terça-feira, 30 de abril de 2013



Discurso afinado

Gilmar Mendes fez ao coro aos senadores que apontam a tramitação das PECs 33 e 37 como retaliação do Congresso ao STF e ao Ministério Público. Claro, sabe-se que não falta parlamentar entalado com a condenação dos mensaleiros.

A PEC 33 submete as decisões da Corte ao poder Legislativo e a outra restringe a capacidade de investigação do MP.

Na reunião com dez parlamentares, hoje de tarde, Gilmar Mendes deixou claro que a crise institucional entre Judiciário e Legislativo mostrou aos ministros a necessidade de se concluir urgentemente a última etapa do julgamento.

Sintetizou Mendes:

- Estamos convencidos de que temos de encerrar o capítulo mensalão o mais rápido possível.

Por Lauro Jardim

Por Reinaldo Azevedo

Li uma nota no Radar, de Lauro Jardim, que me deixou preocupado. Com o meu bolso. Reproduzo o que escreveu Lauro. Volto em seguida.
*
Eike Batista contratou uma “consultora esotérica” para tentar espantar o péssimo momento do grupo EBX.

O diagnóstico até agora é complexo: o sol, símbolo do grupo, estaria “girando para o lado errado”, ou seja, para o lado esquerdo. Assim, a comunicação visual da holding será trocada.

A moça, chamada no grupo de “consultora filosófica e psicológica”, andou pelo edifício-sede na segunda-feira passada para “carregar de energias positivas” os projetos do grupo. Na quarta-feira, chegou a viajar até o Porto do Açu, no helicóptero de Eike.

Para alguns diretores, a ação da “consultora” foi explicada como sendo um “diagnóstico cultural” do grupo – seja lá o que isso signifique.

Voltei
Eu só não entendi por que, com o sol girando ao contrário, Eike chegou a figurar entre os 10 (é isso?) bilionários mais bilionários do mundo mundial: coisa de US$ 30 bilhões. Aí, por alguma razão vinda lá das esferas celestes — parece que esse mundo das energias cósmicas pode ser bem temperamental —, tudo começou a dar tudo errado… Eu estava achando que era porque o vento que ele vendeu não chegou. Mas vejo que não.


O problema é que o BNDES meteu um dinheirão nos negócios de Eike. Se o chavismo tem os seus “boliburgueses”, os que enriqueceram no período, o petismo tem os “lulobilionários” — que vêm a ser os bilionários que se encantaram com a forma como o lulo-petismo enxerga a economia de mercado. E eles ficaram mais bilionários ainda. Lula distribuiu, ao longo do tempo, sempre a depender do período, Bolsa-Selic, Bolsa-BNDES, Bolsa-Desoneração Fiscal Focalizada, Bolsa-Índice de Nacionalização da Indústria, Bolsa-Porque-É-Meu-Amigo-E-Quem-Manda-Aqui-Sou-Eu

Os liberais não tocam no assunto porque boa parte deles foi também cooptada. Os que se dizem de esquerda, obviamente, acham que, finalmente, Lula botou o capital sob o cabresto do estado… E assim seguimos.

Eu espero que o Sol, agora girando do lado certo, faça surgir, por exemplo, petróleo onde Eike disse que havia petróleo. E na quantidade estimada, à época, pelos investidores. Acho que isso acabará sendo bom para o BNDES…

Ou, então, vou começar a cantarolar uma música que ficava muito bem na voz de Cássia Eller. Nunca entendi direito o que quer dizer, que sou meio xucro pra essas coisas das esferas celestes, mas gostava de ouvir no carro:

Quando o segundo sol chegar/
Para realinhar as órbitas dos planetas/
Derrubando com assombro exemplar/
O que os astrônomos diriam/
Se tratar de um outro cometa.

Como não dirijo e sou sempre passageiro, o fato de não entender lhufas não atrapalhava a minha concentração. Podia seguir cantarolando sem pensar em nada… Agora estragou. Se topar com a música, vou pensar no BNDES!

Por Reinaldo Azevedo

Lula vai escrever uma coluna mensal no New York Times??!!

Pensando bem...

...o primeiro artigo de Lula no New York Times deverá ser uma análise filosófica em inglês da máxima de Sócrates: “Só sei que nada sei.”

Da Coluna de CláudioHumberto

Um 'môco' preguiçoso em comício de candidato mentiroso e irresponsável.

"Môco" sem ser louco ...

Eisenhower Carvalho Braga Gomes 

Campanha efervescente no interior da Paraíba, praça pública cheia para o comício, o candidato a gestor municipal, em inflamado e irresponsável discurso, esbravejou:

- Se eleito - e com a ajuda do "voto consciente" de cada um de vocês, serei !! - funcionário da prefeitura só trabalhará 6 horas por dia e, somente, 6 meses ao ano. A batida vai ser esta: 6 por 6!

Todo mundo que estava no comício começou a gritar e aplaudir o candidato.

Um ouvinte que "não ouvia direito" - mouco de nascença - em meio à "ovação" popular, prontamente pediu ajuda de um parceiro que, na hora, e em alto e bom som, lhe reproduziu as palavras do nobre político.

Diante da boa nova e sem pestanejar, o "deficiente eficiente" perguntou ao colega:

- E sobre férias, ele adiantou alguma coisa ?????

Nossas homenagens à memória de Mozart Assis, um grande conterrâneo! Abração para toda a família, especialmente Gutemberg, Esmerinda e Maria Inês.

Mozart Assis, esposa e filhos em fotografia registrada em novembro de 2007, Campina Grande. Na foto, da esquerda para a direita, Eduardo, Esmerinda, Maria Inês, Roberval, Genedy, Gutemberg, Mozart e Rogério. Todos na foto são filhos de Cajazeiras.

Dirceu,

Mozart Assis almejava o dia em que Cajazeiras teria concretizada a sua aspiração de possuir um novo aeroporto, geograficamente e estrategicamente bem localizado, servido por linhas aéreas, atraindo novas possibilidades de progresso para a região, dinamizando todos os setores da sua vida cosmopolita e motivando os progressistas para novos e importantes empreendimentos. A sua luta pela construção de um novo aeroporto para Cajazeiras, deveu-se também por ter sido um pioneiro dos transportes aéreos na região


Em sua visão empreendedora trouxe para Cajazeiras, durante as décadas de 60 e 70, uma linha regular de vôos diários com aviões tipo Douglas DC-3 operado inicialmente pela companhia AERONORTE, posteriormente agência REAL AEROVIAS e finalmente com a empresa VARIG, do qual foi seu agente de viagem na cidade


Na época, o antigo aeroporto de Cajazeiras chegou a ter pouso de aviões turbo-hélice. Posteriormente, com o advento dos aviões a jato veio a exigência da empresa aérea para a construção de uma nova pista para possibilitar a manutenção dos referidos vôos. Infelizmente, pelo não cumprimento dessa exigência técnica, Cajazeiras teve os vôos diários interrompidos e essa situação continua assim até os dias de hoje. Como agente de viagem local, Mozart chegou a empreender o primeiro voo charter do sertão, durante a construção de Brasília. Nesta viagem participaram cajazeirenses ilustres num vôo direto saindo do aeroporto de Cajazeiras para Brasília e vice-versa.

Um abraço

Gutemberg

P.S. Fiquei feliz em saber que você estudou com a minha irmã Esmerinda. Ela hoje é enfermeira e reside em Natal. A outra minha irmã Maria Inês formou-se em Medicina e reside na Holanda (de onde acessa internacionalmente o Blog SeteCandeeiros).

Conselho bom é pra ser dado!

Enviada por Marcos Diniz

Dá, Lola, dá!

Prostituta se forma em Letras e reclama de salário de professor

Aluna da UFSCar, Gabriela Natália da Silva diz que é garota de programa por prazer e nunca precisou vender o corpo para pagar os estudos

Enquanto ela cobra R$ 250 a hora, um professor da rede estadual de ensino em início de carreira tira, em média, R$ 15 por hora

LEONARDO VIEIRA 
O Globo

A garota de programa Gabriela Natália da Silva, de 21 anos, formou-se em Letras na UFSCar, mas prefere dar aulas apenas como hobby

RIO - Na turma de recém-graduados em Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), uma das formadas prefere não dar aulas por enquanto, e exerce outra profissão que já é citada inclusive na relação de carreiras do Ministério do Trabalho: garota de programa

Gabriela Natália da Silva, de 21 anos, formou-se em Português-Espanhol em abril deste ano, mas nunca deixou de trabalhar fazendo programas em São Carlos, interior de São Paulo. Mais conhecida como Lola Benvenutti, nome inspirado no livro “Lolita” do russo Vladimir Nabokov, a profissional do sexo gosta de se diferenciar de outras colegas de profissão que vendem o corpo por dinheiro. Lola afirma com veemência que nunca precisou se prostituir para pagar as contas da faculdade. 

Fiz universidade federal, e meus pais me deram uma boa condição para estudar. Então o que eu faço como garota de programa é por puro prazer. E ninguém tem nada com isso — diz Lola.

No último ano da graduação, Lola começou a escrever um blog, onde fala sobre sexo, levanta bandeiras a favor da regulamentação da prostituição no Brasil e conta experiências com clientes. Tudo no anonimato, e sem cunho pornográfico. Segundo ela, o tema ainda vai lhe render uma pós-graduação na área.

Vou me inscrever no mestrado de Estudos Culturais na USP e pretendo analisar o mundo da prostituição e do fetiche. Já tenho até orientador — garante a garota de programa, que chegou a ter bolsa de iniciação científica em moda.

Mesmo acostumada a dar aulas de Português e Redação para jovens e adultos, Lola reclama dos baixos salários de professor no país. Enquanto um professor da rede estadual de ensino do Rio, recém-formado em Letras, ganha em média R$ 15 a hora/aula, Lola cobra R$ 250 por hora de programa. E são no mínimo cinco por dia, segundo ela.

Ou seja, para ganhar o mesmo que Lola ganha em um programa, um professor da rede estadual de ensino do Rio precisa dar, no mínimo, 16 aulas. Não é à toa que Lola considera a prática docente, por enquanto, apenas como um hobby.

No futuro eu até quero dar mais aulas sim. Mas com o salário que o professor ganha no Brasil, eu não conseguiria sobreviver. Professor é um herói — afirma Lola.

A garota de programa garante que nunca escondeu sua real profissão e não sofreu retaliações no meio acadêmico, mas “os olhares desconfiados de alguns colegas são inevitáveis”. Perguntada se algum aluno ou professor já se tornou cliente por um dia, ela primeiro ri da situação, e depois confessa:

— Já sim, é engraçado até. Mas a relação continua sendo estritamente profissional.
Crise
ELIANE CANTANHÊDE
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - "Episódio desgastante, complicado; situação de tensão, disputa, conflito." Essa é uma das definições do Houaiss para "crise" e, apesar de os ministros Toffoli e Lewandowski dizerem o contrário, não deixa dúvidas: há, sim, uma crise entre o Legislativo e o Judiciário, e de boas proporções.

O Congresso acusa o Judiciário de invasão de competência e "fúria legislante", por usar julgamentos para cobrir lacunas legislativas, e tenta usurpar-lhe a última palavra em questões constitucionais.

Já o Supremo interfere na tramitação de um projeto parlamentar sobre criação de partidos, considerado pró-Dilma e anti-Marina, e chama de "molecagem" a votação da proposta que confere poder ao Congresso de vetar decisões do Supremo.

Como em quase tudo na vida, nenhum lado tem toda razão, mas o momento é certamente mais favorável ao Supremo do que ao Congresso na opinião pública. Enquanto um condena os culpados por um crime de colarinho branco, o mensalão, o outro não acerta uma, só dá tiro no pé, um atrás do outro.

Há uma confluência de fundamentalistas e mensaleiros em áreas essenciais no Congresso. Na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, o presidente é o suspeito de racismo e homofobia Marco Feliciano. Na de Constituição e Justiça, têm voto os condenados pelo Supremo José Genoino e João Paulo Cunha.

Aliás, o católico Nazareno Fonteles (PT-PI), autor da proposta que submete decisões do Supremo ao Congresso e a referendo popular, apresentou seu torpedo contra o STF dias depois da aprovação da união gay pela corte. E a aprovação na CCJ foi depois das condenações do mensalão e com votos de condenados também pela corte. Por acaso? Ou dupla retaliação?

Renan Calheiros e Henrique Alves uniram-se ontem para "defender" o Congresso da "invasão". Mas os piores inimigos da instituição não estão fora, mas justamente dentro dela.

A capa de hoje do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do jornal Correio Braziliense


A capa de hoje do jornal Zero Hora (POA)


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

GloboRumos da pacificação – PM ocupa favelas para última UPP da Zona Sul

JornaldoBrasil: RS: prisão de secretários deve motivar CPI

Extra:  Liminar pode deixar UTIs sem médicos

O Dia: Padre brasileiro que defende gays é excomungado

FolhaPoupança do governo cai 41% no 1° trimestre

Estadão Congresso e STF acertam ‘trégua’, mas PT atropela

ValorEconômicoNível das represas é baixo, mas afasta racionamento

ZeroHoraEscândalos: PF prende dois secretários e mais 16 por fraude ambiental

Estado de Minas: Contra o aviso de blitz

CorreioBraziliensePrimeiro lote terá até R$ 3 bi de restituição

DiáriodoNordeste: 90 mil deixam IR para última hora no Ceará

OPovo: Prefeito veta avenida no Cocó

CorreiodaBahia: Vizinhos do perigo

-DiáriodePernambuco: [Chuvas] Para o mal e para o bem

JornaldoComércioDia de transtorno e alívio

- TribunadoNorte: Câmara vai votar pela 3ª vez a Lei dos Postos

- JornaldaParaíba: Quase 60 mil ainda não estão em dia com o Leão

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Homenagem a Bideca, o cajazeirado de Pombal.



Vida mansa

Uma vaguinha na Câmara municipal de Juazeiro do Norte, no Ceará, tornou-se um emprego dos sonhos – financiado com dinheiro público, obviamente. No final da semana passada, a Casa aprovou férias de noventa dias por ano – equivalente a três meses de boa vida, ressalte-se – para os vereadores da cidade.

A justificativa para a desfaçatez: os vereadores precisam de mais tempo para se dedicar às duas bases eleitorais. A mamata foi aprovada por dezesseis votos a favor e dois contrários. Se a moda chegar em Brasília, corre o risco de a mesma proposta passar no Congresso por unanimidade.

Por Lauro Jardim

À reflexão.

Magia pura
VINICIUS MOTA
Folha de São Paulo

SÃO PAULO - A liberação das drogas vai diminuir seu consumo. A descriminalização do aborto reduzirá a sua prática. Ações afirmativas não terão impacto negativo no desempenho dos beneficiados na graduação; muito pelo contrário. O kit progressista contemporâneo costuma difundir essas ideias de modo frequente.

Em geral conta-se com a boa vontade de acadêmicos amigos. Dos que sabem que os dados e a lógica contrariam essas assertivas, mas não contam. Dos que são hábeis em torturar as estatísticas e fazê-las confessar apenas o conveniente.

Daí a importância de estudos como os que esta Folha publicou ontem, dando notícia de que o desempenho médio dos alunos cotistas é inferior, do início ao fim dos cursos universitários, na comparação com os estudantes não beneficiados.

Estivéssemos em ambiente neutro, pouco haveria a noticiar. Notas piores de graduandos que tiveram uma educação básica pior apenas confirmam o esperado.

A questão seria saber até que ponto o desempenho ruim seria tolerável para instituições cuja missão também é promover a excelência. E que medidas haveria para mitigar esse efeito indesejado.

Mas vivemos assediados por essa voga de pensamento mágico, capaz de harmonizar os elementos mais contraditórios numa narrativa adocicada. Nada mais próximo do que Marx chamou, pejorativamente, de "ideologia", embora seus seguidores tenham composto o mais poderoso sistema de crenças do século 20.

A lei federal das cotas exige que o Ministério da Educação acompanhe e avalie o desenvolvimento dessa política pública. Prevê também uma revisão do programa após dez anos de sua implantação.

Seria importante criar e publicar indicadores objetivos de desempenho dos alunos beneficiados. Sem xamanismo, o debate seria travado com a profundidade e o nível de informação que merece.

Nosso adeus a Paulo Vanzolini. Duas músicas suas para lembrarmos a trajetória de grande compositor.



E vice-versa!

Charge do Paixão. No Blog do Josias de Souza.

A capa de hoje do jornal Correio Braziliense


A capa de hoje do Jornal do Commercio (Recife-PE)


A capa de hoje do jornal Folha de São Paulo


2ª Capa de hoje do jornal Extra (RJ)


A capa de hoje do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

GloboCLT aos 70 – País cria mais de 250 sindicatos por ano

JornaldoBrasil: Custos com a Copa já ultrapassam 23 bilhões de reais

Extra:  Fila para cirurgia no Hospital de Bonsucesso dura até 6 anos

O Dia: Rio pacifica a última favela da zona sul hoje

FolhaEUA são o principal destino de armas de fogo do Brasil

Estadão EUA, Japão e UE acusam Brasil de protecionismo

ValorEconômicoRitmo da economia guiará a meta fiscal, diz Augustin

ZeroHoraEnsino médio – Maioria não usou chance extra para passar de ano

Estado de Minas: A máfia dos cambistas

CorreioBrazilienseApós 10 anos, UnB vai rever cotas raciais

DiáriodoNordeste: Bandido solto por engano

OPovo: [Futebol] Fortaleza ou Ceará fora da final

CorreiodaBahia: Ahhhh, lelek, lek, lek, lek, lek!

-DiáriodePernambuco: [Futebol] Com emoção é melhor

JornaldoComércioNova final das multidões

domingo, 28 de abril de 2013

Faca cega 

Por Fernando Caldeira

Bastou um jogador de futebol dizer que outro o chamou de “Paraíba” para que os aproveitadores de plantão na política paraibana saíssem de seus anonimatos. 

Eleitos para legislar e fiscalizar o executivo, preferiram deixar de lado a discussão do perdão de enormes dívidas dos cartórios pessoenses com a Prefeitura e do passe livre exclusivamente para estudantes da rede municipal de ensino, para apegarem-se à primeira informação de que o jogador Neymar Jr. teria utilizado o termo “Paraíba” de forma pejorativa contra atletas do Flamengo do Piauí, e fazerem média com a ‘arquibancada.’ 

Não importa se tenha sido verdade ou não essa primeira informação. A versão a ela dada é que lhes interessa porque, a um só tempo, desvia o foco do debate dos cartórios e do passe livre, proporciona a oportunidade de se fazer uma média com o eleitorado incauto, e ainda de aparecer em jornais, sites, rádios e TV´s. 

Ora, entre ter que admitir pelo menos como suspeito esse perdão de dívidas dos cartórios e argumentar a cerca do passe livre exclusivamente para estudantes da rede municipal quando a promessa do prefeito foi para estudantes municipais e estaduais, preferiram nossos vereadores investir na versão de um Neymar Jr. racista, ainda que desmentida pelo jogador santista. “Se ele diz que é mentira, ele que se acerte com quem o acusou”, afirmou o vereador Djanilson da Fonseca, autor de um título de persona non grata à joia do futebol brasileiro, que não por acaso é apelidado de faca cega. A que ponto chegamos! 

O povo, incauto e sentimentalizado por um falso discurso em defesa da Paraíba e dos paraibanos, adere à tese oportunista do legislador e aplaude seus pares pela defesa intransigente de “nossa bandeira.” 

Pobre povo! Mal sabe que enquanto é levado a acreditar numa mentira, se lhe escondem verdades que seus ditos representantes preferem ignorar. 

Com a mentira, a faca é afiada. Com a verdade, é faca cega! 

S O L T A S 

*A vontade do povo prevaleceu, como também prevaleceu o espírito da lei, na manutenção do mandato da Prefeita de Pombal, Pollyana Dutra, pelo STF. 

*A deputada Olenka Maranhão propôs um Título de Cidadão paraibano ao vice-presidente da República Michel Temer. E o que ele fez de tão merecedor assim pela Paraíba, a não ser comparecer às convenções do PMDB em lançamentos de candidaturas de Zé Maranhão, tio da deputada? 

*Segundo o portal Terra, a Paraíba é dos Estados brasileiros que melhor paga os professores da rede estadual. Os dez piores Estados em relação ao piso salarial são Rio Grande do Sul (PT), Sergipe(PT), Alagoas(PSDB), Bahia(PT), Rondônia(PMDB), Piauí(PSB), Maranhão(PMDB), Pernambuco(PSB), Goiás(PSDB) e Paraná(PSDB). 

Tá tudo dominado 

De repente, não mais que de repente, como diria o poetinha, PPS e PMN se miscigenam e nasce o MD.
Instituto Federal de Educação de Cajazeiras quer crescer 

Por José Antônio

O reitor do Instituto Federal de Educação Tecnológica da Paraíba, professor João Batista, esteve em Cajazeiras e se reuniu com membros do Movimento dos Amigos de Cajazeiras-MAC e anunciou, que ainda este ano, será feito o processo de seleção para candidatos que desejarem ingressar no Curso de Engenharia Civil, que terá inicio no próximo ano em Cajazeiras

Esta é uma noticia que deixa a sociedade sertaneja muito alegre e satisfeita e mais alegre ainda quando o reitor informou que outros cursos haverão de ser criados, para que a cidade de Cajazeiras se torne, num breve espaço de tempo, um Polo Tecnológico, com mais os cursos de Arquitetura e Engenharia Mecânica

O reitor informou ainda que tem projetos para implantar no Campus de Cajazeiras, cursos que não sejam na área das ciências exatas, a exemplo de formação de técnicos em recursos humanos, marketing, designer e outros, dependendo das necessidades da região. 


Toda esta expectativa de crescimento necessitaria urgentemente de mais espaços, porque o que existe no Campus de nossa cidade é insuficiente para novas edificações. Meses atrás o MAC esteve reunido com membros do poder público do município para tratar deste assunto e já está agendando uma nova audiência com a prefeita de Cajazeiras, Denise Oliveira, para mostrar o plano de expansão do IFPB, para que o município possa encontrar uma solução, talvez, igual ao que o ex-prefeito Epitácio Leite Rolim, doando um terreno onde hoje está encravada, na época, a tão sonhada escola Técnica Federal, que foi uma conquista do ex-deputado federal Edme Tavares e que recebeu também uma valiosa contribuição, para a sua expansão e conclusão, do então senador cajazeirense Raimundo Lira

Edme Tavares (em primeiro plano)
Hoje, Cajazeiras não tem mais deputado federal e muito menos um senador para empunhar a bandeira das grandes batalhas em defesa desta terra, que tem na educação, sua principal vocação, a fonte mais preciosa de seu desenvolvimento econômico e do crescimento social de seu povo. 


Quando no ano de 1969, foi criado o primeiro curso superior de Cajazeiras, através da caneta do “profeta” Zacarias Rolim de Moura, Bispo da diocese de Cajazeiras e entregou a direção ao Cônego Luis Gualberto de Andrade, o “Anchieta dos Sertões”, talvez já imaginasse, que aquela semente que estava sendo plantada germinasse com tanto vigor e os seus frutos fossem abundantes e pudessem alimentar com saber os filhos dos sertões do nordeste. No inicio foram apenas 168 alunos, hoje são mais de cinco mil, com amplas possibilidades de chegarmos aos dez mil universitários e tudo depende somente da nossa capacidade e garra para esta luta que pertence a todos nós. 

Sesquicentenário do município de Cajazeiras 


No último dia 24, foi realizada uma importante reunião, na sede da Câmara Municipal de Cajazeiras, com membro do poder público do município, da Policia Militar, do Tiro de Guerra e representantes de vários segmentos da sociedade civil para discutir e encaminhar propostas sobre as comemorações dos 150 anos da emancipação política do município de Cajazeiras, fato ocorrido no dia 23 de novembro de 1863. Outra reunião já foi marcada para o próximo dia 08 de maio e o convite é estendido a todos que desejarem contribuir com sua ideia para um maior brilhantismo da mais importante efeméride cajazeirense.

Num país chamado de PTópolis, como o PT quer que sejam as instituições...

Ministério Público

Os procuradores devem ser usados como braços do partido. Alguns se prestam bovinamente ao papel, por convicção ideológica ou interesse. Como a maioria dos procuradores é incorruptível e apura os desmandos dos petistas, estes defendem a aprovação de uma proposta de emenda constitucional que tire do Ministério Público o poder de investigação.

Imprensa

Os jornalistas investigativos são bons apenas para denunciar malfeitos dos inimigos políticos dos bolivarianos. Quando estes é que são o alvo das investigações, a imprensa automaticamente passa a ser "inimiga", "manipuladora", "burguesa". Como eles não conseguem comprar a consciência de todos os jornalistas, a ordem é censurar, amordaçar, vilipendiar e difamar a imprensa independente.

Justiça


O Supremo Tribunal Federal e, de resto, todas as instâncias da Justiça do país precisam ser infiltrados com juízes comprometidos com o partido. Quando nem isso resolve, manda a cartilha bolivariana que a Justiça seja amordaçada.

Congresso

É outra instância institucional que, na visão dos radicais, serve apenas para dar ares de normalidade à ditadura do partido. Para isso, vale tudo: comprar lealdades e financiar campanhas de aliados – justamente o que deu origem ao mensalão. Agora querem implantar meios mais eficientes de controle: o financiamento público de campanha (como se estivesse sobrando dinheiro para a saúde e a educação no Brasil) e a escolha dos candidatos em listas fechadas ditadas pela cúpula dos partidos.

Fonte: Revista Veja

É não, é??!! Será? Só porque o rapaz acertou 550 vezes?!

Ação e reação

Assim que o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) começou a recolher assinaturas para a CPI da Caixa, para investigar lavagem de dinheiro nas loterias, o banco pediu uma reunião “imediata” com ele.

Tudo muito estranho

Garotinho marcou para a próxima semana a reunião que a Caixa pediu, mas ele avisa que não citou “nem 10% das irregularidades, como os 550 acertos de um apostador e 107 prêmios no mesmo dia para outro.

Da coluna de CláudioHumberto

Bideca, um cajazeirado de Pombal, fez - com Daniel Seresteiro e Timbu - um trio de ouro da boa música.


Bideca e o seu inseparável bandolim

O que é isso, companheiro?!

Brasil, colônia da China
CLÓVIS ROSSI
Folha de São Paulo

Industriais, incomodados com uma concorrência desleal, demonstram que não há uma real parceria

Marcos Troyjo, diretor do BRICLab da Universidade Columbia e professor do Ibmec, fez a seguinte comparação em artigo recente: "O comércio com a China aumentou dez vezes na última década. Mas tal expansão foi impulsionada principalmente pelo crescimento dramático da China e seu resultante apetite voraz por commodities minerais e agrícolas em que o Brasil tem vantagens comparativas.

O resultado? Uma tonelada de exportações brasileiras para a China vale cerca de US$ 200. Uma tonelada de exportações chinesas para o Brasil vale mais do que US$ 2 mil. Isso dificilmente poderia ser chamado de parceria".

Tem razão. É muito mais uma relação colonial, o que causa tremendo incômodo à indústria brasileira, até porque 63% dos exportadores queixam-se à CNI (Confederação Nacional da Indústria) de prejuízos com a concorrência chinesa.

Natural, portanto, que a entidade decidisse encomendar um estudo sobre a política industrial chinesa ao escritório King & Spalding, que habitualmente presta consultoria aos governos norte-americano e mexicano quando o assunto é China.

As conclusões põem números nessa relação de tipo colonial. São dados relativamente conhecidos, mas apresentados em conjunto impressionam muito. Cito apenas dois de uma vasta coleção:

O Brasil exporta para a China apenas 7,6% de produtos considerados de alta tecnologia, mas importa 41,4% nessa rubrica.

Já em commodities primárias (produtos típicos de colônia), as exportações brasileiras saltam para 31,6%, enquanto os chineses vendem ao Brasil só 1,6% nessa área.

Conclusão inescapável do relatório: "Esse padrão levou à preocupação no Brasil e em outros países de que a predominância da China nas manufaturas pode levar à desindustrialização em seus parceiros comerciais".

É uma situação que incomoda também o governo tanto que, na agenda de sua visita à China, já faz dois anos, Dilma Rousseff reivindicou uma mudança na qualidade do comércio.

Passados dois anos, o relatório divulgado agora pela CNI demonstra que a reivindicação não produziu mudança alguma.

Nem vai haver mudança, prevê o documento: "Apesar da adoção de políticas orientadas pelo mercado, no fim dos anos 70, o governo da China continua, em todos os níveis, a exercer substancial influência sobre o setor industrial. Os subsídios para indústrias são substanciais, e essa subsidiação tem provavelmente causado danos às indústrias brasileiras concorrentes tanto no mercado doméstico como nos de exportação".

O escritório recomenda que o Brasil recorra à Organização Mundial de Comércio para propor "ações apropriadas", em vista do que leva todo o jeito de ser concorrência desleal, já que a indústria brasileira está, na verdade, competindo com o portentoso Tesouro chinês, não apenas com as suas congêneres.

Resta ver se o governo Dilma terá a coragem de peitar a China para tentar reconduzir a relação para a parceria, em vez de um neocolonialismo.

Um brinde de parabéns a minha amiga Michelle, uma galega gente fina!


Josias de Souza

Ser político governista é, por vezes, respirar o ar do Executivo sem sentir a execução. O senador Jorge Viana (PT-AC) se deu conta disso da pior maneira. Num dia, discursou contra o “casuísmo”. Noutro dia, viu seu partido fechar questão a favor do projeto que submete os novos partidos a um torniquete. E ainda teve de digerir um sapo chamado André Vargas (PT-PR), que coaxou: “O partido tem que ter uma posição unificada, respeitar a posição da maioria. Tem que expulsar o Jorge Viana.”

Tentando manter a espinha ereta e a cabeça acima do pescoço, Jorge Viana disse o seguinte numa entrevista ao Jorge Paulo Celso Pereira: “Não sou da base do governo, sou da bancada do governo. Mas, com a experiência que vivi de prefeito e governador, sempre petista, toda vez que eu vir que, para a nossa história, para o meu partido e para o nosso governo, o melhor caminho não é o que estão apontando, vou pegar o melhor caminho, e o farei de maneira pública…”

Sobre o partido que a amiga Marina Silva tenta pôr em pé, o senador declarou: “O Rede Sustentabilidade é algo novo, que vem legitimado em movimentos sociais e que se soma ao esforço de resgatar o respeito dos partidos e da política. O surgimento de um partido que traz uma liderança como a Marina é legítimo e tem que ser até saudado.”

Tomado pelas palavras, Viana parece aconselhar a Dilma Rousseff que se afaste dos que acham que a vida fica mais fácil quando você asfixia os que podem torná-la mais difícil: “Qualquer tentativa de mexer em regras que afetem candidaturas como de Marina ou de Eduardo [Campos, do PSB] não nos diz respeito, porque estamos governando o Brasil, e bem. Se a gente erra a mão nisso, a gente torna vítima quem não é, e nos distanciamos daquilo que a gente sempre defendeu.” Beleza. Agora só falta combinar com os russos domésticos. E com a russa, naturalmente.
Tiro de canhão, tiro no pé
ELIANE CANTANHÊDE
Folha de São Paulo

BRASÍLIA - A semana passada foi de crise e esta será de sorrisos e salamaleques, mas a crise continua.

O grande problema não é de forma e de retórica apenas, mas sim de conteúdo. Logo, a crise só acaba com o fim de seus dois pivôs.

São eles um projeto que visa aniquilar uma candidatura e enfraquecer a oposição em favor da reeleição da presidente e outro que dá ao Congresso poder de veto em decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal. Seria cômico, não fosse trágico.

Até casuísmos têm limite, e o Congresso aprovar a lei pró-Dilma e anti Marina a um ano e pouco da eleição tem um ranço "bolivariano" incompatível com o Brasil. As regras não favorecem o rei (ou a rainha)? Mudem-se as regras!

E o projeto de emenda constitucional aprovado em minutos pela CCJ da Câmara para atacar e retaliar o Supremo é de uma violência e de uma irresponsabilidade poucas vezes vistas na democracia deste país.

Uma ousadia sem tamanho, iniciada por um parlamentar do partido do governo e encaminhada alegremente (ou seria o oposto, raivosamente?) pelos que não se conformam com a independência e a lisura do Supremo no julgamento do mensalão. A corte suprema não se rendeu ao poder? Puna-se a corte!

Ao se reunirem amanhã, distribuindo sorrisos e amabilidades diante das câmeras, o ministro Gilmar Mendes e os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Alves e Renan Calheiros, darão mostras de civilidade e responsabilidade. Mas o problema transcende a eles.


O que Lula, Dilma, o PT e parte do PMDB não percebem é que, radicalizando, fortalecem o outro lado e a ideia de um bloco alternativo ao projeto Lula-Dilma.

Os dois projetos e a crise criaram o ambiente perfeito para um acordo de cavalheiros (e de damas) entre Aécio, Eduardo Campos, Marina e seus seguidores. Seriam tiros de canhão, viraram um tiro no pé do PT.

A capa de hoje do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do jornal Correio Braziliense


As manchetes de jornais e revistas brasileiros neste domingo

GloboTrabalho sem lei: CLT faz 70 anos com 18 milhões sem carteira


JornaldoBrasil: Bola: condenação por morte e ocultação de cadáver

Extra:  Consumidor lucra com guerra de celulares para o Dia das Mães

O Dia: Escolas de turno único têm as notas mais altas do Rio

FolhaCotistas têm pior resultado entre universitários

Estadão STF prepara reação institucional contra proposta da Câmara

ValorEconômicoSenado pede revisão de liminar e fala em choque entre poderes

ZeroHoraÓrfãos da violência doméstica

Estado de Minas: Guia do remédio barato

CorreioBrazilienseA selvageria de punks e skinheads está de volta

DiáriodoNordeste: Burocracia deixa famílias sem leite

OPovo: [Congresso x STF] Para onde esta crise vai levar o País

CorreiodaBahia: Seca na Bahia já deixa 1 milhão de bois mortos

-DiáriodePernambuco: O Dossiê secreto de Dom Helder

JornaldoComércioOs descaminhos da Copa

TribunadoNorte: Acessos ao aeroporto serão por vias simples

Veja: O ataque à Justiça
Época: Salve Jorge
IstoÉ: Maioridade penal aos 16 anos?
IstoÉ Dinheiro: Os bilionários da Educação
CartaCapital: Exlusivo: A central de grampos de Marconi Perillo
Exame: Eike Batista