segunda-feira, 24 de julho de 2017

Grande encontro de Cajazeirenses e Cajazeirados, em João Pessoa, na promoção da AC3. Vejam o 1º bloco de imagens da grande noite em homenagem à Professora Lindalva Claudino.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Quem vai? Até o gato dá 'rabissaca'...

GOVERNO TEMER PREPARA PDV PARA SERVIDORES FEDERAIS
O Antagonista

O ministro Dyogo Oliveira revelou ao Valor que o governo prepara um Plano de Demissão Voluntária para servidores federais. Segundo ele, a ideia é permitir adesão este ano para obter efeito em 2018.

Mais cedo, O Antagonista revelou que Michel Temer estava arrependido de ter concedido no início do governo aumentos negociados por Dilma com várias categorias do serviço público.

MP da demissão voluntária sai nos próximos dias

O Antagonista apurou que o PDV anunciado por Dyogo Oliveira será encaminhado via medida provisória ainda esta semana. A ideia é que o servidor que opte pelo programa de demissão receba 1 salário para cada ano trabalhado. Demais detalhes serão fechados nos próximos dias.

O texto da MP abrangerá todas as categorias do Executivo, mas depois o governo pretende excluir aquelas em que há falta de pessoal.

O ministro do Planejamento ainda não tem uma estimativa de adesão, pois o único PDV que se tem registro foi feito no governo FHC - 5 mil servidores entraram no programa.
Receita alerta para 'Golpe do Amor'
Estadão Conteúdo

A Alfândega da Receita no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos/Cumbica alertou nesta segunda-feira, 24, que vem recebendo "um número crescente de ligações" de vítimas do chamado "Golpe do Amor" ou "Don Juan". O golpe geralmente tem início por meio de redes sociais e culmina na exigência de valores para que as vítimas tenham acesso a bens e dinheiro em espécie supostamente retidos no Aeroporto.

Segundo a Receita, os golpistas criam perfis falsos nas redes sociais, passando-se por estrangeiros em boas condições financeiras e com empregos prestigiados e estáveis. Após envolverem emocionalmente a vítima, declaram-se "apaixonados" e prometem o envio de bens diversos do exterior por via postal ou por meio de um viajante.

A Receita em Guarulhos já recebeu relatos de casos em que os estelionatários fizeram propostas de casamento e anunciaram que mandariam caixas contendo presentes diversos, como óculos, bolsas, celulares ou anéis de ouro para o "noivado" - além de documentos pessoais e, em muitos casos, dinheiro em espécie em dólares, libras ou euros.

Após o suposto envio dos presentes, a quadrilha solicita dinheiro da vítima alegando que as mercadorias estariam retidas na Alfândega e só seriam liberadas após o pagamento de taxas e outros valores. Em geral, é fornecida uma conta corrente de pessoa física para depósito. Se a vítima deposita o valor solicitado, a quadrilha faz nova exigência alegando outro empecilho para a liberação da remessa ou da bagagem e, assim, sucessivamente.

A Receita adverte que não exige qualquer pagamento em espécie ou por meio de depósito em conta corrente. Todos os tributos aduaneiros administrados pelo Fisco são recolhidos por meio Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf).

A Receita destaca que, em caso de dúvidas, o contribuinte pode enviar seu questionamento ou contatar as Unidades de Atendimento da Receita Federal (http://idg.receita.fazenda.gov.br/contato).
Conversa envolvendo uma vítima

Concurso da Prefeitura de João Pessoa

150 VAGAS
CONCURSO PMJP: VEJA VAGAS, SALÁRIOS E DATAS DE INSCRIÇÕES, EDITAIS E PROVAS
Redação Tambaú 247
Concurso PMJP: Veja vagas, salários e datas de inscrições, editais e provas

A prefeitura de João Pessoa terá três editais de concursos públicos lançados ainda este ano. Como anunciado ontem (23) pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD), no Facebok, hoje (24) foram repassados os detalhes das mais de 100 vagas citadas por ele.

Serão exatamente 150 postos de trabalho, divididos em três editais: um para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), outro para a Controladoria Geral do Município e um último para o Instituto de Previdência Municipal (IPM).

Segundo o prefeito, todos os aprovados serão convocados no começo de 2018, de uma só vez. A secretária de Finanças, Daniela Bandeira, disse que os concursos estavam previstos no orçamento e foi feito um cálculo para que isso fosse possível.

Veja o cronograma de editais, inscrições e provas e salários

Controladoria Geral do Município
Edital: agosto
Inscrições: setembro
Provas: outubro

IPM e Sedurb
Edital: outubro
Inscrições: novembro
Provas: dezembro

Confira os salários e vagas para cada órgão

IPM
Nível médio: 36 vagas - salário de R$ 1.410;
Nível médio técnico: 5 vagas - salário de R$ 1.634,55;
Nível superior: 19 vagas - salário de R$ 2.546,64

Sedurb
Nível médio: 70 vagas para agentes de controle urbano - salário de R$ 1.200

Controladoria Geral do Município
Nível médio: 10 vagas - salário de R$ 2.500
Nível superior: 10 vagas - salário de R$ 5.000

Só por isso?

Mulheres são encaminhadas à DP de Cajazeiras depois brigarem por um saco de lixo
Angelo Lima
Duas mulheres identificadas como Bruna Carolina e Fabiana Gomes, foram encaminhadas à DP de Cajazeiras, na manhã de sexta-feira (22), acusadas de entrarem em vias de fatos devido a um saco de lixo.

O caso ocorreu na Rua José Alcindo, no bairro Pio X, zona norte de Cajazeiras

Segundo relatos, as gladiadores foram às tapas devido a primeira envolvida, identificada como Fabiana, ter colocado um saco de lixo próximo da casa de Bruna, onde gerou-se uma discussão levando as duas à luta corporal.

A PM foi acionada e conduziu as duas à DP de Cajazeiras para resolver a situação.
 
A miséria da esquerda 
Sem Lula, os partidos do dito 'campo popular' dificilmente serão capazes de comover os eleitores com seu discurso estatizante 
O Estado de S.Paulo

Os intelectuais petistas começam a admitir em voz alta aquilo que seus colegas militantes apenas murmuravam aqui e ali: a esquerda - como eles a entendem - é totalmente dependente de Lula da Silva para existir como força eleitoral. Sem o demiurgo petista e suas bravatas demagógicas, reconhecem esses amuados ativistas, os partidos do dito “campo popular” dificilmente serão capazes de comover os eleitores com seu discurso estatizante, baseado na puída tese marxista da luta de classes. Ou alguém acredita que Dilma Rousseff, que se julga herdeira de Leonel Brizola e seu esquerdismo terceiro-mundista, teria sido eleita e reeleita presidente da República não fosse seu padrinho?

“Impedir o PT de ter um candidato competitivo a um ano do pleito equivale a banir a esquerda da vida política”, sentenciou o professor de História da USP e autor do livro História do PT, Lincoln Secco, em recente entrevista ao Estado. Segundo Secco, “a esquerda não tem plano B sem o Lula”. Mais do que isso: o professor petista considera que, “sem apoio do Lula, nenhum candidato da esquerda se viabiliza”.

O professor Secco não está sozinho nessa avaliação. A sentença do juiz federal Sérgio Moro que condenou Lula a mais de nove anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro teve o condão de fazer com que outros militantes manifestassem sua preocupação com o futuro eleitoral da esquerda, depois de mais de uma década de bonança petista. Para essa turma, é preciso começar a encarar a vida sem Lula na cédula de votação em 2018.

O mais curioso desse diagnóstico é que Lula da Silva jamais foi de esquerda. Sua carreira como líder sindical e depois como político se notabilizou pelo oportunismo desbragado. “Eu nunca fui um esquerdista”, disse o chefão petista em 2006, quando era presidente, buscava a reeleição e tinha de convencer o mercado de que nada mudaria na condução prudente da política econômica. Já quando precisa insuflar a militância esquerdista, Lula não tem dúvida em bradar, como fez no mais recente congresso do PT, que é necessário fazer “a esquerda voltar a governar o País”. Cabe aos ingênuos escolher em qual Lula se deve acreditar.

Diante da perspectiva muito concreta de passar os próximos anos na cadeia, Lula da Silva parece ter intuído que o melhor a fazer no momento é travestir-se de esquerdista, vociferando palavras de ordem contra o capital, a imprensa e a classe média, de modo a eletrizar os tolos que ainda se dispõem a defendê-lo, a despeito de todas as evidências. Sua intenção é óbvia: transformar seu julgamento em um caso político, como se sua condenação judicial, acompanhada de carradas de provas, fosse uma ação da “direita”, interessada em destruir as chances eleitorais da “esquerda”.

Essa encenação para engambelar esquerdistas bocós conta com a participação ativa da cúpula do PT, ciente, é claro, do risco de ver o partido encolher drasticamente nas próximas eleições caso Lula não possa concorrer. No mais recente encontro do Foro de São Paulo - o notório convescote de partidos esquerdistas da América Latina que acabam de se reunir em Manágua -, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que “a direita reacionária e golpista não descansa” em seu intento de “destruir o PT e impedir que o maior líder popular brasileiro, Lula, seja nosso candidato nas eleições presidenciais de 2018”. Segundo a petista, “mais do que nunca necessitamos de um governo de esquerda de volta ao nosso país”. No mesmo discurso, sem ruborizar, a senadora aproveitou para se solidarizar com as ditaduras da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua.

A estratégia petista de vincular o destino de Lula ao da esquerda - não só brasileira, mas latino-americana - parece estar funcionando bem, a julgar pelo lamento dos esquerdistas que já se consideram órfãos do chefão petista. Isso só comprova a miséria do pensamento dito “progressista” no País. Afinal, se essa esquerda, para existir, depende de um rematado demagogo condenado por corrupção, então é mesmo o caso de considerá-la moralmente extinta. 
O fiasco de Lula
Está cada vez mais claro que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político
O Estado de S.Paulo

Faltou povo no ato que pretendia defender Lula da Silva, na quinta-feira, em São Paulo e em outras capitais. Apenas os militantes pagos - e mesmo assim nem tantos, já que o dinheiro anda escasso no PT - cumpriram o dever de gritar palavras de ordem contra o juiz Sérgio Moro, contra o presidente Michel Temer, contra a imprensa, enfim, contra “eles”, o pronome que representa, para a tigrada, todos os “inimigos do povo”.

À primeira vista, parece estranho que o “maior líder popular da história do Brasil”, como Lula é classificado pelos petistas, não tenha conseguido mobilizar mais do que algumas centenas de simpatizantes na Avenida Paulista, além de outros gatos-pingados em meia dúzia de cidades. Afinal, justamente no momento em que esse grande brasileiro se diz perseguido e injustiçado pelas “elites”, as massas que alegadamente o apoiam deveriam tomar as ruas do País para demonstrar sua força e constranger seus algozes, especialmente no Judiciário.

A verdade é que o fiasco da manifestação na Avenida Paulista resume os limites da empulhação lulopetista. A tentativa de vincular o destino de Lula ao da democracia no País, como se o chefão petista fosse a encarnação da própria liberdade, não enganou senão os incautos de sempre - e mesmo esses, aparentemente, preferiram trabalhar ou ficar em casa a emprestar solidariedade a seu líder.

Está cada vez mais claro - e talvez até mesmo os eleitores de Lula já estejam desconfiados disso - que o ex-presidente só está mesmo interessado em evitar a cadeia, posando de perseguido político. A sentença do juiz Sérgio Moro contra o petista, condenando-o a nove anos de prisão, mais o pagamento de uma multa de R$ 16 milhões, finalmente materializou ao menos uma parte da responsabilidade do ex-presidente no escândalo de corrupção protagonizado por seu governo e por seu partido. Já não são mais suspeitas genéricas a pesar contra Lula, e sim crimes bem qualificados. Nas 238 páginas da sentença, abundam expressões como “corrupção”, “propina”, “fraude”, “lavagem de dinheiro” e “esquema criminoso”, tudo minuciosamente relatado pelo magistrado. Não surpreende, portanto, que o povo, a quem Lula julga encarnar, tenha se ausentado da presepada na Avenida Paulista.

O fracasso é ainda mais notável quando se observa que o próprio Lula, em pessoa, esteve na manifestação. Em outros tempos, a presença do demiurgo petista com certeza atrairia uma multidão de seguidores, enfeitiçados pelo seu palavrório. Mas Lula já não é o mesmo. Não que lhe falte a caradura que o notabilizou desde que venceu a eleição de 2002 e que o mantém em campanha permanente. Mas seu carisma já não parece suficiente para mobilizar apoiadores além do círculo de bajuladores.

Resta a Lula, com a ajuda de seus sabujos, empenhar-se em manter a imagem de vítima. Quando o juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de R$ 600 mil e de bens de Lula para o pagamento da multa, a defesa do ex-presidente disse que a decisão ameaçava a subsistência dele e de sua família. Houve até quem dissesse que a intenção do magistrado era “matar Lula de fome”. Alguns petistas iniciaram uma “vaquinha” para ajudar Lula a repor o dinheiro bloqueado - e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, durante o ato na Paulista, disse que “essa é a diferença entre nós e a direita: nós temos uns aos outros”.

Um dia depois, contudo, o País ficou sabendo que Lula dispõe de cerca de R$ 9 milhões em aplicações, porque esses fundos foram igualmente bloqueados por ordem de Sérgio Moro. A principal aplicação, de R$ 7,2 milhões, está em nome da empresa por meio da qual Lula recebe cachês por palestras, aquelas que ninguém sabe se ele efetivamente proferiu, mas pelas quais foi regiamente pago por empreiteiras camaradas.

Tais valores não condizem com a imagem franciscana que Lula cultiva com tanto zelo, em sua estratégia de se fazer de coitado. Felizmente, cada vez menos gente acredita nisso.
O vereador Lindbergh
O Antagonista

Alguns meses atrás, O Antagonista publicou que Lingbergh Farias, pego pela Lava Jato e sem a menor chance de se reeleger para o Senado, pretendia se candidatar a deputado federal, porque precisava manter o foro privilegiado.

A Veja, agora, diz que ele recuou ainda mais e cogita disputar uma vaga de deputado estadual.
LAVA-JATO
LAURO JARDIM - O Globo
A lei não permite que alguém fique preso por mais de 30 anos. Não fosse isso, Sérgio Cabral, caso seja condenado pela Justiça nos 13 processos em que está denunciado até agora, pegaria 305 anos, cinco meses e 11 dias de prisão. Isso se forem consideradas somente as penas mínimas para cada crime, de acordo com o pedido pelo MPF.
O FOGO DA JUVENTUDE
DiáriodoPoder
Eliseu Resende era candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves. Inexperiente e quase jovem, cometeu um erro ao criticar a idade do adversário: “Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração.”

Tancredo não passou recibo. Foi à tevê elogiar o rival e acabar com ele:

- Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero...

As manchetes do jornal Diário de Pernambuco


No jornal Lance: o Vascão tem grande vitória


A primeira página do jornal Correio Braziliense


Na capa do jornal Folha de São Paulo


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

FolhadeSãoPaulo: Professor chega a faltar 30 dias por ano em SP

Globo:  Investimento público terá a menor taxa em 15 anos

Extra: Saiba quais as ruas que têm mais roubo a motoristas

Estadão: Câmara quer mudar delação premiada e prisão preventiva

ValorEconômico: Grandes empresas perdem receita

ZeroHora: Estado mapeou R$ 1 bilhão de sonegação de imposto no RS

EstadodeMinas: TJMG tem mais regalias que ministros do STF

CorreioBraziliense: "Economia quer avançar, mas Estado atrapalha"

-  CorreiodaBahia: Neymar: o homem de quase 2 bilhões de reais

- JornaldoCommercioTJPE abre inscrições hoje

DiáriodoNordeste: Diferença entre planos de celular chega a R$  1.200

CorreiodaParaíba: Receita da Paraíba cresce R$ 347 milhões no primeiro semestre

domingo, 23 de julho de 2017

Estudante é assassinada pelo namorado durante festa de aniversário dele no bairro do Roger, em João Pessoa
PbHoje
A estudante Luanna Alverga, 18 anos, foi assassinada durante a festa de aniversário do namorado na tarde deste domingo (23), no bairro Alto Roger, em João Pessoa. O suspeito é o aniversariante identificado como sendo Yuri Ramos, que é ex- militar do Exército.

De acordo com informações de familiares, estava acontecendo uma comemoração pelo aniversário de Yuri quando o casal teria ido para um quarto que fica nos fundo da casa dos avós dele.

Minutos depois, as pessoas ouviram um disparo e o jovem correndo desesperado pedindo socorro porque ‘tinha feito besteira’. A arma utilizada no crime teria sido uma espingarda calibre 22. A Polícia Civil não descarta que o tiro pode ter sido acidental.

As pessoas que estavam na festa correram para tentar socorrer Luanna, mas ela já estava morta. O jovem Yuri fugiu e até a publicação dessa reportagem não tinha sido localizado.

O corpo dela foi levado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol), no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa.
Legislativo custa R$ 1,16 milhão por hora nos 365 dias do ano
Valor inclui fins de semana, recessos parlamentares e as segundas e sextas-feiras, quando os parlamentares deixam a capital federal para fazer política nas bases eleitorais
Paulo de Tarso Lyra - CorreioBraziliense
O custo anual dos 513 deputados chega a R$ 1 bilhão para o país

O Congresso Nacional, que terá nas mãos, em agosto, mais uma vez, o destino de um presidente da República, tornou-se um poder caro. Cálculos feitos pela Organização não Governamental Contas Abertas mostram que o Legislativo custa R$ 1,16 milhão por hora ao longo dos 365 dias do ano. Esse valor inclui fins de semana, recessos parlamentares e as segundas e sextas-feiras, quando os parlamentares deixam a capital federal para fazer política nas bases eleitorais. “As pessoas ficam muito restritas a quanto custa um parlamentar em si, com todas as suas mordomias. Isso custa caro, sim. Mas o Congresso tem uma estrutura muito maior que isso que consome recursos públicos, dificultando ainda mais o equilíbrio no orçamento”, lembra o presidente da ONG, Gil Castelo Branco.

Não que a conta nominal possa ser desprezada. Cada deputado federal recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil, um valor superior ao do presidente da República e ministros, ganham R$ 30,9 mil mensais. Nossos parlamentares, de acordo com diversos levantamentos de organizações e publicações estrangeiras, são os mais bem pagos da América Latina, seguidos por Chile, Colômbia e México. Acrescentem-se aí todos os benefícios indiretos que os parlamentares têm, como verba de gabinete, cota de passagens para os destinos eleitorais e reembolso com despesas de saúde, e o valor aumenta para números estratosféricos: juntos, os 513 deputados custam em média R$ 86 milhões ao mês e um custo anual de R$ 1 bilhão.

Com uma avaliação positiva de menos de 10 pontos percentuais, o Parlamento transformou-se, além de tudo isso, em um conjunto de interesses corporativos, de partidos criados na maioria apenas para vender tempo de televisão em campanhas eleitorais. “Não adianta apenas dizermos que o Congresso gasta muito. Se fosse isso, bastaria apagar a luz ou economizar no clipe. O problema é que ele é caro e oferece pouco retorno para a população em termos práticos”, critica a vice-presidente da Ideia Inteligência, Cila Schulmann.

Há um ano, deputados e senadores consumiram horas de debate público que culminaram com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Menos de um ano depois, os parlamentares da Câmara terão de se pronunciar novamente, desta vez para definir se autorizam ou não o Supremo Tribunal Federal a abrir um processo de investigação por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Cargos foram loteados e emendas parlamentares, distribuídas nos dois casos. Dilma foi afastada, é provável que Temer sobreviva. Quem não resiste são os cofres. “Com o deficit e o desequilíbrio atual, a projeção é de que as contas só estejam arrumadas por volta de 2022. O problema é que o descontrole prossegue”, alerta Gil.

Ex-ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) — pasta hoje absorvida pela Secretaria de Governo — e atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro costumava reclamar de que o Congresso tinha se transformado em um conjunto de interesses e crachás. Falava isso em 2008, referindo-se às diversas bancadas temáticas do Parlamento, que impediam o debate de ideias gerais que pudessem prejudicar os interesses corporativos. De lá para cá, esse fosso só se aprofundou, somado à multiplicação das siglas partidárias. Quase 30 têm representantes no Congresso e outras 56 estão à espera de análise no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Para piorar, não existe um sistema de contrapesos e fiscalização de gastos entre os três Poderes, o que deveria acontecer em uma estrutura minimamente equilibrada”, diz o coordenador do laboratório de política e governo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Milton Lahuerta. “Em vez de se fiscalizarem, cada um deles, especialmente o Judiciário, cria mecanismos de autoproteção que impedem uma transparência na publicação dos gastos”, completa Lahuerta.

Quanto custa um deputado federal 

Cada deputado federal recebe um salário bruto de R$ 33,7 mil

O pagamento do salário mensal é condicionado ao comparecimento do deputado às sessões deliberativas do plenário e o registro nas votações realizadas. As ausências são justificadas se o parlamentar estiver em missão oficial dentro ou fora do país, em casos de doença comprovada por atestado, licença maternidade e licença paternidade ou, ainda, falecimento de pessoa da família até o segundo grau e acidente.

Quais são os outros benefícios?

Auxílio-moradia e imóvel funcional

A Câmara possui 432 imóveis funcionais. Aos deputados que não conseguem um dos imóveis disponíveis é concedido um 

auxílio-moradia de R$ 3,8 mil.

Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap)

Valor destinado para cobrir despesas relativas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, serviços postais, manutenção de escritórios de apoio à atividade parlamentar, hospedagem, combustível, contratação de serviços de segurança e consultoria, entre outros.

A cota funciona por meio de reembolso e o valor depende do estado de origem de cada deputado, variando entre R$ 30 mil e R$ 45 mil.

Verba destinada à contratação de pessoal

É um valor de R$ 97 mil mensais, destinados à contratação de até 25 secretários parlamentares, cuja lotação pode ser no gabinete ou no estado de origem do deputado.

Despesas com saúde

O deputado federal tem direito a ressarcimento integral das despesas hospitalares relativas à internação em qualquer hospital do país, caso não seja possível atendimento no serviço médico da Câmara.

Gastos com mudança

Além disso, o deputado federal recebe também uma verba equivalente ao valor do salário, no início e ao fim do mandato, para compensar gastos com a mudança.

Fonte: OnG Contas Abertas e site Politize!
A falência de um Estado gastador: Justiça custou R$ 173 bi em 2016
A partir do cruzamento de dados e fontes, Correio traça uma radiografia dos gastos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, que, ao contrário do aperto geral das famílias, continuam esbanjando recursos públicos em detrimento do atendimento à população
Mendes: "Há um quadro de distorção proporcionado pelo próprio Judiciário, que deu aumentos e não freou regalias"

A Justiça brasileira custou R$ 175 bilhões ao contribuinte no ano passado, quase 270% a mais que em 2015. O dinheiro veio de empenhos do Ministério do Planejamento, e, segundo o Conselho Federal de Justiça (CNJ), responsável por fiscalizar o Poder Judiciário, é praticamente todo gasto com o salário dos servidores. Há três anos, estudo feito na Universidade Federal do Paraná (UFPR) já apontava o nosso Judiciário como um dos mais caros do mundo, ficando atrás apenas de El Salvador. As despesas estão tão exageradas que o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes as qualificou como parte de um "baguncismo institucional".

"Há um quadro de distorção proporcionado pelo próprio Judiciário, que deu aumentos indiscriminadamente e não freou as regalias. Autoridades viajam a trabalho sempre em assentos da classe executiva, assunto que já foi denunciado em representação ao CNJ. Outro ponto são os penduricalhos, como o auxílio-moradia concedido aos juízes. Não concordo. Isso consome R$ 800 milhões por ano, fora os salários dos magistrados e dos servidores. É um festival de absurdos", disse Gilmar Mendes ao Correio.

Para o ministro, os privilégios são concedidos a quem tem cargos mais altos, e isso aumenta a conta, mas não a qualidade do serviço prestado à comunidade. "Gasta-se muito com juízes e desembargadores, todos parecem participar de uma corrida maluca. E não há estrutura básica para os servidores. No interior, você vê gente recebendo pelos tribunais e trabalhando nas prefeituras".

Em 2015, o Planejamento empenhou R$ 39,8 bilhões ao Judiciário. Um ano depois, o montante subiu 269,63%, chegando aos R$ 174 bilhões. O CNJ não tem estimativas sobre o quanto foi gasto em 2016, e os números divulgados pela instituição sobre o ano anterior divergem dos enviados pelo Ministério do Planejamento. Em documento elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça, no entanto, há detalhes sobre folha de pagamento dos tribunais e dos órgãos judiciários, que consome 89% do dinheiro que entra nos cofres. Com os servidores, vêm também os benefícios, como carros oficiais, passagens aéreas, diárias, indenizações e gratificações, praticamente nunca detalhadas no Portal da Transparência.

O relatório do CNJ, já realizado sob a supervisão da ministra Cármen Lúcia, calcula a força de trabalho do Poder Judiciário. São 451.497 mil pessoas, entre servidores e terceirizados, dos quais 17.338 são juízes; 278.515, servidores; e 155.644, auxiliares. O documento mostra ainda que a Justiça estadual é a que mais consome dinheiro público, seguida do Trabalho e da Federal. Os tribunais superiores ficam com a segunda menor parte da fatia, correspondente a 4,2% do total.

Os números são elevados, mas a prestação de tutela jurisdicional no Brasil é uma das mais lentas do mundo. Isso se reflete no Estado, visto como um ineficiente prestador de serviços públicos. "A Justiça é caríssima e muito lenta. O serviço que oferece ao povo brasileiro não vale os gastos. É necessário que toda a estrutura seja revista", disse a ministra aposentada Eliana Calmon, primeira mulher a compor o Superior Tribunal de Justiça no país e ex-corregedora do CNJ.

Calmon comparou ainda o custo-benefício entre algumas gamas do Judiciário, como o da Justiça do Trabalho. "Gasta mais dinheiro que a Justiça Federal. Foi feito um cálculo, acho que nunca nem divulgaram, do quanto essa instância devolve para o trabalhador. Não valia o gasto. Seria mais barato o Estado indenizar o cidadão. Ah, e mais rápido também".

Segundo revelou o pesquisador Luciano da Ros, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no estudo chamado O Custo da Justiça no Brasil, de 2014, o Brasil gastava, à época, 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) bancando o Judiciário. Ele comparou as cifras com as de outros países, como os Estados Unidos (0,14%), a Itália (0,19%) e a Alemanha (0,32%). Foi a primeira pesquisa do gênero realizada no Brasil.

Voto impresso custará R$ 2,5 bi 
A impressão do voto nas urnas eletrônicas em todo o país deverá custar R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos nos próximos 10 anos, segundo projeção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de criticar os elevados gastos com a troca das atuais urnas eletrônicas por modelos com impressoras, ministros da Corte Eleitoral acreditam que a reprodução em papel provocará uma série de transtornos como o aumento nas filas e no número de equipamentos com defeitos. O TSE estima que 35 mil urnas do novo modelo — de um total de 600 mil — deverão ser utilizadas em 2018. O equipamento custa US$ 800 (cerca de R$ 2.520), ante US$ 600 (R$ 1.890) do modelo atual.