domingo, 24 de julho de 2016

Austrália fica indignada com 'Vila' e atletas se recusam a entrar no local
Representante do país alega inúmeros problemas, como de gás, encanamento e eletricidade
Folhapress


A chefe de missão da delegação australiana, Kitty Chiller, afirmou em nota neste domingo (24) que nenhum atleta australiano vai entrar na Vila dos Atletas por enquanto, o que era previsto.

Segundo ela, o complexo localizado próximo ao Parque Olímpico da Barra contém inúmeros problemas de gás, encanamento e eletricidade. Os australianos estavam designados para ficar no edifício 23, mas devem se instalar em hotéis nos arredores do Parque Olímpico. "Por mais de uma semana nosso estafe trabalhou, durante muitas horas, para deixar nosso setor pronto para os atletas na vila", disse a nota. Porém, não houve solução.

Chiller lista os seguintes problemas: banheiros bloqueados, vazamentos, fiação exposta, falta de iluminação e uma "enorme sujeira". A chefe de missão disse que os oficiais australianos, que já vinham trabalhando na vila há alguns dias, relataram os inúmeros problemas ao comitê organizador dos Jogos do Rio e ao COI (Comitê Olímpico Internacional). Ela citou que o Reino Unido, Nova Zelândia e outros países também ressaltaram as dificuldades. "A vila não é segura e nem está pronta".

Chiller disse que foi feito um teste neste sábado (24) com componentes dos apartamentos e houve vazamento e um forte cheiro de gás. Outros testes, como de incêndio e encanamento, serão feitos. "Há muito trabalho a ser feito na vila e nós apreciamos os esforços do COI e do comitê organizador para resolver os problemas", concluiu Chiller.
Imagens mostram ataque de tigre que matou uma mulher em Pequim
Incidente deixou outra mulher ferida no parque Beijing Badaling Wildlife
O GLOBO 
Imagens mostram ataque de um tigre no parque de Pequim

PEQUIM — Uma mulher morreu e outra ficou ferida no ataque de tigres em um zoológico de Pequim, informou neste domingo a imprensa chinesa.

O incidente aconteceu no sábado, no Beijing Badaling Wildlife, quando, depois de brigar com uma amiga, a mulher saiu do carro em meio ao passeio pelo parque.



Imagens supostamente de câmeras de segurança publicadas na internet mostram uma mulher saindo do carro antes de ser rapidamente atacada e arrastada.

Um tigre do parque a atacou na mesma hora, forçando a outra mulher a intervir. Ela também saiu do veículo e foi atacada por outro tigre, que a matou e arrastou seu corpo. A primeira visitante ficou apenas ferida.

As duas estavam acompanhadas por um homem e uma criança, que saíram ilesos. O parque foi fechado por precaução.

O zoológico Beijing Badaling Wildlife permite que os visitantes circulem de carro, mas os proíbem a deixar o veículo.

A mulher ferida foi hospitalizada. Em 2014, um guarda do mesmo parque também foi ataque e morto por um tigre.

Vídeos do incidente que circulam nas redes sociais mostram que guardas do parque em um veículo estavam na cena em questão de segundos, mas eles não foram capazes de salvar uma das mulheres.

'Pia mermo...'


Foto de menino de 5 anos fumando e bebendo cerveja choca internautas
Na imagem, criança aparece sentada num carrinho de brinquedo
Noticiasaomenino


A foto de um menino de cinco anos fumando e bebendo cerveja num parque viralizou na internet. Segundo informações do tabloide The Sun, a imagem foi captada na cidade de Tyumen, na Rússia.

Segundo o jornal, a legenda da publicação original, postada na rede social russa VK, era: "Eu me pergunto se os pais estavam assistindo". Nos comentários, internautas demonstraram indignação e afirmaram que esse tipo de problema não existia na época soviética.



E-mails mostram que Hillary sabia de ameaças contra americanos na Líbia 
Mensagens enviadas para a então secretária de Estado mostram que ela contrariou alertas sobre ameaças à embaixada em Benghazi. Em 2012, um atentado matou o embaixador dos EUA no país e outros três funcionários 
Veja

O Departamento de Estado americano tornou pública nesta sexta-feira a primeira leva dos e-mails que Hillary Clinton enviou através de sua conta pessoal durante os quatro anos em que exerceu o cargo de secretária de Estado, entre 2009 e 2013. Segundo o jornal The Wall Street Journal, os e-mails provam que Hillary foi avisada diversas vezes sobre a deterioração da segurança em Benghazi, na Líbia, e do perigo ao qual a equipe diplomática dos Estados Unidos estava exposta na cidade. Foram divulgadas aproximadamente 900 páginas de e-mails relacionados à Líbia e ao ataque terrorista ao consulado americano em Benghazi, ocorrido em setembro de 2012. O ataque provocou a morte de J. Christopher Stevens, embaixador dos EUA na Líbia, e de outros três cidadãos americanos. 

Chris Stevens, então um representante especial do governo de transição da Líbia, considerou em abril de 2011 que a periculosidade em Benghazi era suficiente para abortar a missão diplomática. Hillary, no entanto, rejeitou a decisão, alegando que uma partida abrupta da Líbia enviaria um sinal aos políticos que tentavam formar um governo após a operação da Otan que aniquilou a ditadura de Muamar Kadafi. “Uma retirada enviaria um significativo sinal político [ao governo de transição da Líbia] e seria interpretado como a perda de confiança dos Estados Unidos”, declarou um funcionário do Departamento de Estado identificado como Timmy Davis, em mensagem encaminhada para Hillary. 

O Washington Post salientou, contudo, que são poucas as mensagens que tratam diretamente do ataque terrorista ou dos eventos posteriores a ele. A grande maioria dos e-mails contém detalhes administrativos, relatórios da imprensa, esboços de rascunhos e outras informações trocadas entre Hillary e seus assessores mais próximos. Por meio de um comunicado, a atual porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, afirmou que “os e-mails divulgados hoje não mudam os fatos essenciais ou o entendimento que tínhamos dos eventos anteriormente, durante, ou depois dos ataques”. 

A divulgação dos e-mails é importante porque pode provar se Hillary violou leis federais de registros de dados do governo ao usar uma conta de e-mail pessoal para tratar de assuntos oficiais. Ela entregou mais de 55.000 páginas de e-mails para o Departamento de Estado, em resposta a um esforço do governo para cumprir com as práticas de manutenção de registros. A lei federal estipula que cartas e e-mails escritos e recebidos por funcionários federais são registros do governo que devem ser guardados. Regulamentos da época em que Hillary serviu como secretária de Estado estabelecem que e-mails de contas pessoais, quando usados para fins oficiais, também têm de ser preservados. 

Diante das acusações, a ex-primeira-dama disse que usou a conta pessoal “por conveniência”. Apesar da possibilidade de ter cometido um crime, até o momento não há nenhum processo aberto contra Hillary. Nesta sexta-feira, ela disse que estava “satisfeita” com a divulgação das mensagens. “Era algo que eu havia pedido para ser feito há muito tempo”, afirmou. Hillary anunciou recentemente a sua candidatura à presidência dos Estados Unidos e viu sua popularidade ser afetada pelo escândalo. Ela também enfrenta a desconfiança da opinião pública devido às recentes investigações sobre a origem de doações estrangeiras à entidade Clinton Foundation, mantida por sua família. 

Crise para Obama – O atentado em Benghazi representou uma das maiores crises políticas durante o primeiro governo de Barack Obama. No final de janeiro de 2013, Hillary testemunhou no Congresso sobre a maneira como o governo reagiu ao ataque. Quando um senador republicano acusou a administração Obama de ter deliberadamente, nas primeiras manifestações públicas sobre o caso, enganado o público a respeito do que havia acontecido, Hillary deu uma resposta ríspida que foi muito aplaudida pelos democratas. “Que diferença isso faz agora?”, disse ela – uma frase acompanhada de quatro tapas sobre a mesa. A diferença – bastante clara na política americana – é que um governo não tem autorização de mentir para seus eleitores

Uma reportagem da rede ABC News, que motivou o depoimento de Hillary aos Congressistas, mostrou exatamente o que a administração fez: manipulou a informação disponível, de modo a sugerir que não havia indícios de inteligência mostrando que grupos terroristas ameaçavam o consulado – e que portanto não houvera negligência com as medidas de segurança. Um e-mail obtido pela rede de televisão mostrou que a então porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, orientou a equipe que preparava o comunicado a ser divulgado sobre o caso a retirar dele uma menção às ameaças terroristas. “Isso pode ser indevidamente usado por congressistas para atacar o Departamento por não ter dado atenção aos avisos”, escreveu Victoria. Ficou explícito o objetivo de proteger o governo em meio à campanha eleitoral que reelegeria Obama.
Propina no caixa dois 
MERVAL PEREIRA
O Globo 

Há um erro fundamental em tratar o pagamento do marqueteiro João Santana como mais um caso de caixa dois de campanha eleitoral. O engenheiro Zwi Skornicki, representante do consórcio Fels Setal/Technip que vendia plataformas para a Petrobras, pagou US$ 4,5 milhões em parcelas a Santana a pedido do tesoureiro João Vaccari, para quitar uma dívida do PT da campanha presidencial de 2010, que elegeu pela primeira vez Dilma Rousseff.

Ninguém recebe dinheiro por fora em uma conta no exterior de uma pessoa que não conhece, muito menos quem, no caso de João Santana, era um dos principais artífices do projeto político que estava no poder.

Caixa dois também foi a desculpa dada por Lula quando, em 2005, o esquema do mensalão foi descoberto. Há uma antiga piada política que diz que o candidato honesto usa o dinheiro de caixa dois para fazer a campanha eleitoral, e os desonestos embolsam o dinheiro. Mas o que diferencia o esquema tradicional de caixa dois do mensalão e do petrolão é que o dinheiro era desviado de obras das empresas estatais controladas pelo PT, e declarado pelas empresas como doações legais, declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Uma “tecnologia” criada pelo PT que desafia as autoridades dos órgãos de controle e da própria Justiça. Nesse caso, há um novo tipo de falcatrua: João Santana recebeu propina pelo caixa dois. Ele tem razão ao declarar ao juiz Sérgio Moro que “o marketing eleitoral não cria corrupção, não corrompe, e não cobra propina”. Mas não há como negar que o papel de Santana nos governos petistas, a partir da eleição presidencial de 2006, era muito mais central do que a simples orientação marqueteira nas campanhas.

Ele comandava os pronunciamentos públicos dos presidentes Lula e Dilma e orientava a ação governamental, garantindo a popularidade dos presidentes que ajudara a eleger. Ele entrou no esquema petista substituindo outro marqueteiro, Duda Mendonça, que também foi pago pelo PT com dinheiro no exterior, esse, sim, caracteristicamente um pagamento em caixa dois saído de contas secretas do PT.

A confissão de Duda foi dos pontos mais dramáticos do escândalo do mensalão, e provocou choros de petistas na tribuna da Câmara. Vários deles depois deixaram o partido para fundar o PSOL. Portanto, não é crível que João Santana não soubesse onde estava pisando quando assumiu as tarefas de criar a imagem e as mensagens do segundo governo Lula e dos dois mandatos de Dilma.

Assim como não se pode levar em consideração a afirmação da presidente afastada, Dilma Rousseff, de que não autorizou nenhum pagamento de caixa dois em suas campanhas, e que, se foi feito, não foi de seu conhecimento. Não é de hoje que Dilma afirma não saber de nada do que acontece de errado em seu entorno, o que deixa apenas duas opções: ou é uma irresponsável que não controla os que trabalham com ela, ou está mentindo.

Desde que era ministra de Minas e Energia, comandando o Conselho de Administração da Petrobras, coisas erradas acontecem à sua volta sem que ela tenha tomado providências, desde a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, passando pelos escândalos de corrupção na Petrobras, terminando nas denúncias de financiamentos com dinheiro desviado das estatais, sobretudo da Petrobras.

Mas o problema do pagamento de João Santana, que construiu a imagem de Dilma e agora a destruiu com as revelações de pagamentos irregulares, não terminou nessa admissão de culpa. Há um outro processo em que a empreiteira Odebrecht é acusada de ter pagado, por ordem do PT, parte da campanha presidencial de 2014 ao marqueteiro em uma conta na Suíça.

Santana e sua mulher, Mônica Moura, estão negociando com os procuradores da Lava-Jato delação premiada específica sobre esse caso, que vai reafirmar a repetição dos procedimentos irregulares. Difícil acreditar que, mais uma vez, Dilma não soubesse de nada, e que Santana achasse que se tratava apenas de caixa dois.


Faroeste girassol: bandidos fazem barricada no Bessa, explodem banco e voltam a tocar o terror no Bessa.  Veja o vídeo.
Helder Moura


Na madrugada de 2 de junho último passado, bandidos tocaram o terror no Bessa, interditaram uma das avenidas mais movimentadas do bairro, explodiram um caixa eletrônico do Bessa Shopping e ainda fizeram uma barricada para assaltar motoristas. Pois, na madrugada deste sábado (dia 23), os bandidos repetiram o assalto. Só que numa dose ainda maior.

Eles interditaram o Giradouro do Shopping, “parando todos os carros e atirando, foram mais de dez carros, isso para fazerem uma espécie de barreira, reféns, eu acho, e explodiram mais um caixa eletrônico no Bessa Shopping, um verdadeiro terror, nunca ouvi e vi tanto tiro junto, uma cena que parecia de filme, estou chocada”, conforme relato de uma moradora da área.

Outro morador, que filmou parte da ação, lembra que os bandidos furaram os pneus de vários veículos, com as “pessoas dentro dos carros”: “Atiraram contra os carros para obrigar a parada, nunca vi tanto tiro em minha vida, eles estavam com muito armamento”. Depois que explodiram a agência bancária e levaram o dinheiro, os bandidos fugiram.

Ainda conforme o relato da testemunha, que mora num prédio vizinho, “a polícia só chegou depois que tudo acabou.” E arrematou: “Estou chocada, onde vamos parar? Imagino cada um de nós, inocentemente voltando pra casa com nossos filhos e passando por isso. Totalmente desprotegidos. Isso acontece devido à excessiva falta de segurança pública. Falta de policiamento nas ruas. Onde vamos chegar?”

Os destaques do jornal A Gazeta


No jornal Lance: Vascão reage


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo

ger

A capa do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Alckmin perdoa dívida de R$ 116 milhões da Alstom

Globo:  Olimpíada começa hoje para os cariocas

Extra: Olimpíada: cartilha reúne dez dicas antiterror para o público

Estadão: Estados elevam gastos com pessoal em R$ 100 bilhões e driblam legislação

ValorEconômico: Suspeito de planejar atos terroristas se entrega à polícia

ZeroHora: Atentado no Afeganistão deixa pelo menos 80 mortos

EstadodeMinas: Ameaças aos nossos patrimônios

CorreioBraziliense: O terror que mata; o amor que salva

- CorreiodaBahia: Noitada na orla

- JornaldoCommercio: Sem emprego e quase sem seguro desemprego

OPovo: Como os políticos estão escapando da lei

CorreiodaParaíba: Esgoto chegou antes da transposição

sábado, 23 de julho de 2016

Mudança de sinais 
MÍRIAM LEITÃO
O Globo 

Uma pesquisa feita no setor de eletrônicos mostrou que 42% dos associados esperam aumento das vendas neste segundo semestre, percentual maior do que os 33% que esperam queda. A confiança na indústria subiu pelo quinto mês. Os sinais de mudança de humor, como temos dito, estão espalhados pelo mercado e pela economia real. Mas ainda são frágeis e dependentes do quadro político.

A sondagem foi feita pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica) em junho, mas ainda não havia sido divulgada. Além desse sinal positivo, houve desaceleração nas demissões do setor em maio, que caíram ao menor nível desde fevereiro de 2015, segundo a entidade.

Há muito tempo não víamos indicações de vendas superarem as de queda em nossas sondagens. Esta semana ouvi de um empresário que ele já está com crescimento das encomendas. A melhora de ânimo que se vê no mercado financeiro pode estar começando a chegar na economia real —afirmou Humberto Barbato, presidente da Abinee.

Na visão do executivo, a partir de setembro será possível medir a intensidade desse processo, porque nesse mês a indústria começará a receber os pedidos para o Natal. Ele avalia que a interinidade do governo Temer é um impeditivo para a volta mais forte da confiança porque a incerteza continua elevada. Além disso, ainda não houve a aprovação de nenhuma reforma relevante no Congresso.

Mesmo com a melhora da confiança, ninguém vai tirar da gaveta projetos de investimento em um governo interino — afirmou.

No setor de papelão ondulado, que é considerado um termômetro do nível de atividade, o mês de junho apontou alta de 3% sobre o mesmo mês de 2015, e tudo indica uma nova alta em julho, segundo Sergio Ribas, diretor da ABPO. Mas ele ressalta que a base de comparação é muito fraca e não está claro se esses números são uma nova tendência. Ele também avalia que a interinidade do atual governo é um entrave para a recuperação.

Tivemos dois meses estáveis, em abril e maio, crescimento em junho, e acredito que julho terá nova alta. Percebo que há uma vontade muito grande do empresário de que a recuperação dê certo. É muito importante que o governo deixe de ser interino e apresente propostas concretas. Se acontecer, acredito que a recuperação pode se intensificar — disse Sérgio Ribas.

Outro problema para a retomada, na visão da ABPO, é o medo do desemprego. O consumo vai demorar a reagir porque mesmo quem está empregado tem preocupação de perder a vaga. Com isso, evita as compras e os financiamentos. Além disso, avalia que as empresas estão com muita ociosidade e vão tentar aumentar a produção com as equipes mais enxutas.

O desemprego não vai cair na mesma intensidade que subiu, e isso vai afetar o consumo, e consequentemente, os investimentos — disse Ribas.

O setor de máquinas continua sofrendo muito com os juros elevados, a pouca confiança para os investimentos e, agora, a valorização do real. O presidente da Abimaq, José Velloso, acha que o governo Temer está emitindo sinais ambíguos na questão fiscal e isso está impedindo a redução dos juros, como ficou claro na decisão do Copom deste semana.

O governo está aceitando dar aumento de salários para vários grupos. Quanto mais tempo demorar para equilibrar o Orçamento, mais tempo levará para derrubar a Selic. Meu setor está sem capital de giro e asfixiado pelas taxas de financiamento — disse.

Os três executivos ouvidos pela coluna temem que o BC utilize a valorização do real no combate à inflação. Isso tiraria a competitividade dos exportadores e aumentaria a presença dos importados.

Já há empresas levando prejuízo porque exportaram com câmbio em R$ 3,60 e agora a taxa voltou para R$ 3,25. Uma forma de crescer na crise é tentar substituir as importações. Meu setor já perdeu mais 80 mil postos de trabalho em quatro anos. Com esse câmbio e esses juros, não vai se recuperar — explicou Velloso.

Há as reclamações de sempre dos empresários, e as preocupações novas. Os sinais de melhora precisam se consolidar. A confiança está voltando, mas com um pé atrás.

Nunca é demais homenagear a nossa Professora Carmelita Gonçalves. Ela tem todos os merecimentos.

Os 92 Anos da Educadora Carmelita Gonçalves 
PortalAltoSertão

Dona Carmelita subindo a rampa da Catedral, para tradicional missa das 17h (Foto/Beto Cézar)

Educadora cajazeirense completa 92 anos, em plena atividade.

Neste dia 22 de julho amigos, familiares, ex-alunos e colegas de trabalho celebraram mais um ano de vida de Dona Carmelita Gonçalves, ainda com saúde ela exerce a função de educadora em Cajazeiras no Alto sertão da Paraíba, mesmo aos 92 anos, Carmelita é sinônimo de resistência e bravura da mulher sertaneja.

Em Cajazeiras diversos profissionais passaram pelos ensinamentos de Carmelita, e hoje dão grande contributo não só a cidade como a outras regiões do Brasil. A exemplo de advogados, autônomos , professores, construtores, médicos, jornalistas, religiosos e religiosas, dentre outras profissões, se sentem honrados pelos ensinamentos recebidos através da firmeza de dona Carmelita.

A professora Carmelita Gonçalves da Silva nasceu no dia 22 de julho de 1924, no Sítio Barra do Catolé, município de Cajazeiras – PB.

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Alguma coisa tinha que ficar...

Um legado de Dilma
EDITORIAL ESTADÃO

A ironia é irresistível: como é que esse pessoal tem coragem de fazer isso com uma mulher honesta? Essa deve ser a pergunta que estão fazendo os estupefatos brasileiros que tomaram conhecimento da surpreendente revelação de que havia caixa 2 nas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff. É inacreditável, porque Dilma, a honesta, e o PT não se cansam de repetir que todos os recursos financeiros que passam por suas campanhas eleitorais são “recebidos na forma da lei e registrados na Justiça Eleitoral”. Mas a fonte é insuspeita: o marqueteiro João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, que acham tudo isso muito feio, mas confessaram ao juiz Sérgio Moro que tiveram que fazer o que fizeram porque, senão, “vem outro e faz”. Não por coincidência, é assim que pensam também os políticos gananciosos, bem como os maus empresários que antes preferem competir à margem da lei, pelo atalho da corrupção, do que pelo aumento da qualidade e a redução dos custos e dos preços de seus produtos e serviços.

O cinismo e a hipocrisia dos depoimentos prestados em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato, pelo marqueteiro oficial das últimas campanhas presidenciais do PT e por sua companheira e cúmplice, ao trazerem a público aquilo que todo mundo sempre soube e doravante a honesta Dilma não poderá continuar negando, evidenciam a completa deterioração dos padrões de moralidade naquilo que a política tem de mais vital: o jogo eleitoral. Não se pode dizer, numa República que teve suas primeiras décadas marcadas pela ampla manipulação do resultado das urnas, que a fraude eleitoral seja uma novidade. Mas há pouco mais de 35 anos entrou em cena um partido que, apresentando-se como dono da verdade e da virtude, logrou tornar-se a mais importante força política graças à anunciada disposição de lutar “contra tudo isso que está aí”.

Pois é exatamente esse, o Partido dos Trabalhadores, que aliado ao que há de pior na vida pública e privada – do coronelismo nordestino ao banditismo sindical e empresarial – cometeu um escandaloso estelionato eleitoral em 2014. Por força do exagero da sede com que foi ao pote, o PT acabou prestando à democracia brasileira o favor de facilitar a tarefa das investigações policiais que lancetaram o tumor da corrupção e deixaram vazar a secreção pútrida das práticas mentirosas e ilegais das campanhas eleitorais.

Se permanecesse fiel a suas promessas de moralizar a política, o PT poderia ter usado o grande poder político de que por algum tempo dispôs para pelo menos minimizar as práticas criminosas que comprometem a lisura das urnas. Em vez disso, as campanhas eleitorais se tornaram cada vez mais caras e contaminadas por práticas ilegais, como admitiu João Santana em seu depoimento ao juiz Moro: “Acho que é preciso rasgar o véu da hipocrisia que cobre as relações políticas eleitorais no Brasil e no mundo”.

Mônica Moura, que era responsável pela administração financeira da dupla, admitiu ter recebido, “como caixa 2, mesmo”, US$ 4,5 milhões relativos à campanha presidencial de 2010. E explicou: “Os partidos não querem declarar o valor real que recebem das empresas e as empresas não querem declarar o quanto doam. Ficamos no meio disso. Não era uma opção minha, mas uma prática não só do PT, mas de todos os partidos”.

O casal tentou fazer crer que não contou nada no interrogatório que se seguiu à prisão, no início do ano, porque tinha a intenção de preservar a imagem de Dilma Rousseff: “Eu achava que isso poderia prejudicar a presidente Dilma”, afirmou o publicitário. “Eu que ajudei, de certa maneira, a eleição dela, não seria a pessoa que iria destruir a presidente.” Mônica Moura acrescentou: “Para ser sincera, eu não quis incriminá-la, porque achava que ia piorar a situação. Queria apenas me poupar de piorar a situação”. Pelo jeito, nenhum dos dois entende que haja agora alguma maneira de impedir que a “situação” de Dilma piore.

Os marqueteiros de Dilma não deixam dúvidas: a corrupção faz parte do catastrófico legado dela.

E Dilma não sabia de nada?! Então, tá. É incapacidade ou incompetência?

Empurrão para o impeachment
LEANDRO COLON
Folha de São Paulo

"Não autorizei pagamento de caixa 2 a ninguém. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento", reagiu Dilma Rousseff à confissão do marqueteiro João Santana de que recebeu por debaixo do pano US$ 4,5 milhões da campanha dela de 2010.

A presidente afastada recorre a poucos caracteres para adotar a estratégia lulista de defesa: a falcatrua pode até ter ocorrido, mas se de fato ocorreu, foi sem a ciência do seu maior beneficiário — no caso, a própria Dilma, eleita presidente e sucessora de Lula naquele ano.

No depoimento ao juiz Sérgio Moro na quinta (21), Mônica Moura, mulher de João Santana, contou que inventou, na ocasião da prisão do casal, a versão de que recebera os US$ 4,5 milhões como um pagamento de uma campanha feita no exterior.

Alegou que escondeu a informação de que era caixa 2 da campanha de Dilma para não incriminar a petista em meio ao processo político em curso contra ela. "As coisas que estavam acontecendo em torno da presidente Dilma, não preciso falar sobre isso, todos sabem", disse. "Eu queria apenas poupar de piorar a situação do que estava acontecendo naquele momento", ressaltou Mônica.

O casal foi preso no dia 23 de fevereiro. Na época, o debate sobre o impeachment circulava — novamente — sob temperatura morna, num certo estado de dormência no Congresso.

Aquela mentira contada por Mônica Moura aos investigadores pode ter ajudado de alguma maneira a adiar a saída temporária de Dilma, mas a revelação agora do caixa 2, mesmo que tardia, enfraquece uma presidente afastada, abandonada por aliados, e vivendo dias de isolamento no Alvorada.

A pouco mais de um mês do julgamento do impeachment no Senado, João Santana e Mônica Moura contribuem politicamente para tornar ainda mais remota a chance de retorno ao Palácio do Planalto da cliente que ajudaram, por duas vezes, a ser eleita presidente da República.

REVERSÃO DA CRISE
Economia do Ceará trilha rumos de transição

Mesmo sem ter resultados positivos a comemorar, indicadores sinalizam que a retomada do crescimento deve acontecer já no próximo ano 

Yohanna Pinheiro
DiáriodoNordeste

Metade de 2016 já se passou e começam a aparecer sinais de reversão da crise econômica, ainda que seja, pelo menos, nas expectativas dos agentes econômicos. Na última terça-feira (19), por exemplo, o Fundo Monetário Internacional (FMI) melhorou a projeção do desempenho econômico do Brasil neste e no próximo ano, reduzindo em 0,5% a queda do PIB prevista para 2016, quando deverá fechar em -3,3%. 

Também já foram vistas melhoras no Índice da Confiança do Empresário Industrial (Icei), que apresentou o quarto aumento consecutivo, em julho, ao atingir 50,5 pontos, o maior registrado nos últimos 20 meses. 

Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), apesar de ter apresentado uma retração de 6,2% em julho ante o mês anterior, atingiu 96,1 pontos, superior ao percebido no mesmo mês do ano passado, quando alcançou 94 pontos. 

Na avaliação do economista Ricardo Eleutério, o segundo semestre deste ano e o primeiro de 2017 serão um período de transição, quando os indicadores devem apresentar uma redução do ritmo de queda e estabilização para que, em seguida, possam voltar a crescer. "Tudo indica que, ao fim deste ano, tenhamos atingido o fundo do poço da recessão e que um melhor comportamento deverá ser percebido no ano que vem", aponta. 

Outro indicador que demonstra o melhor desempenho da economia é a redução da inflação. Eleutério destaca que, enquanto o índice terminou o ano passado em 10,67%, a previsão é que, em 2016, a inflação fique em torno de 7% e, em 2017, em 5,3%. "Esse é um termômetro importante, porque indica uma melhora da taxa de juros e da própria bolsa de valores", explica o economista. 

Incerteza 

Mesmo com alguns resultados mais favoráveis, Eleutério destaca que o ambiente econômico brasileiro ainda é de muita incerteza, principalmente no que diz respeito ao mercado de trabalho. Ele aponta que, até o setor produtivo começar a apresentar uma recuperação mais consistente para, então, passar a contratar mais funcionários para aumentar a produção, o desemprego ainda deve crescer. 

Outro problema diz respeito à redução da renda per capita brasileira, que caiu 9% nos últimos quatro anos, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). 

Segunda maior queda em 116 anos, a redução faz com que a população tenha menos poder de compra, afetando o consumo e, consequentemente, o setor produtivo. A crise política também continua a influenciar - e muito - o ambiente econômico. Eleutério lembra que a definição do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, em agosto, deve carregar o cenário durante o período. 

"Além disso, temos um governo de transição que pega uma situação difícil, com um problema sério de desequilíbrio fiscal, sem ter encontrado ainda uma solução para o curto prazo. Além de existirem vários agentes no governo comprometidos com desvios. É um caldo grosso que ainda permanece", analisa. 

Carga tributária 

Mesmo com o avanço, muito ainda se pode perder com políticas equivocadas. Na avaliação do economista, o aumento da carga tributária, por exemplo, terminaria por contrair ainda mais a atividade econômica por diminuir a renda líquida da população, assim como sua capacidade de consumir ou de investir. 

"Mais impostos ainda podem gerar mais inflação, devido ao repasse dos custos para o consumidor", pontuou Eleutério. 

O governo interino de Michel Temer não descarta a possibilidade de aumento de tributos para cobrir o déficit das contas públicas e cumprir a meta fiscal de 2017. Para Eleutério, em um momento de fragilidade econômica, a medida contribuiria para elevar ainda mais o desemprego e geraria um impacto ainda mais negativo sobre a economia brasileira. "Aumento de impostos têm efeito inibidor das formações de novos negócios". 

Nas próximas páginas, representantes de cada segmento do setor produtivo - indústria, construção civil, comércio e agronegócio - do Ceará apresentam sua visão do que será o segundo semestre deste ano. 

Sem um caminho completamente determinado, os passos para a retomada do crescimento econômico, sejam ou não certeiros, estão sendo dados neste exato momento.

Em relação ao Caixa 2 Dilma também não sabia de nada... Então, tá.

Dilma diz que não autorizou caixa 2 em campanha; delações preocupam PT
MARINA DIAS
GUSTAVO URIBE
Folha de São Paulo


A presidente afastada, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira (22) que não autorizou pagamento de caixa dois durante suas campanhas eleitorais e que, se houve esse tipo de acerto, não foi com seu conhecimento.

"Não autorizei pagamento de caixa dois para ninguém. Se houve pagamento, não foi com o meu conhecimento", disse Dilma em entrevista para a rádio Jornal Commercio.

A declaração da petista aconteceu um dia após o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, afirmarem em depoimento à Justiça que receberam dinheiro de caixa dois para fazer a campanha de Dilma em 2010. O total, segundo eles, chegou a US$ 4,5 milhões.

Os relatos de Santana e Mônica, assumindo a prática de caixa dois como recorrente em campanhas eleitorais, deixaram a cúpula do PT preocupada. Isso porque, presos há cinco meses em Curitiba pela Lava Jato, ambos negociam um acordo de delação premiada, para tentar atenuar suas penas.

Petistas acreditam que as delações em série podem estimular o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto a também colaborar com a Justiça. Ele tem sido pressionado por familiares a contar o que sabe.

A mulher de João Santana, que cuidava das finanças do casal, disse que, após a campanha de Dilma em 2010, o PT não pagou tudo o que devia e protelava uma dívida de R$ 10 milhões.

Mônica afirmou que tentou resolver o caso "de várias formas" junto a Vaccari, que a orientou a procurar Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro asiático Keppel Fels, com negócios com a Petrobras.

Ficou acertado então que o débito seria saldado por Zwi em dez parcelas, em uma conta não declarada no exterior.

Na entrevista nesta sexta, Dilma, por sua vez, disse que as declarações do publicitário e de sua mulher não a preocupam mas, nos bastidores, aliados temem repercussões negativas diante do já bastante difícil cenário para tentar reverter o impeachment no Senado.

Como o diabo gosta...

Denúncias na saúde incluem até visita de deputado distrital a cabaré de luxo

Integrante da CPI da Saúde, o deputado Cristiano Araújo (PSD) acabou sendo alvo de uma das testemunhas gravadas pela presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues. Durante mais de uma hora, o ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura de Saúde Marcos Júnior explica como funcionou a liberação irregular de pagamentos, conduzida por outro integrante do governo. O advogado, que era braço direito do então secretário de Saúde Fábio Gondim, diz que Cristiano Araújo esteve em São Paulo num cabaré, com o diretor do Fundo de Saúde Ricardo Cardoso. O distrital disse que essa citação é uma mentira. “É claro que isso nunca aconteceu”, afirmou à coluna.

Pérignon a R$ 5 mil


Pelo relato do ex-subsecretário de Logística e Infraestrutura de Saúde Marcos Júnior, o cabaré, onde Cristiano Araújo e o diretor do Fundo de Saúde Ricardo Cardoso teriam estado, é a boate Scandallo. A casa noturna ficou conhecida depois que o cantor Zezé Di Camargo reclamou, pelo Instagram, da conta de R$ 5 mil que teve de pagar por duas garrafas de Dom Pérignon que tomou com a namorada, Graciele Lacerda. O sertanejo disse que caiu numa pegadinha. Pensou que o local era uma danceteria, mas seria, na verdade, um puteiro, segundo as palavras dele. “Não sei como meu nome apareceu nessa história. Faço questão de esclarecer”, afirma o deputado Cristiano Araújo (PSD).

Profissionais

Na conversa gravada, Marcos Júnior diz que já esteve na boate Scandallo e que o local é frequentado por todo tipo de profissionais. “Há juíza, promotora, advogada, médica…”
Por que Moro não prendeu?
Se ao invés de Lula fosse outra pessoa, ele a teria prendido?
Ricardo Noblat
O Globo
Juiz Sérgio Moro 

Em resposta aos advogados do ex-presidente Lula que arguiram sua suspeição junto ao Supremo Tribunal Federal, o juiz Sérgio Moro afirmou que havia nas gravações feitas de conversas de Lula em março último elementos suficientes para decretar a prisão dele.

E, no entanto, Moro preferira optar por uma medida “menos gravosa”, a condução coercitiva de Lula para depor a procuradores da Lava-Jato. Moro disse:

- Rigorosamente, a interceptação revelou uma série de diálogos do ex-presidente nos quais há indicação, em cognição sumária, de sua intenção de obstruir as investigações (...), o que por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva.

Duas perguntas que Moro não respondeu no documento de 15 páginas remetido ao Supremo: por que havendo elementos para prender Lula por obstrução da Justiça ele não prendeu? Se ao invés de Lula fosse outra pessoa, ele a teria prendido?

Ou a Justiça vale para todos ou não deveria valer para ninguém.

No Jogo/Extra: jogo dos times cariocas só se for no Estádio Higino Pires, em Cajazeiras...


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


A capa do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Atentado mata ao menos 9 e eleva tensão na Alemanha

Globo:  FBI alertou Brasil sobre apoiadores do Estado Islâmico

Extra: Alerta máximo

Estadão: Ataque deixa 10 mortos em Munique

ValorEconômico: Venezuela deve R$ 3 bilhões a empresas brasileiras

ZeroHora: O mundo da cura fora da ciência

EstadodeMinas: Terror em Munique

CorreioBraziliense: Terrorismo sem fronteira

- CorreiodaBahia: Assalto a ônibus tem um morto e 6 baleados

- JornaldoCommercio: Atentado com 10 mortos na Alemanha

DiáriodoNordeste: Economia cearense começa a reagir à crise

CorreiodaParaíba: Presos estudaram construção de bomba

sexta-feira, 22 de julho de 2016

A melhor homenagem que se faz a uma educadora é o perene reconhecimento do seu inestimável trabalho. Parabéns, Professora Carmelita. Obrigado por tudo.


A professora Carmelita Gonçalves está completando hoje 92 anos de vida. Um dia muito especial e de muitas alegrias para seus amigos e admiradores. Cajazeiras, Cidade Educadora, tem como referencia maior esta grande e célebre Mestra. A Ela todos os votos de muita saúde e vida plena vida.
‘Diretor da Propina’ respondia a Marcelo Odebrecht, afirma gerente de RH da construtora
É a primeira vez que um funcionário da construtora, que não é alvo da Lava-Jato, aponta a ligação direta do executivo
RENATO ONOFRE
O Globo

Marcelo Odebrecht foi preso pela Polícia Federal

O Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como a “Diretoria da Propina”, respondia ao presidente afastado do grupo Marcelo Odebrect. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o gerente de recursos humanos da Odebrecht, Marcos Paula de Sousa Sabiá, afirmou que Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho era o líder do setor e respondia diretamente a Marcelo Odebrecht. É a primeira vez que um funcionário da construtora, que não é alvo da Lava-Jato, aponta uma ligação direta do executivo com a "Diretoria da Propina".

Seu Hilberto ficava ligado diretamente ao diretor-presidente da organização — afirmou Sabiá, sendo questionado por Moro se então a ligação seria com o empresário Marcelo Odebrecht. O gerente de RH responde: — Isso.

Sabiá foi uma das testemunhas ouvidas nesta quarta-feira pelo juiz Sérgio Moro na ação da 26ª fase da Lava-Jato, batizada de “Xepa”. Ele afirmou ainda ao juiz que o setor funcionava como uma estrutura normal dentro da empresa:

Era uma estrutura como todas as demais da organização. Não tinha nada que, eventualmente, fosse diferente de outra estrutura.

Durante a coletiva da 26ª fase da Lava-Jato, batizada de “Xepa”, os investigadores afirmaram que o empresário tinha participação direta no esquema:

Não há qualquer dúvida da participação direta de Odebrecht — afirmou em março a delegada Renata Rodrigues.

O Setor de Operações Estruturadas funcionou com uma estrutura profissional de pagamentos sistemáticos de propina no Brasil e no exterior, segundo a Lava-Jato. Somente em duas contas ligadas a esse setor paralelo, estima-se em R$ 91 milhões os pagamentos suspeitos.

Na terça-feira, o GLOBO mostrou que a assinatura de um acordo de delação de Marcelo Odebrecht, que pode livrá-lo da cadeia, depende da apresentação dos arquivos digitais da empresa contendo provas do pagamento de propina a políticos e autoridades. Os documentos estariam num sistema de informática usado pelo Setor de Operações Estruturadas.

Os investigadores chegaram a achar que os dados haviam sido apagados dos computadores pela Odebrecht no ano passado, após a prisão de Marcelo Odebrecht. Contudo, o depoimento de um técnico de informática revelou a existência de um servidor reserva na Suíça, onde estão armazenados todos os detalhes de transações ilícitas. O sistema funcionou ativamente até o fim de maio de 2016.

Em nota, a Odebrecht informou que não se manifestará sobre o tema.
Josias de Souza


Interrogado pelo juiz Sérgio Moro num dos inquéritos do petrolão, o marqueteiro João Santana admitiu que os US$ 4,5 milhões depositados pelo lobista Zwi Skornicki em sua conta secreta na Suíça referem-se a serviços que prestou à campanha de Dilma Rousseff em 2010. Tudo no “caixa dois”, escondido da Justiça Eleitroal. Reconheceu que mentiu ao afirmar, em depoimento que prestou em fevereiro, que a verba fora amealhada em campanha no exterior. Falseou a verdade para não incriminar Dilma.

“Eu achava que isso poderia prejudicar profundamente a presidenta Dilma”, afirmou Santana. “Eu raciocinava comigo: eu, que ajudei, de certa maneira a eleição dela, não serei a pessoa que vai destruir a Presidência. Nessa época, já iniciava um processo de impeachment. Mas ainda não havia nada aberto. Eu sabia que isso poderia gerar um grave problema, sinceramente, até para o próprio Brasil.”

O juiz da Lava Jato interrogou também Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro do PT. Ela soou como se houvesse combinado o enredo com o marido. Disse que o PT ficara devendo R$ 10 milhões da campanha de 2010. Cobrou a dívida de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, preso em Curitiba. E foi orientada a procurar Zwi Skornicki, representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels. Com atraso de três anos, o pagamento foi feito em parcelas, entre 2013 e 2014.

A exemplo do marido, Mônica também mentira em seu primeiro depoimento. Por quê?, quis saber Sérgio Moro. “O pais estava vivendo um momento muito grave institucionalmente, político… As coisas que estavam acontecendo em torno da presidente Dilma. […] Para ser muito sincera: eu não quis atrapalhar esse processo, não quis incriminá-la, […] eu achava que ia contribuir para piorar a situação do país falando o que realmente aconteceu. E eu acabei falando que foi o recebimento de uma campanha no exterior.”

Moro questionou Santana e Mônica sobre outros US$ 3 milhões depositados pela Odebrecht na mesma conta mantida pelo marqueteiro na Suíça entre 2012 e 2013. A encrenca é apurada noutro inquérito. E ambos, orientados pelos advogados, disseram que só falarão sobre o tema quando forem marcados os depoimentos relativos ao processo específico. O primeiro-casal da marquetagem negocia acordos de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Mônica disse a Moro que desejava falar também sobre os vínculos com a Odebrecht. Mas gostaria de fazê-lo como candidata a beneficiária de compensações judiciais.

A despeito de terem silenciado sobre as verbas de má origem recebidas da maior empreiteira do país, Santana e Mônica foram muito explícitos ao discorrer sobre os porões das campanhas eleitorais. Falaram com tal desembaraço sobre o caixa dois que não restou nenhuma dúvida quanto à utilização do mecanismo em todas as campanhas eleitorais que tocaram —entre elas a a reeleição de Lula, em 2006, e as duas disputas presidenciais vencidas por dilma em 2010 e 2014.

“Não acha que receber esses recursos por fora significa trapaça?”, indagou Moro a Santana. E ele: “Acho que significa, antes de tudo, um constrangimento profundo, é um risco, é um ato ilegal. É preciso rasgar o véu de hipocrisia que cobre as relações políticas e eleitoras no Brasil e no mundo. Não defendo [o caixa dois], sempre relutei.”

Moro insistiu: “Não poderia dizer simplesmente ‘não recebo dessa forma’?” Santana deslizou: “Em tese, sim. Mas quando você vive dentro de um ambiente de disputa, de competição, ambiente profissional, mesmo quando ele é eivado de um tipo de prática que não é a mais recomendável, você termina tendo que ceder. Ou faz a campanha dessa forma ou não faz. Ou vem outro que vai fazer dessa forma. E termina virando isso. Eu acho lamentável, eu me arrependo, sempre lutei contra. Mas sempre fui vencido.”

Ao espremer Mônica, o magistrado recordou que, entre 2006 e 2014, a empresa que ela e o marido utilizam para tocar campanhas eleitorais recebeu legalmente do PT R$ 171 milhões. Tudo sacramentado na contabilidade enviada à Justiça Eleitoral. Com tanto dinheiro, por que diabos ainda era necessário receber verbas por baixo da mesa? A mulher de João Santana alegou que é justamente o alto custo do circo eleitoral que conspira contra a contabilização da bilheteria.

“Os partidos não aceitam que todos os valores sejam registrados”, disse Mônica a Moro. “…Os partidos não querem declarar o valor real que recebem das empresas e as empresas não querem declarar o quanto doam. Nós, profissionais, ficamos no meio disso. Não era uma opção minha, era uma prática não só no PT, mas em todos os partidos.”
Melhor assim? 
De Cássio Zanatta
Na Revista Rubem


Melhor que sábado, é mar. Melhor que mar, horizonte. Que horizonte, é ela perto. Melhor que ela, não tem.

Melhor que chegada, é sair sem rumo. Que ter rumo, é ter viagem. Melhor que a viagem, é esperar por ela. Uma janela, que duas tevês. Ou um sorriso acenar de outra janela.

Melhor que sandália, é feriado. Que feriado, é descalço. Melhor que descalço, é pisar leve. Melhor que leve, é torresmo. Que torresmo, pouca coisa nessa vida. Melhor que vida, sonho. Que nem parece que é sonho quando a gente acorda.

Melhor maritaca que despertador. Despertador do que não ter por que acordar. Acordar, tomar café, voltar para a cama e dormir de babar, mais vinte e um minutos. Em travesseiro de paina, melhor que sintético.

Melhor que triste, é riso. O riso claro, desaforado, que chega a ofender o triste. Melhor no frio é enrosco de perna. Melhor que coxinha, fico devendo. Que bola, ser menino. Que dívida, perdão.

Melhor que a primeira paixão, é que seja correspondida. Que o tapa, é a coragem da tentativa. Que o orgulho, a entrega. Que gozo, é junto. Que gravação, é ao vivo. Que Tom, é Jobim.

Melhor que poste, é árvore. Que árvore, sombra. Que sombra, é deitar debaixo e pensar na vida. Ou melhor, nem na vida pensar.

Melhor que bar, é amigo. A confidência, que o pileque; ele confiando em contar coisas que não contaria a ninguém. Melhor daí é ouvir, nada dizer, dar só o ombro, jamais conselho. Melhor amigo pouco diz.

“Mais bom” é feio dizer, mas tem negócio aí que, de tão bom, é mais bom que melhor. Mais as mãos dadas, que a conversa. O silêncio, que a palavra maldosa. Perfume, que ausência. O encontro sem querer, que torpedo no celular.

Será que o melhor é mesmo o melhor?

Melhor seria um cachecol. Arrancar esse dente. Não comprar carro algum. Mastigar ao menos quarenta vezes antes de engolir. Não arrancar a casca da ferida. Não ficar xarope de tanto dinheiro. Encontrar um conhecido e lembrar seu nome. Esperar com paciência a onda certa para o jacaré. Reler José Cândido de Carvalho. Meter os pés na poça. Ignorar o espelho. Ignorar o boato. Ser meio burro e inocente, feito uma rosa.

Quem sabe, então, o melhor deixaria de ser tão pretensioso.
__________

* Cássio Zanatta é cronista. Já foi revisor, redator, diretor de criação, vice-presidente de criação e voltou a fazer o que sabe (ou acha que sabe): redatar. É natural de São José do Rio Pardo, SP, o que explica muita coisa. Na RUBEM, escreve quinzenalmente às segundas-feiras.


Procuradoria reitera acusação de que Lula e Delcídio obstruíram Lava Jato 
Folha de São Paulo

A Procuradoria da República no Distrito Federal reiterou nesta quinta-feira (21), na Justiça de Brasília, denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seis pessoas por tentativa de obstrução à Justiça.

Eles são acusados de envolvimento numa trama para comprar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

A acusação contra o ex-presidente foi apresentada no início do ano ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O caso tramitava no tribunal porque na época o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) tinha foro privilegiado, portanto, só poderia ser alvo de investigação com aval do STF.

Mas após se tornar delator da Lava Jato, Delcídio acabou cassado e perdeu o foro. Com isso, o STF enviou para a Justiça de Brasília a acusação. Diante da mudança de instância na Justiça, o MPF foi acionado e precisou confirmar a acusação.

Também foram denunciados o pecuarista José Carlos Bumlai, seu filho, Maurício Bumlai, o banqueiro André Santos Esteves, Diogo Ferreira Rodriguez, ex-assessor de Delcídio, Edson Siqueira Ribeiro Filho, que atuou na defesa de Cerveró.

O procurador da República no DF Ivan Cláudio Marx fez acréscimos à peça inicial para ampliar a descrição dos fatos e as provas que envolvem os acusados. O chamado aditamento é mantido sob sigilo.

Ao confirmar a denúncia, o procurador da República no DF Ivan Cláudio Marx fez acréscimos à peça inicial para ampliar a descrição dos fatos e as provas que envolvem os acusados.

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região ainda vai definir o juiz responsável pelo caso. Isso porque a denúncia tinha ficado com o juiz Ricardo Leite, que protagonizou polêmica na Operação Zelotes, mas a defesa pediu redistribuição porque a ele é responsável sobre casos envolvendo lavagem de dinheiro.

O juiz será responsável por aceitar ou não a acusação e decidir se transformará Lula e os outros acusados em réus por tentativa de obstrução de Justiça.

Segundo a PGR, eles teriam atuado para comprar por R$ 250 mil o silêncio de Cerveró.

A PGR afirmou ao STF que Lula "impediu e ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai, e Maurício de Barros Bumlai", e pede a condenação de todos por obstrução da Justiça.

Os investigadores analisaram e-mail, extratos bancários, telefônicos, passagens aéreas e diárias de hotéis.
Polícia Federal prende célula do Estado Islâmico que planejava atentado na Olimpíada

Grupo de jovens brasileiros se organizava para comprar armas; um dos investigados havia jurado lealdade ao EI

FILIPE COUTINHO E DIEGO ESCOSTEGUY
Época

A Polícia Federal faz nesta nesta quinta-feira (21) a Operação Hashtag para prender 12 pessoas suspeitas de planejar um atentado terrorista durante a Olimpíada, no Rio de Janeiro. A operação secreta é executada pela Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal contra o grupo que, até aqui, é considerado a maior ameaça aos Jogos. Além dos mandados para a prisão temporária de 12 pessoas, a Justiça Federal em Curitiba emitiu dois mandados de condução coercitiva e 20 de busca e apreensão no Amazonas, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul. 

Reprodução de vídeo mostra agentes da PF conduzindo um dos suspeitos presos na Operação Hashtag 

Os presos são considerados pelos investigadores uma célula do Estado Islâmico no Brasil. Com autorização judicial, a Divisão Antiterrorismo da PF monitorou diálogos do grupo, autointitulado “Defensores da Sharia” (a série de princípios religiosos, comportamentais e de costumes expressos nos textos sagrados muçulmanos e que influenciam do modo de vida às Constituições de alguns países), em redes sociais, sobretudo via Facebook e Twitter, e por aplicativos de troca de mensagens. O grupo seguia o mesmo roteiro dos terroristas envolvidos nos atentados em Orlando, nos Estados Unidos, e em Paris, na França: foram recrutados pela internet e alguns deles juraram lealdade ao Estado Islâmico. Dias atrás, o grupo comemorou o atentado em Orlando, no qual um atirador matou 50 pessoas em uma boate. 

Nas mensagens, a PF descobriu que o grupo ainda era embrionário. Os integrantes não se conheciam pessoalmente, conversavam por mensagens via aplicativos como WhatsApp e Telegram, nas quais compartilhavam simpatia pelo Estado Islâmico, falavam em treinar artes marciais e se preparavam para ações. Eles usavam as redes sociais para contatos com o Estado Islâmico. Os investigadores descobriram, ainda, que um dos integrantes havia jurado lealdade ao Estado Islâmico. Além do plano para, possivelmente, organizar um atentado terrorista na Olimpíada, eles relatavam a compra de armamento. Um dos integrantes fez contatos para adquirir um fuzil AK-47 no Paraguai. Dois deles já cumpriram pena por homicídio. 

Em contatos com a organização, os integrantes comentaram que o Brasil não fazia parte da coalizão de países que combate a organização na Síria, mas receberia um número considerável de estrangeiros desses países durante a Olimpíada e começavam a discutir possíveis alvos. Esses três fatores, somados à proximidade do evento, fizeram a Polícia Federal deixar a ação monitorada e ir a campo para prender os envolvidos. A Polícia Federal mantém os nomes e os detalhes do ataque sob sigilo. Há um menor de idade entre eles.

Ao contrário de ameaças dos chamados “ratos solitários”, a PF descobriu uma estrutura que começava a se organizar. O perfil dos alvos, segundo investigadores da área de inteligência, encaixa-se no grupo que é hoje considerado o de maior risco entre os brasileiros investigados: recém-convertidos ao islamismo, que se frustraram com o tom pacifista das mesquitas brasileiras e partiram, então, para a internet em busca do radicalismo propagandeado pelo Estado Islâmico. No total, a inteligência brasileira trabalha com 50 alvos. Todos os presos pela PF estavam nessa lista.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, fala sobre a prisão de brasileiros que, segundo as investigações, estavam planejando organizar um ataque terrorista