domingo, 30 de junho de 2013

O nosso Hulk jogou muita bola e, hoje, mereceu reconhecimento do Brasil e orgulhou a Paraíba. Parabéns!


Brasil Campeão! Parece que o 'miudin' da Espanha só funciona quando deixam eles jogarem!


Dilma em chamas
ELIANE CANTANHÊDE
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - O Datafolha confirma para o leitor/eleitor o que oposições, Planalto e Lula já sabiam: a popularidade de Dilma esfarela e a reeleição vai para o beleléu. Uma queda de 27 pontos pode ser mortal.

Não foi por falta de aviso. Dilma entrou mal em 2013, autoconfiante com os recordes nas pesquisas, surda para o baixo crescimento com inflação alta, muda para os políticos e estridente com os auxiliares.

A popularidade já tinha despencado oito pontos antes mesmo das manifestações, pela falta de comando político e de rumo na economia. A explosão social fechou o cerco.

E não houve má vontade da mídia, tão demonizada no poder. Telejornais e jornais resistiram a admitir que a crise batia à porta da presidente, mesmo com o Planalto cercado na quinta-feira aguda. Não foi só o Exército que protegeu Dilma...

Mas o presidencialismo brasileiro é muito concentrador, e os louros e as culpas de tudo e qualquer coisa são sempre do (da) presidente. Dilma ainda pode se recuperar em parte, mas a abstrata reforma política não sensibiliza as massas e ela nunca mais será a mesma.

A perda de mais da metade da popularidade (8 mais 27) deixa o PT em pânico, desequilibra as peças no PMDB e mexe com os cálculos de toda ordem na complexa base aliada.

Do outro lado, reacende a candidatura Eduardo Campos, dá gás a Marina Silva e cria a sensação de "agora vai" na campanha de Aécio Neves, em que as atenções estão no PMDB, que tem faro para o poder.

Dilma ofendeu o vice Temer com a "barbeiragem" da constituinte exclusiva, bateu de frente com o deputado Eduardo Cunha, que manda na bancada, e não tem ideia do efeito arrastão que o PMDB pode ter nos outros partidos aliados.


Mas o mais devastador para Dilma é o efeito em Lula. Calado estava, calado continua. Soltou nota burocrática na sexta-feira e escafedeu-se para Lilongwe e Adis Abeba. Posto a salvo, enquanto Dilma vira cinzas.

Na história, reencontramos os rastros do nosso futuro.

Cajazeiras e seus problemas

Por José Antônio

O saudoso professor Antonio José de Sousa, (nasceu em 01/10/1901 e faleceu em 17/07/1989), autor do livro “Cajazeiras nas Crônicas de um Mestre Escola”, editado no ano de 1981, foi dono de um jornal, na década de 40, “O Estado Novo” e nele publicava uma coluna com o titulo “Cajazeiras e seus problemas”. O que o professor Antonio de Sousa escreveu há 73 anos, sobre a cidade que ele tanta amava, não difere muito do que ocorre nos dias atuais. Os seus artigos estão mais do que atualizados.

Ao passarmos um olhar sobre a nossa cidade nos faz voltar ao passado, quando o Mestre Escola cobrava a conclusão de algumas obras públicas, a melhoria dos serviços que os entes públicos prestavam e a não realização das promessas de campanha, tanto a nível federal, estadual ou municipal. Debaixo do seu olhar não escapava ninguém e principalmente quando se tratava de seus opositores na política.

O nosso Mestre, se vivo fosse, possivelmente já teria escrito muitas crônicas sobre os nossos problemas, que nos dias atuais são muito maiores dos que os das décadas de 40/60.

O Mestre acostumado a ver os aviões da VARIG cruzar os céus de Cajazeiras, com certeza já teria reclamado mais de uma dezena de vezes a perda desta linha aérea e feito muitas reclamações pela morosidade da construção do aeroporto que vai substituir o velho e histórico campo de pouso Antonio Tomaz.

Com certeza ele estaria indignado, como toda a sociedade de Cajazeiras, com as promessas da construção do Instituto de Medicina Legal, que entre idas e vindas, completará cinco anos de promessa e não se tem conhecimento de quando será feita a licitação e muito menos sob que auspícios: se do Estado ou da Universidade Federal de Campina Grande.

O que ele não escreveria sobre o Hospital Regional que ele conheceu, sob a direção de Deodato Cartaxo de Sá e mais uma dezena de abnegados médicos e realizava um serviço de qualidade para toda esta nossa região e nos dias atuais, com dezenas de médicos e centenas de funcionários, deixou de ser uma referência regional?

O que ele não escreveria sobre a qualidade da educação pública, já que foi durante muitos anos Inspetor de Ensino e avaliava anualmente se os alunos na realidade estavam aptos a passarem de uma série para outra, com os conhecimentos que eram exigidos?

O velho Mestre Escola de tantas sábias aulas, hoje faz falta com suas crônicas em seu jornal e nos microfones das emissoras de rádio de nossa cidade, onde todos o admiravam e respeitavam. Homem humilde, simples e pobre, mas rico de sabedoria, conhecedor profundo da história de Cajazeiras e de grandiosos gestos de bondade.

Com sua ajuda, através de sua caneta altiva, esta cidade por mais de uma vez foi obrigada a encontrar soluções para os seus problemas.

Reencontro


Na festa de lançamento da 3ª Edição do livro de Tota Assis, no Tênis Clube, no último dia 21, tive o prazer de abraçar meu velho companheiro e colega Severino Cartaxo da Costa (Negão), filho de Tota Assis. Enquanto estudantes, em João Pessoa, moramos na mesma pensão e aproveitamos o encontro para relembrarmos fatos interessantes, vividos na pensão de Ribeiro e dos bancos do colégio. Severino, que hoje é médico, nasceu no mesmo ano, no mesmo mês e com um dia de diferença: ele é do dia 14 de junho e eu do dia treze.

O depoimento de uma médica comprometida com a saúde da população.

Josias de Souza


Alertado pelo repórter Elio Gaspari, o signatário do blog chegou a um texto escrito por Juliana Mynssen da Fonseca Cardoso. Cirurgiã, ela dá expediente no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Rio de Janeiro. Dilma Rousseff ganharia o domingo se reservasse alguns minutos para ler o texto da doutora. Por baixo, pode vacinar-se contra bobagens injetadas em pronunciamentos oficiais. Com sorte, pode melhorar o seu entendimento sobre o SUS. Sob o título “O dia em que a presidenta Dilma em 10 minutos cuspiu no rosto de 370.000 médicos brasileiros”, vai reproduzido abaixo:


"Há alguns meses eu fiz um plantão em que chorei. Não contei à ninguém (é nada fácil compartilhar isso numa mídia social). Eu, cirurgiã-geral, ‘do trauma’, médica ‘chatinha’, preceptora ‘bruxa’, que carrego no carro o manual da equipe militar cirúrgica americana que atendia no Afeganistão, chorei.

Na frente da sala da sutura tinha um paciente idoso internado. Numa cadeira. Com o soro pendurado na parede num prego similiar aos que prendemos plantas (diga-se: samambaias). Ao seu lado, seu filho. Bem vestido. Com fala pausada, calmo e educado. Como eu. Como você. Como nós. Perguntava pela possibilidade de internação do seu pai numa maca, que estava há mais de um dia na cadeira. Ia desmaiar. Esperou, esperou, e toda vez que abria a portinha da sutura ele estava lá. Esperando. Como eu. Como você. Como nós. Teve um momento que ele desmoronou. Se ajoelhou no chão, começou a chorar, olhou para mim e disse “não é para mim, é para o meu pai, uma maca”. Como eu faria. Como você. Como nós.

Pensei ‘meudeusdocéu, com todos que passam aqui, justo eu… Nãoooo….. Porque se chorar eu choro, se falar do seu pai eu choro, se me der um desafio vou brigar com 5 até tirá-lo daqui’.

E saí, chorei, voltei, briguei e o coloquei numa maca retirada da ala feminina.

Já levei meu pai para fazer exame no meu HU. O endoscopista quando soube que era meu pai, disse ‘por que não me falou, levava no privado, Juliana!’ Não precisamos, acredito nas pessoas que trabalham comigo. Que me ensinaram e ainda ensinam. Confio. Meu irmão precisou e o levei lá. Todos os nossos médicos são de hospitais públicos que conhecemos, e, se não os usamos mais, é porque as instituições públicas carecem. Carecem e padecem de leitos, aparelhos, materiais e medicamentos.

Uma vez fiz um risco cirúrgico e colhi sangue no meu hospital universitário. No consultório de um professor ele me pergunta: ‘e você confia?’.

‘Se confio para os meus pacientes tenho que confiar para mim.’

Eu pratico a medicina. Ela pisa em mim alguns dias, me machuca, tira o sono, dá rugas, lágrimas, mas eu ainda acredito na medicina. Me faz melhor. Aprendo, cresço, me torna humana. Se tenho dívidas, pago-as assim. Faço porque acredito.

Nesses últimos dias de protestos nas ruas e nas mídias brigamos por um país melhor. Menos corrupto. Transparente. Menos populista. Com mais qualidade. Com mais macas. Com hospitais melhores, mais equipamentos e que não faltem medicamentos. Um SUS melhor.

Briguei pelo filho do paciente ajoelhado. Por todos os meus pacientes. Por mim. Por você. Por nós. O SUS é nosso.
Não tenho palavras para descrever o que penso da ‘Presidenta’ Dilma. (Uma figura que se proclama ‘a presidenta’ já não merece minha atenção).

Mas hoje, por mim, por você, pelo meu paciente na cadeira, eu a ouvi.

A ouvi dizendo que escutou ‘o povo democrático brasileiro’. Que escutou que queremos educação, saúde e segurança de qualidades. ‘Qualidade’… Ela disse.

E disse que importará médicos para melhorar a saúde do Brasil….

Para melhorar a qualidade…?

Sra ‘presidenta’, eu sou uma médica de qualidade. Meus pais são médicos de qualidade. Meus professores são médicos de qualidade. Meus amigos de faculdade. Meus colegas de plantão. O médico brasileiro é de qualidade.

Os seus hospitais é que não são. O seu SUS é que não tem qualidade. O seu governo é que não tem qualidade.

O dia em que a Sra ‘presidenta’ abrir uma ficha numa UPA, for internada num Hospital Estadual, pegar um remédio na fila do SUS e falar que isso é de qualidade, aí conversaremos.

Não cuspa na minha cara, não pise no meu diploma. Não me culpe da sua incompetência.

Somos quase 400 mil, não nos ofenda. Estou amanhã de plantão, abra uma ficha, eu te atendo. Não demora, não.

Não faltam médicos, mas não garanto que tenha onde sentar. Afinal, a cadeira é prioridade dos internados.

Hoje, eu chorei de novo.“

Neste vídeo, José Genoíno, o condenado que está na CCJ da Câmara dos Deputados, leva torta na cara. Dizem que é um vídeo de 2003 e em terra estrangeira.


Sugestão de Márcia Galvão

As manchetes do jornal Folha de São Paulo


Temas muito relevantes na capa de hoje no Jornal do Commercio (Recife-PE)


As manchetes do jornal Zero Hora


A bela capa de hoje do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais e revistas brasileiros neste domingo

GloboGoverno pode aumentar impostos para compensar novos benefícios

Extra: Show o brasileiro já deu. Só falta o título

ODia: Olé, Brasil!

Folha
Dilma não venceria no 1º turno; Marina e Barbosa sobem

Estadão
Líderes aliados divergem de ideias de Dilma para reforma

ValorEconômico
Maior perda de popularidade de Dilma ocorre entre os mais pobres

ZeroHora
Grêmio surpreende e demite Luxemburgo

Estado de MinasValeu a pena?

CorreioBraziliense
Como é viver em um país de inflação alta

DiáriodoNordeste: Emancipação gera perda de receita para municípios

OPovo: [Sucessão 2014] O jogo zerou! [Como as ruas embaralharam o quadro eleitoral]


CorreiodaBahia: Jogo dos sonhos

-DiáriodePernambuco: A luta é contra o velho

JornaldoCommercio
Duelo para gigantes

TribunadoNorte: Manifestações deixam o natalense mais otimista

JornaldaParaíba: Profissionais de saúde atuam sem qualificação


Veja: Então é no grito?
Época: Cadê a Estadista?
IstoÉ: E o poder se mexeu
IstoÉ Dinheiro: Embraer volta às alturas
CartaCapital: O Brasil entre a fagulha e a fumaça

sábado, 29 de junho de 2013

Criando mais um ministério para melhorar o Brasil. A turma da "Porta dos Fundos" entende tudo!

Amanhã, domingo, o presidente da Câmara de Vereadores de Cajazeiras, Nilsinho, será entrevistado no programa Trem das Onze de Fernando Caldeira, pela Rádio Alto Piranhas.


Brandão Filho, o menino do saudoso Geraldo Brandão, recebe os nossos parabéns e votos de muita saúde e paz. Abração, amigo.


Os flamenguistas sempre 'gozando' os vascaínos!

Sugestão de Bega Ferreira Costa, o Juarez.

Último serviço

Aprovado no Senado o projeto que transforma corrupção em crime hediondo, resta saber como os mensaleiros João Paulo Cunha e José Genoino votarão quando a proposta for pautada na Câmara.

Se a dupla quiser fazer uma espécie de último serviço ao país antes de ir para a cadeia, não deve se preocupar: a lei não retroage.

Por Lauro Jardim
Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos

Percentual dos que consideram gestão boa ou ótima desaba de 57% para 30%

Reprovação sobe de 9% para 25%, segundo o Datafolha; em março, aprovação chegava a 65% do eleitorado

Folha de São Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada ontem mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas.

Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima. Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade.

O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi ótima ou boa; 38% julgaram como regular; outros 26% avaliaram como ruim ou péssima.

Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à ideia (confira na pág. A8).

A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%.

A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair --antes eram 27%.

(RICARDO MENDONÇA)
Plebiscito ou crise
FERNANDO RODRIGUES
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - O Planalto encalacrou o Congresso e deixou dois caminhos principais para deputados e senadores. Um deles é aprovar o plebiscito sobre a reforma política a jato, como deseja a presidente. A outra saída é derrotar Dilma Rousseff e dar início ao fim de seu governo.

O Congresso estará colaborando com Dilma se fingir que acha tudo maravilhoso e aprovar o plebiscito com itens que ajudarão o PT a se perpetuar no poder --como o sistema de voto em listas fechadas e com nomes pré-ordenados pelo partido. Nessa hipótese, o Legislativo assume de maneira ostensiva um papel de subserviência ao Executivo.

Se deputados e senadores tiverem um raro surto de independência e rejeitarem o plebiscito, será uma declaração de guerra. Da janela do Palácio do Planalto, a presidente apontará para o Congresso: "Vejam todos. Ali estão os vendilhões da pátria. São eles que ignoram o clamor das ruas. Não querem modernizar a política e não ligam para o Brasil".

Há uma possível saída intermediária. Aprovar um plebiscito desfigurado, incompreensível ou só para ser aplicado na eleição de 2014. Uma embromação. Nesse caso, morreriam todos abraçados, Executivo e Legislativo. Prometeram uma montanha e estariam parindo um rato.

Problemas políticos só se resolvem com mais política. Alta política, no caso. As (poucas) cabeças pensantes do Congresso e do Planalto podem muito bem fazer uma pauta mínima de modernização do sistema. Uma cláusula de desempenho para partidos, evitando a proliferação de aventureiros do aerotrem. O fim das coligações malucas entre comunistas e capitalistas, que só confundem o eleitor. Regras de democracia interna para as siglas deixarem de ser controladas por oligarquias.

Essas medidas podem ser aprovadas por meio de lei. Reduziriam a temperatura. Mas dependem de políticos com a cabeça no lugar e bom-senso. Aí já é querer demais.

Josias de Souza

Marco Aurélio: ‘A menos que queiram fazer revolução’, princípio da anualidade tem que ser observado
Membro de dois tribunais superiores —STF e TSE—, o ministro Marco Aurélio Mello recebeu a proposta de realização de um plebiscito sobre reforma política com os dois pés atrás. “Não considero necessário o plebiscito”, disse. “E os custos serão altíssimos”, acrescentou, sem mencionar cifras.
O ministro comentou a iniciativa da presidente Dilma Rousseff numa entrevista ao blog, na noite deste sábado (28). Afirmou que a reforma política é algo técnico demais para ser objeto de um plebiscito. Acha que já não há como aprovar mudanças em tempo de aplicá-las nas eleições de 2014, como quer o Planalto.
Reza o artigo 16 da Constituição que mudanças nas regras do processo eleitoral não podem ser aplicadas às eleições que ocorram até um ano da data da sua vigência. Dito de outro modo: para vigorar em 2014, as alterações teriam de ser aprovadas antes do próximo dia 5 de outubro.
Antevendo a falta de tempo, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passou a afirmar que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o povo autorizar no plebiscito. Marco Aurélio Mello discorda: “Uma emenda nesse sentido seria casuística”
E se o povo consentir? O ministro responde citando uma frase que atribui ao jurista Fábio Konder Comparato: “A Constituição também submete o povo.” Marco Aurélio acrescenta: “A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição.” Vai abaixo a entrevista:
— Acha razoável a realização de um plebiscito sobre reforma política? Não considero necessário o plebiscito. Não vejo razão de ser. O que precisamos é da atuação de deputados e senadores. Eles já tiveram tempo de fazer essa reforma. É preciso levar em conta que a reforma política é algo essencialmente técnico. Tem inúmeras implicações. Não se trata de dizer ‘sim’ ou ‘não’ a certo questionamento. É bem mais complexo.
— Os temas são técnicos demais? O assunto é técnico. E os custos serão altíssimos. É como você submeter questões técnicas ao corpo de jurados, no tribunal de júri. Não é por aí. Penso que é hora de o Congresso atuar, implementando a reforma política. O plebiscito serviria apenas, a meu ver, para pressionar os congressistas. E não é esse o objetivo de um plebiscito. A razão de ser do plebiscito é outra.
— No caso específico, deseja-se pacificar as ruas. A situação pode piorar quando for divulgado o custo do plebiscito, não? Mais do que já estão indignadas! Não é brincadeira! Só se quiserem incendiar mesmo. É preciso levantar todos os dados. Assim, que a ministra Cármen Lúcia [presidente do TSE], apoiada nos setores técnicos, bem informe a sociedade.
— Supondo-se que ocorra o plebiscito, o resultado condicionaria a ação dos congressistas? O resultado do plebiscito, embora pressione, não obriga o Congresso. Depois do plebiscito, se é que ele vai ocorrer, vai haver a tramitação do que de direito: se for alteração à Constituição, será emenda constitucional; se for apenas para alterar a 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos, e a 9.504, que é a Lei das Eleições, serão projetos de lei. É preciso aguardar. Não dá é para atuar com açodamento.
— A ministra Cármen Lúcia está ouvindo os demais ministros do TSE antes de responder às dúvidas levantadas pela presidente Dilma? Por enquanto, não fomos ouvidos. Penso que a consulta feita é quanto à operacionalização do plebiscito –o tempo necessário e os gastos que acarretaria.
— O governo deseja realizar o plebiscito ainda em agosto e aprovar a reforma política até o início de outubro, de modo a implementá-la já nas eleições de 2014. Acha possível? Não acredito. O plebiscito pressupõe um esclarecimento dos eleitores, para que possam se pronunciar. Só aí já teríamos que ter um espaço de tempo considerável. Antes, o plebiscito pressupõe também uma deliberação do Congresso, convocando-o. Cabe ao Congresso convocar, não ao Executivo. E os congressistas terão que dar os parâmetros, inclusive quanto aos questionamentos a serem veiculados no plebiscito. Isso leva tempo.
— Pela Constituição, as novas regras só poderiam ser aplicadas em 2014 se aprovadas antes de 5 de outubro. Algumas pessoas –entre elas o presidente do Senado, Renan Calheiros— afirmam que esse princípio da anualidade pode ser flexibilizado se o eleitor autorizar no plebiscito. Pode? Uma emenda nesse sentido seria casuística, para se driblar algo que implica segurança jurídica. O que nós temos como regra é que a lei –quando falo lei, estou falando de gênero, incluindo emenda constitucional— entra em vigor imediatamente. Mas não se aplica às eleições que ocorrerem até um ano após. É uma garantia que está na Carta da República.
— Esse assunto foi apreciado pelos senhores, no STF, por ocasião do julgamento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. O princípio da anualidade é protegido por cláusula pétrea da Constiuição? De fato, tratamos disso na Lei Complementar 135, de 2010. Nós costumamos ter como cláusulas pétreas aquelas em relação às quais há proibição, no artigo 60, parágrafo 4º, de ter-se deliberação a respeito: a forma federativa de Estado, o sufrágio universal, a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. Se enquadrarmos essa cláusula do artigo 16 da Constituição como uma garantia constitucional de envergadura maior, aí nós vamos assentar que é uma cláusula pétrea. Mas penso que a saída nao é por aí. É preciso pensar que as alterações serão promovidas sempre pelo ângulo da razoabilidade.
— E se a questão for incluída no plebiscito e o povo autorizar a implementação de eventuais mudanças em 2014, mesmo fora do prazo constitucional? Fábio Konder Comparato tem uma frase muito célebre. Ele diz que a Constituição também submete o povo. A menos que queiram fazer uma revolução, rasgando a Constituição. Não é o fato de o povo, que tem uma visão leiga, querer algo contrário à Constituiçao que nos levará a rasgar a Carta da República.

A capa de hoje do jornal Folha de São Paulo


Os destaques de hoje do jornal O Globo


As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Uma fantástica capa do jornal Correio Braziliense


O destaque esportivo do jornal Extra


A capa de hoje do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

GloboDonadon se entrega e Brasil tem 1º deputado presidiário

Extra: Bandidos matam menino de 5 anos só porque ele chorou durante assalto

ODia: Falta de raio-x no IML dificulta a apuração de mortes na Maré

Folha
Aprovação a Dilma despenca de 57% a 30% em três semanas

Estadão
Donadon se entrega e é o 1º deputado preso desde 1974

ValorEconômico
Bovespa registra pior semestre desde a crise financeira de 2008

ZeroHora
Fracassa acordo para resolver crise da areia

Estado de MinasImpasse nas estradas

CorreioBraziliense
Do Congresso para a Papuda

DiáriodoNordeste: MP investiga vandalismo

OPovo: [Fortaleza]Pesquisa aponta 30 pontos críticos de poluição sonora


CorreiodaBahia: [Prisão de Donadon] Polícia para quem precisa

-DiáriodePernambuco: Plebiscito: sim...não

JornaldoCommercio: Justiça enfraquece a greve dos ônibus


TribunadoNorte: Manifestação tem 27 presos

JornaldaParaíba: Ônibus e conta de luz vão ficar mais baratos

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Força...força....força...

Enviada por Eisenhower Braga

Ari Evandro faz o certo: através do Sete Candeeiros Cajá envia parabéns ao irmão, Arivan, com votos de muitos anos de vida.

Têm sempre os do contra!


A coluna Faisqueira do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas.

Além do horizonte

Alguns opositores políticos da prefeita de Cajazeiras, Denise Albuquerque, dentre eles o deputado estadual Antonio Vituriano de Abreu, têm reconhecido o trabalho e a ação administrativa que vem fazendo a primeira mulher a assumir o comando da 7ª cidade da Paraíba.

Além do horizonte 2
Denise não tem surpreendido apenas os seus opositores, mas e principalmente os seus amigos e correligionários, cuja ação tem sido focada no sentido de “destravar” os inúmeros problemas deixados pela gestão anterior, mas tem feitos avanços consideráveis.

Além do horizonte 3
Muito embora os débitos com a previdência municipal e a falta de elementos para comprovar os gastos com os recursos federais, feitos na gestão passada, venham se constituindo no seu maior calo, tudo leva a crer que os seus assessores vão conseguir encontrar saídas para que o município possa voltar a fazer convênios com o governo federal e passe a receber novos recursos.

Sonolência
Chega a provocar ataques de narcolepsia em quem acompanha o mundo do poder, principalmente quando é para dar inicio a execução de obras, e principalmente, para concluí-las. Em Cajazeiras estamos vivendo este pisca-pisca: Aeroporto, IML, UPA, Estrada do Amor, conclusão da ponte da Avenida Aldo Matos de Sá, casas da Cheap, etc.

Sonolência 2
Como neste país as coisas andam a passos de tartaruga quando se trata de licitações de obras/serviços, de transferências e liberações de recursos, imaginemos quando serão concluídos todos os trâmites legais e mais o tempo para a construção, qual vai ser o dia que iremos usufruir os frutos destes serviços.

Cai Cariri
Quem pensava que a médica Emanueli Cariri, estava mais segura na direção do Hospital Regional de Cajazeiras, do que catarro em parede, caiu do cavalo. Muito embora a sua saída tenha sido “a pedido”, tudo leva a crer que o governador Ricardo Coutinho não tinha mais como mantê-la na direção.

Cai Cariri 2
Comenta-se que vários prefeitos e secretários de saúde da Região do Alto Piranhas estavam muito insatisfeitos porque as demandas de seus municípios nem de perto eram atendidas e a gota dágua que transbordou o copo foram as últimas declarações da prefeita de Cajazeiras, Denise Oliveira. Os atos oficiais deverão ser publicados ainda esta semana e pelo que se comenta não cai apenas a diretora, mas toda a sua equipe.

Cai Cariri 3
Talvez, com estas mudanças, um dos melhores cirurgiões de Cajazeiras, médico João Ricardo, que é funcionário da casa, volte a frequentar as salas de cirurgias do HRC e que os pobres da cidade voltem a ser operados de próstata e não precisem mais fazer um empréstimo consignado para ter direito a este serviço.

UPA
O médico Carlos Antonio, ex-prefeito de Cajazeiras e secretário de interiorização do governo do estado, fez uma declaração, no último sábado, em entrevista prestada na Rádio Alto Piranhas, que causou espanto e surpresa: que a cidade de Cajazeiras não precisa de uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento.

UPA 2
A finalidade desta UPA não era para desafogar as demandas do HRC? Será que os postos de saúde iriam substituir e realizar os mesmos serviços que esta unidade tem como objetivo? Qual o destino que será dado ao prédio? Como justificar perante a sociedade, nos dias atuais ávida de transparência, o não funcionamento deste serviço? Como podemos nos dar ao luxo de jogar a UPA no lixo?

UPA 3
Depois desta declaração fica a pergunta: então o que fazer com a que foi construída, depois de permanentes cobranças de todas as lideranças políticas e do povo e que até agora ainda não inaugurada?
É bom visitar o passado para compreender o presente.

Hoje, Raul Seixas completaria 68 anos de idade. O grande louco e mutante.


Sugestão de Gilson Rolim

Enquanto isto, na sinuca de Dedé, o grande Edibar filosofa...


Pedrinho, neto de Zilmar e Luluzinha e bisneto de Seu Doca e Dona Maria, reza com fervor!


'Bóra, Lewandowski!" Anote aí: a rua está batendo na porta...

Ministro vincula decisão e réus do mensalão
CATIA SEABRA
Folha de São Paulo

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse que a decretação da prisão de Natan Donadon é um "mau presságio" para os condenados no julgamento do mensalão.

Dos 25 réus, 11 podem ir à cadeia já que tiveram penas que somam mais de oito anos.

Os ministros ainda precisam decidir se os recursos apresentados pelas defesas dos réus são válidos ou não.

"A decisão é um mau presságio para os condenados no julgamento da ação penal 470 [a do mensalão]", afirmou Lewandowski, que foi o revisor no julgamento do mensalão.

As declarações do ministro foram feitas em uma roda de conversa na festa de comemoração da posse de Luís Roberto Barroso no STF.

Um ótimo e oportuno vídeo da "Porta dos Fundos". E quem vai dizer ao Lula?


Sugestão de Eduardo Araújo

Eisenhower Braga nos informa sobre um novo segmento nas manifestações públicas, no Ceará.


Josias de Souza


O Banco Central divulgou nesta quinta (27) o seu Relatório de Inflação referente ao terceiro trimestre de 2013. Na peça, rebaixou sua previsão de crescimento do PIB de 3,1% para 2,7%. E elevou o prognóstico de inflação de 5,7% para 6%.

O documento distancia o BC do Ministério da Fazenda. Na véspera, em depoimento na Câmara, Guido Mantega apostara num PIB de 3%. Questionado nesta quinta, o ministro diz que não faz previsão. Hã?!? O que ele faz é fixar uma meta. Ah, bom!

A capa de hoje do jornal Folha de São Paulo


As principais chamadas do jornal O Globo


As principais notícias do jornal O Estado de São Paulo


A capa de hoje do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes do Correio Braziliense


As manchetes dos principais jornais brasileiros

GloboO Brasil nas ruas: Deputado desafia ordem de prisão do STF e some

Extra: Proibida realização de concursos para cadastro de reserva

ODia: Um milhão de pessoas têm até hoje para sacar R$ 678

Folha
Planalto defende plebiscito conciso sobre reforma

Estadão
Aliados apoiam plebiscito; oposição vê manobra de Dilma

ValorEconômico
Demanda menor reduz juro no crédito para construção

ZeroHora
Governo quer plebiscito, oposição quer referendo

Estado de MinasO dia depois da guerra

CorreioBraziliense
Burocracia emperra a vontade das ruas

DiáriodoNordeste: Espanha está na final com o Brasil

OPovo: Violência sem limite


CorreiodaBahia: Um ato de paz

-DiáriodePernambuco: Plebiscito: sim...não

JornaldoCommercio: Protestos no país já deixaram 6 mortos


TribunadoNorte: CNJ condena Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro

JornaldaParaíba: Facções atuam em dez unidades penais da PB

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Se a Câmara de Vereadores não lhe outorgou um nome de rua, Tôin Gobira criou por sua conta! É o fraaaaco!

Aliás, Gil Gonçalves anda perguntando se alguém sabe onde se localiza esta 'travessa', lá em Cajazeiras.

Uma boa pergunta. Se fosse festa e louvação a favor, estaria, garboso, à frente do passeio...

Cadê o Lula?
Eliane Catanhêde
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - Acossados pela pressão popular, Executivo, Legislativo e Judiciário sacodem e despertam num estalar de dedos, ou em votações simbólicas, uma lista quilométrica de reivindicações adormecidas. Além do tomate, há um outro grande ausente: o ex-presidente Lula.

O Brasil está de pernas para o ar e os Poderes estão atônitos diante da maior manifestação em décadas, mas o personagem mais popular do país, famoso no mundo inteiro, praticamente não disse nada até ontem.

Confirma assim uma sábia ironia do senador e ex-petista Cristovam Buarque: "Tudo o que é bom foi Lula quem fez; o que dá errado a culpa é dos outros". Hoje, a "outra" é Dilma Rousseff, herdeira do que houve de bom e de ruim na era Lula.

Na estreia de Haddad, Lula roubou a cena e a foto, refestelado no centro da mesa, dando ordens e assumindo a vitória como sua. Nos melhores momentos de Dilma, lá está Lula exibindo a própria genialidade até na escolha da sucessora. E agora?


Haddad foi obrigado a engolir o recuo das passagens, Dilma se atrapalha, errática, sem rumo. Nessas horas, cadê o padrinho? O que ele tem a dizer ao mais de 1 milhão de pessoas que estão nas ruas e, especialmente, aos 80% que o veneram no país?

Goste-se ou não de FHC, concorde-se ou não com o que diz, ele se expõe, analisa, dá sua cota de responsabilidade para o debate. Dá a cara a tapa, digamos assim. Já Lula, como no mensalão, não sabe, não viu.


Desde o estouro das primeiras pipocas, afundou-se no sofá e dali não saiu mais, nem para ouvir a voz rouca das ruas. Recolheu-se, preservou-se, deixou o pau quebrar sem se envolver. As festas pelo aniversário do PT e pelos dez anos do partido no poder? Não se fala mais nisso.

Como marido e mulher, companheiros e partidários prometem lealdade "na alegria e na tristeza". Mas isso soa meio antiquado e Lula é pós-moderno. Deve estar se preparando para quando o Carnaval chegar.

Simples assim.

O comissariado quer tungar o ronco
ELIO GASPARI
Folha de São Paulo

A reforma política nunca esteve na agenda da rua, ela é uma ideia do PT, que quer mudar de assunto

A proposta escalafobética da doutora Dilma de convocar uma constituinte exclusiva para decidir uma reforma política foi coisa de um governo que acha que pode tudo, mesmo não sabendo nada. Seu objetivo é tungar o ronco das ruas.

Ao tratar das tarifas de transporte público propondo um "Plano Nacional de Mobilidade Urbana", a doutora falou no dialeto de comissários que empulham a rua com eventos. Falando em reforma política, fala de nada.

Ganha um mês em Pyongyang quem souber como um plebiscito poderia legitimar uma discussão que não se sabe como começa nem como termina. Hoje, há apenas uma insistente proposta de reforma do sistema eleitoral, vinda do PT, sucessivamente rejeitada pelo Congresso.

São dois os seus tendões. Um é o financiamento público das campanhas. Em tese, nenhum dinheiro privado iria para os candidatos. Só o público, seu, nosso. A maior fatia iria para o PT. Quem acredita que esse sistema acabaria com os caixas dois tem motivo para ficar feliz. Para quem não acredita, lá vem tunga. Seria mais lógico proibir as doações de empresas. O Congresso pode decidir que quem quiser dar dinheiro a candidatos deverá tirá-lo do próprio bolso e não mais das empresas que o buscam de volta nos preços de seus produtos.

O segundo tendão é a criação do voto de lista. Hoje o voto de um cidadão em Delfim Netto vai para a cumbuca do partido e acaba elegendo Michel Temer. Tiririca teve 1,3 milhão de votos e alavancou a eleição de três deputados, um deles petista, com apenas 93 mil votos.

Pelo sonho do comissariado, os partidos organizariam listas e os votos que a sigla recebesse seriam entregues aos candidatos, na ordem em que foram arrolados pelos mandarins. Em poucas palavras: Os eleitores perdem o direito de escolher o candidato em quem querem votar e as cúpulas partidárias definem a composição das bancadas. (O sujeito que votou em Delfim elegeu Temer, mas em Delfim votou.) Uma proposta sensata de emenda constitucional veio exatamente de Michel Temer: cada Estado torna-se um distritão e são eleitos os mais votados, independentemente do partido. Tiririca elege-se, mas não carrega ninguém consigo.

O comissariado queria contornar a exigência de três quintos do Congresso (357 votos em 594) necessários para reformar a Carta. Numa constituinte, as mudanças passariam por maioria absoluta (298 votos). Esse truque some com 59 votos, favorecendo quem? A base governista.

Todas as constituintes brasileiras derivaram de um rompimento da ordem institucional. Em 1823, com a Independência. Em 1891, pela Proclamação da República. Em 1932, pela Revolução de 30. Em 1946, pelo fim do Estado Novo. Em 1988, pelo colapso da ditadura. Hoje, a ordem institucional vai bem, obrigado. O que a rua contesta é a blindagem da corrupção eleitoral e administrativa. Disso o comissariado não quer falar.

Há um século o historiador Capistrano de Abreu propôs a mais sucinta Constituição para Pindorama:

"Artigo 1º: Todo brasileiro deve ter vergonha na cara.

Artigo 2º Revogam-se as disposições em contrário."

Na hora em que a rua perdeu a vergonha de gritar, a doutora diz que o problema e a sua solução estão noutro lugar.

O mercado passou a perceber que o 'bonitão' só tinha conversa.

Negócios

Os sete pecados que podem derrubar Eike Batista

Empresário vive inferno astral nos negócios há, exatamente, um ano; ainda não há sinal de que o tempo de vacas gordas voltará
Veja.com

Foto:Sergio Moraes/Reuters
Eike Batista: há um ano começou o período de turbulência para o empresário

Há exatamente um ano, as ações da petroleira OGX, de Eike Batista, despencavam na bolsa. A queda repentina se justificava pelo fato de o mercado ter se dado conta que a companhia jamais conseguiria entregar os 40 mil barris de petróleo por dia que haviam sido prometidos pelo empresário na época de sua fundação. A expectativa, naquele dia, havia caído brutalmente para 5 mil barris. Desde então, teve início o inferno astral do empresário que fez sua fortuna recuar de 30 para 4 bilhões de dólares em pouco mais de um ano

O império do empresário não para de ruir. As ações da OGX perderam mais de 90% de seu valor de mercado desde que a empresa estreou na bolsa de valores, em 2008. Já a MMX e a LLX, de mineração e logística, enfrentam os percalços dos atrasos de cronograma, multas milionárias e uma desconfiança sem precedentes de que os projetos, talvez, não sejam financeiramente sustentáveis. O empresário já admitiu, por meio de fato relevante, que não descarta negociar os ativos de suas empresas - MMX e LLX, especificamente. Além disso, a IMX, de entretenimento, também está na berlinda para ser vendida, assim como o hotel Glória, no Rio de Janeiro. Confira algumas atitudes que levaram o empresário a frustrar investidores no último ano.

Os sete pecados que podem derrubar Eike Batista

PRESSA

Entre 2004 e 2013, Eike Batista criou nada menos que 17 empresas para compor seu grupo EBX. Mesmo em um ambiente econômico favorável, nem o mais habilidoso dos gestores conseguiria comandar, simultaneamente, sem percalços, tantos negócios - em tantos setores - num período tão curto.

DISPERSÃO

Quando criou a MMX, Eike tinha alguma experiência no setor de mineração, não só por já ter empreendido no setor, mas também porque seu pai, Eliezer Batista, foi presidente da Vale por 10 anos. No entanto, o empresário diversificou seus negócios de maneira rápida e dispersa, entrando em setores com os quais jamais havia se familiarizado, como o de energia (MPX), entretenimento (IMX) e até mesmo o de restaurantes, com o Mister Lam, no Rio de Janeiro.

PRESUNÇÃO

A humildade não é uma das principais virtudes do empresário, que ostentou uma frota de jatinhos e carros milionários, como uma Mercedes McLaren, além de projetos extravagantes como o que anunciou em 2010: a construção da "Cidade X", uma cidade supermoderna para cerca de 250 mil pessoas a alguns quilômetros da capital fluminense. Eike, que naquele ano tinha uma fortuna da ordem de 30 bilhões de dólares, dizia que chegaria a ser o homem mais rico do mundo, com um patrimônio avaliado em 100 bilhões de dólares. Ele era assunto constante na imprensa internacional, que, não raro, associava sua ascensão ao boom da economia brasileira. Depois dos recentes problemas financeiros que ocorrem em suas empresas, o bilionário vem se desfazendo de seus ativos para reduzir seu endividamento. As vendas vão desde participação acionária até jatinhos, carros e o hotel Glória, no Rio de Janeiro.

DESPOTISMO

Além de investir em setores completamente distintos, Eike sempre manteve uma gestão centralizadora que não poupava seus diretores de piadinhas e discussões. O problema mais notório ocorreu com o ex-presidente da OGX, Rodolfo Landim, que chegou a escrever um livro para contar a experiência de trabalhar com o empresário. Landim moveu uma ação indenizatória milionária na Justiça contra Eike. "Quando o cara não dava o resultado que ele esperava, ele humilhava, colocava apelido, e tudo mais", afirmou ao site de VEJA o geólogo JC Cavalcanti, ex-sócio de Eike.

DEPENDÊNCIA


O grupo EBX é altamente dependente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tanto de linhas de crédito como de participação acionária por meio do BNDESPar, que é o braço de investimento do banco de fomento. Um investimento de 600 milhões de reais feito pelo banco em títulos de dívida da MPX Energia chegou a bater 880 milhões de reais em maio do ano passado, mas equivale hoje a 521 milhões de reais. Segundo o BNDES, o grupo EBX tem 9,1 bilhões de reais contratados junto ao banco. 

INCONSISTÊNCIA

Mesmo com a habilidade de criar empresas e conseguir recursos junto a investidores estrangeiros e bancos nacionais, o grande erro do empresário foi não cumprir suas promessas. Quando foi ao Canadá captar recursos para criar a OGX, o empresário vendeu a ideia partindo da estimativa de que produziria 40 mil barris de petróleo por dia. Atualmente, as estimativas revisadas da OGX apontam para menos que 5 mil barris por dia. No caso da MMX, o empresário é visto com incredulidade por investidores quando perceberam que o porto Sudeste, o principal ativo da empresa, não ficaria pronto na data prevista, prejudicando empresas que já tinham contratos fechados para exportar minério por meio do porto. No caso do hotel Glória, no Rio de Janeiro, tampouco há avanços nas obras de restauração e o empreendimento não deverá ficar pronto antes da Copa.

SILÊNCIO

Diante dos últimos acontecimentos (as empresas de Eike perderam mais de 17 bilhões de reais em valor de mercado na bolsa de valores apenas em 2013), o empresário parou de dar entrevistas e só se pronuncia por meio de fatos relevantes enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Twitter do empresário, que antes era usado como forma de comunicação rotineira, atualmente está parado. Eike silencia também sobre a possível venda de participação de suas empresas, algo que cria ainda mais incertezas sobre o futuro do grupo. As entrevistas aos veículos do Brasil e do exterior, antes dadas com certa frequência, já não fazem mais parte do dia a dia do empresário.