domingo, 17 de janeiro de 2021

Que tal um dos 'Beatles' homenageando Emerson Fittipaldi? George Harrison mandou bem. Veja.

Uma raridade Beatles 

Em 1996, Emerson Fittipaldi sofreu um grave acidente na prova de Michigan de Fórmula Indy e quase ficou tetraplégico. Seu amigo George Harrison, comemorando sua recuperação, lhe fez um tributo de amizade e admiração.
Sugestão de Marcos Diniz

Imagine Altemar Dutra e Moacir Franco numa mesma canção... Escute 'Eu nunca mais vou te esquecer". Para Carlos Doido.

E bem unido!

O partido contra o Brasil
Ninguém ainda descobriu no planeta um jeito tão eficaz de concentrar renda quanto a fórmula usada para administrar as contas públicas no país
J.R. Guzzo - RevistaOeste
É raro passar um dia inteiro sem que apareçam novas provas e contraprovas de que o Brasil, qualquer que seja o governo que está montado em Brasília, é comandado na vida real por um partido único, que não aceita a alternância no poder, não presta contas (não de verdade) do que faz, e dirige o país como o rei Luís XV dirigia a França de antes da Revolução de 1789. Talvez não seja bem o que a ciência política chama de “partido”, e sim uma casta social — a dos altos funcionários do Estado, em todas as suas modalidades, e de tudo o que vem pendurado embaixo deles. Dá na mesma, em todo caso.

Quem paga fisicamente por isso não é “o país” — são os brasileiros vivos neste ano de 2021, e o preço que pagam vai aumentando cada vez mais à medida que se desce na escada social. Os que têm dinheiro, posição e conhecimento pagam, mas não sofrem para pagar; quaisquer que forem as decisões da classe estatal, que manda em tudo, eles continuam vivendo bem, dos pontos de vista material e social. Já os que têm menos sofrem a cada real que a máquina do Estado lhes cobra, num sistema que vai ficando cada vez pior quanto menos dinheiro o sujeito tem no bolso, mais modesto é seu trabalho e menos patrimônio está registrado em seu nome. É a distribuição de renda ao avesso.

Não há nenhum mistério nisso. Quando uma população inteira trabalha para pagar R$ 2 trilhões de impostos num único ano, como em 2020 — isso mesmo, 2 tri, com “pandemia” e tudo, mais um repique de R$ 50 bilhões nos quebradinhos; quando o grosso desse dinheiro é gasto para sustentar o aparelho do Estado, sendo que o grosso desse grosso é pago em salários, benefícios e aposentadorias para os funcionários públicos, com dinheiro à vista; e quando o grosso dos salários, enfim, vai para o bolso dos funcionários que ganham mais, não é preciso ser nenhum Einstein para concluir quem é que está embolsando a riqueza do país. O pobre, matematicamente, tem de ficar no prejuízo.

Acrescentem-se à folha de pagamento as fortunas que são pagas para os fornecedores — empreiteiras de obras que cobram cinco vezes o valor real do que constroem, “prestadores de serviços”, empresas dos familiares de quem manda, ou dos seus amigos, ou dos amigos dos amigos. A parte que é gasta com as necessidades reais da população são os trocados que sobram de toda essa montanha de dinheiro. Resultado: ninguém ainda descobriu no planeta um jeito tão eficaz de concentrar renda quanto a fórmula usada para administrar as contas públicas do Brasil. Tira-se de todos os que estão sentados à mesa, ricos, médios e pobres; entrega-se só a alguns a maior parte do que foi arrecadado. Na hora de pagar, obviamente, a cota do rico dói muito menos no bolso do que a cota do pobre. Na hora de receber, a cota do pobre é uma piada.

É assim, desde sempre, que o Brasil é governado. Os que têm a vida ganha brigam entre si como se fossem inimigos de morte, e até que são mesmo. Mas o ódio de uns pelos outros não tem nada a ver com nenhuma questão ligada aos interesses da população brasileira, e sim, unicamente, com a satisfação dos próprios desejos. “Eu quero que você saia do governo”, pensam eles, “porque eu quero o seu lugar.” É só isso. Não há ideias nem princípios aí, embora todos finjam que têm as duas coisas. Só há a vontade de mandar. Pode ganhar o lado “A”, pode ganhar o lado “Z” — os derrotados continuam com 100% de todos os seus privilégios, e o cidadão que sustenta a ambos continua no seu papel de sempre: trabalha, paga e não reclama. São as duas embalagens da mesma mercadoria, ou as duas alas do mesmo partido — o Partido Antipobres do Brasil, que vai da extrema direita ao extremo PT.

Para os burocratas, a Ford era exclusivamente uma fonte de arrecadação

O bonito da história é que todos os que estão na vida pública, ou fazem parte do mundinho de elite que existe à sua volta, garantem em seus grandes manifestos à nação que não pensam em outra coisa a não ser nos pobres. É natural; é assim que se elegem, e é assim que se mantêm pendurados nos galhos mais altos da árvore do Estado. Mas não há nada, realmente nada, que acabem dando de verdade para a turma de baixo, a começar pelo fato de que “o governo” não tem um tostão furado para dar a ninguém; todo o dinheiro do seu caixa é dinheiro que pertence à população, na forma dos impostos que pagou. A casta estatal só “dará” alguma coisa na hora em que cortar as suas despesas, mudar a qualidade do gasto público e entregar ao cidadão, de alguma forma, o dinheiro que cortou. Isso só vai acontecer no dia em que o camelo da Bíblia passar pelo buraco de uma agulha.

O desastre permanente causado pelos proprietários do Estado brasileiro é visto em praticamente tudo o que acontece no país. Dias atrás, em mais um exemplo clássico de quem ganha e quem perde nesse jogo, a Ford, após 100 anos de presença na história industrial do Brasil, anunciou que não vai fabricar mais nada por aqui; fechou definitivamente a quitanda e não vai abrir outra vez. A morte da Ford brasileira não tem nada a ver, como andam dizendo, com a dificuldade para concorrer com o carro elétrico, ou com a negativa do governo de lhe dar benefícios fiscais. A empresa morreu, muito simplesmente, porque seus acionistas acham que não faz sentido manter sua operação num país que lhe impõe impostos dementes — e torna o lucro impossível. Junto com a Ford, morrem os empregos e a renda de 5.000 brasileiros, nenhum deles milionário nem funcionário público. Para os altos burocratas que decidem sobre a vida das empresas e de seus trabalhadores, tanto faz — com Ford ou sem Ford eles continuam tendo exatamente a mesma vida, os mesmos salários e as mesmas vantagens. A empresa, para eles, nunca foi uma indústria de automóveis e caminhões; era exclusivamente uma fonte de arrecadação, como ocorre com qualquer outra atividade produtiva neste país. Se não pode mais pagar, a Ford que se exploda; o dinheiro vai ser arrancado de outros. E se der algum problema, um dia? O “governo” resolve.

É tudo assim. Um dos escândalos mais agressivos do Brasil é o fato, aceito como a coisa mais normal desta vida pelo mundo oficial, pela mídia e pelas elites, de que 50% da população não é servida por rede de esgotos; no Nordeste, existem áreas onde o número chega a 75%. Não há esgotos por uma única razão: só a máquina estatal está autorizada a fazer esgotos no país, e a máquina estatal não faz o serviço que é paga para fazer. A área, como se sabe, é propriedade de empresas estaduais e municipais — ou seja, pertence a políticos, partidos, familiares, clientes, fornecedores etc. Agora, diante da nova lei de saneamento que pretende abrir o setor à iniciativa privada, para que possa ser feito o que os barões do Estado nunca fizeram, as gangues que mandam na área querem uma prorrogação de mais 30 anos nas concessões das suas “empresas locais” de águas e esgotos. “Não abrimos mão da nossa estatal”, disse uma dessas autoridades, num Estado do Nordeste, como se estivesse fazendo uma declaração de princípios para a História. Mentira. O que eles querem realmente dizer é o seguinte: não abrem mão das suas verbas, dos seus empregos e das vantagens econômicas que tiram desse pesqueiro. A última coisa que pretendem é fazer esgoto.

No grande tema do momento, às vezes o único — a covid — acontece a mesmíssima coisa: os pobres que vão para o diabo que os carregue. Governadores, prefeitos, médicos domesticados, o funcionalismo em peso e quem mais existe no compartimento da primeira classe, exigem, como uma questão de fé religiosa, todos os rigores do “distanciamento social”. Não passa pela cabeça de nenhum deles que o sistema de trens metropolitanos de São Paulo, por exemplo, transporta todos os dias cerca de 8 milhões de passageiros — só no metrô, são mais de 5 milhões. No Rio, os números variam entre 1,5 milhão e 2 milhões de pessoas transportadas diariamente. E daí? Essa gente toda não existe; sua única função é pagar imposto — e sustentar “hospitais de campanha” como os que foram recentemente fechados no Rio, onde o Estado vinha doando à malandragem médico-burocrática diárias de R$ 12,5 mil reais para cada paciente internado. Isso mesmo: R$ 12,5 mil reais por dia e por cabeça, todo santo dia. É a maneira preferida, na casta estatal, de tomar posição “em favor da vida”.

Quando um ministro do STF fala em suas aflições com a questão “social”, depois de encher o bucho com lagosta que você paga, confiscar vacinas anticovid para si e para sua família e exigir os serviços de um pobre coitado, também pago pelo cidadão, para lhe puxar a cadeira ao sentar-se nas sessões plenárias, a única reação compreensível é dar uma gargalhada. Não exijam muito de Suas Excelências, porém. Todos os que pertencem a esse universo e que militam no Partido Antipobres do Brasil são exatamente iguais — ou seriam, se pudessem. São eles de um lado, e a população brasileira do outro. Todo o resto é pura conversa-fiada.

A saúde de Maranhão

Quadro de saúde do ex-governador Maranhão preocupa a Paraíba
Nonato Guedes - Os Guedes
A população paraibana acompanha com preocupação o quadro de saúde do senador e ex-governador José Maranhão (MDB), internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, há cerca de 50 dias, em tratamento de insuficiência respiratória devido à Covid-19. Maranhão, que tem 87 anos, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital, tendo sido sedado, em ventilação mecânica, recebendo suporte clínico e fisioterápico. A preocupação com sua saúde reflete o reconhecimento da Paraíba a um homem público que tem uma folha de serviços prestados ao longo de trajetória iniciada na década de 50, tendo como berço a região de Araruna, no Brejo paraibano. Maranhão foi deputado estadual, federal, vice-governador, governador por três vezes e está pela segunda vez no mandato de senador.

Comanda um partido que está em processo de reestruturação, com o retorno do senador Veneziano Vital do Rêgo, liderança de projeção a partir de Campina Grande, e que tem forte tradição no cenário político do Estado. O MDB tem protagonizado posições hegemônicas, alternadas com posições coadjuvantes, e às vezes atuado como fiel da balança em embates expressivos da crônica local. Na campanha eleitoral para prefeito, no ano passado, Maranhão conduziu o MDB ao segundo turno da disputa acirrada em João Pessoa, que contou com a participação de 14 postulantes. A estratégia adotada pelo líder emedebista consistiu, primeiro, em lançar candidato o radialista Nilvan Ferreira, que buscou se apresentar como “outsider” na política e cuja tática foi a de massificar a sua imagem, conhecida de grande parte do eleitorado por sua atuação em programas de rádio e TV. Por meio dessa candidatura, o MDB logrou voltar a ocupar espaços na Capital, um reduto importante que lhe prestigiou em outras campanhas, inclusive majoritárias estaduais.

O próprio José Maranhão chegou a se candidatar a prefeito de João Pessoa, tentando honrar a firma no principal colégio eleitoral do Estado. O lançamento da candidatura de Nilvan surpreendeu a muitos, diante da presunção de que o partido estava definhando inexoravelmente, sendo substituído na corrida de revezamento político por outras legendas e por outros líderes políticos. O esfacelamento do partido era palpável, com perda substancial de redutos em cidades estratégicas onde, antes, reinava, imponente, sobre outras agremiações. O PSDB do ex-senador Cássio Cunha Lima e o PSB do ex-governador Ricardo Coutinho dividiram o território político em oportunidades marcantes, praticamente isolando o MDB, que se esvaziou na representação na bancada federal e, também, na sua representação na Assembleia Legislativa.

A performance de Nilvan Ferreira na campanha de 2020 incentivou discípulos do senador José Maranhão a apostarem numa refundação do MDB em âmbito local, com oxigenação de quadros, um processo que tem sido lento nos últimos anos no seio da agremiação. O próprio senador Veneziano Vital, conforme registrado em coluna publicada em “Os Guedes”, demorou a ser absorvido como um líder emergente com energia e cacife para impulsionar o partido a outras batalhas que o aguardam no calendário político-eleitoral. A saída de Veneziano do MDB deveu-se a preterições que enfrentou em postulações legítimas, entre as quais a de concorrer ao próprio governo do Estado em outras oportunidades. Eleito em 2018 pelo PSB, logo ele identificou incompatibilidades no arraial socialista e, por via das dúvidas, mirou no regresso à antiga legenda. A articulação coincidiu com sinais emitidos pelo próprio Maranhão, antes de ser hospitalizado, quanto à perspectiva de renovação e até mesmo passagem de bastão no comando do partido.

Maranhão assumiu o governo do Estado, de forma efetiva, por ser vice de Antônio Mariz, no episódio da morte deste, em 1995, por complicações do câncer de cólon. Credenciou-se em termos administrativos com um governo de resultados e pela ênfase na pauta das questões sociais, alinhando-se com ideais de justiça e de solidariedade que foram preconizados por Mariz como indispensáveis para a evolução da sociedade paraibana. Nos primórdios da sua carreira política, Maranhão chegou a ter o mandato cassado pela ditadura militar por ser integrante de uma Frente Parlamentar Nacionalista comprometida com a defesa da soberania do Brasil. As posições altivas que sempre tomou, sem muito alarde, conferiram-lhe uma aura de respeito entre segmentos da sociedade paraibana, sem falar que Maranhão escapou, incólume, a quaisquer denúncias de corrupção, o que configurou atestado de seriedade com que tem se pautado na vida pública brasileira.

À frente do governo do Estado, foi obsessivo em fazer vigorar o lema que se atribuiu, o de que “Austeridade é Desenvolvimento”. Com isto, sintetizava a visão de um Estado enxuto, moderno e justo, no qual o combate ao desperdício e a prática espartana de gestão, centrada na austeridade, constituiriam eixos essenciais para impulsionar o processo de desenvolvimento que ficou estacionário por muito tempo na conjuntura paraibana. Maranhão é um homem público que cada vez mais é respeitado por gregos e troianos, dentro e fora da Paraíba. Que ele recupere sua saúde e que, dentro das limitações, possa ainda contribuir, no restante do mandato de senador, com os interesses do Estado e do país. A passagem de bastão é corolário natural do processo histórico em andamento.

O tratamento precoce salva vidas

The American Journal of Medicine defende tratamento preventivo para COVID
Ismep.combr

Publicação do The American Journal of Medicine reforça como a medicina preventiva, defendida pelo governo brasileiro, pode evitar óbitos por Covid-19

O renomado The American Journal of Medicine, jornal oficial da Alliance for Academic Internal Medicine, traz em sua primeira edição de 2021 um estudo que comprova a eficácia do tratamento precoce na evolução da Covid-19.

A publicação afirma que, através da medicina preventiva e tratamento precoce, é possível evitar o agravamento do quadro clínico dos pacientes e diminuir a quantidade de internações em hospitais, assim como a evolução dos pacientes para UTI. O artigo desta sexta feira,(01) reforça a importância do tratamento precoce, defendida pelo Governo Federal, como uma recomendação no combate ao coronavírus.

A instrução publicada em forma de artigo científico cita o sucesso em combinar antivirais e vitaminas, citando inclusive, o zinco, a azitromicina e a hidroxicloroquina, amplamente utilizadas no protocolo do Governo Federal no enfrentamento à pandemia. 

O Brasil é líder mundial em relação ao número de pacientes recuperados da Covid-19 e esse fator é resultado das ações do Ministério da Saúde em resposta à pandemia. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, enfatiza a importância do tratamento precoce aos primeiros sintomas de Covid-19, como medida para aumentar as chances de recuperação e diminuir a ocorrência de casos mais graves da doença. “Fica cada vez mais claro que o manejo do paciente precisa ficar escrito nas orientações do Ministério da Saúde, que ele deve imediatamente procurar o médico para o diagnóstico clínico por meio de exames laboratoriais”, pontuou Pazuello.

O ministro defende que o paciente precisa de acompanhamento médico durante todo o tratamento para que seja possível identificar o período correto para realização de cada tipo de teste e para cada procedimento, considerando o estado clínico.

A política de atuação no tratamento precoce tem sido reforçada pelo ministro. “Entendemos que nós não deveríamos deixar as pessoas em casa aguardando uma falta de ar, por exemplo. Se fizéssemos isso, nós estaríamos aumentando o risco de morte em percentuais que não tem comparação”, afirma.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, destaca que essa atitude visa salvar vidas. “Essa conduta precoce pode evitar complicações da doença e garante o acompanhamento médico oportuno que o paciente necessita para que não precise de leitos de UTI. O Sistema Único de Saúde faz acompanhamento de todos os casos de Covid-19, seja eles leves, moderados ou graves”, pontua.

Por meio do E-SUS Notifica, o Ministério da Saúde acompanha os casos leves da doença. O sistema foi desenvolvido em 2020 para captar a notificação imediata de casos leves de Síndrome Gripal (SG) suspeitos de Covid-19. O objetivo é garantir agilidade no processo de notificação e, se necessário, começar o tratamento precoce. As Unidades Básicas de Saúde (UBS), que fazem o primeiro atendimento ao cidadão, estão preparadas para assistir os pacientes.

Além disso, a orientação é a de continuar com as medidas não farmacológicas para conter a transmissão do vírus. “É preciso reforçar a necessidade do uso de máscaras, de manter etiqueta respiratória e a higienização das mãos. Além disso, no aparecimento de qualquer sintoma, a orientação do Ministério da Saúde é procurar um posto de saúde para que o médico possa avaliar e fazer um diagnóstico precoce”, destaca o secretário Arnaldo Medeiros.

O diagnóstico e o tratamento precoces estão entre as principais medidas para reduzir casos graves e óbitos. O Ministério da Saúde vem realizando ações para ampliar o diagnóstico da Covid-19, com protocolos para diagnóstico clínico, radiológico, além da ampliação da capacidade laboratorial. O diagnóstico precoce favorece a adoção de medidas de isolamento de casos e o monitoramento de contatos, o que contribui com a redução de novas infecções.

A procura pelas unidades de saúde deve acontecer assim que surgirem os sintomas, mesmo que sejam leves. As evidências médicas demonstraram que a demora pela busca de atendimento pode agravar os casos e dificultar a reversão do estado clínico do paciente.

“É fundamental que a população saiba que nós só vamos ganhar essa guerra quando todos procurarem atendimento médico logo após os primeiros sintomas. A informação aliada ao tratamento precoce, tem salvado muitas vidas”, afirma o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Pazuello reafirma compromisso do Brasil no enfrentamento à Covid-19: “A curva do Brasil é alongada, pois é um país com dimensões continentais, diferenças regionais e populacionais. Por isso, tivemos impactos em momentos diferentes dependendo de cada região. O que fez e faz diferença para nós foi o tratamento precoce. A mudança de protocolo de cuidado aos pacientes com Covid-19”, enfatizou.

O compromisso da pasta é adequar o atendimento às evidências médicas e científicas para evitar mortes e salvar vidas.

Jogo de cena

Ativista do Black Lives Matter admite que invasão do Capitólio foi planejada
John Earle Sullivan é acusado de obstrução ao trabalho da polícia e perturbação da ordem pública
Edilson Salgueiro Junior - RevistaOeste
Se for condenado pelos crimes de que é acusado, o ativista John Earle Sullivan pode ser preso 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou na quinta-feira 14, que o ativista do Black Lives Matter John Earle Sullivan, um dos responsáveis pela invasão do Capitólio norte-americano em 6 de janeiro, é alvo de processos em uma corte federal em Washington D.C., capital do país.

Sullivan é acusado de invasão violenta, obstrução ao trabalho da polícia e permanência em área restrita com intenção de perturbar a ordem pública.

Um novo processo judicial aponta que o militante do Black Lives Matter confessou a agentes do FBI que ele estava no Capitólio quando a invasão aconteceu. O ativista disse ainda que presenciou o momento em que Ashli ​​Babbitt, uma veterana da Força Aérea, foi morta a tiros por um oficial da polícia enquanto tentava entrar no saguão do presidente da Câmara pelas janelas.

Uma semana antes de ser oficialmente acusado, Sullivan admitiu ao portal The Epoch Times que a invasão do Capitólio foi planejada em grupos virtuais de manifestantes. A assunção da responsabilidade pelo militante socialista esclarece a dúvida levantada por Ana Paula Henkel, colunista de Oeste, no texto “O ataque”, publicado na edição 42 da Revista: há infiltração de radicais de esquerda na invasão do Capitólio dos Estados Unidos.

O jornal The Epoch Times noticiou que o ativista se infiltrou no meio dos protestos dizendo estar cobrindo o ato para a imprensa, mas admitiu que usou essa estratégia com o objetivo de não ser identificado como antifa pelos apoiadores do presidente Donald Trump.

Se for condenado pelos crimes dos quais é acusado, Sullivan pode ser preso.

Nilvan de volta à TV

DE VOLTA – Nilvan Ferreira é o novo apresentador do Correio Verdade, na TV Correio (Record), com novos quadros e estréia marcada para o próximo dia 25
Por M|arcelo José

O apresentador Nilvan Ferreira está de volta ao Sistema Correio de Comunicação, e agora com com a missão de comandar o Correio Verdade, um dos principais programa da TV Correio ( Rede Record).

O Correio Verdade, com novos quadros, nova identidade visual, e agora com a apresentação de Nilvan Ferreira, estréia próximo dia 25, uma segunda-feira, das 11h50 às 13h50.

Nilvan Ferreira se destacou pelas emissoras por onde passou e no Sistema Correio de Comunicação já apresentou o Correio Manhã, na TV Correio, e o Correio Debate, na Rádio Correio, 98 FM.

Com a marca de comunicador versátil e de grande empatia o apresentador Nilvan Ferreira volta ao Correio da Paraíba a um programa com a marca popular, de mostra a realidade do dia a dia , da defesa do cidadão e a prestação de serviços.

“Nilvan chega para reforçar a ideia de que o Correio Verdade é nosso. É meu, é seu, é dele, é do povo! É um programa de toda a Paraíba, a serviço do seu povo sempre!” comenta Paula Gentil, diretora geral da TV Correio.

Seguindo o estilo que o consagrou como um dos maiores nomes da comunicação na Paraíba, Nilvan promete surpreender o telespectador. “Vamos fazer um jornalismo comprometido com a informação e a prestação de serviços. Vamos estar de olho nos temas da Paraíba e das pessoas” comentou Nilvan.

Além do novo apresentador, o ‘Verdade’ ganha uma atualização na identidade visual que será mais leve e moderna. “Estamos empenhados em um trabalho de rebranding da logomarca do programa e vamos animar uma nova vinheta. A ideia é apresentar todas as novidades do nosso Verdade, mas reforçar o histórico de grande expressividade de audiência, a identificação com os problemas das pessoas, com ética. Enfim, o desafio é unir a consolidação da marca e do novo” disse a gerente de marketing da TV Correio, Andrea Formiga.

O programa abrange todas as regiões do estado e tem equipes de reportagem em João Pessoa e Campina Grande. Além das reportagens gravadas, são destaque no programa as reportagens ao vivo com repórteres mostrando os fatos que acontecem com o programa em curso.

Os comentários do apresentador e os quadros apresentados também são destaques do formato. Além dos já existentes, outros quadros devem ser incluídos no programa, mas a emissora ainda faz suspense sobre o assunto.

“A gente mostra pessoas e suas necessidades, seus dramas, a vida na comunidade, os fatos policiais mais relevantes e tenta fazer isso com muito dinamismo e velocidade. Essas são as marcas do programa e isso não vai mudar no nosso Verdade. O programa é das pessoas e a gente manterá essa formula porque é isso que elas esperam. Teremos novos quadros, mas em cima dessa pauta. Por enquanto é mistério!”, disse o gerente de programação, Webster Alves.

“O Correio Verdade tem história e tem marca consolidada. É um produto respeitado pelo mercado e pelo público. São duas horas no ar levando conteúdo relevante para casa das pessoas. É sem dúvida um fenômeno. Toda nossa redação está envolvida e empenhada em honrar ainda mais essa história de 20 anos”, comentou o editor geral de jornalismo da TV Correio, Sérgio Pavanello.

O ‘Verdade’ estreou numa segunda-feira, 23 de outubro do ano 2000, apresentado à época por Jota Júnior (in memorian). Naquele ano, o programa foi exibido a partir das 12h15 e tinha em torno de 25 minutos de duração. Ao longo dos anos, mudou de horário e cresceu, mas sempre exibido na hora do almoço do paraibano. Hoje, tem duas horas de exibição diária com edição especial aos sábados. O Correio Verdade vai ao ar de segunda a sexta, das 11h50 às 13h50, e aos sábados, das 12h até as 13h10, se consolidando como um dos programas de maior audiência da televisão.

A Nilvan Ferreira toda sorte e sucesso.

'Muié', sai dessa vida...

Adolescente de Piancó é flagrada tentando entrar com droga introduzida no corpo no presídio de Cajazeiras
Patosonline
A menor de idade natural da cidade de Piancó-PB, foi apreendida na manhã deste sábado, 16 de janeiro na cidade de Cajazeiras, Alto Sertão do estado.

Segundo informações, a adolescente falsificou seu Registro de Identidade, para adentrar no presídio daquela cidade., no entanto, os policiais penais desconfiaram da menor e descobriram a falsificação.

Além disso, após passar o scanner corporal, foi detectado cerca de 70g de maconha em sua vagina.

Após o flagrante a suspeita foi levada para a delegacia de polícia civil de Cajazeiras.

As manchetes do jornal da Folha de Pernambuco

 

sábado, 16 de janeiro de 2021

Causas do problema

O que explica o colapso na saúde do Amazonas
Corrupção, má gestão dos recursos públicos e negação do tratamento precoce: entenda o aumento de casos de Covid-19 
Letícia Alves - BrasilsemMedo

Quase um ano após o início da pandemia de coronavírus, quando o país já começa a ensaiar um retorno à vida normal — comércios e escolas reabrindo, reaquecimento do turismo e hospitais de campanha sendo fechados em várias cidades —, o Amazonas, sobretudo sua capital Manaus, registra um aumento exponencial de casos graves, internações e mortes causados pela Covid-19. 

Em uma semana, a média móvel de casos da doença aumentou 85,3% no Estado, que tem batido recorde de casos e de internações desde o início do mês. Há registros de pessoas morrendo por falta de oxigênio nos hospitais. Numa operação emergencial, o governo federal enviou 50 toneladas de insumos ao Amazonas e disponibilizou aeronaves e ambulâncias para transportar pacientes a outros Estados

Apesar de ter pegado todos de surpresa, o colapso no sistema de saúde do Amazonas já era anunciado. O BSM explica, abaixo, os motivos que levaram ao agravamento da situação no Estado.

Muito além do governo federal

A oposição gritou e a imprensa amplificou: a culpa das internações e mortes só pode ser do presidente Jair Bolsonaro. Os motivos atribuídos a ele, no entanto, são vagos: vão do "negacionismo" à suposta demora das vacinas, passando pelo "incentivo às aglomerações"

O presidente, no entanto, tem reafirmado que fez tudo o que estava ao alcance do governo federal para ajudar o Estado. “A gente está sempre fazendo o que tem que fazer, né? Problema em Manaus, terrível o problema lá. Agora, nós fizemos a nossa parte, com recursos, meios”, disse nesta sexta-feira (15).

Em publicação nas suas redes sociais, Bolsonaro expôs dados do Portal da Transparência que mostram que R$ 8,91 bilhões foram transferidos para o Amazonas e R$ 2,36 bilhões só para a capital Manaus, ao longo da pandemia. Isso sem contar os insumos transportados com urgência nesta quinta-feira.

Vacinas

O fato é que as vacinas teriam ajudado muito pouco, quase nada, na situação do Amazonas. Isso porque, não bastasse as farmacêuticas só terem entrado com o pedido para uso emergencial na semana passada, há uma demora natural no processo que vai da liberação à compra, distribuição e início da campanha de vacinação.

Mesmo que tudo tivesse iniciado em dezembro, ou mesmo antes, o número de pessoas supostamente imunizadas não seria suficiente para aplacar a crise já anunciada no Estado. Isso sem dizer que não há, até o momento, a certeza de que as vacinas realmente vão ser eficazes.

Autonomia dos Estados e municípios 

Em abril do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os prefeitos e governadores tinham autonomia para estabelecer medidas para combater a transmissão do vírus.

Foi com base nisso que lockdowns, fechamentos de escolas e comércios, toques de recolher, obrigação de uso de máscaras e mais uma série de ações foram decretadas em todo o país. 

O governo federal não poderia, portanto, interferir nas medidas adotadas pelos Estados e municípios. As restrições, no entanto, têm se mostrado ineficazes.

Corrupção

A crise na saúde no Amazonas é anterior à pandemia. Isso porque o Estado é historicamente marcado por desvios de dinheiro público, causando o sucateamento dos hospitais e a fuga de médicos para outras localidades do país.

A Operação Maus Caminhos, do Ministério Público Federal (MPF), investiga desde 2016 roubo de mais de R$ 100 milhões de recursos públicos, envolvendo empresários e ex-secretários de Saúde.

Já em 2020, em plena pandemia, A Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com a Polícia Federal (PF) e o MPF, deu início à Operação Sangria, que investiga o desvio, superfaturamento e outras irregularidades no pagamento e no transporte de respiradores no Amazonas. 

Wilson Lima (PSC), o governador do Estado, é suspeito de comandar o esquema, segundo a Procuradoria Geral da República (PGR). Ele chegou a ser alvo de busca e apreensão e de um pedido de prisão, que foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

“Os fatos ilícitos têm sido praticados sob o comando e orientação do governo do Estado do Amazonas, Wilson Miranda Lima, o qual detém domínio completo e final não apenas dos atos relativos à aquisição de respiradores para o enfrentamento da pandemia, mas também de todas as demais ações governamentais relacionadas à questão, no bojo das quais atos ilícitos têm sido praticados”, diz ofício da PGR.

A secretária de Saúde do Amazonas, Simone Papaiz, foi presa no âmbito da mesma operação, mas foi solta após o cumprimento do prazo da prisão temporária e, agora, está em liberdade.

O governo federal repassou, desde o início da pandemia, quase R$ 9 bilhões para o Estado, além de mais de R$ 2 bilhões só para a capital Manaus. A investigação sobre os desvios e má gestão ainda está em curso.

Tratamento precoce

O Estado não adotou o protocolo de tratamento precoce defendido pelo governo federal, que envolve o uso da hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina, sob o argumento de que não haveria um “consenso científico” sobre as substâncias no combate ao vírus. 

A rejeição ao "kit covid", anunciado pela imprensa como ineficaz, pode ter sido um dos principais causadores da crise no Amazonas. 

A equação é simples; e o desastre, anunciado. Sem tratamento precoce, mais casos se agravaram e, em um curto período de tempo, mais pessoas precisaram ser hospitalizadas. O sistema de saúde, então, foi ao colapso: não há leitos, respiradores nem oxigênio suficientes para todos. Como consequência, o número de mortes começou a subir. Pessoas morrendo afogadas no seco. 

Má gestão

Essa não é a primeira vez que o Estado sofre com os casos: em abril, a doença avançou no Amazonas e os hospitais ficaram lotados. Mesmo já tendo passado por isso, o Estado não se preparou para um possível novo pico da doença. 

Quando os casos voltaram a crescer, em dezembro, o governador Wilson Lima disse que não havia mais tempo hábil para construir um novo hospital de campanha e trazer profissionais.

Vale lembrar que foi nessa época que o governador revogou um decreto que manteria o comércio fechado durante as festas de fim de ano. O aumento estava acontecendo paralelamente à manifestação popular contra o lockdown e não após sua revogação, como tem divulgado a imprensa.

Soma-se a isso a publicação, na primeira semana de janeiro — em meio à crise —, de uma lei que estabelece multa para quem divulgasse “fake news” sobre a doença. Fica a questão: o que é considerado fake news? A defesa do tratamento precoce? A denúncia de hospitais sucateados?

Nesta quinta-feira (14), Lima falou sobre a situação e disse que já havia feito a lição de casa, mas que foi pego de surpresa. “O que está acontecendo aqui é algo excepcional, extraordinário. E para completar ainda temos casos de reinfecção. (...) Nós estávamos preparados dentro daquela perspectiva que vivemos, mas o que está acontecendo agora é algo fora do comum”, disse à CNN.

Variação do vírus

Pesquisadores identificaram uma variação do coronavírus no Amazonas, que teria sido transmitida por viajantes japoneses que estiveram no Estado no início do mês. A mutação do vírus estaria causando reinfecções e mais transmissões da doença.

Não há até o momento, porém, mais pesquisas e informações que indiquem se essa mutação é mais grave ou transmissível.

Crianças com talento musical. Veja o vídeo.

Cuida, menino.

Wilson Lima se preocupou demais com o cargo e ignorou covid
Governador foi cobrado sobre o que foi feito com os R$ 8 bilhões e 50 toneladas de equipamentos para hospital de campanha
DiáriodoPoder

Alvo de três operações da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU), o governador do Amazonas, Wilson Lima, é acusado de ter se preocupado demais com a manutenção do cargo e ignorou a covid-19 que tem desolado o Estado. O deputado José Medeiros (Rep-MT) cobrou do governador o que foi feito com os R$ 2,8 bilhões entre transferências e gastos diretos do governo federal apenas para a capital Manaus. “Nem oxigênio compraram, não aumentaram leitos”, disse o parlamentar. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Apesar de recentes providências, incluindo o toque de recolher entre 19h e 6h, o governador do Amazonas tem sido responsabilizado pelo caos.

Além da forte oposição da Assembleia Legislativa, o governador Wilson Lima é alvo de investigação de corrupção pela Polícia Federal.

Bolsonaro diz ter feito sua parte: transferiu R$8 bilhões, 50 toneladas de materiais para montar hospital de campanha e leva cilindros de oxigênio.

A justiça decidirá a questão

Parler vai à Justiça dos EUA contra a Amazon
Gigante da internet derrubou a rede social de seus servidores
Anderson Scardoelli, Revista Oeste
A decisão unilateral adotada pela Amazon contra a rede social Parler virou caso para a Justiça dos Estados Unidos. Após sair do ar em todo o mundo virtual porque o gigante da internet a excluiu de seus servidores, a plataforma on-line acionou o tribunal de Seattle, no Estado norte-americano de Washington, informa a agência de notícias Reuters.

Em audiência, a defesa da rede social rechaçou a afirmação da Amazon, de que teria ignorado pedidos para remoção de conteúdos considerados — pela avaliação da própria Amazon — como meios de incitar a invasão ocorrida no Capitólio na última semana. “Não há nenhuma evidência de que o Parler estivesse envolvido no incitamento dos motins”, afirmou o advogado David Groesbeck à juíza Barbara Rothstein.

“Milhões de norte-americanos cumpridores da lei tiveram suas vozes silenciadas”

Na parte jurídica, a Parler garante que a Amazon Web Services, braço da companhia que oferece serviço de hospedagem de domínios na internet, não tem o poder contratual de tirar a rede social do ar sem maiores explicações. Com isso, o advogado da rede social sugeriu a prática de censura política por parte de sua então fornecedora. “Milhões de norte-americanos cumpridores da lei tiveram suas vozes silenciadas”, lamentou Groesbeck.

Por ora, não há uma definição a respeito de Amazon ser obrigada ou não a reativar a Parler em seus servidores.

Vendedor de ilusão

Eficácia
“Você demorou muito a comprar. Eficácia depende de rapidez”“Poxa… Se eu soubesse teria comprado mais rápido. Ando muito dispersivo” 
Guilherme Fiuza - RevistaOeste
— Quanto é?

— Uma é 5, duas é 10.

— Tá. Me vê uma.

— Pra você eu faço duas por 15.

— Tá bom. Obrigado. Me vê duas, então. Funciona mesmo, né?

— Claro. 100%.

— Ótimo. Não posso ter dúvidas.

— Fica tranquilo. Os testes deram mais de 90% de eficácia.

— 90%? Não era 100?

— 90 foi nos testes. No mercado real é outra coisa.

— Como assim?

— Já ouviu a frase “treino é treino, jogo é jogo”?

— Já.

— Então é a mesma coisa. Teste é teste, mercado é mercado.

— Não entendi.

— Raciocina: se um produto tem mais de 90% de eficácia na fase de testes, que não vale nada, imagina como ele vai performar quando for pra valer?

— É… Faz sentido.

— Capaz até de ultrapassar 100%.

— É possível, isso?

— Se o produto for muito bom, sim.

— Caso ultrapasse os 100%, posso dar o que sobrar pra um amigo?

— No caso você vai precisar cadastrar esse amigo aqui, e pagar uma taxa extra de titularidade compartilhada.

— OK. Se a eficácia não passar de 100% vocês devolvem o dinheiro da taxa?

— Não.

— Por quê?

— Porque esse dinheiro já terá sido investido em mais eficácia. Ou seja, você terá ajudado indiretamente outras pessoas.

— Aquele lance de empatia?

— Exatamente.

— Que legal! Eu sempre quis ter empatia!

— Pois é. É mais simples do que parece. Vai pagar em dinheiro ou cartão?

— Aceita cheque?

— Nem aqui nem na China. Quer dizer, na China aceitamos, mas o cliente tem que deixar uma garantia.

— Qual garantia?

— Ele mesmo.

— Ah, tá. Aí funciona, né?

— Inadimplência zero. Mas esse sistema ainda é muito moderno pra ser usado aqui.

— Por quê?

— Aqui as pessoas são muito indisciplinadas. Não param quietas, querem andar por aí sozinhas, decidir as coisas por elas mesmas, sem monitoramento. Enfim, gente subdesenvolvida, sem empatia.

— Então vou pagar a taxa de empatia em dinheiro e o resto no cartão.

— Perfeito. Isso aqui é seu também.

— O que é isso?

— Um brinde do fabricante. Pode pregar na camisa.

— “100% ciência”. Que legal! Obrigado. Vou botar agora.

— Esse broche teve 98,3% de eficácia em mesa de bar na fase de testes.

— Uau! Vou sair com ele hoje.

— Vai arrebentar, com certeza.

— Somando com 100% de eficácia do produto…

— 75,8%.

— Como assim? Você acabou de me dizer que…

— Você demorou muito a comprar. Eficácia depende de rapidez.

— Poxa… Se eu soubesse teria comprado mais rápido. Ando muito dispersivo.

— Fica tranquilo. Ainda é uma boa taxa de eficácia, vai por mim.

— Tá. Mas com essa taxa eu ainda posso usar o broche “100% ciência”?

— Claro! Em mesa de bar ninguém verifica nada.

— Mas e se eu não for direto pro bar?

— Dá no mesmo. Hoje em dia é tudo bar.

— Como assim?

— Não reparou? O mundo virou uma grande mesa de bar. E tá todo mundo bêbado. Vai com fé.

— Com fé ou com ciência?

— Dá no mesmo, bobo.

— Legal! Então… 75,8% de eficácia, né?

— Não. 50,5.

— O quê??

— Te falei que se demorasse ia caindo…

— Droga. Me distraí de novo. Mas… 50%? Não é arriscado?

— Você não comprou duas?

— Comprei.

— Então é só somar: 50,5 + 50,5 = 101%. Você fez um excelente negócio.

— Maravilha! Você teria um broche “101% ciência”?

Aulas presenciais com segurança.

Prefeito de João Pessoa anuncia revogação de decreto e autoriza reabertura das escolas particulares
PBHoje
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, anunciou, na tarde desta sexta-feira (15), através de seu perfil numa rede social que vai revogar o decreto municipal que impede o retorno das aulas presenciais nas escolas particulares.

De acordo com o chefe do Executivo da capital, as unidades de ensino deverão retomar as atividades desde que sejam seguidos os protocolos de prevenção à covid-19.

Na capa do jornal Correio Braziliense

 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

A vacina chinesa é uma novela

J.R. Guzzo - GazetadoPovo
Membros do governo de São Paulo exibem a caixa da vacina Coronavac, do Butantan

A transformação da Covid e todas as suas consequências em mercadoria política, traficada de um lado para outro por governantes para tirar vantagem pessoal da desgraça comum, está sendo exposta ao público mais do que nunca, e já sem disfarces, com a irada polêmica que envolve no momento a vacinação – e, mais do que tudo, a vacina chinesa Coronavac, ou a “vacina do Doria”, fruto de um negócio entre a China e o governo do Estado de São Paulo.

É uma história que começou mal, e não melhorou.

A compra, feita sem licitação pública – como todas as outras atividades comerciais geradas pela Covid – envolve contratos que têm partes inteiras ocultas pelo sigilo. 

Informações importantes para a sua avaliação não podem ser dadas à comunidade médica, por serem mantidas em segredo pelos fabricantes. 

Não houve exames independentes de sua composição e de seu desenvolvimento, através de organismos científicos internacionais. 

Não foi aceita e nem está sendo aplicada em nenhum país desenvolvido e com boa reputação no trato da saúde pública.

Agora, com a necessidade de apresentar dados objetivos à Anvisa, único órgão público que autoriza a aplicação de medicamentos no Brasil, a coisa toda desandou de vez

De um lado, o governo paulista e o Partido Nacional da Quarentena Ampla, Geral e Irrestrita exigem, até na Justiça, a liberação “imediata” da Coronavac. 

De outro, após muita demora e adiamento na apresentação de dados à Anvisa, passaram a surgir, umas após outras, informações negativas sobre a sua real eficácia.

A população foi notificada, assim, que a “vacina do Doria”, não era 100% eficaz. 

A primeira estimativa foi de “78%”, apenas. 

Mas também esse número estava errado: refletia apenas um “recorte” dos testes e o certo seriam “50,38%”

A última cifra é “49,69%”

A salada de números se torna definitivamente enigmática quando cientistas independentes, de um lado, e o governo paulista (através do seu Instituto Butantan), de outro, exibem diferentes critérios e métodos de avaliação. 

Some-se a isso os palpites dos militantes, dos ministros do STF e da mídia, e estamos em pleno nevoeiro.

Quanto mais a situação fica obscura, mais radical se torna a rixa político-eleitoral que acompanha a Covid desde o primeiro caso no Brasil. 

Depois de muita briga de sarjeta pela “vacinação obrigatória”, já se fala que é indispensável “calar as vozes antivacina” – observações de cientistas como as que são apresentadas acima, por exemplo. 

Ao mesmo tempo, num manifesto realmente extraordinário, gestores do governo de São Paulo afirmam em público que “não é hora” de ser “científico demais”depois de terem jurado, durante meses seguidos, que a vacina chinesa era ciência pura, e mais nada.

“O importante é aprendermos a separar o que é ciência, e a honestidade intelectual esperada de cientistas, das promessas políticas dos governantes”, disse o biólogo Fernando Reinach, PHD em biologia celular e molecular pela Universidade americana de Cornell, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo. Reinach é um dos mais respeitados cientistas do Brasil – não dá para dizer, simplesmente não dá, que ele é um “negacionista”, um “genocida” ou um porta-voz da “direita”. 

Em relação ao diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, uma das estrelas da gestão Doria na Covid, o biólogo é especialmente claro. 

“Para mim”, escreveu ele, “Covas deixou de ser um cientista e passou a ser político, um vendedor de ilusões.”

A vacina da China complicou, definitivamente.

É só organizar a fila...

Secretário da saúde de João Pessoa denúncia pedido de ‘furar fila’ da vacina; não citou nomes
Por Marcone Ferreira

Uma movimentação absurda levou o secretário municipal (João Pessoa) de Saúde, Flávio Rocha, a vir à pública na manhã desta sexta-feira (15) para denunciar que autoridades e políticos estão querendo furar a fila de imunização com a vacina.

“Não vamos atender a essa demanda, até porque existe um protocolo a ser cumprido, também prioridades sobre o grupo que será vacinado neste primeiro momento. Por isso, pedimos que haja compreensão e bom sendo, acima de tudo”, observou o secretário.

É importante lembrar que a tentativa de usar o poder público para furar a fila já não é novidade. A previsão é que imunização comece na próxima semana. Infelizmente, Fábio Rocha não citou nomes. O secretário fez a denúncia em entrevista a TV Cabo Branco.

Lá vem a vacina. Habilitem-se.

Brasil só vai ter menos vacinados que os EUA até fim de janeiro, diz Pazuello
Página1PB
O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello , disse nesta quinta-feira (14) que o Brasil vai chegar ao fim de janeiro somente atrás dos Estados Unidos no número de pessoas vacinadas contra a Covid-19 . O chefe da pasta ainda afirmou que o feito será possível mesmo que o avião que decolou hoje para buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia não chegue a tempo de começar a imunização na próxima quarta-feira (20).

“Se nós somarmos todas as doses que foram aplicadas no mundo todo, não dá a cidade de São Paulo. Nós estamos na cronologia correta e vamos iniciar a vacinação em janeiro. Ao fim do mês nós seremos o país que mais vacinou. Só ficaremos atrás dos Estados Unidos e vamos ultrapassar todo mundo até o final do ano”, disse Pazuello durante live ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que o Brasil comece a imunizar a população com 8 milhões de doses, sendo 2 milhões da vacina de Oxford com a AstraZeneca e 6 milhões de doses da CoronaVac , imunizante desenvolvido pela Instituto Butantan em parceria com a Sinovac Biotech.

Nos últimos dias, Pazuello tem sido alvo de críticas por não definir uma data exata para o início da execução do Plano Nacional de Imunização (PNI). Em declarações recentes, ele afirmou que as aplicações das doses começariam “no dia D, na hora H”.

Duas vacinas aguardam aval da Anvisa

No momento, a vacina de Oxford e a CoronaVac aguardam liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial. Considerando o prazo de 10 dias corridos que o órgão tem para dar algum parecer após a submissão dos pedidos feitos pelos laboratórios, a data limite é o próximo domingo (17). A Anvisa já anunciou que vai cumprir esse prazo .

Após a aprovação, a expectativa é que seja marcado um evento no Palácio do Planalto para marcar o início da vacinação, contando inclusive com a presença dos governadores dos 26 estados e do Distrito Federal . Nessa cerimônia, porém, nenhum participante deve ser imunizado.

Oportunidades

SAIU: Edital Polícia Federal é publicado com 1.500 vagas e salário de até R$ 23 mil
Fernando Caldeira - NotíciasPB
Nesta sexta-feira, 15, a Polícia Federal publicou o edital de concurso público. A oferta é de 1.500 vagas para provimento imediato e mais 500 para formação de cadastro de reserva. Os profissionais terão salários iniciais de até R$ 23 mil.

Todos os cargos têm como requisito o ensino superior completo. As oportunidades estão distribuídas entre os seguintes cargos:

Nível superior em Direito (Bacharelado) e 3 anos de prática jurídica

91 vagas para Delegado de Polícia;

Nível superior em qualquer área

669 vagas para Agente de Polícia Federal
300 vagas para Escrivão
62 vagas para Papiloscopista

Salários

Veja, a seguir, quais são as remunerações iniciais das carreiras da Polícia Federal, de acordo com o edital publicado:

Delegado de Polícia Federal – R$ 23.692,74
Agente de Polícia Federal – R$ 12.522,50
Escrivão de Polícia Federal – R$ 12.522,50
Papiloscopista de Polícia Federal – R$ 12.522,50

Além desses valores, o servidor também receberá benefícios como auxílio-alimentação, ganhos adicionais por lotação em fronteira, etc.

Inscrições concurso Polícia Federal

As inscrições poderão ser feitas entre 22 de janeiro e 9 de fevereiro de 2021 pelo site do Cebraspe, banca organizadora. Serão cobradas taxas de inscrição nos valores de 180 para os cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista e R$ 250 para Delegado. O boleto poderá ser pago até dia 03 de março.

A isenção da taxa de inscrição poderá ser solicitada também por meio do site da banca organizadora, no mesmo período das inscrições.

Seleção de candidatos

Os candidatos serão selecionados de acordo várias etapas, algumas dependem do cargo em disputa:

Provas objetivas e discursivas
Teste de aptidão física
Prova prática de digitação (Escrivão)
Avaliação médica
Avaliação de títulos (Delegado)
Prova oral (Delegado)
Avaliação psicológica
Curso de Formação

As provas objetivas e discursivas estão previstas para serem aplicadas no dia 21 de março de 2021.Para obter mais informações sobre o certame, acesse o Edital concurso PF 2021 no Diário Oficial da União a partir da página 126.

Fontes: REDAÇÃO + editalconcursosbrasil

Sem nada contra o nome Enzo, lógico...

 
Sugestão de Clayton Mota

Um texto impecável de Flávio Gordon: sobre o sentimentalismo e os seus efeitos

Hitler tinha um canário: notas sobre o sentimentalismo
Por Flávio Gordon - GazetadoPovo
“O sentimental é simplesmente aquele que deseja desfrutar do luxo de uma emoção sem ter de pagar por ela… Lembre-se que todo sentimental é sempre um cínico e que o sentimentalismo é, na verdade, apenas o feriado bancário do cinismo” 
(Oscar Wilde).

“O kitsch faz com que duas lágrimas escorram em rápida sucessão. A primeira lágrima diz: como é bom ver crianças correndo pela grama! A segunda lágrima diz: como é bom comover-se, junto com toda a humanidade, por crianças correndo pela grama!” 
(Milan Kundera)

Hitler tinha um canário. Um belo dia, morreu-lhe o canário. E, qual uma criança pequena, Hitler chorou copiosamente. Sim, o genocida era também um notório sentimentalista. Genocida, aliás, na medida mesmo em que era sentimentalista, capaz de verter lágrimas de esguicho sobre o cadáver de um pássaro e, no instante seguinte, comandar a produção de milhões de cadáveres humanos. Theodore Dalrymple parece ter acertado o alvo ao afirmar: “O sentimentalismo é o progenitor, o avô e a parteira da brutalidade”.

A história do canário é verídica. Trata-se de uma entre muitas manifestações semelhantes de emocionalismo exacerbado por parte do Führer, testemunhadas por aqueles que lhe foram próximos. Como Benito Mussolini, por exemplo. Nos diários deixados pela última amante de Il Duce, a jovem e rica romana Claretta Petacci, registra-se um encontro entre ele e o líder nazista, ocorrido em 1938, logo após a capitulação de Neville Chamberlain, então primeiro-ministro britânico. “O Führer foi muito gentil” – observou Mussolini. “No fundo, é um velho sentimental. Quando me viu, tinha lágrimas nos olhos.”

No retrato psicológico que fez de Adolf Hitler, o psicólogo americano Walter C. Langer, contratado pelos Aliados em 1943 para tentar decifrar a mente do inimigo, descreve-o como um caso típico de dupla personalidade – Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Segundo Langer, a outra faceta psíquica do monstro era a de “uma pessoa muito frágil, sentimental e indecisa, que tem pouquíssima energia e só quer ser entretida, amada e cuidada”. Na mesma linha, observa o jornalista Frederick A. Voigt: “Colaboradores próximos durante muitos anos afirmaram que Hitler era sempre assim: a menor dificuldade ou obstáculo podiam fazê-lo gritar de raiva ou cair em lágrimas”. Um desses colaboradores foi Hermann Rauschning, que relata: “Quase tudo pode subitamente inflamar sua fúria e ódio… Mas, da mesma forma, a transição da raiva para o sentimentalismo ou entusiasmo pode ser bastante repentina”. Hitler também era conhecido por seu encanto algo obsessivo por crianças (só as alemãs, evidentemente). Na época do Reich, a imprensa nazista não cansava de exibir fotos suas ao lado de bebês. Quando em Berchtesgaden, cidade alpina sede da fortaleza nazista conhecida como “Ninho da Águia”, costumava, ao cair da tarde, receber a visita de crianças da vizinhança, oferecendo-lhes doces, sorvetes e bolos. A princesa Olga da Iugoslávia relatou certa feita que, quando visitava Hitler em Berlim e surgia o assunto sobre crianças durante a conversa, os olhos do genocida enchiam-se de lágrimas.

Hitler não foi, é claro, o único criminoso sentimental. No campo comunista, tivemos exemplos célebres de retórica tão lírica quanto macabra, considerando o contexto ao qual servia. Desde o maquiavélico “Deixem que floresçam cem flores” de Mao Tsé-tung – proferido como uma espécie de prólogo às barbaridades cometidas durante a Revolução Cultural – até o piegas “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera”, atribuído a Che Guevara – o mais empenhado comandante dos paredões de fuzilamento da ditadura castrista –, revolucionários de esquerda jamais deixaram de proclamar em prosa e verso o seu amor pela humanidade, ao mesmo tempo em que, no mundo real, exerciam o seu visceral desprezo pelo próximo. A fala sobre a primavera, convém não esquecer, foi repetida por Luiz Inácio Lula da Silva no Sindicato dos Metalúrgicos no ABC paulista, pouco antes de ser preso por corrupção e lavagem de dinheiro. E costuma ser dita toda vez que um esquerdista está prestes a cometer algum crime ou violência política. É mesmo comovente.

Foi na França de meados do século 18 que o sentimentalismo fez a sua entrada triunfal na política. Não por acaso, a cultura sentimental do Iluminismo francês preparou o caminho para o Terror jacobino. Como mostra Simon Schama em Cidadãos: Uma Crônica da Revolução Francesa, entre os anos 1750 e 1780, e muito por conta das ideias que brotavam nos clubes e salões literários, os franceses experimentaram uma verdadeira revolução em sua sensibilidade moral e estética. Ali onde a França medieval valorizara o comedimento, e até mesmo certo estoicismo, a França iluminista passou a ter na sensibilidade – a capacidade intuitiva para o sentimento intenso – o seu valor cardinal. Ter un coeur sensible (um coração sensível) tornou-se pré-condição da moralidade. A manifestação irrefreada das emoções (de qualquer emoção) passou a ser não apenas aceita como valorizada.

Jean-Jacques Rousseau, é claro, foi o grande guru daquele culto à sensibilidade, uma verdadeira “revolução nos espíritos” (para usar a expressão de Albert Mathiez, historiador da Revolução Francesa). Seu livro A Nova Heloísa converteu-se em modelo para as cartas de amor da época, eivadas de melodrama. Numa de suas tantas missivas, Julie de Lespinasse, heroína do romance, consagra estilisticamente o Zeitgeist: “Mon ami, eu o amo como se deve amar, com excesso, loucura, arrebatamento e desespero”. Nesse novo mundo de expressividade à flor da pele, as lágrimas eram particularmente valorizadas como sinal de sublimidade, não de fraqueza. Eram tidas por uma espécie de transbordamento espontâneo da alma, um antídoto natural para o artificialismo das convenções sociais. Do ponto de vista ontogenético, eram como uma prova da criança interior existente na alma de cada adulto. Do ponto de vista filogenético, refletiam o bom selvagem clamando contra as amarras da civilização. Daí que, a exemplo de seu criador, os heróis e heroínas de Rousseau chorassem em abundância, soluçando e se derretendo ao mínimo sinal de estímulo.

Nas artes plásticas, o equivalente a Rousseau foi o pintor Jean-Baptiste Greuze, outro sucesso da época, cujas telas, pingando sentimentalismo, costumavam retratar os idílios e dramas da vida doméstica, um tema caro aos emergentes citoyens. Curiosamente, um dos quadros de Greuze chama-se A Menina Que Chora o Seu Canário Morto, hoje em exibição na Galeria Nacional Escocesa. Em dada ocasião, depois de contemplá-lo no Salão de 1765, o crítico de arte Charles Mathon de La Cour teve uma reação bem representativa das emoções que a obra do artista suscitava no público. Estimando em 11 anos a idade da criança, La Cour sugeriu ser aquela a fase do desenvolvimento em que “a natureza começa a amolecer o coração e prepará-lo para as impressões mais doces”. As lágrimas da menina pareceram-lhe ao mesmo tempo infantis e pré-adultas: “Vê-se que esteve chorando por um longo tempo até que, finalmente, se entregou à prostração e ao luto profundo. Seus cílios estão úmidos, suas pálpebras, avermelhadas, a boca, ainda contrita pelo choro. Mirando-lhe o colo, pode-se senti-lo estremecer com os soluços”. Não há quem não se emocionasse com o quadro, continuava o crítico, pois nele “podemos ver a natureza, partilhar do luto da menina e do desejo de a consolar. Por diversas vezes, passei horas inteiras a contemplá-lo, até o ponto de me embriagar de uma tristeza tão doce quanto terna”.
Outro a haver se encantado com a cena foi Diderot, que sobre ela escreveu: “Quando vemos esse quadro, dizemos: Delicioso! Quando paramos diante dele ou a ele voltamos, dizemos: Delicioso! Delicioso! Logo nos surpreendemos a encetar conversa com essa criança, consolando-a”. De maneira algo condescendente, imaginou o seu diálogo com a pequena enlutada nos seguintes termos: “Vamos, menina, abra o seu coração, diga-me a verdade. Foi mesmo a morte desse pássaro que a fez se recolher com tanta força e tristeza? Você baixa os olhos, não me responde. As memórias turvam sua visão. Quem é este ser que aparece em tua janela? Suas lágrimas estão prestes a correr. Eu não sou pai; não sou indiscreto, nem severo”. Em outro momento, comentando sobre a obra de Greuze em geral, o enciclopedista travou este outro diálogo imaginário (uma técnica expressiva recorrente em seus escritos), agora com o próprio artista: “Comova-me, assombre-me, faça-me tremer, chorar, soluçar e odiar”.

Esse estado de espírito hiperbólico, um emocionalismo exacerbado e autocomplacente, foi um dos elementos importantes para criar o caldo cultural em que, dali a alguns anos, as cabeças começariam a rolar em nome da sagrada virtude. Como explica Schama: “A drástica alteração cultural representada pelas primeiras erupções de sensibilidade romântica tem uma importância que vai muito além das artes. Ela significou a criação de um modo de falar e escrever que se tornaria a voz padrão da Revolução, partilhada tanto por suas vítimas quanto por seus mais implacáveis algozes. Os discursos de Mirabeau e Robespierre, bem como as cartas de Desmoulins e os festivais de civilidade republicana apelavam à alma, à suave humanidade, à Verdade, à Virtude, à Natureza e ao idílio da vida familiar. As virtudes proclamadas nos quadros de Greuze formaram a base moral daquilo que a Revolução entendia por virtude”.

Com efeito, o sentimentalismo generalizado foi o fermento da violência jacobina. Eis como Arthur Young, escritor e político britânico à época em visita a Paris, descreveu o ambiente do Palais Royal (um dos principais focos revolucionários) às vésperas da queda da Bastilha: “Dez mil pessoas estiveram ali durante o dia todo; a pressão é tão grande que uma maçã atirada do balcão sobre o tapete móvel de cabeças não atingiria o solo. Pode-se imaginar a condição de tais cabeças: elas são mais vazias de lastro do que quaisquer outras na França, as mais inflamadas por ideias especulativas, as mais excitáveis e excitadas. Nesse saco de gatos de políticos improvisados, ninguém sabe quem está falando; ninguém é responsável pelo que diz. Cada um está ali como num teatro, desconhecido entre desconhecidos, sujeito a impressões sensacionais e fortes emoções, presa do contágio das paixões em torno, imersa no redemoinho de frases de efeito, notícias fabricadas, rumores crescentes e outros exageros pelos quais os fanáticos instigam-se uns aos outros”.

A relação entre sentimentalismo e violência é muito bem captada por Dalrymple, que aponta a perda da clareza dos limites entre e o permissível e o não permissível como uma das consequências da adoção geral da visão romântica e sentimental da existência. O psiquiatra inglês enfatiza o caráter exibicionista do sentimental, que usa as próprias emoções exacerbadas como poder de pressão sobre os outros, intimando-os a uma concordância forçada e, em caso negativo, submetendo-os a uma condenação moral implacável. Diz Dalrymple: “Em um estado de sentimentalismo, certamente do tipo vivido em público, a pessoa é mais comovida pelo fato de ser comovida do que por aquilo que supostamente a está comovendo. Além disso, está interessada em que todos vejam o quão comovida está”. E conclui: “O sentimentalismo é a expressão da emoção sem julgamento. Talvez ele seja pior do que isso: é a expressão da emoção sem um reconhecimen­to de que o julgamento deveria fazer parte de como devemos reagir ao que vemos e ouvimos. É a manifestação de um desejo pela ab-rogação de uma condição existencial da vida humana, a saber, a necessidade de exercer o juízo sempre e indefinidamente. O sentimentalismo é, portanto, infantil (porque são as crianças que vivem em um mundo tão facilmente dicotomizável) e redutor de nossa humanidade”.

O sentimentalismo é, portanto, a manifestação de emoções desordenadas e corrompidas, que conduzem à autopermissividade, à húbris, à irresponsabilidade e, como corolário, à brutalidade – manifesta quer direta, quer indiretamente. Olhando para o debate público brasileiro, é fácil constatar o quanto de sentimentalismo existe na personalidade de nossos intelectuais, jornalistas e autoridades, que não se vexam de exibir em público a sua constrangedora infantilidade moral, como quando o sociólogo Emir Sader, por ocasião da condução coercitiva de Lula, choramingou em seu perfil no Twitter, emulando Mário Quintana: “Se a direita acreditava que terminaria com um mito, só multiplicou o mito do Lula. Eles passam e o Lula passarinho”. Como sói acontecer, a realidade atropelou as ilusões do adolescente tardio. Lula, de fato, terminou como passarinho… só que na gaiola.

Mas à parte essas manifestações tragicômicas do que poderíamos chamar de sentimentalismo lulopetista – hoje quase um novo gênero literário, tipicamente brasileiro –, há casos bem mais graves desse senso moral corrompido, autoproclamado “progressista”, com consequências sociais altamente nocivas. Eles têm sido recorrentes, por exemplo, em declarações públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal, titulares do temerário poder de consagrar a própria visão sentimental de mundo em normas constitucionais. Quando vemos uma Carmem Lúcia dizendo que “a única força legitimada a invadir uma universidade é a das ideias livres e plurais”, estamos diante do mais açucarado sentimentalismo. Eis uma daquelas frases que, nas palavras de Dalrymple, “transmite um calorzinho ao suscetível, assim como um gole de uísque provoca um quentinho no esôfago”. No entanto, esse linguajar kitsch, aparentemente inócuo, usado por uma senhora de semblante morfético, revela toda a sua perversidade quando lembramos que serviu a uma decisão liminar destinada a impedir que a Justiça Eleitoral coibisse propaganda partidária irregular favorável à esquerda dentro de universidades públicas. Ao longo dos últimos anos, a universidade foi sequestrada pela extrema-esquerda, que utiliza métodos stalinistas e maoístas para cercear violentamente a liberdade de expressão de docentes e discentes não alinhados. E, durante todo esse tempo, a douta apologista da pluralidade manteve-se em silêncio. Como escrevi no artigo “A guerra pela universidade”, publicado aqui na Gazeta há duas semanas, agir como Carmen Lúcia é o mesmo que “se omitir por anos a fio diante das agressões cometidas por uma pessoa mais forte contra uma pessoa mais fraca e, de repente, no justo instante em que esta última reage, começar a pontificar, em termos tão grandiloquentes quanto genéricos, sobre a importância do princípio da não violência”. Portanto, a pieguice da juíza não é inofensiva, não se reduzindo a uma pitoresca curiosidade de província (o que também não deixa de ser). Na verdade, ela mascara o ato infame de, sob o pretexto de resguardar a pluralidade, chancelar a violência política unilateral dentro do ambiente acadêmico.

Mas talvez o mais perigoso sentimentalista do nosso STF, um homem que parece ter sido teletransportado diretamente da França do século 18, e que certamente se desmancharia em lágrimas diante dos quadros de Greuze (e não menos diante das cabeças cortadas dos “conservadores”), é Luís Roberto Barroso. Há poucos dias, durante o 1.º Congresso Internacional de Direito e Gênero promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, o pretenso guardião da Constituição, sempre tão cheio de ideiazinhas próprias, desfiou a sua tradicional arenga abortista, manifestando-se nos seguintes termos: “A mulher não é um útero a serviço da sociedade. Se os homens engravidassem, esse problema já teria sido resolvido”. Ao tomar conhecimento dessa fala por meio da imprensa, tentei lembrar onde já vira argumentação parecida e, depois de um breve esforço da memória, finalmente consegui. Estava lá, num vídeo que circulou nas redes sociais há alguns anos, mostrando a performance da banda Putinhas Aborteiras, formada por jovens militantes feministas. Sobre a melodia de For He’s a Jolly Good Fellow (“Ele é um bom companheiro”), cantavam as moçoilas a seguinte letra: “Se o Papa fosse mulher. Se o Papa fosse mulher. Se o Papa fosse mulher (pausa dramática)… O aborto seria legal”.

Dalrymple tem razão. O sentimentalismo é mesmo a expressão evidente de uma ética infantil, graciosa em crianças autênticas, decerto, mas nauseabunda em crianças crescidas e com barba na cara. À moda de Hitler, que chorou feito criança diante do canário morto (como numa paródia grotesca da tela de Greuze), Barroso expressa-se tal qual uma adolescente feminista sobre um tema tão sério quanto o aborto. Com seus modos afetados, e seu já notório exibicionismo moral, o ministro apela ao simbolismo da emancipação feminina como forma de, num ato de prestidigitação retórica, ocultar a realidade brutal e concreta do ato de abortar – o sacrifício covarde de uma vida humana indefesa. Para esse típico representante da noblesse de robe, a mulher não pode ser convertida em “um útero a serviço da sociedade” (reparem que o feto desaparece da equação), mas o embrião pode ser convertido num “amontoado de células” (segundo o jargão abortista) a serviço do farisaísmo progressista. Citando Dalrymple mais uma vez, e para encerrar: “O sentimentalismo foi o precursor e o cúmplice da brutalidade sempre que as políticas su­geridas por ele foram postas em prática. O culto do sentimento destrói a capacidade de pensar, e até a consciência de que é necessário pensar. Pascal tinha toda a razão quando disse: Travaillons donc à bien penser. Voilá le príncipe de la morale. Esforcemo-nos, portanto, para pensar bem. Eis o princípio da moral”.