quinta-feira, 30 de junho de 2016

Um ano de saudades de Jacinta Pereira, a Flor, em linda homenagem prestada pelo irmão, Zé Filho.

A vida não tem bis! Saudades de Flor!

Sempre tive, quando chega o entardecer, um pouco de tristeza. Desconfio que esse olhar introspecto ocorreu, cotidianamente, quando na minha terrinha escutava, pelas rádios locais, a Ave Maria de Gounod.

No mês de Junho, principalmente na data de São João, recordo que a tristeza se dava ao longo do dia e lá pelas seis horas da noite, quando as fogueiras eram acessas e os balões cortavam os céus, a emoção redobrava.

Ano passado, revisitando os festejos de Campina Grande e Caruaru, com um grupo de amigos do peito, tive momentos alegres, tristes, marcantes.

Enquanto curtíamos o cotidiano e o folclore dessas cidades meu olhar, minha mente, minha preocupação estavam dirigidos para o estado de saúde de minha irmã Jacinta, que subitamente fora internada.

Foi um mês inteiro de angústia e de apreensão.


Flor, como anotei no texto “O sopro da vida de minha querida irmã” (publiquei no facebook em 30 de junho de 2015), era apelido carinhoso e apropriado que a sobrinha Caroline colocou.

Relembro, inspirando-me no ali registrado, que até na hora de partir esteve elegante, suave e silenciosa. Aos poucos se despediu e nos deixou.

Sempre foi dedicada e prestativa com todos nós, mas com papai e mamãe foi especial.

Cuidou deles com carinho. Em contrapartida eles tinham para com ela um trato afável que deixava os demais filhos enciumados. Esse ciúme, todavia, de nossa parte era sadio; nenhum resquício de inveja pairava.

Por sua bondade e por seu espírito humanitário acredito que repousa no Paraíso, por certo ao lado de papai, do irmão Tarciso e demais pessoas queridas que partiram.

Desses belos poemas que engrandecem nosso forró extraio: "Na vida a gente nasce FLOR, pra fecundar o amor e então criar raiz. Pra germinar feito semente, mas infelizmente, a vida não tem bis!".

Com aperto no coração renovo estes registros hoje, quando se completa um ano de seu falecimento.

Saudades Flor!

Vejam que ótima crônica sobre o tempo, gerações e tecnologias.

Viagens no tempo
OGlobo

Fabinho me pediu o celular para brincar. Guardo um mais antigo justamente para isso, mas estava descarregado. Emprestei o meu com certa apreensão:

-- Olha, cuidado. Esse é o que a vovó usa, não tira nada do lugar, tá?

-- Tá. Mas não tem o meu jogo.

Olhei. Não tinha mesmo. Em compensação tinha um outro, que eu gosto de jogar de vez em quando, mas que andava meio esquecido desde que empaquei na fase 735.

-- Tem esse aqui, Fabinho. Você conhece?

-- Deixa eu ver.

Não, ele não conhecia.

Passei o aparelho para ele. Imaginei que fosse brincar um pouco, mas que desistiria logo: a fase 735 era impossível de ultrapassar. O telefone da cozinha tocou (sim, às vezes ele ainda toca), depois uma amiga ligou, fiz café, atendi o interfone, alguém me mandou uma mensagem pedindo resposta urgente para um email, fui para o computador.

Nina, que não liga para smartphones ou tablets, estava, como sempre, entretida com os seus desenhos; o Fabinho quieto, concentrado no celular. Coitado dele, pensei, deve estar muito frustrado a essa altura.

-- E então, meu bem, quer baixar outro jogo?

-- Não, esse aqui está bom.

-- Mas não é chato ficar na mesma fase o tempo todo?

-- Eu não estou na mesma fase.

-- Não?

-- Não, eu já joguei muitas fases.

-- Como assim?

Olhei para a tela. Fase 752.
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-- É uma geração diferente, -- observou Mamãe quando contei o caso. -- Para eles muitas coisas com as quais ainda nem nos acostumamos direito são naturais. O Theo ainda não tem dois anos e já sabe encontrar tudo o que ele quer no telefone da mãe.

-- Pensei muito sobre isso, e acabei chegando à conclusão de que nós também fomos assim, -- respondi. -- Apenas as tecnologias eram diferentes. Crescemos com absoluta naturalidade com as tomadas e com as torneiras, por exemplo. Sabíamos, desde bebês, que mexendo com aquelas coisinhas na parede poderíamos ligar ou desligar a luz; sabíamos que abrindo ou fechando a torneira teríamos água. Crescemos inclusive sabendo como abrir e fechar a torneira, embora eu tenha desprendido isso completamente: hoje, quando viajo, já não tenho a menor ideia de como vai funcionar a próxima torneira do caminho. Sabíamos que na geladeira havia gelo, e que era só apertar aquele botão no hall para chamar o elevador.

-- É verdade.

-- Não é? Imagina uma pessoa do século XV aterrissando subitamente na minha infância, como ia ficar espantada em descobrir que qualquer criança sabia o que era um LP, ou para quê servia uma máquina de escrever. Isso se continuasse viva depois de ir à cozinha e virar todos os botões do fogão tentando descobrir a sua utilidade...
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Adoro imaginar viagens no tempo, em todas as direções; quando era criança, um dos livros de que mais gostei foi "Um ianque na corte do rei Arthur", de Mark Twain. Não sei se continua bom, até porque a Idade Média, ou o que sabemos dela, mudou radicalmente desde os tempos de Mark Twain; é provável que hoje eu lesse a história fazendo correções mentais a cada parágrafo, o que é receita certa para acabar com o prazer da leitura. Mas, na época, fiquei encantada com aquela personagem de um tempo ainda próximo perdida na Idade Média, às voltas com aldeões, feiticeiros e cavaleiros andantes.

Talvez seja por isso que goste tanto de viajar para lugares onde o tempo tem uma inflexão diferente, e onde paisagem, cheiros e costumes continuam mais ou menos iguais ao que sempre foram. Ir a Fez ou a Varanasi, por exemplo, não é apenas visitar o Marrocos ou a Índia; é visitar uma outra época. Numa e noutra não há carros circulando, muita gente ainda se veste de fato como se vestiam os seus ancestrais e velhos ofícios continuam vivos, como nos fedorentíssimos curtumes de Fez, ou nas tecelagens de seda em Varanasi. Não conheço cidades que nos transportem mais a outros tempos; mesmo as lindas aldeias medievais européias já são modernas demais em espírito, e não têm o mesmo poder de evocação.
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Conversar com meu avô, que lutou na Primeira Guerra e cresceu numa Europa dickensiana, era outra forma maravilhosa de viajar no tempo: ele tinha boa memória, ótimas histórias e muita disposição para esclarecer dúvidas. Com ele visitei ruas iluminadas por lampiões a gás, campos de batalha, mercados populares e madrugadas geladas em que crianças pequenas andavam quilômetros, sozinhas, transidas de frio, para ir à escola.

Penso muito nesse avô querido, o pai da minha Mãe, cuja vida atravessou períodos tão distintos. Ele era um fotógrafo extraordinário numa época em que relativamente poucas pessoas fotografavam, e tinha uma curiosidade imensa por ferramentas e por novas tecnologias. Não canso de imaginar o que diria vendo os nossos computadores e, sobretudo, as câmeras dos celulares -- ele que, quando jovem, usava uma máquina então revolucionária chamada Rolleiflex.
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Penso muito também no milagre que é um smartphone, esse bloquinho de vidro, plástico e metal, que não traz uma pista dos mundos que contém quando está desligado. Penso em como seria interessante mostrar um deles para as pessoas das gerações que nos antecederam, e pedir que adivinhassem a sua função; e penso, finalmente, em como nos acostumamos rápido com as novidades, mesmo quando elas parecem pequenos milagres de bolso.
Miss Brasil encontrada morta deixou bilhetes com orientações à família
Fabiane Niclotti escreveu algumas recomendações para familiares e amigos.
Nos bilhetes, a miss indica destinos de carro, cachorro e detalhes de velório.
Igor Grossmann
Do G1 RS

Antes de morrer, a Miss Brasil 2004 Fabiane Niclotti, de 31 anos, deixou recomendações escritas à família. Conforme o delegado Gustavo Barcellos, que investiga o caso, Fabiane escreveu bilhetes com instruções que gostaria que fossem atendidas, como o destino do seu cachorro, do carro e também do seu velório, ocorrido no final da tarde de quarta-feira (29). Ela foi encontrada morta na noite de terça-feira (28), em sua cama em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul.

“O irmão dela encontrou uns bilhetes dando recomendações. Neles, ela indica com quem deve ficar o cachorro, que o carro deve ser vendido, também diz que gostaria de um funeral reservado. São escritos com as últimas vontades delas, recomendações à família e amigos”, diz o delegado Barcellos.

Na manhã desta quinta-feira (30), ele ouviu dois amigos íntimos da miss. Segundo ele, os depoimentos reforçam a tese de que ela estava com depressão e confirmam que ela vinha anunciando que não pretendia mais viver.

O delegado Barcellos, que trata o caso como suicídio, conta que uma série de fatores levaram Fabiane a praticar o ato. “Uma amiga disse ela sentia um peso pela questão de ter sido miss. Que a Fabiane acreditava que as pessoas se aproximavam dela por ter sido miss, e não por aquilo que ela era. Outras questões, de ordem pessoal e familiar, também contribuíram”, relata o investigador.

'Inacreditável', diz missólogo preparador de Fabiane
A morte de Fabiane Niclotti pegou de surpresa o missólogo Evandro Hazzy, que conheceu a miss Brasil em 2003, quando começou a acompanhar sua carreira.

Missólogo Evandro Hazzy preparava miss Fabiane desde 2003 

"É inacreditável o que aconteceu. Todo ser humano tem altos e baixos, mas ela nunca, nunca transparecia tristeza", lamenta Hazzy, que há um mês ele não via Fabiane. "Nos encontramos em uma festa em Porto Alegre há um mês. Ela estava chegando e eu saindo. Ela estava lindíssima".

Ao G1, Hazzy revela não teve condições de ir ao velório e enterro da miss, ocorrido nesta quarta-feira (29). "Estou sob efeito de remédios. Não tenho cabeça para ir. Tentei ligar para o irmão, mas não consegui contato. Vou guardar lembranças maravilhosas dela."

Fabiane Niclotti foi eleita Miss Rio Grande do Sul em 2003. No ano seguinte, conquistou a coroa de Miss Brasil. No mesmo ano, disputou o Miss Universo 2004, mas não se classificou entre as semifinalistas.

'Acorda, amor. Eu tive um pesadelo, agora...'

Ministro Luiz Fux libera investigação sobre Dirceu no caso Celso Daniel
Defesa alegava que Supremo já havia anulado depoimento sobre o caso.
Ministro considerou que surgiram novos indícios sobre destino de propina.

Renan Ramalho
Do G1, em Brasília

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (30) um pedido do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu para arquivar uma investigação da qual é alvo relacionada ao destino de supostas propinas desviadas da prefeitura de Santo André (SP), entre 1997 e 2001, quando a cidade era comandada por Celso Daniel (PT), assassinado em 2002.

A defesa de Dirceu pediu o arquivamento da investigação sob a alegação de que um depoimento sobre o mesmo caso, prestado por um dos irmãos do ex-prefeito, João Francisco Daniel, fora arquivado pelo próprio STF ainda em 2002 pelo então ministro Nelson Jobim.

Em 2006, uma decisão liminar (provisória) do ministro aposentado Eros Grau interrompeu o inquérito, sob o argumento de que não havia elementos suficientes para dar andamento à investigação.

Na decisão desta quinta, Fux considerou que há novos indícios, como um flagrante que pegou um ex-assessor de Dirceu, Waldomiro Diniz, recebendo mala com dinheiro do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Depoimentos apontam que Dirceu recebia valores desta forma enviados pelo também ex-ministro Gilberto Carvalho, que participaria do esquema em Santo André.

Ex-ministros do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dirceu e Carvalho sempre negaram os crimes e participação nos desvios.

No despacho, Fux disse que a investigação conduzida pelo Ministério Público, destinada a apurar suposta lavagem de dinheiro dos recursos desviados, é instaurada a partir de um "mero juízo de possibilidade", mas cujos elementos servem para embasar uma eventual ação penal.

"Eliminar a instrução preliminar em seu nascedouro significa tolher dos órgãos de persecução penal a sua tarefa precípua, qual seja, a de apurar o cometimento de infrações penais. Desse modo, não cabe, como pretende o Reclamante, antecipar para momento tão incipiente a discussão sobre a sua participação ou não nos fatos investigados, na medida em que ser-lhe-á oportunizado o contraditório acaso instaurada a ação penal", escreveu o ministro do STF.

A morte de Celso Daniel em 2002 por assassinato deu origem a diversas ações, no campo penal e cível, sobre um suposto esquema que teria coagido empresários do setor de transportes a pagarem propina destinada a campanhas do PT.
'Laudo não isenta Dilma', diz perito do impeachment
LEANDRO COLON
Folha de São Paulo

O técnico do Senado que participou da perícia feita no processo do impeachment, Diego Prandino Alves

Um dos três peritos designados pela comissão do impeachment no Senado, o servidor da Casa Diego Prandino Alves, 33, afirma que o laudo feito pela junta não isenta Dilma Rousseff do episódio das pedaladas fiscais.

Segundo ele, a perícia divulgada na segunda (27) não identificou ação direta da presidente afastada no caso, mas não analisou possível omissão por parte da petista.

"A perícia não isenta ninguém de responsabilidade. Não encontrou indício ou evidência de que ela (Dilma) tenha participado ou contribuído para os atrasos (de repasse do Plano Safra), mas não tem como averiguar se houve algum tipo de omissão, isso fica a cargo dos senadores", afirmou o servidor de carreira, lotado na Consultoria de Orçamento do Senado.

Ele afirma ainda que, ao contrário do que tem dito o ex-ministro José Eduardo Cardozo, defensor de Dilma no processo, a perícia não prova a ausência de dolo da petista nos decretos de créditos.

O servidor antecipa a resposta que o trio de peritos dará até sexta (1º) a um pedido de esclarecimento sobre esse tema: "A avaliação acerca do dolo do chefe do Poder Executivo está fora do objeto".

O trabalho foi feito a pedido da defesa de Dilma. O laudo de Alves e outros dois servidores aponta ato direto dela na liberação dos créditos e diz que não foi detectada sua ação nas pedaladas.

Os decretos e as pedaladas (o atraso no repasse do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra), ambos em 2015, embasam a denúncia que defende a saída definitiva da petista do cargo.
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Folha - Por que vocês chegaram à conclusão de que não há participação de Dilma nas pedaladas?

Diego Alves - A perícia fica restrita aos elementos do processo. Pela documentação coletada, não foi constatada nenhuma participação direta da presidente. Veja bem, a gente não está dizendo que não haja. O que a gente está afirmando é que a perícia não identificou nenhum elemento que leve à convicção de que ela participou diretamente ou indiretamente. Isso a gente não encontrou. Agora, eventual responsabilização por omissão, se a presidente deveria fiscalizar, isso fica a cargo dos senadores. A junta não adentra nesse mérito.

Dá para dizer que vocês isentam a presidente do episódio?

Tem que ficar claro que a perícia não isenta ninguém de responsabilidade. A perícia não encontrou indício ou evidência de que ela [Dilma] tenha participado ou contribuído para os atrasos [do Plano Safra], mas não tem como averiguar se houve algum tipo de omissão. A perícia não apura responsabilidade nem isenta.

É possível uma influência da presidente da República no caso das pedaladas?

A perícia não avaliou isso. A gente trabalha com documentos, com dados objetivos.

Em relação aos decretos de créditos suplementares, por que vocês dizem que há ato da presidente?

A competência, segundo a Constituição, para emitir decreto é do próprio chefe do Executivo Federal. A gente não avaliou se a presidente assinou de fato um papel como decreto, mas, consultando o "Diário Oficial da União", consta a presidente como autora, signatária do decreto.

Cardozo tem dito que a perícia prova que não há dolo da presidente na questão dos decretos. É correto dizer isso?

Isso está num pedido de esclarecimento à perícia. A resposta que a gente dá é que a avaliação acerca do dolo do chefe do Poder Executivo está fora do objeto da perícia. Essa avaliação não compete aos peritos, mas aos senadores.

A perícia diz que, em relação aos decretos de crédito, não houve alerta de incompatibilidade com a meta fiscal. A presidente deveria ter sido avisada?

A cadeia de formalização do processo é um pouco longa. Nessa cadeia, a junta não identificou nenhum alerta por parte desses órgãos para a chefe do Poder Executivo.

Parece aquela pessoa que não tem, nem sabe de nada...

Defesa de Gabas diz que Harley Davidson não era dele e Rolex era falso
Severino Motta 
Veja.com


Gabas: fiel depositário

Segundo a defesa do ex-ministro da Previdência Carlos Gabas, um dos alvos da Operação Custo Brasil, uma das Harley Davidson encontradas em sua casa pela polícia não era sua, e sim de um amigo que se mudou para o Rio de Janeiro e deixou a moto com ele para que levasse ao conserto.

Ainda de acordo com a advogada de Gabas, Danyelle Galvão, as motos foram indisponibilizadas pela Justiça, tendo suas vendas proibidas e servindo agora para o ressarcimento dos cofres públicos numa eventual condenação, mas o próprio ex-ministro ficou como fiel depositário das Harley Davidson.

Ou seja: apesar do bloqueio judicial, elas ainda estão na garagem de Gabas.

Por fim, a advogada diz que o Rolex encontrado na residência do ex-ministro não era legítimo, e sim uma falsificação comprada por ele.
Juiz brasileiro da final da Copa América é confundido com traficante
Héber Roberto Lopes foi relacionado a homem que aparece rodeado de mulheres em fotos

O árbitro brasileiro Héber Roberto Lopes, que apitou a final da Copa América entre Chile e Argentina, foi confundido com um traficante por um site peruano.

O Liberto.pe publicou fotos de um homem de aparência similar a de Heber rodeado de mulheres, em encontros supostamente ocorridos após o jogo de domingo. O portal deu a entender que o brasileiro poderia ter comprometido sua atuação na final em troca dos encontros amorosos. Mais tarde, porém, correu nas redes sociais a informação de que o homem na foto seria o narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, fuzilado no início do mês na fronteira entre Paraguai e Brasil.

O site espanhol Super Deport disse, por sua vez, que o cidadão em questão não seria nem Héber e nem Rafaat, mas sim um paraguaio chamado Carlos Álvaro Bastos, que, ao saber da confusão, foi ao Facebook e postou: "Excelente dia a todos. Diante dos rumores que me relacionam a um narco que nem sei como se chama, quero declarar que estou mais vivo e feliz do que nunca, desfrutando a vida, alternando como sempre trabalho e diversão".

A atuação de Héber na final da Copa América foi bastante discutida por jogadores de ambas as seleções. Ele chegou, inclusive, a protagonizar um lance bizarro com Messi.

Provocando inveja...

CláudioHumberto

O presidente Michel Temer prepara o lançamento de um “pacote social” na primeira quinzena de julho, dentro do propósito de avançar na área em que o PT atuava quase com exclusividade. A ideia é anunciar vários programas complementares ao Bolsa Família, como o lançamento do “Cheque Construção”, que atenderá a famílias de baixa renda que precisam fazer pequenas obras de reforma em suas casas.


O ministro Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) prepara um programa destinado à proteção social de crianças carentes.


O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), já articula com os deputados aliados a aprovação do “pacote social”.


“É a prova de que os programas em andamento serão mantidos e ampliados”, diz André Moura, que se reuniu nesta quarta com Temer.


O primeiro passo do projeto de avançar na área social foi o reajuste de 12,5% do Bolsa Família, carro-chefe do governo do PT.


Políticos do PT evitam comentar o aumento de 12,5% do Bolsa Família, concedido por Michel Temer, mas a medida desestabilizou o partido. É que, para o PT, sua identificação ao Bolsa Família poderia garantir um desempenho minimamente digno, nas próximas eleições. No fundo, os petistas concordam com o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE): “o Bolsa Família é o maior programa de compra de votos do mundo”.


Políticos petistas acham que o público atendido pelo Bolsa Família está mais interessado no dinheiro do programa do que na Lava Jato.


A ideia do governo Michel Temer é mesmo melhorar substancialmente o Bolsa Família, neutralizando as digitais do PT no programa.


Metade da população de estados mais pobres, como Norte e Nordeste, depende do Bolsa Família, daí a força eleitoral do programa.
Noiva envenenada no dia do casamento ganha indenização de R$ 100 mil
Em Minas Gerais, organizadora da festa tentou matar a mulher para não ter de arcar com consequências de recepção mal feita
Noticiasporminuto


A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou uma mulher de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a indenizar uma noiva por danos morais em R$ 100 mil por tentar assassiná-la no dia de seu casamento. A decisão determinou que a mulher pague à noiva também indenização de R$ 3.143 por danos materiais, devido às falhas na organização da festa de casamento. A sentença foi divulgada na última terça-feira (28).

Segundo informações do portal do TJMG, a autora da ação contratou a empresa Linda Noiva, em novembro de 2008, para a decoração de seu casamento. Dentro da loja, foi interpelada pela acusada, que ofereceu o serviço de organização da festa de casamento a preços vantajosos. Ela recomendou à noiva que lhe pagasse diretamente com dinheiro e sem que os funcionários da loja vissem, alegando que o desconto era sigiloso.

No dia do casamento, 10 de janeiro de 2009, a acusada ofereceu à noiva uma garrafa de Gatorade, insistindo para que ela tomasse. Ao tomar um gole, ela sentiu enjoo, tontura e ânsia de desmaio. Foi aberto boletim de ocorrência e, posteriormente, foi detectado que havia no recipiente uma substância denominada carbofuram, usada como veneno para ratos. Apurou-se que a bebida foi preparada pela acusada, porque ela não tinha condições de realizar a festa do casamento.

Após saber que a noiva não apresentava sinais agudos de mal-estar, a acusada telefonou para o noivo, disse que a comida e a bebida do bufê haviam sido roubadas e pediu a ele mais R$ 600 para complementar a festa.

Ao chegarem ao salão de festas, os noivos depararam com um péssimo serviço. Havia mesas vazias, sem toalha, ornamentação, comida ou bebida. A mesa reservada para os doces e o bolo estava desorganizada, suja e vazia. Depoimentos de testemunhas comprovaram que a recepção não foi boa, pois foram servidas poucas comidas e bebidas, tendo a festa terminado em pouco tempo. Em uma ação criminal, a acusada foi condenada pelo Tribunal do Júri de Contagem pela tentativa de homicídio.

Nessa ação cível, ajuizada pela noiva contra a acusada e a loja, a juíza condenou apenas a autora da tentativa de homicídio a indenizá-la por danos morais em R$10 mil e por danos materiais em R$ 3.143. A magistrada entendeu que a empresa Linda Noiva não teve responsabilidade pelos fatos ocorridos na festa de casamento, pois foi contratada apenas para decorar a igreja e não tinha ciência da contratação para a organização da festa. Ao julgar o recurso, a desembargadora Marisa Porto, relatora, entendeu que o valor da indenização por danos morais deveria ser aumentado para R$ 100 mil.
Educação não está nem no caminho de dar certo por aqui
Roberto Dias
Folha de São Paulo

Professor usa lousa digital, tecnologia rara no Brasil, mas muito disseminada em países desenvolvidos

Foi divulgado nesta semana o Índice de Capital Humano, estudo do Fórum Econômico Mundial que tenta medir a capacidade de cada país de preparar suas pessoas. O Brasil figura no 83º posto, num total de 130. A empurrá-lo para o fim da fila está a qualidade da educação primária, lista em que aparece na zona de rebaixamento (118º lugar).

É difícil deparar-se com o relatório sem pensar que até a discussão para superar o atraso é em si atrasada.

Mais do que repisar uma obviedade —muitos sistemas educacionais estão desconectados do mercado de trabalho—, o estudo a relaciona especificamente a uma lacuna, a das habilidades não cognitivas, definidas ali como ligadas "à capacidade de um indivíduo de colaborar, inovar, dirigir-se e resolver um problema".

Lacuna que é pouco preenchida pela imensa energia despendida aqui nas discussões sobre a Base Nacional Curricular.

A própria formatação do documento, embora necessária, chega tarde, numa época em que a transmissão do conhecimento mais e mais se dá de formas menos controláveis.

O grande problema, porém, é que o buraco é bem maior. O país não cumpriu nenhuma meta do Plano Nacional de Educação. Nem 5% dos colégios têm ainfraestrutura exigida por lei. Metade das escolas públicas está desconectada da rede. Lousa digital é raridade da raridade.

A coisa não está nem em vias de dar certo. Num cenário assim, a discussão poderia focar a tecnologia e o setor privado como elementos aceleradores —nesta semana, nos EUA, a Amazon anunciou uma investida nesse mercado ao criar um site para distribuir material didático.

Assim como o Plano Nacional de Banda Larga acabou atropelado pela revolução mobile, gastar menos energia com esse dirigismo sobre a vida dos alunos não seria má ideia. Por sinal, derrubar o banimento total do celular nas escolas públicas, como ocorre em SP, teria lá seu simbolismo.

Na capa d'O Globo


No jornal Lance: o Mengão tá na área


Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


A capa do jornal Correio Braziliense


Ó ele aí de novo!

Carlinhos Cachoeira é preso na Operação Saqueador
FAUSTO MACEDO E JULIA AFFONSO
Estadão.com

São cumpridos mandados no Rio, em São Paulo e em Goiás, expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio

Contraventor é alvo de novas denúncias na Justiça. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 30, nova Operação Saqueador que investiga lavagem de R$ 370 milhões. A Saqueador prendeu o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira em Goiânia. São alvos da ação a Delta Construções, o empresário Fernando Cavendish e o lobista Adir Assad.

São cumpridos cinco mandados de prisão no Rio, em São Paulo e em Goiás, expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Carlinhos Cachoeira chegou a ser preso em 2012 na Operação Monte Carlo acusado liderar uma quadrilha de jogos de azar em Goiás e no Distrito Federal. A ação desmontou uma quadrilha de jogos de azar liderada por Cachoeira, que mantinha contato e teria se beneficiado da relação com autoridades como o ex-senador Demóstenes Torres, que chegou a ser cassado devido ao seu envolvimento com o grupo. Cachoeira é alvo de diversos processos criminais na Justiça e já foi condenado a mais de 39 anos de prisão.

As manchetes de jornais brasileiros nesta quinta-feira

Folha:Planalto anuncia reajuste de 12,5% no bolsa família

Globo:  Apesar da crise, Judiciário e Bolsa Família terão aumento

Extra: Calote do estado castiga quem come por R$ 2 nos bandejões

Estadão: Pacote de bondades de Temer chega a R$ 125 bilhões

ValorEconômico: Fazenda quer fim de desonerações

ZeroHora: Orçamento congelado leva Piratini ao terceiro ano de arrocho

EstadodeMinas: STF solta ex-ministro e procuradores reagem

CorreioBraziliense: Senado aprova reajuste para judiciário e MPU

- CorreiodaBahia: Bandidos incendeiam quatro ônibus em Pero Vaz

- JornaldoCommercio: Pacote de bondades pra todo lado

OPovo: Racionamento de água: indefinição na Capital e disputa por uso do Orós no interior

CorreiodaParaíba: Previdência só muda após eleição

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Operação Andaime – Empresário Marinho foi condenado a uma pena de oito anos e seis meses de reclusão no processo em que foi denunciado por obstrução as investigações
Adjamilton Pereira


O empresário cajazeirense Mário Messias Filho, que foi candidato a prefeito de Cajazeiras nas eleições de 2008 pelo grupo político liderado pelo ex-prefeito Carlos Antônio e tido como um dos principais membros da organização criminosa apontada na operação andaime, teve a sua primeira condenação em uma das ações que responde na Justiça Federal. Marinho foi condenado a uma pena de oito anos e seis meses de reclusão, em regime fechado, além de uma multa equivalente a 194 dias/multa, sendo cada dia no valor de meio salário mínimo.

A condenação de Marinho se refere a ação que responde na justiça, pela denúncia ofertada pelo MPF relativa a atos de obstrução das investigações da operação andaime, consistente em um bilhete encaminhado ao empresário Francisco Justino do Nascimento – (que se encontrava preso na ocasião), bem como investidas para que Justino, na condição de colaborador da Justiça, não delatasse o esquema criminoso que atuava em Cajazeiras e outros municípios do alto sertão.

A sentença que condenou Marinho foi do juiz da 8ª vara Federal de Sousa, Rafael Chaleire do Rêgo Barros, datada do dia 27 de junho e disponibilizada, nesta quarta-feira (29), para conhecimento público.

Veja a sentença:

AÇÃO PENAL 

0000860-32.2015.4.05.8202 MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL (Adv. TIAGO MISAEL DE JESUS MARTINS) x MARIO MESSIAS FILHO (Adv. AÉLITO MESSIAS FORMIGA, CATHARINE ROLIM NOGUEIRA)
Processo: 0000860-32.2015.4.05.8202 Classe: 240 – AÇÃO PENAL Autor: MINISTÉRIO PUBLICO FEDERAL Réu: MARIO MESSIAS FILHO _____________________________________________________________ 
S E N T E N Ç A – TIPO – D RES. CJF 535/2006 I – RELATÓRIO Trata-se de Ação Criminal movida pelo MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL-MPF em desfavor de MÁRIO MESSIAS FILHO, já devidamente qualificado, pela suposta prática da conduta tipificada no artigo 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/2013, na forma do art. 29, todos do Código Penal. Narrou a denúncia de fls. 03/34 que o acusado Mário Messias Filho teria descumprido medidas cautelares diversas da prisão que lhe foram impostas, retornando à prática delitiva, e, no período de 08 a 16 de setembro de 2016, teria praticado quatro atos de obstrução às investigações processuais, que resultaram na intimidação ou turbação das investigações criminais. 
.........

DISPOSITIVO 

Diante do exposto, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a pretensão deduzida pelo MPF para CONDENAR MÁRIO MESSIAS FILHO, vulgo “Marinho”, na sanção prevista art. 2º c/c § 1º, da Lei nº 12.850/2013, por duas vezes, na forma da fundamentação supra. – Crime do art. 2º c/c § 1º da Lei nº 12.850/2013 – assédio ao colaborador Justino – remessa de bilhete codificado sobre obras investigadas criminalmente.

Considerando que: (1) a culpabilidade, entendida como reprovação social da conduta2, é desfavorável, porquanto sua ação se revelou mais censurável do que o normal para essa espécie delitiva, eis que os fatos foram praticados depois de o acusado deixar a prisão preventiva, estando sob medidas cautelares diversas da prisão; (2) o réu é primário e possui bons antecedentes, já que não possui condenações criminais transitadas em julgado em seu desfavor; (3) a sua conduta é normal no meio social, pelo que consta dos autos; (4) sua personalidade não demonstra agressividade, má índole, nem revela antagonismo com a ordem social; (5) o motivo do delito consistiu em embaraçar as investigações criminais, sendo inerente ao próprio tipo penal; (6) as circunstâncias que envolveram a prática do delito são desfavoráveis, eis que utilizou interposta pessoa para entregar o bilhete a Francisco Justino no presídio, o que demonstra a extrema audácia da empreitada delitiva de aliciamento; (7) as consequências extrapenais são neutras, pois não há nos autos informações sobre outras consequências, além do embaraço das investigações, que é punido no próprio tipo penal; (8) o comportamento da vítima não contribuiu para a prática delitiva. 

Assim, diante da valoração negativa de 2 (duas) circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão e 97 (noventa e sete) dias-multa. Não concorrem, no caso, circunstâncias agravantes e nem atenuantes. Inexistem causas de diminuição ou de aumento de pena. Por isso, torno definitiva e concreta a pena em 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão e 97 (noventa e sete) dias-multa, sendo cada dia-multa igual a 1/2 do salário mínimo, considerando-se que o acusado é empresário bem sucedido na região, ostentando condição econômica compatível com a fixação do valor da pena pecuniária nos termos aqui impostos. – Crime do art. 2º c/c § 1º da Lei nº 12.850/2013 – assédio a colaboradora Elaine Considerando que: (1) a culpabilidade, entendida como reprovação social da conduta, é desfavorável, porquanto sua ação se revelou mais censurável do que o normal para essa espécie delitiva, eis que os fatos foram praticados depois do acusado deixar a prisão preventiva, estando sob medidas cautelares diversas da prisão; (2) o réu é primário e possui bons antecedentes, já que não possui condenações criminais transitadas em julgado em seu desfavor; (3) a sua conduta é normal no meio social, pelo que consta dos autos; (4) sua personalidade não demonstra agressividade, má índole, nem revela antagonismo com a ordem social; (5) o motivo do delito consistiu em embaraçar as investigações criminais, sendo inerente ao próprio tipo penal; (6) as circunstâncias que envolveram a prática do delito são desfavoráveis, eis que buscou por duas vezes aliciar a colaboradora: na primeira, intermediando encontro com Zé Vieira, prefeito de Marizópolis/PB; na segunda, mediante oferecimento de ajuda financeira de forma direta; (7) as consequências extrapenais são neutras, pois não há nos autos informações sobre outras consequências, além do embaraço das investigações, que é punido no próprio tipo penal; (8) o comportamento da vítima não contribuiu para a prática delitiva. Assim, diante da valoração negativa de 2 (três) circunstâncias judiciais, fixo a pena-base em 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão e 97 (noventa e sete) dias-multa. Não concorrem, no caso, circunstâncias agravantes e nem atenuantes. Inexistem causas de diminuição ou de aumento de pena. Por isso, torno definitiva e concreta a pena em 4 (quatro) anos e 3 (três) meses de reclusão e 97 (noventa e sete) dias-multa, sendo cada dia-multa igual a 1/2 do salário mínimo pelas razões acima apontadas. Considero que o caso é de concurso material de crimes, uma vez que as ações, distintas entre si e com desígnios autônomos, foram voltadas, cada uma, a um colaborador diferente, de modo a impedir o curso das investigações. Nesses termos, outra saída não resta senão aplicar a regra do cúmulo material previsto no art. 69, CP. A pena final alcança, portanto, 8 (oito) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 194 dias-multa, sendo cada dia-multa igual a 1/2 do salário mínimo. Em atenção ao art. 33, § 2º, alínea a, do Código Penal, fixo o regime inicialmente FECHADO e em estabelecimento penal a ser definido pelo Juízo das Execuções Penais. De outra parte, deixo de substituir a pena privativa de liberdade por restritivas de direito, ante a não satisfação do requisito encartado no art. 44, inciso I, do Código Penal. Também não é cabível o sursis, por não estarem satisfeitos os requisitos (art. 77, caput, do Código Penal). Considerando a gravidade concreta dos fatos imputados ao réu – que descumpriu medidas cautelares que lhe foram fixadas alternativamente à prisão, bem como que atuou para embaraçar o curso das investigações relativas à organização criminosa voltada à prática de fraudes licitatórias e desvio de verbas públicas no sertão nordestino – a prisão preventiva merece ser mantida, principalmente porque as investigações no contexto da Operação Andaime ainda estão em curso. Por essas razões, entendo que subsistem os fatores que motivaram a determinação da prisão preventiva. Nego, pois, ao réu o direito de recorrer em liberdade. Expeça-se mandado de prisão, para fins de cientificação do acusado e de registro nos sistemas pertinentes de que a prisão preventiva agora decorre de sentença condenatória. DELIBERAÇÕES FINAIS Não há reparação de dano civil a ser fixado. Condeno, por fim, o réu MÁRIO MESSIAS FILHO ao pagamento das custas (art. 804 do CPP). Transitada em julgado a sentença: a) lance-se o nome do condenado no “rol dos culpados”, conforme Resolução JF 408/2004; b) oficie-se ao TRE/PB, para os fins do art. 15, inciso III, da Constituição Federal; c) proceda-se ao registro da presente sentença condenatória no SINIC – Sistema de Informações Criminais – para atualização das folhas de antecedentes criminais dos sentenciados; d) dê-se baixa no processo, com o respectivo arquivamento. Publique-se, registre-se e intimem-se. 

Sousa/PB, 27 de junho de 2016. 
RAFAEL CHALEGRE DO RÊGO BARROS 
Juiz Federal da 8ª Vara/SJPB

Meu amigo Pedrinho Cruz é proprietário da mais festejada oficina mecânica de João Pessoa, a Oficina São Pedro. Além de ser uma pessoa excepcional e empreendora, ele tem a sensibilidade dos bons: seu aniversário é comemorado ao lado dos seus colaboradores. Parabéns, amigo.



Estamos todos esperando o resultado: a transposição não pode demorar mais do que já ocorreu.

Governo estuda PPP para operar distribuição de água de transposição
Vera Magalhães 
Veja.com


Transposição: obra nem foi entregue e já há gargalo na distribuição

Na reunião do núcleo de infraestrutura do governo, o ministro Helder Barbalho (Integração) alertou o presidente interino, Michel Temer, e demais ministros para a falta de recursos para tocar as obras auxiliares da transposição do São Francisco.

Segundo informe de Barbalho, o governo Dilma Rousseff — do qual, diga-se, ele fez parte até a derradeira semana — cortou o repasse aos Estados de recursos que seriam usados para construir os canais secundários que vão levar a água canalizada do rio até os consumidores.

O ministro disse que é necessário elevar de 171 milhões para 300 milhões os repasses aos governos para essas obras.

Barbalho também disse que há controvérsia sobre quem arcará com os custos de manutenção da transposição, estimados em 500 milhões de reais por ano.

São gastos como eletricidade para acionar as bombas, manutenção dos equipamentos etc. Os governadores, disse ele, alegam que não têm recursos para isso e não aceitam cobrar uma taxa extra da população, o que seria impopular.

O ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, sugeriu, então, que o governo faça uma PPP para operar o sistema de distribuição da água do São Francisco. O ente privado distribuiria a água e faria a manutenção e cobraria por isso. O tema deve voltar a ser debatido.

A situação que a USP se encontra é simplesmente insustentável.

Uma das, senão a mais prestigiada Universidade do país está nas mãos de uma minoria de canalhas. A relação entre o Sindusp e os alunos grevistas é nefasta.

Exigir mais de 12% de aumento é absurdo, mas esta exigência está longe de ser o motivo principal da paralisação.

A participação de alunos fazendo piquetes, impedindo que os que queiram exercer seu direito de assistir aulas é grotesca. Alunos não são trabalhadores. Seu direito não se estende a piquetes ou a impedir que professores que não queiram aderir à greve sejam proibidos de dar aulas.

As razões para a greve na USP vão muito além do que se noticia na superfície. Envolve intrincadas relações de poder dentro e fora do campus, com comunidades vizinhas.

A USP está refém de marginais e o poder público não pode intervir já que as leis que regem o campus não são as mesmas da cidade. Nem mesmo a polícia pode agir.

Ou seja, perdemos todos. Alunos e cidadãos.


De novo.

Minha prima, Darlane Feitoza, recebe a homenagem da filha Izabel. Parabéns.


Mãe, todos os dias faço uma prece a Deus agradecendo por tudo que você é e tem sido na minha vida.

O dia de hoje é um dia feliz e merecedor de grande comemoração.

Agradeço todos os dias por ter a senhora como mãe, amiga e confidente. És a pessoa mais compreensiva e amorosa do mundo.

Quero expressar o grande amor e respeito que tenho pela senhora e da tamanha importância dos seus ensinamentos em minha vida. Obrigada por ser essa pessoa tão especial, esse ser humano íntegro e que me enche de orgulho. Feliz aniversário meu amor. Amo te!! 

Parabéns, Darlane Feitoza.
Delator diz que Vaccari pediu R$ 30 mi para quitar dívida de campanha de Haddad

POR RICARDO BRANDT, JULIA AFFONSO, FAUSTO MACEDO E FABIO SERAPIÃO
Estadão

Ex-diretor da Andrade Gutierrez afirmou à Lava Jato que ex-tesoureiro do PT acionou seis empresas para quitar rombo deixado na disputa de prefeito em São Paulo, em 2012, assumido pelo partido; cota da firma seria de R$ 5 milhões e destinado a João Santana, o marqueteiro do partido

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O ex-diretor da Andrade Gutierrez Flávio Gomes Machado Filho afirmou em sua delação premiada que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pediu à empreiteira o pagamento de uma dívida de R$ 30 milhões do partido referente à campanha do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. O valor teria sido cobrado de outras cinco empresas, revelou o delator à força-tarefa da Operação Lava Jato.

“Em 2013, o PT, por meio de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, solicitou à Andrade Gutierrez o pagamento de uma dívida do partido referente à campanha de Haddad à Prefeitura de São Paulo”, afirmou Machado Filho, em depoimento no dia 25 de fevereiro na Procuradoria Geral da República (PGR). “A dívida era de R$ 30 milhões. Também houve a solicitação do pagamento a outras cinco empresas, de modo que ficaria 5 milhões para a pagamento pela Andrade Gutierrez.”

Em 2015, o dono da UTC Engenharia – primeira grande empreiteiro a fazer delação premiada – confessou que chegou a pagar uma despesa de R$ 2,4 milhões da campanha do prefeito de São Paulo.
Eleito prefeito de São Paulo, em 2012, a campanha de Haddad arrecadou R$ 42 milhões e gastou R$ 67 milhões – um rombo de pelo menos R$ 25 milhões, assumido pelo PT nacional, em 2013. Parte desse valor, era do contrato fechado com a Polis Propaganda e Marketing, de João Santana.


Mago da campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da primeira vitória da presidente afastada Dilma Rousseff, em 2010, o publicitário foi contrato pela campanha de Haddad por R$ 30 milhões. Em 2014, ele foi o responsável pelo marketing da campanha de reeleição de Dilma.

Santana. O executivo da Andrade Gutierrez afirmou em sua delação que os R$ 5 milhões que a empreiteira teria que pagar eram para Santana. “Não sabe se a dívida de R$ 30 milhões era com João Santana ou o total da campanha de Haddad, mas a parte da Andrade Gutierrez, os R$ 5 milhões, era de dívida do PT com João Santana.”

O delator afirmou aos procuradores da Lava Jato que foi “o próprio Vaccari” que passou o contato da mulher do marqueteiro, Mônica Moura. Sócia do marido na Polis, era ela a responsável pelas contas do casal. Ambos foram presos em fevereiro, alvos da Operação Acarajé, quando foi descoberta conta secreta dos dois na Suíça.

Machado Filho contou que chegou a procurar a esposa de Santana por telefone e “acertou encontro em um café, cujo nome não se recorda, na rua Dias Ferreira”. “A dívida poderia ser paga no exterior, segundo Mônica.”


A Lava Jato descobriu a conta usada pelo casal de marqueteiro do PT, na Suíça, em nome da offshore ShellBill Finance Corp. Santana e Mônica Moura estão presos desde fevereiro, em Curitiba, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

O delator diz que em reunião com diretores, foi decidido que que Andrade Gutierrez não pagaria os valores. “Mesmo a Andrade Gutierrez não tendo pago, não houve posteriormente desdobramentos.”

Machado também inocentou o prefeito. “Não sabe se Haddad sabia desse pedido. Nunca tratou com Haddad a respeito.”

A defesa de João Santana não foi localizada para comentar o caso até o fechamento desta edição.


É golpe!

Temer anuncia reajuste de 12,5% do Bolsa Família e R$ 700 milhões para educação
Portalweb7


O presidente interino, Michel Temer, participa hoje (29) de uma cerimônia para anunciar a liberação de R$ 700 milhões em recursos para a educação básica e superior. De acordo com o Planalto, o valor do reajuste a ser aplicado no programa Bolsa Família será de 12,5%.

No último dia 17, o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário havia informado que o pagamento dos benefícios referentes a junho seria feito sem o reajuste de 9%, previsto para ser aplicado a partir deste mês, conforme anunciado anteriormente, na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff.

O reajuste de 9% no Bolsa Família foi concedido pelo governo anterior por meio de um decreto publicado no dia 6 de maio, uma semana antes da votação do processo de impeachment de Dilma no Senado. Na época, o governo disse que o valor médio do benefício pago para 13,8 milhões famílias passaria de R$ 162 para R$ 176 mensais.

Em justificativa apresentada para não pagar o reajuste, o governo Temer disse estava avaliando os cortes promovidos pela gestão anterior para poder efetivar o aumento. No mesmo dia, em ato no Recife (PE), Dilma classificou como “mesquinharia” o não pagamento do reajuste.

Agenda

Temer se reúne às 10h30 com o ministro do Esporte, Leonardo Picciani. A cerimônia de liberação de recursos para educação básica e superior está marcada para as 11h30 e contará com a presença do ministro da Educação, Mendonça Filho. Às 15h, Temer receberá o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (PMDB-SP) e o diretor do Hospital do Câncer de Barretos (SP), Henrique Prata. Em seguida se encontra com o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS).
HULK É CONTRATADO POR CLUBE CHINÊS E VALOR É O MAIOR DO FUTEBOL ASIÁTICO
Dassler Marques 
UOL, em São Paulo 

O brasileiro Hulk deixará o Zenit, da Rússia, rumo ao futebol chinês. O atacante jogará no Shanghai SIPG. A transação será de 55 milhões de euros (R$ 204 milhões). Assim, o jogador vira a contratação mais cara do futebol asiático.

Hulk chegará à China acompanhado de seu advogado para tratar de pendências finais referentes a seu acerto com o Shanghai SIPG. Após isso, já com o 'ok''do Zenit, o martelo será batido.

O valor pago por Hulk pelo Shanghai ultrapassa a então transação mais cara do futebol asiático, que havia sido o brasileiro Alex Teixeira, do Jiangsu Suning, por 50 milhões de euros.

A agência russa Tass informa que Hulk ganhará $12,5 milhões (R$ 42,4 milhões) por ano. "O acordo também estipula bônus ao Zenit caso Hulk marque mais de 15 gols pelo clube chinês", disse uma fonte de dentro do clube à agência.

Atualmente, o Shanghai tem quatro estrangeiros: o argentino Conca, o brasileiro Elkeson, o ganês Asamoah Gyan e o marfinês Evrard Kouassi. Ao fim da metade da temporada da China, é o quarto colocado.

O atacante vem de temporada de destaque pelo Zenit, com 23 gols marcados, o que o ajudou a reconquistar espaço na seleção com Dunga.
Vídeo – Janaína Paschoal dá aula sobre limite de perícia e explica por que ela confirmou denúncia contra Dilma
Coautora do pedido de impeachment ainda comparou petista a mandante de assalto a banco
Felipe Moura Brasil
Veja.com

Janaína Paschoal deu uma aulinha à defesa de Dilma Rousseff sobre limites de perícia em casos criminais.

Qualquer leigo em Direito que já viu filmes policiais entende perfeitamente suas colocações e analogias ao explicar na sessão desta terça-feira (28) da comissão do impeachment que peritos se limitam à análise de provas materiais, não sendo de sua competência apontar quem tem ou não responsabilidade direta ou de mando sobre o crime, o que cabe aos juízes do caso.

Em crimes de responsabilidade, como se sabe, o papel de juiz é exercido pelos senadores da República que, como este blog apontou antes mesmo da perícia – já prevendo ilações indevidas –, podem ignorar solenemente as conclusões do laudo pericial elaborado por consultores do Senado.

A parte realmente técnica da perícia, no entanto, apenas confirmou a denúncia, como explica Janaína no vídeo abaixo. Destaque para o arremate final:

“Quem foi lesado foi a população quando não teve acesso aos dados verdadeiros sobre o que estava acontecendo nas contas públicas. Esse é o centro da denúncia: a fraude.”



Júlio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, também já havia desmascarado a perícia na segunda, com a clareza de sempre.

Evidente que a perícia não iria encontrar um ato da Presidente na ‘pedalada’ junto ao Banco do Brasil. Isso já havia sido até dito e explicado. Os motivos que levaram o TCU a repudiar os empréstimos ilegais feitos de maneira forçada junto ao Banco do Brasil, BNDES e Caixa não foram atos ostensivamente praticados pela presidente ou seus auxiliares, mas a falta de atos, justamente a omissão de pagamentos devidos aos bancos federais.

Uma fraude se caracteriza justamente pela dissimulação, pela obtenção de efeitos proibidos sem a prática ostensiva do ato que produziria tal efeito. Exatamente por configurar uma fraude, com maquiagem das estatísticas fiscais, em escala bilionária, não se poderia imaginar que tamanha manobra pudesse ocorrer sem o conhecimento pleno e anuência de sua principal beneficiária. Essa foi a convicção que levou os ministros do TCU a, de forma unânime, emitirem um parecer pela rejeição das contas em 2014, por irregularidades que, em essência, se repetiram em 2015.”

Casamento bancado pela Lei Rouanet é simplesmente um luxo! Vejam o vídeo.

And the Oscar goes…
O Antagonista

Assistam ao vídeo do casamento de Carol e Felipe Amorim bancado pela Lei Rouanet. É preciso reconhecer que ficou bem melhor do que muito filme nacional.

É só pra quem pode!

De Bariloche a Santorini, a geografia do casamento bancado pela Lei Rouanet
Pedro Willmersdorf
Extra

Caroline e Felipe Amorim: casamento bancado por desvios da Lei Rouanet, de acordo com a PF. 

Realizado em um espaço classe A chamado Beach Club, na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, Santa Catarina, o casamento que, segundo a Polícia Federal, teria sido bancado com recursos desviados da Lei Rouanet, tem como protagonistas os noivos Felipe e Caroline Amorim. Segundo inquérito da PF, Felipe seria filho de Antonio Carlos Bellini, dono da Bellini Cultural, cabeça do esquema de fraudes na Lei Rouanet e alvo da Operação Boca Livre da PF deflagrada nesta terça-feira. Antonio Carlos Bellini e a sua mulher foram presos em São Paulo.

Um vídeo, cujas cenas foram incluídas no inquérito da PF, mostra imagens da cerimônia luxuosa de Felipe e Caroline, com taças de champanhe, DJ, centenas de convidados e uma ambientação megalomaníaca e pirotécnica.

Ao ver a gravação, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, se espantou com o nível de fartura do casamento. "Nós vimos a gravação de um vídeo do casamento, uma festa boca livre que nós pagamos. No meu casamento, eu paguei. Por sinal, fiquei pagando um ano ainda. Nesse casamento, o senhor pagou com a Lei Rouanet um hotel cinco estrelas em Florianópolis com direito a vídeo gravado. Nós achamos que tivessem sido contratados modelos para fazer o vídeo. Eram os convidados mesmo, champanhe sendo aberto e isso com a Lei Rouanet", declarou Alexandre, em coletiva.

Os pombinhos se conheceram há cinco anos, durante uma viagem a Bariloche, na Argentina. Lá, o irmão de Felipe teria percebido que Caroline e suas amigas eram brasileiras. O rapaz, então, teria abordado Caroline no bar e a conversa teria engatado logo de cara, no melhor estilo amor à primeira vista. A moça, então, seguiu para Buenos Aires com as amigas. Mas na volta ao Brasil, Caroline adoeceu e passou por uma cirurgia, em São Paulo, antes de voltar a Roraima, sua terra natal. Hospitalizada, Caroline enviou um email a Felipe, que foi visitá-la.

Ela, de Roraima; ele, de São Paulo: se conheceram em Bariloche, ficaram noivos na Grécia e se casaram em Jurerê. 

Ao lado de sua amada durante todos os dias de recuperação da cirurgia, Felipe e Caroline se separaram quando ela teve de voltar a Boa Vista. No entanto, foi iniciada ali a maratona de viagens aéreas de um relacionamento à distância. Até a mudança dela para Florianópolis, onde se deu a maior parte da história do namoro dos dois. Após quatro anos, veio o pedido de casamento, em 2014, em Santorini, na Grécia.

Um ano e oito meses depois, foi realizada, então, a cerimônia de casamento em Jurerê Internacional, hoje apontada como foco de desvio de verbas da Lei Rouanet, com direito a megashow do sertanejo Léo Rodriguez.

Operação Boca Livre

A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), realizou na manhã desta terça-feira, em São Paulo, Rio e Brasília, uma operação contra uma quadrilha acusada de praticar fraudes contra Lei Rouanet, que dá incentivos fiscais para empresas investirem em projetos culturais. Batizada de “Boca Livre”, a operação tem um grupo que teria desviado R$ 180 milhões dos cofres públicos.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início em 2014, depois que a CGU repassou informações sobre irregularidades na concessão de incentivos. Foi constatado que até a tal festa de casamento foi bancada com recursos obtidos por meio da Lei Rouanet.

Ainda segundo a Polícia Federal, as fraudes ocorriam de diversas maneiras, como superfaturamento, apresentação de notas fiscais fictícias e projetos duplicados. As investigações apontaram ainda o uso de dinheiro obtido pela Lei Rouanet para realização de eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas privadas para grandes empresas e livros institucionais.

O Grupo Bellini, que atua há 20 anos na área cultural, seria o cabeça do esquema. O dono da empresa, Atônio Carlos Bellini, foi preso junto com a mulher. O apartamento do casal, em São Paulo, foi alvo de busca e apreensão. De acordo com investigadores, o casamento bancado com dinheiro de benefícios foi de um parente de Bellini. A festa teria sido realizada na badalada praia de Jurere Internacional, em Florianópolis. Bellini costuma dar palestras sobre como captar recursos pela Lei Rouanet.

Entre os outros alvos da operação, estão as empresas Scania, Roldão, Notredame Intermédica, Cecil, Intercapital, KPMG, Lojas Cem, Cristalia, Nycomed e o escritório de advocacia Demarest.

Estão sendo cumpridos 14 mandados de prisão temporária contra lobistas, empresários e servidores públicos. Policiais também estão fazendo busca e apreensão de documentos no Ministério da Cultura e em mais 36 endereços de empresas e pessoas suspeitas de envolvimento nas fraudes. No total, 124 agentes federais estão nas ruas para cumprir as ordens judiciais. Os mandados foram determinados pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo.

A operação foi a primeira a utilizar o Laboratório de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro de São Paulo, que cruza milhares de dados e informações. O laboratório será utilizado também na análise do material apreendido pela Polícia Federal.

A Justiça Federal também concedeu liminares para inabilitar algumas empresas para a apresentação de projetos culturais junto ao Ministério da Cultura e à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Também houve bloqueio de bens e o sequestro de imóveis e veículos de luxo.

Os investigados deverão ser indiciados por associação criminosa, peculato, estelionato, crime contra a ordem tributária, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro (Jailton de Carvalho/Stella Borges/O Globo)