segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pobre e rico? Parece que existem algumas diferenças!

Família grande e com nomes de mesma terminação já estão previstos no Estatuto do Carrazerense e Carrazerado, como nos lembra o nosso Marcos Diniz

Dirceu,

Vendo a foto da prole Marques Galvão, lembrei desse arremedo que escreví há uns anos atrás e enviei a um amigo carrazerense que como seus irmãos têm os nomes terminados em sufixos iguais.

Veja o parágrafo 2º do Artigo 12º dos DEVERES, no final do texto.

Marcos Diniz
****************


Estatuto do CARRAZERENSE E/OU CARRAZERADO

LEI Nº 000, DE 22 DE AGOSTO DE QUALQUER ANO.

Dispõe sobre os direitos e deveres do cidadão Carrazerense e/ou Carrazerado.

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Artigo 1º - Considera-se 'Carrazerense e/ou Carrazerado', para os efeitos desta Lei, todo e qualquer cidadão que se encontre em pelo menos uma das seguintes situações:

a. Ser nascido em território do Município de Cajazeiras/PB (Incluindo: Serra da Arara, Cacaré, Boqueirão, Catolé, Côcos, São José, Serraria e outros)
b. Ter residido em Cajazeiras/PB por período de uns 2 ou 3 anos, clandestinamente ou não;
c. Ser filho (a) de pai ou mãe carrazerense com pulso suficiente para incutir-lhe características típicas do 'caba-macho' e 'mulé macho'.

Parágrafo Único - Aos demais brasileiros e aos estrangeiros com residência permanente em 'Carrazera', se houver reciprocidade em favor de carrazerenses, se curtirem uma branquinha (caranguejo ou pitú) , lhes serão atribuídos os direitos inerentes ao carrazerense.

CAPÍTULO II
DOS DIREITOS

Artigo 2º - Todo carrazerense e carrazerado tem direito à água do açude Grande e sombra das cajazeiras , e a proteção do Cristo Rei.

Artigo 3º - Todo carrazerense tem o direito de escutar o seu forró na 'Rádio Pioneira' no último volume sem ser importunado por aqueles que teimam em dormir.

Artigo 4º - Todo carrazerense tem o direito de permanecer em casa em dias de chuva (quando chove!).

Parágrafo Único - O carrazerense pode retornar às suas atividades normais quando a temperatura do local estiver nos padrões vigentes do seu 'habitat' natural (algo em torno de 35º C).

Artigo 5º - Todo carrazerense tem direito a rir e a fazer piada em qualquer local, até mesmo em cemitérios e salas de aula, e em qualquer situação, inclusive barruada de motorista jumento (desculpas aos jumentos) e solenidades de enterro.

Parágrafo Único - O carrazerense e ou carrazerado pessimista e mal-humorado será sumariamente excomungado, expulso e expatriado.

Artigo 6º - Todo carrazerense deve ser reconhecido não somente pela sua privilegiada cabeça mas também pela sua coragem, determinação, dedicação e senso de superação.

Artigo 7º - Todo carrazerense tem o direito de migrar para qualquer parte do país ou do mundo sem ser chamado de 'paraíba' ou 'baiano'.

Parágrafo Único - O termo a ser usado como tratamento de carrazerense, além do já tradicional 'carrazerense', é : 'Caba Macho' pros home e Mulé Macho prás muiés .'Caba da Peste' também pode ser usado, em casos excepcionais.

CAPÍTULO III
DOS DEVERES

Artigo 8º - Todo carrazerense tem o dever de divulgar o linguajar típico de sua região.

Parágrafo Único - O carrazerense, deve estimular o uso de expressões como: 'bichim', 'vixe Maria', 'seu minino', 'queima raparigal', 'arrocha o nó', 'joga no mato', 'priquita queimada' e outras do gênero.

Artigo 9º - O carrazerense, deve de receber em sua casa qualquer cidadão, independentemente de procedência, sexo, raça, religião ou time de coração, e tratá-lo com a hospitalidade típica do povo da terra do "Pade Rulim".

Parágrafo 1º - O carrazerense, deve servir, de preferencia, aos seus hóspedes somente comidas típicas da Região, tais como: buchada de bode, rubacão de feijão de corda,' mucunzá' com 'toicim' dentro, farofa, tapioca ,' macaxera', 'jirmum' caboclo e como sobremesa: espécie de 'gigilim' ou 'choriço'. Tomando as devidas precauções para que, sob qualquer hipótese, ele não deixe sua residência de bucho seco.

Parágrafo 2º - Em caso de desentendimento grave com o hóspede, o carrazerense não deve abandonar a sua casa em prol do visitante, até que se resolva a arenga.

Artigo 10º - O uso de rede é obrigatório ao cidadão carrazerense, mesmo aos que tenham posses.

Parágrafo 1º - O uso de pinico é permitido em caso de o banheiro situar-se distante do local da rede.

Parágrafo 2º - A rede pode ser utilizada por mais de um carrazerense, desde que a pesagem total dos ocupantes não ultrapasse 2 (dois) e um dos dois seja 'cobertor de oreia'

Parágrafo 3º - Aceita-se que o carrazerense não tenha cama em casa, mas é inaceitável a falta dos armadores de rede.

Artigo 11º - Todo carrazerense deve lavar a sua honra em caso de ofensa ou destrato oriundos de terceiros, não engolindo desaforo.

Parágrafo Único - Para cumprir o disposto neste artigo, o carrazerense pode utilizar-se de qualquer artifício, inclusive tabefe, cocorote, cascudo, puxavante de cabelo, pedrada de baladeira e até peixeira em último caso.

Artigo 12º - Todo carrazerense deve ter no mínimo cinco filhos, permitindo assim a natural preservação da espécie.

Parágrafo 1º - Fica o carrazerense proibido de se 'destemperar' com o aumento da prole, sendo-lhe facultado rezar a N. Sra. de Fátima e lembrar de um ditado típico da Região: 'Onde come um, come dez'.

Parágrafo 2º - O carrazerense deve manter a tradição de ser criativo na escolha dos nomes da 'fiarada', e até mesmo aceitar a ajuda dos vizinhos para tanto. No mínimo, a prole deve ter nomes combinando, de preferência começando com a mesma letra ou com sufixo igual, (ex: Cleudimar, Rubismar, Nilmar, Lirismar), nomes compostos e ainda nomes de santos, pra num perder o costume.

Artigo 13º - Revoga-se qualquer disposição contrária ao disposto nesta lei, podendo ser copiada e divulgada a todos.

Linda música sob a regência de André Rieu!


Sugestão de Rafael Holanda

Concerto com o Coral Gospel do Harlem, multiracial, regido pelo André Rieu, cantando o clássico "I will follow Him", do filme "Sister Act" (Mudança de Hábito), estrelado por Whoopi Goldberg, em 1992.

A composição, de 1963, é de Paul Mauriat e Franck Pourcel, outro grande maestro, sob o pseudônimo J.W. Stole, tendo sido cantada pela primeira vez por Litlle Peggy March.

O menino de Leitão tá que tá!

Collor abraça eleitor paraibano:Roosevelt Leitão um cajabrasiliense
por Victor Paiva

Fernando Collor e Roosevelt Leitão

Registro: A foto é do competente assessor parlamentar, cajazeirense Rooselvelt Leitão, que é testemunha ocular dos acontecimentos políticos envolvendo paraibanos na Capital do Poder.

Leitão já trabalhou com vários deputados federais, entre eles Edme TavaresArmando Abílio, Ronaldo Cunha Lima. Atualmente é assessor do senador Cícero Lucena. Também já foi assessor especial do Governo da Paraíba em Brasília.

Conhece bem os corredores do Congresso Nacional. Na sua caminhada encontrou o ex-presidente da República, senador Fernando Collor, e não perdeu a oportunidade de abraça-lo e recordar momentos da sua pré-campanha rumo ao Planalto. "Quando poucos acreditavam, vesti uma camisa e fui ao Pavilhão do Parque para apoiá-lo na pré-campanha".

Registrado!

Faça o bem. Respeite os outros. Tenha humildade. Seja humano.

Não plante a maldade!

Nunca se esbalde com a desgraça alheia e nem seja capaz de fazer, mesmo mediante a um ódio intrínseco, propagação do tipo leviana em decorrência de sofrimentos de outros.

Saiba que a vida é uma malha que se comunica por meios de estradas que vão e voltam e nunca é uma reta, pois os males que desejas a alguém com certeza lhe serão entregues como presente na primeira oportunidade.

Quando guardares dentro da mala do teu pensamento uma expressão que possa ferir, a quem chamas de inimigo, com certeza os adjetivos escolhidos caberão dentro do seu caminho, quando menos esperas.

Quando alguém está ferido, necessita de ajuda quer seja através de orações ou um telefonema que é capaz de desmoronar a barreira que existia entre aquele que se posta à dor e aquele que se achava ferido.

O direito de alguém que perturbou o seu trajeto merece ser reavaliado num momento de extrema miséria, não jogue o pão no lixo quando deveria matar uma fome, e não se exclua de uma tristeza quando há lágrimas para chorar.

Deus na sua infinita bondade, apenas nos mostrou o lado puro que é o amor, mas por nossos atos criamos as nossas próprias manobras, com instinto principal de sentir até que ponto o homem consegue suportar sofrimentos.

Alegamos não estar em casa quando alguém lhe bate a porta excluímos dos nossos pensamentos sem buscar uma resposta a uma aflição, não lamentamos que na periferia alguém morresse no frio, se curva na fome.

Há na realidade miséria em cada canto que a nossa visão possa alcançar, alguns trazem as suas dores que são visíveis em seus olhos, outros se encontram entre paredes, sem contacto, sem vida na mais profunda solidão.

Deixem que o sossego da dor se acalme, não tente inventar histórias para que lá na frente haja sempre alguém para rir, as tristezas alheias podem correr estradas, e nas respostas, o seu caminho saia de tudo isso como apenas o ferido.

Quando o canto da lágrima for composto por letras que voam e são mentirosas, quando tudo que ouvir não tiver base legal para propagar seja o silêncio da bondade para o vento não leve adiante a vontade de matar alguém.

Nas grandes calamidades se transforme em bondade. São nestes infortúnios discretos e ocultos que o seu direito de exercer a arte de servir passa a ser descoberta, sem que alguém continue esperar pela assistência.

Hoje não se admite estes instintos selvagens, hoje nós estamos na arte mais bela do perdoar, de encantar e abortar o ódio, pois a vingança é uma inspiração das mais funestas, quando se tem por companheiras a falsidade e a baixeza.

É hora da piedade universal, de saber onde o grito de desespero se esconde e tratar de encontrar, de lembrar que na porta do céu, apenas existe uma maneira de entrar, e esta,com certeza, não é larga para as maldades.

Dr. Rafael Holanda
    Médico

Tarde de sábado, em Cajazeiras. Sol, música e cerveja gelada. Os amigos se divertem!

Roda de Samba em Cajazeiras. Meus amigos Alberto da Telpa, Nêgo Riba e Galego BillyGancho. Sábado de alegria fraterna.

Sérgio Sampaio (com participação de Raul Seixas). Viajei de Trem. Para Otacílio Trajano e os Águias de Pombal!

Mais carga tributária, menos investimentos. Já, já, esta relação cobrará o seu efeito!

Só 9% da alta da arrecadação é usada para investimentos

Nos últimos 15 anos, maior parte dos recursos extras cobriu gastos e salários públicos

A cada R$ 100 a mais na receita, R$ 8,6 foram para escolas, hospitais e obras, por exemplo, no período de 1995 a 2010

ÉRICA FRAGA
Folha de São Paulo

Uma fatia pequena do aumento expressivo da carga tributária ocorrido desde meados da década de 90 se traduziu em novos investimentos públicos no Brasil.

De cada R$ 100 a mais em impostos arrecadados entre 1995 e 2010, apenas R$ 8,6 foram direcionados para elevar investimentos feitos pelo governo, como construção de escolas e hospitais, ampliação de portos e aeroportos e melhorias em estradas. A conta é do economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central.

A elevação significativa da carga tributária nos últimos anos serviu principalmente para sustentar o aumento dos gastos correntes do governo, que incluem benefícios sociais e salários de funcionários públicos. "Nós aumentamos a carga tributária para gastar mais", afirma Schwartsman.

Os investimentos da chamada administração direta (incluindo governos federal, estaduais e municipais) cresceram R$ 56,9 bilhões entre 1995 e 2010, descontada a inflação. Esse aumento equivale a 8,6% dos R$ 661,6 bilhões a mais arrecadados. "O governo está tomando muitos recursos sob a forma de impostos e retribuindo muito pouco em investimentos", diz o economista Marcelo Moura, do Insper.

Moura ressalta que, em 2010, quase metade das despesas do governo federal foi direcionada a gastos sociais (como os programas de transferências de renda e a previdência social). Outros 25% cobriram gastos com servidores públicos e 6,8% se converteram em investimentos.

Segundo especialistas, essa divisão de gastos reflete, em parte, o fato de que a Constituição de 1988 amarrou parcela significativa do gasto público a despesas sociais, incluindo o regime de aposentadorias.

O foco na área social aumentou com os programas de transferência de renda adotados no governo FHC e ampliados na gestão Lula. Segundo o economista Mansueto Almeida, do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), nesse contexto, a política de valorização do salário mínimo -a qual muitos gastos estão atrelados- tem contribuído para elevar despesas do governo. "Isso acaba limitando o espaço para aumentar investimentos", afirma Almeida.

No segundo mandato de Lula, houve uma recuperação do investimento público. Segundo estimativas do economista Sergio Gobetti, secretário-adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, os investimentos da administração direta passaram de 1,66% do PIB em 2005 para 2,86% em 2010.

Mas, em 2011, os investimentos públicos voltaram a ser reduzidos para aumentar a fatia de recursos economizados para pagar juros da dívida (superávit primário).

Segundo especialistas, a estrutura do gasto público brasileiro limita o crescimento econômico do país. Schwartsman ressalta que é necessário aumentar o nível de investimentos -principalmente em infraestrutura para elevar a capacidade da economia se expandir sem que haja pressões extras sobre a inflação.

O difícil, segundo especialistas, é encontrar espaço para investir mais. Uma aposta do governo, segundo a Folha apurou, é que o aumento da renda do setor público com petróleo e mineração -em consequência de maior produção e possíveis ajustes de tributação - venha a ser usado para aumentar investimentos. Outra solução seria mudar a fórmula de reajuste do salário mínimo de forma a garantir aumentos acima da inflação, mas evitar situações como a de 2012, quando a elevação prevista é de aproximadamente 14%.

Isso ajudaria a limitar o crescimento dos gastos correntes do governo. Mas analistas e técnicos da equipe econômica acreditam que essa solução é inviável no curto prazo porque acarretaria um custo político grande.

A mulher de Ulisses Guimarães expõe bastidores de sua movimentada vida com políticos. Vejam o 2º capítulo.

Especial
Histórias de Mora: 'Ulysses respirava Tancredo'

Jorge Bastos Moreno

BRASÍLIA - Como eu disse na apresentação, casei-me com Ulysses em 1956, quando ele era presidente da Câmara dos Deputados. O casamento foi muito simples, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo. Não vou dizer que eu estava linda, mas, como noiva de segunda núpcias, não fiz feio. Confesso que sempre fui vaidosa. Minha avó me ensinava a ser caprichosa. Além do mais, não sei se já disse a vocês, fui educada no rígido Colégio Santa Marcelina, o mais conservador da época. Eu só andava arrumada.

Tancredo Neves e Ulysses Guimarães no Congresso durante a votação da Emenda Dante de Oliveira. 25/04/1984 Foto: Arquivo O Globo

Lembro-me, até hoje, do meu casamento. Eu estava com um vestido cinza muito bonito. E com um colar de pérolas, acho que o mesmo da reunião com os governadores do PMDB. Se você perguntar a Ulysses, ele vai dizer que me casei de vermelho. Meu marido sempre teve uma obsessão com vermelho. Certa vez, numa entrevista aqui mesmo, ele disse uma coisa pouco refinada para o meu gosto:

- Adoro vermelho. Se fosse mulher, só andava com vestido vermelho ou com uma rosa vermelha na bunda!

Ulysses era muito refinado, mas, de vez em quando, dava umas derrapadas. Nessas horas, eu o advertia sempre com a frase que ouvi da Lygia Fagundes Telles na televisão: "Tenho horror à vulgaridade!" E ele se continha.

Enfim, casada, mudei com meus dois filhos de um pequeno apartamento do Leme para um suntuoso apartamento no 9 andar do número 2.364, hoje edifício Parnaíba, na Avenida Atlântica, em Copacabana. No edifício moravam também o presidente do Senado, Nereu Ramos, no 8, e o senador Auro Moura Andrade, no 2.



Nereu tinha acabado de deixar a Presidência da República, completando o mandato de Vargas. Dois anos depois, morreu num acidente da Cruzeiro do Sul. Ulysses e eu ficamos muito chocados com a sua morte.

E o Moura Andrade, vocês o conhecem de voz. É a voz mais conhecida da História. Como presidente do Senado, em 61, após a leitura da carta-renúncia de Jango, celebrizou: "Declaro vaga a cadeira de presidente da República."

Lembraram-se agora do vozeirão? Por conta disso, Moura Andrade ganhou o apelido de "uma voz à procura de uma ideia". Mas ele, contava Ulysses, teve participação decisiva, logo em seguida, naquele parlamentarismo de araque que garantiu João Goulart na Presidência da República.

Imaginem, eu, uma pacata viúva paulista, dando uma guinada daquelas e passando a conviver com toda aquela gente importante, naquele edifício badalado, que tinha uma enorme faixa privativa para aqueles Cadillacs importados? Mudei radicalmente de vida.

Mas o Auro Moura Andrade, realmente, teve um papel tão grande na mudança de regime que até quiseram fazer dele o primeiro-ministro, desde que deixasse nas mãos de Goulart uma carta-renúncia assinada. Ele não topou, claro, e quem acabou sendo escolhido foi o homem a quem Ulysses chamava pelo nome completo, todas as vezes em que aprontava alguma coisa: "Doutor Tancredo de Almeida Neves". Até a Geralda, minha cozinheira da vida toda, quando se aborrecia por qualquer coisa, murmurava pelos cantos: "Doutor Tancredo de Almeida Neves".

Tancredo Neves morreu achando que Ulysses o traiu em três grandes momentos da sua vida. Os outros, conto depois. Fiquemos só no primeiro, por enquanto. O PSD, a quem cabia a indicação do primeiro-ministro, apresentou três candidatos, e Tancredo, mesmo tendo sido o escolhido, acusou Ulysses de não ter votado nele.

Depois, no seu curto governo, criou um ministério - o da Indústria e Comércio - só para acomodar Ulysses. Políticos, vá entendê-los! É por isso que Ulysses sempre ensinava aos novos:

- Nunca traga suas desavenças para casa. O sujeito a quem você xinga de mau-caráter, na mesa de almoço da família, poderá ser elogiado por você no jantar do mesmo dia. E quem, para a sua família, acaba sendo o mau-caráter é você.

Politicamente falando, Tancredo Neves foi o homem da vida de Ulysses. Foi o seu maior contraponto, ao mesmo tempo em que foi seu grande amigo também. Meu marido costumava falar que mulher de político é "viúva de marido vivo". Eu replicava brincando que, desde que Tancredo entrou nas nossas vidas, passei a ser apenas "amante do deputado Ulysses Guimarães", e a esposa, um certo doutor Tancredo de Almeida Neves. Ulysses respirava Tancredo, acordava Tancredo, dormia Tancredo.

Quando Tancredo morreu, muito de Ulysses foi com ele. Foi nítida a transformação de meu marido. Ulysses passou a ter depressão, uma doença que mais tarde o levou a afastar-se da política. Ele perdera a sua principal referência na política. Ulysses, na sessão de homenagem ao presidente morto sem tomar posse, fez, em discurso, a mais bela declaração de amor que já vi um político fazer a outro:

- Eu admirava Tancredo. Eu amava Tancredo. Eu temia Tancredo.

Até hoje, fico arrepiada ao lembrar-me disso. Claro que cobrei dele, em brincadeira:

- Será que, quando eu morrer, vou merecer uma declaração de amor dessas?

Ulysses, a quem Jânio Quadros chamava de "O prosador das Arcadas", por ter editado um livro de poesias dos estudantes do Largo São Francisco, respondeu-me:

- Você merecerá a maior homenagem que um homem pode prestar à amada: morrer com ela.

Mas não é de Tancredo que quero falar hoje. Com o golpe de 64, os partidos foram extintos, e surgiram o MDB e a Arena. Vice-presidente do partido de oposição, Ulysses assume o comando do MDB em 71, com a renúncia do general Oscar Passos. Institucionalmente, passa a conviver com o presidente da Arena, Filinto Müller, seu ex-colega de PSD e ex-chefe da Polícia de Vargas.

Ulysses nunca se deu bem com os presidentes que se sucederam nos comandos dos partidos da ditadura, a não ser com Filinto. Petrônio Portela? Ulysses debochava da sua empáfia. E, também, não será aqui nos nossos encontros que deixarei de ser sincera: os paulistas sempre tiveram preconceitos contra os nordestinos. E Petrônio Portela, a estrela civil da ditadura, era do Piauí.

Muito do que Sarney passou, por exemplo, deve-se a esse preconceito paulista. Não estou querendo justificar os erros do governo dele. Mas não foi fácil para o Sarney enfrentar a paulistada.



Voltando a Filinto Müller, meu marido acabou se tornando confidente dele. Ulysses chegava a casa, em São Paulo, contando as histórias que ouvia de Filinto. Chamavam-lhe muito a atenção os braços enormes daquele homem de quase dois metros de altura.

Ulysses considerava Filinto exageradamente paranoico. Ele tinha medo, pavor, de morrer assassinado em emboscada ou sabotagem. Em Cuiabá, sua terra Natal, sentia-se mais seguro hospedado no Hotel Centro-América, no centro da cidade, do que na casa da família. Em Brasília, protegia-se exageradamente.

Uns dois meses, ou menos que isso, da morte de Filinto, Ulysses chegando a casa:

- Mora, paranoia pega? Eu, que sou líder da oposição ao Médici, nunca tive a paranoia do Filinto. Mas, hoje, o avião balançou tanto que, pela primeira vez, pensei bobagem.


- Você acha que, para se livrarem de você, os militares matariam um avião cheio de inocentes? Só em filme!


- Ou na cabeça do Filinto - completou meu marido, concordando que estava ficando sugestionado com as histórias do senador.

Dias antes do acidente de Orly, que matou Filinto e mais 121 pessoas, entre as quais sua mulher, Consuelo, e o neto Pedro, foi a minha vez de ter um sonho esquisito. Acordei Ulysses:

- Tive um sonho esquisito. Você fazendo um curto discurso numa solenidade oficial. E, ao seu lado, Petrônio Portela, não Filinto.

Ulysses nem deu bola. O impacto daquele acidente, no qual morreram outras pessoas famosas, foi tão grande que não percebi o meu sonho transformando-se em realidade: Ulysses, no Salão Negro do Congresso, fazendo um discurso curto e formal ao lado do corpo do presidente do Senado, Filinto Müller.

Só vim a me lembrar desse sonho 12 anos depois, na última aprontação do doutor Tancredo de Almeida Neves, depois do esforço enorme do país para elegê-lo presidente da República, quando, já anoitecendo, Ulysses despediu-se dele ao pé do seu túmulo.

Protesto moderno! Vai ter um destes em Cajazeiras. A revolta é grande. O governador mandou que Dedezin e Bocão dessem expediente na repartição!

Ativistas ucranianas do grupo feminista Femen, protestam de topless e com cartazes em frente à casa do ex-chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em Paris, na França. Ele é o que foi acusado de estuprar a camareira de hotel, nos Estados Unidos.








Nossa homenagem ao ídolo e maior jogador de Cajazeiras em todos os tempos! Perpétuo vive!

 
Perpetúo Correia Lima
Reudesman Lopes

Pouco vai se apagando o brilho desses olhos que foram vivos e faiscavam como as estrelas. Você foi uma espécie de gênio arrastado da terra, suas feições e gestos serão sempre inconfundíveis e já se perpetuaram na memória daqueles que te conheceram, justo, pelo afeto e admiração que tanto dedicavas a todos os teus amigos e familiares. Ontem à noite vi no firmamento pontilhado de estrelas que se apagavam pouco a pouco a luz dos teus olhos.

Mesmo sabendo que ele não pode vê-la nem ouvi-la, presto esta homenagem: “tu nunca morrerás para nós, és um rochedo para teus amigos e amor para teus familiares, eternamente”.

Neste domingo, dia 30 de outubro, serão completados 34 anos do falecimento de Perpetúo Correia Lima ocorrido no ano de 1977.

Cajazeiras continua a guardar a memória de Perpetúo, mesmo porque ele foi em vida um embaixador do nosso futebol e da sua terra e neste entendimento é que as homenagens feitas ao craque são justas e merecidas a quem com a bola nos pés soube honrar a terra do Padre Rolim, tornando-a ainda muito mais conhecida e reconhecida Brasil afora.

Reudesman Lopes - reudesman@bol.com.br
Professor da UFCG de Educação Física, Comentarista Esportivo da Rádio Alto Piranhas e Colunista Esportivo do Jornal Gazeta do Alto Piranhas

O Cristo Rei novo, sem antenas feiosas, em Cajazeiras. Vai ficar lindo!

É só tirar as antenas e veremos o Cristo Rei no seu esplendor!

Quem quer dinheiro? Ôeiiiiiiiiii!!

Por Josias de Souza

A diretoria da Caixa Econômica Federal retoma nesta segunda (31), a análise sobre o novo aporte de recursos públicos no banco PanAmericano.

Conforme noticiado aqui, na sexta-feira (28), a Caixa analisa a hipótese de empurrar para dentro do balanço da ex-casa bancaria de Silvio Santos mais R$ 340 milhões.

O PanAmericano pede mais de R$ 600 milhões. A diferença seria provida pelo BTG Pactual, que entrou na sociedade em janeiro, ao comprar a parte do dono do Baú.

Travado longe dos holofotes, o debate tornou-se uma corrida contra o relógio. O PanAmericano terá de apresentar seus resultados agora, no início de novembro.

Sem as novas injeçõe$, pode vir à luz um patrimônio líquido precário, abaixo dos patamares mínimos exigidos pelo Banco Central.

A encrenca ressurge num instante em que a Polícia Federal abre na investigação sobre o rombo do PanAmericano uma picada política.

Em artigo levado à página 2 da Folha, o repórter Melchiades Filho provê um bom resumo sobre os novos rumos do inquérito policial.

O título é sugestivo: “O Outo do Pan”. A leitura, instrutiva. Vai abaixo o texto de Melchiades:


“Se a queda em série de ministros acusados de corrupção já provoca uma autocrítica sobre o arranjo partidário herdado por Dilma Rousseff, imagine o que acontecerá se esclarecidas as fraudes e a matriz política do socorro ao banco PanAmericano, o episódio mais nebuloso do ocaso da era Lula.

Ninguém do governo, atual ou anterior, explicou de modo convincente por que, no final de 2009, o Planalto autorizou a injeção de R$ 740 milhões de dinheiro público num banco para lá de encrencado.

A rigor, ninguém nem tentou explicar, na expectativa de que o silêncio ajudasse a circunscrever o caso às áreas técnicas da Caixa Econômica Federal, de onde partiram os recursos, e do Banco Central.
O roteiro mudou, porém, após a Folha publicar o conteúdo de e-mails interceptados pela polícia ao apurar o rombo de R$ 4,3 bilhões.
Os diálogos confirmaram o imaginado: os executivos inflavam balanços financeiros e maquiavam dados de clientes, com o objetivo de engabelar a fiscalização.

Mas os e-mails produziram uma extraordinária revelação: o banco serviu de base a um esquema de desvio de dinheiro para políticos.Nas mensagens, diretores festejam ‘a ajuda dos amigos’ do governo Lula -uma teia de influência que ‘deixou boquiaberto’ Silvio Santos, o dono do PanAmericano.

Mencionam, entre outros, Guido Mantega (Fazenda) e os ex-ministros Luiz Gushiken e Antonio Palocci. Discutem o acesso a fundos de pensão, doações a partidos e a pressão para empregar gente do Planalto.

Ao menos R$ 100 milhões evaporaram -para o bolso dos executivos e para o caixa dois eleitoral.

Diante do noticiado, a polícia não teve opção senão a de abrir inquéritos específicos. O potencial de dano é similar ao da Castelo de Areia, investigação que aterrorizou palácios e empresas até ser convenientemente engavetada pelo Judiciário.”

As manchetes de jornais brasileiros, nesta segunda.


- Globo: Dilma suspende repasses a ONGs e ordena devassa

- JornaldoBrasil (Online): Suspensão de repasse de verbas a ONGs é oficializado

- Folha: Governo só investe 9% do aumento de impostos

- Estadão: Dilma suspende pagamento a ONGs e manda rever contratos

- CorreioBraziliense: Vem aí bafômetro que pega bêbado de longe

- Valor: Falta de estrutura trava licenciamento ambiental

- Estado de Minas: Morte S/A - Máfia lucra com golpe do seguro obrigatório

- Jornal do Commercio: Um mundo de 7 bilhões

- Zero Hora: Guerra sobre duas rodas - Massacre em motos põe em debate revisão de lei

- O Sul: Dilma suspende por 30 dias pagamento a ONGs

- O Povo: Dilma suspende todos os convênios por 30 dias

domingo, 30 de outubro de 2011

Zeca Pagodinho com uma bela barriga de cerveja! Respeitável!

Zeca Pagodinho se diverte na praia com barrigão de fora

Cantor curtiu a companhia dos amigos e da famosa cervejinha neste domingo (30)
Do R7

Deixa a vida me levar! Zeca Pagodinho aproveita a companhia dos amigos neste domingo (30)

Brasília vista de cima. Brasília é linda, mas o melhor de Brasília são os cajazeirenses e cajazeirados de lá!

Já sabe, pessoal: aqui, Lula tem e merece a nossa solidariedade, neste momento. Vamos respeitar e orar!


Sob anonimato, brasileiro não é solidário no câncer
Por Xico Sá

É, tio Nelson, o brasileiro, quando protegido pelo anonimato, não é solidário nem no câncer.

E não estamos batucando na tecla e no lengalenga do politicamente correto. Corta essa.

O brasileiro não é solidário nem no câncer em muitas ocasiões.

É o que vemos nos comentários de blogs e redes sociais agora em relação à doença do ex-presidente Lula.

Nas ruas, nas famílias e na missa de corpo presente, ainda vale a comoção, a compaixão, piedade e outros sentimentos.

Sob o capa de um anônimo e furioso Batman, o ataque dos comentaristas é fulminante, a doença vira metáfora para o desabafo e a ira política dos fundamentalistas que enfrentam diuturnamente o lulismo-petista.

“Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta com o esgoto de ressentimento e da ignorância”, escreveu Gilberto Dimenstein, espantado com as manifestações recebidas na caixa de comentários da sua coluna aqui na Folha.com.

Vasculhando as caixas postais de vários blogs e colunas que trataram sobre o assunto, observamos que não é um caso isolado. É tendência. Tem, mas está faltando a referida solidariedade.

Agora vemos o personagem Edgar, da peça “Bonitinha mas ordinária”, do tio Nelson Rodrigues, salivando, obsessivo, atribuindo a sentença ao Otto Lara Resende: ”O mineiro só é solidário no câncer.”

O mineiro aqui entra como parte pelo todo, claro, mas deixemos o próprio canalha Edgar com o verbo, de novo:

“Mas olha a sutileza, não é bem o mineiro, ou não é só o mineiro. É o homem, o ser humano. Eu, o senhor ou qualquer um, só é solidário no câncer. Compreendeu?”

É, tio Nelson, este último reduto da solidariedade está indo para o saco. Pelo menos no baile de mascarados da internet.

Carpenters. Close to you! Rostos colados. Emoção. 'Chega doía'!

Ainda bem que os crimes prescreveram, mas o tal de Rafael Holanda era um pedaço de 'caba rim'!


Rafael Holanda, um poço de memórias boas de nossa Cajazeiras!

Caro Dirceu
Dando continuidade ao crescimento do meu mundo na infância...


O perigo maior era ir da praça da matriz para padaria de Zeca, sogro de Toinho Bibiano, um gentleman formado na estrebaria de Sorbonne;

Ter que ir de casa para buscar um xarope brandão para curar a tosse dos meus irmãos na farmacia de Donato Pereira;

Ter que avisar a a parteira que mãe estava para ter  mais um menino e ficava encostada a casa de Chico Correia;

Ir a casa da enfermeira Isabel para tomar uma injeção;

Passar por frente a casa de Araken que vivia sempre etilizado, mas pintava como ninguém;

Buscar um pedaço de chita no armazem Pernabucana  sob gerência de Leitão;

Arriscar encontrar pelo caminho Zé bonitinho ou ferrolho e passar próximo a bodega de Cheirinho;

Ter que ir ao consultorio de Dr. Dingo para ajeitar os dentes, ou apanhar meio quilo de açucar na mercearia de Antonio Mendes;



Procurar Damião na Praça dos Carros para levar alguém em seu jeep no Hospital;
 

Ir ao açougue para apanhar a carne na tarimba de Zé Palmeira ou comprar querosene na mercearia de Seu Saraiva.

Chegar as cercanias da sorveteira gerenciado por Pedro, onde eu e Marcelo Holanda, meu irmão, fizemos uma forma de picolé de mijo;


Se juntar com Pindoba, Ari Baitola, Cara de Cu, Cara de Pica, Dedé Tolete Fino, Dedé Bundão misturado a santidade de Zé Pedro com Paulo Antonio para perturbar na matriz o monsenhor Abdon na hora do Ângelo.  E ter a certeza que nemhum castigo nos seria atingido.

E no dia de finados fazer bolas com a vela derretida para atirar nos que buscavam o conforto nos tumulos de parentes.

Tudo isso faz com que quem era do meu tempo retorne ao tempo e conte sua história.

Rafael Holanda

Aconteceu. De novo!

E vazamento das questões da prova do ENEM é novidade???

Enviada por Marcos Diniz

Segure a onda! Vai doer!

 
Arte de Natalia Gontcharova

SACOLEIROS DO DIVÓRCIO
Por Fabrício Carpinejar

Eram separados recentes. Mariana e Renato já tinham atravessado o apocalipse do primeiro mês, momento crítico em que se torce deslavadamente para a tragédia do ex. (Torcer é um eufemismo, rezava-se para que o divórcio logo se transformasse em viuvez. Quem passou pela fossa sabe do que estou falando: o desejo 24 horas por dia para que o outro morra, desapareça da face da Terra, evapore da humanidade. E que seja uma morte retumbante, com ampla repercussão nas redes sociais, esmagado pelo Arco da Redenção, ou atropelado por uma bicicleta na ciclovia do Gasômetro).

Os dois curtiam a segunda fase da separação: a curiosidade do ódio, aquele período fundamental em que se paga por informações para descobrir como o nosso antigo par está reagindo ao luto. Mariana e Renato queriam porque queriam notícias, adoeciam de ansiedade para desvendar se o ex engatou um novo relacionamento e esqueceu o passado, mas não poderiam se telefonar. Soaria suspeito ligar para os amigos perguntando, ficaria muito na cara o interesse, representaria uma recaída. (Ansiedade não é o nome certo, talvez seja medo de que o ex seja feliz primeiro. Existe uma competição oculta entre os separados: quem sai mais nas baladas, quem emagrece mais, quem tem mais amigos no Facebook, mais seguidores no Twitter).

Ambos psicanalistas, lacanianos assumidos, Mariana e Renato não se sentiam à vontade usando a filha Marisa, de três anos, como garota de recados. Viviam criticando essa atitude, quando a criança é intermediária da crise, uma espécie de mula do tráfico amoroso, levando ofensas e indiretas entre os lares.

Mas Mariana e Renato encontraram um modo inteligente de se comunicar: as sacolas das lojas. A filhota chegou para dormir na casa do pai com os pertences numa sacolinha de caríssima loja feminina de sapatos, onde cada par não custava menos de R$ 500. Aquilo irritou o homem: “Eu sofrendo para pagar a pensão e ela gastando os olhos da cara”. Para quê?

Não deu outra: a filha voltou para a mãe com sacolinha de grife masculina. Mariana reparou na marca Armani e se enfureceu: “Comigo, ele vivia de abrigo molambento, velho, agora torra tudo o que não tem com terno, deve estar apaixonado por alguma piranha”.

A reação veio no final de semana seguinte. Providenciou que a filha visitasse o pai com uma sacola de free shop. Renato bufou: “Agora a cretina viaja ao Exterior! Ao meu lado, só íamos almoçar na sogra em Cachoeirinha”. Preparou a vingança mais do que perfeita, apareceu numa rede de lingerie para pedir uma sacola emprestada na maior cara de pau, comportou as coisinhas da filha lá dentro e teve sucesso. Sua desafeta predileta babou, esperneou e ralhou que não aguentava a provocação: “Ele nunca comprou um sutiã para mim, sequer conhece o número do meu peito, agora o pilantra distribui peças íntimas para suas namoradas”. Após sete dias, apelou de vez e pôs as roupinhas da menina numa bolsa plástica prateada e fosca, própria de sex shop.

Foi um golpe baixo. Renato perdeu a educação dos símbolos, pegou o telefone e rompeu o silêncio:

– Da próxima vez, pode mandar os objetos da nossa filha numa sacola que não seja de sacanagem?

– Por quê? Está com ciúme?
– pergunta Mariana.

– Não, imagina, deixa pra lá...E começava a terceira e última fase da separação: a hipocrisia, fingir que nada mais é importante.

Tim Maia. Sofre. É pra doer mesmo!

Texto de alta sensibilidade. Viva a vida!


Entrando nos sessenta

A reação de homens e mulheres ao passar dos anos é diferente? Depende. Da velhice, só escapa quem já morreu

RUTH DE AQUINO
revista Época

Como a mulher e o homem confrontam os 60 anos? O novo filme da diretora Julie Gavras, exibido na mostra internacional de São Paulo e com estreia prevista para 11 de novembro, trata de envelhecimento. De como esconder ou assumir a idade. Aos 60 você se sente maduro, curioso e sábio ou velho, amargo e ultrapassado? O título do filme no Brasil é assombrosamente ruim e apelativo: Late bloomers – O amor não tem fim. “Late bloomer” é uma expressão inglesa que denomina quem amadureceu tardiamente. Em francês, a tradução do título é clara e objetiva: Trois fois vingt ans (Três vezes 20 anos). Uma conta básica de multiplicação mostra que você já viveu bastante. Um dia teve 20 anos. Também comemorou ou receou os 40. E agora, aos 60, passa para o time dos velhos. Ou não?

Isabella Rossellini (Mary) e William Hurt (Adam) fazem o casal protagonista. Devido a um súbito lapso de memória, a mulher, professora universitária, percebe que envelheceu e toma medidas concretas em casa. Aumenta o tamanho dos números no aparelho de telefone, coloca barras na banheira para o casal não escorregar. O homem, arquiteto famoso, se recusa a se imaginar velho, passa a conviver só com jovens e a se vestir como eles. Ela faz hidroginástica, mas se sente fora d’água, organiza reuniões com idosas e mergulha em trabalhos voluntários. Ele vai para o bar, bebe energéticos e vira a noite. Cada um se apega a sua visão de como envelhecer melhor, sem concessões. Ambos acabam tendo casos extraconjugais. Há nos dois um desespero parecido. Mary exagera na consciência da proximidade da morte. E Adam exagera na negação. Depois de décadas de amor sólido, com os três filhos fora de casa e já com netos, o casal se vê prestes a engrossar as estatísticas dos divorciados após os 60 anos, ao descobrir que se tornaram estranhos e por isso ficam melhor sozinhos e livres. O filme é uma comédia romântica para a idade avançada, um gênero quase inexistente.

Julie Gavras não encontrou nenhuma atriz francesa que assumisse com humor os dilemas de uma sexagenária. “Precisava de alguém com a idade certa, mas que não tivesse feito cirurgia plástica”, diz Julie. “Isabella foi perfeita porque entende que, quanto mais velha fica, mais liberdade tem.” Na França, diz a cineasta, “a idade é uma questão delicada para a mulher”. No Brasil, que cultua a juventude feminina como moeda de troca, é mais ainda. Isabella, um dos rostos mais lindos do cinema, disse ter adorado fazer um filme sobre envelhecimento: “São tão poucos e tão dramáticos. E minha experiência tem sido pouco dramática, aliás bem cômica às vezes. Mulheres envelhecendo são vistas como uma tragédia e foi preciso uma cineasta mulher para ver diferente”.

Homens e mulheres reagem de maneira desigual à passagem dos anos? É arriscado generalizar. Depende de cada um. Compreendo que mulheres de 60 sintam mais necessidade de parecer jovens e desejáveis – mas alguns homens idosos se submetem a riscos para continuar viris. A obsessão da juventude eterna criou um grupo de deformadas que se sujeitam a uma cirurgia plástica por ano e perdem suas expressões. Mas também fez surgir outro tipo de sexagenárias, genuinamente mais belas, mais em forma, mais a tivas e saudáveis enfim.

“As mulheres nessa idade querem aproveitar o mundo, viajar, passear, dançar, ver filmes e peças, fazer cursos. Os homens querem ficar em casa, curtir a família, os netos”, afirma a antropóloga Mirian Goldenberg, que acaba de publicar um livro sobre a travessia dos 60. “Elas se cuidam mais, eles bebem mais. Elas vão a médicos, fazem ginástica, eles engordam, gostam do chopinho com amigos ou sozinhos. Elas envelhecem melhor, apesar do mito de que o homem envelhece melhor. Muitas me dizem: "Pela primeira vez na vida posso ser eu mesma’.”

Da velhice ninguém escapa, a não ser que a morte o resgate antes. Cada um lida com ela de forma pessoal e intransferível. O escritor Philip Roth, aos 78 anos, diz que “a velhice não é uma batalha; é um massacre”. Mas produz compulsivamente. Woody Allen, de 75 anos, dirige um filme por ano, mas acha que não há romantismo na velhice: “ Você não ganha sabedoria, você se deteriora”. Para Clint Eastwood, de 81 anos, que ficou bem mais inteligente e charmoso com a idade, envelhecer foi uma libertação: “Quando era jovem, era mais estressado. Me sinto muito mais livre hoje. Os 60 e 70 podem ser os melhores anos, desde que você mude ou evolua”.

Prefiro acreditar em Eastwood. Por mais que a sociedade estabeleça como idoso quem tem acima de 60, a tendência é empurrar o calendário para a frente. Hoje, para os sessentões, velho é quem tem mais de 80. Os octogenários produtivos acham que velho é quem passou dos 90. No fim, velho mesmo é quem já morreu e não sabe.

Todo governo tem um ou mais desses!

Explicação

 

Foto 

O ministério anunciado por Juscelino Kubitschek descontentou os aliados, alguns porque não foram convidados ou pela presença de certas pessoas no novo governo. Pompeu de Souza, repórter do Diário Carioca, interpelou JK sobre Armando Falcão no Ministério da Justiça: “Logo ele?”

Reza a lenda que JK respondeu cochichando no ouvido do jornalista:

- Ora, Pompeu, todo governo deve ter seu próprio f.d.p.. Ele é o nosso...

Fonte:CláudioHumberto

Malcolm Roberts. O amor é tudo! Para os nossos candeeiristas apaixonados!

Ele, de novo!

Deputado do escândalo da cueca deve liderar bancada
Por Josias de Souza

Para o PT, o relógio é um aparelho movido a esquecimento.

A repórter Maria Lima conta que o deputado José Nobre Guimarães (PT-CE) deve virar líder da bancada petista na Câmara em fevereiro de 2012.

Guimarães é aquele parlamentar cujo assessor, José Adalberto Vieira da Silva, foi pilhado no aeroporto de São Paulo, em 2005, com dólares na cueca.

Nessa época, Guimarães, irmão do grão-petê José Genoino, era deputado estadual no Ceará. Hoje, é vice-líder do governo na Câmara.

A ascenção de Guimarães, agora na bica de virar líder do partido, mostra que o PT é, hoje, igualzinho ao que foi ontem. Não faz questão de melhorar.

As manchetes de jornais e revistas brasileiros, neste domingo.

 

- Globo: Crescimento faz Brasil viver nova onda de imigração

- JornaldoBrasil (Online): Partido da oposição também manifesta solidariedade

- Folha: Lula tem câncer na laringe e vai passar por quimioterapia

- Estadão: Europa tem prejuízo de € 2 trilhões e já fala em década perdida

- CorreioBraziliense: Lula começa amanhã luta contra o câncer

- Jornal do Commercio: Náutico faz a festa

- Zero Hora: Exames detectam câncer em Lula

- O Sul: Lula tem câncer na laringe e fará quimioterapia

- O Povo: Uma nova batalha para Lula

- Veja: Chegou o bebê nº 7 bilhões

- Época: A internet faz mal ao cérebro?

- IstoÉ: O esquema de Agnelo

- IstoÉ Dinheiro: Wikilieaks: Quem quebrou a fábrica de denúncias

- CartaCapital: "O empresário brasileiro não se arrisca"

- Exame: A fuga da Bolsa

sábado, 29 de outubro de 2011

Ainda é cedo, amor! Mal começaste a conhecer a vida...Canta, aí, Cartola!

Ana Carolina. Adeus, menina.

 

Conheci Ana Carolina de Gutemberg Cardoso e Larrúbia assim. Uma criança linda. Um futuro que se desenhava no sorriso de menina. Uma longa estrada. Muita vida a viver. Muito tempo a explorar.

Ana Carolina se trasnformou numa bela mulher e ainda tinha todo o tempo do mundo para completar-se em vida.

Nas dobras do destino, o infortúnio a acolheu. Deus a convocou, precocemente.

Os que ficam, especialmente, seus pais e famílias, vão trilhar a estrada da saudade. E vão se confortar, no incômodo da dor, com a solidariedade dos incontáveis amigos e na fé em Deus.

Ana Carolina é inesquecível!

Ana Carolina e o pai, Gutemberg Cardoso.

The Beatles. Something. Das melhores já feitas! Para Demar do Sax, Nêgo Riba e Nenen de Iraídes.

Todo melado, mas ganhou a luta! Dignidade, sempre!

 

Kitadai "borra" calças, provoca risos, mas vai à decisão
Bruno Doro
Em Guadalajara (México)
Uol

A semifinal dos ligeiros do judô nos Jogos Pan-Americanos teve uma cena inusitada neste sábado. O brasileiro Felipe Kitadai sofreu um "acidente" durante o combate com o norte-americano Aaron Kunihiro e acabou com as calças do quimono branco sujas. Ele teve um problema intestinal no meio do combate, causando a mancha marrom. O incidente, porém, não impediu a vitória: ele está na final dos 60 kg, contra o mexicano Nabor Castillo.

O episódio causou gargalhadas na equipe brasileira. O técnico brasileiro, Luiz Shinohara, ao passar pela área de jornalistas, não conseguia conter o riso. E Kitadai ainda foi avisado que seu quimono estava sujo por um membro da organização e confirmou a indisposição. Foi sua segunda luta na competição. Na primeira, usando o mesmo quimono branco, ele passou pelo venezuelano Javier Guedes, por ippon após imobilizar o rival.

Patrocínio público para shows pagos termina em problema! O Ministério Público e os Tribunais de Conta devem agir!

Promotoria investiga Jota Quest, Milton Nascimento e Ivete Sangalo
Serão apurados repasses da prefeitura de BH e do governo de Minas. Milton e Jota Quest apoiaram prefeito e governador em eleições

Denise Motta, iG Minas Gerais

A banda Jota Quest, o cantor Milton Nascimento e a cantora Ivete Sangalo receberam dinheiro da prefeitura de Belo Horizonte e do governo de Minas Gerais para shows e projetos culturais, sem licitação. Agora, esses repasses vão ser investigados pelo Ministério Público. O promotor Eduardo Nepomuceno de Sousa, da Defesa do Patrimônio Público, abriu investigação nesta quarta: "Os temas foram encaminhados para distribuição, nesta Promotoria de Justiça, nesta data, a fim de dar início à investigação", disse ele, em email ao iG.

Flausino e Nascimento apoiaram a eleição do governador Antonio Anastasia (PSDB), no ano passado, e do prefeito Marcio Lacerda (PSB), em 2008. Lacerda e Anastasia são aliados e pertencem ao grupo político do senador Aécio Neves. Ivete não participou da campanha, mas os repasses a ela também serão investigados. A prefeitura disse que não irá se manifestar sobre o assunto, pois ainda não recebeu uma notificação formal sobre a investigação do Ministério Público Estadual.

Nos três casos, eles receberam verbas públicas para shows pagos. Em São Paulo, por exemplo, a prefeitura e o governo do Estado patrocinam a Virada Cultural, mas os shows são gratuitos.
O Jota Quest e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, em julho deste ano: eles entregaram ao prefeito uma placa comemorativa do aniversário de 15 anos da banda

O Jota Quest, que tem como vocalista Rogério Flausino, recebeu dois repasses da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) apenas neste ano. O montante chega a R$ 400 mil, dentro de um edital criado em outubro do ano passado para incentivar eventos de potencial turístico para a capital mineira.

Conforme publicação no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 31 de maio deste ano, a Empresa Municipal de Turismo (Belotur) firmou, sem licitação, com a Própolis Brócolis Produções, contrato para financiar a “Turnê Jota Quest 15 anos”, no valor de R$ 300 mil. A vigência da parceria, conforme a publicação, é de cento e vinte dias, a partir do dia 24 de abril de 2011. A turnê acontece em todo o Brasil, e não apenas em Minas Gerais. Embora o valor de um cachê do Jota Quest não seja público, estima-se que esteja entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por show.

Logo depois que terminou a vigência do primeiro repasse, a banda mineira foi novamente beneficiada. No dia 14 de outubro passado, o diário oficial publicou mais uma vez a concessão de auxílio financeiro para o Jota Quest, desta vez no valor de R$ 100 mil, para a mesma turnê. A parceria também envolve a Brócolis Própolis Produções e tem prazo de vigência de 120 dias. Ninguém da produtora foi localizado para comentar os repasses.

O Jota Quest se apresentou em Belo Horizonte exatamente no dia em que foi publicado no diário oficial o segundo repasse de recursos da Belotur para a banda, 14 de outubro. O valor dos ingressos se esgotaram e variaram de R$ 50 (havendo venda de meia entrada a R$ 25) a R$ 160 reais.

"A banda Jota Quest participou de edital da Belotur, a qual visava divulgar o nome da cidade de Belo Horizonte em todo território nacional, com forte apelo turístico ao evento que ocorre em 24 capitais, cumprindo todas as exigências obrigatórias prevista em lei", informou a assessoria da banda.

Milton Nascimento
Reprodução do site da mais nova turnê de Milton Nascimento: patrocínio da Cemig, estatal de Minas, e do governo do Estado

A mais recente turnê de Milton pelo País conta com R$ 300 mil em recursos patrocinados pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), a estatal mineira de energia. Os shows acontecem em diversas partes do País e não são gratuitos.

Além disso, no primeiro semestre deste ano, Anastasia destinou R$ 552 mil para a Associação dos Amigos do Museu Clube da Esquina. O montante representa 29% de recursos do governo mineiro para incentivo de atividades culturais. A associação é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Ocip), cuja meta é divulgar a produção artística do grupo musical Clube da Esquina, do qual Milton fez parte. O cantor não está diretamente ligado à direção da Ocip.

Nesta quinta-feira, o governo de Minas enviou email ao iG sobre os recursos: "os repasses de recursos para a Associação dos Amigos do Clube na Esquina referem-se, na realidade, a recursos destinados ao programa Música Minas, uma parceria da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais com o Fórum da Música, que congrega sete das mais expressivas entidades representativas dos músico s mineiros".

Rafael Holanda desfia lembranças do meu irmão, Pindoba. Obrigado, Rafael!

Caro Dirceu

Eu prefiro mil vezes me lembrar do Pindoba do que do Cleudimar Marques Galvão.

O Pindoba nos trás a infancia de maneira rápida e o Cleudimar passaria uma borracha no meu passado.

Pindoba nos dava a paz necessária para continuar pelas ruas de Carrazeiras, o Cleudimar poderia impedir a minha saida de casa.

O Pindoba era tudo de bom que tive o prazer de conhecer, e o Cleudimar passaria pelos cantos da lacuna e não ferveria com tanta intensidade.

O Pindoba eu tenho certeza que se encontra nas doces belezas do céu, o Cleudimar talvez ouvisse falar que estaria nos campos de Manitú.

O Pindoba é sonho de nossa terra, eterno soldado do tiro de guerra e aluno do Gremio, o Cleudimar seria na realidade apenas um nome e nada mais.

Atenciosamente

Rafael Holanda

Deu na Coluna de Cláudio Humberto. Luta de Classes??!!

Orlando Silva, ex-ministro do Esporte

Briga de foice

Orlando Silva escreveu ontem no Twitter ter sido vítima de “luta de classes”.

Classe” de PM delator contra a “classe” de autoridade sob suspeita?

Nenen de Eudes arranjou uma desculpa para lembrar passos do passado, em Cajazeiras: encontrou tanajuras!

Os primos, Leidson Feitosa e Eriston Cartaxo. Grandes pegadores de tanajuras!

Oh, ‘carrazeiras véia’ que não sai de mim

Estava praticando a minha sagrada caminhada, no final da tarde de ontem, quando me deparei com um fenômeno por demais conhecido em nossa cidade: uma revoada de tanajuras.

Nossa! Não tive como evitar. Fui imediatamente abduzido por uma nostálgica máquina do tempo que me transportou de volta ao passado. Fui conduzido, recambiado para a minha feia, desprezada, abandonada, porém amada, Praça João Pessoa. Não tem jeito. Fui me lembrar do tempo em que as tanajuras faziam a festa da molecada. Como não tínhamos ipods, ipads, nem mobiletes (coisa de ricos), nos divertíamos com as tanajuras. Saíamos à cata das que apresentassem a porção dorsal traseira mais avantajada. Enchíamos caixas de papelão delas, depois era escolhido vencedor aquele que apresentasse a tanajura mais protuberante. Falavam também que a bunda da tanajura servia de atrativo culinário. Uma ‘passoquinha’ de tanajura era um prato divino, dizia-se. Entretanto, esse prato por demais exótico nunca atiçou o meu nobre paladar.

Lembro-me ainda, vejam vocês, que um pagodeiro tentou associar a bunda da tanajura à porção musculosa traseira feminina:

“Tana, tanajura, jura que me ama
Vem cá e beija minha boca
Menina tanajura, jura que nasceu pra mim”.


Claro que tanto a rima quanto a carreira ‘pagodística’ não prosperou. O Paula, que não tem nenhum parentesco com o Benito, terminou se transformando num político. Ufa! Para o bem de todos e felicidade geral dos ouvidos.

Prefiro a nossa cantiga:

“cai, cai tanajura
na panela de gordura”


É isso. Não tem jeito! Como diz o meu querido amigo Bira di Assis: “tudo é motivo para se lembrar de Carrazeiras”.

Em 28/10/2011

Eriston Cartaxo para os Setecandeeiroscaja

Educação moderna. Cuidando de coitadinhos!


1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:

( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00

5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2010:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$100,00. O custo de produção é R$ 80,00.Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$40,00 ( )R$60,00 ( )R$80,00 ( )R$100,00