quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

BOMBINHA DE NADA
DiáriodoPoder
Corria o sombrio 1º de abril de 1964 quando um homem simples, carregando uma caixa, dirigia-se à rua do Príncipe, onde ficava o então IV Exército, no Recife. Um soldado armado de fuzil gritou “alto!”. Assustado, o homem passou a gritar, enquanto era preso:

- É uma d’água! É uma d’água! 

O engano seria desfeito horas depois, quando um capitão o interrogou:

- Afinal, o que é “uma d’água”?

- Meu capitão, eu sou encanador e estou levando uma bomba d’água na caixa. Se eu dissesse que era uma bomba d’água, os seus soldados iam me trazer aqui vivo para conversar com o senhor?

Um amor platônico em plena ilha de Fernando de Noronha...

Ilha de Fernando de Noronha
Boa noite, Bruna
Francisco Frassales Cartaxo

Em 2017, Afrânio não queria repetir erros de anos anteriores. Queria agito, clima de aventura, movimentação de gente desconhecida, de preferência, em cenário exuberante. Não que se sentisse mal no seio da família. Não, não era isso, adorava aquele ambiente natalino espichado até o dia de reis. Mas este ano, não. Do fundo da alma vinha um pisca-pisca... quem sabe, esbarraria no inusitado. E ele andava a sonhar com o inusitado. Por isso, escolheu passar o réveillon em Fernando de Noronha. Providenciou reserva na Pousada Maria Bonita. Ora, a pousada pertence ao ator Bruno Gagliasso, certamente atrairia astros do cinema e da televisão, vistos todos os dias em novela, entrevistas, noticiário. Só em pensar, Afrânio já sentia o baticum do coração, a fantasia solta, bom dia Camila, imaginava-se saudando a filha de Antônio Pitanga.

Bem que Afrânio merecia um bom dia. 

Aposentado depois de anos encarrilhados de repetitivas tarefas diárias, Afrânio amoldou-se ao ócio. Por preguiça foi incorporando o hábito de ficar horas e horas diante da televisão e do laptop. Até nos dias de carnaval! Folião de poltrona, sacudiu-lhe na cara um sobrinho, tentando jogá-lo na troça papai e mamãe na folia. O deboche colou feito adesivo, Afrânio dando a maior bandeira, ao falar com entusiasmo de novelas... e, pasme, da paixão por uma certa apresentadora de telejornal noturno. Veja só, ele ficava acordado até altas horas só para ouvir o boa noite da simpática jornalista. 

- Aquele boa noite é para mim, exultava, repare no olhar, no jeito de abrir os lábios ao falar boa noite.  

Dizia com voz de falsete imitando a moça. Não era piada. Afrânio falava com a convicção de um delator da Lava Jato. A moça não era nenhum modelo de beleza estonteante ou cobra na profissão. Mas, sabe como é, as razões do coração não se explicam assim sem mais nem menos. Afrânio viveu essa paixão platônica, imaginava encontros casuais... coisas de romance ou de mente apaixonada... Encontros impossíveis para ele que adorava a comodidade da poltrona.

Nos devaneios do seu réveillon na ilha, vez em quando, esvoaçava a gaivota do telejornal noturno. E se ela aparecer aqui de repente, pensava, aí quem vai dar o boa noite sou eu e me revelar seu fã... sou aquele, aquele... telespectador... que espera pelo seu boa noite, todos os dias. Sentia-se ridículo. Voltava à realidade de aposentado, Afrânio, Afrânio, tome jeito...

Na modorra do meio dia, de repente, a brisa do mar de Noronha sopra uma deusa, o perfume a chegar primeiro, a saída de banho a exibir o corpo... quem é, Deus do céu! Esse cabelo, o rosto, o jeito... a brisa inundando a varanda da Pousada Maria Bonita, cada vez mais perto e Afrânio nada de lembrar... até que o grito ecoou, 

- Bruna! 
Ela voltou-se, gentil, e ele apalermado só conseguiu balbuciar:

- Boa noite, Bruna.
Ela abriu os lábios no disfarce do riso contido diante daquele boa noite em plena tarde luminosa da ilha paradisíaca, justo no dia em que Neymar chegara para coroar sua deusa, no amor vai-e-vem, acaba-e-volta. Amor iô-iô, que provoca suspiros em milhares de seguidores do casal famoso nas redes sociais, a Marquezine deixando no ar a vontade de ter um filho! 
Mas isso Afrânio só foi saber mais tarde ao retornar, queimado de sol, já acomodado de novo na cadeira giratória diante do laptop, na ruminação do ridículo do seu boa noite, Bruna, em pleno dia ensolarado de Fernando de Noronha.        
Gleisi dispensa o PT de morrer em defesa do chefe bandido
A bravata da presidente do PT durou um dia: a declaração de guerra foi anulada pelo Twitter
Augusto Nunes - Veja.com
SORRISO AMARELO - Gleisi Hoffmann, atual presidente do PT: corrupção e lavagem de dinheiro 

Uma frase declamada no meio da entrevista concedida ao site Poder 360 manteve Gleisi Hoffmann no palco onde um bando de canastrões e vigaristas encena a Ópera dos Malandros, peça humorística que celebra a inocência de Lula. Ouçam o que disse a principal figura feminina do elenco:

“Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente”. Nesta tarde, a principal figura feminina do elenco cancelou a bravata no Twitter. Disse que “usou uma força de expressão para mostrar o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro”.

Quase todo integrante do partido que virou bando lembra um napoleão-de-hospício. Mas nem o mais desatinado devoto da seita está disposto a perder a vida para preservar a liberdade de um criminoso condenado a 9 anos e meio de cadeia por corrupção e lavagem de dinheiro.
Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal
Sejamos claros: vários governadores e prefeitos estão usando recursos do fundo de previdência dos funcionários públicos estaduais e municipais para fecharem as contas. Tal procedimento necessita de aprovação da Assembleia Legislativa (ou da Câmara de Vereadores). Faço aqui meu pedido a Todos os Deputados Estaduais e Vereadores: NÃO deixem os governadores e os prefeitos destruírem os fundos de pensão dos funcionários estaduais e municipais.

O governador do Distrito Federal já meteu a mão no fundo de previdência dos funcionários do Distrito Federal. Vários outros estados e municípios estão fazendo o mesmo. E depois? O que irá acontecer quando esses funcionários se aposentarem??? Óbvio que esse problema é uma bomba relógio, os governadores estão empurrando esse problema para o futuro. No futuro essa conta será muito mais pesada e difícil de pagar do que se o problema fosse enfrentado hoje.

2018 é um ano eleitoral. Governadores querem gastar mais recursos, querem contratar mais funcionários, pois acreditam que assim sua chance de reeleição aumenta. Sim, isso pode ser verdade. Mas a que custo? Ao custo de sacrificar mais ainda as já destruídas contas públicas. E aqui cabe um alerta: é óbvio que nesse ritmo os estados caminham para se transformarem em insolventes no futuro. Isto é, ao aumentar os gastos públicos em vez de reduzi-los os governadores transferem para o próximo governador eleito o custo do ajuste. Em breve teremos vários “Rio de Janeiros” espalhados pelo país. Estados sem capacidade de sequer pagar o salário de seus funcionários e pensionistas.

Peço que os deputados estaduais e vereadores lutem contra isso. Não permitam que os governadores e prefeitos usem recursos destinados a pagamento futuro de aposentadorias para o pagamento de outras despesas.

Repito: os fundos de pensão estaduais e municipais são uma verdadeira bomba relógio, prontas para explodirem nos próximos anos. É dever dos deputados estaduais e vereadores não permitir que governadores e prefeitos piorem ainda mais essa situação.

Um último alerta: o governo federal precisa ficar atento a essa destruição dos fundos de previdência dos funcionários públicos estaduais e municipais. Afinal, quem você acha que será obrigado a pagar essa conta quando os estados e municípios falirem??? É óbvio que essa conta vai cair no colo do governo federal, isto é, todos os contribuintes brasileiros serão obrigados a pagar a conta da irresponsabilidade de alguns governadores e prefeitos. Pior que isso, aqueles estados e municípios que estão ajustando suas contas serão obrigados a socorrerem os estados e municípios irresponsáveis. Em outras palavras, os responsáveis serão obrigados a pagar a conta gerada pelos irresponsáveis. Pior que isso: governadores e prefeitos honestos, que realizaram o ajuste fiscal e pagaram o preço político disso verão o governo federal premiando os governadores e prefeitos irresponsáveis. Isso simplesmente não é correto!

Eita, menino! Vai ser carnaval pra arrebentar a boca do balão! Acompanhe a programação.

Programação do Carnaval 2018 de Cajazeiras, PB, é divulgada
Márcia Fellipe e Saia Rodada são algumas das atrações para os festejos na cidade do Sertão.
Por G1 PB
Shows musicais começam no dia 10 de fevereiro e vão até 13 de fevereiro 

A programação do Carnaval 2018 de Cajazeiras foi divulgada e tem a cantora Márcia Fellipe e as bandas Saia Rodada e Cavaleiros como as principais atrações. Os shows começam no sábado (10) e vão até terça-feira (13). Todos a programação é gratuita.

No dia 9 de fevereiro, na sexta-feira, vai ser feita a abertura extra-oficial com o desfile dos blocos Os Imprensados e o Baile do Havaí no Campestre Clube. Durante todos os dias de carnaval haverá desfile dos blocos tradicionais: Virgens (Sábado), Amélia Nunca Mais e bloco do Índio (Domingo), Cafuçú (Segunda) e Dindim de Cajá (Terça).

De acordo com o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP), o evento deve contar com apoio da iniciativa privada. Todos os blocos vão ter ajuda nos custos por parte da prefeitura, com ajuda financeira para mini-trios elétricos e banheiros químicos.
Márcia Fellipe é uma das principais atrações do Carnaval de Cajazeiras

Além do corredor da folia, o Carnaval de Cajazeiras contará com a Praça do Frevo com as orquestras (Santa Cecília, Clarins de Momo, Frevura e Orquestra Uiraunense). Na Praça do Rock no Largo da Telemar será outro atrativo do evento e contará com 11 bandas (Coletivo Nossa Caza, Dizigual, Rosa Rubra, Vinil Vagabundo, Comportamento Zero, Pegado e a Peleja, Baião de Doido, Sigma, Descendentes das Tribos, Epidemia Tipo 5)

Confira a programação do Carnaval 2018 de Cajazeiras

Sábado, 10 de fevereiro

Saia Rodada
Flávio Pisada
Luan Pakerô
Bruno Batista

Domingo, 11 de fevereiro

Márcia Fellipe
Rekebrança
Ramon Schnaider
Sarah Lorena

Segunda, 12 de fevereiro

Cavaleiros do Forró
A Barka
Gilson Mania
Romário Freitas

Terça, 13 de fevereiro

Douglas Pegador
Wallas Arraes
Edson Cantor
Biguinho Show

Atividade econômica do Brasil acelera em novembro com alta de 0,49% 
DA REUTERS

O ritmo de expansão da atividade econômica brasileira acelerou em novembro, marcando o terceiro mês seguido de expansão dando prosseguimento à recuperação gradual do país.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,49% em novembro na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta segunda-feira (15).

Em outubro, o indicador teve crescimento de 0,37%, em número revisado pelo BC depois de divulgar anteriormente alta de 0,29%.

O resultado de novembro ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters junto a economistas de avanço de 0,50%.

A alta no mês é reflexo de resultados positivos em diferentes setores da economia. A produção industrial cresceu 0,2%, no terceiro mês seguido de crescimento, em meio à demanda de fim de ano.

Já as vendas varejistas registraram o melhor resultado para o mês em seis anos ao aumentarem 0,7% ante o mês anterior, com o impulso da Black Friday e das festas de fim de ano.

O setor de serviços, por sua vez, surpreendeu e interrompeu quatro meses seguidos de queda ao avançar 1% no mês, acima do esperado.

Em relação a novembro de 2016, o IBC-Br, que incorpora projeções para a produção nos setores de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos, subiu 2,85%, enquanto que, no acumulado em 12 meses, houve alta de 0,73%, em dados dessazonalizados.

Depois de enfrentar anos de recessão, o Brasil vem se recuperando de forma gradual em meio a uma inflação e juros baixos que favorecem o consumo.

O mercado de trabalho também vem melhorando, com a taxa de desemprego recuando, ainda que essa retomada seja baseada na informalidade.

Na semana passada, a Standard & Poor's rebaixou a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para BB-, ante BB, devido à demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas e de incertezas devido às eleições deste ano.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou entretanto, que a decisão da agência de classificação de risco não vai comprometer o crescimento do país este ano.

A pesquisa Focus realizada semanalmente pelo BC aponta que a expectativa de economistas é de um crescimento do PIB do Brasil de 1,01% em 2017, chegando a 2,70% neste ano.

Meu amigo Pelado disse que, no Piauí, só dá Raimundo Soldado. Sinta o som!

Escravos donos de escravos intrigam historiadores brasileiros
Leandro Narloch - Gazeta do Povo
"Negras livres vivendo der suas atividades", Jean Baptiste Debret

Os casos de ex-escravos donos de escravos são relativamente comuns – há exemplos deles por todo a América, principalmente em cidades onde o crescimento da economia abria oportunidades para pequenos empreendedores. Mais raras e perturbadoras são as histórias de escravos com escravos – pessoas que, mesmo antes de conquistar a liberdade, compraram gente para si próprias.

Imagine o leitor o espanto que deve tomar os historiadores quando, ao examinar documentos antigos, encontram registros como estes:

Em 17 de maio do ano de 1788, se enterrou nesta sepultura um escravo chamado João, do nosso escravo Ignácio dos Santos.

Em 29 de março de [17]89 se enterrou nesta sepultura uma escrava do nosso escravo Damásio, de Camorim, chamada Maria.

Ignácio dos Santos e Damásio eram escravos da Ordem Beneditina do Rio de Janeiro, que mantinha registros detalhados de nascimentos, batismos, casamentos e mortes dos trabalhadores de suas fazendas, igrejas e mosteiros. Não eram donos de si próprios, mas possuíam outras pessoas.

O historiador João José Reis encontrou diversos casos de escravos-senhores em documentos baianos do século 19. Já Carlos Eugênio Líbano Soares, vasculhando registros de batismo da Bahia do século 18, achou “um número espantoso de escravos que possuíam escravos”, como afirmou num estudo sobre o tema. Eis um exemplo de registro de batismo que dá essa informação:

Joaquim, Nagô, com 22 anos de idade aparente, escravo de Benedito, Hauçá, solteiro, e este também escravo de dona Ponciana Isabel de Freitas, branca, viúva, [moradora] ao Cais da Loiça. Foi Padrinho Domingos Lopes de Oliveira, benguela, forro, solteiro, da Freguesia de Santo Antonio Além do Carmo.

Como escravos se tornavam senhores? E por que não compravam a própria liberdade antes de adquirir esse tipo de propriedade? Alguns se tornavam senhores por herança. Se uma negra liberta e proprietária morresse, seus bens seriam herdados pelos filhos, e podia acontecer de esses filhos ainda viverem em cativeiro. Como a escravidão era um costume socialmente aceito na época, os escravos não viam contradição em possuírem escravos.

Mais comum era o caso dos negros, principalmente das grandes cidades, que conquistaram a confiança de seus senhores e desfrutavam de tanta autonomia para tocar os negócios que não pensavam em se alforriar. Possuir escravos provavelmente lhes conferia mais benefícios e um status mais alto que a liberdade.

Um exemplo é o africano Manoel Joaquim Ricardo, tema de um artigo do historiador João José Reis. Em 1842, quando foi testemunha em um processo judicial, Manoel que tinha de seu senhor “a autorização para negociar por si e adquirir quaisquer bens, mas também uma ampla licença de morar fora da casa daquele senhor”. Comerciante de alimentos e pessoas em Salvador, Ricardo comprou três mulheres – entre elas uma menina de 12 anos – quando ainda era escravo. Morreu livre em 1865, dono de quatro casas e 28 negros, patrimônio que o colocava entre os 10% dos cidadãos mais ricos da Bahia.

Costumamos retratar os personagens da história como vilões e mocinhos. Ignácio dos Santos, Damásio, Benedito e Manoel e outros tantos escravos-senhores embaralham essa visão simplista. Interpretaram ao mesmo tempo o papel de opressores e oprimidos, vítimas e algozes da escravidão brasileira.
*
O texto acima é um trecho inédito do meu novo livro, “Escravos”, primeiro volume da coleção “Achados & Perdidos da História”. Para quem se interessou, o livro chega às livrarias nas próximas semanas.

Pensando bem...


NOVO CENÁRIO
LENA GUIMARÃES
CorreiodaParaíba

A 81 dias do fim do prazo para desincompatibilização dos gestores que irão disputar as eleições de 2018, os movimentos de protagonistas da política paraibana antecipam o que vem por aí.

O governador Ricardo Coutinho (PSB), que repete – embora poucos acreditem - que vai ficar no governo até a conclusão do mandato, em 31 de dezembro, anunciou agenda de inaugurações para “até marco”. Os que serão candidatos terão que renunciar até 7 de abril.

A agenda de Ricardo incluiu 104 obras, algumas importantes como o Hospital Metropolitano de Santa Rita e a Perimetral Sul em João Pessoa, mas também tem reforma de escola, o que não passaria de uma referência em discurso de grandes políticos do passado. Em tempos no qual o marketing faz a diferença, justifica evento.

A concentração de inaugurações, que deve reforçar o discurso de Ricardo, fez aumentar as apostas na sua candidatura ao Senado, na posse de Lígia Feliciano e na possibilidade dela vir a disputar o governo.

Aliados de Ricardo insistem que ele quer apenas dividir os holofotes, atualmente direcionados para Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e José Maranhão, que disputam a candidatura das oposições. Estaria tentando aumentar seu cacife como “padrinho” de João Azevedo.

O segundo movimento foi de Luciano Cartaxo. Até bem pouco tempo a principal queixa dos oposicionistas era que o prefeito não se definia em relação à candidatura ao governo. Agora, é ele que tem pressa. Quer bater o martelo ainda em janeiro, ou seja, nos próximos 15 dias.

Luciano saiu das urnas de 2016 como o nome forte das oposições. Como não assumiu de pronto a condição de candidato, abriu espaço para outras postulações: primeiro o prefeito Romero Rodrigues colocou-se à disposição; depois, José Maranhão virou concorrente.

Enquanto o prazo para Ricardo, Luciano e Romero é 7 de abril, o de Maranhão é o das convenções - até 5 de agosto. Sendo do Legislativo, não precisa renunciar para ser elegível. Com garantia pública de recursos para sua campanha, dada pelo senador Eunício Oliveira, tirou uns dias de folga da política.

Com a agenda de Ricardo, impossível não considerar um cenário com ele candidato, o que muda tudo. Pode até unir a oposição.
PT é o responsável pela segurança em Porto Alegre
Editorial O Globo

Os sinais de que o PT dá pouca ou nenhuma importância às instituições republicanas já haviam aparecido no julgamento do mensalão, e se tornaram mais fortes ainda no desmantelamento do petrolão pela Lava-Jato, em particular na reação às denúncias contra o principal líder do partido, o ex-presidente Lula.

Das quais já resultou uma condenação, em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro, com pena de nove anos e meio de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá, cujo recurso será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª região, TRF-4, no dia 24, em Porto Alegre. Se confirmada a condenação pelos três desembargadores do tribunal, Lula deverá ficar inelegível por oito anos, com base na Lei da Ficha Limpa.

É coerente com esta postura de descaso por parte do PT o fato de a linha da defesa do ex-presidente ser basicamente política, como se os advogados subissem no palanque a cada argumentação em favor do cliente. Não se tenta responder de forma direta e objetiva às acusações.

E, quando isso é feito, como no caso da apresentação de supostos recibos do alegado aluguel pago pelo imóvel vizinho ao de Lula, em São Bernardo, que provariam não ser dele o apartamento, as provas ficam sob suspeita. O Ministério Público considera falsos os recibos.

A linha básica da defesa de Lula é o discurso de que tudo não passa de uma manobra para afastar o ex-presidente das urnas de outubro. É a mesma tática usada no caso do impeachment de Dilma: foi um “golpe”, diz o PT, sem qualquer preocupação em refutar com argumentos substantivos os crimes cometidos segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, passíveis de perda de mandato. Como aconteceu.

Assim, a convocação que o partido e organizações ditas sociais fazem para militantes estarem em Porto Alegre no dia 24 é pressão política, indevida, sobre os desembargadores do TRF-4.

O presidente do tribunal, Carlos Eduardo Thompson Flores, revelou no domingo que os três juízes sofrem ameaças anônimas, assunto que o desembargador tratou ontem, em Brasília, com a presidente do Supremo e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Há algum tempo, o presidente do TRF-4 pediu providências às autoridades da área de segurança.

A julgar pelo que aconteceu quando Lula, pela segunda vez, foi prestar depoimento ao juiz Sergio Moro, em Curitiba, em setembro, sobre a acusação de receber propinas da Odebrecht, incluindo o apartamento de que é vizinho, e tudo transcorreu dentro da ordem, não se deve esperar nada diferente no dia 24. Havia militantes nas ruas, mas o sistema de segurança funcionou bem na capital do Paraná, e tudo indica que acontecerá o mesmo em Porto Alegre.

Mas a responsabilidade pelo que poderá acontecer de problemas na cidade será do PT, pela clara intenção já demonstrada de pressionar os juízes. Atitude que confirma o clássico descaso lulopetista com a atuação da Justiça e do MP na repressão histórica à corrupção na política, da qual o partido é protagonista de primeira grandeza.
A animadora prévia do PIB
Editorial do Estadão

Só a irresponsabilidade política impedirá um crescimento econômico próximo de 3% neste ano, a julgar pelos números acumulados até novembro, indicativos de uma firme recuperação. É cedo para dizer como será a campanha eleitoral e como evoluirá o jogo do poder em 2018, mas, por enquanto, os economistas do mercado apostam em negócios mais vigorosos nos próximos meses. Os últimos dados oficiais dão suporte a essa expectativa. Com avanço de 0,49% de outubro para novembro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) atingiu o nível mais alto desde outubro de 2015, na série com ajuste sazonal. Divulgado mensalmente, o IBC-Br é usado como prévia do cálculo oficial do Produto Interno Bruto (PIB), publicado a cada três meses. Os dados do último trimestre de 2017 e o balanço do ano devem sair em 1.º de março.

A nova prévia do PIB foi apresentada ontem pelo BC, dois dias úteis depois do anúncio de mais um rebaixamento da nota de crédito do País pela Standard & Poor’s (S&P). Pouco afetado de imediato pela redução da nota brasileira, o mercado recebeu bem o novo IBC-Br. O indicador foi apontado por analistas como tranquilizante – uma confirmação da tendência de recuperação observada a partir do início do ano.

O impulso de recuperação é mais visível quando os números publicados pelo BC são comparados com os do ano anterior. O índice de novembro é 2,85% superior ao de um ano antes na série com desconto de fatores sazonais. Na série sem ajuste a diferença é pouco menor, 2,82%, mas igualmente significativa. O crescimento acumulado entre janeiro e novembro ficou em 1,06% na primeira série e em 0,97% na outra. Em 12 meses, os valores acumulados ficaram em 0,73%, com ajuste, e em 0,68% na sequência de valores apenas observados.

A consolidação do crescimento é mostrada também quando se consideram os dados trimestrais. O nível médio de atividade no trimestre móvel encerrado em novembro foi 0,59% maior que o dos três meses até agosto. A comparação entre os trimestres de junho a agosto e de abril a junho mostrou avanço de 0,55%.

Esses números fortalecem a estimativa, corrente no mercado no fim do ano, de um crescimento em torno de 1% em 2017. Dados setoriais divulgados nas últimas semanas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm permitido compor um quadro geral de recuperação.

Esse conjunto inclui aumento da produção industrial de 0,2% em novembro e de 2,3% no confronto dos números de janeiro a novembro com os de um ano antes. No caso do comércio, a comparação dos números de 11 meses com igual período de 2016 aponta expansão de 1,9% no volume vendido no varejo restrito e de 3,7% no do varejo ampliado (com a inclusão de veículos, suas partes e material de construção).

A redução do desemprego e a inflação baixa têm contribuído para a realimentação do ciclo de reativação. Além disso, várias fontes têm apontado sinais de retomada do investimento produtivo. A demanda de máquinas e equipamentos tem crescido e, a partir de uma base muito baixa, o indicador de formação bruta de capital fixo deve, segundo vários analistas, crescer neste ano.

Indicadores antecedentes – informações usadas para identificação de tendência – mostram a consolidação do crescimento no Brasil, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O crescimento brasileiro está se firmando, de acordo com o relatório, também otimista quanto a tendências das principais economias e blocos de todo o mundo.

No Brasil, a mediana das projeções aponta para este ano expansão de 2,70% do PIB, segundo a pesquisa Focus publicada ontem pelo Banco Central. Para 2019, início do novo governo, a estimativa é pouco maior, 2,80%. São números ainda modestos, diante dos previstos para outros países emergentes, mas, se confirmados, consolidarão a retomada. Mesmo essa evolução, no entanto, dependerá da continuidade da política de ajustes e de reformas e, portanto, de um mínimo de seriedade no jogo político.

Enquanto isso, cristãos são perseguidos e massacrados em diversas regiões do mundo...

Trump destina mais de US$ 55 milhões para ajudar cristãos perseguidos no Iraque
A primeira parte da verba já deve ser repassada e faz parte de um total de US$ 75 milhões.
FONTE: GUIAME

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Após o anúncio do vice-presidente Mike Pence em outubro passado, de que o governo dos Estados Unidos proporcionaria ajuda direta aos perseguidos cristãos iraquianos que se esforçavam para reconstruir suas casas após a libertação das Planícies da Nínive, o governo Trump tomou medidas concretas para cumprir suas promessas.

A administração de Trump anunciou que renegociou um acordo com a ONU para garantir que os cristãos vulneráveis, Yazidis e outras minorias religiosas vítimas do Estado Islâmico no Iraque obterão a assistência da ONU, que foi previamente negada a eles.

A administração também anunciou que está aceitando propostas de organizações privadas no Iraque para receber assistência direta do governo dos Estados Unidos para reconstruir a terra ancestral dos cristãos e outras minorias destruídas pelo culto à morte jihadista.

De acordo com um comunicado de imprensa enviado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, a agência assegurou que US$ 55 milhões do seu pagamento de US$ 75 milhões para o Financiamento do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Estabilização no Iraque "atenderão às necessidades das comunidades de minorias religiosas e étnicas vulneráveis" na província de Nínive.

A 'USAID' recebeu mais supervisão para assegurar que o financiamento da ONU destinado às minorias seja gasto de forma eficaz.

"O acordo modificado garante que a contribuição dos EUA ajudará as populações de áreas liberadas na província de Níneve a retomarem vidas normais, restaurando serviços como água, eletricidade, esgoto, saúde e educação", explicou a organização.

O pagamento de US$ 75 milhões é a primeira parcela de um alocamento de US$ 150 milhões designado para 'FFS', que foi anunciado pelo embaixador americano no Iraque, Douglas Silliman, em julho do ano passado. De acordo com a 'USAID', "o cumprimento do resto desse compromisso dependerá do sucesso em implementar medidas adicionais de responsabilização, transparência e diligência para o FFS".

Líderes cristãos iraquianos e ativistas de direitos humanos levantaram inúmeras queixas sobre como milhares de minorias perseguidas e deslocadas não estavam recebendo sua justa assistência prometida pelas Nações Unidas para esforços de reconstrução da comunidade.

Em seu anúncio da assistência direta dos EUA às minorias religiosas iraquianas no ano passado, Pence criticou a ONU pelo fato de que os cristãos nas Planícies de Nínive tiveram "menos de 2% de suas necessidades habitacionais supridas e a maioria dos cristãos e Yazidis ainda permanecem em abrigos. "
Ministério Público denuncia Capez por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na 'máfia da merenda'
Ex-presidente da Assembleia Legislativa de SP é acusado de receber R$ 1,1 milhão em propina, usados para pagar despesas de campanha. MP pediu afastamento do cargo e bloqueio de bens do deputado estadual.
Por Vitor Sorano e Tatiana Santiago, G1 SP, São Paulo

Segundo denúncia, Capez recebeu R$ 1,1 milhão e usou dinheiro da 'máfia da merenda' na campanha de 2014 

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Gianpaolo Smanio, denunciou nesta segunda-feira (15) o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na "máfia da merenda" – como ficou conhecido um esquema de venda de produtos superfaturados de coorperativas agrícolas para fornecimento de merenda em escolas estaduais de São Paulo.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa e mais 8 pessoas foram denunciados pela operação Alba Branca, deflagrada em janeiro de 2016 contra desvios no fornecimento da merenda escolar. O deputado denunciado também é procurador licenciado.

Em nota, a assessoria do deputado informa que ele "esperava o momento correto e agora terá a oportunidade de demonstrar toda a verdade sobre os fatos".

"Além das inúmeras provas, o cunho político eleitoral ficará ainda mais demonstrado. A denúncia pretende aplicar responsabilidade objetiva por atos supostamente praticados por terceiros", diz a nota.

A denúncia contra o parlamentar será analisada pelo órgão Especial do Tribunal de Justiça, que é formado por 25 desembargadores, por ele ter foro especial. Caso a acusação seja acolhida, o deputado vira réu.

Desvios

O dinheiro desviado do estado foi de R$ 1,11 milhão, equivalente a 10% dos contratos, e pagou despesas da campanha do tucano em 2014, segundo a acusação.

A denúncia afirma que "por intermédio do assessor parlamentar Jeter Rodrigues Pereira, com quem agia em concurso e com identidade de propósitos, Capez solicitou vantagem indevida" de representantes da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar).

O procurador-geral de Justiça pediu a suspensão imediata do mandato de Capez e suas funções como procurador de Justiça.

"Não bastasse o risco à ordem pública gerado pelas condutas do denunciado Fernando Capez, não se pode olvidar que os poderes inerentes aos cargos ocupados podem ser indevidamente utilizados por ele para constranger testemunhas e conturbar a colheita da prova", escreveu na denúncia.

O Ministério Público também pediu o bloqueio de bens no valor de R$ 2,27 milhões como reparação, o equivalente ao dobro dos recursos desviados.

"[...] os próprios fatos que constituem a causa de pedir revelam que a influênca política típica do exercício do mandato de deputado estadual tem levado o acusado Fernando Capez à reiteração na prática de crimes contra a Administração Pública", afirmou Smanio.

"Tais circunstâncias, somadas à aproximação de nova campanha eleitoral, a realizar-se neste ano, autorizam o justo receio de que, no exercício da função parlamentar, o denunciado Fernando Capez torne a delinquir, de modo a colocar em risco a ordem pública", diz a acusação.

Na denúncia, Smanio ressalta ainda que "a propina paga ao Deputado Fernando Capez e as comissões repassadas aos lobistas e ao representante comercial da Coaf alcançaram ao menos o patamar de 10% do valor dos contratos administrativos celebrados entre a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que atingiram um importe total de R$ 11.399.285 [...], ou seja, os valores pagos a título de propina e comissões chegaram à cifra de R$ 1.139.928,50", declarou.

De acordo com o procurador-geral, "tais valores, evidentemente, foram extraídos daqueles gerados pelo superfaturamento do preço da mercadoria alienada à Secretaria da Educação, como salientado nos apontamentos constantes da auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, da qual adveio elevado prejuízo patrimonial ao erário público".

Denunciados

Além do deputado Fernando Capez foram denunciadas outras oito pessoas: dois ex-assessores do seu gabinete, dois antigos integrantes da Secretaria da Educação e quatro pessoas ligadas à Coaf, com sede em Bebedouro, no interior de São Paulo. Entre os denunciados, está o lobista Marcel Ferreira Julio, que fechou acordo de delação premiada.

Segundo o lobista, Capez pediu dinheiro para agilizar o contrato de produtores agrícolas de pelo menos 30 prefeituras do interior paulista para o fornecimento de suco de laranja às escolas estaduais.

Os denunciados são:

Jeter Rodrigues Pereira (ex-assessor)
José Merivaldo dos Santos (ex-assessor)
Cássio Izique Chebabi (ex-presidente Coaf)
Cesar Augusto Lopes Bertholino (vendedor e representante Coaf)
Marcel Ferreira Junior (lobista)
Leonel Junior (lobista)
Fernando Padula Novaes (ex-chefe de gabinete da Educação)
Dione Maria Di Pietro (ex-coordenadora Educação)

As manchetes do jornal Estado de Minas


No jornal Lance: o Paulistão promete


Na capa do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do jornal Correio do Povo


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

FolhadeSãoPaulo: Vai ser preciso "matar gente" para prender Lula, diz Gleisi

Globo: Por Lula, PT sobe o tom contra julgamento (Gleisi: "vai ter que matar gente")

Extra: Promotor e mulher são achados mortos

Estadão: Banco Central pressiona bancos por corte de juros do cheque

ValorEconômico: Expansão global anima mercados

ZeroHora: (Irregularidades em benefícios) RS concentra 27% dos casos de acúmulo de benefícios do INSS

EstadodeMinas: MPF pede 386 anos de cadeia para Eduardo Cunha

CorreioBraziliense: (Gleisi do PT) "Para prender Lula, vai ter que matar gente"

CorreiodaBahia: As estradas mais perigosas da Bahia

DiáriodePernambuco: Primeiro caso suspeito de febre amarela no Estado

DiáriodoNordeste: No Ceará: pedido de aposentadoria pode demorar 4 meses

CorreiodaParaíba: Abalados por uma tragédia

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ei, psiu, olha pra mim, mulesta!

Respostas às cantadas
Marcos Diniz

Candeeiristas e Candeeiradas. 

Tenho certeza que, se Catherine Deneuve lesse esta postagem com sugestão às mulheres de resposta a cantadas, iria ficar ainda mais convicta que as mulheres é que são o lado forte quando levam uma cantada.

O Setecandeeiroscajá, como um blog "familiar" provavelmente também terá centenas de Candeeiristas e Candeeiradas que irão aprovar o teor da resposta que embora não seja nova, ainda continua válida nesses tempos de faniquitos em redes sociais.

Vejamos a resposta para uma clássica e barata cantada:

- Gostosa!

Ora, as "importunadas" poderiam simplesmente responder: "- Sou muita areia para seu caminhãozinho!"

E seguirem em frente empoderadas, pois a caravana passa enquanto os cachorros ladram.

Não tem macho que não vá se sentir incapacitado com a resposta dada 'na lata'.

Vou citar uma listinha com sete itens que deixarão o cantante da gracinha com uma tremenda sensação de ridículo, sem contar que se estiver acompanhado de amigos, será alvo por muito tempo de gozação.

1. Se a mulher for mais alta que o besta.

O sujeito vai se sentir ainda mais baixinho do que se acha.

2. Se a beldade possuir um corpo bem distribuído e o cara for barrigudo.

O cara vai se sentir com chassis pequeno para encarar a fuselagem do avião.

3. Se a linda estiver vestida com roupas elegantes, não necessariamente caras.

Isto deverá posicionar o afoito no seu lugar, pois o fará pensar que não terá cacife para bancar as despesas da belezura no dia a dia.

4. Se a gata demonstrar inteligência com a resposta rápida.

O mané desnorteado se dará conta que só tem papo com os amigos sobre futebol e cachaça.

5. Se a bela der aquela 'rabissaca', a demonstração de que não o deseja.

Aí é cruel a sensação de impotência do galanteador chinfrim. Vai se sentir o irmão gêmeo mais feio do Shrek.

6. Se a formosa demonstrar que é mesmo aquela montanha de areia brilhante e dourada.

Isto mostrará que jamais haverá um acasalamento assortativo, espontâneo, em tempo nenhum por conta da aproximação barata.

7. Se a encantadora moça, antes de sair do campo de visão, deixar claro a falta de match, de pegada

Levará o sujeito a ir encher a cara e sentir que perdeu uma grande oportunidade de ficar calado.

Aos machos de plantão. Se vocês já tiveram alguma experiência de muita areia para seus caminhõeszinhos... Façam comentários, mandem suas estórias para o blog da Boa Terra Cajá.

Para frear o sectarismo precisamos entender de onde parte o discurso 
Joel Pinheiro da Fonseca - Folha de São Paulo
Em agosto do ano passado, o Google demitiu o engenheiro de software James Damore por ter escrito um texto que questionava a política de diversidade de gênero da empresa. Agora o jogo virou. Damore iniciou uma ação conjunta contra o Google, alegando que a empresa discrimina ativamente homens brancos e pessoas de posicionamento conservador. Independentemente do resultado final, um efeito maior já foi conseguido: escancarou a cultura de perseguição ideológica dentro da empresa.

Gerentes desejando publicamente a demissão de funcionários republicanos, colegas de trabalho distribuindo "peer bonuses" (pontuação criada com o intuito de premiar o desempenho profissional de colegas) com base em concordância ideológica, listas negras, caça às bruxas. Está tudo lá nas dezenas de páginas de mensagens e posts de plataformas internas do Google.

Ao agir dessa forma, os funcionários acreditavam dar mostra de suas maiores virtudes, lutar por seus ideais. A justificativa é a mesma de sempre, tão familiar às discussões nas redes sociais: nosso inimigo não é alguém que simplesmente discorda de nós. É um nazista; e nazista de Hollywood (ou seja, sem nenhum traço humano), e nós estamos em uma santa cruzada.

Essa fantasia ajuda a justificar condutas que, olhadas de forma imparcial -isto é, abstraindo do conteúdo ideológico-, ficam menos admiráveis. Sem falar que são contraproducentes: quando você se opõe a alguém no campo dos valores, o resultado é alienar essa pessoa, produzir mártires (como James Damore) e empurrar todos os que pensam como ela para o lado que você gostaria de enfraquecer.

Dentro de uma empresa, o resultado é limitado. Na esfera pública, pode ser devastador. As grandes empresas de mídia (social e tradicional) estão perdendo a confiança de metade da população. E quanto mais se convencem de que lutam por uma boa causa, mais o problema se agrava. Na ânsia de pintar Trump como um monstro (em vez de um incompetente, ou um corrupto) e erradicar a alt-right, apenas o fortaleceram e empurraram seus apoiadores para o radicalismo.

Convicções políticas não brotam da nossa inteligência ou caráter; obedecem à lógica da identidade coletiva. Somos parte de um grupo que, para ficar unido, precisa partilhar gostos, estilos e valores. Isso tem aspectos bons e ruins. Do lado bom, somos a única espécie animal em que indivíduos sem parentesco cooperam por um bem maior. Do lado ruim, desumanizamos quem está do outro lado.

Humilhar (ou demitir) o adversário é um jeito de fortalecer o espírito do nosso grupo, bem como nossa reputação dentro dele. Mas o resultado é que ficamos mais aferrados a nossos erros, e mais propensos a sermos canalhas com quem discorda de nós.

Se quisermos frear o avanço do sectarismo ideológico e seus extremos, o caminho é o exato oposto: entender de onde parte o discurso que nos revolta e encontrar os valores em comum.

Quando pensamos assim, três coisas acontecem: a primeira é a descoberta de que o eleitor do Bolsonaro (ou do Lula) não é um nazista de filme. A segunda é que você também não é um herói. A terceira, e social, é recriar a possibilidade de conviver apesar das diferenças. Não é o meu time contra o seu, o meu "ismo" contra o seu, pois somos parte de um time maior: o Brasil.

Há tempo de falar e calar... Para Gleisi do PT é sempre tempo de falar. E levar 'rebordosa'!

Chinfrim é ser corrupto e nariz empinado, diz Marchezan a Gleisi
O Antagonista

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., chamou Gleisi Hoffmann para a briga no Twitter.

O tucano respondeu a um tuíte da presidente do PT que, ao criticar um editorial de O Globo, o chamou de “prefeito fake news”.

Entre outras coisas, Marchezan disse a Gleisi Narizinho: “Fake é a origem do patrimônio dos teus comparsas”.


Também...um cunhado forte desses...

CUNHADO DE QUALIDADE
DiáriodoPoder
O ex-governador de Alagoas Guilherme Palmeira, ministro do Tribunal de Contas da União, conversava com o deputado Nelson Costa, que entrou para o folclore político ao pedir, como souvenir, a guimba do cigarro que o general João Figueiredo acabara de fumar, durante uma audiência.

- Sinceramente, não sei o que seria de mim sem o meu cunhado – disse Costa a Palmeira – Ele me ajuda muito.

- Desculpe, amigo, mas que cunhado?

- Aquele ali, pendurado no crucifixo.

Era como ele se referia a Jesus Cristo, orgulhoso da irmã, que, freira, casou-se com o filho de Deus.

Cresce confiança de pequeno e médio empresário para 2018 
ANNA RANGEL - Folha de São Paulo
O empreendedor Alexandre Lara na sede da start-up Blu365, na Vila Olimpia, zona oeste de São Paulo 

A confiança do pequeno e médio empresário no ambiente de negócios brasileiro aumentou no início do ano.

A alta foi de 3,7% na comparação com o último trimestre de 2017, segundo dados de uma pesquisa do Insper, divulgada nesta segunda (15).

As prioridades variam: enquanto a maioria dos comerciantes e donos de empresas de serviços deve investir mais na divulgação do negócio, os industriais apostam em novos funcionários e compra de equipamentos.

Mas os empresários de serviços e comércio estão mais confiantes que os da indústria -nos dois primeiros setores, a elevação foi de 5,2% e 4%, respectivamente, contra apenas 0,6% dos industriais.

A alta no otimismo também se repete no Estado de São Paulo, conforme pesquisa do Sebrae-SP apresentada na quinta-feira (11).

Entre os empreendedores paulistas, 35% esperam que a economia do país melhore neste ano, aumento de 9% em relação ao final de 2016.

Na start-up financeira Blu365, de renegociação de dívidas, a aposta para 2018 é de alto crescimento.

O sócio Alexandre Lara, 44, estima que a empresa pode dobrar de tamanho até dezembro e investiu R$ 600 mil num reposicionamento de marca e mudança de nome, aposentando a antiga alcunha, Kitado.

A ideia é agora ir além das renegociações e oferecer serviços de educação financeira aos clientes. "Queremos oferecer novos produtos e conteúdo sobre finanças pessoais", afirma Lara.

PROCESSO GRADUAL

Em vez de apenas retomar o uso da capacidade produtiva ociosa durante a crise, muitos, como Lara, já avaliam manobras de prazo mais longo, segundo o economista Gino Olivares, pesquisador e professor do Insper.

"Ele está se preparando. Em vez de ocupar toda a capacidade ociosa deixada pela crise, muitos já se antecipam ao pico de demanda."

A retomada, mesmo que gradual, pode aumentar o número de investidores dispostos a apostar nas pequenas.

"Até no setor de franquias, onde há um modelo de negócio firmado e, por isso, menos risco, estavam todos cautelosos. Isso pode mudar", diz Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

A Zissou, empresa de produtos para o sono, já busca investidores-anjo para custear parte dos R$ 3 milhões que planeja investir. Além de criar novos produtos, a meta é abrir lojas próprias.

"Vamos investir em novos canais de venda, campanhas e gestão de marca", afirma o sócio Ilan Vasserman, 32.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, é vital observar o cenário nos próximos meses.

Mas, como a comparação sai de uma base de retração, o otimismo deve ser acompanhado de uma dose de cautela, segundo Gonçalves, para que os investimentos sejam alocados de forma correta.

CORTE DE CUSTOS

Mesmo com a perspectiva de melhora econômica, o empreendedor de pequeno e médio porte deve manter a cautela nos próximos meses para não perder dinheiro.

Antes de investir, o momento é de rever as práticas de gestão para economizar e aumentar a rentabilidade na hora de aplicar parte do caixa, seja em estoques, insumos ou na contratação de novos funcionários.

O primeiro passo é rever a estrutura de custos e garantir que não há desperdício.

"A crise foi útil para incentivar o empresário a reajustar seus gastos e continuar competitivo durante a retração", afirma Alexandre Teixeira, da área de negócios e empresas do banco Santander.

Para o economista e consultor do Sebrae Pedro João Gonçalves, o país acabou de começar a "subir a ladeira da recuperação", mas o movimento pode levar tempo.

Além de observar dados como juros e inflação, é importante avaliar a região onde o negócio está localizado e o crescimento ou retração daquele setor específico.

Até o valor do produto pode influenciar: quem produz bens ou serviços mais caros, que dependem de financiamento, pode demorar a perceber melhora nas vendas.

As eleições deste ano e a Copa do Mundo também podem influenciar o cenário.

Para Gonçalves, uma alternativa é fazer um monitoramento da economia mês a mês antes de tomar qualquer decisão de investir.


Seguindo reforma trabalhista, juiz homologa acordo extrajudicial
Termo resultou na redução da carga horária de uma funcionária gaúcha
Livia Scocuglia - Jota

Mais uma nova regra da reforma trabalhista ganhou espaço nos tribunais do país. Em rápida decisão, a Justiça trabalhista de Porto Alegre homologou acordo extrajudicial que resultou na redução de horas de trabalho, com a manutenção do salário-hora, de uma empregada de uma operadora de planos de saúde.

No caso, a empregada, que trabalha há muitos anos na empresa, tinha uma jornada de trabalho de 44 horas, mas pediu para trabalhar 30 horas por semana, sem reduzir o salário [salário-hora]. Ao invés de mudar de emprego, ela sugeriu a alteração à empresa que atendeu ao pedido.

O acordo, realizado entre empregada e empregador, foi homologado pelo juiz do trabalho substituto Max Carrion Brueckner da 5ª Vara do Trabalho de Porto Alegre.

“Homologo o acordo ajustado pelas partes nos termos dos arts. 855-B e seguintes da CLT (redação dada pela Lei 13.467/17), uma vez que ambas as partes estão representadas por advogados, inexistindo evidência de vício de vontade, bem como os documentos [que] demonstram a necessidade de a trabalhadora reduzir a jornada por questões familiares”, afirmou o juiz em sua decisão.

A ação de homologação de acordo extrajudicial está prevista no artigo 855-B da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Pela regra, o processo requer a representação por advogados.

Segundo a advogada Maria Carolina Seifriz Lima, do Andrade Maia Advogados, mesmo com o consenso das partes, a homologação do acordo por um juiz dá maior segurança jurídica ao acordo, além de impedir uma nova ação no futuro para rediscutir o acordo.
Neymar desabafa: ‘Podem achar o que quiserem’
"Existem pessoas que vão te odiar mesmo você sendo a melhor pessoa do mundo", escreveu o jogador após confusão no PSG e rumores sobre Marquezine
Da redação da Revista Placar
Neymar usou as redes sociais para rebater os críticos (@neymarjr/Instagram)

Neymar não participou da vitória do Paris Saint-Germain sobre o Nantes por causa de dores nas costas e aproveitou para desabafar nas redes sociais. O atacante brasileiro, que teve seu nome envolvido em um suposto conflito entre sul-americanos do time francês, disse não se importar com as pessoas que o criticam.

“Existem pessoas que vão gostar de você, e existem pessoas que vão te odiar mesmo você sendo a melhor pessoa do mundo. Não se culpe quando fulano achar que você é chato ou metido. As pessoas podem achar o que quiserem, isso não muda o que você é! Obs: Abaixar a cabeça só pra orar”, escreveu.

Na semana passada, um dia depois de o argentino Javier Pastore e o brasileiro Thiago Silva se desentenderem publicamente, o jornal L’Equipe informou que uma viagem de Neymar, em dezembro do ano passado, teria causado descontentamento no elenco do PSG, especialmente nos atletas argentinos e no uruguaio Edinson Cavani.

Recentemente, Neymar também demonstrou irritação com rumores sobre seu namoro com Bruna Marquezine. Ele chegou a comentar numa postagem do jornal O Dia, que informava que sua mãe, Nadine, e a irmã Rafaella, seriam contra a volta de Neymar e da atriz. “Não sei quem viaja mais na maionese. ‘a pessoa que inventa a matéria’, ‘as pessoas que acreditam’, ou ‘eu que venho aqui escrever isso’”, comentou.

“O estupro é um crime. Mas a sedução insistente ou desajeitada não é um crime nem o galanteio uma agressão machista”. Com essas palavras, mais de 100 mulheres francesas, entre elas a atriz Catherine Deneuve, assinaram um manifesto contra o puritanismo do feminismo americano.

Elas prosseguem: “nos obrigam a falar o que acham correto, e aquelas que se recusam a fazê-lo são acusadas de traição e cumplicidade", acusando ainda o feminismo de ter se transformado num "ódio aos homens e à sexualidade".

Na loucura que toma conta da parcela esquerdista da sociedade americana (e por que não dizer do resto do mundo?), onde empresas como o Google estimulam que funcionários brancos sejam recebidos com vaias em reuniões de negócios, onde conceitos como "vivência" e "lugar de fala" tolhem qualquer tipo de debate saudável e racional, é bom e bem-vindo que um brado de rebeldia (sim, hoje a contra-cultura é não ser feminista, racialista, justiceiro social, etc.) venha da esquerdíssima França.

O feminismo atual se resume a ódio aos homens, ódio às famílias tradicionais e ódio às mulheres que optem por levar uma vida contrária ao que as feministas acham correto.

Homem não pode falar porque não tem útero. Branco não pode falar porque não tem a vivência do negro. Mulher que não é feminista é traidora da própria classe e por isso equivale a um homem branco.

O que elas não percebem (ou não querem perceber) é que se tudo é assédio, se tudo é abuso, se tudo é praticamente um estupro, então nada passa a ser. O enfraquecimento destes termos por fadiga de material parece não ser um problema para o feminismo, mais preocupado em destruir reputações, "rachar machos" e promover histeria coletiva.

Quando você equipara um "fiu-fiu" a um estupro, você não agrava o "fiu-fiu", mas banaliza o estupro.

Para se ter uma idéia, outro dia um rapaz teve que deletar sua conta no Twitter e escrever uma carta de desculpas porque uma moça com quem ele saiu alegou ter sofrido "abuso" pelo fato dele não ter ligado para ela no dia seguinte.

E enquanto saem por aí semi-nuas nas suas "marchas das vadias" e pregam um comportamento promíscuo como forma de "liberação feminina", por outro lado agem como mocinhas amish quando o assunto é uma relação entre um homem e uma mulher.

Nelson Rodrigues dizia que as feministas querem reduzir a mulher a um macho mal-acabado. Eu acrescentaria: e ainda por cima chato, histérico e neurótico.
Os criminosos cearenses e a teia sem fim de ataques a bancos 
Márcia Feitosa - DiáriodoNordeste

Depois do furto milionário ao Banco Central, muitos dos ladrões passaram a agir em ações maiores. Se aproveitando do status de ‘lenda’ que ganharam no mundo do crime, vários deles continuam planejando roubos e fazendo parte de quadrilhas

O crime organizado age rápido. Não precisa enfrentar os entraves da burocracia, a letargia do Judiciário, nem a fragmentação de informações importantes. Os próprios criminosos criam as ‘leis’ das facções, dão ordens para que as ofensivas sejam executadas, promovem ‘tribunais’ e eliminam quem não obedece o regime. Em contrapartida, a Polícia tem um cenário totalmente oposto. Já no primeiro contato com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, ficou claro que uma maior integração facilitaria muito as investigações Brasil afora. Como em um jogo, cada Estado tenta montar um quebra-cabeça, cujas peças não estão todas ali. As Polícias perdem tempo correndo atrás das mesmas pessoas, tentando derrubar os mesmos esquemas, articulados pelas mesmas facções.

Uma tentativa frustrada de furto ao cofre do Banco do Brasil, na Zona Sul de São Paulo, levantou suspeitas sobre a possível reorganização da quadrilha que cometeu o maior crime já registrado no Ceará, o furto ao Banco Central de Fortaleza, ocorrido em 2005. Os suspeitos também cavaram um túnel que levaria à agência, porém não chegaram ao dinheiro. O delegado Fábio Pinheiro Lopes, titular da Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos do Deic, diz que a movimentação do bando era acompanhada e quando os criminosos estavam reunidos para acertar os últimos ajustes do furto, foram presos.
Quadrilha cavou túnel e chegou ao cofre do Banco Central de Fortaleza, em 2005

Ao todo 16 pessoas foram detidas, 14 delas tinham antecedentes criminais. O delegado revela que, apesar das semelhanças, não há nada que ligue este caso ao do Ceará. “Provavelmente se inspiraram, por ter sido um crime emblemático, mas não detectamos a participação de ninguém nos dois casos. Eles estão preferindo colocar em prática crimes menos violentos. Se cavam um túnel e conseguem levar o dinheiro, responderão por furto; se cometem um roubo e isso evolui para um latrocínio estarão muito mais complicados”, afirma. Porém, Fábio Lopes revelou que há indícios do envolvimento de parte da quadrilha que furtou o Banco Central em um roubo muito mais audacioso, que seria o maior já cometido no Brasil. 

No dia 27 de agosto de 2011, dois homens renderam um vigilante e entraram com outros dez comparsas no subsolo da agência do Itaú da Avenida Paulista. Os criminosos violaram 170 cofres particulares e ficaram horas no banco. “O prejuízo ali é incalculável, porque nem todo mundo declarava tudo o que guardava nos cofres. Tem gente que perdeu 10 milhões de dólares. Foi um crime colocado em prática com muita expertise. Todo mundo sumiu depois. Simplesmente sumiu”, explicou Fábio Lopes. 

Início

Durante as investigações do roubo na Paulista, surgiu o nome de Wagner dos Santos, o ‘Waguela’, que foi indiciado pela Polícia Federal no roubo do Banco Central, mas acabou sendo absolvido no processo. “O ‘Waguela’ é o parceiro inseparável do Marcelo Marchini, conhecido como ‘Marrom’, que participou do caso do Banco Central. Acreditamos que ‘Marrom’ tenha roubado a transportadora ‘Transbank’, aqui em São Paulo, em 2004, exatamente para financiar o crime de Fortaleza. O furto ao Banco Central pode ter começado aqui e certamente ainda não terminou, porque o dinheiro de um caso vai financiando outro”, afirmou um investigador do Deic, que preferiu não se identificar.
Antônio Jussivan A. dos Santos, o ‘Alemão’, condenado como mentor do furto ao Banco Central

Principalmente para o Ceará, este furto parece não ter fim. Antônio Jussivan Alves dos Santos, o ‘Alemão’, condenado como mentor do crime, era custodiado no Sistema Penitenciário do Estado até dezembro de 2017. Em agosto deste ano, um bando tentou resgatá-lo e ele terminou baleado. As investigações do resgate reacenderam as suspeitas sobre a participação dele em outras ações. “O Sistema Penitenciário daqui não cumpre sua função de isolar o criminoso. Estão presos, mas comandam quadrilhas montadas aqui fora. O ‘Alemão’ nunca deixou de assaltar banco. E não estou falando apenas do Ceará, mas de vários Estados brasileiros. Ele dá ordens ao primo, Juvenal Laurindo, e ao Antônio Artênio da Cruz, o ‘Bode’, e a quadrilha executa”, disse uma fonte da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). 

Segundo o investigador, ‘Alemão’ também estava elaborando outros tipos de roubos. “Recentemente, aconteceram quatro assaltos muito parecidos. Pessoas com fardas da Polícia Federal entraram em condomínios de luxo, dizendo que cumpririam mandados de prisão, e acabaram assaltando apartamentos específicos. O ‘Alemão’ está por trás disso. Ele tem uma extensa rede de contatos e ficava sabendo de informações privilegiadas dentro da cadeia. Sabe quem tem muito dinheiro e estava apenas mandando buscar. O Ceará, realmente, não tinha condição de custodiar um preso como ele, com capacidade de planejar crimes a longo prazo, com paciência e sem alarde”.

‘Bocão’

Além de ‘Alemão’, Juvenal Laurindo e ‘Bode’, outro ‘cabeça’ do furto ao Banco Central, Marcos Rogério Machado de Morais, o ‘Bocão’, continua atuando em grandes ações, segundo a fonte. Juvenal Laurindo e ‘Bode’ são os únicos acusados do furto que nunca foram presos. ‘Rogério Bocão’ foi capturado passeando em um shopping de São Paulo, em 2007, mas montou um audacioso plano de fuga e foi resgatado do Instituto Penal Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II, em Itaitinga, em 2011. Depois disso, se transformou em uma espécie de fantasma.
Marcos Rogério M. de Morais, o ‘Bocão’, condenado como um dos líderes do furto milionário

Pouco se soube de concreto sobre ele nestes seis anos. “Recebemos informes de que ele fez cirurgias plásticas e mudou o rosto; que mora em São Paulo, mas vai muito ao Paraguai; e que participa de grandes ataques nacionais e internacionais. A informação mais recente é que ele esteve em Fortaleza, entre junho e julho de 2017, planejando um roubo a uma transportadora localizada no Centro”, afirmou o policial. 

Outro investigador da Inteligência da Pasta disse que ‘Alemão’ e ‘Bocão’ estão entre os maiores assaltantes do País. “O ‘Alemão’ é uma espécie de ‘consultor’ de assaltos. Dentro da prisão ele sabia o que estava sendo planejado do lado de fora e oferecia seus ‘serviços’, que seria dar dicas. Ganhava dinheiro mostrando os caminhos, arranjando gente para a linha de frente. Infelizmente, depois desse caso do Banco Central, ele ganhou um status de lenda no mundo do crime. Já ‘Bocão’ é mais violento e vai para a linha de frente das ações. Nunca parou de ir, mas só participa de coisas realmente muito grandes”, explicou. 

O delegado de Polícia Civil, Francisco Carlos de Araújo Crisóstomo, que não acredita que ‘Alemão’ tenha sido o mentor do furto ao Banco Central, diz que há anos a dupla age junta e se complementa. “O Jussivan se mostrou um líder e não costuma agir com violência. Age sempre com inteligência, inclusive para lavar boa parte do dinheiro que conseguiu com o furto do Banco Central. Ele emprestava R$ 6 milhões para a pessoa devolver R$ 3, ‘lavado’, no dia que ele quisesse. Tirava o dinheiro da mão dele, mas de uma forma garantida. Rogério é o lugar-tenente do Jussivan. Confiam muito um no outro, mas ao contrário do Jussivan, o Rogério é muito violento e perverso. Acabam sendo complementares como bandidos”.

ESTRATÉGIA DE ‘MARCOLA’ TORNA PCC UM ‘FAST-FOOD’ DA DROGA

São Paulo. Além da real potência do Primeiro Comando da Capital (PCC), um mito também é alimentado. Um investigador da Delegacia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, explica que quanto maior e mais articulado for o criminoso, mais longe ele estará das cúpulas locais da facção. “Um bandido como o ‘Alemão’, por exemplo, não precisa do PCC para nada. A não ser para se proteger dentro da cadeia. E é isso que ele faz. É aliado à facção, mas não tem poder de liderança, porque não quer se ocupar disso. Uma ação do ‘Alemão’, não necessariamente é do PCC, mas acabam colocando isso na mesma conta e a facção ganha uma projeção imensa”.
Atualmente, o PCC tem mais de 20 mil membros em todos os Estados brasileiros e em outros países da América Latina.O número não contabiliza as pessoas que simpatizam ou colaboram eventualmente com a facção. De acordo com um levantamento do Ministério Público de São Paulo, a organização criminosa movimenta de R$ 20 a 30 milhões por mês. Além do capital gerado pelo tráfico de drogas, o PCC faz uma rifa a cada 45 dias e é exigente com o pagamento da ‘cebola’ (uma espécie de mensalidade). A rifa é vendida pelos criminosos que estão na rua e oferecem veículos, imóveis e até armas como prêmios. A ‘cebola’ também é paga pelos membros que estão soltos, atualmente, custa R$ 900. 

Com núcleos bem divididos para desempenharem atividades distintas e com a contabilidade toda registrada em cadernos, a facção se ‘profissionalizou’ no tráfico. “O PCC se transformou em uma espécie de franquia. Fora da cadeia é um fast-food da droga; dentro, funciona como uma espécie de sindicato. Os presos se batizam para serem protegidos na cadeia, mas não têm contato com os grandes líderes, nem sabem o que está sendo planejado. Ser filiado ao PCC quase nunca dá o direito de saber os próximos passos da facção. Nós nem investigamos qualquer pessoa que se diga do PCC. Voltamos nosso trabalho para os mais importantes, os que são chamados dentro da organização de ‘sintonia’, porque são eles que fazem o negócio funcionar”, afirmou o policial do Deic. 

Em cada Estado existe um ‘sintonia’ (líder) na rua e outro na prisão. O policial revelou que o ‘sintonia’ do Ceará dentro do Sistema Carcerário é um traficante, já o que está na rua é um ladrão de carga.“Ambos estão identificados e são monitorados”, afirmou. “Os interesses da rua e os da cadeia não batem e cada um cuida de uma parte. Geralmente, quem ocupa cargo na facção não é um bandido de grande porte, ou capaz de montar um grande esquema sozinho. Recebe ordens da cúpula e trabalha praticamente em tempo integral para a facção. Se você é um bandido grande, e eu volto a citar os do Banco Central, porque deixaria de articular coisas para si para se ocupar em dar lucro ao PCC?”, interpela. 

Questionado sobre a importância do Ceará para a facção, o investigador especializado concorda com a Polícia local e diz que pode estar ligada à posição geográfica do Estado, relativamente próximo da Europa. “Se o Ceará não fosse importante, o Alejandro Júnior não teria ido pessoalmente montar e expandir um esquema de tráfico lá, como aconteceu. Se não fosse um lugar promissor, um dos líderes máximos não se arriscaria em ir para lá. Não sei como eles conseguiram isso, mas a verdade sobre o PCC é que os maiores lucros ficam com a cúpula. Eles convenceram essas 20 mil pessoas a trabalharem para eles”. 

Outro policial da Delegacia de Facções, que conversou com a reportagem, afirmou que a importância de uma região para as facções está diretamente ligada às rotas de drogas. “Temos duas grandes rotas de entrada de droga no Brasil: a da Amazônia, que se expande pelos rios e chega à Região Norte; e a chamada ‘rota caipira’, que começa no Mato Grosso e segue para São Paulo. Já a principal rota de saída da cocaína para a Europa, sem dúvidas, é pelo o Nordeste”. 

Cúpula

O núcleo conhecido como ‘sintonia final geral do PCC’, que funciona como uma espécie de conselho deliberativo tem oito pessoas: Marcos Willians Herbas Camacho, o ‘Marcola’; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior; Fabiano Alves de Sousa, o ‘Paca’; Rogério Jeremias de Simone, o ‘Gegê do Mangue’; Daniel Vinícius Canônico, o ‘Judeu’ ou ‘Cego’; Abel Pacheco de Andrade, o ‘Vida Louca’; Roberto Soriano, o ‘Tiriça’; e Júlio César Guedes de Moraes, o ‘Julinho Carambola’. 

“Atualmente ‘Marcola’ não é mais o líder máximo. O ‘Gegê’ e o ‘Cego’ têm o mesmo poder que ele. São velhos amigos e agem juntos há muitos anos. ‘Marcola’ virou uma espécie de ‘presidente de honra’. Ele é a cara do PCC, tudo que acontece na facção remete a ele, mas não manda mais em tudo sozinho. Hoje em dia está muito restrito, exatamente porque fica muito em evidência. Por conta disto, é preciso que tenha mais gente com a mesma envergadura que ele para tomar decisões”, disse o policial do Deic.

Conforme a fonte, o modelo de organização ‘empresarial’ que o PCC alcançou foi ideia de ‘Marcola’. Ele acabou com as brigas e focou principalmente no tráfico de drogas e armas. “O que torna o PCC grande e forte é exatamente a quantidade de dinheiro que movimenta. Se uma carga de drogas é apreendida, eles têm o dinheiro da ‘cebola’ ou das rifas para cobrir. O Comando Vermelho e a Família do Norte, por exemplo, não têm esse caixa e as dívidas acabam em brigas, execuções, confusões. Aproveito para lembrar que a ‘empresa’ PCC não comete roubos. Tem membros da facção que são assaltantes e agem de forma independente. Não é porque se filiam que precisam dar satisfação ao ‘Marcola’ de tudo que vão fazer, isso é uma lenda”.

A facção também tem vários paióis espalhados pelo País. Algumas das armas que estão nestes depósitos são rotativas e podem ser alugadas aos integrantes, que precisem delas em ataques a banco, por exemplo. A devolução é exigida, ou o valor da arma será pago. Se não com dinheiro, com a vida de quem locou e não devolveu.

O outro investigador entrevistado conta que a expansão do PCC para fora do Brasil está sendo acompanhada de perto. “Existe um deputado na Bolívia com o mesmo sobrenome de ‘Marcola’ e ‘Alejandro’. Chequei pessoalmente a possibilidade de Gabriel Herbas Camanho ser irmão deles, mas nos documentos os nomes dos pais do deputado são diferentes. Acho remotíssima a possibilidade de que os três sejam irmãos, mas confirmamos outras coisas importantes. Principalmente, que mesmo a força do PCC não sendo tão grande nos Países vizinhos, a facção já tem negócios consolidados na Bolívia e no Paraguai”.

Venceslau 

Todos os membros da cúpula da facção são custodiados na Penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, a P2 de Presidente Venceslau. A unidade ficou conhecida como ‘Proibida’ pelo status de intocáveis que os detentos de lá ganharam no mundo do crime. “Quem consegue trazer mais droga e vender mais no Brasil tem lucros maiores. Com lucros maiores, conseguem mais poder na facção. Na cúpula estão os principais narcotraficantes do País. A força do PCC não está em quem está fora da cadeia, mas em quem está dentro. O PCC é Venceslau”,disse o policial civil. 

O investigador da Delegacia de Facções afirma que é preciso que todas as Polícias se unam para estabelecer estratégias de enfrentamento. “Não existe uma solução milagrosa para acabar com o PCC. Dediquei toda a minha vida profissional a enfrentar essa facção e vejo que isto não fez com que ela sucumbisse ou mesmo enfraquecesse. Para atacar realmente o PCC, nós precisamos de um plano nacional de Segurança Pública”

O delegado Fábio Lopes, da Delegacia de Roubo a Banco do Deic, também acredita que a integração seria o meio mais eficiente de combate. “O PCC tem uma coisa que o Estado não tem: o poder do terror. A Polícia tem, sim, força para enfrentar o PCC, mas necessitamos de um convencimento geral de que a legislação precisa ser modificada em alguns pontos, para dar mais força ao combate do crime organizado. As Polícias sofrem dos mesmos problemas, apenas de tamanhos diferentes. É preciso que o trabalho seja integrado, porque a gente aperta o cerco aqui e eles vão para outros estados. Quando apertam o cerco nos outros estados eles voltam para cá. A Polícia precisa de integração e fortalecimento. Isso podia ser feito pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Era preciso traçar uma maneira de combater o crime organizado da mesma forma, agir padronizado, tornar norma o que cada Estado estiver fazendo de bom”.