sábado, 30 de junho de 2012

Seedorf no Botafogo!

Sugestão de Cassiano Maia Neto

Sete Candeeiros Cajá enquete! Perguntamos a três candeeiristas sobre a novela Gabriela.


O Sete Candeeiros Cajá, através de Otacílio Trajano, esteve no casamento de Paloma e Pierre, em Natal.

CASAMENTO DE PIERRE E PALOMA, em Natal
Por Otacílio Trajano 

Neste mês de junho, aconteceu em Natal-RN o casamento de PALOMA e PIERRE FORMIGA – Ela; filha do casal Nival e Jerusa Teixeira – Ele, de Paulo Cesar Formiga e Maria Célia de Carvalho Formiga. 

A recepção aconteceu no Canãa Campo e o Sete Candeeiros recebeu convite dos amigos e leitores do blog, Paulo Cesar Formiga (o nosso Professor Formiga) e Maria Célia e marcou presença. 

Os pais do noivo são destacados professores da UFRN e na ocasião o casal reuniu vários colegas de antigos bancos escolares para a festa de confraternização e lembranças. 

Destaque: Formiga é natural da cidade paraibana de Coremas e tem muita afinidade com Pombal e Cajazeiras, é nosso amigo e é gente de primeiríssima qualidade. 

O maestro Prêntice Mulford, também amigo nosso, é um dos fundadores do lendário conjunto musical Impacto V é assíduo visitante do setecandeeiros e aplaude a marca de um milhão de acessos. 

Fiz o registro para o nosso Sete Candeeiros Cajá.

OS NOIVOS COM OS PAIS DELE (FORMIGA E MARIA CÉLIA) 


OS NOIVOS COM OS PAIS DELA (NIVAL E JERUSA) 


DANIEL, LIDIANE e PRÊNTICE 

AMIGOS DE FORMIGA E CÉLIA 

Prêntice, Formiga, Damasceno e Otacílio Trajano. PENSE NUM QUARTETO DE 4!!!! 

AMIGOS DO CASAL (Formiga) 

A FAIXA ERA PARA NINGUÉM SE PERDER.... 

ALEGRIA DE AMIGAS 

NONATO E VALDA (aprovaram o lanche) 

O Prêntice prova em qualquer ambiente que é mesmo norteriograndense - Óia o tanto de jerimum no prato dele! 

ESSE CASAL (Daniel e Lidiane) já marcou o casamento, mas a data eles não contam prá ninguém. Segundo Glória e Damaceno isso só acontecerá após ele receber o diploma da OAB e vai ser logo.

O jogo vai ser jogado.

O poder da união 
Por Fernando Caldeira

Com a força da união, já que "a união faz a força", o grupo de oposição em Cajazeiras realiza hoje sua convenção, unido! 

O que até quarta-feira (27) era dúvida e motivo de inúmeras reuniões nas oposições, já não é mais. O jovem advogado Júnior Araújo é o pré-candidato a vice-prefeito na chapa do pré-candidato a prefeito de Cajazeiras, Carlos Antônio

Isso foi possível, a bem da verdade, pelo despreendimento do deputado estadual José Aldemir (DEM) que, acima de seus interesses, colocou como prioridade a união do grupo político do governador Ricardo Coutinho. Assim, a coligação DEM, PDT e PSB, entre outras legendas, caminha forte para confrontar-se, nas urnas, com o esquema governista municipal capitaneado pelo PTB do prefeito Carlos Rafael. 


Somando-se à unidade conquistada pelas oposições, considere-se como mais um plus em favor da chapa Carlos/Júnior a adesão do ex-deputado Jeová Campos (PT), comandante de um expressivo grupo político/familiar, conhecido como bloco do alho! Registre-se que em Cajazeiras, na eleição passada, Jeová obteve expressiva votação acima dos 10 mil votos que, de certo, em parte deverá acompanhá-lo na caminhada oposicionista. 

Atrelado a isso tudo, acrescente-se a defecção no esquema governista do presidente municipal do PDT, Júnior Araújo, agora pré-candidato a vice, que traz consigo, muito ou pouco, outro cabedal eleitoral. 

Enfim, se buscar vitória na política é somar, o somatório até agora conseguido pelas oposicões em Cajazeiras as credenciam para sonhar em retomar o poder no município. 

Isso, claro, com muita luta e trabalho político. Afinal, não há mais eleição fácil! 

S O L T A S 

*Depois que Lula coligou-se com Maluf em São Paulo, o PT coliga-se com alhos e bugalhos Brasil afora. É o pragmatismo petista em ação! 

*A campanha eleitoral começa dia 6 de julho. O guia eleitoral de rádio e TV inicia-se dia 15 de agosto. 

*Não se pode negar ao médico Carlos Antônio habilidade e clarividência políticas como poucos na Paraíba. 

*O senador suplente José Gonzaga Sobrinho (DECA) participa das conversações políticas das oposições em Cajazeiras, e deve assumir brevemente o Senado Federal. 

*Domingo é dia de Trem das Onze - 11h (www.miramarfm.com.br / www.radioaltopiranhas.com.br)

Só radicalizando!

Plano paga químio após gerente ser feita refém

LUIZA BANDEIRA
DE SÃO PAULO

Uma mulher fingiu ter uma arma e fez uma gerente de plano de saúde refém por cerca de uma hora anteontem, em Vitória (ES), para conseguir atendimento para o pai, de 68 anos, que tem câncer no cérebro.

A pedagoga Mary Stela Camillato, 46, diz que o hospital em que seu pai, Ronaldo Camillato, se trata cancelou a sessão de quimioterapia anteontem alegando que o plano de saúde não havia pago o procedimento.

A pedagoga foi até o escritório do plano Saúde Internacional, em Vitória. Ao chegar, segundo ela, a gerente informou que não havia dinheiro para fazer o pagamento.

"Eu fechei a porta e falei: 'Estou com uma arma na bolsa e só vou te liberar quando liberarem o tratamento.'

Após 40 minutos eles conseguiram negociar com o hospital", diz.

Mary Stela afirma que fez isso porque ficou revoltada e sem opção. Mesmo com decisões liminares da Justiça a seu favor, o atendimento não era feito, conta.

ENVERGONHADA

A polícia deteve a pedagoga. Ela assinou um termo circunstanciado por ameaça na delegacia e foi liberada.

"Estou aliviada porque ele está fazendo o tratamento, mas triste e envergonhada porque a gente precisa tomar atitudes que não são certas."

O advogado Fernando Bianchi, que representa a Saúde Internacional, disse que o pagamento ao hospital está em dia e que o atendimento seria feito mesmo sem as ameaças.

O Hospital Evangélico de Vila Velha, no entanto, diz que o plano está inadimplente e que o paciente só foi tratado porque o convênio pagou a sessão após a atitude da pedagoga.

O advogado diz ainda que o paciente ficou inadimplente por meses e que o tratamento foi custeado.

Segundo ele, Mary Stela será processada civil e criminalmente.
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COMO DIZ A MÚSICA: QUE PAÍS É ESTE ???

O jogo das convenções partidárias, em Cajazeiras.

CONVENÇÃO DO CANDIDATO CARLOS ANTÔNIO



CONVENÇÃO DO CANDIDATO CARLOS RAFAEL



Anarriê!


Andar com fé eu vou...!

Utopia e a política de Cajazeiras 

Francisco Frassales Cartaxo 

Semana passada, citei neste espaço, em crônica dedicada à cantora paraibana Socorro Lira, um singular conceito de utopia, que agora retranscrevo: “A utopia está no horizonte. Dou um passo, ela se afasta de mim. Dou outro passo e ela, novamente, se distancia. Então, para que serve a utopia? Para isso, para caminhar.” Assim mesmo, “entre aspas”, sem indicar o autor. Por isso, fui cobrado por um leitor exigente. Na verdade, eu tinha dúvida a quem fornecer o crédito autoral. Minha filha adolescente, Maria Eduarda, pescou em programa literário na internet que o escritor uruguaio Eduardo Galeano atribuíra aquelas frases ao cineasta argentino Fernando Birri. Galeano presenciara o momento da entrevista, na cidade colombiana Cartagena das Índias, quando o cineasta as teria pronunciado em tom coloquial, ao ser perguntado pelo repórter. Mesmo assim, mantive a dúvida até porque há outras versões, todas elas, porém, com o mesmo sentido, a exemplo desta: 

“A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos e ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isto: para que eu não deixe de caminhar.” 

Não estamos, portanto, diante de nenhuma construção filosófica bem elaborada por cientista social enfronhado em teorias acadêmicas, após demoradas elucubrações e debates entre seus pares. Nada disso, Fernando Birri é um velho militante das lutas sociais no mundo, tido como o pai do novo cinema latino-americano. Fundou e dirigiu escolas de cinema e televisão em sua terra natal, Santa Fé, e, mais tarde, também em Cuba, firmando-se em visão contraposta à cinematografia de interesse meramente comercial, praticada nos grandes centros capitalistas, sobretudo nos Estados Unidos. 

Como se pode deduzir, Fernando Birri é, ele próprio, um ser em busca de sua utopia, desde sempre. Ele já se aproxima dos 90 anos de idade. Ao longo desse tempo correu o mundo. Foi além, muito além de La Mancha, a invenção literária de Cervantes, até se fixar em Roma sem, contudo, olvidar jamais suas raízes geográficas, embalando sonhos de muitos africanos, asiáticos e latino-americanos. Há seis anos, Fernando Birri participou em Fortaleza do Festival de Cinema do Ceará para apresentar seu filme “Mi Hijo el Che”. Ali, Birri se comparou aos “antigos caixeiros-viajantes”, a vender imagens que carrega no baú. Foi do mesmo baú que sacou as frases citadas para definir utopia. 

-E a política de Cajazeiras? Ah, os políticos de Cajazeiras... Continuam feito peru, glu-glu, glu-glu, gorgolejando de um quintal a outro. Ora pra lá, ora pra cá. Se dependesse deles, Cajazeiras não sairia do lugar. Mas, graças a Deus, Cajazeiras não depende deles para desenvolver-se. Vota neles, é bem verdade, mesmo vendo-lhes o nariz crescer a cada fala: blá-blá-blá, blá-blá-blá. 


Enquanto isso, o Palhaço Bolinha, agora ao lado de Deus, ri à beça e enxerga em cada eleitor cajazeirense um rosto pintado, o nariz com uma bola vermelha, igual a mim, deve dizer Bolinha, tudim, tudim igual a mim...

Quer acabar o churrasco? Vá por mim que dá certo!


Sugestão de Eugênio Nóbrega

Parabéns Rádio Alto Piranhas!

46 anos no ar 

Rádio Alto Piranhas de Cajazeiras completa mais um ano de funcionamento 

A Rádio Alto Piranhas, emissora AM fundada pela Diocese de Cajazeiras, está completando 46 anos de existência e de serviços prestados à sociedade cajazeirense e sertaneja. Ela entrou no ar, oficialmente, em 1º de julho de 1966, com uma programação especial que marcou o início de um novo tempo na história do rádio e da imprensa no Sertão paraibano. 

A emissora não foi a primeira a entrar no ar em Cajazeiras, mas foi a primeira que conseguiu homologação de registro de funcionamento junto ao Ministério das Comunicações. É que a Diocese ainda precisou de algum tempo para adquirir os equipamentos e cuidar de todos os Paradetalhes de sua instalação. 

Durante 17 anos, a emissora esteve sob o controle e o comando da Diocese de Cajazeiras, tendo como seu maior condutor o então bispo diocesano Dom Zacarias Rolim de Moura. Em 1983, ela foi adquirida pelo saudoso empresário cajazeirense Francisco Arcanjo de Albuquerque, passando por um processo de mudança administrativa. Sua primeira sede foi na Rua Victor Jurema, onde atualmente funciona o Lar Sacerdotal Dom Zacarias Rolim de Moura. 

Hoje, instalada na Rua Coronel Justino Bezerra, no centro de Cajazeiras, e dirigida pelo professor e historiador José Antonio de Albuquerque, a Rádio Alto Piranhas cumpre importante papel no contexto econômico, social, educacional e cultural de Cajazeiras e do Sertão. Para o seu titular José Antonio de Albuquerque, a emissora é um patrimônio de Cajazeiras, sempre a serviço das boas causas do povo sertanejo.

A quem interessar possa!


Cuecas Tabajara
Enviado por Fernando Moreira - 


Se já tentou tudo e não encontrou remédio que detivesse a flatulência, a solução pode ser o Flat-D. A Colonial Medical Assisted Devices desenvolveu essa espécie de adesivo desodorante para ser preso à roupa íntima. Por fora! 

A engenhoca, que promete evitar constrangimentos em locais públicos, possui traços de carvão vegetal a fim de disfarçar o mau odor da inevitável flatulência. O filtro custa cerca de 60 reais.

Atenção: o Falt-D não tem isolamento acústico!

Estou achando que Ari Evandro não gostou do Programa de Fátima Bernardes, na Globo.


De ideais e ética o lixo está cheio!

Escambo de interesses 

Por José Antônio

O ex-presidente Lula para chegar a ser o mandatário da Nação Brasileira teve que fazer alianças partidárias sem o menor pudor, a exemplo do que ocorreu, nesta semana, na cidade de São Paulo, ao se compor com Paulo Maluf, em mais uma tentativa de eleger um candidato seu para prefeito da maior cidade do Brasil, reduto que vem tendo sucessivas derrotas, em eleições municipais. 

A foto de Lula, de mãos dadas com Maluf, sob os olhares e abraços do candidato Fernando Haddad foi estampada nos principais veículos de comunicação do país. Apenas para lembrar: Maluf foi para Lula, em toda a sua carreira política, o que existe de pior, de mais deletério e a encarnação do mal, mas de repente é agregado temporariamente, como aliado e levando consigo muitas benesses do governo Dilma num vergonhoso, triste e lamentável escambo de interesses


Com esta aliança todos os programas, conceitos e doutrinas foram colocados na lata do lixo e uma nova ordem foi instalada: a da troca de favores: o PP de Maluf oferta mais tempo ao Haddad na televisão e recebe em troca cargos no governo de Dilma. 

Mas este cinismo não é novidade entre a maioria dos homens públicos e vem cada vez mais se consolidando no seio da classe política de nosso país. 

Este primado, estamos observando, com muita clareza no terreiro da nossa casa com a formatação da composição das legendas partidárias nas disputas para as prefeituras de nossa região, em especial a de Cajazeiras

É um verdadeiro balcão de negócios, mas de longe, nós eleitores não temos conhecimento é em que bases esses loteamentos são feitos. 

E ficam as velhas e surradas indagações: e a ética? E o povo? E o eleitor? A ética é desprezada, o povo é um simples detalhe e o eleitor continua sendo enganado e manipulado

Já ouvi de um eminente político paraibano: “para me eleger sou capaz de vender minha alma ao diabo” e é exatamente o que está acontecendo na nossa região, basta olhar os acordos que estão sendo feitos nos últimos dias e a maioria de nossos políticos já estão se preparando para o que existe de mais “salutar”: a traição, que é o ingrediente mais usado na política. Nessa, como em outras eleições, vale tudo para se conquistar o poder. 

Qual o acordo feito para uma eleição que foi cumprida na eleição seguinte? Qual a palavra dada que não foi desmoralizada? Besta é o povo que briga e arranja inimigo defendendo os políticos, porque depois eles se abraçam se beijam e quem fica no prejuízo é quem os defendeu

Constantino Cartaxo 

Quem está completando mais um ano de vida, neste dia cinco de julho, é o poeta e escritor cajazeirense Constantino Cartaxo, a quem felicito e desejo muitos anos de vida, para que possa continuar nos brindando com suas poesias e gostosos e alegres papos, à sombra das cajazeiras da Praça Cristiano Cartaxo. 

É só olhar bem 'direitin'!


Roosevelt Leitão faz uma pergunta simples: o cangapé que essa galega deu (lá no açude do Azevém de Zé Coelho) foi pra frente ou foi pra trás?

As manchetes de jornais brasileiros neste sábado.



GloboCenso do IBGE: Brasil é menos católico e ainda mais evangélico

JornaldoBrasil: TRTs pagaram mais de R$ 300 mi indevidos a juízes e servidores

O Dia: Baixada: mais seis UPAs

Folha:   Mercosul aproveita ausência do Paraguai e inclui Venezuela

EstadãoCom Paraguai fora, Mercosul abre as portas à Venezuela

Estado de Minas  A batalha da fé

CorreioBrazilienseCaixa de Pandora

Zero HoraEstado tem a maior diversidade religiosa do país, mostra IBGE

CorreiodaBahia: Superliquidação tem descontos de até 70%

DiáriodoNordeste: IBGE: Ceará é o 2º Estado mais católico do Brasil

DiáriodePernambuco: Irmão de Mução diz que usou dados do radialista

JornaldoCommércioMução liberado após irmão assumir culpla

TribunadoNorte: Marca antecipou gastos para hospital antes de ter contrato

JornaldaParaíba: PB adota outros cultos, mas católicos são 2,8 mi

sexta-feira, 29 de junho de 2012

É o fraco!

Valdenora e Pai Véi. Show de Bartô Galeno na AABB de Cajazeiras.

Eu também quero saber!


Em petição protocolada no Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria Geral da República pede providências contra bancos que descumprem ordens judiciais de quebra do sigilo bancário de investigados em operações de combate à corrupção. Acusa as casas bancárias de “acobertarem a prática de crimes”, passando “a impressão de que o sistema financeiro nacional não se submete ao ordenamento jurídico nem ao Poder Judiciário.” Algo que “converte o Brasil, na prática, num paraíso fiscal.”

Assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Eduardo Vasconcelos, o documento critica também o Banco Central, que assiste às transgressões sem coibi-las. A peça foi anexada a um processo que corre no STJ. Envolve um caso de corrupção. Como os autos tramitam em “segredo de Justiça”, a Procuradoria noticiou o fato sem informar a natureza do caso e os nomes dos envolvidos.

De acordo com o subprocurador, o STJ ordenara aos bancos que os dados bancários dos investigados no inquérito fossem fornecidos em 30 dias. Algumas instituições atenderam à ordem. Outras demoraram a fornecer as informações. Pressionadas, repassaram-nas incompletas.

Carlos Eduardo menciona em seu texto duas logomarcas: Itaú-Unibanco e o Santander. Informa que, embora a ordem de quebra dos sigilos tenha sido expedida há dez meses, esses bancos ainda não se dignaram a fornecer os dados. Tudo isso “sem que o Banco Central exerça seu poder fiscalizatório sobre eles.”

Carlos Eduardo acrescenta que uma das instituições que repassaram cifras incompletas ao Ministério Público, depois de pressionada, complementou as informações. Curiosamente, a segunda fornada de dados registrou a “movimentação de somas elevadas” numa conta anteriormente apresentada como “sem movimentação.”

Segundo o subprocurador, os presidentes dos bancos e os prepostos que “sonegam as informações cometem o crime de desobedicência, previsto no artigo 330 do Código Penal, “além de acorbertarem a prática de crimes financeiros.”

Quanto ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, o subprocurador sustenta que, ao assistir passivamente à desobediência dos bancos, ele se converte, “na melhor das hipóteses”, em testemunha-chave dos crimes praticados pelas instituições que deveria supervisionar.

O autor da petição pede ao STJ que oficie aos presidentes dos bancos para que obedeçam às ordens judiciais “no prazo improrrogável de 10 dias”, sob pena de fixação de multa diária. Requer que seja enviado ofício também ao presidente do BC.

Deseja que, no mesmo prazo de dez dias, Tombini informe que “medidas coercitivas” o Banco Central planeja adotar no caso específico e em outros processos análogos em que se verifica a mesma “recalcitrância” dos bancos em cumprir as ordens de quebra do sigilo da clientela encrencada com a Justiça.

O texto do subprocurador menciona vários inquéritos em que instituições financeiras desrespeitam decisões judiciais. Anota que o fenômeno, por recorrente, “sugere uma ação organizada de obstrução da Justiça.” Coisa destinada a “dificultar ao máximo o atendimento às requisições de quebra de sigilo bancário.”

Sustenta que a teimosia dos bancos e a inação do BC, além de afrontar a lei, desrespeitam compromissos assumidos pelo Brasil com a comunidade internacional por meio de tratados. Menciona, de resto, a existência de mecanismos que deveriam simplificar a quebra dos sigilos em operações de combate à corrupção.

Cita uma ferramenta batizada de Simba (Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias). Trata-se de um banco de dados gerido pela Assessoria de Pesquisa e Análise da Procuradoria Geral da República. Deveria tornar o processamento das informações bancárias mais “eficiente” e “ágil”.

O sistema foi aprovado no âmbito de um acordo chamado ENCCLA (Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro). Participaram dos entendimentos, entre outros, a CGU, o Ministério da Justiça, o BC, o Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça e as próprias instituições financeiras, representadas pela Febraban.

Considerando-se o acerto entre as partes e a legislação vigente, escreve o subprocurador Carlos Eduardo, “não há respaldo para que o cumprimento da ordem judicial no prazo estabelecido […] se subordine à conveniência, ao arbítrio, capricho ou às prioridades logísticas dos diretores das instituições financeiras.”

No documento levado ao STJ, o doutor sustenta que o tribunal precisa acabar com “esse sistêmico desdém” que leva o Estado a “se ajoelhar perante o sistema financeiro” para implorar os dados necessários à repressão de crimes como lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas.

A CPI do Cachoeira vive um drama semelhante ao retratado pelo subprocurador. A comissão quebrou os sigilos das contas de várias pessoas e empresas. Entre elas a Delta Construções. Alguns bancos ainda não enviaram os dados. Outros forneceram informações incompletas e despadronizadas. Em contato com as instituições financeiras, técnicos da CPI “se ajoelham” para pedir aquilo que a lei manda entregar.

As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira.


GloboRumo às urnas – TSE recua e libera contas sujas já nestas eleições

JornaldoBrasil: TSE autoriza candidatos 'contas sujas' nas eleições

O Dia: Plano de saúde mais caro

Extra: Joel diz que não vai implorar pelo Flamengo

Folha:   Supremo assegura tempo de TV a partido de Kassab

EstadãoServidores ligados à CUT ameaçam greve geral

ValorEconômicoCai investimento das empresas do Brasil no exterior

JornaldaTarde: Sacolinhas voltam, mas só se cliente pedir

Estado de Minas  Vai doer também no seu bolso

CorreioBrazilienseAcesso a salários leva CUT à Justiça

Zero HoraPorto Alegre – Parque da Redenção terá cerca virtual para aumentar a segurança

CorreiodaBahia: Seu bolso

TribunadaBahia: Copa do Mundo de 2014 começa na Bahia

DiáriodoNordeste: Planos de saúde terão reajuste de até 7,93%

OPovo: PF desarticula rede internacional de pedofilia

DiáriodePernambuco: Humorista Mução chega ao Recife para depor

JornaldoCommércioPF ataca rede de pedofilia

TribunadoNorte: Empresa sob suspeita presta serviço ao Hospital da Mulher

JornaldaParaíba: Fraudes em festa leva três prefeitos à prisão

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tu te lasca, macho!

GRANDE RECIFE // INVESTIGAÇÃO
Mução é liberado por falta de provas

Do NE10

De acordo com informações da produção do humorista e radialista Mução, o artista foi liberado na tarde desta quinta-feira (28), já que não havia fatos que comprovassem sua culpa nos crimes de que estava sendo acusado. Rodrigo Vieira Emerenciano, nome de batismo do radialista, havia sido preso por divulgação de pornografia infantil na internet, na manhã desta quinta-feira (28), no bairro de Meireles, em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o produtor Rogério Telmiro, o programa do artista vai acontecer normalmente nesta quinta-feira (28). "O programa já está sendo providenciado para entrar no ar às 17h". O produtor afirmou que se o artista fosse culpado, "não estaria sendo solto".

CASO - A prisão faz parte da Operação Dirty-Net, da Polícia Federal. Outras duas pessoas, que não tiveram seu nomes divulgados, foram presas em flagrante em Fortaleza. Ao todo, foram cumpridos quatro mandatos de busca e apreensão, três sendo da Justiça Federal do Ceará e um da Justiça Federal de Pernambuco.

Mução foi detido em sua casa e levado para o prédio anexo da Polícia Federal de Fortaleza. Após prestar depoimento, ele foi encaminhado para a sede da Polícia, também na capital do Ceará. A PF local não irá se pronunciar sobre o caso, pois a investigação é comandada pela PF de Pernambuco.

Ferreirinha bom, legítimo e honesto é o nosso Ferreirinha de Cajazeiras. Este sim!

Este é o nosso Ferreirinha, herói cajazeirense legítimo, e que de Sarney e curriola só quer distância!

Aprenda com Ferreirinha [o falso!] como obter ajuda de autoridades

Envolvido com a quadrilha de Cachoeira recorre até a Sarney para ser promovido

Fernanda Krakovics, O Globo

Novas gravações telefônicas da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, mostram um dos envolvidos com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira ensinando como se deve pedir favor a um político.

Porteiro do Palácio da Alvorada durante o governo Sarney e hoje funcionário da Infraero, Raimundo Costa Ferreira Neto, o Ferreirinha, funciona como um despachante para quem quer pedir ajuda a políticos, principalmente ao hoje presidente do Senado.

Ele próprio recorreu a Sarney para ser promovido a superintendente regional da Infraero, o que não ocorreu. Ferreirinha é acusado de beneficiar o esquema do contraventor liberando máquinas de jogos de azar no aeroporto.

- Vou falar como se fala com uma autoridade. Tem que levar tudo mastigado, saber o que você quer, o que é, quem é responsável por lá e tudo porque eles não vão atrás de saber quem é que é, não. Então põe tudo num papel, direitinho, tudo certinho, aí eu entrego para ele e ele manda pra lá. Mas você tem que saber o que é, o telefone de quem é, quem é o responsável por isso. Autoridade quer as coisas assim, tudo mastigado, só para ele ligar e mandar para o cara: "Resolve isso pra mim e assina". É assim que se resolve com uma autoridade. E não: “Ó, parece que vai ter um realinhamento na Eletronorte” - diz Ferreirinha para um homem identificado como Claudio, que queria que Sarney interviesse para reverter desconto de R$ 430 em seu contracheque da Eletronorte por ser cedi do de outro órgão.

O próprio Ferreirinha recorreu a Sarney, em 31 de março do ano passado, para ser nomeado superintendente da Infraero.

Ari Evandro tem uma sensação pessimista sobre o programa de Fátima Bernardes, na Globo.


Mãe bacana é a mãe candeeirista! Lá fora tem cada 'trepeça'...!

Veja lista com as 'piores mães' do mundo

Nos EUA, mãe esqueceu bebê de cinco semanas em cima do carro.

Outra foi detida por ter atropelado a própria filha após uma discussão.

Do G1, em São Paulo

No último dia 2, uma jovem foi presa em Phoenix, no Arizona (EUA), após "esquecer" seu bebê de cinco semanas em cima do carro. A criança estava em um bebê conforto e caiu de cima do veiculo, mas não ficou ferida. A mãe Catalina Clouser só notou a falta do bebê quando chegou em casa. Abaixo, o G1 traz lista com as "piores mães" do mundo.

Catalina Clouser, de 19 anos, teria esquecido o bebê em cima do carro. (Foto: Divulgação)

Em maio deste ano, Mayra Gonzalez, de 32 anos, foi presa em Santa Ana, no estado da Califórnia (EUA), depois de ‘roubar' o namorado de sua filha. Mayra teria, inclusive, engravidado do adolescente e dado à luz um menino. (Foto: Reprodução)

Em abril deste ano, a americana Robyn Harr foi presa depois que sua filha adolescente ligou para a polícia em Vero Beach, no estado da Flórida (EUA), e disse que a mãe estava bêbada e não queria baixar o volume enquanto escutava um CD da Rihanna. A adolescente afirmou ainda que sua mãe de 38 anos mordeu sua perna quando ela tentou tirar o CD do aparelho de som. (Foto: Divulgação)

Em maio de 2010, uma mãe pediu para um policial que era seu amigo para encenar a prisão de seu filho de apenas cinco anos em Lehigh Acres, na Flórida (EUA), por causa do mau comportamento do menino. A mulher disse que a criança estava brincando com fósforos. Como forma de assustá-la, ela pediu para o agente fazer a falsa prisão. (Foto: Reprodução)

Em março de 2011, A britânica Kerry Campbell chocou o Reino Unido ao aplicar injeções de botox na filha de apenas oito anos. A mulher disse que realizava o procedimento, pois queria transformar a filha Britney em uma estrela. (Foto: Reprodução)

Em abril de 2011, Sylvia Aranda, na época com 37 anos, foi presa na cidade de Surprise, no estado do Arizona (EUA), acusada de ter atropelado a própria filha após uma discussão. A filha sofreu apenas ferimentos leves. (Foto: Divulgação)

Em abril deste ano, a americana Mallory Renee Mims foi presa em Ormond Beach, no estado da Flórida (EUA), acusada de deixar o filho de 5 anos sozinho no carro por mais de uma hora enquanto bebia em um bar. (Foto: Reprodução)

Um vídeo histórico. Zerinho, então Prefeito de Cajazeiras, e Ronaldo Cunha Lima em inaurgurações cajazeirenses.

O Corinthians vai ser Campeão!

Estrela
Boca Juniors 1 x 1 Corinthians 1

Romarinho sai do banco, marca na Bombonera e salva o Corinthians na primeira final
LUCAS REIS
PAULO COBOS
ENVIADOS ESPECIAIS A BUENOS AIRES
Folha

O Corinthians ganhou um novo ídolo, segurou o Boca Juniors na temida e pulsante Bombonera e está a uma simples vitória de conquistar a sua primeira Libertadores.

Romarinho, 21, o mesmo que acabou com o Palmeiras, entrou no fim do jogo e, em sua primeira bola, deu um toque leve por cima do goleiro, com a frieza de um veterano.

Ao centenário Corinthians, um debute inesquecível em decisões de Libertadores.

O time de Tite continua invicto nesta edição do torneio e, pela quarta vez seguida, resistiu ao alçapão que lhe foi armado na partida de ida nos mata-matas. Encerra sua participação invicto como visitante nesta Libertadores: segurou, além do Emelec, o Vasco em São Januário e o Santos na Vila Belmiro.

Agora é ganhar em casa.

E assistiu a uma festa imensurável de sua torcida, que lotou o espaço que lhe foi reservado, cantou durante toda a partida e festejou o empate suado como um triunfo.

A decisão do título, para o Corinthians, o primeiro, para o Boca, o sétimo, ficou para o Pacaembu, na próxima quarta-feira. Qualquer empate leva o jogo para a prorrogação: o gol marcado fora de casa não tem peso diferente.

Quem ganhar é campeão.

Além de predestinação, sorte também não tem faltado para a equipe de Tite nesta caminhada histórica.

Até mesmo no gol do Boca Juniors pode-se dizer que o Corinthians contou com ela. Pois antes de Roncaglia marcar, no rebote, Chicão impediu o gol de Santiago Silva com a mão. Levou um amarelo por isso. Se a bola não entrasse depois, seriam pênalti e expulsão certos.

O gol sofrido aos 28min do segundo tempo foi fruto de uma jogada que Tite cantara na véspera: a bola aérea.

Mas, após um primeiro tempo em que foi melhor, quase impecável, o Corinthians caiu muito de produção na etapa final. Muito pela saída de Jorge Henrique no primeiro tempo. O atacante, importantíssimo no esquema de marcação de Tite, sentiu uma lesão muscular e deu lugar a Liedson, que já não tem fôlego para atacar e voltar.

Quando sofreu o gol, o Corinthians acordou. A Bombonera, lotada e em festa, pulava de alegria e nem notou que um tal de Romarinho havia entrado em campo.

Quarenta minutos, Emerson fez ótima jogada e deixou o jovem atacante na cara do gol. Caixa. E bem na frente da torcida do Corinthians, que desde então não parou de cantar até deixar o estádio. Ainda houve um susto: Viatri acertou a trave no último lance. No rebote, Cvitanich perdeu. Sorte de campeão.

Está chegando a hora de Demóstenes 'dançar'!



Ficou pronto o relatório do senador Pedro Taques (PDT-MT) sobre o processo de cassação do mandato do colega Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). O texto segue para a impressão nesta quinta (28) e será votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado na quarta-feira (4) da semana que vem.

Nomeado relator por Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente da CCJ, Taques deu os últimos retoques no documento na noite passada. A publicação antecipada é uma exigência do regimento. Destina-se a permitir que os membros da CCJ analisem a peça antes do dia da votação.

A deliberação da Comissão de Justiça é o último estágio de tramitação do processo antes do julgamento no plenário do Senado, já agendado por José Sarney (PMDB-AP) para o dia 11 de julho. Na fase atual, os senadores não estão autorizados a discutir o mérito das acusações que pesam contra Demóstenes.

No seu relatório, Taques limita-se a analisar três aspectos: a constitucionalidade, a regimentalidade e a juridicidade do processo. No português duas ruas: o senador terá de demonstrar que o pedido de cassação transitou pelo Conselho de Ética do Senado sem ferir a Constituição, o regimento interno do Senado e as leis do país.

Para não oferecer munição para eventuais contestações da defesa de Demóstenes, Taques absteve-se de dar declarações sobre o teor do seu texto. Mas a opinião do senador é conhecida. Embora não fosse membro do Conselho de Ética, ele acompanhou as sessões que desaguaram na aprovação unânime –15 a zero— do do relatório de Humberto Costa (PT-PE), que recomendou a cassação.

Em privado, Taques trocou ideias com Humberto. Em público, elogiou-lhe o trabalho. Na pressa de aprontar o processo em tempo de ser levado ao plenário antes do recesso parlamentar do meio do ano, o Conselho cometeu um erro. Na fase final, encurtou o prazo regimental da defesa.

Antonio Carlos de Almeida ‘Kakay’ Castro, o advogado de Demóstenes, foi ao STF. E o ministro Dias Toffoli ordenou ao Conselho de Ética que adiasse a votação do relatório final de Humberto Costa. A ordem foi seguida. E Taques ficou autorizado a sustentar na CCJ que o processo foi “saneado”.

Kakay já havia preparado um novo mandado de segurança a ser protocolado no Supremo. Receava que a CCJ fosse se reunir a toque de caixa, sem respeitar o intervalo regimental de cinco sessões para a decantação do relatório de Humberto costa, avesso a Demóstenes do parágrafo inaugural ao ponto final.

O advogado chegou a tocar o telefone para Sarney, de quem é amigo. Foi informado pelo presidente do Senado de que os prazos seriam respeitados. E arquivou a ideia de bater novamente às portas do STF. Agora, Kakay discute com seu cliente sobre a conveniência de levantar questionamentos técnicos na CCJ.

Estou com petição alinhavada, apontando tudo o que acho que tem que ser saneado na CCJ. Mas, como a sessão foi marcada para quarta-feira da próxima semana, terei tempo para refletir com o meu cliente antes de decidir se vale a pena levar adiante os questionamentos.”

Como que antevendo o desfecho da votação do relatório de Pedro Taques, Kakay manifestou sua opinião a Demóstenes: “Eu acho que, cumpridos todos os ritos, tem que julgar no plenário logo.” O senador aquiesceu. “Quando falei no Conselho de Ética que queríamos ir ao plenário, ficou parecendo retórica. Mas é a realidade”.

“Eu disse ao senador, desde o início, que achava que, em processos como esse, não se ganha nada com a prorrogação”, contou Kakay. “A imprensa está muito em cima do caso. O adiamento não mudaria nada. A maioria dos senadores já tem uma opinião formada.”

Líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA) lamenta que o julgamento vá ocorrer sem que o Congresso tenha eliminado o voto secreto. “O ideal teria sido aprovar um projeto que já está pronto na Câmara. Viria para o Senado e a gente aprovaria rapidamente o voto aberto. Mas não há mais tempo”, disse. Resta agora, segundo Pinheiro, confiar na capacidade de discernimento dos senadores.

Num colegiado de 81 cabeças –80 excluindo-se a de Demóstenes— são necessários 41 votos para que o escalpo do acusado seja levado à bandeja. Para Kakay, o debate sobre a hipótese de influência da sombra na opinião dos julgadores é ofensivo.

“O voto tem que ser secreto. É uma imposição constitucional”, disse o advogado ao repórter. “Acho injurioso cogitar que um senador possa mudar de opinião em função da natureza do voto. É preciso recordar que estamos falando do Senado da República. Na época dos velhos coronéis do interior, o voto era secreto mas eles obrigavam o eleitor a mostrar a cédula para ter certeza que estava votando como combinado. O Brasil mudou.”

Kakay considera descabidas também as críticas ao fato de Demóstenes ter procurado senadores para conversar sobre o cadafalso que se avizinha. “Isso chega a ser absurdo. Estranho seria se ele não procurasse os senadores para conversar. É a coisa mais normal do mundo: um senador querendo oferecer aos colegas suas explicações e justificativas. Nada poderia ser mais correto.”

A despeito de o advogado afirmar o contrário, a penumbra da deliberaçãoo secreta torna o resultado do julgamento de Demóstenes imprevisível. Considerando-se as opiniões recolhidas sob refletores, a turma da lâmina parece ser majoritária. Porém…

Como preconiza um velho ensinamento da política, o voto secreto é um convite à traição. No caso específico, prevalecendo a absolvição daquele que Humberto Costa chamou de “despachante de luxo” de Carlinhos Cachoeira, seriam atraiçoadas a opinião pública e a imagem do próprio Senado.

Em desfavor de Demóstenes pesa a opinião invisível dos desafetos que o senador colecionou na corporação na fase em que ainda dispunha de biografia. Nesse período, verbo em riste, o ex-Demóstenes insurgia-se com vigor contra qualquer deslize ético cometido ao redor –do uso indevido de apartamentos funcionais ao custeio das despesas da filha tida com uma amante com verbas de empreiteira.

O presidente da CCJ foi quem melhor resumiu a cena. “Eu sou pecador. Mas tenho o padre para pedir perdão. Depois, tenho o bispo, o arcebispo, o cardeal. No limite, posso pedir perdão ao papa. O Demóstenes se julgava o próprio papa. Vai pedir perdão pra quem?”

Se o cheiro de queimado lhe parecer demasiado forte, Demóstenes tem à sua disposição a hipótese da renúncia. Perderia o mandato, mas manteria intactos os seus direitos políticos, livrando-se da pena acessória: a inegelibidade por oito anos, a contar do término do mandato. A hipótese da fuga não é, por ora, admitida. Pelo menos em público.