomparáveis; no tempo a que ela se refere, havia uma ditadura no Brasil; hoje, vivemos sob um regime democrático;

2 – consta que ela foi torturada; por mais que se queira, hoje, associar determinadas pressões a tortura, trata-se de mera figura de linguagem;

3 – Dilma exalta a sua capacidade de resistência e disse que mentiu mesmo sob tortura, o que gerou certa confusão, com a qual ela soube lucrar;

4 – como não concluir que ela está sugerindo que ou Ricardo Pessoa (e o mesmo vale para os demais delatores) deveria ter ficado de boca fechada ou deveria ter mentido?;

5 – querem avançar nas implicações da comparação? O Brasil era, sim, uma ditadura, mas Dilma, era, sim, membro de um grupo terrorista. O estado brasileiro era criminoso, mas o grupo a que ela pertencia também era. Se ela faz a associação entre os dois períodos, está admitindo que os crimes de agora existiram, sim, mas que os delatores deveriam ficar calados;

6 – eu não tenho receio nenhum de dizer que um delator não é o meu exemplo de ser humano, mas não sou diretamente interessado no que ele tem a dizer; Dilma sim;

7 – ao afirmar o que afirmou, Dilma não está se referindo apenas a Pessoa, mas a todas as delações. Na prática, desqualifica toda a operação que, a despeito de erros e descaminhos, traz à luz boa parte da bandalheira do petismo.

Dilma está tentando jogar areia nos olhos da nação. O que tem a ver as agruras que sofreu com esse momento da história brasileira? Sobra sempre a suspeita de que, em razão de seu passado supostamente heroico, deveríamos agora condescender com a bandalheira.

O país foi assaltado por uma quadrilha. Uma quadrilha que passou a operar no centro do poder. E a presidente pretende sair desse imbróglio desqualificando toda a investigação e ainda posando de heroína.

Dilma falando sobre mandioca e bola de folha de bananeira é uma poeta.
A justificativa para manter preso Odebrecht
O Antagonista

Ao negar a liberdade a Marcelo Odebrecht, o desembargador João Gebran Neto, do TRF da 4ª Região, argumentou que “parece haver consideráveis elementos probatórios quanto a ocorrência de ilícitos perpetrados pela empresa”. A informação é do Estadão.

Os advogados de Odebrecht haviam alegado que o termo “sobrepreço”, que está presente em um email suspeito trocado entre o presidente e funcionários da empreiteira, se referia, na verdade, à remuneração contratual que a empresa pretendia propor à Sete Brasil. Não colou.

Respondeu o desembargador à tentativa:

"Em primeiro lugar, realmente estivessem a tratar de um termo técnico característico dos contratos de fretamento de sondas, seria imprescindível que o habeas corpus fosse guarnecido com documentação de caráter induvidoso que comprovasse a assertiva. Como já antecipado, de tal ônus a defesa não se desincumbiu.

O que se tem, aqui, são informações parciais que, no máximo, permitem uma interpretação exclusiva a partir de seu próprio conteúdo, mas certamente descompassada de todo o contexto da 'Operação Lava-Jato'. E, nesse ponto, até que se contextualize os fatos, sobrepreço não pode significar coisa diversa que não a sua literalidade.

Em segundo, um rápido exame da documentação que integra a representação policial,mais especificamente o Anexo 7, percebe-se, no Termo de Declaração de Dalton Avancini, clara associação do termo sobrepreço aos custos extracontratuais destinados a pagamento de propinas a agentes públicos.

Em terceiro, mas não menos importante, parece inapropriado no âmbito do habeas corpus aprofundar a discussão a respeito do tema. Certamente no curso da ação penal, foro adequado para tanto, eventuais as dúvidas serão sanadas e oportunizada à defesa fazer prova exaustiva de suas alegações.

Assim, havendo prova de materialidade e indícios suficientes de autoria, justifica-se a prisão preventiva do paciente".

A primeira página do jornal O Liberal


No Jogo/Extra: O Galinho tem razão, sempre. O Zico é mito!


Os destaques do jornal Estado de Minas


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: Lobista que ligou empresa ao PT se torna delator na Lava Jato

Globo:  Dilma ataca delator, mas investigação é ampliada

Extra: Tráfico já cobra aluguel em conjunto [do Minha Casa, Minha Vida] na Zona Norte

ValorEconômico: Operador que pagou R$ 1,4 milhão a Dirceu fecha delação premiada

Estadão: Lobista que pagou parte de imóvel de Dirceu vira delator na Lava Jato

ZeroHora: Lobista que pagou parte de imóvel de Dirceu vira delator

- EstadodeMinas: Rombo na Petrobrás: corrupção na estatal é 'descomunal', diz Procurador-Geral, Rodrigo Janot

CorreioBrazilienseHomicídios representam 46% das mortes de jovens brasileiros

CorreiodaBahia: Professores da Ufba rejeitam proposta mantêm greve

- OPovo: É hora de fechar a torneira

DiáriodePernambuco: Tragédia no morro, drama no asfalto

- JornaldaParaíba: TCE e MP vão investigar uso da verba publicitária

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Dom Pixuleco I vai a Brasília governar...

Reinaldo Azevedo

A presidente Dilma Rousseff está nos EUA, e Lula vai a Brasília nesta segunda para discutir com os petistas a crise política. Ou por outra: enquanto a titular viaja, ele se dirige ao centro do poder para se comportar como uma espécie de presidente informal da República. Finge não ser ele próprio parte da crise. Aliás, em certa medida, é um dos seus protagonistas. Neste fim de semana, reportagem da Folha informou que o ex-presidente estimulou José Múcio Monteiro, ministro do TCU, a cobrar Dilma pelas pedaladas fiscais. Vale dizer: comporta-se como sabotador.

O Babalorixá de Banânia vai se encontrar com as bancadas do partido na Câmara e no Senado. Na pauta, uma reação à Operação Lava Jato e as relações do PT com o PMDB. Mas qual reação? Na sexta passada, ele e Rui Falcão, presidente da legenda, se encontraram. O resultado foi uma resolução da Executiva Nacional que se insere entre as mais alopradas da história.

O encontro estava marcado antes de vir a público parte da delação premiada de Ricardo Pessoa, dono da UTC e ex-amigo pessoal de… Lula! O homem confessou ter doado R$ 7,5 milhões à campanha de Dilma do ano passado depois de se sentir ameaçado por Edinho Silva e afirmou ter doado R$ 250 mil, por fora, para a campanha de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo em 2010. Edinho e Mercadante estão entre os ministros considerados fortes de Dilma.

É evidente que é um despropósito Lula viajar a Brasília quando Dilma está fora do país. Evidencia, sim, que os dois estão distantes, mas também dá conta da bagunça institucional que o PT promove no país. Por mais que se queira dizer que ele pode cuidar dos interesses do partido, enquanto ela se atém às questões nacionais, todos sabem que não é assim que as coisas funcionam na prática.

De resto, cumpre indagar: quais são as orientações que Lula tem dado ultimamente ao petismo? Elas têm concorrido para facilitar ou para dificultar a vida da presidente Dilma? A resposta, como sabemos, é óbvia. O chefão petista ajudou a mobilizar o partido contra o ajuste fiscal e praticamente forçou a presidente a enterrar o fator previdenciário, uma conta que fatalmente será paga pelos brasileiros.

Lula vai conversar com os petistas como se ele fosse um elemento capaz de solucionar a crise, o que é falso. As suas intervenções têm servido, ao contrário, para potencializar os problemas e para reforçar a imagem de uma presidente fraca, incapaz de governar o país e de dar uma resposta eficiente à crise política.

A decadência do mito Lula está custando caro ao Brasil.

Em João Pessoa, fiz uma das grandes amizades que tenho. Hoje, o meu amigo Pedrinho Cruz recebe o nosso abraço de parabéns.


Desde que comecei a escrever, em todos os aniversários e Dia dos Pais escrevia uma cartinha para o meu pai. Sim! Meu pai! 

Passava a semana imaginando em fazer uma surpresa e deixar minha cartinha e, sentir a emoção de o ver lendo e me abraçar. Declarava-me, dizia o quanto o amava e como ele era e ainda é o meu herói e minha maior admiração. Hoje, posso divulgar e não tenho vergonha de o fazer. Deus não podia ter me concebido tamanha benção em me dar um PEDRO em qual edificamos nosso lar, formação, caráter e nossa FELICIDADE!

Dinho, PARABÉNS!!! Que tenhas muita e muita saúde para nos proporcionar o prazer que é estar ao seu lado.

Amamos-te,

Sua filha. Camilla.
Polícia Federal fecha o cerco a Pimentel

Documentos apreendidos mostram que o governador de Minas e sua mulher tiveram despesas pessoais pagas por empresário acusado de movimentar R$ 500 milhões ilegalmente

Josie Jeronimo e Claudio Dantas Sequeira
IstoÉ

O cerco se fechou sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). Documentos obtidos pela Polícia Federal nas investigações da Operação Acrônimo mostram que o petista, quando ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, teve despesas pessoais pagas pelo empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto. Conhecido como Bené, o empresário é acusado de chefiar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 500 milhões. Amigo de Pimentel, Bené emprestou seu avião e pagou a hospedagem do petista e de sua mulher Carolina Oliveira num resort de luxo na Bahia, em novembro de 2013. Os documentos mostram que o fim-de-semana custou ao empresário pouco mais de R$ 12 mil. Episódios semelhantes levaram ao impeachment de Fernando Collor. Como ISTOÉ revelou em reportagem de capa no início de junho, a PF já investigava a possibilidade de dinheiro ilegal de Bené ter abastecido a campanha do PT que levou Pimentel ao governo de Minas. Agora, com as novas descobertas, o governador passa a ser um dos principais atingidos pelas investigações sobre os negócios escusos do empresário.


Os documentos apreendidos também indicam que Carolina Oliveira, mulher do governador, por meio de sua empresa Oli Comunicações, recebeu em três anos mais de R$ 3,7 milhões em contratos suspeitos com diferentes empresas, como o grupo francês Casino, dono do Pão de Açúcar, o frigorífico Marfrig e a agência de publicidade Pepper. Entre 2012 e 2014, a Oli também recebeu R$ 2,4 milhões do consultor Mario Rosa. Os valores constam de uma tabela apreendida em busca na casa da mulher de Pimentel em Brasília. Com tantas evidências envolvendo o governador, a primeira dama e o empresário Bené, o Superior Tribunal de Justiça autorizou a continuidade das investigações e na quinta-feira 25, a PF deflagrou a segunda fase da Operação Acrônimo, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão em Brasília, Belo Horizonte, Uberlândia, São Paulo e Rio de Janeiro. Os policiais recolheram documentos e mídias em um escritório usado pelo governador durante a campanha. Estiveram também na sede da Pepper. Relator do caso no STJ, o ministro Herman Benjamin foi cauteloso. É que a Polícia Federal pediu a busca em 34 alvos, o MP reduziu a lista para 25 e o ministro autorizou apenas os 19. Ele rejeitou, por exemplo, que a operação incluísse buscas na residência oficial de Pimentel, na sede do BNDES e nos grupos empresariais. Para ele, não havia necessidade de buscas nos escritórios das duas companhias. “Já foram apreendidos documentos relativos às operações supostamente irregulares”, escreveu.


Para os investigadores, o dinheiro repassado à Oli Comunicações pode ter sido propina em troca da liberação de empréstimos do BNDES ou de renegociações de dívidas com o banco – que é ligado à pasta então comandada por Pimentel. Tanto Casino como Marfrig têm linhas de crédito com o banco e, em janeiro de 2014, o grupo francês conseguiu que o Conselho de Administração do BNDES renovasse o prazo de vencimento de um de seus débitos, num valor superior a R$ 2 bilhões. Na época, Pimentel e Carolina viviam num apartamento em Brasília. Foi justamente nesse endereço que a PF encontrou a lista de “clientes” da agência de comunicação da atual primeira dama de Minas. A empresa de Carolina estava registrada em uma sala comercial que pertence a Bené. Testemunhas ouvidas pela PF indicam ainda que o empresário freqüentava a sede do BNDES e chegou a usar uma sala de reuniões para despachos pessoais.


Na quinta-feira 25, a Marfrig negou qualquer relação com Carolina Oliveira. Em nota, a primeira-dama mineira alegou ter prestado serviços de comunicação digital para a Pepper e de gerenciamento de crises para a MR Consultoria, de Mario Rosa. O consultor confirmou ter contratado a jornalista para ajudá-lo com duas grandes empresas que viviam problemas de imagem. A PF e Ministério Público já identificaram indícios de caixa 2 e subfaturamento na campanha eleitoral de Pimentel. Foram apreendidas com o próprio Bené, em sua primeira prisão em novembro, duas folhas com tabelas de pagamentos e prazos referentes à “Campanha Pimentel”. Uma das tabelas apreendidas pela PF indica pagamentos da Gráfica Brasil com uma empresa terceirizada. Enquanto nas ordens de serviço consta a impressão de 2,5 milhões de “santões”, espécie de banner, na nota fiscal o valor registrado é de R$ 250 mil itens. Outras cinco notas fiscais referentes a serviços prestados na eleição não aparecem nas contas entregues à Justiça Eleitoral. Elas somam R$ 362 mil e se referem à produção de 34 milhões de “santinhos, santões e lambe-lambes”. “O subfaturamento ou doação ‘in natura’ não declarada teriam por objetivo minorar os gastos da Gráfica Brasil com a campanha, bem como possibilitar que os gastos do candidato não atingissem o limite estipulado no início da campanha”, afirma a PF na representação que fundamentou o pedido de buscas. Para os investigadores, Pimentel e Bené podem ter usado a gráfica para ocultar a “natureza de valores oriundos de ilícitos”.


LINCON ZARBIETTI/ESTADÃO CONTEÚDO; Hugo Cordeiro / NITRO; André Coelho / Agência O Globo

Como no final é a governanta quem vai escolher o Procurador Geral, Janot morde (na campanha entre os seus pares) e assopra (para não ser renegado por Dilma).

Janot: Lava Jato é ‘caso de corrupção descomunal’

Procurador-geral da República segue em campanha para permanecer no cargo

Por: Laryssa Borges, 
Veja.com

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que está em campanha para ser reconduzido ao cargo máximo do Ministério Público Federal 

Em campanha para permanecer à frente do comando do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse nesta segunda-feira, em um debate com candidatos que disputam a cadeira com ele, que o escândalo do petrolão é um "descomunal caso de corrupção".

Janot afirmou que o país passa por um "grave momento" e pediu votos de integrantes do Ministério Público para continuar uma trajetória que, segundo ele, permitiu que o órgão atuasse com "profissionalismo" e "maturidade" em um momento em que o MP "é chamado a dizer por que veio".

Rodrigo Janot concorre com os subprocuradores-gerais da República Carlos Frederico Santos, Mario Bonsaglia e Raquel Dodge a indicação para compor a lista tríplice a ser encaminhada à presidente Dilma Rousseff. Tradicionalmente, é escolhido como procurador-geral o mais votado na lista enviada ao Executivo. A eleição para a formação da lista tríplice será realizada no dia 5 de agosto.

Nosso adeus a Nena, filho de Seu Vicente do Banco do Brasil, que faleceu no sábado em Recife. Vejam a imagem.

Cumpro o doloroso dever de comunicar o falecimento, ontem, em Recife, do cajazeirense Francisco Nilton Marques de Oliveira. Amigo desde tenra infância, fizemos do primário à faculdade juntos. Era daqueles amigos considerados como irmãos, e deixa uma saudade imensa. Obrigado por ter feito parte da minha vida, Nena. Fique com Deus!
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Nós recebemos algumas poucas informações sobre o lamentável falecimento do nosso grande Nena, filho de Vicente do BB, pai de Sales e Chaguinha. Dos contatos que fizemos, especialmente com Susette de Cié e de Baiaco, colhemos que Nena trabalhava em Recife, na Celpe, e sofreu um infarto fulminante no sábado e será sepultado em Campina Grande, hoje.

À família do nosso Nena e a todos os seus amigos as nossas condolências.

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Vejam, na foto abaixo, a única foto que temos em que o Nena aparece.

Na década de 60, havia um time juvenil do Atlético de Cajazeiras. A escalação é a seguinte: Em pé: Buda, Dijone, Francinaldo, Sales (irmão de Nena), Valmir de João Balbino, Mizinho e Genival Pereira (técnico); Agachados: Rogério Ricarte, Nenen Mãozinha, Cícero, Nena e Baiaco. O mascote é Lúcio Vilar.

Por Fernando Gabeira 
O Globo

Lula teve alguns momentos de sinceridade na última semana. Disse que tanto ele como Dilma estavam no volume morto e que o PT só pensa em cargos. Ele se referiu ao volume morto num contexto de análise de pesquisas, que indicavam a rejeição ao governo e ao PT. Nesse sentido, volume morto significa estar na última reserva eleitoral. No entanto, o termo deve ser visto de forma mais ampla.

Estar por baixo nas pesquisas nem sempre significa um desastre. Em alguns momentos da História, o próprio PT, e disso me lembro bem, não alcançava 10% dos eleitores, mas tinha esperança, e os índices não abalavam sua autoestima. O volume morto em que se meteu agora é diferente. Ele indica escassez da água de beber e incapacidade energética, depois de 12 anos de governo. Foi um tempo em que, sob muitos aspectos, andamos para trás.

Há perdas na economia, na credibilidade do sistema político, todo um projeto fracassado acabou jogando o país também num volume morto. Há chuvas esparsas como a Operação Lava-Jato, mas elas caem muito longe dos reservatórios do PT. Tão longe que ajudam a ressecar ainda mais o terreno lodoso que ainda abastece as torneiras petistas.

Lula pode estar apenas querendo se distanciar de Dilma e do PT. Ele a inventou como estadista e agora bate em retirada. E quanto ao PT, quem vai rebater suas críticas e arriscar o emprego e a carreira? Pois é esse o combustível de seus quadros.

Há cerca de uma década escrevi um artigo intitulado “Flores para os mortos”, no qual afirmava que uma experiência com pretensão de marcar a História terminava, melancolicamente, numa delegacia de polícia. Foi muito divulgado, e na internet usaram até fundo musical para compartilhá-lo. O título é inspirado numa cena do filme de Luis Buñuel, a florista gritando na noite: “Flores, flores para os mortos”.

Devo ter recebido muitas críticas dos petistas. Passados dez anos e algumas portas de delegacia, hoje é o próprio líder que admite a incapacidade política de Dilma e a voracidade dos seus seguidores.

Olho para esse tempo com melancolia. Ao chegar ao Brasil, os tempos do exílio não pesavam tanto. O futuro era tão interessante, o processo de redemocratização tão promissor que compensavam o passado recente. Agora, não. O futuro é mais sombrio porque a tentativa de mudança foi uma fraude, a própria palavra mudança tornou-se suspeita: poucos creem que o sistema político possa realizar os anseios sociais.

Lula fala em esperança para sair do volume morto. Mas que esperança pode arrancá-los do volume morto quando o próprio líder, apesar de sua sinceridade ocasional, não consegue vislumbrar uma saída? Lula repete aquela frase atribuída ao técnico Yustrich: “Eu ganho, nós empatamos, vocês perdem”.

Lendo no avião uma entrevista do escritor argelino Kamel Daoud, muito criticado pelos muçulmanos mais radicais do seu país. O título da entrevista é: “Nem me exilar, nem me curvar”.

Uma de suas respostas me tocou fundo. O repórter perguntou: “Como você, depois de viver anos ligado aos Irmãos Muculmanos, conseguiu escapar desse mundo?”. “Leitura, muita leitura”, respondeu Kamel Daoud.

O resto da viagem fiquei pensando como teria sido bom para a esquerda brasileira leitura, muita leitura, para poder escapar da sua própria miopia ideológica.

Na verdade, ela mastigou conceitos antigos, cultivou políticas retrógradas, como essa de apoiar o chavismo, e se perdeu nos escaninhos dos cargos e empregos. Ela me lembra os jovens do filme “O muro”. Um dos seus ídolos acaba como porteiro de hotel, e é melancólica a cena em que os admiradores o descobrem, paramentado, carregando malas.

Leitura, muita leitura, não importa em que plataforma, talvez impedisse a esquerda de ver seu predestinado líder proletário trabalhando como lobista de empreiteiras. Talvez nem se chamaria mais de esquerda.

Um dos mais ricos petistas critica os outros por só pensarem na matéria. A realidade surpreendeu todas as previsões da volta ao exílio, tornou-se uma espécie de pesadelo.

Tomara que chova nos reservatórios adequados e as forças que caíram no volume morto continuem por lá, fixadas na única esperança que lhes resta: sobreviver.


O país precisa sair do volume morto, reencontrar um nível de crescimento, credibilidade no seu sistema político. Hoje o país é governado por um fantasma de bicicleta e um partido de míseros oportunistas, segundo seu próprio líder, chamado de Brahma pelas empreiteiras.

Nosso abraço de parabéns para a amiga Lucinha Lins



 
A delação de Cerveró
O Antagonista

Nestor Cerveró está pensando em fazer uma delação premiada.

Quem informa é Lauro Jardim, na Veja.

Isso explica por que Eduardo Cunha reclama tanto das prisões da Lava Jato. Se Nestor Cerveró delatar seus comparsas, o PMDB explode. E o PT vai junto.

Como disse o próprio Cerveró em depoimento ao juiz Sergio Moro:

"Eu assumi o cargo de diretor atendendo a um convite do presidente Lula e da ministra Dilma. Eu tinha uma atividade dentro da Petrobras mais próxima ao Partido dos Trabalhadores".
O tesoureiro do PT precisa de companhia
O Antagonista

João Vaccari Neto mandou recados à cúpula do PT, informa Lauro Jardim.

“Preso, sente-se abandonado pelos velhos companheiros”.


O tesoureiro do PT talvez se sinta abandonado neste momento, mas quando forem exibidas suas imagens recebendo pixulecos de Ricardo Pessoa, sua cela ficará abarrotada de velhos companheiros.

Tulipa, Caneco, Brahma, Pixuleco...A piada petista já vem prontinha. A Polícia Federal está morrendo de rir!

Senha: tulipa? Contrassenha: caneco!
Robson Bonin 
Veja

Em 2006, Lula conquistou um novo mandato ao derrotar, em segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin. Com a vitória, ele adotou como prática zombar dos efeitos eleitorais do mensalão, descoberto um ano antes e até então o maior esquema de corrupção política da história do país. As denúncias de compra de apoio parlamentar, dizia o líder petista, não haviam sido capazes de conter o projeto de poder do partido. Também pudera. Sem que ninguém soubesse, na campanha à reeleição, Lula contou com a ajuda do petrolão e recebeu uma bolada desviada dos cofres da Petrobras. Segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, a UTC contribuiu com 2,4 milhões de reais em dinheiro vivo para a campanha à reeleição de Lula, numa operação combinada diretamente com José de Filippi Júnior, que era o tesoureiro da campanha e hoje trabalha como secretário de Saúde da cidade de São Paulo. Para viabilizar a entrega do dinheiro e manter a ilegalidade em segredo, o empreiteiro amigo de Lula e o tesoureiro do presidente-can­didato montaram uma operação clandestina digna dos enredos rocambolescos de filmes sobre a máfia.

Pessoa contou aos procuradores que ele, o executivo da UTC Walmir Pinheiro e um emissário da confiança de ambos levavam pessoalmente os pacotes de dinheiro ao comitê da campanha presidencial de Lula. Para não chamar a atenção de outros petistas que trabalhavam no local, a entrega da encomenda era precedida de uma troca de senhas entre o pagador e o beneficiário. Ao chegar com a grana, Pessoa dizia "tulipa". Se ele ouvia como resposta a palavra "caneco", seguia até a sala de Fi­lip­pi Júnior. A escolha da senha e da contrassenha foi feita por Pessoa com emissários do tesoureiro da campanha de Lula numa choperia da Zona Sul de São Paulo. Antes de chegar ao comitê eleitoral, a verba desviada da Petrobras percorria um longo caminho. Os valores saíam de uma conta na Suíça do consórcio Quip, formado pelas empresas UTC, Iesa, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que mantém contratos milionários com a Petrobras para a construção das plataformas P-53, P-55 e P-63. Em nome do consórcio, a empresa suíça Quadrix enviava o dinheiro ao Brasil. A Quadrix também transferiu milhares de dólares para contas de operadores ligados ao PT.

Pessoa entregou aos investigadores as planilhas com todas as movimentações realizadas na Suíça. Os pagamentos via caixa dois são a primeira prova de que o ex-presidente Lula foi beneficiado diretamente pelo petrolão. Até agora, as autoridades tinham informações sobre as relações lucrativas do petista com grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas nada comparável ao testemunho e aos dados apresentados pelo dono da UTC. Depois de deixar o governo, Lula foi contratado como palestrante por grandes empresas brasileiras. Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram que ele recebeu cerca de 3,5 milhões de reais da Camargo Corrêa. Parte desse dinheiro foi contabilizada pela construtora como "doações" e "bônus eleitorais" pagos ao Instituto Lula. Conforme revelado por VEJA, a OAS também fez uma série de favores pessoais ao ex-presidente, incluindo a reforma e a construção de imóveis usados pela família dele. UTC, Camargo Corrêa e OAS estão juntas nessa parceria. De diferente entre elas, só as variações dos apelidos, das senhas e das contrassenhas. "Brahma", "tulipa" e "caneco", porém, convergem para um mesmo ponto.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Na capa d'O Globo


A primeira página do jornal Folha de São Paulo


No jogo Extra: Flamengo e Vasco sem emoção


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Próxima de calote, Grécia fecha bancos e limita saque

Globo:  [Lava Jato] Escândalos derrubam papeis de empreiteiras

Extra:  [Vasco] Esfarrapado 1 x [Flamengo] Roto 0

ValorEconômico: Bancos gregos fecham por seis dias, a partir dessa segunda, véspera de possível calote

Estadão: Grécia limita saques e fecha bancos; UE teme colapso

ZeroHora: Às portas do calote, Grécia fecha bancos

- EstadodeMinas: Nos EUA, Dilma evita falar sobre nova delação

CorreioBraziliensePremier grego confirma fechamento de bancos temporariamente

CorreiodaBahia: Tiroteio na Av. Paralela deixa morto e provoca pânico

- DiáriodoNordesteRotina de ataques aos bancos desafia polícia no Ceará

DiáriodePernambuco: País deve fechar um milhão de vagas de empregos até dezembro

domingo, 28 de junho de 2015

Raul Seixas, 70 anos de um mito. Gosto muito dessa música (Meu amigo Pedro) e ela é muito atual.




Meu Amigo Pedro

Muitas vezes, Pedro, você fala
Sempre a se queixar da solidão
Quem te fez com ferro, fez com fogo, Pedro
É pena que você não sabe não

Vai pro seu trabalho todo dia
Sem saber se é bom ou se é ruim
Quando quer chorar vai ao banheiro
Pedro, as coisas não são bem assim

Toda vez que eu sinto o paraíso
Ou me queimo torto no inferno
Eu penso em você, meu pobre amigo
Que só usa sempre o mesmo terno

Pedro, onde você vai eu também vou
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Tente me ensinar das tuas coisas
Que a vida é séria e a guerra é dura
Mas se não puder, cale essa boca, Pedro
E deixa eu viver minha loucura

Lembro, Pedro, aqueles velhos dias
Quando os dois pensavam sobre o mundo
Hoje eu te chamo de careta, Pedro
E você me chama vagabundo

Pedro, onde você vai eu também vou
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou

Todos os caminhos são iguais
O que leva à glória ou à perdição
Há tantos caminhos, tantas portas
Mas somente um tem coração

E eu não tenho nada a te dizer
Mas não me critique como eu sou
Cada um de nós é um universo, Pedro
Onde você vai eu também vou

Pedro, onde você vai eu também vou
Pedro, onde você vai eu também vou
Mas tudo acaba onde começou
É que tudo acaba onde começou

Jogador Vítor Ramos do Palmeiras é celebrado pelos torcedores, após vitória contra o São Paulo.Já é chamado de Mito!


Equivalências...


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O partido da piada pronta!

O tesoureiro do PT e a República do pixuleco
Robson Bonin 
Veja

ERA ESSA A PALAVRA QUE, POR PUDOR, VERGONHA, OU PURO DESPISTE, JOÃO VACCARI NETO USAVA PARA SE REFERIR AO DINHEIRO DE PROPINA COM QUE A EMPREITEIRA UTC ABASTECIA O CAIXA DE SEU PARTIDO

MOCH - Ricardo Pessoa contou que o tesoureiro do PT ia regularmente a seu escritório em São Paulo nos sábados para buscar dinheiro desviado dos cofres da Petrobras

Homem do dinheiro, João Vaccari Neto é citado em diferentes trechos da delação de Ricardo Pessoa

O tesoureiro do PT aparece cobrando propina, recebendo propina, tratando sobre propina. O empreiteiro contou que conheceu Vaccari durante o primeiro governo Lula, mas foi só a partir de 2007 que a relação entre os dois se intensificou. Por orientação do então diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, um dos presos da Operação Lava-Jato, Pessoa passou a tratar das questões financeiras da quadrilha diretamente com o tesoureiro. A simbiose entre corrupto e corruptor era perfeita, a ponto de o dono da UTC em suas declarações destacar o comportamento diligente do tesoureiro: "Bastava a empresa assinar um novo contrato com a Petrobras que o Vaccari aparecia para lembrar: 'Como fica o nosso entendimento político?'". A expressão "entendimento político", é óbvio, significava pagamento de propina no dialeto da quadrilha. Aliás, propina, não. Vaccari, ao que parece, não gostava dessa palavra.

Como eram dezenas de contratos e centenas as liberações de dinheiro, corrupto e corruptor se encontravam regularmente para os tais "entendimentos políticos"

João Vaccari era conhecido pelos comparsas como Moch, uma referência à sua inseparável mochila preta. Ele se tornou um assíduo frequentador da sede da UTC em São Paulo. Segundo os registros da própria empreiteira, para não chamar atenção, o tesoureiro buscava "as comissões" na empresa sempre nos sábados pela manhã. Ele chegava com seu Santa Fé prata, pegava o elevador direto para a sala de Ricardo Pessoa, no 9º andar do prédio, falava amenidades por alguns minutos e depois partia para o que interessava. Para se proteger de microfones, rabiscava os valores e os porcentuais numa folha de papel e os mostrava ao interlocutor. O tesoureiro não gostava de mencionar a palavra propina, suborno, dinheiro ou algo que o valha


Por pudor, vergonha ou por mero despiste, ele buscava o "pixuleco". Assim, a reunião terminava com a mochila do tesoureiro cheia de "pixulecos" de 50 e 100 reais. Mas, antes de sair, um último cuidado, segundo narrou Ricardo Pessoa: "Vaccari picotava a anotação e distribuía os pedaços em lixos diferentes". Foi tudo filmado.