segunda-feira, 29 de maio de 2017

A capa da Revista Época, nas bancas


Nããããn!

Petistas oportunistas. Você quer essa turma de volta?
O PT faz o diabo para voltar ao poder, mesmo que para isso tenha de rasgar a Constituição. O delírio da vez são as propostas de eleições diretas e até de anulação do impeachment. Enquanto o partido não consegue o que quer, baderneiros travestidos de militantes incendeiam a Esplanada
Ary Filgueiras - IstoÉ
EQUIPE DA PESADA Lula e Dilma entre Edinho Silva, João Santana, Franklin Martins, Rui Falcão e Giles Azevedo (da esq para a dir)

A desfaçatez petista parece não ter limites. Chega a ser risível. Mesmo soterrado numa avalanche de denúncias de corrupção, o PT tenta emergir do lamaçal em que está mergulhado desfraldando a bandeira das “diretas já”, o que afronta a Constituição.

A Carta Magna prevê a realização de eleições indiretas, via Congresso, caso o presidente Michel Temer deixe o governo, mas os petistas, sabe-se, não se importam muito com o que versam as leis. A não ser as que os beneficiam. Quando isso não acontece, não têm pudores em atropelá-las, em investidas típicas de regimes totalitários.

O motivo catalisador de mais uma cartada oportunista do PT é a crise instalada no Palácio do Planalto. Com a eventual saída de Temer, os petistas esperam poder voltar a dar as cartas no País. O candidato do partido em caso de eleição direta, esse novo delírio fomentado pelo PT e articulado às sombras por José Dirceu, evidentemente que seria Lula – prestes a ser condenado em primeira instância.

Ocorre que, segundo o artigo 81 da Constituição Federal, se Temer deixar o poder agora, quem assume interinamente é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ele cabe convocar eleições indiretas no prazo de 30 dias. É a única alternativa constitucional possível.
VÂNDALOS Estimulados pelo PT e CUT, baderneiros tocam fogo nos ministérios 

Mesmo assim, Lula segue em campanha. Age como alguém que quer passar uma borracha em sua vida pregressa sem antes prestar contas à Justiça.

Como se estivesse no palanque, em evento de posse dos novos integrantes do Diretório Municipal do PT, em São Bernardo do Campo, no sábado 20, Lula bateu picos de sandice ao apregoar que nenhum governo combateu tanto a corrupção como o seu.

Não parou por aí. O pentarréu teve o desplante de fazer outra afirmação fantasiosa, digna de matérias do sensacionalista: de que o PT pode ensinar a combater a corrupção. “Ninguém na história deste País criou mais mecanismos para combater a corrupção do que nos 12 anos de PT no governo. A Polícia Federal é o que é por causa do PT.

O Ministério Público é o que é hoje porque, na Constituinte de 1988, companheiros como o (José) Genoíno brigaram pela autonomia do Ministério Público, que antes era um apêndice do Ministério da Justiça”, disse Lula, com o rosto besuntado em óleo de peroba.

Perto de se tornar réu pela sexta vez, o ex-presidente também é citado na delação de Joesley Batista. O empresário contou que deu a Lula e a Dilma um total de US$ 150 milhões (ou R$ 480 milhões), depositados em contas no exterior. O dinheiro seria desviado do BNDES e de um esquema que funcionava na Petros e no Funcef, os fundos de pensão da Petrobrás e da Caixa Econômica Federal.
TROPAS NA RUA O Exército precisou atuar para conter a baderna

O réu quer voltar
Como se não tivesse nada a ver com os novos escândalos, Lula e a caravana petista têm percorrido o País propagando o direito de o ex-presidente concorrer à Presidência da República já. Mas a cantilena dita sobre caminhões de som não é entoada com a mesma força nos bastidores do partido. Para o público interno, Lula e a cúpula do PT admitem que é quase impossível a realização de eleições diretas na atual circunstância.
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TROPA DE CHOQUE Senadores petistas, como Gleisi Hoffmann, querem inviabilizar as reformas 

A saída encontrada para a salvação da lavoura petista é se aproximar de um nome escolhido pela Câmara que venha a contemplar os quadros do PT.

Para salvar a própria pele, é imperativo ao partido, e a Lula, não ficar de fora da escolha de um possível sucessor de Temer.

Trata-se de uma aberração política que só acontece mesmo no Brasil: como um político prestes a ser condenado pela Justiça pode ter condições de sentar-se a mesa com quem quer que seja para discutir o futuro do País?

Mas há quem defenda a participação do petista num processo de transição. Em reunião de senadores, coordenada por Kátia Abreu (PMDB-TO), a hipótese de convocar Lula para as costuras de uma nova concertação política foi aventada. O petista conta com o apoio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), também atolado em denúncias. As reuniões, em geral, ocorrem de madrugada na casa de Kátia, longe do radar de jornalistas.

Obstruir reformas
O discurso que Lula dirige à militância e o lapso de memória que o acometeu nos últimos dias também contagiaram sua fiel criação. Esquecendo-se de que foi seu desgoverno que lançou o País à crise, Dilma Rousseff fez uma declaração estapafúrdia ao falar sobre a gestão Temer: “Olha o que eles fizeram com o Brasil”. Como se não bastasse, na semana passada, Dilma ainda entrou com uma ação para, pasme, anular o impeachment. Pura firula. Não dará em nada.
CHILIQUE Randolfe quis interromper no grito a discussão da reforma trabalhista 

Dilma e Lula são expoentes de um PT que se regozija da situação de instabilidade política que vive o País, como reflexo das denúncias formuladas pelos donos da JBS. O clima do “quanto pior, melhor”, imposto pela cúpula, é levado à risca pela bancada do partido na Câmara e no Senado. Até segunda ordem, a determinação é obstruir a pauta das reformas nas duas Casas. Mesmo que isso signifique um atraso para o País.

O papelão de Lindbergh
A sessão de terça-feira 23 da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que analisava a reforma trabalhista, quase se transformou num ringue. Depois de transcorrer calmamente durante boa parte da manhã, quando o pelotão de choque do PT, capitaneado pelos senadores Lindbergh Faria (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR), estava ausente, o clima virou com a chegada dos petistas à sala e por pouco a reunião que apreciaria o relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) não se transformou em pancadaria.
Aos gritos e mostrando total falta de controle emocional, o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) tentou impedir que o presidente da CAE, Tasso Jereissati (PSDB-CE), desse continuidade à sessão. O ápice do papelão do petista ocorreu quando Ferraço se preparava para a leitura do relatório. Lindberg chegou a ir para cima dele, como se fosse lhe tomar o calhamaço de folhas na marra. O senador Fernando Bezerra (PSB-PE) teve de segurar Lindbergh. “Não vai ler, não vai ler”, berrava o petista em direção ao relator. Os faniquitos do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também contribuíram para conturbar o ambiente.

Insuflados pela conduta dos senadores da oposição, manifestantes que acompanhavam a sessão começaram a gritar palavras de ordem e a pedir a renúncia do presidente Temer.

Foi preciso a intervenção da Polícia do Senado para controlar a situação. A sessão teve de ser transferida para o plenário. O próximo round está marcado para a semana que vem, quando os senadores voltam a se reunir. No horizonte, novas cenas lamentáveis.

Imprensa petralha. E ainda criticam o Globo...

Da Caneta Desesquerdizadora

Será que o Comandante Máximo sabia da corrupção, heim?

Mentira pré-datada
O Antagonista

Renato Duque está desmontando as mentiras de Lula.

Andréia Sadi disse que “a versão de Lula, de que pediu o encontro no hangar com Duque após relatos na mídia de uma conta no exterior, será confrontada.

Motivo: interlocutores do ex-diretor da Petrobras sustentam que, até a data do encontro, não havia notícia consistente de conta no exterior de Duque.

Lula confirmou em depoimento a Moro que esteve com Duque no hangar em São Paulo, mas não se lembrava da data. Nesta semana, em petição à Justiça, o delator informou que o encontro ocorreu em 2 de junho de 2014.

No depoimento, o ex-presidente da República foi questionado por Moro sobre a data em que havia ocorrido a conversa.

- Eu não tenho ideia, doutor. Sei que foi num hangar lá em Congonhas, e a pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: tem matéria nos jornais, tem denúncia de que você tem dinheiro no exterior, de que está pegando da Petrobras. Você tem conta no exterior? Ele falou: 'não tenho'. Acabou."

Em cronologia discutida pelo ex-diretor, Duque relembra que a primeira notícia que explicitava sua relação com empresas suspeitas de pagamento de propina na Petrobras foi em 29 de junho de 2014”.

Pensando bem...


Hoje em dia, quando leio na mesma frase "movimentos sociais e artistas", basta.

Não é preciso mais nada para saber que é um embuste.
Os caminhos do acordo
Os políticos ainda buscam um nome capaz de conduzir o País até 2018. Com Temer ou sem, as reformas não podem parar. Sem elas, chegaremos ao próximo ano sem o direito de ter esperança
Débora Bergamasco, Eduardo Militão e Ary Filgueira - IstoÉ
SOBREVIDA? O presidente Temer reúne ministros e a base aliada no Palácio da Alvorada no domingo 21. O governo ainda respira (Crédito: Marcos Corrêa/PR)

Até a quarta-feira 17, o Brasil ensaiava seus primeiros passos rumo à saída do atoleiro. A inflação estava controlada, a economia recuperava o fôlego e os índices de desemprego pareciam desidratar. Ao menos do ponto de vista administrativo, o presidente da República, Michel Temer, conduzia o País, até então à deriva, sem maiores sobressaltos.

Os fiadores de seu mandato, nas esferas política e econômica, exalavam confiança, sobretudo porque as reformas previdenciária e trabalhista estavam em marcha e perto de serem apreciadas pelo Congresso Nacional – mesmo que com alguns remendos.

A divulgação de trechos da delação dos donos da JBS empurrou não apenas o presidente da República, Michel Temer, como o País para o epicentro de uma nova crise. Desta vez, mais grave que aquela experimentada pelo Brasil em 2016, quando Dilma Rousseff se inviabilizou política e administrativamente. Agora, embora a situação do presidente da República se deteriore a cada átimo de tempo, ainda não há uma convergência sobre quem irá comandar o Brasil até as eleições de 2018.

Investigado no STF por corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça, Temer pode até não ter mais condições políticas de permanecer na cadeira de presidente, e é provável que não as tenha, mas é certo que todos os caminhos que apontam para o desenlace da crise atual ainda passam por ele.

E dele dependem diretamente. Os atores políticos têm ciência disso. Hoje, não há acordo possível sem a anuência do presidente da República. Afinal, mesmo que amargue uma derrota no plenário do TSE, no próximo dia 6, – hoje a saída considerada mais rápida e indolor, – uma infindável possibilidade de recursos arrastaria o País para um buraco sem fundo. E isso ninguém quer. Por isso, Temer não pode ser descartado do tabuleiro do xadrez político, mesmo que apenas como articulador da própria sucessão.
Fernando Henrique O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já governou o País por oito anos, estabilizou a economia com o Real e tem grande poder de articulação. Seria o melhor dos mundos para o Brasil. Mas, para demovê-lo da decisão de não aceitar a missão, é preciso que ele seja ungido ao cargo com o apoio irrestrito da classe política
Tasso Jereissati O senador Tasso Jereissati já foi governador do Ceará e, portanto, tem experiência administrativa e capacidade de diálogo com as forças políticas. O PT, no entanto, ainda resiste ao seu nome. Ele seria palatável ao partido desde que a legenda pudesse controlar o Ministério da Justiça, com o objetivo de livrar Lula da cadeia
Nelson Jobim Ex-ministro de Fernando Henrique, Lula e Dilma, Nelson Jobim já foi presidente do STF. Também tem experiência no Congresso, onde foi constituinte. Mas é muito ligado a Lula, deu pareceres a empreiteiras e virou sócio de André Esteves, no Banco BTG Pactual, onde investiu sua fortuna pessoal
Henrique Meirelles O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é bem visto pelo mercado. É o homem que ajudou a interromper a recessão e a reduzir a inflação. Mas pesa contra ele suas ligações estreitas com a JBS: foi presidente do Conselho Consultivo da empresa de Joesley Batista por 4 anos
Rodrigo Maia Conhecido no departamento de propina da Odebrecht como “Botafogo”, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), atual presidente da Câmara, responde a dois inquéritos por ter recebido dinheiro ilegal da empreiteira. Se Temer sair, Maia assumirá a presidência por 30 dias e convocará eleições indiretas

Segundo apurou ISTOÉ, no PSDB é ponto pacífico que Temer perdeu a governabilidade, não conseguirá mais fazer as reformas necessárias, não é mais útil ao empresariado e que sua permanência só vai gerar instabilidade política e econômica.

Porém, a postura tucana de se manter em cima do muro neste momento – tratada em longa reunião da bancada parlamentar na tarde de quarta-feira 24 a portas fechadas, no Congresso Nacional – guarda relação com a falta de um acordo sobre quem irá substituir o peemedebista.

Os chamados “cabeças brancas” do PSDB, a ala mais antiga e de maior ascendência sobre o partido, não aceitam a hipótese de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ser o sucessor de Temer. Acham-no um desastre para o País.

Na avaliação dos tucanos, um eventual triunfo de Maia teria potencial para incendiar as ruas e desgastar o partido perante a opinião pública. Para eles, poderia ser mortal à legenda bancar a eleição de mais um candidato controverso, com implicações na Lava Jato.

Eles contabilizam que, hoje, Maia teria votos suficientes na Câmara para ser eleito indiretamente. Por isso, tentam ganhar tempo para articular outro nome. Mas nem no tucanato a fumaça branca do consenso é possível ser emitida. Enquanto a velha guarda não quer nem ouvir o nome de Maia, os deputados da legenda já topam uma articulação que envolva a ascensão de Rodrigo Maia ao Planalto.

Outra ala trabalha diuturnamente para eleger o senador Tasso Jereissati (CE) por votação indireta. O nome ganhou força nas últimas horas. Tasso se credencia por cultivar o perfil de conciliador e transitar com desenvoltura entre todas as agremiações. Ele, inclusive, toparia não concorrer a uma reeleição, caso fosse alçado ao cargo por meio de um grande acordo nacional. Pesa contra ele, no entanto, o fato de ser presidente nacional do PSDB, o que poderia acirrar a divisão do País entre o “nós e eles”, promovida pelo PT.
Se as divergências ainda prevalecem, existe algo sobre o qual os tucanos em peso concordam: a escolha do sucessor presidencial precisa ser referendada pelo próprio presidente Michel Temer. Para convencê-lo a aceitar um “acordão”, a proposta seria a seguinte: o PSDB se comprometeria a apoiar a saída mais honrosa para a biografia do peemedebista, qual seja, a cassação pelo TSE. A solução permitiria a Temer responsabilizar a antecessora pelas irregularidades na arrecadação de fundos à campanha e o pouparia de partir para uma renúncia – o que soaria como uma confissão de culpa.

Essa saída, no entanto, até semana passada, ainda esbarrava num obstáculo que os tucanos ainda tentavam remover internamente: “Quem vai colocar o guizo no pescoço do gato? Eu que não”, disse à ISTOÉ um tucano de alta plumagem. Não havia quem ousasse propor a Temer essa solução.

Por isso, o discurso ao público, por ora, é o de só tomar uma decisão definitiva depois do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral. Reside aí outro entrave. No final da última semana, o presidente mantinha a disposição de tentar postergar ao máximo o processo na corte eleitoral.

O adiamento seria feito através de questões de ordem, pedidos de discussões preliminares e recursos de advogados. O governo ainda se articula para que algum ministro aliado peça vistas do processo, expediente que permitiria que o julgamento fosse interrompido por prazo indefinido. Ou seja, mesmo fragilizado, Temer ainda detém o controle sobre o leme que dá direção às ações políticas. Resta saber se isso lhe garantirá sobrevida e por quanto tempo.

Em meio às conversas de coxia nos últimos dias, o principal articulador tucano ao lado de Tasso Jereissati, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nutriu preocupação com o timing da crise. FHC teme que se o presidente ficar “sangrando” na cadeira presidencial, a pressão por eleição direta possa recrudescer.

Este caminho atende às conveniências do PT. “O País só deve dar um passo pensando nos seguintes. Como preservar a Constituição, como tocar as reformas, compondo também com interesses populares. Não basta dar rumo ao mercado, as pessoas e o país contam. É preciso ter um discurso crível e insistir muito nele”, afirmou o ex-presidente.
Somente uma jogada – inconcebível, por sinal – poderia fazer a cúpula do PT desistir das Diretas: que uma concertação nacional garantisse que Lula não fosse condenado pela Justiça em instâncias superiores, já que uma derrota na primeira instância é considerada favas contadas até no seio do PT.

Por mais absurdo que possa parecer, já há costuras nesse sentido. Ao menos um ministro do Supremo foi consultado para endossar um acordo que contemple o indulto a Lula. Conforme apurou ISTOÉ, um dos emissários do acerto seria Nelson Jobim, hoje considerado no meio político como um preposto do ex-presidente, embora também cultive uma relação azeitada com o alto tucanato.

Na última semana, o ex-ministro de FHC, Lula e Dilma esteve cotado nas bolsas de apostas para suceder Temer. O próprio, no entanto, negou o vôo solo em jantar para cinqüenta integrantes do mercado financeiro, na quinta-feira 25. “Não contem comigo”, asseverou. O BTG Pactual, banco do qual é sócio e onde investiu grana pesada, é o maior impeditivo. Além de não rasgar dinheiro, Jobim enfrenta resistências internas. Leia-se André Esteves, fundador e controlador do banco.

Outro nome que surgiu nas rodas de conversa foi o do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Embora seja bem visto pelo mercado financeiro e empresários, por ter contribuído para interromper a recessão, reduzir a inflação, a taxa de juros e os índices de desemprego, Meirelles tem contra ele a ligação estreita com a JBS, protagonista da crise que fragilizou o atual governo: o ex-ministro foi presidente do Conselho Consultivo da empresa de 2012 a 2016.

O que quase todos concordam em Brasília é que Meirelles deveria permanecer na Fazenda. Se a articulação para guindar Tasso ao Planalto for bem sucedida, a manutenção de Meirelles ganha força. Na última semana, chegou- se a aventar a hipótese de alçar o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, ao posto, mas a troca no comando da economia embute riscos e tudo o que o Brasil não precisa neste momento são de solavancos desnecessários nessa área.
IMPEACHMENT Caso o TSE não casse Temer, ele só deixa o cargo se renunciar ou se sofrer processo de impeachment. Eram 13 requerimentos nesse sentido até quinta-feira 25, quando o presidente da OAB, Cláudio Lamachia, apresentou novo pedido. O impedimento é um processo longo e doloroso

Até a sexta-feira 26, o PT ainda fazia de tudo para encaixar Nelson Jobim no novo quebra-cabeças da Esplanada. No dia seguinte à negativa de Jobim, quanto à possibilidade de assumir o País em eleição indireta, os petistas fizeram circular a versão de que o homem do BTG poderia ser guindado à Justiça num governo Tasso.

O recado estava dado: o PT até poderia digerir um tucano na Presidência desde que conseguisse controlar a Justiça. Tudo muito bom, tudo muito bem, desde que o motivo não fosse nada republicano. A trama é outra, mas a intenção é a mesma – ou seja, bem rasteira: a de emplacar um aliado na Justiça para salvar a pele de Lula.

Estabelecido o impasse, FHC poderia surgir com um tertius na disputa. O próprio, no entanto, parece não exibir mais musculatura política para entrar numa bola dividida. “Candidato, eu? Olha para a minha cara, minha idade”, afirmou semana passada. A interlocutores, porém, FHC confidenciou que poderia aceitar a missão, desde que houvesse um chamamento nacional permitindo que ele fosse ungido ao cargo, sem restrições de quem quer que seja.

Nessa altura do campeonato, seria de fato o melhor dos mundos para o País. Mas setores da esquerda ainda fazem reservas à solução FHC. “O ex-presidente só pacificaria o País se fizesse muitas concessões a Lula, o que a opinião pública não engoliria nesse momento”, disse um parlamentar bem enfronhado entre alas importantes do Congresso Nacional.

“Continuamos avançando e votando matérias importantes. Ainda há muito a fazer ” Michel Temer, presidente da República

Embora o cenário indicasse favas contadas no início da semana, é indiscutível que nas últimas horas o Planalto ganhou um respiro. O principal motivo não é outro senão a falta de consenso em torno dos nomes para suceder Temer. Em seu terceiro pronunciamento público, desde a eclosão da crise, o presidente se esmerou em demonstrar que, apesar das turbulências políticas, o governo ainda mantém a ascendência sobre a pauta do Congresso.

“Continuamos avançando e votando matérias importantíssimas. Deputados e senadores continuam a trabalhar em favor do Brasil e aprovaram número expressivo de medidas provisórias. Sete em uma semana”, afirmou. Ao fim, agradeceu a base aliada: “Ainda há muito o que fazer”, sapecou.

Segundo fontes do PMDB, os caciques, principalmente os da Câmara, decidiram lutar até o fim. Desmoralizar Temer agora significaria promover um corte na própria carne, entende a turma. De acordo com esse mesmo raciocínio, num futuro governo, o partido responsável por pautar a agenda econômica liberal perderia relevância. “Entregar Temer aos leões agora, para o PMDB, é partir para um abraço de afogados no futuro”, disse um integrante da cúpula da legenda.
O PIVÔ DA CRISE O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi gravado pela PF pegando uma mala com R$ 500 mil da JBS. O dinheiro seria para o presidente Temer, segundo o MPF. Ele nega. Esta semana, Loures devolveu o dinheiro. Agora, ele prepara uma delação premiada, o que pode comprometer ainda mais o presidente da República. (Crédito:Mateus Bonomi)

O fato insofismável é que, com Temer fora ou não, haja convergência ou não em torno do nome para sucedê-lo, é condição sine qua non para o Brasil seguir no caminho das reformas. Como bem sublinhou a The Economist, na última semana, “com Temer ou sem ele, a melhor esperança para o Brasil agora é ter no Planalto um líder que consiga concluir o que o atual presidente começou. O ocupante do Palácio do Planalto importa menos que a continuidade das reformas econômicas”. Perfeito. Sem elas, todos chegaremos em 2018 sem o direito de sonhar.
TIMONEIROS Se um tucano suceder Temer, a Fazenda pode ficar com Armínio Fraga (esq) e Illan Goldfajn (dir) mantido no BC
Grande potencial para corroborar investigações em andamento sobre o PT
MURILO RAMOS - Coluna Expresso - Época
Antonio Palocci ex-coordenador da campanha de Dilma Roussef 

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato estão animados com as informações já prestadas pelo ex-ministro Antonio Palocci em acordo de delação premiada. São dois os motivos: ajudam várias frentes de apuração envolvendo os governos do PT e podem trazer novidades sobre setores como o financeiro e o de planos de saúde. Palocci fazia lobby disfarçado de consultoria para empresas.

Na capa d'O Povo


No jornal Lance: Fogão ganha mais uma


Os destaques do jornal Zero Hora


As manchetes do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

FolhadeSãoPaulo: Temer troca ministros e põe Torquato na Justiça

Globo:  Crise faz governo traçar plano B da reforma

Extra: 15 dicas para negociar a mensalidade escolar no segundo semestre

Estadão: Novo ministro questiona inquérito contra Temer

ValorEconômico: Piora da crise política deve arrefecer corte dos juros

ZeroHora: Temer quer votar reformas na semana decisiva no TSE

EstadodeMinasDança das cadeiras no Planalto

CorreioBraziliense: Temer troca ministros de olho na decisão do TSE'

-  CorreiodaBahia: Derrota na ressaca

- JornaldoCommercioUma calamidade

DiáriodoNordeste: Polícia Federal vai reforçar investigações nas prefeituras do interior

CorreiodaParaíba: Botafogo de João Pessoa quebra jejum na série C

domingo, 28 de maio de 2017

Vamos esperar...Das duas, uma: será bomba ou 'traque bufa de véia'!

Jucinério Félix promete estourar bomba na sessão de amanhã [na Câmara de Vereadores de Cajazeiras]
BlogdoFurão

Uma grande expectativa ronda a sessão desta segunda feira (29) da câmara municipal de Cajazeiras que promete ser bastante movimentada. Tudo em virtude da promessa do vereador Jucinério Félix (PPS) de estourar, segundo ele, uma verdadeira “bomba” durante o seu pronunciamento no plenário da casa Otacílio Jurema.

Na verdade, a denúncia estava preparada para a sessão da última terça feira (23), porém, também segundo o vereador, a falta de um documento importante que comprova os fatos que serão citados, acabou adiando a apresentação, explicou.

O conteúdo completo da denúncia ainda não é de total conhecimento da imprensa, mas, de acordo com especulações se trata de um suposto repasse feito pela prefeitura municipal de Cajazeiras no final do ano passado a um vereador ou, a um membro de sua família, e que Jucinério deverá cobrar explicações.

Se a denuncia vai se configurar ou não, se os repasses acontecerão ou não e, se estão irregulares ou não, só a sessão desta segunda vai dizer. Pelas expectativas criadas em torno do assunto durante a semana passada a sessão promete casa cheia! É aguardar pra ver.

Parabéns, Dona Rejane.

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Alô Cajá! Hoje é dia de render graças a Deus pelo aniversário natalício de uma criatura divina em nossas vidas.

Falo da minha companheira Rejane, e digo em nossas vidas porque ela é uma bênção em minha vida, de nossa filha Mayara Gabriella, de toda a sua família e amigos.

Não é difícil definir a minha esposa, porque ela é uma criatura de um enorme coração, exemplo de mãe,amiga e generosa com todos há que conhecem e fazem parte do nosso ciclo de amizade.

A você minha eterna namorada,mãe da minha filha, no dia de hoje os mais escolhidos e efetuosos votos de muitas felicidades,saúde,paz e vida longa, e que Deus na sua infinita bondade lhe conceda muita saúde e muitas alegrias.

Parabéns ! Feliz Aniversário e um grande beijo do seu namorido e filhota.

Sales Fernandes e Gaby.

Essa aluna merece nota 10!

Menina 'defende' capitalismo em questão de prova, leva nota zero e mãe questiona: 'Escola sem partido?'
Pedro Willmersdorf 
Extra
Uma mãe do Rio de Janeiro, indignada com a nota zero levada pela filha em uma questão de prova, decidiu compartilhar em seu Facebook como conseguiu reverter a avaliação do professor, fazendo com que a menina obtivesse o ponto perdido.

A introdução da questão dizia: "O processo de globalização, que vive o mundo de hoje, propõe como elemento de estabilidade social, econômica e política, o velho paradigma das leis de mercado. (...) sobrevive só quem tem competência". Em seguida, vinha o enunciado: "Considerando o texto acima, podemos afirmar que o capitalismo fundamenta a lógica imoral da exclusão. Justifique tal afirmativa".
Com a resposta a seguir, a aluna levou nota zero: "Não concordo que o capitalismo fundamenta a lógica imoral da exclusão. Muito pelo contrário. O capitalismo amplia empresas, gerando assim, empregos. O capitalismo dá oportunidades a todos, diferente do comunismo e socialismo que não deu certo em nenhum país. A exclusão não está relacionada ao capitalismo, porque ele não gera pobreza. Fica pobre quem quer, pois ele gera oportunidades. E também tem a meritocracia, que deve ser vista como um plus na sociedade, pois quando se recebe uma oportunidade é possível alcançá-la com mérito e dedicação".
Depois de ver a correção da prova, a mãe, então, decidiu questionar a escola, que voltou atrás, concedendo a pontuação máxima da questão. "Escola sem partido? Minha filha contestou 'que o capitalismo fundamenta a lógica imoral (sic) da exclusão' e levou um zero. Só obteve o ponto nesta questão manipuladora pois fui à direção da escola questioná-los", escreveu no Facebook.

Até o momento de publicação deste post, a publicação já contava com quase 11 mil compartilhamentos.

Um filme sobre o Plano Real (o maior programa de distribuição de renda do Brasil). Se a esquerda não gosta do filme, é possível que seja muito bom...Não vamos perder.


Desde sexta-feira, dia 26, está em exibição nos cinemas o filme 'REAL - O plano por trás da história.'

A julgar pela fúria da esquerda com este filme, o que inclusive gerou uma campanha de boicote, o filme deve ser ótimo!
 
Desemprego e pensamento mágico
Samuel Pessôa
Folha de São Paulo
O pensamento heterodoxo brasileiro acredita que o crescimento tudo resolve.

A partir de leitura muito extremada de Keynes, a heterodoxia supõe um mundo em que, na prática, não há restrição de recursos. A suposição de desemprego permanente de recursos produtivos permite, se as políticas de estímulo à demanda forem adotadas, que a economia cresça sem limites.

Para essa tradição de pensamento, o sucesso do leste asiático não é fruto das elevadíssimas taxas de poupança, sempre acima de 35% do PIB, das prolongadíssimas jornadas de trabalho e dos melhores sistemas educacionais do mundo.

Para a heterodoxia brasileira, o sucesso do leste asiático deve-se ao BNDES deles e à capacidade que esse tipo de intervenção teria de alocar a poupança financeira aos setores "portadores de futuro", seja lá o que isso signifique. O escândalo do JBS, longe de ser caso isolado, sugere que mesmo nossos heterodoxos não sabem bem o que isso significa.

Reza a lógica heterodoxa: pau na máquina que o crescimento tudo resolve. Evidentemente, a heterodoxia brasileira não entende os motivos de os juros reais serem elevados, apesar de a inflação ser muito alta.

O pensamento mágico da heterodoxia brasileira tem sido particularmente alimentado pelo recente período de queda do desemprego, anterior à recessão. Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, de 2003 até 2014 o desemprego recuou de 12,5% para 5%, expressiva queda de 7,5 pontos percentuais.

A política de pau na máquina teria sido responsável pela queda do desemprego.

A PME, pesquisa que foi descontinuada há pouco mais de um ano, cobre as seis principais regiões metropolitanas —Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador e Recife—, ou 25% do mercado de trabalho nacional.

Desde 2012, temos a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), de abrangência nacional, que é trimestral e substitui a PME.

Adicionalmente temos, desde 1981, a Pnad anual, que apresenta fotografia do mercado de trabalho nacional para meses de setembro.

Meus colegas do Ibre Bruno Ottoni Vaz e Tiago Barreira, cruzando os dados da PME, da Pnad anual e da PNADC, construíram uma série da taxa de desemprego a partir de setembro de 1992 para todo o território nacional, harmonizada com a metodologia da PNADC.

O resultado é muito menos animador. Em vez da redução de 7,5 pontos percentuais, houve, entre 2003 e 2014, queda bem menos expressiva, de 3,2 pontos percentuais (de 10,0% para 6,8%).

Além disso, metade da queda, ou 1,6 ponto percentual, ocorreu no primeiro mandato da presidente Dilma (de 8,4% em 2010 para 6,8% em 2014). O problema é que o regime de política econômica de Dilma foi claramente não sustentável: juros artificialmente baixos, tarifas represadas, deficit público e externo elevados, inflação crescente etc.

Nos oito anos do presidente Lula, com toda a ajuda da economia mundial, a taxa de desemprego reduziu-se em 1,6 ponto percentual (de 10,0% em 2003 para 8,4% em 2010) e, na média, foi ligeiramente pior do que o período FHC (9,2% em Lula ante 8,9% com FHC).

Desde a estabilização econômica, em 1995, a taxa de desemprego cresceu muito e só caiu para níveis relativamente baixos, como o de 6,8% em 2014, quando comprometemos o futuro com políticas populistas.

Urge aprovar a reforma trabalhista para conseguirmos, de forma sustentável, reduzir o desemprego.
O Globo

Não há razão para dizer que o Brasil não tem jeito e que a barbárie é um destino inescapável

Numa carta endereçada a Robert Louis Stevenson, o escritor Henry James diz que gostaria que ela fosse um mingau de boas notícias. Infelizmente, não é possível preparar esse prato no Brasil, com notícias tão tristes que nem podemos homenagear e conhecer melhor as vítimas do atentado em Manchester, algo que aconteceu nos principais países do mundo.

Apesar das más notícias, é possível demonstrar que o Brasil está preparado para uma situação melhor se olhar para algumas decisões recentes. Por exemplo: as desordens que aconteceram em Brasília não aconteceram em Curitiba, quando Lula foi depor. E, se acontecessem, seriam rapidamente debeladas, tal o aparato policial e sua articulação com outros setores do governo.

É preciso evitar e combater a barbárie, aceita ainda por uma esquerda que flerta com a violência e não superou o viés autoritário das teorias do século passado. Uma esquerda que não sustenta dois minutos de discussão se for chamada a defender com ideias a destruição de prédios públicos e propriedades particulares, sobretudo os primeiros, que pertencem ao povo que ela supõe representar.

Curitiba foi diferente, dirão alguns. Além do mais, o que estava marcado em Brasília era apenas mais uma das inúmeras manifestações. Ficamos acostumados com manifestações dominicais pacíficas, feitas por gente que trabalha a semana inteira e derrubou o governo Dilma sem quebrar uma janela.

E nos acostumamos também com manifestações marcadas com antecedência de quase um mês, algo que já comentei aqui, reforçando a importância de analisar a conjuntura, sobretudo num país de mudanças tão rápidas.

Uma nova conjuntura foi aberta com a delação dos donos da Friboi. Ela atingiu Temer em cheio e criou uma situação insustentável para ele. O PT finge que não foi delatado também, que o partido não recebeu US$ 150 milhões para as contas das campanhas de Lula e Dilma. Daí sua fuga para a frente, firme na tentativa de fazer com que Lula escape da cadeia, vencendo as eleições presidenciais, se possível ainda neste ano.

Li que a inteligência do governo tinha captado os sinais de possível violência no movimento Ocupa Brasília, convocado no auge das contraditórias respostas de Temer às acusações que pesam contra ele. No entanto, esta antevisão não resultou num esquema mais complexo de prevenção, que poderia ser realizado pela relativamente bem paga polícia de Brasília?

Sempre se pode argumentar que o governo de Brasília é de oposição a Temer e iria ou confraternizar ou fazer vista grossa diante dos excessos dos manifestantes. Mas isso também poderia ser previsto por uma inteligência modesta e deveria ter sido levado em conta na organização do esquema preventivo, que poderia contar com a Força Nacional e a logística do Exército.

Além dos ministérios que simbolizam o governo, o prédio mais importante do Exército, o chamado Forte Apache, está em Brasília. As condições não eram idênticas às de Curitiba. Mas isso faz parte de uma inteligência modesta: adaptar experiências bem-sucedidas a realidades diferentes. A incapacidade de preparar um esquema preventivo praticamente deixa como alternativa o aumento da repressão. É precisamente isso que interessa à esquerda, atrair uma forte repressão, de preferência excessiva.

Isso faz com que a imprensa priorize os excessos da repressão e jogue para um segundo plano os atos de vandalismo que a motivaram. A esquerda não é inteligente, se você der a esse termo uma dimensão estratégica, mas é esperta. Se o governo responde com uma pobre informação e uma tática burra, os antidemocratas nadam de braçada.

Concordo que Temer deve deixar a Presidência. Mas discordo dos métodos e dos objetivos das pessoas que estão na rua para derrubá-lo. Elas querem apenas um escudo para seu líder escapar da polícia. Primeiro você arruína o país com uma irresponsável política populista. Em seguida, você começa a destruir prédios públicos com a esperança de voltar ao poder e prosseguir na rapina.

Isso não acontecerá pelo caminho do voto, em eleições limpas. Mas a fragilidade do governo e sua incapacidade de analisar o momento favorecem as tendências autoritárias e destrutivas da esquerda.

Não há razão para dizer que o Brasil não tem jeito e que a barbárie é um destino inescapável. Nem é preciso olhar para fora em busca de exemplos nos países avançados. Aqui dentro mesmo é possível encontrar as bases para uma política que defenda a civilização da barbárie. Milhões de pessoas nas manifestações dominicais provaram que é possível combater um governo corrupto e incapaz sem verter uma gota de sangue. Curitiba viveu serenamente um momento de tensão, a vida e os bens da cidade foram protegidos com competência.

São essas qualidades que farão a balança pesar a favor da democracia, isolando cada vez mais os setores que não se adaptam a ela. Mas, é claro, serão necessários alguma coisa que você possa chamar de governo e algum presidente que, pelo menos, esteja preocupado com o país e não com as investigações que rondam seu palácio.

A criatividade faz misturas inimagináveis e impossíveis...The Beatles e É o Tchan?!!!

Sugestão de Carlos Roberto Rocha

Enquanto isso, na América...

LAURO JARDIM - O Globo
O apartamento de 685 metros quadrados de Joesley Batista em Nova York custa ao delator-gravador US$ 34 mil mensais (ou R$ 111 mil) só de taxas, condominiais e outras. Ou R$ 1,38 milhão por ano.
Duplo padrão: a extrema-esquerda que hoje critica a internação compulsoria a apoiava em 2011 
Luciano Ayan
CeticismoPolítico
Abaixo vemos um texto de Drauzio Varella escrito para a revista Carta Capital em 2011. O título é “Menos hipocrisia para lidar com drogas, vícios e usuários: em busca do Brasil maduro”.

Ali ele defendia a ideia da internação compulsória de viciados. Agora que a gestão Doria aplicou a medida, os sicários do PT, PCdoB e PSOL não param de chiar.

Varella lembrava do potencial ainda mais destrutivo do crack, se comparado à cocaína, e dizia que para quebrar toda a sequência perversa de eventos neuroquímicos o principal seria manter o usuário longe da droga.

Leia este trecho:

Vale a pena chegar perto de uma cracolândia para entender como é primária a ideia de que o craqueiro pode decidir em sã consciência o melhor caminho para a sua vida. Com o crack ao alcance da mão, ele é um farrapo automatizado que não tem outro desejo senão conseguir a próxima pedra para o cachimbo.

Veja a hipocrisia: não podemos interná-lo contra a vontade, mas podemos mandá-lo para a cadeia assim que roubar o primeiro celular. Não seria mais lógico construir clínicas pelo País inteiro com pessoal treinado para lidar com os dependentes? Não sairia mais em conta do que arcar com os custos materiais e sociais da epidemia?

É claro que não sou ingênuo a ponto de imaginar que ao sair desses centros de recuperação o ex-usuário se transformaria em cidadão exemplar. Mas ao menos haveria uma chance. Se continuas-se na sarjeta, que oportunidade teria?

E se, ao ter alta da clínica, recebesse acompanhamento ambulatorial, apoio psicológico e oferta de um trabalho decente desde que se mantivesse de cara limpa documentada por exames periódicos rigorosos, não aumentaria a probabilidade de ficar curado?

Países como a Suíça, que permitiam o uso livre de drogas em espaços públicos, abandonaram a prática ao perceber que a mortalidade aumenta.

Nós convivemos com as cracolândias sem poder internar seus habitantes para tratá-los, mas exigimos que a polícia os prenda quando se comportam mal. Existe estratégia mais estúpida?

Na penitenciária feminina, onde eu trabalho hoje, atendo muitas ex-usuárias de crack. Quando lhes pergunto se são a favor da internação compulsória dos dependentes da cracolândia, todas respondem que sim.

Nunca encontrei uma que sugerisse o contrário.

Não digo que Drauzio tenha mudado de opinião, mas a extrema-esquerda não chiou contra esse texto em 2011. Agora é claro que estão fingindo.

Lá se vai mais uma narrativa.
OAB-PB entrega à ALPB anteprojeto de Lei com proposta de redução das custas judiciais na PB 
PortalOABPB
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), Paulo Maia, e uma comitiva de advogados se reuniram, na manhã desta terça-feira (23), com o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Gervásio Maia, para apresentar um ante-projeto de Lei com proposta de redução das custas judiciais na Paraíba.

Além de Paulo Maia e Gervásio Filho, também participaram da reunião o secretário geral da OAB-PB, Assis Almeida, o conselheiro estadual da OAB-PB e relator do ante-projeto, George Ramalho; o deputado Jeová Campos; e os advogados Gabriel Honorato (presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-PB), Felipe Mendonça e Alessandro Valadares.

Na oportunidade, Paulo Maia pediu apoio do presidente Gervásio Filho a proposta da OAB-PB. Ele enfatizou que as custas judiciais da Paraíba são consideradas as mais caras do país, cobradas da sociedade, impedindo o acesso à Justiça, em que pese o Estado ser um dos menores PIB’s do Brasil.

A OAB-PB entende que sendo implantados valores razoáveis, aumentará a arrecadação global do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), reduzindo a necessidade de gratuidade. Paulo Maia ressalta que a redução das custas não implicará em perda de arrecadação e vai permitir o acesso ao Judiciário. “A Paraíba sofre com as custas elevadas. Seja pela baixa arrecadação, em que há perda financeira para o estado, seja pelo acesso à Justiça, que é seriamente dificultado”, afirmou.

Já o relator George Ramalho destaca que as custas judiciais do Estado da Paraíba são as mais caras do país, embora a Paraíba ocupe a 19ª colocação do PIB nacional. “Para se ter uma ideia, o teto das custas judiciais na Paraíba é de R$ 84.000,00, enquanto que no estado vizinho do Rio Grande do Norte, que está na frente da Paraíba em termos de PIB, o teto é de R$ 5.500,00, o que representa uma incrível diferença de mais de 1.500% (mil e quinhentos por cento) cobrado a maior no bolso dos paraibanos”, explicou.
O presidente da ALPB, Gervásio Maia, por sua vez, disse que vai encaminhar o projeto para a Comissão de Orçamento da Casa de Epitácio Pessoa para que ele seja discutido com a participação de todos os envolvidos no processo, inclusive o Judiciário. "Fico muito feliz que a OAB-PB traga para esta Casa, que é a Casa do povo, está discussão que é de grande relevância para a sociedade paraibana. A OAB-PB é presença indispensável nos debates da Assembleia”, sustentou. 

Após a reunião com o Gervásio, a comitiva da OAB-PB se reuniu com o presidente da Comissão de Orçamento da ALPB, o deputado Edmilson Soares, que se comprometeu em dar celeridade na apreciação da matéria. Edmilson anunciou que “irá a AL realizar uma Audiência Pública, no âmbito da comissão, para discutir a questão com todos os envolvidos no processo”.
Previdência impede o ajuste
O déficit previdenciário, de R$ 52 bilhões, superou com folga o resultado positivo de R$ 49,53 bilhões acumulado pelo Tesouro
O Estado de S. Paulo

Graças a um forte aperto de cinto e a alguns ventos favoráveis, o setor público brasileiro, formado por União, Estados, municípios e estatais, conseguiu um superávit primário de R$ 15,11 bilhões de janeiro a abril. Foi um resultado bem melhor que o de um ano antes, quando o saldo primário, isto é, calculado sem a conta de juros, ficou em R$ 4,41 bilhões. Foi um avanço apreciável, mas nem por isso há grandes motivos para festejar ou simplesmente relaxar. O conserto das contas oficiais continua sendo um enorme desafio. Um dos principais objetivos do governo, conter o endividamento oficial, permanece distante. Para alcançá-lo será preciso gerar superávits primários em volume suficiente para cobrir a conta de juros e, se possível, amortizar parte do principal. Para isso será preciso ultrapassar vários obstáculos. O mais importante, por sua dimensão e por sua tendência a avolumar-se, é o desarranjado sistema previdenciário. Sem reformá-lo será impossível pôr em ordem as finanças governamentais.

Pelas contas do Banco Central (BC), o superávit primário de R$ 15,11 bilhões no quadrimestre ocorreu graças aos governos estaduais e municipais e apesar do déficit de R$ 2,71 bilhões acumulado pelo governo central, formado por Tesouro, BC e Previdência. O déficit previdenciário, de R$ 52 bilhões, superou com folga o resultado positivo de R$ 49,53 bilhões acumulado pelo Tesouro. O BC, de acordo com esse relatório, teve um pequeno saldo negativo de R$ 244 milhões.

Para calcular as contas públicas, técnicos do BC consideram as necessidades de financiamento. O resultado, portanto, pode divergir daquele apresentado no relatório mensal dos técnicos do Tesouro. Os saldos são obtidos, neste caso, pela simples diferença entre receitas e despesas de custeio e de investimento.

Com esses dados é mais fácil mostrar a evolução das finanças do governo central e o descompasso entre os dois principais componentes. De janeiro a abril a receita total (R$ 460,53 bilhões) foi 1,9% menor que a de um ano antes, descontada a inflação. Subtraídas as transferências, sobrou uma receita líquida de R$ 383,62 bilhões, 3,6% inferior à de janeiro a abril de 2016, também com valores ajustados pela inflação. A despesa total, de R$ 389,27 bilhões, diminuiu 4,3%. O aperto do gasto mais que compensou, portanto, a perda de arrecadação. Os cortes mais notáveis ocorreram nas despesas discricionárias (investimentos e parte do custeio) e nos gastos com pessoal e encargos sociais.

A arrecadação continuou refletindo o baixo nível de atividade, especialmente do consumo, porque a economia apenas começou a sair da prolongada e funda recessão. A receita de abril, de R$ 118,05 bilhões, foi 2,27% maior que a de um ano antes. Mas a soma foi reforçada pelo ingresso de R$ 5,58 bilhões de royalties de petróleo. A alta dos preços internacionais contribuiu para esse resultado. Foi um ganho independente da conjuntura interna e das mudanças na área fiscal.

De acordo com esse relatório, o governo central fechou as contas do quadrimestre com déficit primário de R$ 5,64 bilhões. O esforço de ajuste está refletido no resultado do Tesouro, um superávit primário de R$ 46,60 bilhões. Esse esforço foi mais que anulado pelo déficit da Previdência, de R$ 52 bilhões. O saldo do Tesouro até abril foi 50,8% melhor que o de um ano antes, descontada a inflação, enquanto o do Regime Geral da Previdência foi 32,5% pior.

Não basta, pois, fixar um teto para as despesas. Esse teto vem sendo respeitado, mas o desarranjo crescente das contas previdenciárias tende a anular, ou mais que anular, esse esforço. Em abril, o saldo positivo do Tesouro cobriu o déficit da Previdência, mas o quadro no acumulado do ano é muito diferente e assim tenderá a ser até o fim de 2017 e nos anos seguintes. Além de destruir os efeitos do teto e de quaisquer outras medidas de disciplina, a Previdência tenderá a consumir toda a arrecadação, impossibilitando a operação do governo. Não pode haver discussão séria do assunto se esses fatos forem ignorados. Não se briga impunemente com a aritmética.
Supremo pode prejudicar combate à corrupção
Além dos riscos no Congresso, a Lava-Jato e outras operações do tipo passam a enfrentar o perigo da revisão pela Corte de decisão sobre cumprimento de pena
Editorial O Globo

Enquanto o cenário político é tomado pela crise em torno do presidente Michel Temer, desfechada pela delação de Joesley Batista, do JBS, ressurgem ameaças à Lava-Jato, e a qualquer outra operação contra a corrupção. Não são assuntos desconexos — as ameaças e Temer —, porque o novo ataque ao trabalho da força-tarefa de Curitiba pode tirar força do Ministério Público e da Justiça para que levem denunciados a fechar acordos de delação —, sem os quais não se saberia hoje a que ponto chegou a associação de partidos políticos e empresários para desviar dinheiro público de estatais.

O novo risco vem da defesa feita pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes para que a Corte reexamine decisão reafirmada em outubro do ano passado, segundo a qual sentença confirmada em segunda instância pode começar a ser cumprida, enquanto recorre-se a instâncias superiores. Este voto vencedor — por seis a cinco — teve efeito vinculante, ou seja, precisa ser seguido por todos os tribunais.

Naquela ocasião, o ministro Dias Toffoli sugeriu que o réu ainda pudesse recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade, no caso de prisão. Ao ter rejeitado o recurso, em terceira instância, aí, sim, passaria a cumprir a pena.

Gilmar Mendes se diz agora convertido à proposta de Toffoli. Isso significa que, colocado o assunto novamente em votação, a tese de permitir mais um recurso aos condenados nas duas primeiras instâncias tem grandes chances de ser vencedora. Confirma-se, infelizmente, que as maquinações contra a Lava-Jato não estão apenas no Congresso, mas se infiltraram no Supremo. Consta, não se deve esquecer, que a possibilidade de prisão na rejeição de recurso na segunda instância teria convencido a cúpula da Odebrecht a fechar o acordo de delação premiada.

Um aspecto grave é que isso ocorre depois dos testemunhos de Joesley Batista que envolvem Michel Temer, a cúpula do PMDB, o presidente do PSDB, Aécio Neves, além de Lula e Dilma Rousseff. As delações da JBS e da Odebrecht atingem o núcleo do poder político, e, por isso, dão rara chance de haver de fato uma limpeza histórica na vida pública — se forem conjugadas a uma reforma política sensata. O Supremo precisa ser firme, ainda mais nesta hora, e não desarmar as primeiras instâncias do Judiciário e o MP nesta luta contra a corrupção, justo quando se aproximam julgamentos-chave na Lava-Jato. Para completar o estrangulamento da Lava-Jato, faltará apenas o relaxamento de prisões preventivas.

Cabe relembrar que um dos objetivos prioritários dos interessados em esvaziar a Lava-Jato tem sido afastar ao máximo a possibilidade de acusados de corrupção serem presos. O assunto foi levantado na conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com peemedebistas de primeira linha — Renan, Jucá, Eunício, Sarney — sobre como parar com as delações. Com o Congresso paralisado pela crise, restou o Supremo.

Na capa d'O Globo


Jornal Lance: Vascão vence o Flusão


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


A primeira página do jornal A Gazeta


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

FolhadeSãoPaulo: Maiores partidos rejeitam votar a favor de Diretas-Já

Globo:  Delações revelam novo esquema de propina

Extra: Legado olímpico ou largado olímpico

Estadão: Governo corta 30% do orçamento para a Lava Jato

ValorEconômico: Novo Refis deverá limitar acúmulo de benefícios a dívidas de até R$ 15 milhões

ZeroHora: Temporal provoca estragos em 48 municípios do RS

EstadodeMinasAinda desprotegidas

CorreioBraziliense: 'Há muito chute sobre o julgamento do TSE'

-  ATarde: Flagrantes da Lei Seca em Salvador crescem 35,5%

- JornaldoCommercioPassando a limpo nossa democracia

DiáriodoNordeste: Polícia Federal e Rodoviária Federal apreendem 170 kg de pasta de cocaína em caminhão

CorreiodaParaíba: Sangue dá pistas de futuras doenças graves