terça-feira, 30 de setembro de 2014

Era uma vez…

Vargas: só elogios a Dilma
Sumiu…
Quem fim levou o notório André Vargas, um dos importantes amigos de Alberto Youssef até outro dia? Seus ex-correligionários petistas escapam do assunto, dizem não ter notícias.
Condenado pelo Conselho de Ética da Câmara à perda do mandato, Vargas calou-se. As fervorosas participações na redes sociais cessaram: seu site oficial foi tirado do ar e, no Twitter, Vargas não publica nada desde agosto.
Por Lauro Jardim

Por uma questão de princípio...


Coloquei no meu Face que estava com Cássio desde o tempos de Ronaldo prefeito.

Aí um cara postou: -“E ainda não tem um estúdio bem equipado”.


Respondo agora:

-“Eu tenho uma Sanfona Leticce, uma caminhoneta Veraneio, uma casa com varanda na beira de um açude e um monte de amigos cachaceiros. Pra que diabo eu quero um estúdio digitalizado? 

Homem, eu quero é peixe assado na brasa e cantar o Forró do Poeirão”!

Sabe o que é isso, idiota?

Nosso abraço de parabéns a Lyssandra Cartaxo.


A emoção faz parte. E como faz! Especialmente, a verdadeira.



TRE nega pedido de liminar de Ricardo para suspender denúncia 

Suposto mensalão no governo do Estado foi denunciado no guia eleitoral do candidato ao governo Cássio Cunha Lima. 
 
Lenilson Guedes
JornaldaParaíba

A juíza Antonieta Maroja, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), negou pedido de liminar, na representação proposta pelo governador Ricardo Coutinho, objetivando suspender a veiculação de notícia sobre o suposto mensalão no governo do Estado no guia eleitoral do candidato ao governo Cássio Cunha Lima (PSDB).

Ontem, a Secretaria de Estado da Comunicação Institucional não informou o número do procedimento protocolado no Ministério Público em 2011 ou a quem o caso teria sido entregue. O secretário titular da pasta, Luís Tôrres, informou apenas que todas as informações que seriam divulgadas pelo governo do Estado referente ao assunto foram expostas na nota enviada à imprensa na última quinta-feira. Ele ainda descreveu as denúncias como sendo “uma questão extremamente eleitoreira” e orientou a reportagem a buscar esclarecimentos junto ao MPPB.

O procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, informou apenas que o caso será investigado profundamente. A reportagem do JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com o coordenador da Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp), promotor José Raldeck, mas as ligações não foram atendidas.

Apesar da investigação da Polícia Civil apontar que a documentação apreendida retratava indícios de possíveis atos de improbidade administrativa e crimes de corrupção ativa e passiva, com necessidade imediata de instauração de inquérito policial, o procedimento foi ignorado pela Secretaria da Segurança e Defesa Social que determinou o arquivamento do caso.

SUPOSTO MENSALÃO A SECRETÁRIOS

O guia de Cássio Cunha Lima divulgou a notícia que envolve a apreensão de envelopes de dinheiro supostamente endereçados a secretários do Governo do Estado, numa operação da polícia realizada em 2011. A denúncia foi encaminhada ao Ministério Público Estadual pelo Fórum dos Servidores.

A divulgação do fato no guia eleitoral, segundo Ricardo Coutinho, teria por objetivo vincular a sua imagem de homem público a um dos episódios mais negativos da história política brasileira, qual seja o conhecido “escândalo do mensalão”. Mas não foi isso o que viu a juíza Antonieta Maroja, ao analisar o caso. “Ocorre, porém, que da leitura acurada do texto degravado, não se pode, de pronto, verificar qualquer relação do suposto escândalo à pessoa do próprio governador e candidato à reeleição. Ademais, o representante não especifica exatamente qual seria a ofensa colimada à sua pessoa, apontando, tão somente, de forma genérica, que teria havido calúnia, injúria e difamação, bem como propaganda degradante e ridicularizante. No entanto, não há o cotejamento entre os supostos pontos ofensivos da propaganda e a própria previsão legal garantidora do direito de resposta”. A magistrada destacou ainda não ter encontrado no texto qualquer referência ao governador que possa fazer uma ligação com o esquema do mensalão do PT.
 
A mentira como método 

FERREIRA GULLAR
Folha de São Paulo

Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mentira por décadas

Tenho com frequência criticado o governo do PT, particularmente o que Lula fez, faz e o que afirma, bem como o desempenho da presidente Dilma, seja como governante, seja agora como candidata à reeleição.

Esclareço que não o faço movido por impulso emocional e, sim, na medida do possível, a partir de uma avaliação objetiva.

Por isso mesmo, não posso evitar de comentar a maneira como conduzem a campanha eleitoral à Presidência da República. Se é verdade que os candidatos petistas nunca se caracterizaram por um comportamento aceitável nas campanhas eleitorais, tenho de admitir que, na campanha atual, a falta de escrúpulos ultrapassou os limites.

Lembro-me, como tanta gente lembrará também, da falta de compromisso com a verdade que tem caracterizado as campanhas eleitorais do PT, particularmente para a Presidência da República.


Nesse particular, a Petrobras tem sido o trunfo de que o PT lança mão para apresentar-se como defensor dos interesses nacionais e seus adversários como traidores desses interesses. Como conseguir que esse truque dê resultado?

Mentindo, claro, inventando que o candidato adversário tem por objetivo privatizar a Petrobras. Por exemplo, Fernando Henrique, candidato em 1994, foi objeto dessa calúnia, sem que nunca tenha dito nada que justificasse tal acusação.

Em 2006, quem disputou com Lula foi Geraldo Alckmin e a mesma mentira foi usada contra ele. Na eleição seguinte, quando a candidata era Dilma Rousseff, essa farsa se repetiu: ela, se eleita, defenderia a Petrobras, enquanto José Serra, se ganhasse a eleição, acabaria com a empresa.

É realmente inacreditável. Eles sabem que estão mentindo e, sem qualquer respeito próprio, repetem a mesma mentira. Mas não só os dirigentes e o candidato sabem que estão caluniando o adversário, muitos eleitores também o sabem, mas se deixam enganar. Por isso, tendo a crer que a mentira é uma qualidade inerente ao lulopetismo.

Quando foi introduzido, pelo governo do PSDB, o remédio genérico --vendido por menos da metade do preço do mercado-- o PT espalhou a mentira de que aquilo não era remédio de verdade. E os eleitores petistas acreditaram: preferiram pagar o triplo pelo mesmo remédio para seguir fielmente a mentira petista.

Pois é, na atual campanha, não apenas a mesma falta de escrúpulo orienta a propaganda de Dilma, como, por incrível que pareça, conseguem superar a desfaçatez das campanhas anteriores.

Mas essa exacerbação da mentira tem uma explicação: é que, desta vez, a derrota do lulopetismo é uma possibilidade tangível.

Faltando pouco para o dia da votação, Marina tem menos rejeição que Dilma e está empatada com ela no segundo turno --e o segundo turno, ao que tudo indica, é inevitável.

Assim foi que, quando Aécio parecia ameaçar a vitória da Dilma, era ele quem ia privatizar a Petrobras e acabar com o Bolsa Família.

Agora, como quem a ameaça é Marina, esta passou a ser acusada da mesma coisa: quer privatizar a Petrobras, abandonar a exploração do pré-sal e acabar com os programas assistenciais. Logo Marina, que passou fome na infância.


E não é que o Lula veio para o Rio e aqui montou uma manifestação em defesa da Petrobras e do pré-sal? Não dá para acreditar: o cara inventa a mentira e promove uma manifestação contra a mentira que ele mesmo inventou! Mas desta vez ele exagerou na farsa e a tal manifestação pifou.

Confesso que não sei qual a farsa maior, se essa, do Lula, ou a de Dilma quando afirmou que, se ela perder a eleição, a corrupção voltará ao governo. Parece piada, não parece? De mensalão em mensalão os governos petistas tornaram-se exemplo de corrupção, a tal ponto que altos dirigentes do partido foram parar na cadeia, condenados por decisão do Supremo Tribunal Federal.


Agora são os escândalos da Petrobras, saqueada por eles e por seus sócios na falcatrua: a compra da refinaria de Pasadena por valor absurdo, a fortuna despendida na refinaria de Pernambuco, as propinas divididas entre o PT e os partidos aliados, conforme a denúncia feita por Paulo Roberto Costa, à Justiça do Paraná.

Foi o Lula que declarou que não se deve dizer o que pensa, mas o que o eleitor quer ouvir. Ou seja, o certo é mentir.

Enquanto isto, Zé Dirceu foi cassado em 2005 e condenado no Mensalão (por corrupção!) e é advogado!

OAB-DF nega registro de advogado a Joaquim Barbosa

Presidente da entidade alegou que a conduta de ex-ministro do STF feriu ética profissional

POR PAULO CELSO PEREIRA E FRANCISCO LEALI
O Globo

Givaldo Barbosa / O Globo
Barbosa: registro indeferido pela OAB

BRASÍLIA —A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal rejeitou pedido do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de ter direito a registro da OAB para exercer a advocacia. O presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, indeferiu o registro alegando que a conduta de Joaquim Barbosa feriu a ética profissional. Rocha citou como exemplo dois desagravos que foram feitos pela OAB em defesa de advogados que foram ofendidos por Joaquim Barbosa quanto ele ainda estava no Supremo.

Um deles foi o ex-ministro Maurício Correa, já falecido, que foi acusado por Barbosa de usar o prestígio de ex-ministro para tratar de ações que tramitavam no STF. O outro foi o advogado José Gerardo Grossi. Segundo a OAB, Grossi teria sido ofendido por Barbosa quando o então presidente do STF afirmou que havia um conluio de advogados para defender os mensaleiros.

Joaquim Barbosa já foi notificado da decisão do presidente da OAB. Agora, ele terá que recorrer à comissão de seleção para pedir que o despacho de Ibanez Rocha seja anulado. Barbosa também pode recorrer à Justiça para ter direito ao registro da Ordem. Barbosa é formado em Direito e antes de ser ministro do STF era procurador da República concursado.

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Do advogado Irapuan Filho:

AGRESSÃO!!!!!
ESSA OAB NÃO ME REPRESENTA!
Isso não é possível.

Depõe contra a advocacia, contra a instituição, que se transforma numa arena de vindita, e, pedagogicamente, desestimula as iniciativas modeladoras do país.

Irapuan Sobral Filho, OAB/PB 5292 e OAB/DF 1615A

Nosso abraço de parabéns a Eriston Cartaxo


Zé Antônio indaga: quando será que teremos um Deputado Federal com interesses em Cajazeiras, principalmente?

A fragilidade e a pequenez eleitoral de Cajazeiras nas eleições para Deputado Federal

Por José Antônio

Lendo os meus alfarrábios sobre a História das Eleições em Cajazeiras, especificamente as de deputado federal, observei que o campeão de votos continua sendo o ex-prefeito Francisco Matias Rolim, que nas eleições de 1986, obteve 55,91% dos votos apurados. 

Nesta eleição estavam aptos a votarem 25.816 eleitores e foram contados 15.216 votos para deputado federal e destes Chico obteve 8.508, mais da metade, portanto 55,91%, mas não foi eleito e ficou na suplência tendo assumido posteriormente o mandato.

Ainda nesta eleição, houve uma abstenção de 2.220 eleitores (8,6%), 7.557 votaram em branco e 823 anularam o voto e Edme Tavares ficou em segundo lugar com 4.033 votos, seguido de Antonio Mariz com 537 votos. 

Os números indicam que o vice-campeão é o ex-deputado Edme Tavares, com 43,90%, nas eleições de 1982. Nesta eleição estavam aptos 28.920 eleitores e foram apurados para deputado federal 15.790 votos e Edme obteve deste total 6.932 votos, portanto 43,90%, seguido de Ernani Satyro com 2.471, Tarcisio Buriti com 2.109 e Joacil de Brito com 1.700 votos.

E outro a subir no pódio das eleições para deputado federal, em Cajazeiras, em terceiro lugar, obtido em 2010, é Jeová Vieira Campos, atualmente volta a concorrer a uma vaga na Assembléia da Paraíba, com 43,62% dos votos, Nestas eleições, de 2010, estavam aptos a votarem 42.691 eleitores, houve uma abstenção de 9.472 eleitores (22,19%), 2.920 votaram em branco e 1.011 anularam o voto e foram contados apenas 28.288 votos para deputado federal.


Nesta eleição Jeová tirou 12.776 votos, que representa 43,62%, seguido de Wellington Roberto com 4.447 votos (15,18%), Efraim Filho com 3.697 votos (12,62%) e de Luis Couto com 1.562 votos (5,33%).

Nestas quatro eleições, 1982, 1986, 1990 e 2010, foram registrados os seguintes índices de abstenção, 34,46%, 8,6%, 24,81% e 22,19%, respectivamente. 

Em 1982, estavam aptos 28.920 eleitores, mas só foram contados 15.790 votos para deputado federal; na de 1986 éramos 25.816 votantes e para deputado federal foram válidos 15.216 votos; na de 1990 éramos 29.631 eleitores e para deputado federal foram contados 11.459 votos e na de 2010 éramos 42.691 votantes e para deputado federal somente 28.288 votos foram apurados.

Em 2010, éramos 42.691 eleitores e este ano seremos 44.489, portanto houve um aumento de 1.798 eleitores, o que representa apenas 4,2% e se fizermos esta mesma projeção para os votos que serão apurados apenas para deputado federal, passaremos de 28.288 em 2010, para 29.476 em 2014. 

No nosso grupo de “conversas” sobre as eleições deste ano, todos concordam que não ultrapassaremos dos 30 mil votos válidos para deputado federal. 

Este número mostra o quanto o nosso município é extremamente frágil em termos de densidade eleitoral quando se trata da eleição para deputado federal.

A Paraíba tem 2.835.882 eleitores aptos a votarem nesta eleição de 2014, portanto o coeficiente eleitoral para deputado federal é de 236.235 votos, diminuindo-se a abstenção e os votos branco-nulos, prevê-se que serão necessários em torno de 170.000 votos para eleger um deputado federal.

Cajazeiras representa apenas 1,569% e é o sétimo colégio eleitoral da Paraíba. João Pessoa é o primeiro com 16,367%, seguido de Campina Grande com 9,291%, Santa Rita com 3,194%, Bayeux 2,489%, Patos 2,369% e Sousa – 1,675%.


Quando voltaremos a eleger um deputado federal filho de Cajazeiras? Infelizmente os números revelam a pequenez de nossa densidade eleitoral no atual sistema, talvez com a mudança para as eleições distritais, um dia vamos ter esta chance.

Cid Moreira: 87 anos de idade, 70 anos de carreira. Na sua voz poderosa, a Oração de Jesus. Amém.


Josias de Souza

“Uma coisa tem que ficar clara”, disse Dilma Rousseff, no debate presidencial veiculado pela Record, ao tentar distanciar-se do escândalo de corrupção da Petrobras. “Quem demitiu o Paulo Roberto fui eu. A Polícia Federal do meu governo investigou todos esses malfeitos, esses crimes, esses ilícitos. E eu sou a única candidata que apresentei propostas concretas de combate à corrupção, principalmente à impunidade. Como, por exemplo, tornar o crime de caixa dois um crime eleitoral…”

Debates entre os presidenciáveis

Dilma tentava responder a ataques feitos pelo tucano Aécio Neves e pelo Pastor Everaldo. Faltou-lhe, porém, um mínimo de nexo. Nomeado diretor de Abastecimento da Petrobras em 2004, sob Lula, Paulo Roberto Costa, o delator da petroroubalheira, deixou a estatal em 2012, segundo ano da gestão Dilma. Mas saiu sob rasgados elogios pelos “bons serviços” prestados.

A Polícia Federal atua no caso sob convocação da Procuradoria da República, avalizada pela Justiça Federal. Quanto às “propostas concretas de combate à corrupção”, foram anunciadas por Dilma na última sexta-feira, 12 anos depois da chegada do PT ao poder federal. Redigidas em cima da perna, tais propostas ganharam a propaganda eleitoral no sábado, véspera do debate.

A despeito da fragilidade de suas posições, Dilma animou-se a endereçar uma pergunta sobre Petrobras ao rival tucano Aécio Neves. “Em discurso proferido na Câmara em março de 1997, o senhor declarou que pode ser que chegue o momento de discutirmos a privatização da Petrobras… Recentemente, o senhor voltou ao tema, dizendo que a Petrobras não está no radar da privatização do PSDB. Queria dois esclarecimentos: assumiria aqui o compromisso de nunca colocar a privatização da Petrobras no radar? Quais as privatizações que estão no radar?''

Surpreendido com a inusitada levantada de bola, Aécio cortou com gosto: “Tenho sido absolutamente claro sobre a Petrobras. Não vamos privatizá-la. Inclusive, um projeto de lei que proíbe a sua privatização é de autoria do PSDB. Mas eu vou reestatizá-la. Vou tirá-la das mãos desse grupo político que tomou conta dessa empresa e está fazendo aquilo que nenhum brasileiro poderia imaginar: negócios! Há 12 anos.”

Aécio puxou Dilma para perto da encrenca: “A senhora era presidente do Conselho de Administração dessa empresa. É vergonhoso. As denuúcias não cessam. A última, dessa semana, é que o coordenador da sua campanha [de 2010, Antonio Palocci], …buscou desse esquema de propinas recursos para financiá-la. Eu prefiro não acreditar nisso, mas não há, senhora candidata, e vou falar de forma franca, não há um sentimento de indignação” de sua parte.

O tucano prosseguiu: “Não vejo em momento algum a senhora dizendo: ‘não é possível que fizeram isso nas minhas barbas, sem eu saber o que estava acontecendo. Essa indignação está faltando.”

Dilma não se deu por achada: “Candidato, eu combato a corrupção para fortalecer a Petrobras. Tem gente que combate para usar as denúncais de corrupção para enfraquecer a Petrobras. Eu registro que os senhores foram sempre favoráveis a uma relação com a petrobras de privatização. É eleitoreiro falar que o senhor vai reestatizar. Aliás, o senhor vendeu uma parte das ações a preço de banana. E tentaram tirar o ‘bras’ do nome Petrobras. Bras, de Brasil. Por quê? Para vender mais fácil no exterior.”

Aécio trocou o escândalo em miúdos: “Eu não vendi nada, candidata. Mas vou votar ao tema, que é central. Apenas a denúncia do diretor nomeado pelo governo do PT e mantido no seu governo, apenas aquilo que ele assume que foi desviado da Petrobras, permitiria que 450 mil crianças estivessem numa creche. Possibilitaria que 50 mil casas do Minha Casa, Minha Vida tivessem sido construídas. Aí é que está o dolo, aí é que a corrupção impacta na vida das pessoas.”

Coube ao nanico Levy Fidelix, numa “conversa de compadres'' com Pastor Everaldo, injetar no debate o fantasma do doleiro Alberto Youssef, que também decidiu suar o dedo indicador ao propor um acordo de delação premiada à Procuradoria da República. “Everaldo, já tivemos alguns escândalos bem recentes: mensalão e outros que ainda estão por surgir. Creio que, até o final dessa eleição, ao que tudo indica, vem o tal do Youssef com as suas denúncias. Acho que essa eleição não vai terminar bem.”

Em vez de fazer pose de xerife diante da estatal arrombada, Dilma deveria considerar a hipótese de passar a vassoura no setor energético do seu governo enquanto há tempo. Convém cuidar dos minutos, que as horas passam. Está cada dia mais complicado sustentar a pantomima do ‘eu não sabia’.
 
Só para não atrapalhar um negócio, Paulo Roberto Costa recebeu uma propina de R$ 3,6 milhões
Ricardo Noblat

O valor da propina paga a Paulo Roberto Costa para que ele facilitasse negócios de uma empreiteira com a Petrobras dá uma pálida ideia do tamanho da corrupção que entope os dutos da empresa.

O valor: US$ 23 milhões de dólares, segundo apurou Jailton de Carvalho, repórter de O Globo. Ou R$ 55,2 milhões, o equivalente a 10% do que a prefeitura do Recife, por exemplo, pretende investir na cidade em 2015.

Ex-diretor da Petrobras, preso há mais de quatro meses, Paulo Roberto fechou um acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução de pena. Fez isso depois que soube que uma de suas filhas poderia ser presa.

Em mais de 100 depoimentos que já prestou à Polícia Federal e à Justiça do Paraná, Paulo Roberto também confessou ter recebido US$ 1,5 milhão (R$ 3,6 milhões) para “não atrapalhar” a compra pela Petrobras da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Pasadena foi um negócio de US$ 1,3 bilhão. Causou grave prejuízo à Petrobras. Na época, foi aprovado pelo Conselho de Administração da empresa presidido por Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil da presidência da República.

Sim, por ela mesma, apresentada por Lula como melhor gestora do que ele.

Dilma desculpou-se, alegando que se baseara num parecer técnico “falho” quando votou pela compra de Pasadena. A República teme o que Paulo Roberto tenha contado a respeito desse e de outros negócios.

Há dezenas de deputados federais, senadores, ex-governadores e ex-ministros envolvidos na corrupção da Petrobras. Um dos nomes citados por Paulo Roberto foi o de Renan Calheiros (PMDB-AL), atual presidente do Senado.

Todas as grandes empreiteiras do país estão metidas no rolo. Duas delas, pelo menos, estudam a hipótese de admitirem sua culpa para escapar de condenações mais duras.

Desde que o PT chegou ao poder pela primeira vez em 2002, eleições gerais por aqui são sempre sacudidas por escândalos de médio ou grande porte.

Foi assim em 2006. Ali, aloprados do PT forjaram um dossiê para incriminar políticos do PSDB. O mensalão estourara um ano antes.

Foi assim em 2010. Uma ala da campanha presidencial de Dilma se mexeu para forjar outro dossiê contra adversários do PSDB. Uma vez descoberta a trama, a própria Dilma interveio e pôs um fim a ela.

O mensalão foi um esquema de pagamento de propina para que deputados federais votassem como mandava o governo.

A lama que suja a imagem da Petrobras foi também um esquema de repasse de dinheiro a políticos para seu enriquecimento e pagamento de despesas de campanha.

A sorte de Dilma é que a eleição passará sem que venha à luz tudo o que provocou a desvalorização da Petrobras. Ela já foi uma das 12 maiores empresas do mundo na área de petróleo. Hoje é a centésima e pouco.


Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras

Mentiras com nome e tática.

Falácias eleitorais
HÉLIO SCHWARTSMAN
Folha de São Paulo

Ao definir seu voto, a primeira pergunta que o eleitor tem de responder é "estou disposto a mandar os atuais governantes para casa?". Se a resposta é afirmativa, surge a segunda questão: "a alternativa que se coloca é satisfatória?".

Até onde dá para inferir intenções, parte significativa da população flerta ou pelo menos flertou com um "sim" para a primeira pergunta. Em agosto Marina Silva abria dez pontos de diferença sobre Dilma Rousseff (50% a 40%) na simulação de segundo turno feita pelo Datafolha. De lá para cá, porém, Marina foi perdendo espaço e hoje aparece quatro pontos atrás de Dilma (43% a 47%).

A interpretação mais plausível é que os marqueteiros da presidente estão convencendo o eleitor de que a resposta à segunda pergunta é "não". Fizeram-no explorando as reais contradições da candidatura de Marina e lhe acrescentado uma campanha negativa que se vale de tantas falácias informais que renderia um livro sobre pensamento crítico.

Na peça do banco central, por exemplo, transformaram a ideia de Marina de dar independência formal à instituição numa versão exagerada e distorcida da proposta com o objetivo de atacá-la mais facilmente. O nome disso é falácia do espantalho. No spot que cita Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, o artifício utilizado é a falácia da má companhia ou da culpa por associação, pela qual se tenta descaracterizar uma ideia ou pessoa --Marina--, ligando-a a grupos de má fama --os banqueiros.

São truques infantis, mas o fato de terem nome e constarem dos compêndios sobre argumentação crítica é um bom indício de que funcionam.

Isso significa que Marina já era? Talvez não. Num provável segundo turno, ela terá o mesmo tempo de TV que Dilma e então poderá tentar desmontar os ataques ou até lançar os seus contra a presidente. O fato de o eleitor ter passado a ver Marina mais criticamente não implica que tenha ficado satisfeito com o atual governo.

As manchetes do jornal Correio da Bahia


A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do Jornal do Commercio

 

A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: Com Dilma em alta, Bolsa tem maior queda em 3 anos

Globo: Bolsa tem maior queda em 3 anos e dólar sobe

Extra: MP investiga se falso olheiro de futebol deu golpe em 38 jovens

ValorEconômico: Efeito eleitoral derruba mercados

Estadão: Bolsa cai e dólar dispara com cenário eleitoral

ZeroHora: Como aumentar a receita [do RS] sem elevar os impostos

Estado de Minas: Quando a seca dá lucro

CorreioBraziliense: Terror de mentira, pânico de verdade

CorreiodaBahia: [Mensalinho do PT na Bahia] Mulher-bomba dá detalhes da prova

OPovo:  Dólar dispara e Bolsa dispenca

JornaldoCommercio: Peregrinação pelo voto

- JornaldaParaíba: Fila em bancos antecipa os transtornos da greve

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O nosso abraço de parabéns a Delmira Pires.


Reudim de Dona Nazaré, que está finalizando primoroso estudo e registro da História do Futebol de Cajazeiras, recebeu um dos grandes jogadores representantes dessa história.


Dirceu, 

Recebi ontem em minha casa um dos grandes craques do futebol cajazeirenses dos anos 50, 60. 

Nêgo foi um dos maiores atacantes do Atlético Cajazeirense de Desportos. Fez dupla com Perpetúo e sempre era reforço dos clubes amadores da região paraibana e cearense quando dos grandes embates. 

Ele mora com a família em Campina Grande. Na oportunidade doei uma camisa atual do Atlético.

Abração.
Estadão.com

Nunca antes na história deste país se viu tanta corrupção no governo. O mensalão e o mais recente escândalo do desvio de dinheiro da Petrobrás para o bolso de políticos governistas, exemplos mais luzidios do mar de lama em que o Brasil oficial chafurda, dão a medida de até que ponto os 12 anos de governos do PT degradaram a moral pública. Enquanto isso, Dilma Rousseff proclama na ONU e na propaganda eleitoral os "valores" que transformaram o Brasil num mundo encantado, enfatizando "o combate sem tréguas à corrupção", mediante "o fim da impunidade com o fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem atos de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros".

Punir a corrupção? Recorde-se a tentativa do PT de desclassificar como "manipulação política" a condenação, pelo STF, dos dirigentes do partido que urdiram e executaram o até então maior escândalo de corrupção no governo - a compra de apoio de parlamentares para a formação da "base aliada". Os maiorais petistas condenados por uma corte integrada em sua esmagadora maioria por ministros nomeados nos governos de Lula e de Dilma foram transformados pelo lulopetismo em injustiçados "guerreiros do povo brasileiro".


Já quanto ao "fortalecimento das instituições que fiscalizam, investigam e punem", trata-se de mentira ainda mais escandalosa, até por ser uma das mais insistentemente repetidas no ininterrupto discurso eleitoral do PT no poder.

Fiscalizar e investigar? Dilma declarou recentemente o que pensa: não é função da Imprensa investigar o governo, mas apenas divulgar notícias. Em outras palavras, só deve ser divulgada a notícia que chega pronta na mão do jornalista, não importa a credibilidade da fonte, pois, se tentar verificar se a fonte tem credibilidade, o jornalista já estará fazendo o que não pode: investigando. Depois Dilma tentou se explicar, dizendo que não era bem o que todo mundo havia entendido, mas já havia deixado clara uma de suas afinidades com a ditadura cubana e o bolivarianismo chavista.

No âmbito do poder público, investigação é o trabalho, por exemplo, da Controladoria-Geral da União, da Advocacia-Geral da União e do Ministério Público (MP). As duas primeiras estão vinculadas ao Poder Executivo. Mas o MP é constitucionalmente autônomo, ou seja, uma potencial fonte de aborrecimentos para o Poder Executivo, em particular quando resolve meter o bedelho em malfeitos dos poderosos de turno. Não é por outra razão que têm sido recorrentes no Congresso as tentativas de impor limitações constitucionais à atuação investigativa do Ministério Público.

Dilma tem repetido que em seu governo a Polícia Federal (PF) tem ampla autonomia para trabalhar. Mais do que isso, que se hoje é aparentemente muito grande o número de casos de corrupção que chegam ao conhecimento público é porque os governos petistas ampliaram os quadros, forneceram equipamentos e garantiram autonomia à PF para cumprir sua missão. Mais uma vez, há confusão.

De acordo com dados oficiais do Ministério do Planejamento, conforme informou o Estado dias atrás, está havendo uma redução do número de delegados, peritos, escrivães e agentes da Polícia Federal. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais, há hoje cerca de 4 mil cargos vagos, quando o ideal seria triplicar o número de servidores da PF. O mesmo Ministério do Planejamento informou, depois, que, no mês passado, foram admitidos nos quadros da Polícia Federal 541 servidores - ou seja, pouco mais de 10% dos cargos que estariam vagos.

Investigação e fiscalização são frequentemente sinônimos. No âmbito do poder público - sem falar do Poder Legislativo, hoje de joelhos diante do Executivo -, o Tribunal de Contas da União (TCU), órgão auxiliar do Congresso Nacional, tem a responsabilidade constitucional de exercer a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União. Mas durante seus governos Lula deixou bem claro o que pensa do TCU: só serve para criar obstáculos à execução dos projetos e programas oficiais.


Em resumo: o PT não gosta de ser fiscalizado e, muito menos, investigado. Qual a credibilidade de Dilma Rousseff, portanto, para falar em "combate sem tréguas à corrupção"?

My first, My last, My everything (com Barry White). Para todas e todos candeeiristas. Com carinho...

Será?

Vox Populi vai sempre às mesmas cidades para fazer suas pesquisas presidenciais

dilma e marina
Diz o Vox Populi que Dilma tem 13 pontos de dianteira
O Vox Populi, que ontem trouxe Dilma Rousseff treze pontos à frente de Marina no primeiro turno, fez suas últimas quatro pesquisas presidenciais nas mesmas 147 cidades. Duas pesquisas foram encomendadas pela Carta Capital e outras duas pela Record.
A exceção na lista de cidades pesquisadas pelo do Vox Populi aconteceu nas duas últimas pesquisas. Saiu do levantamento a cidade de Jaci, no interior de São Paulo, e entrou a cidade de Planalto, também no interior paulista.
O método utilizado pelo Vox Populi para escolher os municípios, o da Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), é o mesmo usado pelo Ibope que, no entanto, não repete a mesma lista de cidades em todas as pesquisas.
Já o Datafolha sorteia cidades e bairros pesquisados a cada nova pesquisa eleitoral. Trata-se de “cuidado para evitar ações de partidos nos locais de pesquisa, e para evitar que os mesmos moradores de um bairro sejam entrevistados diversas vezes, viciando a mostra”.
Este cuidado que o Datafolha revela, o Vox Populi despreza.
Por Lauro Jardim
Como é a vida do “classe média” Eike Batista

Mesmo em tempos bicudos, o empresário se hospeda em hotel cinco estrelas em Nova York e não abre mão de usar o helicóptero para ir a Angra dos Reis

Malu Gaspar
Veja.com

Eike Batista emergiu na semana passada de um ano de raro e absoluto silêncio. Acusado de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada – crimes financeiros para os quais as penas podem chegar a cinco e oito anos de prisão, respectivamente – ele saiu da toca depois de uma decisão judicial que arrestou os bens de sua família até o limite de 1,5 bilhão de dólares. Seguindo uma estratégia desenhada por seus advogados, ele chamou quatro veículos de comunicação (entre os quais a VEJA) para deixar bem claro que não tem esse dinheiro. Como não conseguiu pagar as dívidas que acumulou enquanto seu império esteve no auge (cerca de 15 bilhões de dólares em 2012), o empresário é hoje um homem de menos 1 bilhão de dólares. “É um baque gigantesco voltar à classe média”, afirmou à Folha de S. Paulo na primeira das quatro conversas. Trata-se, é claro, de um tipo sui generis de classe média, uma vez que seu salário é 15 267 vezes a renda média de um cidadão dessa classe social. Na sexta à noite, ele se corrigiu no twitter: “Esclarecendo: a menção à classe média referia-se à sua capacidade (da classe média) de adaptar-se a situações adversas!”

A VEJA, ele se referiu a si próprio como um “assalariado” – ou melhor, um “assalariado com potencial de levar uma participação nesses ativos que sobraram aí”. Eike não disse, mas o pro-labore em questão é de 5 milhões de dólares por ano, quantia que lhe prometeu o fundo soberano de Abu Dabui, o Mubadala, seu maior credor, para o ano que vem, caso ele cumpra algumas condições estabelecidas no acordo pelo qual entregou quase todos os bens aos árabes. Na quarta-feira, depois de uma tarde inteira repetindo a mesma coisa, com ar cansado e os olhos caídos, o “classe média” Eike entrou em sua caminhonete Hilux blindada e foi para casa – uma mansão de 3 500 metros quadrados fincada num terreno com vinte vezes esse tamanho, aos pés do Cristo Redentor e com vista para os mais belos cartões postais do Rio de Janeiro. Seguiam-no quatro seguranças.

Na semana anterior, ele havia transitado entre Doha, a capital do Catar, e Nova York, resolvendo pendências financeiras. Fechou a venda da mineradora de ouro AUX por 400 milhões de dólares (o dinheiro foi todo para os credores) para os emires do país árabe e seguiu para reuniões com um grupo de coreanos que ele diz estar tentando atrair para o porto do Açu, no norte fluminense, em que ainda tem 10% das ações. Não usou o jato Gulfstream de 40 milhões de dólares que era a joia de sua frota de quatro aviões e dois helicópteros e que ainda é dele. Preferiu economizar tomando um vôo de carreira. Na primeira classe, é claro, que ninguém é de ferro. Em Manhattan, hospedou-se no mesmo hotel de sempre, um cinco estrelas na avenida Madison, e circulou de van ou de limusine com o mesmo motorista que o atende há anos.

Praia -- Mesmo em tempos bicudos, Eike também não abre mão de usar o helicóptero Agusta – o outro remanescente de sua frota -- nas idas frequentes a Angra dos Reis, onde ainda mantém uma mansão de dois andares na Baía de Vila Velha. Assim como a do Jardim Botânico, a “casa de praia” não está mais em nome dele. Em julho, no auge da crise da petroleira OGX, que arrastou seu império para o buraco, ele transferiu os imóveis aos filhos Thor, 22 anos, e Olin, 18 anos, e ainda comprou uma cobertura de 5,3 milhões de reais em Ipanema para a namorada, Flávia Sampaio, que é mãe do caçula de Eike, Balder, de 1 ano. Por causa dessas doações, está sendo acusado pelos procuradores da República de fraude a credor – algo que ele repele, dizendo que foi tudo feito às claras e declarado à Receita Federal. Uma vez no litoral, Eike ainda dispõe do super iate de 115 pés que comprou em 2009 por 80 milhões de reais. Na embarcação, circula entre as ilhas do balneário com o comandante e dois auxiliares. 


E como é que uma pessoa que deve 1 bilhão de dólares na praça ainda consegue desfrutar de todo esse conforto? A resposta tem a ver com um ditado bastante repetido no mercado financeiro: se você deve 100 dólares aos bancos, o problema é seu. Mas, se deve 100 milhões, o problema é deles. Aos bancos a quem Eike deve dinheiro (Itaú e Bradesco, principalmente) não interessa tomar os bens que restam e registrar em seus balanços prejuízos de centenas de milhões de dólares. Mais inteligente, do ponto de vista contábil, é mantê-lo respirando e negociar os pagamentos aos poucos, em suaves prestações. Assim, apesar de carregar uma dívida impensável para a imensa maioria dos mortais, Eike segue mantendo seu padrão de vida quase intacto, com algumas poucas alterações. É o famoso “devo, não nego, pago quando puder”, transposto ao universo dos ex-bilionários. Talvez esteja aí um ponto de contato entre a vida de Eike e a de boa parte da classe média. Segundo a estatística oficial, metade dos brasileiros dessa classe social está endividada.
O GLOBO

Em 1500, quando Pedro Álvares Cabral chegou à Bahia, deixou dois degredados na praia. Um deles chamava-se Afonso Ribeiro. Tinha dezoito anos, trabalhara com um grão-senhor e metera-se num assassinato. Ele viveu anos no meio dos índios e, não se sabe como, acabou resgatado por outra expedição, regressando à Europa. Contou sua história a um tabelião, mas até hoje o papel não foi achado. Por suas artes e pela sorte, a pena de degredo deu em nada e Afonso Ribeiro pode ser considerado o patrono das pessoas que se safam da lei. Passaram-se 514 anos e a bancada de maganos que está presa na Papuda mostra que essa escrita começa a ser quebrada.

A ideia segundo a qual “isso não vai dar em nada“ perdeu eficácia. Pode ser que não dê, mas se der, a cana está lá. Foi essa percepção que levou Paulo Roberto Costa, um poderoso ex-diretor da Petrobras, a colaborar com o Ministério Público. Seguiram-no o operador de câmbio da rede financeira de Alberto Yousseff e, na semana passada, o próprio. Em todos os casos, preferiram trocar de lado, contando o que sabem, a arriscar décadas de cadeia. (Pelo “efeito Papuda”, Marcos Valério, o mago do caixa dois do mensalão foi condenado a 40 anos de prisão e José Dirceu, chefe da Casa Civil e “técnico” do time de Lula, a dez, podendo passar ao regime aberto ainda este ano.)

Paulo Roberto Costa e Yousseff decidiram colaborar, contrariando a opinião de advogados. O que eles têm a contar ultrapassa de muito o acervo de informações que Marcos Valério detém. Em suas operações há as digitais de grandes bancos, empreiteiras e empresas internacionais de comércio exterior. Se o Ministério Público e juiz federal Sérgio Moro trabalharem direito e em paz, poderão expor a maior e mais antiga rede de maracutaias nacionais. Coisa tentada sem sucesso em dezenas de processos e diversas CPIs.

Lamentável!

Exclusivo: Colisão entre motos na BR-230 mata funcionário da Leia Livraria de Cajazeiras

O jovem Márcio Bezerra não resistiu aos ferimentos
SertãodaParaíba


Uma colisão frontal entre duas motos na BR-230 na noite deste domingo 28 de setembro próximo ao Colinas Motel deixou um saldo de um morto e duas pessoas feridas.

Relatos da Polícia Rodoviária Federal uma moto CG de cor verde que era guiada por Reginaldo Luís de Lima de 33 anos colidiu em uma Titan de cor vermelha de placa MNS-5202 São João do Rio do Peixe PB, que era pilotada por Márcio Bezerra Soares de 25 anos e vinha como passageira sua namorada Rosineide Silva Faustino de 20 anos.

Com impacto todas as vitimas tiveram várias fraturas e lesões pelo corpo sendo socorridas por equipes do SAMU e Corpo de Bombeiros, para o Hospital Regional de Cajazeiras.

O jovem Márcio Bezerra que era funcionário da Leia Livraria e Magazine não resistiu aos ferimentos vindo a falecer quando recebia assistência médica no HRC.

O corpo do jovem foi enviado para o IML de Patos para ser necropsiado.

Há cerca de um ano o pai de Márcio foi vítima de um grave acidente na BR 230 quando também perdeu sua vida de uma forma trágica.

Doleiro da Lava Jato vai fazer ‘confissão total dos fatos’, avisa advogado 

Figueiredo Basto, defensor de Alberto Youssef, diz que quem for citado na delação ‘vai ter o direito de se defender’ 

Por Fausto Macedo
Estadão.com

O doleiro Alberto Youssef deve fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e fazer os primeiros depoimentos já a partir desta semana. A informação foi divulgada pelo advogado Antonio Figueiredo Basto, que defende Youssef, alvo da Operação Lava Jato.

O advogado disse o que Youssef tem a oferecer na delação. “Acordo de colaboração pressupõe a confissão integral dos fatos, responder todos os fatos que for perguntado, a responsabilidade em colaborar com a Justiça.” ”As outras pessoas (apontadas por Youssef) vão ter o direito de se defender”, ressalta o advogado.

Na sexta-feira, 26, o Ministério Público Federal pediu a absolvição de Youssef em uma das ações contra ele na Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os processos decorrentes da Lava Jato

Figueiredo Basto disse que não foi procurado por nenhuma empreiteira ou qualquer outro investigado da Lava Jato para tentar dissuadi-lo de levar seu cliente à delação. “Quem me conhece sabe que sou um advogado de convicções. Quem me procurar com esse tipo de intenção vai perder tempo. Todo mundo tem bons advogados para se defender. A verdade é que tem muita gente fazendo manobras sub reptícias nos bastidores. Tem muito mais gente negociando, mas não tem coragem de admitir.”


“A decisão pela delação é desse homem encarcerado (Youssef), ele tem que ser respeitado”, declarou Figueiredo Basto.

Há 28 anos na advocacia, titular de renomada banca em Curitiba, Figueiredo Basto tem uma postura crítica com relação àqueles que acreditam que podem devolver a liberdade para Youssef por outros caminhos. “É muito fácil eu ficar defendendo teses e manter meu cliente preso 100 anos. Tese é muito bom para escrever livros e falar em palestra.”

Alberto Youssef está preso desde 17 de março. A Polícia Federal e a Procuradoria atribuem a ele papel central em um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter alcançado R$ 10 bilhões.

O doleiro já é réu em cinco ações criminais da Lava Jato. Na semana passada, a Justiça Federal o condenou a 4 anos e 4 meses de prisão por corrupção ativa no âmbito do caso Banestado – evasão de divisas nos anos 1990.

Figueiredo Basto prega “uma atitude corajosa”. “Eu preciso ajudar o meu cliente, garantindo a ele resultado efetivo que nenhum advogado no Brasil pode fazer por outro caminho, exceto pela colaboração. Sou contra o acordo, não era a minha linha de defesa, mas fui voto vencido em toda a minha equipe de advogados.”

Ele faz uma avaliação do rol de processos nos quais Youssef está mergulhado. “É inegável que aventuras não nos farão chegar ao fim. São processos onde já foram fechadas pelo menos outras seis colaborações. Nenhum advogado tem o direito de exigir do cliente outra postura. Negociar é absolutamente humano. As circunstâncias (para Youssef) são dramáticas.”

Figueiredo Basto é categórico. “Ninguém que está fora desse processo tem condições de julgar Alberto Youssef e reprova-lo por decidir fazer delação. Eu o respeito e não vou largar o barco no momento mais difícil da vida dele. Até agora ninguém viu resultado nenhum, ninguém obteve resultado nenhum.”

Ele reitera que é contra a delação, mas faz uma ressalva. “Na hora que você vê o homem atrás das grades, com 22 quilos a menos, com histórico de duas paradas cardíacas (antes de ser preso) e mais uma terceira parada cardíaca já na prisão tem que respeitar a atitude dele. Eu respeito.”

Figueiredo Basto é advogado de Youssef há 16 anos. “Compreendo perfeitamente a atitude que ele tomou, embora não a aprove. Mas não me sinto no direito de reprovar. É preciso humildade suficiente para fazer o que é o melhor para o cliente. Meu compromisso não é com terceiros. Só tenho compromisso nesse processo com Alberto Youssef. Não tenho vínculo com mais ninguém. Na próxima semana deveremos fechar o acordo. Estamos numa grande queda de braço. Até agora não tem acordo, não teve depoimento. Vamos lutar para evoluir.”

“Reitero que já há seis colaborações no processo (da Lava Jato)”, diz Figueiredo Basto. “É difícil conseguir lutar contra isso. Lutar contra (a delação) é criar tese. Eu tenho humildade suficiente para reconhecer isso. A liberdade é direito indisponível do homem. A decisão é dele (Youssef), não é do advogado. Mas eu não posso me sentir como o senhor da vida de outra pessoa. Eu sou um advogado que age no limite do meu código de ética. Meu compromisso é com o cliente, é por ele que eu vou lutar. Como um advogado pode deixar o cliente durante 40 ou 50 anos na cadeia?”

Ele fala da delação. “Se a colaboração está na lei tem que ser usada. É assim no mundo inteiro, nos Estados Unidos, na Alemanha, na Itália, em todos os ordenamentos existe a colaboração. Qual é a luta do acusado? Ficar solto, todo ser humano tem o direito de sair (da cadeia). O homem é produto das suas circunstâncias.”


“Alberto Youssef vai completar 47 anos de idade e está na iminência e risco de pegar 200 anos de cadeia. Vamos parar de brincar”, pondera Antonio Figueiredo Basto.

As manchetes do Jornal do Commercio


Os destaques do jornal Correio Braziliense


Os destaques do jornal O Liberal


A capa de hoje do jornal O Estado de São Paulo


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Dilma não cumpriu 43% das promessas de 2010

Globo: Dilma é cobrada por desvios de dinheiro na Petrobrás

Extra: Flamengo faz festa só no basquete

ValorEconômico: Embargo russo sustenta preço de carne brasileira

Estadão: Dilma é centro de ataques em debate marcado por tensão

ZeroHora: Porto Alegre terá obras da Copa até 2016

Estado de Minas: Aécio pede o resgate da Ética

CorreioBraziliense: As armas dos candidatos para chegar ao 2º turno

CorreiodaBahia: [Time do Bahia] Nos braços da torcida

OPovo:  Uma nova ordem para o trânsito de Fortaleza

JornaldoCommercio: Disputa pelo voto do eleitor indeciso

domingo, 28 de setembro de 2014

Mark Davis (era o nome) e a música, "Dont let me cry". Era Fábio Jr cantando em 1975. "Qué q'eu chore é?"

No discurso, uma coisa; na prática, uma desfaçatez vergonhosa.

Cardozo: ele deveria pegar o paletó e ir embora; em vez disso, opera para ser ministro do Supremo
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a ser notícia. Seu nome aparece em mais um caso escabroso. Num país em que o Poder Executivo respeitasse a democracia, o homem deveria ter sido sumariamente demitido — e não é a primeira vez que dá motivos para isso. Ocorre que ele é auxiliar daquela presidente que quer dialogar com terroristas que degolam pessoas. E, se Dilma é presidente, então tudo é permitido. Qual é o busílis? Paulo Abrão, secretário nacional de Justiça e braço-direito de Cardozo, foi pessoalmente à PF, fora de horário de expediente, para escarafunchar um inquérito resguardado pelo segredo de Justiça e que tinha como alvo Marina Silva. Explico.
Reportagem da mais recente edição da VEJA informa que, no dia 5 deste mês, a mando de Cardozo, Abrão se encontrou com o delegado Leandro Daiello, superintendente da Polícia Federal, para colher informações sobre o Inquérito 1209/2012 que apurou suspeitas de corrupção no Ministério do Meio Ambiente, quando Marina era ministra, em benefícios que teriam sido concedidos à empresa Natural Source International. Entre os investigados, estava o empresário Guilherme Leal, que apoia a candidata do PSB à Presidência. Atenção! O inquérito já tinha sido arquivado por falta de provas, a pedido do Ministério Público. Abrão dá uma desculpa esfarrapada. Já chego lá. Antes, algumas lembranças relevantes.
Algum tempo depois do mensalão, como esquecer?, Cardozo chegou a esboçar a intenção de abandonar a política. Estaria decepcionado e enojado com a atividade. Gente que o conhecia desde a gestão da prefeita Luíza Erundina na capital (1989-1992), quando estourou o chamado “Caso Lubeca” (pesquisem a respeito), jurou que ele não cumpriria a promessa porque não seria o tipo de homem que sente nojo com facilidade. Ele tem, me asseguraram, estômago de avestruz. Um meu amigo, que trabalhou com ele naquele período, ironizou: “O Zé Eduardo deixar a política porque estaria enojado? Besteira! É mais fácil a política deixar o Zé Eduardo…”. De fato, a gente nota que o homem não vomita com facilidade.
É claro que se trata de um absurdo. Abrão disse que estava apenas querendo saber em que pé estava a coisa porque “uma revista” — ??? — estaria fazendo uma reportagem a respeito e o havia procurado. Revista??? Abrão trabalha para a publicação? É “foca” do veículo? Está na folha de pagamentos? Se apenas quisesse informações, por que foi pessoalmente à sede da PF? Não bastava um ofício? Teve de manter um encontro que nem estava na agenda do superintendente da PF? Paulo Abrão, Paulo Abrão… Este rapaz fez carreira na Comissão da Anistia e é considerado um especialista em direitos humanos. Imaginem se não fosse…
É claro que isso é coisa típica de estado policial. Não é a primeira vez que a máquina é mobilizada pelos petistas contra adversários. Em novembro do ano passado, Cardozo protagonizou outro caso rumoroso. Era o ministro quem estava por trás do surgimento de um documento apócrifo que acusava políticos de três partidos de oposição — PSDB, DEM e PPS — de envolvimento com um cartel de trens. Na primeira versão oficial, o Cade teria fornecido o papelucho à Polícia Federal. Não colou. O ministro teve de vir a público para assumir a autoria do ato. Como de hábito, bateu no peito e disse que estava apenas cumprindo o seu dever. Uma ova! Imaginem se, agora, um ministro da Justiça deve pedir à PF que abra inquéritos para apurar toda denúncia anônima que lhe chegue às mãos. A ser assim, na prática, ele manda investigar quem lhe der na telha. Basta alegar que tem um documento… apócrifo!
Já fiz um levantamento neste blog demonstrando como Cardozo colaborou, por atos e omissões, pra que as jornadas de junho do ano passado degenerassem em violência. O post está aqui. Inicialmente, o governo federal apostava que a bomba dos protestos explodiria no colo de Geraldo Alckmin. Deu tudo errado. Não só isso: no Ministério da Justiça, Cardozo se comportou como um chefe de facção, hostilizando permanentemente a polícia de São Paulo.
Cardozo coroa, agora, no fim do governo, a sua atuação com mais esta: seu braço-direito no Ministério mobilizou a máquina federal para tentar prejudicar uma adversária de Dilma na eleição. Atenção! Há uma possibilidade concreta de este senhor ser indicado pela presidente para a cadeira vaga no Supremo, com a renúncia de Joaquim Barbosa. Fiquem atentos: nos próximos quatro anos, nada menos de cinco ministros vão se aposentar. Caso a petista se reeleja, dificilmente o país escapará do acinte de ter Cardozo ocupando uma cadeira no Supremo. Com esse currículo!
Por Reinaldo Azevedo