domingo, 30 de agosto de 2015

A primeira página do jornal Correio Braziliense


No Jogo/Extra: a dor incontida do vascaíno...


As manchetes do jornal Correio da Bahia


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Três dias depois, Dilma desiste de recriar a CPMF

Globo:  Empresas-fantasmas movimentaram R$ 2,6 bilhões

Extra: Viciados em whatsaap

ValorEconômico: TCU é playground de políticos fracassados, afirma Joaquim Barbosa

Estadão: Sem apoio e dividido, governo desiste da recriação da CPMF

ZeroHora: Após críticas, governo recua e desiste de recriar a CPMF

EstadodeMinas: "Temos que nos livrar dessa praga que é o PT", afirma governador de São Paulo

CorreioBraziliense: Após críticas, governo desiste de recriar a CPMF

CorreiodaBahia: Após reações negativas, Dilma desiste da CPMF

- OPovoAs seis apostas para o Enem

DiáriodePernambuco: Promessas para o Estado [feitas pela União] viraram dívida bilionária

JornaldaParaíba: Vaticano suspende poderes de Dom Aldo

sábado, 29 de agosto de 2015

Agrônomo declara que Sousa só tem água para mais 15 dias, afirma que volume do Boqueirão acaba este ano e dispara: Inverno só em 2025

Segundo o engenheiro, a situação de Boqueirão é crítica e o racionamento em Cajazeirs deveria ter sido iniciado há dois anos. Vídeo!

O engenheiro agrônomo, Adalberto Nogueira criticou a visita realizada esta semana ao Açude de Engenheiro Ávidos (Boqueirão) e disse que a ANA (Agência Nacional das Águas), Aesa (Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba) e outros órgão responsáveis pela água esperaram o manancial chegar quase ao nível morto para tomar alguma providência para Cajazeiras.

Segundo Adalberto, a situação agora é crítica e o racionamento deveria ter sido iniciado há dois anos. 



O engenheiro alertou que o açude de São Gonçalo só tem água para abastecer Sousa por mais 15 dias e disse que o manancial de Boqueirão deve chegar ao seu volume morto no mês de dezembro deste ano. 

Para piorar a situação, Adalberto informou que só deve haver inverno no ano de 2025. “Para Boqueirão sangrar precisa haver um inverno excepcional”, disse ele.

Com relação a obra da Transposição do Rio São Francisco, considerada por muitos como a salvação dos nordestinos, Adalberto declarou que ás aguas não poderão descer nos rios da região sem que haja o saneamento certo nas cidades.

Para candidatos do PT, nas eleições municipais do próximo ano, o sinal está evidente...

Lauro Jardim

Popularidade de Dilma se esfarelou até no Nordeste

Uma pesquisa inédita encomendada pelo PMDB do Ceará ao Ibope conseguiu fazer uma fotografia sem photoshop do que aconteceu com Dilma Rousseff da eleição para cá.

Na cidade de Lavras da Mangabeira, de 31 000 habitantes, Dilma obteve a inacreditável marca de 86,6% dos votos no segundo turno, em outubro passado. Agora, de acordo com a pesquisa realizada em agosto, ou seja, dez meses depois, 76% dos habitantes reprovam o governo.

Sua popularidade, portanto, esfarelou-se, até em pequenas cidades nordestinas que a apoiaram de forma esmagadora.

João da Uça desde menino que não pode ver um sábado: já fica todo animado! Vejam no vídeo.


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Enquanto isto, os presidentes dizem que não sabiam de nada...

De novo a Casa Civil

Depois de Dirceu, Palocci e Erenice, agora é a vez de Gleisi Hoffmann ser investigada por acusações de práticas ilegais
Fábio Brandt
IstoÉ

Desde que o PT assumiu o governo federal em 2003, a Casa Civil se transformou em uma espécie de imã para problemas de toda a sorte para quem a ocupa. José Dirceu, o primeiro titular da pasta na era petista, está preso. Antônio Palocci, o super ministro do primeiro governo de Dilma Rousseff, foi apeado do cargo após uma série de denúncias e, agora, é alvo da Operação Lava Jato. O fantasma Erenice Guerra também continua a circular pelos corredores do Planalto e a própria presidente, outra ex-ocupante do cargo, vê a cada dia aumentar os riscos de sofrer um processo de impeachment. Agora é a vez de a senadora paranaense Gleisi Hoffmann experimentar o que vem sendo chamado em Brasília de a maldição da Casa Civil. Como já era esperado há algum tempo, Gleisi foi mais uma petista de alto escalão a ser implicada na Lava Jato.


De acordo com despacho do juiz Sergio Moro enviado ao Supremo Tribunal Federal pedindo que se abra uma investigação contra a senadora, Gleisi “seria beneficiária de valores de possível natureza criminosa”. Moro citou ainda o ex-ministro Paulo Bernardo, marido de Gleisi, e uma série de nomes desconhecidos do público, mas que podem ser a conexão entre o esquema que atingiu a Petrobras e outras operações criminosas. Um dos personagens mencionados pelo juiz é o advogado Guilherme de Salles Gonçalves. Filiado ao PT, ele já atuou em campanhas de Gleisi – como advogado e como doador. Também já prestou serviços para o gabinete dela no Senado.

Segundo Moro, Salles Gonçalves é um dos beneficiários de pagamentos feitos pelo grupo Consist em retribuição pelo contrato obtido para prestar serviço de informática em um acordo de cooperação entre a pasta do Planejamento, ocupada, então, por Paulo Bernardo, e a Associação Brasileira de Bancos e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada. No documento enviado ao STF, Moro afirma ter provas de que Gonçalves usou os valores recebidos da Consist para arcar com despesas de Gleisi. “Estou sofrendo uma condenação antecipada do juiz Moro. Remeteu uma parte do processo, descontextualizada, dizendo que eu seria beneficiária de atos criminosos, isso já é uma condenação. Eu não tenho nenhuma relação com a Consist”, afirma a senadora Gleisi.


Gleisi não será julgada por Moro. Como tem foro privilegiado, a senadora será julgada pelo Supremo Tribunal Federal. Lá ela terá todo o espaço do mundo para explicar a razão pela qual seu nome e o de seu marido têm surgido com tanta freqüência nas investigações da Lava Jato.
Pixuleco operado com sucesso
O Antagonista

Leitores informam que, cansado de esperar na fila do SUS, o Pixuleco pediu para ser transferido para o Hospital Sírio-Libanês, onde sofreu uma cirurgia de emergência.

"Coisa de Primeiro Mundo", declarou o Pixuleco após a intervenção.

Um médico fez a foto:



A CPMF é um roubo. Quem disse isso foi Lula, no governo de Fernando Henrique. Depois, já presidente, mudou de ideia

RUTH DE AQUINO
Época

A CPMF é um roubo. Uma usurpação dos direitos do trabalhador. Quem disse isso foi Lula, no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Lula foi a Brasília denunciar o imposto extorsivo sobre o cheque. Mas Lula ainda era oposição. Em 2007, presidente do Brasil, mudou radicalmente. Comparou a CPMF à salvação da pátria. Citou Raul Seixas para explicar que ele, Lula, era uma metamorfose ambulante.

Tudo é mentiroso na CPMF. A começar pelo nome: Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras. É uma trapaça ao idioma. “Contribuições” costumam ser voluntárias – a palavra contribuir vem do latim e significa “ter parte numa despesa comum”. Foi chamada de “provisória” mas virou “permanente” até ser derrubada em 2007, numa derrota fragorosa de Lula no Senado.

Ao se referir a “movimentações financeiras”, parece punir os ricos, os que movimentam mundos e fundos. Não. É um imposto sobre cada cheque emitido, recebido, depositado. É um confisco direto sobre as transações bancárias e comerciais, sobre as compras no supermercado. É uma assombração e uma bitributação, porque já pagamos o IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras – que, aliás, foi aumentado quando a CPMF acabou, em 2007. É tão matreira que se paga CPMF até no ato de pagar os impostos.

Oremos e lembremos o que Lula disse em 2007. “Estamos perdidos sem a CPMF.” “Se os senadores votarem contra a CPMF, temos de mostrar quem é o responsável de deixar milhões de pessoas sem esse programa (o Bolsa Família).” “Todo mundo sabe que o Estado brasileiro não pode viver sem a CPMF.” Sabem o que Lula fez para tentar aprovar a continuidade da CPMF há oito anos? Liberou R$ 500 milhões de verbas para senadores. O mesmo que Dilma fez nesta semana.

A CPMF é um imposto tão impopular que precisa de uma cirurgia plástica invasiva para se tornar palatável. Primeiro, muda-se o nome. Vira CIS: Contribuição Interfederativa da Saúde. Ah, ela se tornaria, portanto, um “imposto do bem”. Quem pode ser contra ajudar o SUS, combater a penúria dos hospitais públicos, reduzir as filas de doentes? Quem? O duro é o dinheiro chegar lá. Pois uma década de CPMF não mudou o caos da Saúde.

Mais uma mentira, mais uma extorsão, mais uma imoralidade num país de pixulecos e pinóquios. Quem, em sã consciência, acredita que os impostos beneficiam os pobres no Brasil? A CPMF ludibriou até mesmo um de seus criadores, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene. Ele se demitiu ao perceber que a verba caíra no colo do Tesouro.

O maior sonegador de todos é o Estado brasileiro. O Estado sonega da população o que arrecada de nós, os contribuintes. Dilma quer ressuscitar a CPMF para cobrir o maior rombo do governo central desde 1997 – mais de R$ 9 bilhões –, divulgado na quinta-feira. A CPMF é portanto um oportunismo de princípio, meio e fim.

Dilma, além de liberar meio bilhão de reais para parlamentares, também prometeu repassar aos Estados e municípios uma parcela dos R$ 80 bilhões por ano que seriam arrecadados com a nova CPMF. A promessa deixou assanhadinhos os governadores e os prefeitos – todos pensando no bem público.

Há duas maneiras de equilibrar um orçamento. Sabemos disso dentro de casa. Ou se cortam gastos ou se aumenta a renda. Os brasileiros cortam gastos. Não roubam dos vizinhos. Não roubamos de quem tem menos que nós, porque eles estão com a corda no pescoço. Aliás, não roubamos porque é crime.

Oi, Planalto! Os brasileiros estão inadimplentes, desempregados. O programa federal mais popular hoje é o Minha Casa Minha Dívida. Não dá para criar mais imposto. Precisa desenhar? Dilma, corte R$ 80 bilhões em sua ilha da fantasia. E não venha com essa desculpa esfarrapada de que não sabia, no ano passado, a gravidade da crise.

Vi uma cena, no programa Bom dia Rio, na TV Globo, de cortar o coração. Para agendar o recebimento do seguro-desemprego, homens e mulheres têm passado a noite inteira ao relento, deitados sobre papelões improvisados. Como eles se sentem? “Eu me sinto humilhado”, disse um deles. Os pedestres passam ao largo, achando que são todos moradores de rua, pedintes.

A volta da CPMF é a maior pauta-bomba surgida até agora. Mostra o desespero de um governo que obriga os outros a decretar falência, a fechar seus negócios, a se reinventar, mas que continua a aumentar os gastos além da inflação.

A sociedade civil deveria aproveitar para exigir transparência no destino dos impostos que já pagamos. Prestação de contas. Nós merecemos. Só vemos deputados, senadores, juízes ganhando reajustes superiores à inflação. Mais de 22 mil cargos comissionados no Executivo, 39 ministérios, uma barafunda no aparato do Estado. Nós não merecemos.
Cada vez mais grave 
Folha de São Paulo

Dados do PIB indicam recessão maior do que se imaginava dias atrás; governo precisa apontar saídas para a crise

A recessão brasileira é maior do que se calculava até sexta-feira (28), quando foram divulgados os números do PIB relativos ao segundo trimestre. A atividade econômica recuou 1,9%, desempenho próximo das piores estimativas; os dados do final de 2014 e do início de 2015 foram revisados para baixo.

As previsões para o ano tendem a se tornar mais sombrias. Projetava-se regressão de 2% a 2,5% do PIB. Os novos prognósticos já ultrapassam o teto dessa banda de pessimismo, confirmando que a economia brasileira deve sofrer a maior contração desde a queda de 4,3% em 1990, no governo Fernando Collor (então no PRN).

Não há, por ora, como contradizer as avaliações mais negativas.

O consumo das famílias declinou pelo segundo trimestre consecutivo, o que não ocorria desde 2003, na crise que marcou o final dos anos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O investimento em novas instalações produtivas e em construção encolhe agora por oito trimestres consecutivos. O nível de confiança do consumidor e dos empresários está nas mínimas históricas, há estoques em demasia nas empresas e a deterioração do mercado de trabalho deve continuar pelo menos até meados de 2016.

As taxas de juros devem permanecer em níveis escorchantes por algum tempo. A degradação da situação financeira do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e sua desorientação política devem solapar ainda mais o ânimo de investimento das empresas.

A solitária nota positiva do balanço da economia deve-se à melhoria nas contas externas. A produção nacional torna-se mais barata devido à desvalorização do real, e a indústria passa a substituir itens antes importados.

É provável que a baixa do PIB trimestral no restante do ano não seja tão grande quanto a verificada de abril a junho. Não será melhoria, mas retrocesso menor.

Para 2016, o avanço adicional no setor externo e a baixa na inflação devem tornar o quadro menos dramático, embora se projete estagnação, na melhor das hipóteses.

Seja como for, muito depende da solução da crise de governo, de um plano que impeça a degradação contínua das contas públicas e de um projeto politicamente viável de reformas.

Uma crise crônica, porém, pode lançar ainda mais descrédito sobre a capacidade de pagamentos do governo e incentivar fugas de capitais, que derivariam em desvalorizações então daninhas do real e em altas de juros.

Não se trata de destino, mas seria o resultado do descaso ou da incapacidade de lidar com a emergência crítica: um cenário cada vez mais realista de grave desordem.

Marina Elali canta Lovin' you. Com tradução e tudo. Lindíssimas (a música e a intérprete).



Sugestão de Socorro Rocha

Na revista Época, já nas bancas



A reportagem obteve arquivos sigilosos em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES à empreiteira

THIAGO BRONZATTO
Época

No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.

Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.

A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.

Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.


Outro lado

Procurado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirma que, no período em que exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “não atuou em favor de empresas, nem tampouco a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Diz o texto que várias empresas brasileiras participaram de consulta do governo uruguaio sobre o Porto de Rocha e o governo não atuou em favor de nenhuma das empresas. A Odebrecht afirma em nota que o ex-presidente não teve “qualquer influência” nas suas duas obras em Cuba, o Aeroporto de Havana e o Porto de Mariel. A empresa diz que as discussões sobre bioenergia com o governo cubano não avançaram, mas ainda estuda oportunidades nesse setor em Cuba, a partir da reformulação da Lei de Investimento Estrangeiro. A Odebrecht diz que a empresa na qual trabalha o ex-ministro Silas Rondeau foi uma das contratadas como parceira de estudos na área de energia.

Em nota, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou desconhecer o conteúdo dos documentos aos quais ÉPOCA teve acesso. Contudo, o Planalto destaca a importância estratégica do projeto de Porto de Mariel para as relações de Brasil e Cuba. “A possibilidade crescente de abertura econômica de Cuba e a recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos vão impulsionar ainda mais o potencial econômico de exportação para empresas brasileiras.” O BNDES afirma que a Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença em Cuba, portanto faz sentido que a maior parcela das exportações para aquele país financiadas pelo banco seja realizada pela empresa. Diz ainda que mantém com a Odebrecht relacionamento rigorosamente igual a qualquer outra empresa. O BNDES nega que esteja financiando projetos envolvendo direta ou indiretamente a Odebrecht no setor de energia, bioenergia ou sucroalcooleiro em Cuba. Sobre entendimento para financiamento de um porto no Uruguai, como indicou o então ministro Pimentel, o BNDES disse que não há nenhuma tratativa referente ao projeto em curso no Banco. Procurado por ÉPOCA, o ex-presidente Lula não quis se manifestar.

Em depoimento à CPI do BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento. Os documentos obtidos por ÉPOCA mostram uma versão diferente. Caberá ao MPF e à PF apurar os fatos.
O Globo

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, que tem como qualificação profissional a militância no Sindicato dos Bancários e na bancada federal do PT-SP, sem noção de tecnologia e do mundo das comunicações modernas, que há anos prega a “regulamentação da mídia” (e talvez por isso tenha sido colocado no ministério pela ala soviética do partido), é a cara do Brasil atual, onde a militância sindical é a mais alta qualificação para qualquer cargo.

Agora, ele quer atrapalhar a comunicação entre os brasileiros, chamando o WhatsApp de “pirata” e querendo “regulamentá-lo”, naturalmente inspirado por operadoras de telefonia que dizem estar perdendo dinheiro enquanto o usuário economiza nas tarifas e nos impostos escorchantes. Quem vai pagar um SMS se pode mandar mensagens, vídeos e áudios de graça pelo WhatsApp? Quem é estupido o bastante? Que “causa” de alguns merece a manutenção do atraso de todos? Mas eles só pensam em regulamentar.

Esse pessoal odeia tanto a TV Globo porque, mesmo com enormes verbas públicas e publicidade oficial, nunca conseguiram fazer uma emissora (ou um jornal, uma revista, uma rádio ou um site) “de esquerda” que fosse popular e influente. A TV Brasil, Lula dizia que seria nossa BBC, é um fracasso absoluto, que custa uma fortuna mas ninguém vê. Tem mais funcionários do que espectadores. O maior sonho deles seria estatizar a Globo e aparelhá-la para suas causas “progressistas”, mas quebrariam a empresa em seis meses, por incompetência e ladroagem.

Quando eles falam em “regulamentar”, boto logo a mão no bolso e encosto na parede, é o Estado querendo tomar mais dinheiro do cidadão para sustentar os desperdícios e roubos de pessoas que nada entendem das áreas que comandam e têm como principal objetivo manter o partido no poder.

Enquanto isso, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação já acumula 18 bilhões de reais em taxas pagas por usuários e operadoras, e o governo não sabe o que fazer com a bolada, explicando por que a internet no Brasil é uma das piores e mais caras do mundo.

Na campanha Dilma falava em “banda larga para todos”... rsrs.
PAINEL-Folha
VERA MAGALHÃES - painel@uol.com.br
Dividindo a conta

Com a resistência dos presidentes da Câmara e do Senado e a recusa de Michel Temer de trabalhar pela volta da CPMF, o Planalto aposta na situação crítica das finanças estaduais para fazer avançar no Congresso o projeto que recria a contribuição. Mas apesar de algumas manifestações favoráveis, governadores, e não só de oposição, se recusam a pagar a fatura política da negociação. "Se a ajuda deles for semelhante à que deram no ajuste fiscal, não avança um milímetro", diz um ministro.

Solo seco De um cacique peemedebista sobre a recriação do tributo: "A exumação da CPMF pode enterrar Dilma de vez no volume morto".

Dobrar a meta Aliados de Dilma veem no caso da CPMF a certeza de um duplo desgaste para o governo: o de ter anunciado a ideia sem combinar e o do provável recuo num futuro próximo.

Rota de fuga "Dilma esqueceu uma regra básica: antes de entrar no recinto, veja se ele tem uma porta de saída", diz um ministro descrente no avanço da proposta.

A primeira página do Jornal do Commercio


Os destaques do jornal Correio Braziliense


Na capa d'O Globo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: PIB mergulha e recessão se alonga

Globo:  Recessão

Extra: Touca ninja liberada

ValorEconômico: PIB encolhe 1,9%, o pior desde 2008

Estadão: PIB cai 1,9% no trimestre e Brasil entra em recessão

ZeroHoraEconomia encolhe 1,9% e põe o país em recessão

EstadodeMinas: Recessão sem data para acabar

CorreioBraziliense: Brasil em queda livre

CorreiodaBahia: (Nova queda do PIB confirma recessão) Brasil mais pobre

- OPovoDilma tenta apoio à CPMF e ouve críticas de empresários

JornaldoCommercio: Recessão

CorreiodaParaíba: População e renda caem. É a recessão

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A capa de hoje do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas


Facada no Lula Pixuleco, no centro de São Paulo. Veja vídeo.

O Antagonista

Uma integrante do Movimento Brasil Melhor enviou ao Antagonista vídeo que mostra a confusão no Viaduto do Chá e o momento em que o corpo do boneco tomba após ser esfaqueado por uma mulher ainda não identificada.

Assista o vídeo exclusivo:


Segundo relatos, a faca usada para furar o Pixuleco tinha resíduos de mortadela.

Reação vascaína é 'malígrina'! Vejam o vídeo.

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Bateu o desespero: deram uma 'facada' no boneco inflado Lula Pixuleco!

URGENTE: PIXULECO É VÍTIMA DE ATENTADO NO CENTRO DE SÃO PAULO

O Lula inflado foi esfaqueado por uma mulher no Viaduto do Chá, em SP. Houve muita confusão e a polícia encaminhou a autora do atentado à delegacia.

Olha aí: o Belo se libertou.

Gracyanne diz que ensinou Belo a gostar de vibrador no sexo

''Eu sou fissurado na minha mulher. Tenho um tesão imenso, coisa de louco'', garante pagodeiro


Gracyanne Barbosa garante que mudou hábitos sexuais do marido ao longo dos 8 anos de relacionamento: ''Ele era muito restrito. No começo da relação, ele era contra vibrador''

Unidos por 8 anos e casados há 3, Belo e Gracyanne Barbosa garantem que não deixam o clima esfriar na hora do sexo. Estrelas de ensaio sensual para o site Paparazzo, o casal confidenciou nos bastidores que abusa das fantasias para manter o pique da excitação. "Fazemos sexo todos os dias que estamos juntos. Eu sou fissurado na minha mulher. Tenho um tesão imenso, coisa de louco. Sou extremamente apaixonado", afirma o pagodeiro.

Gracyanne contou que foi ela quem deu os primeiros passos para apimentar as relações sexuais. "Ele era muito restrito [a brinquedinhos]. No começo da relação, ele era contra vibrador", ela recorda.

Mas agora, a musa fitness garante que o marido acompanha seu interesse por brinquedos adultos. "Hoje ele me traz coisas legais de sexshop, me mostra as novidades. Ele se libertou e é uma delícia", diz.

CPMF, a hora do pesadelo 
VINICIUS TORRES FREIRE
Folha de São Paulo

Buraco nas contas do governo e tumulto político no Planalto explicam volta do imposto zumbi

DÁ PARA entender por que a notícia da ressuscitação da CPMF vazou nesta semana.

Primeiro, porque as contas do governo são um pesadelo a caminho do desastre, como se soube ontem.

Segundo, porque há barafunda no ministério, intriga e frituras, disputas a respeito do que fazer do rombo e do corte de despesas, no que a divergência tem de mais sério. A CPMF agrada a quem quer cortar menos, claro.

Terceiro, porque a política do governo parece se tornar ainda mais desorientada, outra prova de que o absoluto não existe. Goste-se ou não da CPMF, recriá-la agora significa cuspir no pratinho de migalhas que parte do empresariado empurrou para um governo miserável de apoio político. Parece óbvio que o imposto alimentará quem quer avacalhar o governo.

A receita do governo caiu 3,7% de janeiro a julho, ante mesmo período de 2014, já descontada a inflação. Em 12 meses, está caindo 5,5%. No balanço final, a despesa até parece sob controle, neste ano: cresceu 0,4%. Mas essa salsicha da despesa tem muita coisa ruim embutida.

As despesas da Previdência crescem, mau sinal, pois quase incontroláveis sem mudanças legais ou no reajuste dos benefícios, política que a presidente quer manter, uma das poucas promessas que ainda não renegou. As despesas com subsídios para baratear empréstimos para empresas crescem, leite derramado no "programa de sustentação do investimento", que, no entanto, não se sustentou, vide a recessão.

Portanto, o gasto do governo não cresce apenas por causa das machadadas recessivas nos investimentos públicos ("em obras"), que neste ano caíram 36,6%, pois quase não há mais onde talhar, de imediato.

Em tese, a CPMF poderia dar um jeito no rombo que se prevê ainda maior para 2016. Quando foi cobrada com a alíquota de 0,38%, nos anos cheios de 2002 a 2007, rendia 7,7% da receita federal bruta ou 1,35% do PIB, em média, uma arrecadação bem regular. Em termos de receita e PIB de hoje, renderia algo entre R$ 72 bilhões e R$ 77 bilhões.

No entanto, mais de sete anos depois do fim do imposto, em um país diferente e, de resto, em recessão, sabe-se lá quanto o governo poderá arrecadar, até porque uma facada tributária dessa ordem deve derrubar ainda mais a atividade econômica, a princípio.

Além do mais, discute-se a hipótese de baixar em tanto a alíquota do IOF, que subiu em 2008 a fim de compensar as perdas de receita com a morte provisória da CPMF. Caso a reversão da alíquota do IOF seja equivalente ao seu aumento, o governo poderia perder uns R$ 15 bilhões. No fim das contas de simples aritmética, restariam uns R$ 57 bilhões, curiosamente o tamanho do superavit que o governo prometera entregar no início do ano.

A CPMF é um tributo ruim. Ignora capacidade contributiva. É cumulativa, prejudica em particular empresas que têm um processo de produção comprido. Causa distorções demais. Ressuscitá-la é caso de desespero. Faria algum sentido se fosse só provisória, como o governo o planeja agora (mas nunca é), e se acompanhada de contenção brutal de despesa, um programa de emergência a fim de apagar o incêndio crescente e sem limite da dívida pública. Conter a despesa significa impedir aumentos da despesa social, INSS inclusive.

Muito difícil.

Já 'visse' dá com cachorro?! Pois veja no vídeo!


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Odebrecht tenta impedir que Lava Jato descubra "a conta suíça"
O Antagonista

Advogados contratados pela Odebrecht na Suíça entraram com ação na Justiça para tentar impedir que o Ministério Público envie ao Brasil os dados relativos a contas secretas da empresa, informa Jamil Chade, do Estadão. A empreiteira deve estar desesperada com a possibilidade de que a Lava Jato descubra a conta suíça que abasteceu a campanha de Dilma.

O Antagonista lembra a mensagem encontrada no celular de Marcelo Odebrecht
“Para Edinho visão da conta toda inclusive o gasto com Haddad. MRF: dizer do risco cta suíça chegar campanha dela?”

Vascaínos reagem às gozações flamenguistas. Vejam vídeo.

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Enfermeiro de Cajazeiras se suicida dentro de UPA; ele estava em horário de trabalho

Reinilson foi aprovado no concurso público de Pombal em 2011 e convocado no final de 2013.

Enfermeiro da cidade de Cajazeiras se suicida dentro de UPA de Pombal

O enfermeiro da cidade de Cajazeiras, Reinilson Pereira da Silva, 28 anos cometeu suicídio na noite desta quinta-feira (27), no local de trabalho. Ela estava trabalhando na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Pombal.

De acordo com as informações do Portal Liberdade de Pombal, ele usou um lençol da sala de repouso para cometer o ato. As informações dão conta que o cajazeirense estaria passando por conflitos amorosos.

Os colegas de Reinilson contaram que pela manhã o jovem chegou a pegar alguns medicamentos “tarja preta” da farmácia da UPA, mas o sumiço dos medicamentos foi percebido e ele assumiu e devolveu.


O corpo do enfermeiro foi encaminhado para o Instituto Médico Lega de Patos e será encaminhado a Cajazeiras, onde será sepultado. Reinilson foi aprovado no concurso público de Pombal em 2011 e convocado no final de 2013.

No início deste mês, ele também havia sido chamado para assumir a mesma função na prefeitura de Patos e estava se preparando para tomar posse.

De volta à normalidade democrática.


Hoje a advocacia, num modo geral, teve de forma significativa uma grande vitória, assegurando a garantia da democracia e da ordem nacional.

Tentar calar o Advogado no exercício de suas funções é um desrespeito ao estado democrático de direito e um retrocesso as garantias constitucionais, asseguradas ao povo por meio de nossa lei maior.

A OAB Cajazeiras nunca será omissa na defesa das prerrogativas dos Advogados. O trancamento da ação penal em favor do colega Jonas Bráulio é uma conquista de toda advocacia nacional.

Cada um expressa a seu modo a indignação com a gestão da governanta

ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO É EXPULSO DO BAR BRAHMA EM BRASÍLIA

O advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, foi expulso do Bar Brahma, em Brasília, pelos frequentadores. Adams tem ocupado espaços importantes na imprensa devido ao seu trabalho no Tribunal de Contas da União, atuando no caso conhecido como “pedaladas fiscais” do governo Dilma Rousseff. A reação espontânea dos presentes, gritando “Fora Adams”, demonstra o grau impressionante de insatisfação geral com o governo do PT.

Acaba de ser divulgado o índice do PIB brasileiro: recessão braba!

 
Economia encolhe 1,9% no 2º trimestre e Brasil volta a entrar em recessão
Do UOL, em São Paulo


A economia brasileira encolheu 1,9% segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, e 2,6% em relação ao segundo trimestre de 2014, segundo os dados do PIB (Produto Interno Bruto). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Nos três primeiros meses do ano, a economia brasileira já havia diminuído 0,2%. O segundo trimestre seguido de recuo mostra que o Brasil está em recessão técnica. Já havia ocorrido recessão técnica no ano passado, com resultados negativos do PIB no primeiro e no segundo trimestres. 

O IBGE também revisou para baixo o PIB do primeiro trimestre deste ano (de -0,2% para -0,7%) e do último trimestre de 2014 (de +0,3% para 0%). Ou seja, o desempenho da economia foi pior do que havia sido divulgado anteriormente. 

Se comparado o primeiro semestre de 2015 com o mesmo período de 2014, houve uma queda de 2,1%, aponta o IBGE. No acumulado de 12 meses, o PIB registrou queda de 1,2% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. 

Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2015 alcançou R$ 1,428 trilhões.

O PIB é a soma de tudo o que é produzido no país. Os dados consideram a metodologia atualizada do cálculo.

Todos os setores caem em relação ao 1º trimestre

Na comparação com os três primeiros meses do ano, os três setores da economia encolheram: agropecuária retraiu 2,7%, indústria caiu 4,3% e serviços, perdeu 0,7%.

A indústria de construção civil tombou 8,4%. Já o comércio encolheu 3,3%.

Só agropecuária cresce na comparação com 2014

Quando comparado a igual período do ano anterior, o desempenho da economia só não foi pior graças à agropecuária, que cresceu 1,8%, graças a algumas safras do segundo trimestre e à boa produtividade de produtos como soja (+11,9%), milho (+5,2%) e arroz (+4,4%). Só café (-2,2%) e feijão (-4,1%) tiveram queda de produção em relação ao ano passado.

A indústria sofreu queda de 5,2%, puxada principalmente pelo tombo de 8,3% da indústria de transformação, que inclui produção de veículos e produtos derivados do petróleo, entre outros. A atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana também registrou queda (-4,7%), puxada pelo menor consumo de energia pelas indústrias e empresas.

Já o setor de serviços encolheu 1,4%, na comparação com o segundo trimestre de 2014. O comércio atacadista e varejista despencou 7,2%.
Estimativas para o ano

Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam que a economia tivesse encolhido 1,7% em relação ao trimestre anterior, e registrado queda de 2% em relação ao segundo trimestre de 2014.

Até o fim do ano, o governo espera que o PIB encolha 1,49%, de acordo com a previsão do Ministério do Planejamento.

Por sua vez, analistas de mercado consultados pelo Banco Central para o boletim Focus esperam queda de 2,06%. O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê resultado negativo em 1,5%.
Caiado sobre CPMF: “Pare de roubar, PT. Pegue o dinheiro de petrolão, mensalão e pixulecos e coloque na saúde”
Por Felipe Moura Brasil 

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que, se a CPMF não voltar, haverá “barbárie” no SUS:

“A viabilidade do sistema único de saúde, do sistema público, universal e gratuito, passa por esse debate (da CPMF). E fora disso, é barbárie. Porque entregar os setores mais fragilizados da sociedade simplesmente à regra de mercado, a gente sabe o que vai dar”.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) comentou nas redes sociais a volta do terrorismo eleitoral do PT para esvaziar o bolso da população:

“É assustador o quanto os integrantes desse governo tiram sarro com os brasileiros todos os dias. O governo retira recursos da saúde propositalmente ao reduzir o repasse e dividir a conta com as emendas parlamentares. Agora vem com a cara mais lavada do mundo falar em imposto.

Pare de roubar, PT. Pare de mentir. Pegue o dinheiro do Petrolão, do mensalão e outros ‘ãos’ e ‘pixulecos’ e coloque na saúde que a situação melhora e não será preciso criar mais impostos. O governo de Dilma e Lula passaram dos limites e os brasileiros não aguentam mais. Estão forçando um colapso social.

A população está enojada, não suporta olhar no rosto desses petistas. Se insistirem nessa teses, vão dar um tiro no pé e acelerar a saída inevitável da presidente Dilma Rousseff. Vamos montar uma verdadeira trincheira no Congresso contra a criação desse imposto. Vamos expor todos os números e tudo o que o governo fez nos últimos anos para sacrificar a saúde brasileira.”

Só faltou dizer: enquanto Lula e Dilma Rousseff recebem atendimento VIP no Hospital Sírio Libanês.
E se Dilma sair? E se ficar?
REINALDO AZEVEDO
Folha de São Paulo

País tem respostas para as hipóteses de queda de Dilma. O que nos joga no incerto é a continuidade do governo

Aqui e ali, as forças minoritárias do governismo, hoje majoritárias na imprensa, especialmente nas TVs, pretendem silenciar as maiorias que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff com uma pergunta que lhes parece definidora: "Ah, é? Se ela sair, o que vem depois?" Eu também tenho uma questão: "E se ela ficar? O que vem depois?" Eis o ponto.

A primeira indagação tem múltiplas respostas a depender das circunstâncias. A segunda tem uma só: mais do mesmo, mas em queda. Caso a presidente venha a ser impichada, Michel Temer assume. Se a chapa for cassada pelo TSE –um processo longo– o chefe do Executivo será eleito diretamente ou pelo Congresso, a depender de quando se dê o duplo impedimento. Em qualquer hipótese, o custo da transição será menor do que o da conservação do nada.

Não se trata de flertar com experimento de nenhuma natureza. O país tem respostas institucionais para as hipóteses de queda da presidente. O que nos joga na desolação e no incerto é a continuidade do governo.

E que se note: não advogo a interrupção do atual mandato apenas porque a presidente Dilma desmoraliza a candidata Dilma a cada ato e porque se mostra incapaz de elaborar uma agenda que dê ao país um mínimo de estabilidade. Por esse caminho, perde-se apenas a legitimidade –o que já é muito grave.

Ocorre que considero –coisa de que esta Folha absolutamente não está convencida, segundo li em editorial– que ela atropelou também a ordem legal e cometeu crimes de responsabilidade, no plural.

Se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda não a denunciou, é porque faz uma leitura obtusa do parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição. Se o que ele diz estivesse correto, o constituinte teria dado autorização a um presidente para delinquir no primeiro mandato, com vistas a obter um segundo, sem que tivesse de responder por isso.

E, obviamente, essa licença não foi concedida porque, quando tal parágrafo foi aprovado, em 1988, não havia reeleição no país, instituída só em 1997. Assim, é evidente que os atos de Dilma entre 2011 e 2014 não são estranhos às funções que assumiu a partir de 2015. E não deixa de ser estarrecedor que isso tenha de ser escrito.

Janot, diga-se, passou pela sabatina no Senado, foi aprovado com folga e, como vimos, teve de enfrentar, no máximo, apelarei a vocábulos de exceção, a vítrea áscua de Fernando Collor –o que certamente lhe rendeu alguns votos extras. E o essencial ficou por ser explicado.

Por que não há até agora nem mesmo pedidos de inquérito para membros do Poder Executivo? Mais: como é que Eduardo Cunha, ainda que seja culpado do que o acusam, se torna figura central de um escândalo protagonizado pelo PT?

Um jornalista precisa tomar cuidado para não ser tragado pelo presente eterno, não é? Sugiro a leitura de "As Noites Revolucionárias", de Restif de La Bretonne. Ele faz a mais viva narrativa da Revolução Francesa, deixa-se encantar, sim, por seus atores, mas nunca abandona o olhar crítico também para as imposturas dos heróis.

A imprensa não pode se furtar a redigir e a ler a narrativa histórica. Será que aquela que está em curso na Lava Jato, por enquanto, atribui aos devidos autores o peso real de seus atos? Será que a verdade do petrolão é compatível com a permanência de Dilma na Presidência? A resposta, que tem de ser dada na lei, é estupidamente óbvia.

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Empresários e políticos se opõem à recriação da CPMF

Proposta da equipe econômica para fechar orçamento enfrenta resistência

Crise econômica reforça oposição do setor empresarial, e crise na política torna difícil aprovação no Congresso
Folha de São Paulo

Empresários e líderes políticos atacaram nesta quinta (27) a proposta do governo de recriar a CPMF, imposto sobre transações financeiras que foi extinto em 2007 e agora é visto pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff como essencial para equilibrar o Orçamento de 2016.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a recriação é inoportuna em meio à recessão que o país enfrenta. "Com a economia em retração, é um tiro no pé", afirmou.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou improvável que a proposta seja aprovada. "Sou pessoalmente contrário à recriação da CPMF nesse momento e acho pouco provável que tenha apoio", disse.

Líderes empresariais também criticaram. "Num momento de retração da economia, propor aumento de imposto é uma péssima ideia", afirmou o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade. À Folha, ele classificou a possível medida como "um absurdo".

Ligado ao PMDB, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, criticou o ministro da Fazenda. "Ou o ministro [Joaquim] Levy muda a política econômica ou a presidente Dilma que mude o ministro Levy". À noite, num jantar na sede da entidade, ele voltou à carga.

A ideia pegou de surpresa o vice-presidente Michel Temer. Pela manhã, ele disse que havia só um "burburinho" sobre a recriação do imposto: "A primeira ideia é sempre essa: não se deve aumentar tributo, mas, por outro lado, há muitas vezes a necessidade, não estou dizendo que nós vamos fazer isso".


À tarde, Dilma mandou avisá-lo que o governo decidira propor a medida, mas ainda estava avaliando a sua viabilidade no Legislativo.

Se conseguir reduzir a resistência à medida, o governo pretende encaminhar uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) ao Congresso na segunda (31), último dia para apresentação do Orçamento para 2016.

Ministros saíram em campo em busca de apoio para a proposta, acionando economistas influentes, como o ex-ministro Delfim Netto, e procurando governadores.

Levy almoçou com Renan. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, foi escalado para defender a iniciativa publicamente. Ele afirmou que o governo pretende dividir as receitas do tributo com Estados e municípios, numa tentativa de obter apoio ao projeto.

Hoje, 4,7% do PIB é gasto com saúde, segundo Chioro. Com a nova contribuição, afirma, esse percentual poderia passar para 6%. Ele se referiu ao tributo como "Contribuição Interfederativa da Saúde".

Na capa d'O Globo


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