domingo, 31 de agosto de 2014

Na nossa Festa 6ª do Se7e, no Cajazeiras Tênis Clube, Rachel Moreira me avisou: " - Se Joãozinho cantar Hotel Califórnia, o bicho pega!" E pegou e ela deu o show. Vejam o vídeo




Quem sabe faz ao vivo! Ruan Veloso é vendedor de balas...e sonhos.


Sugestão de Jarbinhas Sobreira

Campanha e propaganda eleitorais são o universo da perfeição. Jornalista é bicho danado, quando cumpre o seu papel...

Cursos-relâmpago inflam vitrine eleitoral de Dilma

RENATA AGOSTINI
FLÁVIA FOREQUE
JOHANNA NUBLAT
Folha de São Paulo

Alardeada pela campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) como "o maior programa profissionalizante do mundo", a iniciativa federal para formar técnicos e melhorar a qualificação do trabalhador vem sendo impulsionada por inscrições em cursos rápidos, como de vendedor, recepcionista e manicure.

Segundo levantamento inédito do Ministério da Educação, feito a pedido da Folha, o programa tem atraído menos interessados em cursos verdadeiramente técnicos, como de enfermagem, eletrotécnica e mecânica.

Quando lançou o Pronatec, em 2011, o governo já previa uma maior procura pelos cursos que duram de dois a quatro meses. Na campanha, porém, Dilma tem ignorado essa distinção ao entoar os dados da iniciativa do eleitor.

"No que se refere à educação considero que tivemos um grande salto. Vou citar o Pronatec. Oito milhões de jovens e adultos com acesso ao ensino técnico", disse durante o primeiro debate entre candidatos à Presidência, promovido pela Band.

Editoria de Arte/Folhapress 

Os cursos mais céleres e simples, chamados de Formação Inicial e Continuada, é que garantirão a Dilma Rousseff alcançar neste ano a meta de 8 milhões de matrículas no Pronatec, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego.

A formação técnica, que é o principal objetivo do programa, representou apenas 28% das matrículas registrada até o final de julho.

Os cursos técnicos têm duração mínima de um ano e há casos que chegam a três anos. Podem ser feitos enquanto o jovem cursa o ensino médio ou após formar-se na escola.

São cursos práticos voltados para o mercado de trabalho e dão direito a um diploma em sua conclusão.

Já os de formação inicial e continuada, com duração média de três meses, têm exigência de escolaridade mais baixa e servem para dar noções básicas sobre uma função ou aperfeiçoar o conhecimento do aluno que deseja reingressar no mercado de trabalho. Não há diploma, apenas um certificado de participação.

No total, os dez cursos de Formação Inicial e Continuada mais procurados receberam 890 mil matrículas. Já os dez cursos técnicos mais populares tiveram 390 mil.

Dilma sempre fez questão de pontuar que o mote do Pronatec era a formação de técnicos capazes de suprir a demanda das empresas e das indústrias brasileiras.

"Com o Pronatec, queremos que o país, cada vez mais, tenha uma geração de jovens com formação técnica de qualidade, capazes de melhorar nossos produtos e serviços", disse em outubro de 2012 no programa de rádio "Café com a Presidenta".

Desde o ano passado, o governo tem intensificado a propaganda do Pronatec. Em 2013, ele foi de longe a iniciativa com a qual o Ministério da Educação mais gastou em publicidade –R$ 15,7 milhões, mais da metade do aplicado pela pasta em propaganda.
EMERGENTES
BRASIL É O ÚNICO EM RECESSÃO ENTRE OS PAÍSES DO BRICS

FRACO DESEMPENHO PODE ANTECIPAR DESTITUIÇÃO DO BRASIL DO POSTO DE 7ª MAIOR ECONOMIA DO MUNDO
DiáriodoPoder

Rio e São Paulo - O Brasil teve o pior desempenho entre os países do grupo Brics – que conta ainda com Rússia, Índia, China e África do Sul – no segundo trimestre deste ano, sendo o único dentre essas grandes economias emergentes em recessão técnica.

Até mesmo os russos, afetados pelas sanções impostas por Estados Unidos e Europa em função da crise na Ucrânia, conseguiram evitar dois trimestres seguidos de queda no PIB.

Índia. A trajetória de desempenho fraco pode antecipar a destituição do Brasil do posto de sétima maior economia do mundo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Índia deve ultrapassar o País em termos de PIB em 2018.

“Mas isso considera projeções otimistas, então pode acontecer antes”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, apostando que ocorra em 2017. Hoje, a Índia figura na 10ª colocação.

O FMI projeta crescimento de 1,3% para a economia brasileira em 2014 e de 2,0% em 2015, conforme o relatório Perspectiva Econômica Global atualizado em julho. O economista, contudo, considera esses resultados irrealizáveis. Ele projeta avanço de 0,2% neste ano e de 1,0% no ano que vem. A Índia, por sua vez, deve expandir 5,4%, acelerando para 6,4% em 2015, segundo o FMI.

Dilma culpa feriados por fraco desempenho econômico (Foto: Andre Dusek/AE)

“O Brasil de fato mudou de rumo. Isso reflete a falta de visão de médio e longo prazo. As medidas adotadas pelo País foram míopes, no sentido de ter um crescimento puxado por muito consumo e pouco investimento”, avaliou Rostagno. “O governo esqueceu de preparar o País para o futuro”, completou o economista.

Estados Unidos. No segundo trimestre, o crescimento da economia brasileira também ficou atrás de Estados Unidos, Alemanha e Itália (que teve recuo de 0,2% em relação a igual período de 2013), país ainda fragilizado pela crise na zona do euro e pela ausência de reformas.

No mesmo período, o PIB brasileiro registrou queda de 0,9%.

“Isso mostra que o Brasil sofre mais com questões internas. Nossas exportações contribuíram positivamente”, afirmou Rostagno, que levantou os dados a pedido do Estado.

Segundo ele, os crescimentos da China (7,5%) e dos Estados Unidos (2,5%) no segundo trimestre em relação a igual período de 2013 reforçam que as dificuldades brasileiras são no plano doméstico. “Os Estados Unidos tiveram um primeiro trimestre ruim, mas foi por causa do clima”, disse.

Ucrânia. Em outro levantamento, a Austin Rating listou o desempenho de 37 países, e o Brasil superou apenas a Ucrânia, que enfrentou queda de 4,7% no segundo trimestre em comparação a igual período do ano passado.

A Ucrânia está em conflito com a Rússia, acusada de invasão territorial e de fornecer armas e suprimentos a rebeldes separatistas.

Setor externo. O setor externo salvou o PIB brasileiro de registrar um recuo ainda mais intenso no segundo trimestre. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as exportações cresceram 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, enquanto as importações caíram 2,1%.

“Mas é um positivo por razões negativas. A queda nas importações se deu porque a demanda do mercado interno está se retraindo”, observou José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). “Isso é determinado principalmente pela indústria, que está reduzindo compras de insumos e componentes”, acrescentou Castro.

Importações. Diante do elevado endividamento e da renda crescendo menos, os consumidores acompanham o movimento de moderação nas compras, o que também ajuda a reduzir as importações.

Do lado das exportações, os embarques de soja garantiram o bom desempenho. “O setor extrativo mineral também está crescendo muito”, observou Rebeca Palis, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

Para o terceiro trimestre, as exportações devem continuar crescendo, ainda que num ritmo mais tímido. A “vedete” da vez, disse Castro, será o petróleo, cujos embarques devem crescer na esteira da recuperação na produção. (Idiana Tomazelli/AE)

Em Minas Gerais, na capa do Jornal Hoje em Dia


O drama do Rio São Francisco na capa do jornal O Estado de Minas


Os destaques do jornal Diário de Pernambuco


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Marina fatura R$ 1,6 milhão com palestras em três anos.

Globo: PIB cai 0,6% no 2º trimestre e Brasil enfrenta recessão. E Datafolha: Marina empata com Dilma e vence no 2º turno

Extra: Dilma e Marina estão empatadas

Estadão: Suspeita de fraude em CPI derruba assessor de Graça [presidente da Petrobrás]

ValorEconômico: Setor público tem pior resultado para julho em mais de uma década

ZeroHora: Tradição em novo compasso

Estado de Minas: O Velho Chico [Rio São Francisco] morre de seca e esvazia bolsos

CorreioBraziliense: Por que o brasileiro gasta cada vez mais no exterior

CorreiodaBahia: Três bairros vão ganhar feiras iguais às da Barra

DiáriodoNordeste:  Nordestino deve decidir disputa presidencial

JornaldoCommercio: [Pesquisa: eleição para governado em Pernambuco] Empate técnico

JornaldaParaíba: Armas de brinquedo preocupam a polícia

sábado, 30 de agosto de 2014

Eu me orgulho de ser professor. E ter alunos como esta turma do Curso de Direito, no 8º período - manhã - UFPB, só reitera a minha paixão. Obrigado, gente.

Eu e as doutoras...



Diego falou em nome da turma: disse que o professor Dirceu era gente boa etc....




Eu e os doutores...

Lorena comandou a distribuição do 'bolsa-bolo'...







Da Coluna Painel, no Jornal Folha de São Paulo: pensando bem, para os petistas Collor não deve ser gente ruim...

Minha gente 

O site "Seja Dita Verdade", que apoia Dilma, divulgou ontem um vídeo que compara falas de Marina em 2014 a um discurso de Fernando Collor em 1989. Os dois aparecem prometendo "o novo" na política.

Congelamento A página diz ainda que "o homem que disse a Collor para confiscar a poupança dos brasileiros está com Marina Silva". O alvo é o economista André Lara Resende, que também integrou a equipe do Plano Real.

Só que... Desde a campanha de 2010, Collor apoia Dilma com entusiasmo. O ex-presidente se tornou aliado de Lula, seu ex-adversário nas urnas e principal líder político da campanha a favor do impeachment.

O GLOBO

Armínio Fraga foi o comandante da etapa de consolidação do Plano Real — a última coisa séria feita no Brasil 

Pela primeira vez em 12 anos, os companheiros avistam a possibilidade real de ter que largar o osso. Nem a obra-prima do mensalão às vésperas da eleição de 2006 chegara a ameaçar a hegemonia dos coitados sobre a elite branca. A um mês da votação, surgem as pesquisas indicando que o PT não é mais o favorito a continuar encastelado no Planalto. Desespero total

Pode-se imaginar o movimento fervilhante nas centrais de dossiês aloprados. Há de surgir na Wikipédia o passado tenebroso dos adversários de Dilma Rousseff. Logo descobriremos que foram eles que sumiram com Amarildo, que depenaram a Petrobras, que treinaram a seleção contra os alemães. É questão de vida ou morte: como se sabe, a elite vermelha terá sérias dificuldades de sobrevivência se tiver que trabalhar. Vão “fazer o diabo”, como disse a presidente, para ganhar a eleição e não perder a gerência da boca.

O Brasil acaba de assistir à queda de um avião sobre o castelo eleitoral do PT. Questionada sobre as investigações acerca da situação legal da aeronave que caiu, Dilma respondeu que não está “acompanhando isso”, e que o assunto não é do seu “profundo interesse”. Altamente coerente. Se a presidente e seu padrinho não “acompanharam” as tragédias no governo popular — mensalão, Rosemary e grande elenco — não haveria por que terem “profundo interesse” numa tragédia que veio de fora. Eles sempre fingiram que estava tudo bem e o povo acreditou, não há por que acusar o golpe agora. Avião? Que avião?

Melhor continuar arremessando gaivotas de papel, para distrair o público. Até o ministro decorativo da Fazenda foi chamado para atirar a sua. Guido Mantega, como Dilma e toda a tropa, é militante de Lula. O filho do Brasil ordena, eles disparam. Mantega já chegou a apresentar um gráfico amestrado relacionando o PAC com o PIB — um estelionato intelectual que o Brasil, como sempre, engoliu. Agora o homem forte (?) da economia companheira entra na campanha para dizer que Armínio Fraga desrespeitou as metas de inflação. Uma gaivota pornográfica.

Para encurtar a conversa, bastaria dizer que Armínio Fraga foi um dos homens que construíram aquilo que Mantega e seu bando há anos tentam destruir. Inclusive a meta de inflação. Armínio foi o comandante da etapa de consolidação do Plano Real — última coisa séria feita no Brasil — enfrentando o efeito devastador da crise da Rússia, que teria reduzido a economia nacional a pó se ela estivesse nas mãos de um desses bravateiros com estrelinha. Mantega e padrinhos associados devem a Armínio Fraga e aos realizadores do Plano Real a vida mansa que levaram nos últimos 12 anos. E deve ser mesmo angustiante desconfiar pela primeira vez que essa moleza vai acabar.

Se debate eleitoral tivesse alguma ligação com a realidade, bastaria convidar os companheiros a citar uma medida de sua autoria que tenha ajudado a estruturar a economia brasileira. Uma única. Mas não adianta, porque, como o eleitorado viaja na maionese, basta aos petistas dizer — como passaram a última década dizendo — que eles livraram o Brasil da inflação de Fernando Henrique. A própria Dilma foi eleita em 2010 com esse humor negro, e jamais caiu no ridículo por isso. Com a fraude devidamente avalizada pelo distinto público, Guido Mantega pode se comparar a Armínio Fraga e entrar em casa sem ter que esconder o rosto.

Em meio às propostas ornamentais, aliás, Armínio é o dado concreto da corrida presidencial até aqui. Nada de poesia, de “nova política”, de arautos da “mudança” — conceito tão específico quanto “felicidade”, que enche os olhos da Primavera Burra e dos depredadores do bem. Armínio não é terceira, quarta ou quinta via, nem a mediatriz mágica entre o passado e o futuro. É um economista testado e aprovado no front governamental, que não ficará no Ministério da Fazenda transformando panfleto em gaivota

O PSDB, como os outros partidos, adora vender contos de fadas. Mas seu candidato, Aécio Neves, resolveu anunciar previamente o seu principal ministro. Eis a sutil diferença entre o compromisso e a conversa fiada.

Marina Silva também é uma boa notícia. Só o fato de ser uma pessoa íntegra já oferece um contraponto valioso à picaretagem travestida de bondade. Nunca é tarde para o feminismo curar a ressaca dos últimos quatro anos. O que seria um governo Marina, porém, nem ela sabe. Se cumprir a promessa de Eduardo Campos e empurrar o PMDB S.A. para a oposição, que grande partido comporia a sua sustentação política? Olhe em volta e constate, com arrepios, a hipótese mais provável: ele mesmo, o PT — prontinho para a mudança, com frete e tudo.

Marina vem do PT e está no PSB, cujo ideário é de arrepiar o maior sonho cubano de José Dirceu. E tentar governar acima dos partidos foi o que Collor fez. Que forças, afinal, afiançariam as virtudes de Marina?

A elite vermelha está pronta para se esverdear.

A manchete é do Estadão e o comentário de Romeu Tuma Jr. A sugestão é de Gabriel Galvão.


Produção de bens e serviços da economia nacional também foi negativa no primeiro trimestre de 2014.
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"Após brindar o Brasil com a recessão Moral, o PT agora nos brinda com a recessão Econômica!"
Foto: Fernando Donasci / Agência O Globo

O que a pesquisa Ibope mostrou na última terça-feira, e a pesquisa Datafolha confirmou ontem à noite, é que Marina Silva, no curto período de três semanas, conquistou a condição de favorita para se eleger presidente da República.

É improvável que Marina se eleja no primeiro turno. Por mais que encolha, Aécio tem um partido e aliados capazes de lhe garantir dois dígitos de intenção de votos nas pesquisas. Aécio é a garantia de que haverá segundo turno.

PT e PSDB amadurecem o melhor modo de desconstruir a imagem positiva de Marina. O problema não é encontrar o modo. É correr contra o tempo que resta para o dia da eleição. Haverá tempo suficiente até lá?

Ganha eleição quem erra menos. Porque todos erram. Esse é o desafio que Marina começa a enfrentar a partir de agora. Não a subestimem. Ela está vendo a chance de vencer. E não está disposta a desperdiçá-la.

O grande trunfo de Marina: rejeição baixa. A dela de apenas 15%. A de Dilma, 35%.

Dilma carece de trunfo para evitar o desastre que se desenha para o PT. Lula deixou de ser um trunfo poderoso desde que ela fracassou como governante.

O problema é...

Faltou uma

guido
Política econômica com menos credibilidade
A consultoria Arko Advice compilou todas as justificativas de Guido Mantega para o pífio desempenho do PIB no país: seca, Copa do Mundo, crise no exterior, inflação, câmbio, juros altos, economia americana, política do FED, safra ruim, seguro-desemprego, mercado de trabalho, excesso de feriados e desaceleração global. Nenhuma delas se refere à perda de credibilidade da política econômica.
Por Lauro Jardim

As notícias d'O Globo


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


Na Folha de São Paulo: país em recessão; Marina subindo.


A capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Economia do país encolhe 0,6%, no 2º trimestre, em sinal de recessão. E Marina cresce e empata com Dilma.

Globo: PIB cai 0,6% no 2º trimestre e Brasil enfrenta recessão. E Datafolha: Marina empata com Dilma e vence no 2º turno

Extra: Dilma e Marina estão empatadas

Estadão: Marina empata com Dilma no 1º e vence 2º turno, mostra pesquisa

ValorEconômico: Marina sobe e empata com Dilma no 1º turno

ZeroHora: O semestre que fez a economia encolher

Estado de Minas: Um país em recessão

CorreioBraziliense: 2014: o ano perdido

CorreiodaBahia: Tecnicamente, o Brasil já está em recessão

DiáriodoNordeste:  PIB do Brasil encolhe 0,6% e indica 'recessão técnica'

DiáriodePernambuco: Queda do PIB leva o país à recessão técnica

JornaldaParaíba: Eleições vão contar com 6,9 mil policiais na Paraíba

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Por enquanto está assim...

Marina empata com Dilma na corrida presidencial, diz Datafolha

RICARDO MENDONÇA
Folha.com

Pesquisa Datafolha finalizada nesta sexta (29) mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina Silva (PSB) numericamente empatadas na simulação de primeiro turno da eleição presidencial. Cada uma tem 34% das intenções de voto.

No teste de segundo turno, Marina seria eleita presidente da República com dez pontos de vantagem em relação à rival: 50% a 40%.

Os dados mostram fortalecimento da candidatura Marina. Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, ela apresenta melhor desempenho nas simulações de primeiro e de segundo turno –a pesquisa antecedente foi feita imediatamente após a morte de Eduardo Campos, o candidato que encabeçava a chapa do PSB.

No intervalo de duas semanas entre os dois levantamentos, Marina cresceu 13 pontos no teste de primeiro turno. Dilma oscilou 2 para baixo.

No embate final contra a petista, onde antes havia empate técnico no limite máximo da margem de erro, Marina foi de 47% para 50%, enquanto Dilma recuou de 43% para 40%.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, caiu de 20% para 15% na simulação de primeiro turno. Num confronto final contra Dilma, ele perderia por 48% a 40%.

Nosso abraço de parabéns a Rejane Freitas. Nós, o mundo e família de Seu Raimundo...Todos gostamos dela.


Dodô Mangueira em momento de alegria e gaiatice. Imperdível. Por estas e outras temos de nos alimentar, em Cajazeiras, da matéria de que vivemos.

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"Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é". É preferível a 'incerteza de uma aventura' ou a certeza de uma desventura?


Josias de Souza

O comitê eleitoral de Dilma Rousseff decidiu combater Marina Silva com uma arma semelhante à que foi utilizada contra Lula no passado: o terrorismo político. Contra Lula, o terror era ideológico. Contra Marina, é social.

Na sucessão de 1989, o empresário Mário Amato, então presidente da Fiesp, disse que 800 mil industriais deixariam o país se Lula chegasse à Presidência. Levariam com eles suas indústrias e os empregos.

Hoje, a equipe de campanha de Dilma sustenta que, eleita, Marina instalará no Planalto a “incerteza de uma aventura”. Pior: passará na lâmina programas sociais como o Mais Médicos.


Para instilar o medo no eleitor, o comitê de Dilma valeu-se de uma edição do debate presidencial promovido pela Band, na terça-feira. Pinçou um trecho no qual Marina debate com Dilma e declara que o Mais Médicos não resolve as mazelas da saúde, é um “paliativo”.

Apegando-se ao vocábulo “paliativo”, o marketing da campanha petista, comandado por João Santana, pôs-se a insinuar que Marina interromperia o Mais Médicos se fosse eleita. Na internet, Marina é mencionada explicitamente, em vídeo e texto.

Na propaganda veiculada no rádio, a alusão a Marina é indireta. Ouve-se na peça uma resposta de Dilma à tese da rival segundo a qual um presidente tem de ser mais do que mero gerente.

Dilma diz: “Um presidente da República, principalmente se ele lida, como deve lidar, com todos os problemas do país, ele não lidará só discursando. Ele terá de tomar posições, ele terá de fazer gestão, ele tem de agir…”

Na sequência, sem citar Marina, um locutor investe contra ela: “…Já pensou, rapaz, se entra outro aí e pára um programa importante como o Mais Médicos. Quem é que vai atender a população nos postos de saúde nas periferias da grandes cidades e nas regiões mais distantes?”

Uma voz feminina emenda: “…Ninguém quer a incerteza de uma aventura nem a volta ao passado. Hoje o povo está tendo a tenção que sempre sonhou.” A “aventura” é munição contra Marina. A “volta ao passado”, contra Aécio Neves.


Curiosamente, a perspectiva de vitória de Marina Silva parece entusiasmar o mercado financeiro. Desde a morte de Eduardo Campos, há duas semanas, o principal índice da Bolsa, o Ibovespa, subiu 7,99%. Os papeis da Petrobras valorizaram-se em 16,12%.

O rótulo de esquerdista radical custou a Lula três derrotas. Para prevalecer em 2002, o morubixaba petista teve aparar a barba, vestir Armani e beijar a cruz. Numa carta aos brasileiros, renegou tudo o que sempre defendera.

Autoconvertido numa espécie de neo-Amato, o PT tenta grudar na testa de Marina, sua ex-filiada, a pecha de “aventureira”. Ainda não colou. Mas serviu para demonstrar do que o petismo é capaz quando está com medo.

E alguns querem mensaleiros corruptos como heróis...Grande é esse menino! Herói deve o exemplo do bem, da ética, do caráter. Viva Guilherme!

Um menino de caráter
Juca Kfouri
Uol


Guilherme Murray tem 12 anos e está disputando o Campeonato Panamericano de Esgrima pelo Brasil, em Aruba, no Caribe, numa categoria, espada, dois anos acima de sua idade.

Hoje ele foi eliminado nas oitavas de final. Perdeu de 10 a 9.

Mas só porque quis. Ele ganharia o jogo. O árbitro deu o toque em favor dele.

O Guiga foi ao árbitro e disse que havia um engano, que ele não havia tocado o adversário.

O árbitro tirou-lhe o ponto.

O menino deixou as pessoas impressionadas com seu espírito olímpico.

Um garoto, no meio dos grandes, que poderia estar entre os oito melhores da América, vai ao árbitro, comunica o erro e é eliminado da prova por sua atitude, ao recusar um ponto que não era dele.

Também fruto dos ensinamentos de ética no esporte que os Mestres Régis Trois, Ricardo Ferazzi e Carla Evangelisti professam na sala de esgrima do Club Athletico Paulistano.

Antes de formarem atletas, se preocupam em formar pessoas de caráter.

Hoje Guilherme Murray, campeão brasileiro, sul-americano, e de tantos outros torneios nacionais e internacionais, saiu de Aruba mais campeão do que nunca.

A capa do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas


Mitos do PT

Armínio Fraga
Folha de São Paulo

Populismo e mentira são inimigos da democracia. É preciso melhorar a qualidade do debate público, que deve ser baseado em fatos e dados

Não é de hoje que o PT adota uma retórica agressiva e populista para marcar suas posições. Em tempos de campanha, esta prática se radicaliza, adquirindo tons cada vez mais berrantes, e chegando frequentemente a se desentender com os fatos. Abaixo alguns exemplos.

O primeiro mito, mencionado em entrevista na televisão pela própria presidente Dilma, é que a culpa do baixo crescimento é da economia internacional. Não é verdade. Nos governos FHC e Lula, o Brasil cresceu a taxas médias muito próximas das da América Latina. Para os anos Dilma, o crescimento projetado está 2% ao ano inferior ao da região, o que demonstra que não foi problema externo, foi interno mesmo.

O segundo diz que "basta estimular a demanda e o resto se resolve". Não tem sido bem assim. Falta investimento, vítima de preconceitos ideológicos e má gestão. A produção e a importação de bens de capital afundaram nos últimos meses. A infraestrutura virou uma barreira ao crescimento. O investimento está flutuando em torno de 18% do PIB há anos, valor insuficiente para acelerar o ritmo de crescimento. É preciso elevar esse porcentual a 24% até 2018, que é a nossa meta.

O terceiro é que os problemas da indústria serão resolvidos com medidas pontuais. Na verdade, a indústria nunca esteve tão mal. As taxas de juros estão para cima e o câmbio para baixo. O complexo sistema tributário é custoso e cumulativo, prejudicando as exportações e o investimento. A logística não está à altura das necessidades do país.

O quarto é o "querem fazer um arrocho", em resposta à posição honesta de que (para voltar a crescer) o país necessita corrigir muitas de suas políticas. A verdade é que a economia está devagar quase parando, amarrada por uma enorme e crescente incerteza sobre seu futuro. As perspectivas para o ano que vem são sombrias, como mostram todos os indicadores de confiança disponíveis. O arrocho, com dispensas e suspensões de contrato de trabalho, já chegou, vamos cair na real.

O quinto é o estridente "vão fazer um tarifaço". Aqui cabe perguntar, antes de mais nada, que situação é essa e como chegamos nela. Falo do irresponsável represamento dos preços de combustíveis e de energia, e da taxa de câmbio. No campo dos combustíveis, sofre a Petrobras asfixiada em seu fluxo de caixa, sofre o setor de etanol, onde as falências crescem, e sofre o meio ambiente, com o absurdo subsídio implícito a combustíveis fósseis. No setor elétrico, um movimento voluntarista de redução de tarifas saiu pela culatra, e vem gerando uma dívida bilionária com as distribuidoras de energia. Por último, a repressão da taxa de câmbio desestimula as exportações e pressiona ainda mais o deficit em conta corrente, hoje em 3,5% do PIB.

Em sexto lugar, há a acusação de que "o governo FHC sempre cortou o gasto social". Acusação falsa, como demonstra Samuel Pessôa em artigo recente nesta Folha. Medido como a soma de INSS, Lei Orgânica da Assistência Social, abono salarial, seguro-desemprego e bolsas, o gasto social cresceu cerca de 1,5 ponto do PIB em cada um dos governos Itamar/Collor, FHC, Lula e Dilma (esta em cerca de 1 ponto até agora). Na verdade, o governo FHC representou uma guinada no foco do gasto público na direção da educação e da saúde, ponto nunca reconhecido pelo PT.

Finalmente, o governo diz que "quebraram o país e nós pagamos o FMI". Em 2002, o Brasil quase quebrou, sim, em função do medo do que faria o PT no poder (e que Lula resolveu, para seu eterno mérito). No segundo semestre de 2002 o governo FHC (com anuência da oposição) tomou um empréstimo com o FMI de US$ 30 bilhões. Cerca de 80% do empréstimo foram reservados para o próximo governo, sendo 20% desembolsados (e não gastos) em dezembro de 2002 e o restante já durante o governo Lula. Portanto os recursos ficaram, na prática, à disposição do governo Lula.

O populismo e a mentira são inimigos da democracia e da boa política. Temos que melhorar a qualidade do debate público, que deve ser baseado em fatos e dados.
MERVAL PEREIRA
O Globo

A entrada em cena da candidata Marina Silva com ares de favorita tornou a campanha eleitoral mais aberta e franca por parte dela e do candidato do PSDB Aécio Neves. É natural, os dois disputam o mesmo espaço, isto é, a possibilidade de derrotar a presidente Dilma no segundo turno. O próprio Eduardo Campos achava que quem fosse ao segundo turno contra a presidente venceria as eleições, diante do clamor da sociedade por mudanças.

Chegou até mesmo a imaginar um segundo turno entre PSB e PSDB, candidatos de perfis semelhantes que chegaram a vislumbrar uma parceria. Cenário que ficou impossível com a chegada em cena de Marina Silva, uma oposicionista de outro calibre, que exasperou a disputa.

Aécio foi o mais atingido pelo surgimento de uma candidatura nova na área da oposição, pois está tendo que mudar o ritmo de sua campanha em plena corrida. Com Campos na disputa, teria tempo para apresentar-se ao eleitor, pois o adversário também teria que se apresentar.

Agora, ao mesmo tempo em que se torna mais conhecido, vai subindo o tom para entrar na disputa com uma candidata que foi poupada em toda a primeira parte da campanha e chegou a ela já com índices vigorosos.


A presidente Dilma não pode fazer mais do que tentar convencer o eleitorado de que o país não está tão ruim quanto seus adversários dizem. O problema dela, e por isso tem tido um sucesso relativo, é que os eleitores-espectadores sabem o dia a dia que vivem, e não é um filmete publicitário que vai mudar suas opiniões.

Uma bela sacada de Aécio foi dizer que o sonho de todo brasileiro é viver no mundo virtual da propaganda de Dilma, que é muito melhor do que o mundo real. Tanto é assim que a avaliação de seu governo melhora na margem e não se reflete no número final da votação, que está em queda.

Marina, por sua vez, já entrou no debate da TV Bandeirantes muito mais assertiva do que sempre foi, para enfrentar as tentativas de desqualificação a que será submetida nesses pouco mais de 30 dias de campanha. Terá que esclarecer posições, assumir compromissos e mostrar-se agregadora, que não é exatamente seu perfil de ação pública até agora.

A seu favor, poderá dizer que teve de enfrentar interesses encastelados tanto no governo petista quanto nos partidos em que já esteve, e por isso teve atritos.

Aécio está acelerando a apresentação de seu projeto e a explicitação de seus programas, para ganhar crédito como o candidato da mudança segura, como está se apresentando. Desse ponto de vista, anunciar formalmente que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga será o comandante de sua equipe econômica, ou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é e será seu grande conselheiro, é uma maneira de marcar posição na disputa contra Marina, que classifica como uma “amadora”.

O que atrapalha sua campanha é a ineficiência até agora dos acordos regionais que montou, seu grande trunfo como articulador político. Para quem pretendia sair de São Paulo e Minas com cerca de 5 milhões de votos na frente da presidente Dilma, os resultados até agora são decepcionantes, muito pelo surgimento da opção Marina Silva.

Em São Paulo, Marina está à frente, e Dilma em segundo lugar, mesmo com PT levando uma surra para governador e senador, o que sugere que a máquina tucana não se move a favor de Aécio. Uma vingança silenciosa pelas campanhas anteriores em Minas não é de se descartar. 

Em Minas, seu território político, o candidato do PT está à frente na disputa para governador e Aécio aparece quase empatado com Dilma na preferência do eleitorado para presidente. Marina reafirma a boa votação que teve em 2010 no Estado, com cerca de 20% das preferências.

No nordeste, onde pretendia reduzir a diferença a favor de Dilma, o candidato do PSDB não está tendo sucesso até mesmo nos Estados onde as dissidências da base aliada teoricamente estariam a seu lado. Na Bahia, Dilma está bem à frente, seguida por Marina. Em Pernambuco, Marina Silva absorveu a força política de Eduardo Campos e está liderando a disputa, seguida da presidente Dilma.

No Distrito Federal, aonde Aécio chegou a liderar, Marina tomou a frente. No Rio de Janeiro, primeiro grande estado em que a dissidência do PMDB surgiu em seu apoio, Dilma lidera com folga, seguida de Marina, relegando-o a um terceiro lugar.

Os dias de setembro dirão se esta é uma situação mutável ou se o quadro sucessório está cristalizado fora da polarização PT-PSDB, que prevalece há 20 anos.