sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Pente fino surpressa é realizado no presídio Padrão de Cajazeiras nesta quinta

A direção do Presídio Padrão de Cajazeiras realizou uma operação “Pente fino”na manhã desta quinta-feira (19), na qual foram encontrados espetos, celulares e drogas dentro de algumas celas.

Durante a revista, foram verificadas várias celas no intuito de encontrar objetos ilícitos para apreensão.  

A revista surpresa que foi realizada pelos Agentes Penitenciários, contou com apoio de policiais do BOPE, e Canil do BOPE, além do apoio do Corpo de Bombeiros.

Todo material ilícito da operação foi encaminhado para a delegacia na cidade de Cajazeiras.
Alexandre de Moraes tem perfil ideal para STF, diz Marco Aurélio
A indicação de um substituto deve partir do presidente Michel Temer. No entanto, o ministro afirmou que indicaria Moraes 'se a caneta fosse minha'
Veja.com
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello sugeriu o nome do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para ocupar o posto de ministro do STF, em substituição a Teori Zavascki, que morreu nesta quinta-feira em um acidente aéreo no litoral de Paraty, no Rio de Janeiro.

Mello afirmou também que não vê riscos à Lava Jato, mas fez a ressalva de que a hipotética indicação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que comanda os processos na primeira instância, traria um “duplo prejuízo” à operação.

Marco Aurélio disse que “o perfil ideal é um nome com bagagem jurídica e experiência” para sucessor de Teori Zavascki na Corte. “Aí nós temos, por exemplo, o ministro que está no Ministério da Justiça, que foi do Ministério Público, é professor, constitucionalista, foi secretário de Segurança Pública do prefeito Kassab, secretário de Justiça e Segurança Pública do governo Alckmin, e aceitou o sacrifício de ir para Brasília trabalhar no Ministério da Justiça”, disse.

A atribuição de indicar o novo ministro do Supremo é do presidente da República, Michel Temer. Marco Aurélio Mello, no entanto, disse que o indicaria. “Se a caneta fosse minha.”
Não há saída para a ORCRIM
O Antagonista

As delações premiadas da Odebrecht podem ser interrompidas por algum tempo.

Mas hoje foi protocolado o acordo de leniência da empreiteira. E ele estabelece que, no prazo de dois meses, a Odebrecht apresente a lista de todos os pagamentos de propina dos últimos 16 anos.

Diz o Estadão:

"O acordo de leniência é assinado por 26 procuradores da República, de Curitiba e de Brasília, e deve ser homologado pelo juiz Sérgio Moro – que ainda não recebeu o documento. O termo já foi homologado pela 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão, órgão do Ministério Público competente para analisar o ajuste.

A Lava Jato aponta desvio de mais de R$ 40 bilhões na Petrobrás, entre 2004 e 2014, por empreiteiras que agiram cartelizadas e em conluio com políticos – em especial do PT, PMDB e PP – e agentes públicos. Além de enriquecimento ilícito, o esquema teria patrocinado ilegalmente partidos e campanhas eleitorais – não só da base dos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007-2010) e Dilma Rousseff (2011-2014 e 2015-2016), mas da oposição, como o PSDB".

Não há saída para a ORCRIM.

Assim a Ave Maria fica mais linda ainda

Sugestão de Roselânia Farias
Brasileiros não querem Sergio Moro no STF
Medo é de que Lava-Jato deixe de avançar sem o juiz
Ernesto Neves
Veja.com
Moro no STF: medo de que a Lava-Jato emperre

Apesar da campanha nas redes sociais, 65% dos brasileiros não querem que Sergio Moro ocupe a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal. Zavascki era relator da Lava-Jato no STF.

A justificativa apresentada pelos entrevistados é de que a operação deixaria de avançar sem Moro. Já 31% acreditam que ele deveria ser nomeado para o cargo, enquanto 4% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada a partir de questionário online entre os dias 19 e 20 de janeiro pelo Instituto Paraná Pesquisas.

Grande parte dos entrevistados também disse que o acidente aéreo foi uma conspiração para matar Zavascki.
EXCLUSIVO: JUIZ PROÍBE REELEIÇÃO DE RODRIGO MAIA
O Antagonista

O Antagonista apurou que o juiz Eduardo Ribeiro de Oliveira, da 15a Vara Federal em Brasília, acaba de proibir Rodrigo Maia de concorrer à reeleição para a presidência da Câmara.
Para 83% dos brasileiros, morte de Zavascki não foi acidente
Apenas 15% dos entrevistados acreditam que morte de Teori Zavascki foi fatalidade
Ernesto Neves
Veja.com
Acidente causa comoção e deixa brasileiros perplexos

Para 83% dos brasileiros a morte do ministro do STF e relator da Lava-Jato Teori Zavascki não foi acidente. Apenas 15% acreditam em fatalidade, enquanto 1,3% não soube ou não quis responder.

A pesquisa foi realizada a partir de questionário online entre os dias 19 e 20 de janeiro de 2017 pelo Instituto Paraná Pesquisas.

O 'boca quente' assumiu com a carga toda...

Populista e nacionalista, Trump promete ‘devolver poder ao povo’
O 45º presidente dos Estados Unidos falou pela primeira vez no cargo, afirmando que priorizará a nação americana frente a outros países
Veja.com
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, toma posse nesta sexta-feira (20), em Washington

O novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez seu primeiro discurso à nação americana durante sua cerimônia de posse nesta sexta-feira em Washington. “Estamos transferindo o poder de Washington D.C. e devolvendo a vocês, o povo”, afirmou o republicano.

Repetindo promessas de sua campanha, o 45º presidente insistiu que os Estados Unidos voltarão a ser prioridade em sua gestão e, assim, acabará com o desemprego no país e fará com a nação se desenvolva. “Seguiremos duas regras simples: compre americano e contrate americanos”, declarou. “20 de janeiro de 2017 será lembrado como o dia em que as pessoas se tornaram os governantes mais uma vez. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos. Todo mundo está escutando vocês agora”.

Ao iniciar sua fala, em um gesto de união nacional, Trump agradeceu seu predecessor pela ajuda no processo de transferência do poder na Casa Branca. “Somos gratos ao presidente Barack Obama e à primeira-dama Michelle Obama por sua graciosa ajuda durante essa transição. Eles foram magníficos”, disse.

Além de sua frase tradicional de “colocar a América na frente”, o magnata se dirigiu às “pessoas do mundo”. “Nós, os cidadãos da América, estamos agora unidos num grande esforço nacional para reconstruir o nosso país e restaurar sua promessa para todos os nossos povos. Juntos, vamos determinar o curso da América e de todo o mundo por muitos anos”.

Em sua primeira fala no cargo, Trump também lembrou dos problemas econômicos e educacionais dos Estados Unidos, dizendo que eles causaram a violência e “uma carnificina” no país. “Somos uma nação. Seus sonhos, são nossos sonhos. Seu sucesso, será nosso sucesso. Compartilhamos um lar, um país. E os votos que fiz hoje são para vocês, americanos”, acrescentou. Em outra passagem, Trump afirmou que seu governo vai “erradicar o terrorismo radical islâmico”.

Sem citar inimigos de governo, como em sua campanha, Trump se manteve vago, mas seguiu a linha populista e nacionalista que marcou sua campanha, afirmando que os americanos “defenderam fronteiras de outras nações e nos recusamos a defender as nossas próprias”. “Gastamos trilhões em outros países, enquanto nossa indústria entrava em decadência. Ajudávamos os outros, enquanto nosso país se desfazia no horizonte”, destacou. No fim de sua fala, Trump afirmou ainda que o país “será protegido por Deus” em seu mandato.
Donald Trump ergue o punho ao chegar para sua cerimônia de posse como presidente, no Capitólio

Podemos não ter vivido nesse tempo, mas a narrativa não se distancia de alguma de nossas lembranças. Muito bom.

COISAS DO MEU SERTÃO
Manoel Emídio de Sousa Neto

O meu nome é Antônio Malaquias, nasci na cidade do Crato em 1929, onde fui criado por uma tia até os nove anos de idade, quando vim morar com o meu pai na Paraíba. A minha mãe morreu quando eu tinha dois anos, depois disso o meu pai me deixou na casa de uma irmã dele, a tia Ambrosina, e foi com o meu irmão Severino, aventurar a vida na região de Sousa, na Paraíba, e com pouco tempo se casou com uma paraibana boa de roça e dos quartos laigos.

O meu pai chegou no Crato pra me buscar numa sexta-feira chuvosa do mês de maio de 1938 montado na famosa burra Sete-Légua, futura mãe da burra Baronesa, ainda mais famosa, e no quebrar da barra do domingo a gente veio simbora pra Sousa. Ele na cela e eu na garupa, agarrado com ele na cintura. Ele carregava duas cabaças de água, uma de cada lado da cela, e um alforje grande com farofa de carne seca, que era pra gente comer quando tivesse fome. Eita que viagem custosa, parecia que nunca tinha fim. Naquele tempo as estradas quase que não existiam, a gente andava mais por ataios e veredas. Quando se deparava com uma cerca que não tinha cancela, a burra Sete-Légua tomava distância e pinotava a cerca com nós encima. Eita que burra pai dégua, parecia ter asas.

Parece até mentira, mas passamos sete dias de viagem amontados naquela burra, que às vezes pra não perder tempo eu mijava e cagava de cima dela, sem precisar desmontar. Fazia tão bem-feito o negócio que o meu pai nem notava. Às vezes ele se lembrava de me perguntar se eu queria “ir ao mato”, e eu dizia: “Carece não, pai”, e ele botava a burra pra passada curta e macia, que parecia até que a bichinha tinha molas nas patas. A casa-grande do sítio Espera, que era onde o meu pai morava, era uma casa de taipa tão comprida que o “ôi de casa” dito na sala não chegava na cozinha que se perdia pelos labirintos dos quartos.
Chegamos na Espera bem no pingo do meio-dia do domingo e foi quando vi pela primeira vez aquela mulher “boa de roça e de quartos laigos” do meu pai e o meu irmão Severino, oito anos mais velho do que eu. Fomos diretos pra mesa pra almoçar. Eu nunca tinha visto tanta fartura, parecia que tinham se preparado a vida toda só pra aquele almoço. Era carne de bode numa tigela, noutra era carne de porco, já noutra era carne de boi, mais uma com galinha gorda, que os pedaços de carne ficavam nadando na gordura, uma bacia grande cheia de coalhada, dois pratos com queijo de manteiga bem quentinhos, outro prato com farinha do Rio Grande. O sertão daquele tempo era só de fartura, era açudes sangrando, vacaria dando cria, bezerros berrando, silos cheios de legumes de toda qualidade que dava até nojo. Todo ano tinha inverno do bom e do melhor, e quando ele atrasava um pouco, bastava uma boa reza para resolver o caso. Os santos não eram tão maluvidos como os de hoje em dia.

No meu tempo de molecote o sertão era assim e me criei me lambuzando nessa fartura, sem conhecer fome e nem precisão. Depois de rapaz cai no forró e não tinha quem dançasse como eu, onde chegava era as moças arengando por mim. Onde eu chegava escolhia logo a moça mais bonita pra namorar, pois eu era bonito, desenrolado e avantajado na conversa. Eu sempre fui entendido das coisa, pois tinha estudado no Crato com o padre Guermides e padre Raimundo Augusto, os padres mais sabidos daquele tempo, que até nomes do estrangeiro eles sabiam ler. Eles diziam que iam me dar estudo pra eu pegar a formatura que bem entendesse, que eu ia ser uma pessoa muito espetacular, mas não deu, eu troquei tudo para vir morar com o meu pai na Paraíba.

E tome namoradas, e tome ciúmes das mulheres por mim. Se eu fosse pra uma festas as moças já queriam me levar pra falar com os pais delas. Certo dia cheguei na casa de Manoel Lourenço, na Passagem Funda, aí ele disse: 
Seu Malaquias, o senhor é mesmo irmão de Severino da Espera, pessoa de muito prestigio, comprador de boi e dono da burra Baronesa?
— Sou sim, senhor!
— Então pode se aproximar e tirar proveito da festa!
Outra vez fui uma festa em São Francisco do Chabocão e lá também causei sucesso. Fui na burra Baronessa do meu irmão, a mais famosa da região. Quando cheguei juntou gente pra ver a burra e os meus arreios de pratas. O mundo inteiro já sabia que o velho Agripino de Serra Branca tinha botado 250 mil reis na burra, que era um mundo de dinheiro, que dava pra comprar uma tropa de burros e o meu irmão nem sequer pestanejou e mandou que o velho guardasse seu dinheiro para outra necessidade, que a burra Baronesa não estava à venda não. Com uma burra daquela e com a conversa gostosa que eu tinha, arranjei logo uma namorada, filha de Antônio Supriano da Ramada, moça bonita e afamada. Ai eu pedi pra ela matar duas galinhas na casa do velho Pedro Nascimento, que pra gente tirar gosto. Eu tinha vendido duas quartas de feijão a Ulisses Onorato do Jerimum e juntei com o dinheiro que eu já tinha em casa e me mandei pra essa festa em São Francisco. Era dinheiro que dava pra comprar até terreno grande, juntei o pacote e meti tudo no bolso, pois eu era folgado e farrista. Ai começamos a namorar, aí ela me chama pra beber. Ela na gasosa, que era o guaraná da época, e eu no conhaque de Alcatrão de São João da Barra, quente que só o fogo dos infernos. Ela estava com uma irmão e uma prima. Ai o velho sentiu falta das filhas e da sobrinha e saiu feito um louco procurando por elas, quando de repente ele risca onde nós estava: 
— Mas minha filha, que desfeita é essa, eu lhe procurando e você aqui, na mesa com esse rapaz desconhecido?! Quem é ele? 
— Cidadão, desconhecido não — eu sempre respondia no pé da bucha. Talvez o senhor conheça Severino da Espera, comprador de boi e oiticica.
— O dono da burra Baronesa?
— Isso mesmo, cidadão — eu disse, já todo dono da situação. 
— Meu fii me perdoe, eu já vendi muito boi ao seu irmão, que é um homem muito capitalista e especiá. 
— Muito bem! Ótimas palavras o senhor tá dizendo! O senhor me desculpe eu ter trazido sua filha pra aqui, mas não houve nada de errado, apenas estava comendo umas galinhas que eu mandei preparar — comigo não tinha nhem-nhem, era tudo em cima da bucha. Eu era mesmo trunfo de paus, direto que só bala de fuzil. Aí eu toquei conhaque no vei: 
— Meu fii, eu nunca bebi não!
— Mas beba que isso aqui é bom, anima a gente demais. Depois pedi a conta e quando tirei o baceiro de dinheiro do bolso o velho quase teve um troço
Mas meu fii, por caridade, o senhor anda com essa alaime de dinheiro no bolso? Não tem medo de peitar com cabra ruim na estrada, não?
— Dia desse me deparei com uma maimota dessa na estrada e não contei conversa: mandei o amaldiçoado ligeiro se apresentar ao satanás — Aí ele pegou na minha mão e disse:
— Vosmicê é mesmo homem tinindo. É do jeito que gosto. Etelvino, ele disse para um rapazola que estava perto, tire a sela de Baronesa e amarre ela no baixio. Naquele dia tinha um jogo de futebol entre o time do Forno Velho, que nunca tinha perdido pra ninguém, e o time da Ramada. 
Seu Malaquias, por acaso o senhor joga bola?
— Sou fã de bola — eu disse. Eu sabia desse jogo e já tinha ido vestido com um calção por debaixo das calças. 
Apois o senhor vai jogar no meu time hoje — disse o velho Antônio Supriano, o pai da moça.
Quando entrei a Ramada estava perdendo de 1 a 0, e assim que peguei na bola meti um gol. Vixe maria, o velho correu para dentro do campo para me abraçar e só faltou me beijar. No finalzinho do jogo eu estava meio distraído no campo, quando um nego das bandas de Dois Riachos acerta um chute tão forte no meu pé de ouvido que quase arranca a minha cabeça e a bola, sem querer, acerta o gol do adversário. Aí o mundo pegou fogo, fui carregado nos braços quase nocauteado pelo chute daquele baitola de Dois Riachos, até a casa de Seu Supriano. O velho na maior felicidade do mundo foi logo me perguntando:
Seu Malaquias, o senhor toma uma?
— Tomo duas — eu disse.
— Eita que cabra formidável — disse o velho. Ai ele me botou num estirão de banco de madeira e encheu a mesa de comida e bebida que não ficou um lugar livre pra uma mosca assentar. 

No dia seguinte deram milho de molho à Baronesa, depois botaram a sela nela e eu vim simbora, com compromisso de voltar logo, mas aquela foi a derradeira vez que pisei por lá. Eu não tinha intenção com a moça e resolvi largar aquilo de mão, sem magoar ninguém. Eu tinha outras e outras namoradas para me ocupar.

Depois namorei com a filha do velho João Claudino, lá do Paraná, perto de Serra Branca e dono da fazenda Olha Dágua e de uma grande mercearia. Eu tinha só dez dias de casado quando fui para aquela festa de um tio de minha mulher. Era véspera de Natal e só se falava nessa festa, quando me apareceu essa mulher num vestido todo brilhoso que só faltava encandear a gente. Eu estava todo engravatado, dentro do paletó do meu casamento, quando ela parou e achou graça pra mim, aí eu ri também pra ela e quando demos por nois, estávamos abufelados dançando no salão. Depois saímos pra namorar na calçada, ela se derretendo por mim, dizendo que se eu fosse embora com ela não faltaria nada pra gente, que o pai dela tinha rios e rios de dinheiro. Mas dinheiro não era a minha felicidade, eu queria mais do que isso. A minha cabeça so pensava na minha mulher que eu tinha deixado em casa, esperando por mim. Então eu deixei tudo e voltei para os braços de minha esposa.

Depois fui passar o São João na Fortuna, perto de São Pedro. Nessa época eu estava jurado por seis cabras invejosos das bandas de lá (tinha até um que trabalhava na linha de ferro), dizendo que se eu fosse para a festa iriam me matar no cacete. Aí foi que fui. Como eu não usava arma de fogo, amolei a minha peixeira de oito polegadas nos dois lados e me mandei para a Fortuna, atrás de samba e namoro. Chiquinho de dona Mariquinha e Joca de Sousa do Santa Rosa, vieram me avisar, dizendo que os cabras estavam jurando me matar. Fui o primeiro a chegar, e quando estava calibrando os nervos com conhaque chegou Donzinha, a minha namorada, me pedindo para eu ir embora, que os cabras estavam vindo me pagar. Mas aí já era tarde e ouvi a voz deles: “Ele não vem não, ele tá com medo da gente”, aí eu gritei:
— Donzinha, minha filha, vá simbora que hoje ou eu mato ou eu morro. 
— Se for pra morrer eu quero morrer com você — ela disse aos chouros.
Laigue de ser tola e vá simbora. 

Aí não deu mais tempos, os cabras me cobriram no cacete e eu com eles na faca. A minha peixeira cortava indo e voltando. Pegou um infeliz na garganta e outro na barriga que o fato desceu. Deixei os dois estirados no chão, com a passagem comprada para a cidade dos pés juntos. Foi quando Alexandre, neto do velho Teodoro da Espera, apareceu e deu três tiros de mausa pra cima, botando os outros quatro pra correrem. Eu tinha levado uma cacetada que quase quebra um jogo de costelas, aí me levaram para a casa de Zé Inácio da Jurema, pra ele cuidar dessa pancada. O véi Inácio mandou pisar um pinto novo no pilão (até hoje não sei que putaria foi aquela), depois fez um caldo com as penas e as carnes esbagaçadas do pintinho, misturou tudo com caroba, e me mandou beber tudo de uma vez. Eu tomei essa coisa de noite e no dia seguinte amanheci bonzinho da silva, parecia que não tinha havido nada comigo.

Meu filho eu já tenho 86 anos e nunca menti na vida e tudo que fiz e faço é de conhecimento do povo. Agora mesmo bebi cinco garrafas de Pitu e oito de cervejas e ainda estou com o juízo assentado e vou pra casa de bicicleta, diferente de muitos jovens que basta tomar uma ou duas cervejas, para começar a fazer besteiras.

Bolsonaro sem papas...

As teorias de Bolsonaro
O Antagonista

Jair Bolsonaro participou, na noite de ontem, em Belo Horizonte, da formatura de soldados da Polícia Militar.

O deputado teceu seus comentários sobre a morte de Teori Zavascki:

"De onze ministros, o acidente foi exatamente com ele, foi muita coincidência. Não é por acaso."

"Luiz Eudardo Magalhães, que seria o presidente do M2, também teve uma morte suspeita. E, assim, abriram-se as portas para o PT. Teve também a morte do Celso Daniel, que colocaria por terra o plano do PT nas corrupções em Santo André."

"Temos muitas suspeitas da renúncia do ministro Joaquim Barbosa do Supremo. No ano retrasado, o Eduardo Campos morreu em uma aeronave nova. Essa aeronave do Zavascki possui duas hélices, difícil de acontecer um acidente. Teori estava prometendo liberar os nomes (da Odebrecht) em fevereiro, agora já não sabemos o futuro."

Em uma semana a prefeitura de SP agendou 250 mil exames, de 500 mil previstos e realizou 25 mil exames até aqui, tudo feito nos melhores hospitais da cidade, e alguns dos melhores do país. Hospitais com gestão mais do que reconhecida.

O custo disso? R$ 17 milhões, cerca de R$ 34 por exame.

Pra se ter uma ideia, os quase 2 mil membros do senado que tem direito ao plano de tratamento total de saúde pagam ao Sírio-Libanês R$ 3 milhões todos os anos.

Em uma semana, sem precisar construir um único hospital e sem precisar contratar uma única pessoa, a prefeitura de São Paulo eliminou metade da fila de espera. E pra piorar, tudo que a imprensa disse foi: os horários das consultas são ruins.

Existe um nome para isso que o João Doria fez, que os liberais conhecem bem, chama-se: voucher.

Segue uma lógica simples. Algumas pessoas na sociedade necessitam de saúde e educação e não conseguem arcar por si mesmas.

Os liberais sabendo que o Estado é ineficiente em construir e gerir coisas e eficiente em extorquir dinheiro sugeriram que para amenizar a situação destas o governo deveria bancar estes serviços, fornecidos por quem sabe fazer.

A lógica é simples, e o que esta por trás dela mais simples ainda: você não precisa encher um político de dinheiro, dar poder a ele pra nomear a família inteira pra algum cargo, roubar bilhões em qualquer área que meta a mão para atender os interesses das pessoas.

Se você aprova tanta intromissão assim, é por que de fato as pessoas são só uma desculpa para você pregar sua ideologia.
PF apura que avião em que ministro Teori Zavascki embarcou era seguido há 16 dias
DiáriodoBrasil
O furo de reportagem é do jornalista Cláudio Tognolli, do Yahoo

A Polícia Federal quer saber quem acessou a foto do avião que vitimou Teori na base de dados do Beechcraft.

De acordo com informações, a ficha contendo dados e a imagem da aeronave foi acessada quase 1.900 vezes em um único dia.

Alguém estava atrás desses dados desde o dia 3 de janeiro.

Repare acima no prefixo do avião – PRSOM
Investigação sobre causas do acidente começa nesta sexta-feira
ELIANE TRINDADE
FABRÍCIO LOBEL
RAFAEL BALAGO
Folha de São Paulo

Equipes da Aeronáutica e da Polícia Federal deverão iniciar logo na manhã desta sexta-feira (20) as investigações sobre as causas da queda do bimotor King Air C90, na baía de Paraty.

Os militares do Seripa 3, órgão regional de investigação de acidentes aéreos vinculado à Aeronáutica e com sede no Rio de Janeiro, chegaram em Paraty durante a noite desta quinta-feira (19).

Além dos militares, que estarão focados em achar possíveis falhas na segurança de voo, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também abriram um inquérito sobre o caso, que pode resultar em eventuais condenações.

As análises sobre as causas do acidente poderão levar meses, porém. O avião decolou do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01 e deveria ter chegado ao aeroporto de Paraty (RJ) por volta das 13h45.

No entanto, o bimotor que levava o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e o empresário Carlos Alberto Filgueiras, 69, dono do hotel Emiliano, caiu cerca de 2 km antes da pista, próximo à Ilha Rasa.

Como o pouso em Paraty ocorre no sentido do mar para o continente, é possível que o avião tenha caído durante a tentativa de pouso.

O aeroporto da cidade é pequeno e destinado apenas a aeronaves de menor porte. Não há, por exemplo, uma torre de controle para gerenciar a chegada e partida dos aviões, como ocorre em grandes aeroportos. O piloto que se aproxima do aeroporto da cidade para um pouso se orienta por referências visuais.

Segundo relatórios meteorológicos, no momento da queda, chovia forte, havia ocorrência de raios e muitas nuvens sobre Paraty.

Para o especialista em aviação Lito de Sousa, a condição climatológica será analisada pela investigação. "O ponto em que ele caiu é estranho. Dá a impressão de desorientação espacial", observa.

Caso a aeronave tenha caixa-preta com gravador de voz (o modelo não dispunha de caixa-preta que registra dados dos voos), o áudio dos últimos instantes do voo poderão confirmar esta tese ou mostrar outros fatores contribuintes para o acidente. "Ainda não sabemos nada do que ocorreu durante o voo. É preciso aguardar mais dados da investigação", diz Souza.

A desorientação espacial foi um dos principais elementos causadores do acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência Eduardo Campos, em 2014.

Segundo o relatório final da Aeronáutica, os pilotos não seguiram os procedimentos corretos em condições meteorológicas adversas.

O piloto e presidente do sindicato nacional dos aeronautas, Rodrigo Spader, diz ser necessário aguardar o pronunciamento das autoridades de investigação.

"Um acidente decorre normalmente de diversos fatores, de forma que levantar hipóteses pode dar entendimento errado das reais causas desta fatalidade".

VÍTIMAS
O Grupo Emiliano, dono da aeronave, não sabe informar ao certo quem estava a bordo da aeronave. Além do empresário Carlos Alberto Filgueiras, 69, dono do Hotel Emiliano, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, 68, o piloto Osmar Rodrigues, 56, haveria ainda duas mulheres no avião.

"O hangar é que tem que saber e informar", afirma a assessoria do grupo. Segundo o plano de voo apresentado à Aeronáutica, a viagem estava prevista para levar apenas o piloto e três passageiros.

Nenhuma das vítimas foi retirada dos destroços que permanecem sob a água. Segundo os Bombeiros em Paraty, as condições climáticas impediram o resgate dos corpos na noite de quinta-feira.

Os corpos deverão ser levados ao instituto Médico Legal de Angra dos Reis. A Polícia Científica do Rio de Janeiro deslocou peritos para auxiliar na identificação dos corpos.

HANGAR
As horas após a queda do avião foram movimentadas no hangar de Campo de Marte, onde o bimotor King Air era guardado e onde os passageiros do voo embarcaram.

Por volta das 19h, um funcionário chegou ao hangar da empresa TAG. Ele disse ser responsável pelas câmeras de segurança do local e começou a recolher computadores do hangar. Minutos depois, membros da Aeronáutica e da Polícia Federal também estiveram no local em busca das imagens do circuito interno.

'Bota pra moer', Ministra Cármem Lúcia!


Ministro Teori Zavascki morre em acidente de avião no RJ
Folha de São Paulo
 
O ministro Teori Zavascki, 68, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, morreu na tarde desta quinta-feira (19) em um acidente de avião na costa de Paraty (RJ). A informação foi confirmada pelo filho do ministro Francisco Zavascki.

O Corpo de Bombeiros do Rio informou que ao menos três pessoas morreram na queda. De acordo com os bombeiros, o avião permanece submerso e três pessoas ficaram presas nas ferragens. Carlos Alberto Filgueiras, dono do hotel Emiliano, também estava no avião. A capacidade da aeronave é de sete pessoas, incluindo tripulantes.

O bimotor King Air C-90, de fabricação americana tem prefixo PR-SOM.

Juiz da corte desde 2012, ele era responsável pelos casos da Lava Jato que envolvem pessoas com foro privilegiado, como congressistas e ministros. Ele trabalhava na fase final da análise da homologação da delação da Odebrecht, o maior acordo de colaboração da operação.

O ACIDENTE
A aeronave, prefixo PR-SOM, havia saído do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01. Segundo a Infraero e Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ela pertence à Emiliano Empreendimentos e Participações Hoteleiras, dona do hotel Emiliano.

A Capitania dos Portos teria sido acionada às 13h45 desta quinta. Logo, militares da Marinha, Bombeiros e até barcos pesqueiros iniciaram o trabalho de buscas pela aeronave.

O avião caiu no mar de Paraty, próximo da chamada Ilha Rasa, que fica a cerca de dois quilômetros do litoral. Paraty fica a 250 quilômetros da capital do Rio. Chovia de maneira moderada na hora do acidente, segundo a ClimaTempo. No entanto, havia grande nebulosidade e formação de raios.

Mergulhadores dos corpos de Bombeiros identificaram três pessoas nas ferragens. Os bombeiros tentam trazer o avião à superfície para fazer a retirada de corpos.

O braço regional do Cenipa no Rio, responsável pela investigação de acidente aéreos, enviou uma equipe à região. A equipe deve chegar à cidade apenas na noite desta quinta-feira (19).

A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), está retornando de Belo Horizonte para Brasília para acompanhar a apuração sobre a queda do avião. A informação é da assessoria de imprensa da ministra.

Cármen Lúcia avisou Michel Temer quando foi informada por assessores do ocorrido.
Foto do avião Beechcraft C90GTx, mesmo modelo que caiu em Paraty

O jornal Extra expressa o sentimento da grande maioria do povo brasileiro...


Os destaques do Jornal do Commercio


A primeira página d'O Povo


As manchetes do jornal Correio Braziliense


As manchetes de jornais brasileiros nesta sexta-feira

Folha: Relator da Lava Jato, Teori morre em queda de avião

Globo:  Morte do relator da Lava Jato atrasará delação da Odebrecht

Extra: Após morte, Brasil exige investigação

Estadão: Morre Teori Zavascki; rumo da Lava Jato no STF é incerto

ValorEconômico: Teori, relator da Lava-Jato, morre em acidente aéreo

ZeroHora: Morte de Teori Zavascki freia Lava-Jato

EstadodeMinas: Acidente aéreo mata relator da Lava Jato

CorreioBraziliense: Morte de Teori põe em risco a Lava-Jato

- ATarde: Queda de avião mata ministro do STF e outras quatro pessoas

- DiáriodePernambuco:  Tragédia deixa futuro da Lava Jato em xeque

DiáriodoNordeste: Acidente aéreo mata o relator da Lava-Jato

CorreiodaParaíba: Teori morre, mas a Lava Jato não

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O povo de Cajazeiras, por competência e reconhecimento, está em todas!

Escola Piollin mexeu com a cena cultural há 40 anos!
Silvio Osias
JornaldaParaíba

O ano era 1977. Eu e Everaldo Pontes fomos à casa do representante da EMI, em busca do novo LP de Gonzaguinha, quando ouvi do jovem ator que ele e Luiz Carlos Vasconcelos estavam ocupando – sim, ocupando! – uma área abandonada por trás da Igreja de São Francisco e que, ali, fundariam uma escola de teatro.

Foi assim que nasceu a Escola Piollin. Hoje, o Centro Cultural Piollin, há muito instalado ao lado da Bica, comemora seus 40 anos.

Posso dar o testemunho porque sou contemporâneo do nascimento e da consolidação do projeto: a Piollin mexeu (e também incomodou!) profundamente com a cena cultural paraibana quatro décadas atrás. E como mexeu!

Havia o trabalho formador de atores, havia o pequeno teatro, o circo, havia a circulação de público e de gente que representava as mais diversas áreas da nossa produção cultural. Não era pouco!

Vimos os irmãos Lira (Soia, Nanego) crianças, já atuando. E Marcélia Cartaxo. E Eliezer Rolim. Todos, e tantos outros, participando de um grande encontro anual de teatro feito para garotos e garotas.

Resultado de um desses encontros, o espetáculo Os Pirralhos tinha uma força e uma beleza comovedoras. Vejam a foto. A garota em cena é Soia Lira.
O palhaço criado por Luiz Carlos a dialogar com a comunidade do Roger. Everaldo Pontes iniciando uma trajetória que o conduziria dos palcos para o cinema. O cineclube exibindo Nelson Pereira dos Santos. O show do Grupo Água, do Chile, numa noite mágica e inesquecível. Tadeu Mathias, Ivan Santos e Firmino a arrebatar o público. Elba Ramalho, começando, com Ave de Prata.

Logo, a ocupação da área foi questionada. Patrimônio e Governo entraram em cena e encontraram em Luiz Carlos Vasconcelos o homem que comandou a luta pela preservação da escola de teatro. Não era uma causa fácil, porque havia uma ocupação, mas prevaleceu o entendimento de que era importante manter a Piollin.

A questão foi parar no gabinete de Eduardo Portella. O intelectual, ministro da Educação do general Figueiredo, se fez aliado.

O desfecho veio com a transferência da Piollin para um velho casarão ao lado da Bica. Cobri, como repórter, a solenidade em que o governador Tarcísio Burity assinou a cessão. Luiz Carlos estava cheio de sonhos e responsabilidades.

Na nova Piollin, surgiu Vau da Sarapalha. Nunca vi nada igual!
Com a transferência, o projeto cresceu, mas tenho sempre a impressão de que perdeu algo de sua mística.

De todo modo, o Centro Cultural Piollin está aí, comemorando a marca dos 40 anos.

A luta continua!

E 'tu vai' aí?!

Sugestão de Paulo Storm

Do Bode Gaiato: tem cada 'mulé'...


Vituriano de Abreu lança candidatura a deputado Federal em 2018
BlogdoFurão
Cajazeiras já tem o primeiro nome para a disputa por uma vaga na Câmara Federal. Trata-se do ex-deputado estadual e federal e, ex-prefeito Antônio Vituriano de Abreu (PMDB). O “Leão” que já havia cogitado anteriormente sua saída de forma definitiva da vida pública, parece está voltando com todo gás, e se coloca como opção para 2018.

O anuncio foi feito pelo próprio Vituriano, durante entrevista prestada na manhã desta quarta feira (17) a Mais FM. Segundo o ex-prefeito, a carência de representantes natos no Congresso Nacional, tem feito Cajazeiras e a região perder bastante, uma vez que os interesses da maioria se voltam para outras regiões do estado, analisou.

Ele ainda anunciou uma dobradinha com a secretária de saúde Dra. Paula Francinete que, também já lançou a sua pré-candidatura a deputada estadual nas próximas eleições.

Com a possibilidade de Deca do Atacadão também se lançar candidato a deputado, resta saber como fica o apoio do prefeito José Aldemir Meireles. Mas, como diz o ditado “muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte”.
Águas da transposição chegam à PB em 40 dias; Romero pedirá motobombas para acelerar trajeto até CG
Nesta quarta-feira, a comitiva do Ministério da Integração visitou o Eixo Leste, entre Pernambuco e Paraíba
Blog do Gordinho
A esperada chegada das águas do Rio São Francisco no estado na Paraíba devem acontecer até o dia 28 de fevereiro, informou nesta quarta-feira (18) o ministro da Integração Nacional Helder Barbalho, em vistoria as obras da transposição na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano.

“Nossa expectativa é que a gente possa até o último dia fevereiro estar entregando água do Rio São Francisco aqui em Monteiro e a partir daí pegar o curso do Rio Paraíba, garantido oferta hídrica, que os prazos possam ser mantidos e, acima de tudo, assegurando tranquilidade para a população”, disse o ministro.

Nesta quarta-feira, a comitiva do Ministério da Integração visitou o Eixo Leste, entre Pernambuco e Paraíba. Foram verificadas quatro estações de bombeamento do trecho (EBV-3, 4, 5 e 6), o túnel Engenheiro Giancarlo e a adutora Monteiro.

Na terça-feira (17), o ministro vistoriou do percurso das águas do Velho Chico em Pernambuco um conjunto de motobomba flutuante no reservatório (Braúnas), em Floresta, no sertão pernambucano. O equipamento possui 150 metros de comprimento e vai acelerar a chegada da água do rio, ainda neste primeiro semestre, às cidades paraibanas de Monteiro e Campina Grande. Ao todo, serão instalados quatro conjuntos neste reservatório – o segundo do eixo.
Relocamento de motobombas
Visando apressar a chegada da água no açude Epitácio Pessoa, que abastece a Região Metropolitana de Campina Grande, o prefeito Romero Rodrigues (PSDB) afirmou que vai solicitar ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que as motobombas emprestadas e utilizadas no estado de Pernambuco, também sejam usadas na Paraíba.

“Com a chegada das águas no município de Monteiro a gente poderia combinar com o ministro, evidentemente também, pedir a renovação do gesto do governador de São Paulo, Geraldo Alckmim para a gente também usar essas motobombas no trecho de Monteiro e o açude Epitácio Pessoa e com essa ação a gente consegueria reduzir esse tempo de recebimento e destinação dessa água até o município de Boqueirão”, explicou.

O governador de São Paulo já cedeu quatro motobombas para acelerar a transposição. Nessa terça-feira foi acionada a primeira delas. juntas, 1.800 metros de tubulação, com um metro de diâmetro. Os quatro conjuntos estão sendo instalados no reservatório Braúnas, onde as águas do rio São Francisco chegaram após percorrer um trajeto de 19,7 quilômetros, desde a captação do manancial no mesmo município.

Os equipamentos vão acelerar a condução da água em 15 quilômetros subsequentes até à terceira estação (EBV-3) do eixo, completando 35,6 quilômetros, após atravessar um reservatório (Mandantes). Caso haja necessidade durante o enchimento dessas estruturas, as bombas poderão ser deslocadas para outros pontos no Eixo Leste.
Laurita não alivia cautelares a empresários da Custo Brasil
Julia Affonso e Fausto Macedo 
O Estado de São Paulo

Presidente do Superior Tribunal de Justiça negou liminar para investigados por suposto envolvimento em propinas a servidores públicos na operação que mira também o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento)
Agentes da PF durante a Operação Custo Brasil, em São Paulo.

A presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, indeferiu pedido de liminar em favor dos empresários Joaquim José Maranhão da Câmara e Emanuel Dantas do Nascimento, sócios da empresa Consucred, sediada em Recife, investigados por suposto envolvimento em pagamento de propina a servidores públicos e agentes políticos na Operação Custo Brasil – que mira também o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

Os empresários foram submetidos a medidas cautelares diversas da prisão, como comparecimento quinzenal em juízo para prestar esclarecimentos sobre suas atividades, apreensão de passaportes e proibição de manterem contato com os demais investigados, inclusive entre si, informou o site do STJ – RHC 79927.

Como sócios da empresa de consultoria e vendas Consucred, eles teriam se valido da pessoa jurídica para a suposta prática de ilícitos penais, aliando-se à Consist Software, com a qual mantinham contrato de assessoria comercial e institucional.

Software – Segundo a investigação, eles teriam conseguido viabilizar o uso do software da Consist pelas instituições financeiras associadas à AABBC (Associação Brasileira de Bancos) e ao SINAPP (Sindicato Nacional das Entidades Abertas de Previdência Privada). Essas entidades firmaram acordo de cooperação técnica com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para implantar o software.

O ‘esquema Consist’ teria movimentado mais de R$ 102 milhões, supostamente utilizados de forma ilícita para remunerar servidores do Ministério do Planejamento e agentes políticos, entre 2010 e 2015.

A Operação Custo Brasil levou à prisão preventiva do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo – decretada pela Justiça Federal em São Paulo -, depois colocado em liberdade por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Após a imposição das medidas cautelares, a defesa dos empresários alegou que a decisão não foi fundamentada e nem mesmo individualizada. Afirmou que, especificamente, a medida que impede ambos os sócios de manterem contato entre si mostra-se contraditória e ilógica, ‘sendo imprescindível a realização de reuniões conjuntas para discutirem a defesa dos fatos que lhes são imputados conjuntamente’.

Prejuízo à instruçãoLaurita Vaz mencionou que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal admite o manejo de habeas corpus para impugnar a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão.

“Todavia, na hipótese, ao que parece, as medidas criminais impostas aos recorrentes foram adotadas fundamentadamente, e não se mostram desproporcionais”, afirmou.

A ministra endossou o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região em que o contato entre os sócios poderia prejudicar a instrução criminal, principalmente por causa do envolvimento da Consucred e do fato de ambos serem seus administradores.

A presidente do STJ concluiu que ‘as circunstâncias registradas não permitem a constatação de patente ilegalidade sustentada pela defesa e obstam, ao menos por ora, o acolhimento da pretensão urgente formulada’.
Veneziano Vital do Rêgo foi candidato a prefeito de Campina Grande, na Paraíba
MURILO RAMOS
Coluna Expresso
Época
O deputado Veneziano Vital do Rêgo Neto (PMDB-PB)

O Ministério Público Federal transformou em inquérito uma denúncia recebida em que o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB-PB) é acusado de lançar mão de recursos de sua cota de parlamentar nas eleições municipais de Campina Grande, na Paraíba, no ano passado. Veneziano ficou em segundo lugar na disputa. Romero Rodrigues, do PSDB, foi o vencedor. Veneziano é irmão de Vital do Rêgo, ministro do Tribunal de Contas da União.

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


No Jogo/Extra: no Flusão, Abel segura as pontas.


Os destaques do jornal Diário de Pernambuco


Na capa d'O Globo


As manchetes de jornais brasileiros nesta quinta-feira

Folha: Disputa entre facções sai de prisão e atemoriza RN

Globo:  Retirada de presos em Natal foi negociada com facção

Extra: Um milhão já podem sacar de contas inativas do FGTS

Estadão: Corte de 0,75 é 'novo ritmo' dos juros, afirma BC

ValorEconômico: Socorro ao Rio terá crédito de R$ 8 bi e alívio na dívida

ZeroHora: Estado recupera R$ 2,3 bilhões de devedores

EstadodeMinas: Depois de reunião com Temer, nove Estados aderem ao Plano de Segurança

CorreioBraziliense: Febre amarela mata oito em Minas. Brasília corre para se vacinar

- ATarde: TJ-Ba e Estado se unem contra crise carcerária

- JornaldoCommercio:  238.397 oportunidades de entrar na Universidade

OPovo: Prognóstico da chuva: esperança e preocupação

CorreiodaParaíba: Ônibus pode chegar a R$ 3,40

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Eita, menino!

Facção ameaça governo em carta; leia na íntegra
Texto foi endereçado ao secretário Caio Bezerra e promete "causar o caus (sic)"
Noticiasaominuto

Uma carta assinada pela facção Sindicato do Crime do Rio Grande do Norte e endereçada a Caio Bezerra, secretário de Segurança do Rio Grande do Norte, ameaça causar caos no estado. O texto lista "medidas" que serão tomadas pelos detentos, caso "vinherem mexer com algum de nossos prédios (sic)". A morte de polícias e ataques a órgãos públicos são algumas das promessas.

"Não estamos aqui para medir forças com o governo do Estado, mas também nois não iremos aceitar perde pra os vermes do PCCU nem um prédio nosso(sic)", diz trecho da carta, entregue nesta quarta-feira (18), segundo o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O texto foi concluído com um "atenciosamente conselho do SDCRN".

Ainda nesta quarta-feira, ao menos dois ônibus e um carro do governo do Rio Grande do Norte foram incendiados em Natal. Os ataques acontecem, como lembra a Folhapress, no mesmo dia em que foi anunciada a transferência de presos do presídio de Alcaçuz, que estava com presos amotinados e onde rebelião deixou 26 mortos neste fim de semana.

Leia a carta na íntegra (e sem edição)

"SINDICATO DO CRIME DO RN

Comunicado

Estamos aqui em meio a esse comunicado para deixar bem claro que somos a frente de todo o sistema prisional do estado do RN, não estamos aqui pra medir forças com o Governo do Estado, mas tbm nois não iremos aceitar perde pra os vermes do pccu nem um prédio nosso.

Se querem levar os PCCU pra algum lugar, que levem eles pra Caraubas Pau dos Ferros ou pra São Paulo que o lugar deles de origem, deixamos bem claro que se caso vinherem a mexer com algum de nossos prédios iremos reagir a altura, pois somos mas fortes ainda na rua, temos integrantes dispostos a concluir todos os nossos salves, iremos atacar todos os tipos de órgãos públicos iremos causar um caus no estado do Rio Grande do Norte.

De início vamos tocar fogo em ônibus delegacias carros do governo todos os órgãos públicos com exceção de escolas e hospitais tomar armas de vigias matar polícia agentes penitenciários até vcs autoridades competentes nos ouvir.

Iremos tbm mostra que predominamos todo o sistema carcerário vamos quebrar todas as unidades que podemos pra assim vcs ver que estão dando força a quem não tem pois não aceitaremos perde nada que é nosso estamos pra resolver da maneira que vcs autoridades venha nos ouvir não iniciamos a guerra mas tbm não fugiremos dela.

Antenciosamente final e conselho do SDCRN. (sic)"
Retirada de presos de Alcaçuz tem "Caveirão", bombas e protesto de familiares
Carlos Madeiro
Uol
Policiais da Tropa de Choque começam a entrar no presídio de Alcaçuz para efetuar a transferência de presos

O governo do Rio Grande do Norte começou na tarde desta quarta-feira a transferir os presos da penitenciária de Alcaçuz, em Nísia Floresta, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim e para a Cadeia Pública de Natal Raimundo Nonato. As instituições ficam, respectivamente, na região metropolitana de Natal e na capital potiguar.

O presídio está em poder dos detentos desde o último sábado (14) --até agora os presos circulam livremente dentro dos muros da prisão. O conflito, uma briga entre facções, deixou ao menos 26 mortos.

A transferência ocorre com a presença do "Caveirão", veículo blindado do Choque, pelo menos cinco bombas e, do lado de fora, protesto dos familiares dos detentos. Desde o início da transferência, a reportagem do UOL ouviu ao menos cinco barulhos de explosões dentro do presídio e alguns tiros.

A Tropa de Choque entrou por volta das 13h30 e começou a cercar o presídio. Pelo menos quatro ônibus já estão a postos dentro da entrada do presídio e 10 carros da polícia estão no local. Segundo o major Eduardo Franco, da PM (Polícia Militar), a transferência será feita em uma grande operação.

"Está confirmada a transferência. Não podemos informar de que facção, nem a quantidade. Eles serão levados em uma operação com toda segurança possível, com calma", disse.

No meio da tarde, o major disse que não há previsão para término da transferência. "Não temos pressa, queremos fazer com toda segurança", disse Eduardo Franco.

Protesto
Um grupo de cerca de 50 mulheres protestam contra a transferência. Elas choram e reclamam que não foram retirados os presos do PCC. "Eles [governo] tiraram justamente os presos que começaram o problema, que tiraram a vida dos outros. Estão tirando os que querem paz", diz uma mulher, com o rosto coberto com uma camisa. "Ninguém vem nos dar explicação, isso é absurdo", disse outra parente de preso.

"Se ficar aí só alguns do Sindicato [facção] vão morrer, não pode não! O PCC que começou essa guerra, eles que saiam", afirmou a mãe de um detento. "Quero que meu filho pague, mas cumprindo o direito dele."
Presos exibem facões do alto do telhado de um dos pavilhões do presídio Alcaçuz, em Nísia da Floresta (RN). Até o momento, os presos circulam livremente dentro dos muros da prisão. O conflito, uma briga entre facções, deixou ao menos 26 mortosImagem

No presídio, duas facções estão em pé de guerra: o PCC e o Sindicato do Crime. Ambos os lados pedem a transferência do grupo rival.

Segundo informações extraoficiais, os presos que serão levados são do Sindicato do Crime é devem ser conduzidos ao presídio de Parnamirim. O governo, porém, não confirma.

Nesta quarta-feira, a situação no presídio aparenta estar mais calma. Do lado de fora, mulheres e mães aguardam notícias sobre as transferências.

Os presos estão dentro dos pavilhões e já não aparecem mais nos telhados ou pátio.

Alcaçuz é o maior presídio do Estado, com cerca de 1.200 presos, mas está superlotado. Sua capacidade é de 620 internos. A penitenciária custodia presos das facções criminosas Sindicato do Crime do RN e PCC (Primeiro Comando da Capital).

Hoje, no Perpetão, em Cajazeiras, tem jogo de gente grande!

PARAÍBA E ATLÉTICO DUELAM NO PERPETÃO
Franco Ferreira
PortalCorreio

Atlético e Paraíba fazem o clássico de Cajazeiras, hoje, às 20h30, no estádio Perpetão. É a briga entre o líder e o penúltimo colocado na classificação geral do Campeonato Paraibano de 2017. Este será o terceiro encontro oficial entre os dois times, com duas vitórias do Tricolor.

Pela campanha no atual temporada, com seis pontos ganhos, em três rodadas com duas vitórias e uma derrota, o Atlético tem a chance de aumentar a pontuação e se manter na liderança dependendo dos resultados dos seus concorrentes.

O Trovão Azul conta com três importantes reforços, a volta do meia Gustavo Rato e as estreias do meia Charles Vagner e do atacante Eduardo Rato.

A situação do Paraíba é completamente oposta, em comparação com a do Atlético. Em três partidas, o Tricolor tem dois empates e uma derrota, uma campanha bem distante do esperado pelo treinador Jorge Luiz.

Para o jogo de hoje, o Paraíba deve contar com o atacante França. O jogador que se recupera de uma cirurgia chegou a entrar contra o Auto Esporte, no segundo tempo, e mostrou bom condicionamento.