sábado, 28 de março de 2015

O que dizer?

Mulher de operador de propinas escapou com ‘um pacote de grande volume’

Relatório da PF mostra que agentes chegaram à casa de Guilherme Esteves às 4h57 do dia 6 de fevereiro para buscas; a mulher dele alegou que precisava ‘prender os cachorros’ e fugiu pelos fundos

Por Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

A Polícia Federal detalhou em relatório como o lobista Guilherme Esteves de Jesus, apontado como pagador de propinas na Diretoria de Serviços da Petrobrás, tentou ludibriar os agentes que, na madrugada de 6 de fevereiro, foram à sua residência, no Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão. Minuto a minuto, o documento da PF descreve que a mulher de Esteves escapou pelos fundos do imóvel com “um pacote de grande volume”, enquanto os policiais aguardavam.

O relatório da PF é ilustrado com imagens das próprias câmeras de segurança do imóvel. Essa conduta de Esteves pesou na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que dirige todas as ações penais da Operação Lava Jato, em decretar sua prisão, o que ocorreu nesta sexta feira, 27.

O relatório da PF destaca que Lilia Loureiro Esteves de Jesus, mulher do lobista, “enganou os policiais”. Ela não os deixou entrar imediatamente na casa, sob a justificativa de que teria de ‘prender os cachorros’. A PF chegou às 4h57 na casa do operador que teria repassado valores para Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, e João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

“Todavia, as autoridades policiais só foram recebidas 8 minutos depois, quando Guilherme Esteves de Jesus abriu a porta da casa, já havendo tentativa de entrada forçada no local por parte da equipe policial”, relatou a PF à Procuradoria da República. “O investigado (Esteves) informou aos policiais, mediante questionamento, que possuía duas armas de fogo no local – uma sem registro -, assim como de que estariam em casa apenas duas filhas. Ao ser perguntado sobre Lília Loureiro Esteves de Jesus, visto que foi quem os atendeu via interfone, disse que ela também se encontrava no local e que estaria preocupado com a esposa, já que não conseguia encontrá-la.”

O Ministério Público Federal destaca que descobriu-se, por meio de análise das câmeras de segurança do local, que Lilia, com a colaboração de Guilherme, “durante lapso temporal de 8 minutos em que a equipe aguardava ser o acesso franqueado”, saiu da casa com “um pacote de grande volume”. O episódio foi lembrado pelo juiz federal Sérgio Moro no despacho em que mandou prender Guilherme Esteves.

“Há uma descrição detalhada dos fatos no relatório policial”, ressaltou Moro. “Foram ainda anexadas ao processo as imagens das câmeras na qual a fuga e ocultação de provas está evidenciada.”

“Da análise da sequência das imagens, considerando que Lilian portava um pacote ao sair da casa e que Guilherme intencionalmente tentou encobrir evidências da saída de sua esposa ao fechar pelos trincos internos a porta dos fundos de sua casa, ficou claro, portanto, que houve evidente intenção de sonegar provas que poderiam ser apreendidas no curso da execução do mandado de busca e apreensão em união de desígnios do casa.”

ACOMPANHE MINUTO A MINUTO A DESCRIÇÃO DOS MOVIMENTOS DO PAGADOR DE PROPINAS E DE SUA MULHER NO DIA 6 DE FEVEREIRO

1) Câmera 3, aproximadamente às 4:57: equipe policial chega à casa e interfona, sendo atendida pela sra. Lilian.

2) Câmera 7, às 5:01:18: Lilian sai da casa principal pelos fundos.

3) Câmera 8, às 5:01:24: Lilian é vista correndo pelo quintal e ultrapassando obstáculo próximo à piscina.

4) Câmera 9, às 5:01:33: Lilian é vista caminhando em direção ao portão dos fundos;

5) Câmera 11, às 5:02:05: Lilian já na rua, com um pacote grande nas mãos.

6) Câmera 07, às 5:02:40: vê-se Guilherme saindo pela porta dos fundos da casa principal.

7) Câmera 08, às 5:03:04: Guilherme passa correndo em direção ao portão dos fundos;

8) Câmera 09, às 5:03:10: Guilherme passa correndo em direção ao portão dos fundos;

9) Câmera 09, às 5:03:18, vê-se Guilherme abrindo o portão dos fundos;

10) Câmera 09, às 5:03:20: vê-se Guilherme fechando o portão dos fundos;

11) Câmera 09, às 5:03:50, vê-se Guilherme retornando à casa principal;

12) Câmera 08: às 5:03:55, vê-se Guilherme correndo e ultrapassando obstáculo para retornar à casa;

13) Câmera 07, às 5:03:57, vê-se Guilherme correndo em direção à casa;

14) Câmera 04, às 5:04:29, Guilherme sai pela porta dianteira da casa em direção ao portão para franquear acesso aos policiais;

15) Câmera 03, às 5:04:44, Guilherme atende os Policiais Federais para receber o mandado e franquear o acesso.

O nosso abraço de parabéns ao amigo Severino Alves.


Seguindo as pegadas... de volta ao começo.

Presidente e tesoureiro do PT frequentam posto que deu origem à Lava Jato
FILIPE COUTINHO
Época

Rui Falcão e João Vaccari Neto

Está vendo esse senhor de barba branca sentado à frente do presidente do PT, Rui Falcão? É o secretário de Finanças do partido, João Vaccari Neto

Sabe onde eles estão? No Posto da Torre, localizado no centro de Brasília. Pois é, foi a lavagem de dinheiro do dono do posto que levou a Polícia Federal a iniciar a investigação da Lava Jato, referência ao estabelecimento. Dali chegou-se aos milhões desviados da Petrobras para os cofres do partido. Vaccari e Falcão passaram lá recentemente para fazer uma boquinha.

A capa da Veja nas bancas.


No dia 21 de março, Haroldo Barbosa faria 100 anos. Um gênio da cultural brasileira.

Dívida impagável
RUY CASTRO
Folha de São Paulo

Você conhece muita coisa dele, mas talvez não ligue o nome à figura: "Não posso mais, ai que saudade do Brasil/ Ai que vontade que eu tenho de voltar..." ("Adeus, América"); "Oi de conversa em conversa/ Você vai arranjando um meio de brigar..." ("De Conversa em Conversa"); "Madame diz que a raça não melhora/ Que a vida piora por causa do samba..." ("Pra Que Discutir com Madame"); "Eu quero um samba feito só pra mim/ Me acabar, me virar, me espalhar..." ("Eu Quero um Samba").



E que tal "Cara de palhaço/ Pinta de palhaço/ Roupa de palhaço/ Foi este o meu amargo fim..." ("Cara de Palhaço")? Ou "Você tem que dar, tem que dar/ O que prometeu, meu bem/ Mande o meu anel que de volta/ Eu lhe mando o seu também..." ("Tim-Tim por Tim-Tim"). Ou "Devagar com a louça/ Que eu conheço a moça, vai/ Devagar..." ("Devagar com a Louça"). Ou "Tentou contra a existência/ Num humilde barracão/ Joana de Tal, por causa de um tal João..." ("Notícia de Jornal"). Grandes sambas de balanço e de bossa.



Na área do samba-canção, era covardia: "Garçom, apague esta luz/ Que eu quero ficar sozinha..." ("Bar da Noite"), "Momentos são/ Iguais àqueles em que eu te amei..." ("Nossos Momentos"), "Foi assim/ A lâmpada apagou/ A vista escureceu/ Um beijo então se deu..." ("Meu Nome é Ninguém"). E as versões de canções americanas, francesas, mexicanas, que se incorporaram à nossa música?



Tudo isso é o carioca Haroldo Barbosa, que teria feito 100 anos no dia 21 último. Apenas pelo letrista que ele foi, o Brasil lhe deve uma biografia, songbooks, discos e musicais de teatro. Se acrescentarmos seu fabuloso trabalho em rádio, TV, boate e jornal, como produtor de programas, redator de humor, roteirista de shows e até cronista de turfe, a dívida será impagável.

Haroldo, o Brasil vai morrer te devendo. Quem mandou ser gênio?

Um talento especial nos graves: Adam Ben Ezra. Come Together. The Beatles. Desculpe aí, como diz meu amigo Nêgo Riba.

Sugestão de Hermance Pereira


Come Together

Here come old flat top
He come groovin' up slowly
He got joo joo eyeballs
He want holy rollers
He got hair down to his knees
Got to be a joker
He just do what he please

He wear no shoeshine
He got toe jam football
He got monkey finger
He shoot Coca Cola
He say I know you, you know me
One thing I can tell you is
You got to be free
Come together, right now
Over me

He bag production
He got walrus gumboot
He got Ono sideboard
He one spinal cracker
He got feet down below his knees
Hold you in his armchair
You can feel his disease
Come together, right now
Over me

He roller coaster
He got early warning
He got muddy water
He one Mojo filter
He say one and one and one is three
Got to be good looking
'cause he's so hard to see
Come together right now
Over me

Come together, yeah
Come together, yeah
Come together, yeah
Come together, yeah
Come together, yeah
Come together, yeah
Come together, yeah

Come together, yeah

Alô Cajá ! Hoje em nossa 3ª Festa de Arromba - Uma Noite em Cajazeiras em João Pessoa teremos dose dupla e extraordinárias atrações.


O Melhor da MPB com Alysson Voz e Violão e o Melhor da Jovem Guarda com Roberto e Banda Tuareg's - Um Show e Baile dançante Imperdível !


A partir das 10 horas estaremos atendendo os retardatários, no local da festa. APECF - Antiga Boate da Caixa - Altiplano Cabo Branco.

A ladainha de sempre continuará presente: a culpa é da'zelite', a mídia golpista, Sérgio Moro, Joaquim Barbosa e...FHC. A conversinha é essa, mas o 'caba' da mochila ainda está solto.

Josias de Souza


Detectada pelas pesquisas e ecoada em panelaços e protestos de rua, a impopularidade de Dilma Rousseff fez da imagem da presidente um problema urgente. A simbologia de gestora austera e eficiente ruiu. E Dilma já não consegue inspirar uma marca positiva. Foi contra esse pano de fundo que acaba de ser nomeado para o posto de ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República o político petista Edinho Silva.

Edinho foi tesoureiro da campanha presidencial de Dilma em 2014. Sua escolha representa uma guinada no pensamento da presidente para a área de comunicação. Dilma resistia à ideia de enfiar um representante do PT dentro do cofre que guarda as verbas de publicidade do governo. Coisa de R$ 5 bilhões anuais. Ela receava sobretudo desagradar os meios de comunicação, avessos à pregação petista em favor da regulação da mídia. Sob crise, a pressão do PT fez Dilma superar seus medos.

O novo ministro entra no lugar do jornalista Thomas Traumann, cujo pescoço foi à guilhotina depois que ganhou as manchetes um documento que ele havia produzido para consumo interno. No texto, Traumann diagnosticara o “caos político” em que se meteu o segundo governo de Dilma. Apontara uma desconexão entre o discurso oficial e a realidade.

Contra a impopularidade, Traumann receitara remédios de efeitos duvidosos. Por exemplo: mais “publicidade oficial focada em São Paulo”, justamente a praça que rosna mais alto para Dilma. “Não há como recuperar a imagem do governo Dilma em São Paulo sem ajudar a levantar a popularidade do [prefeito paulistano do PT Fernando] Haddad”, anotara o agora ex-ministro.
Edinho é sociólogo, não jornalista. Mas nada impede que ele recrute um profissional do ramo para lidar com os repórteres que realizam a cobertura diária da Presidência. As dúvidas que o novo ministro terá de responder são de outra ordem: pretende aplicar o orçamento de publicidade do governo segundo critérios partidários, como já foi insinuado no documento do antecessor? Planeja propor alguma alteração nas leis que regem a comunicação no país?

O uso político da publicidade seria inútil e desrespeitoso. Inútil porque ainda não foi inventada a propaganda capaz de vender um mau produto. Desrespeitoso porque o dinheiro que o contribuinte ganha suando não deve ser torrado assobiando. O desrespeito seria ainda maior se praticado em meio à crise que começa a roer a renda e o emprego.

Quanto à legislação, Edinho Silva costuma dizer coisas assim: “Temos que criar efetivamente condições para que haja uma democratização da comunicação no país. E isso passa pela democratização da propriedade dos veículos. É um debate que deve ser feito com muita tranquilidade, sem partidarismo e em parceria com a sociedade. Não pode haver dogmas.”

Se fizer desse tipo de pregação uma prioridade de sua gestão, o novo ministro da Comunicação Social tende a virar uma crise antes mesmo de comunicar sua primeira ideia para sanar o déficit de credibilidade que aproxima a imagem de Dilma do chão.
Desalento
Igor Gielow
Folha de São Paulo

A divulgação dos números do PIB mostram um quadro que seria desalentador por si só, mas que ganha aspecto de tragédia para um governo de continuidade que não conseguiu começar, passados cinco meses de sua reeleição.

O cenário é desesperador porque todas as fichas estão colocadas no ajuste fiscal de Joaquim Levy, última linha de defesa para tentar atravessar o desastre previsto para 2015 e, cada dia mais, também 2016.

Só que não estamos em 2003, quando uma grande dificuldade econômica, de resto menor em variáveis do que a atual, encontrava um governo forte e respaldado para tocar a correção de rumo.

Dilma está naquela situação do time que precisa de uma combinação de resultados, e não apenas de seus próprios gols, para evitar o rebaixamento no campeonato.

O Planalto precisa do PMDB parlamentar se quiser evitar a aprovação de mais dificuldades econômicas pelo Congresso. Depende do "aliado" (aspas compulsórias) para, na mão contrária, aprovar medidas impopulares --algo cada vez mais ilusório. Necessita também encontrar um discurso para ruas cada vez mais inquietas, outra improbabilidade.

O que o governo faz? Compra brigas. Ora incentiva o partido do Kassab, irritando o PMDB, ora vê o PT derrubar ministro para tentar impor sua agenda belicista contra a "mídia golpista" (mais aspas exigidas), como se isso tivesse de fato algo a ver com as multidões do 15 de março.

Falando nelas, o garrote na vida real se apresenta. Os indicadores de renda e emprego se unem à inflação rediviva no rol de ruínas da gestão Dilma-1, corroendo, como de resto todas as pesquisas mostram, sua popularidade não só entre os ricos e brancos demonizados pelo PT.

A resultante é que não há solução política à vista, e a esgarçadura do tecido econômico jogou no colo do ajuste de Levy toda a responsabilidade por uma saída

A coisa está feia.
Lauro Jardim

Lula: de carreira, não

As viagens de Lula pelo Brasil, seja para o Rio de Janeiro, seja para Brasília, não têm sido em voos de carreira.

José Seripieri Junior, dono da Qualicorp, colocou à disposição de Lula seu Cessna 680, um jato de dois motores capaz de transportar nove passageiros com conforto.

Junior tem sido um amigo generoso para Lula. Também foi na casa dele, em Angra dos Reis, que o ex-presidente passou o Réveillon.

A primeira página do jornal Correio da Bahia


A primeira página do jornal Correio Braziliense


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Sob Dilma, PIB é o pior desde Collor

Globo:  PIB cresce 0,1%, e país adia recessão para 2015

Extra: UPP também recua na Vila Cruzeiro

ValorEconômico: Juiz Sérgio Moro: documento 'perturbador' indica que propina vai muito além da Petrobrás

Estadão: Investimento despenca e PIB fica estagnado

ZeroHora: Economia tem pior resultado em 5 anos / Operação Lava Jato: sentenças de ações penais começarão a ser emitidas

EstadodeMinas: [Faculdade de Filosofia] Tráfico e violência forçam suspensão de aulas na UFMG

CorreioBraziliense: Acionista da Galvão Engenharia era mandante do esquema da propina

CorreiodaBahia: [PIB e recessão] Lá vem o Brasil descendo a ladeira...

- DiáriodoNordeste: Queda de repasse deve gerar cortes em Prefeituras

JornaldoCommercio: [PIB e recessão] Estamos mais pobres

- JornaldaParaíba: Indústria da Paraíba tem 2ª maior tarifa de energia

sexta-feira, 27 de março de 2015

Lauro Jardim

Manifestação em São Paulo: insatisfação

Já está circulando na CNI a pesquisa encomendada ao Ibope para medir o pulso do país – e mais especificamente a popularidade do governo.

A pesquisa deve ser divulgada a qualquer momento entre hoje e segunda-feira. Antes, claro, Robson Andrade, o presidente da CNI, vai cumprir o ritual de comunicar antecipadamente o resultado ao Palácio do Planalto.

A tendência é que os números sejam piores para o governo do que os registrados pelo Datafolha na semana passada.

Alô Cajá ! Avisamos aos retardatários que ainda interessem participar da 3ª festa de arromba uma noite em Cajazeiras, neste sábado em João Pessoa que restam poucas mesas e que estas estarão sendo vendidas amanhã a partir das 10 horas no local do evento APCEF - Boate da Caixa. Lembrando mais uma vez que não teremos Ingressos Individuais.

Já Zé Dirceu... olha o que fazia....

TIROTEIO
Coluna Painel-Folha de São Paulo

"Vim falar com Renan porque aprendi desde muito cedo que, quando se vai à igreja, é preciso beijar a mão do padre."
DO SENADOR JOSÉ PIMENTEL (PT-CE), líder do governo no Congresso, sobre acordo que adiou a votação da renegociação da dívida de Estados e municípios.

A Coluna Faisqueira do jornal Gazeta do Alto Piranhas está cheia de 'muído'!

Retrato da pobreza


Na tentativa de trazer mais um jogador para o elenco do Atlético de Cajazeiras, que está participando do campeonato de futebol profissional da Paraíba, fizeram uma campanha para pagar a sua passagem até a nossa cidade. Isto demonstra o quanto o nosso time é pobre. Uma tristeza e um sofrimento maior ainda para os torcedores!

Gobira

O sapateiro Antonio Gobira, que tirou quase 50 mil votos para deputado federal na última eleição, foi ovacionado quando da entrega de um titulo, durante uma festa realizada no Campestre Clube de Cajazeiras, que homenageava outras pessoas da cidade e da região. 

Gobira 2

Que lição poderia ser tirada deste fato? Os analistas políticos da cidade de Cajazeiras divergem: uns dizem que foi aberto um sinal de alerta para os que fazem a situação, enquanto outros afirmam que na hora da onça beber água existe uma diferença muito grande em ser candidato a deputado federal e ser postulante da cadeira de prefeito de Cajazeiras.

O aeroporto e os 5651 dias de promessa


O aeroporto de Cajazeiras ganhou esta semana um bom espaço na mídia local e o povo voltou a ter esperança sobre a sua conclusão e homologação. A sua construção vem se arrastando desde o governo de Cássio, passou pelos dois anos de Zé Maranhão, pelos quatro anos do primeiro mandato de Ricardo, mais três meses de Ricardo II e lá se vão 5651 dias de promessa.

O aeroporto e os 5651 dias de promessa

A crença de vê-lo pronto se prende ao fato que o senador Raimundo Lira, que é cajazeirense, está vivamente interessado na sua conclusão e a para isto, em poucos dias, já esteve duas vezes com o Ministro Padilha tratando do assunto. Enquanto há vida existe esperança. 

Briga sem futuro


A troca de “cortesia” entre o governador Ricardo Coutinho e o senador Cássio da Cunha Lima rendeu esta semana muito mais que precisão em casa de pobre. Amigos ontem, “inimigos” hoje e quem sabe se no futuro não voltam aos beijos e abraços. Dentre muitas opiniões sobre a briga, ouviu-se: seria melhor que os dois, ao invés de trocarem “amabilidades”, fossem trabalhar mais ainda pela Paraíba.

Aposta


Tem gente apostando que o deputado estadual José Aldemir Meireles, que está com um pé fora do seu partido, o PEN, e com outro no PSDB (?), teria sido tentado para fazer parte da base aliada do governo. Alguém sapecou: pelo temperamento do deputado e pelas rusgas recentes entre ele e o governador, é mais fácil boi voar.

Afastamento

Êêêêê boooi...
Em cima de um cavalo, o deputado José Aldemir, andou lado a lado a lado, no município de Cachoeira dos Índios, com os que fazem oposição a prefeita de Cajazeiras, Dra. Denise. Durante a cavalgada, não se sabe o teor das conversas, mas possivelmente não foi apenas para rezar pedindo chuvas a São José. 

Afastamento 2

Estaria José Aldemir mandando um recado para a prefeita Denise de que teria como conseguir amigos nas oposições ou simplesmente fazendo charme para se mostrar de que também teria o seu “valor”? O fato é que muitos não acreditam que jamais haveria rompimento, em 2016, entre Zé e Denise.

Vituriano 


Foi notada a ausência do ex-deputado estadual, médico Antonio Vituriano de Abreu, na famosa Cavalgada em homenagem a São José no município de Cachoeira dos Índios. Ele que é devoto de São José não veio rezar para que o santo mandasse água para encher os açudes de sua propriedade. Vituriano agora vive abraçado com os livros de Direito, curso que deverá concluir agora no mês de dezembro.

Léa Silva


A vereadora e Secretária da Casa Civil do governo do estado, Léa Silva, pouco a pouco vai descobrindo os caminhos das pedras para ganhar visibilidade. Esta semana fez um evento para homenagear as mulheres guerreiras de Cajazeiras. Residindo em João Pessoa, ela sabe mais do que ninguém, que não pode “abandonar” o seu eleitorado e muito menos deixá-lo nas mãos e sob os olhares dos adversários. O olho do dono é que engorda o boi.

O amor é tudo. Linda música (Love is all) de Malcolm Roberts.


Josias de Souza

Peru: Aécio encontra Mitzy Ledezma e Lílian López, mulheres de oposicionistas presos na Venezuela 

Aécio Neves está na capital peruana, Lima. Foi à cidade a convite da Fundação Internacional da Liberdade, entidade presidida pelo escritor Mário Vargas Lhosa. Ele participa de seminário sobre a liberdade na América Latina. A situação na Venezuela domina os debates.

Na abertura do encontro, nesta quinta-feira, Aécio encontrou-se com Mitzy Ledezma e Lílian López. A primeira é mulher do prefeito de Caracas Antonio Ledezma, um opositor que o presidente venezuelano Nicolás Maduro mandou prender no mês passado. A outra é mulher de Leopoldo López, outro opositor que Maduro mandou para a cadeia há um ano.

Sem mencionar o nome de Dilma Rousseff, Aécio criticou a passividade dos governos da região em relação a Maduro. “Tem faltado aos governos eleitos democraticamente na América Latina uma palavra clara de condenação à escalada autoritária que cerceia a liberdade dos irmãos venezuelanos'', disse.

Além de Aécio, voaram para Lima o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP), número 2 da chapa presidencial do PSDB na disputa de 2014, e o deputado Roberto Freire, presidente do PPS. Nesta sexta, Aécio discursará no seminário como presidente do PSDB.

Em Brasília, na ausência do líder da oposição, os peemedebistas Renan Calheiros e Eduardo Cunha cuidam para que Dilma não sinta falta de antagonistas.

De Olavo de Carvalho: "É significativo. O pessoal dos movimentos de protesto convoca O POVO, o Rui Falcão convoca A MILITÂNCIA. Ele sabe que se convocar o povo vão rir da cara dele."

Felipe Moura Brasil


Um dia após confessar que “É um governo de merda, mas é o meu governo”, o presidente do PT, Rui Falcão, convocou a militância para sair às ruas na próxima terça-feira 31 (enquanto os trabalhadores de verdade trabalham).

O objetivo é contrapor o ato anti-Dilma marcado para 12 de abril, assim como os pelegos petistas fizeram em 13 de março, dois dias antes da maior manifestação política da história do país.

“Nós vamos nos mobilizar em todas as cidades, fazer pequenos atos, plenárias, panfletagem. PT na rua em defesa da democracia, da Petrobras, dos direitos dos trabalhadores e contra a corrupção e reforma política”, disse Falcão em vídeo.

Contra a corrupção? Claro. O partido que roubou pelo menos 300 milhões de dólares dos brasileiros na Petrobras combaterá, mais uma vez, uma palavra, uma abstração, o nome de um dos crimes cometidos por seus membros.

Para isso, só não sei se pagará de novo 50 reais, em média, a cada militante. Com a inflação como está, talvez os não trabalhadores mereçam um reajuste.

Começou de novo o 'tirinête' de prisão...

Polícia Federal faz novas prisões na Lava Jato

Um dos detidos é o empresário Dario Galvão, acionista da Galvão Engenharia

Ricardo Brandt, Fausto Macedo e Ricardo Chapola
Estadão

A PF prendeu na manhã desta sexta-feira, 27, o empresário Dario Galvão, acionista da empreiteira Galvão engenharia. A prisão de Dario Galvão foi decretada pelo juiz Sergio Moro, que conduz todas as ações penais da operação lava jato. A PF executa, pelo menos, outros dois mandados de prisão e busca. O outro preso é Guilherme Esteves, apontado pela força-tarefa como operador do esquema.

A Galvão engenharia é uma das 16 empreiteiras alvo da investigação sobre propinas, corrupção e carteirização na Petrobrás.

Na última quarta-feira, 25, a Galvão protocolou no Rio de Janeiro pedido de recuperação judicial, alegando dificuldades financeiras por causa de inadimplência, inclusive da Petrobrás.

Um dos executivos da empreiteira, Erton Medeiros, está preso desde novembro.

Nos últimos dias, dois empreiteiros fizeram revelações à força-tarefa da Lava Jato, acerca do envolvimento de outros empresários. Um deles é Gerson Almada, da Engevix Engenharia. O outro é o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia.

Dario Galvão é alvo de ordem de prisão preventiva.

A capa do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas


A primeira página do jornal A Gazeta


A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do jornal Zero Hora


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

Folha: PMDB quer fixar prazo para Dilma indicar ministro do STF

Globo:  PF desvenda fraude fiscal de R$ 19 bi

Extra: O recuo da UPP

BrasilEconômico: Banco Central admite inflação acima da meta e retração de 0,5%

Estadão: Executivo da Petrobrás diz que assinou cheques para senador do PT [Humberto Costa]

ZeroHora: Setor elétrico é investigado, diz procurador

EstadodeMinas: [Faculdade de Filosofia] Tráfico monta ponto de venda de drogas na UFMG

CorreioBraziliense: [Recessão] Dois anos perdidos na economia brasileira

CorreiodaBahia: Trancou a cabine e voou para a morte

- DiáriodoNordeste: [CEF] Gerente da Caixa liberou 17 empréstimos à quadrilha

JornaldoCommercio: Procedimentos de cabine são revistos

- JornaldaParaíba: Remédios mais caros

quinta-feira, 26 de março de 2015

Termina o jogo Ponte Preta 3 x 1 Santos, com uma grande atuação do nosso Renato Cajá. Jogou muito.


‘Clube’ compartilhava preços antes de licitação da Petrobrás, diz novo delator

Diretor da Toyo Setal decidiu colaborar com a Justiça e detalhou esquema de cartel que envolvia até a combinação de propostas ‘cobertura’ para não vencer os certames da estatal

Por Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

O executivo Marcos Pereira Berti, diretor da Toyo Setal e novo delator da Lava Jato, revelou em detalhes à força-tarefa como era a atuação do “clube” de empreiteiras que cartelizava as licitações na Petrobrás e elencou 11 obras da estatal divididas pelo grupo, que chegava até a definir quais empresas apresentariam propostas “cobertura” com preços acima da estimativa para perder a licitação e garantir a definição das vencedoras dos certames da petrolífera.

O executivo, que decidiu colaborar com as investigações no âmbito do acordo de leniência firmado pela Toyo Setal com o MPF em outubro do ano passado, relatou que começou a participar dos encontros do clube em 2005, quando nove empreiteiras compunham o grupo – Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC, Mendes Junior, Setal, MPE, Promon e Techint. Nestes encontros, além de discutir quais empresas venceriam quais licitações da estatal, “as demais participantes do grupo comprometiam-se a não apresentar propostas competitivas que pudessem vir a prejudicar a escolhida”, afirmou Berti em depoimento de fevereiro deste ano.

Início de obras de Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, sem projetos consolidados gerou gastos excessivos

Para apresentar essas propostas de “cobertura”, segundo o executivo, as empreiteiras chegavam a compartilhar os orçamentos que seriam apresentados nas licitações. “Para que esta rotina funcionasse as empresas ou consórcio de empresas escolhidas pelo grupo para vencer os certames da Petrobrás encarregavam-se de, por meio de emissários próprios, encaminhar envelopes com o valor da proposta que apresentariam no certame para que as empresas ou grupos de empresas que forneceriam as propostas coberturas pudessem efetuar lances superiores”, explicou. Dessa forma, não apenas eram definidos os vencedores das disputas, como também as propostas que ficariam em 2º, 3º e 4º colocados nas licitações.

Além de definir os vencedores e as demais propostas apresentadas nas disputas da Petrobrás, o grupo de empreiteiras também buscava “agregar” as empresas de fora que eventualmente disputavam os certames da petrolífera. Segundo Berti, isso passou a ocorrer no fim de 2006, quando a Petrobrás começou a convidar empresas que não participavam do clube das 9 empreiteiras. Com as dificuldades causadas pela decisão da estatal, de acordo com o executivo “os representantes das empresas que o depoente considera as mais fortes do grupo, quais sejam: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, UTC e Odebrecht procuraram manter contato com estas novas empresas fora do grupo para também chamá-las para participar do grupo e das reuniões para a divisão dos certames e contratos da Petrobrás”, afirmou.

Refinaria de Paulínia. 

A partir de então, e com o aumento das licitações na estatal, segundo o depoimento, as reuniões do clube passaram a ser mais frequentes, “ocorrendo mensal ou bimestralmente” e agregando as empresas: OAS, Engevix, Skanska, GDK, Iesa e Queiroz Galvão.

De acordo com o executivo, o esquema envolveu as licitações das refinarias de Paulínia (Replan), Alberto Pasqualini (Revap), Gabriel Passos (Regap), Abreu e Lima (Rnest), Duque de Caxias (Reduc), Presidente Bernardes (Rpbc), Presidente Vargas além dos terminais de Barra do Riacho, da Bahia e de Cabiúnas. O esquema ainda foi utilizado nas licitações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), segundo o delator.

Tabelas. A dinâmica do clube para definir a divisão dos certames contava ainda com a elaboração de tabelas em que cada empresa definia suas prioridades – 1, 2,3 – em determinado trecho a ser licitado em cada obra. A força-tarefa da Lava Jato aprendeu algumas destas tabelas nas buscas realizadas na sede da Engevix, e Berti confirmou que elas eram utilizadas nas reuniões do grupo.


“Esta tabela serviu de base para as discussões nas próximas reuniões do grupo, que nas etapas seguintes as empresas buscavam formar consórcios entre si para discutir seus interesses em conjunto nas próximas reuniões do grupo, que então se buscava uma reunião global com todos os participantes para estabelecer quais empresas ou consórcios ‘ficaria com o que’”, explicou o executivo.

VEJA TRECHO DO DEPOIMENTO EM QUE BERTI EXPLICA AS SIGLAS DAS TABELAS:


Ele afirmou ainda que as definições do clube permaneciam “ao longo de todos os certames da Petrobrás”, caso a petrolífera não convidasse nenhuma empresa de fora. Nestes casos podiam ocorrer duas possibilidades: ou as empresas deixavam de combinar e disputavam entre si para competir com as concorrentes de fora do clube, ou passavam a procurar representantes de outras empresas de fora para fazer os acertos.

O 'fí de rapariga' podendo morrer sozinho...

Copiloto do A320 teve intenção de 'destruir o avião', diz promotor
Folha.com

Promotor francês diz que copiloto Andreas Lubitz teve intenção de derrubar o avião da Germanwings

LEANDRO COLON
ENVIADO ESPECIAL A PARIS

As investigações das autoridades francesas apontam que um ato deliberado do copiloto derrubou o Airbus A320 da Germanwings com 150 pessoas a bordo na última terça-feira (24).

Segundo o promotor de Justiça de Marselha, Brice Robin, o copiloto Andreas Lubitz, 28, impediu de forma voluntária o retorno do piloto à cabine e operou intencionalmente para chocar o avião contra os Alpes franceses.


"Enquanto estava sozinho, o copiloto pressionou o botão para colocar o avião em descida. É uma ação em altitude que só pode ocorrer de forma deliberada", disse o promotor, em coletiva nesta quinta-feira (26).

O gesto do copiloto, afirmou, mostra uma "tentativa de destruir o avião".

A autoridade francesa afirmou que não há, por enquanto, elementos que expliquem essa atitude. Agentes da polícia alemã realizam uma revista na casa do copiloto em Düsseldorf, capital da Renânia do Norte-Vestfália, nesta quinta.

As informações foram obtidas por meio das gravações de áudio da caixa-preta encontrada em meio aos destroços na terça.

O voo fazia a rota Barcelona (Espanha)-Dusseldorf (Alemanha) com 144 passageiros e seis tripulantes —todos morreram.

O avião caiu por volta de 11h (7h, horário de Brasília) de terça-feira, após uma repentina descida em quase dez minutos em direção às montanhas, sem qualquer alerta de emergência.

A Lufthansa, que controla a Germanwings, afirmou, por meio do CEO, Carsten Spohr, que Lubitz havia passado nos testes médicos e técnicos, não dando qualquer indício de que poderia cometer um ato como este.

Ele fora contratado em 2013 e tinha, segundo informações da empresa aérea, 630 horas de voo.

O promotor de Marselha confirmou a informação antecipada pelo jornal "The New York Times" de que havia apenas um piloto na cabine na hora da queda —o outro havia deixado o local pouco antes.

"É possível ouvir que ele (o piloto) bate, se identifica, pede para abrir a porta, mas não há resposta", afirmou.

Brice Robin disse também que a cabine ficou em "absoluto silêncio" nos últimos dez minutos antes da queda.

É possível ainda, segundo ele, ouvir a respiração do copiloto até o momento do impacto, o que mostraria que ele estava vivo na hora do choque com a montanha.

Os passageiros provavelmente só perceberam nos momentos finais o que estava acontecendo —gritos podem ser ouvidos momentos antes da colisão, segundo o áudio gravado na caixa-preta.

Robin, no entanto, disse que não vê a queda do A320 como um suicídio. "Quando se é responsável por 150 pessoas, eu não chamo isso de suicídio", disse.