domingo, 5 de julho de 2015

Crise se agrava e reduz margem de manobra que Dilma tem para reagir

Oposição e aliados discutem o que fazer no caso de a presidente deixar o cargo ou ser afastada antes da conclusão de seu mandato
Folha de São Paulo

A crise que a presidente Dilma Rousseff enfrenta desde sua reeleição no ano passado se aprofundou nos últimos dias, reduzindo sua margem de manobra e abrindo espaço para as principais forças políticas discutirem o que fazer na hipótese de ela deixar o cargo ou ser afastada sem concluir o mandato.

Revelações do empreiteiro Ricardo Pessoa, que disse ter distribuído propina e feito doações eleitorais em troca de vantagens na Petrobras, lançaram suspeitas sobre o financiamento da campanha de Dilma e animaram a oposição a voltar a falar em impeachment.

O Tribunal Superior Eleitoral, que conduz uma investigação sobre a campanha da reeleição, chamou o empreiteiro para depor. Paralelamente, o Tribunal de Contas da União se prepara para retomar em breve o julgamento das contas do governo Dilma do ano passado --a rejeição do balanço abriria caminho para a presidente ser afastada do cargo e processada.

Controlado pelo PMDB, o Congresso impôs uma derrota humilhante ao Planalto na semana passada, com a aprovação de um reajuste salarial para funcionários do Judiciário que põe em risco as finanças do governo. O vice-presidente Michel Temer ameaçou deixar a articulação política do Planalto no dia seguinte.

O pessimismo sobre os rumos da economia cresceu, e analistas e investidores não vêem perspectiva de recuperação tão cedo. Segundo eles, o ajuste promovido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, é insuficiente para restabelecer o equilíbrio do Orçamento.

Maior sigla da oposição, o PSDB programou uma exibição de força para este domingo (5), quando faz uma convenção para reconduzir à presidência do partido o senador Aécio Neves (MG), o rival derrotado por Dilma na eleição do ano passado. Do lado do governo, os petistas buscam com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma estratégia para reagir.

O desembargador federal afirma que "quando se invoca a ideia de traição para combater a delação premiada, admite-se a 'ética' do criminoso"

FAUSTO DE SANCTIS*
O Globo

Delação premiada é a descoberta precoce da verdade (do crime e dos autores e partícipes), requerendo do delator informações úteis ao processo para que o juiz possa reduzir ou extinguir a pena.

Existente no Brasil desde as Ordenações Filipinas, ela é ética, útil e estratégica. Ética porque atende às finalidades político-criminais e à proteção do bem jurídico e se relaciona com a justiça social. Quando se invoca a ideia de traição para combatê-la, na verdade está se admitindo a “ética” do criminoso, que não aceita ser apontado por um comparsa. Útil pelo fato de facilitar o trabalho de todos. Por fim, estratégica, inclusive para a defesa, já que o réu se vê beneficiado com uma pena relativizada sem o custo do processo. O advogado que o estimula à delação presta serviço valioso para a Justiça, já que não lhe cabe expor fatos falseando deliberadamente a verdade ou estribando-se na má-fé, nos termos do Código de Ética da OAB. Esse é o sentido real da função advocatícia como essencial à Justiça. Opor-se à delação representa repulsa à eficácia da Justiça, e não ao instituto em si.

O delator deve dizer o que sabe sem limites, o que o distancia da testemunha comum, daí porque ele é considerado uma testemunha sui generis. Não deixa, porém, de ser uma testemunha “suspeita”, que deve fornecer real caminho para confirmação do que alega, evitando que a Justiça seja marionetada e usada para resolver conflitos internos de organizações criminosas. Por essa razão, o delatado preserva sua condição de presumidamente inocente, e as palavras do delator hão de ser confirmadas com outras provas. Deve ser inerente a quem delata a credibilidade (motivação, relação com os corréus), a confiabilidade intrínseca (precisão, coerência, constância) e a confiabilidade extrínseca (o confronto com as demais provas).

O sistema judicial deve estar comprometido com a função indelével de reagir à altura de ambientes corrompidos, que devem se sujeitar à lei. Porém, não se trata de exercício de reforço estigmatizante. Sua atuação deve ser implacável, mas ponderada e marcada pela discrição e pelo respeito aos direitos e garantias individuais. Se ao Estado cabe respeitar o réu, mesmo quando silencia, o que dizer com relação àquele que colabora?

O instituto é mundialmente consagrado e possui lastro em mútua confiança, o que não significa vinculação do juiz ao acordo entre as partes (acusado e Ministério Público), uma vez que ao Judiciário cabe a última palavra. Este deve bem valorar os que quebram delações anteriores ou mesmo já condenados, uma vez que se mostrariam reincidentes e egocêntricos, quando não excêntricos.

Os requisitos da prisão nada têm a ver com a delação e aquela não pode constituir meio de “pressão” para eventual delação. Por outro lado, é natural, em princípio, a liberação do delator, uma vez que dá confiança a ele de que o sistema está realmente disposto a validar o instituto, encorajando-o a falar. Também não se pode exigir dele a dispensa ao inalienável direito de recorrer, cabendo a insurgência quanto à decisão do juiz caso considere inadequada.

Se existe a alegada “pressão” a falar, a coação psicológica visando à delação, esta não desmerece eticamente o instituto. A própria legislação a exerce ao prever redução ou extinção de pena no caso de confissão, arrependimento eficaz ou posterior, desistência voluntária, pagamento de tributo ou seu parcelamento, transação penal.

Finalmente, o sigilo de seu teor é questão de preservação tanto do delator quanto do delatado, e sua revelação pode levar a um prematuro juízo ético-retributivo, sem a ocorrência da indispensável checagem de seu conteúdo e de sua veracidade.

Em síntese, um bom começo acarreta um bom final, e isso só é possível quando se compreende exatamente a dimensão daquilo que se está a invocar.

*Fausto De Sanctis é desembargador federal. Como juiz federal, atuou nos casos das operações Satiagraha e Castelo de Areia

Fernando Gabeira conhece muito dessa estória de desfaçatez e corrupção, que o Petista tenta esconder por trás de uma pretensa capa de idealismo.


Por Fernando Gabeira

Passei a semana navegando pela costa do Maranhão, caprichosamente desenhada pelo mar. São as Reentrâncias Maranhenses, e as percorri já dentro dos limites da Amazônia Oriental. Meu objetivo era o arquipélago de Maiau. Ao chegar mais próximo dele, o nome das cidades já tem um traço indígena: Cururupu, Apicum Açu. Deixei para trás uma grande crise política. Na Ilha dos Lençóis, consegui ver com os nativos alguns noticiários de tevê. Impressionou-me o impacto da Bolsa Família nessas ilhas maranhenses: a maioria dos habitantes ganha salário do governo.

Quando as notícias eram sobre corrupção na Petrobras eles associavam seu lamento à situação da saúde pública: tanta gente precisando, os hospitais caindo aos pedaços. A tese de Dilma de que não respeita os delatores, comparando-os aos que trocaram de lado no período da ditadura, entrou por um ouvido e saiu pelo outro.

O que penso sobre isso ficou claro num artigo que escrevi, criticando a má-fé dos que comparam os delatores premiados a Judas e Joaquim Silvério dos Reis.

Na Ilha dos Lençóis não existe polícia, nem uma cultura antipolicial. Os problemas são resolvidos pela comunidade. Um criminoso jamais pode fugir porque da ilha só se sai de barco e, passando a voz, os barqueiros se recusam a tirá-lo de lá.


Considero uma farsa comparar um empresário que enriquece com a Petrobras com os militantes que deserdaram na luta armada. Naquela época havia tortura. A denúncia, por mais condenável, visava à preservação física. E havia também um compromisso coletivo de tudo fazer para preservar a vida e a liberdade dos companheiros soltos. Será que Dilma considera o grupo de empresários que manobrava as licitações na Petrobras companheiros que devam resistir a tudo para salvar os outros e o projeto do socialismo? Será que considera que o grupo mafioso formado por políticos e milionários tinha nosso mesmo objetivo pretérito: o socialismo, a ditadura do proletariado? Não acredito que ela coloque os interesses nacionais de uma investigação no mesmo nível das torturas e prisões do período militar.


Ela não é tão pouco inteligente assim. Como comparar um sonho, ainda que equivocado, de transformação social, com o propósito puro e simples de roubar a maior empresa estatal? Será que ela considera todo o núcleo desbaratado e preso pela Polícia Federal uma célula transformadora, com outros objetivos além de enriquecer e se perpetuar no poder? Não acredito que ela confunda a VAR-Palmares com o Clube dos Empreiteiros. Nem que ela considere o Ricardo Pessoa aquele Bom Burguês, um homem rico que ajudava o MR8.

O lugar onde estou é muito louco. Dunas intermináveis, o vento forte, a crença de que o Rei Dom Sebastião, morto em 1578, em Alcacer Quibir, está enterrado aqui com seu cavalo branco e todas as joias que conseguiu trazer. No entanto, pareceu-me uma loucura maior uma presidente do Brasil dizer, nos EUA, com todas as letras, que não respeita delator, assim de forma abstrata, como se colaborar com a polícia fosse uma das maiores baixezas humanas. Se a mensagem que Dilma e o PT querem transmitir de que o roubo na Petrobras se equivale à resistência armada e de que a corrupção é apenas uma continuidade no combate ao capitalismo, tenho razões para protestar.

Escrevi muita coisa criticando a luta armada. Estou cansado de tocar no assunto. Infelizmente, tenho de voltar a ele por uma questão de justiça: a resistência era feita por idealistas. Mesmo quando se assaltava um banco, arriscava-se a vida. O dinheiro, ao que me consta, não era tocado por indivíduos mas destinado à organização. Os assaltos eram feitos com declarações políticas inequívocas. Ninguém enriqueceu. Pelo contrário: os que não aderiram ao PT têm grandes dificuldades, como todos os brasileiros.

Dilma atua, nesse caso, talvez inspirada pelos marqueteiros, como uma cafetina da luta armada. Tenta justificar um assalto aos cofres públicos desqualificando os assaltantes que se arrependeram e querem devolver o dinheiro ao país. No seu discurso, acusados pelo rombo na Petrobras, ela, Lula e os tesoureiros que ainda estão soltos substituem os idealistas da resistência.

Ninguém deve ter acreditado no argumento de Dilma. Vejo que seu índice de rejeição está nas alturas. Não pretendia voltar ao tema, mas ele introduz uma novo atalho para a impunidade. Sabe com quem está falando? No passado, descobertas no crime, autoridades se escudavam no poder. Na versão atual, mistificadores escondem-se atrás do próprio passado.

Alguns presos do mensalão entraram de punho erguido na cadeia. Eles queriam dizer que a prisão era apenas a continuidade de sua luta



Dilma achou a maneira simbólica de erguer o punho, ao ser revelado o elo do petrolão com sua campanha. Foi traída pela delação. Mesmo quando arruínam o país, querem passar por incompreendidos salvadores.

Ah! Se isto acontecesse em um país sério...Pixuleco, Caneco, Tulipa, Brahma e a 'curriola' todinha estava em cana. Todos iriam fazer 'consultoria' na casa de carái!

Conta secreta na Suíça abasteceu campanha de Lula em 2006

Por: Robson Bonin
Veja.com

DINHEIRO SUJO - O empreiteiro apresentou extratos de movimentação de uma conta criada na Suíça para pagar propina. De lá, segundo ele, saíram 2,4 milhões de reais para a campanha de Lula

O documento abaixo reproduz a movimentação de uma conta secreta na Suíça aberta pelos empreiteiros para pagar propina. Segundo Ricardo Pessoa, foi dela que saíram 2,4 milhões de reais que reforçaram o caixa da campanha do ex-presidente Lula em 2006 - dinheiro desviado dos cofres da Petrobras que chegou ao Brasil em uma operação financeira totalmente clandestina e ilegal. O delator contou que a UTC, a Iesa, a Queiroz Galvão e a Camargo Corrêa formavam o consórcio que venceu a licitação para construir três plataformas de petróleo. Como era regra na estatal, um porcentual do contrato era obrigatoriamente reservado para subornos. A conta foi criada para o "pagamento de comissionamentos devidos a agentes públicos em razão das obras da Petrobras, ou seja, o pagamento de propinas", disse Pessoa. Ela também ajuda a dificultar o rastreamento de corruptos e corruptores. Foi dessa fonte clandestina que saiu o dinheiro que ajudou Lula a se reeleger.


Para comprovar a existência da conta secreta, o empreiteiro apresentou ao Ministério Público extratos com as movimentações

Batizada de "Controle RJ 53 - USquot;, a planilha registra operações envolvendo 5 milhões de dólares em pagamentos de propina. Além de financiar o caixa dois de Lula, a conta suíça foi utilizada para pagar os operadores do PT na Petrobras. Entre as movimentações listadas pelo empreiteiro estão pagamentos ao ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, um dos responsáveis pela coleta das propinas destinadas ao PT. Os repasses à campanha de Lula foram acertados entre Ricardo Pessoa e o então tesoureiro petista, José de Filippi. Era o próprio empreiteiro que levava os pacotes de dinheiro ao comitê da campanha em São Paulo. 


A entrega, como VEJA revelou em sua edição passada, era cercada de medidas de segurança típicas de organizações criminosas. Ao chegar à porta do comitê, o empreiteiro dizia a senha "tulipa". Se ele ouvia como resposta a palavra "caneco", seguia direto para a tesouraria. Se confirmados pela Justiça, os pagamentos via caixa dois são a primeira prova de que o ex-presi­dente Lula também foi beneficiado diretamente pelo petrolão.
PAINEL
VERA MAGALHÃES painel@uol.com.br
Bloco na rua

As principais lideranças da oposição e do PMDB discutem abertamente dois caminhos possíveis para deflagrar, já em agosto, movimento para forçar a queda de Dilma Rousseff. De um lado estão os que defendem a cassação da chapa Dilma-Michel Temer no TSE e a convocação de novas eleições em três meses. Do outro, o grupo que defende uma "saída Itamar", com processo de impeachment contra a presidente. Nesse caso, Temer assumiria um governo de "repactuação nacional".

Grupo 1 Entre os que apostam na saída TSE está a ala do PSDB ligada a Aécio Neves (MG), que acredita que o senador venceria nova eleição graças ao recall de 2014.

Costura Aécio e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que assumiria a Presidência por 90 dias caso a Justiça Eleitoral cassasse Dilma, conversaram várias vezes sobre os cenários da crise nas últimas semanas.

Soft A ala dos que avaliam que a melhor saída institucional seria Temer assumir o governo engloba o PMDB do Senado, ministros de tribunais superiores, juristas e tucanos como o senador José Serra.

No voto Ministros do TSE dizem que o tribunal é majoritariamente favorável à convocação de novas eleições em caso de cassação da chapa. Eles descartam a possibilidade de Aécio, segundo colocado, assumir sem novo pleito.

Dá cá aquela palha "O ambiente político está sendo preparado. E, quando se quer fazer algo, qualquer Fiat Elba resolve", diz um tucano, em referência ao carro que derrubou Fernando Collor.

C'est fini Parlamentares da base relatam que a derrota na votação do reajuste do Judiciário foi a prova de que Dilma não tem sustentação no Congresso. "O governo acabou", diz um peemedebista.

Senha A discussão sobre a implantação do parlamentarismo, na volta do recesso, será um ingrediente a mais para desgastar o governo. O fato de o tema ganhar corpo evidencia a tibieza do Planalto, dizem parlamentares.

Sem GPS Senadores petistas que perceberam o recrudescimento da crise relatam, em tom de desânimo, que o crescimento da articulação para depor Dilma passou ao largo da conversa de Lula com as bancadas do partido, na segunda-feira.
PF pede quebra do sigilo de contratos de banco com empreiteiras do petrolão

Os policiais e o Ministério Público investigam um megaesquema de cartel, fraude em licitações, superfaturamento, corrupção e lavagem de dinheiro que, pelos cálculos preliminares, desviou R$ 19 bilhões da Petrobras

CorreioBraziliense

A construção do Porto de Mariel, em Cuba, é investigada pelo MP em Brasília: poucas explicações

Delegados da Operação Lava-Jato fizeram novo pedido de quebra de sigilos de empréstimos no exterior obtidos por empreiteiras no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os policiais e o Ministério Público investigam um megaesquema de cartel, fraude em licitações, superfaturamento, corrupção e lavagem de dinheiro que, pelos cálculos preliminares, desviou R$ 19 bilhões da Petrobras. Contratos da estatal eram inflados por construtoras que bancavam subornos para políticos e funcionários da petroleira, segundo a apuração. Agora, os investigadores lançam um braço da apuração sobre os créditos no exterior para as empreiteiras

O novo pedido da PF foi feito esta semana, dias após a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo. Os policiais e a Procuradoria-Geral da República convenceram o juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, a encarcerar os empreiteiros, mas o magistrado preferiu não quebrar o sigilo das empresas referentes ao BNDES naquele momento. Na Lava-Jato, a PF fez buscas na Odebrecht Latin Finance, quando obteve contratos de financiamento firmados pelo BNDES no exterior, como Cuba e Angola. O primeiro pedido de quebra de sigilo foi feito em 19 de maio, mas acabou negado pelo juiz Sérgio Moro porque deveria ser feito separadamente. O segundo pedido foi feito essa semana.

Os policiais querem a quebra de sigilo bancário “das operações de financiamento internacional” envolvendo o BNDES em contratos “de obras de engenharia e infraestrutura” dos últimos 20 anos, ou seja, nos governos Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff desde 2011. Eles solicitam também dados que não estão no portal de transparência do banco, que passou a conter informações sobre taxas de juros dos empréstimos após anos de pressão do Judiciário, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU).

'Fí de rapariga'!

Aluno de 16 anos agride professora com socos e golpes de caneta em Sergipe

Paulo Rolemberg
Do UOL, em Aracaju


"Ele veio cantando uma música violenta. Falou eu saio, mas eu lhe mato". O relato é da professora Carla Valéria de Oliveira, 41 anos, diretora da Escola Estadual Senador Lourival Fontes, localizada na zona norte de Aracaju (SE), ao narrar a agressão sofrida por ela na tarde da última quinta-feira (2) por um aluno de 16 anos que, utilizando uma caneta, desferiu golpes contra a professora. O adolescente foi apreendido pela Polícia Militar de Sergipe.

A professora contou que na última quarta-feira (1º), alunos utilizando uma bomba de festa junina quebraram um mictório do banheiro masculino da escola. A diretora então iniciou a apuração para descobrir quem foram os autores e acabou identificando os alunos responsáveis pelo ato, entre eles estava o adolescente de 16 anos acusado pela agressão.

Segundo a diretora, diante da gravidade decidiu dar uma suspensão aos alunos. Ao saber que seria punido, o aluno que estava matriculado no EJA (Educação de Jovens e Adultos) resolveu agredi-la. "Ficou sabendo que ia ser expulso. Ele veio cantando uma música violenta. Falou eu saio, mas eu lhe mato. Partiu para cima. Deu o primeiro murro e eu caí. E me socou, vários murros. A cabeça batia muito na parede. Eu só gritava pedindo socorro", detalhou Carla Valéria, ao programa Hora da Verdade da 103FM, que foi agredida em um dos corredores da escola.

A diretora contou que funcionários e professores foram socorrê-la e um deles teria ouvido do adolescente que Carla estaria morta. "Uma colega passou por ele, e ele falou: a diretora está lá morta. Essa era vontade dele. Dá medo [ser professor] hoje em dia", disse emocionada.

Enquanto a diretora era socorrida, alunos da escola acionavam uma viatura da PM que passava pelo local. Ao perceber a presença da polícia, o adolescente tentou fugir por um terreno existente ao fundos da escola, mas acabou apreendido. Ele foi encaminhado a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente. A professora foi atendida por uma equipe do SAMU e levada ao um hospital onde foi medicada e liberada.

Diálogo

"O mais revoltante é que eu não vinha batendo de frente com ele. Vinha conversando, dialogando. Conversei com a mãe dele: a senhora precisa acompanhar mais, preste atenção", disse a diretora agredida, ao relatar que no mês passado foi ameaçada com uma faca por outro aluno.

A diretoria foi enfática ao falar sobre o consumo de drogas dentro da unidade de ensino. Segundo ela, o banheiro é o local utilizado pelos adolescentes para manter o vício. "O problema dali [escola] é a droga. Os alunos têm se drogado dentro do banheiro. Meu objetivo é conscientizar esses alunos que a escola é um ambiente de estudo", comentou.

Com medo, a diretora já avisou que pedirá transferência da escola. "Não vou voltar para lá mais não. Quero criar meus dois filhos", finalizou.

Em agosto do ano passado, o professor de biologia Carlos Christian de Almeida Gomes foi ferido com cinco tiros disparados também por um aluno de 16 anos, na Escola Estadual Olga Barreto, no município de São Cristóvão. O professor ainda se recupera e o adolescente encontra-se cumprindo medida socioeducativa.
Dinheiro para pagar Dirceu saiu de ‘conta-propina’ do PT

Documentos apresentados à Justiça por Ricardo Pessoa em sua delação premiada trazem indícios de que as consultorias de José Dirceu eram fachada para o dinheiro desviado da Petrobras

Por: Robson Bonin
Veja.com
DISFARCE – José Dirceu faturou 39 milhões de reais supostamente prestando serviços de consultoria. Os documentos de Pessoa mostram que o dinheiro usado para pagar o ex-ministro saiu da conta-propina do PT, abastecida com dinheiro desviado da Petrobras

O petista José Dirceu ganhou muito dinheiro. Desde que deixou a Casa Civil abatido pelo escândalo do mensalão, em 2005, o ex-ministro recebeu cerca de 39 milhões de reais oficialmente fazendo consultorias para o setor privado. As investigações da Operação Lava-Jato, no entanto, desvendaram a verdadeira natureza dos serviços do mensaleiro. Em sua delação premiada, o empreiteiro Ricardo Pessoa apresenta documentos que mostram que as consultorias nada mais eram do que fachada para o recebimento de dinheiro desviado da Petrobras. O dono da UTC contou aos investigadores que foi procurado pelo ex-ministro em meados de 2012. Dirceu, que exercia forte influência sobre os diretores da Petrobras, ofereceu ao empreiteiro os seus serviços de consultor. Assim como no caso do pedido de Edinho Silva, negar dinheiro a Dirceu poderia ser sinônimo de problemas. Melhor não arriscar. Afinal de contas, os negócios iam muito bem. O empreiteiro fechou um acordo para pagar 1,4 milhão de reais ao mensaleiro. O objeto do contrato: prospectar negócios no exterior.

A única coisa que José Dirceu prospectou foram aditivos ao contrato. Sem nenhum tipo de serviço prestado, o consultor conseguiu mais 906 000 reais da UTC no ano seguinte. Quando a última parcela desse segundo contrato venceu, Dirceu já fazia parte da população carcerária do presídio da Papuda, em Brasília. Mas nem a prisão foi capaz de atrapalhar os negócios do ex-ministro. Ricardo Pessoa contou aos investigadores que, a pedido do próprio Dirceu, assinou um segundo aditivo, de 840 000 reais. O contrato foi firmado quando o mensaleiro já estava no terceiro mês de prisão. "Apenas e tão somente em razão de se tratar de José Dirceu e da sua grande influência no PT é que, mesmo sabendo da impossibilidade de ele trabalhar no contrato firmado, porque estava preso, o aditamento foi feito e as parcelas continuaram a ser pagas", disse o dono da UTC aos procuradores. O mais impressionante: como a tabela acima comprova, metade do dinheiro pago pela UTC a Dirceu foi debitada com autorização de Vaccari da conta-corrente que a empreiteira administrava para o PT. Ou seja, o ex-ministro foi pago com propina da Petrobras.
(VEJA.com/VEJA)
Dono de Motel é queimado vivo dentro do próprio veículo após assalto em Cajazeiras. Felizmente, escapou.

Foi registrado na tarde deste sábado (04) uma tentativa de assalto no Motel Sol Poente.

Bombeiro apagando as chamas do veiculo do gerente do Motel Sol Poente de Cajazeiras

Foi registrado na tarde deste sábado (04) um assalto ao Motel Sol Poente, localizado na PB 393, saída de Cajazeiras para São João do Rio do Peixe e ao gerente do estabelecimento.


De acordo com informações da polícia, uma quadrilha interceptou num ecosport, de cor prata o gerente do motel, identificado por Raimundo Cláudio, que também é proprietário do Motel Paraíso, na BR 230 e estava conduzindo um Fiat Uno.


Os acusados levaram Raimundo Cláudio para um matagal, poróximo ao motel, por trás do Hospital Universitário Júlio Bandeira (HJB), em seu próprio veículo, onde jogaram gasolina e atearam fogo no carro com o proprietário dentro.


Não contentes, os acusados foram ao Motel Sol Poente, jogaram gasolina, queimaram o sistema de câmeras do estabelecimento e foragiram em seguida levando uma quantia em dinheiro. Eles estavam encapuzados e armados de revólveres.


Raimundo Cláudio conseguiu sair com vida de dentro do carro em chamas, mas teve mãos e pernas queimadas. Ele foi socorrido para o Hospital Regional de Cajazeiras (HRC). O Corpo de Bombeiros foi acionado e chegou rapidamente, mas o carro já estava totalmente consumido pelas chamas. A Polícia Militar esteve no local e continua fazendo as rondas, mas ninguém foi preso.

As informações dão conta que a quadrilha foi informada que o proprietário do motel estava com uma grande quantia em dinheiro para comprar um imóvel.

A equipe da TV Diário do Sertão está preparando o vídeo com a reportagem completa desta matéria. Aguardem!!!

As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


No jornal Jogo/Extra: Mengão e Flusão na euforia


A primeira página do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Crise se acentua e reduz margem de manobra da presidente Dilma 

Globo:  Estado do Rio gasta R$ 1 bi por ano com vereadores

Extra:  'Minha Casa' é palco de guerra de facções

BrasilEconômico: Consumidor endividade continua a comprar

Estadão: "Lava Jato prossegue doa a quem doer", diz diretor da PF

ZeroHora: Entenda o que levou a Grécia a chegar no fundo do poço

EstadodeMinas: Lava Jato: PF pede quebra de sigilo de contratos do BNDES

CorreioBraziliense: "Dilma está sozinha", diz Ministro do STF ("Eu não queria estar na pele dela", diz Marco Aurélio

CorreiodaBahia: Lorota de candidato

- OPovo(Banabuiú) A agonia de um açude

JornaldoCommercio: Alerta e morte

JornaldaParaíba: Prefeitos gastam mais com diárias, apesar do arrocho

sábado, 4 de julho de 2015

Dedé da Mancha, filho de João Pires, lá da Rua do Santo Antônio, em Cajazeiras, e irmão de vários amigos nossos, especialmente Luiz, Pedro, Tamunda e Curripio, acaba de falecer. À família, nossos sentimentos.


Meu amigo Dede da Mancha acaba de falecer. Que Deus coloque ele num bom lugar. Vai com Deus meu amigo, meus sentimentos à família.

A capa da Veja que está nas bancas.



Josias de Souza


Lula cutucou a paciência dos brasileiros nesta sexta-feira. Foi a um encontro da Federação Única dos Petroleiros, em Guararema (SP), e disse que não há razões para o azedume do brasileiro.

“O mau humor hoje não é gratuito. Tem gente que ganha quando caem as ações da Petrobras. Eles compram para vender na alta”, afirmou Lula, como se não tivesse nada a ver com ruína que empurrou a maior estatal do país para a gangorra da Bolsa de Valores.

“Acho que tem gente que dá notícia negativa todo dia, para criminalizar o PT e as esquerdas'', declarou Lula, como se a imprensa tivesse inventado a Operação Lava Jato com suas 18 delações premiadas. E como se Renan Calheiros e Fernando Collor, ex-controladores ocultos da Transpetro e da BR Distribuidora, fossem “as esquerdas”.

“Não há espaço para sermos negativos neste país, é só olhar o que nós éramos e o que somos hoje”, queixou-se Lula, como se vivesse num país de fábula, imune à inflação fora de controle, à paralisia econômica e à volta gradativa do desemprego.

“Estamos vivendo tempos difíceis, mas vamos consertar. E é isso que a presidenta Dilma está fazendo neste momento'', embromou Lula, como se Dilma Rousseff fosse uma presidente estalando de nova, não aquela supergerente que ele vendera em 2010, para acomodar no “volume morto'' dias atrás.

“Se vocês quiserem um brasileiro que tem orgulho da Petrobras, ele está aqui. Um brasileiro que não tem vergonha de dizer que sente orgulho da Petrobras”, vangloriou-se Lula, seis dias depois de a Petrobras ter anunciado um corte de 37% no seu plano de investimentos até o ano de 2019.

“Se alguém de dentro ou de fora fez alguma sacanagem, ou roubou a Petrobras, essa pessoa que pague”, realçou Lula, como se as petrorroubalheiras não tivessem nascido na sua administração.

“E que os trabalhadores da Petrobras não sejam punidos”, rogou Lula, como se a força-tarefa da Lava Jato não tivesse identificado e gravado a marca do Zorro na testa dos ex-diretores nomeados na gestão para privatizar a Petrobras aos interesses partidários e patrimoniais.

“O vazamento [das delações da Lava Jato] tem interesse. É para pegar alguém ou acusar um partido”, ralhou Lula, como se preferisse que a imprensa não imprensasse. Ou, por outra, como se ignorasse que o problema é o roubo, não as notícias sobre o assalto.

“A pessoa só pode ser chamada de ladrão quando provar que é ladrão, não pode criminalizar a pessoa antes de ser julgada'', ensinou Lula, como se tivesse esquecido o passado daquele sindicalista barbudo que chamava José Sarney de “ladrão”.

“A luta dos trabalhadores não pode ser eminentemente econômica. Tem que pensar em outras coisas. […] Tem de, sobretudo, defender a democracia deste país, o Estado de direito. Porque não foi fácil o que conquistamos até agora. Não podemos abdicar disso'', pediu Lula aos petroleiros, como se a democracia brasileira não estivesse funcionando bem —tão bem que suporta até a decepção de um ex-metalúrgico voando em jatinhos de empreiteiras, de um ex-PT convertido em usina coletora de dinheiro sujo, e de um ex-líder estudantil que, detido em prisão domiciliar, pede habeas corpus preventivo à Justiça para não voltar para o xilindró.
Operação Andaime: juiz converte prisões provisórias em preventivas
Fernando Caldeira

As sete pessoas presas na Operação Andaime, por força de mandado de prisão provisória, que já havia sido prorrogada uma vez e cujo prazo de 10 dias terminaria neste domingo (05), vão continuar presas sem prazo definido, pois o juiz da 8ª Vara Federal de Sousa. Marcelo Sampaio, acatando pedido do Ministério Público Federal, converteu, no final da manhã deste sábado (04), as prisões provisórias em prisões preventivas. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal – TRF, em Recife.

Agora, todos os envolvidos na primeira fase da operação andaime, em um total de 10 pessoas, estão presos preventivamente, já que desde o inicio haviam sido decretadas 03 prisões preventivas, a do construtor cajazeirense Francisco Justino do Nascimento e sua esposa Laninha Alexandre, além do engenheiro Wendel Dantas, esposo da atual prefeita de Joca Claudino, Lucrécia Adriana, inclusive, tendo a justiça negado, na sexta-feira, o pedido de revogação da prisão preventiva dos dois últimos.

Afora os três já citados, os outros sete, também, estão com preventivas decretadas, no caso o empresário Mário Messias Filho (Marinho), os engenheiros Márcio Braga, Jorge Viturino, Horley Fernandes e seu filho Arley Braga, além de Hélio Farias e Afrânio Gondim, que estão presos, na cela 15, do presídio regional de Cajazeiras
Vai faltar cerveja nos supermercados da Venezuela

O desabastecimento crônico é um dos principais problemas econômicos enfrentados pelo governo bolivariano de Nicolás Maduro

Veja.com

*Foi Galego BillyGancho quem disse...

A lista de produtos que os venezuelanos não encontrarão nas prateleiras dos supermercado acaba de aumentar. A cerveja acaba de entrar para a relação de itens atingidos pelo desabastecimento crônico que assola o país. Devido a uma disputa referente ao pagamento de contas, o presidente bolivariano Nicolás Madurou mandou fechar as fábricas da Polar, responsável pela produção de 80% das cervejas consumidas na Venezuela. Metade das cervejarias está paralisada, enquanto o restante opera com a capacidade reduzida.

Além do índice de inflação galopante que atinge a economia venezuelana, o desabastecimento de produtos básicos e de primeira necessidade nos supermercados tem provocado transtornos para a população. São frequentes os relatos de que falta leite, papel higiênico, farinha e até remédios no país. O regime chavista impôs nos últimos anos um controle rígido sobre o preço e a quantidade de produtos alimentícios e de higiene que as pessoas podem comprar, o que, na visão de especialistas, agravou o desabastecimento.
Lauro Jardim

Lula pediu “vinho francês de boa qualidade”

Em 19 de setembro de 2012, Lula viajou com uma pequena comitiva ao México, que incluía Kalil Bittar, sócio do seu filho Lulinha. Evidentemente, nada de avião de carreira.

Para o deslocamento foi alugado um Legacy 650. Quem pagou? A subsidiária americana da Odebrecht quitou a fatura de 780 000 reais.

E nada de passar aperto. No contrato com a empresa de táxi-aéreo está escrito com todas as letras que nos voos de ida e de volta não deveria faltar “vinho tinto francês de boa qualidade”.

A capa do nosso jornal Gazeta do Alto Piranhas.


Acabou de 'acanaiá' de vez... Se Lula for preso, a 'putaiada' é de grátis!


Para quem não conhece, Oscar Maroni é o controverso proprietário do Bahamas, a p*%ria mais famosa de São Paulo e do Brasil. Aproveitando a atual situação do Brasil, ele resolveu fazer uma promoção:

BARBADA
Se faltava algum motivo pra Policia Federal prender o Lula…

Acusado de roubo chora ao reconhecer juíza como sua amiga de escola
Redação RedeTV!

Juíza reconheceu amigo de infância em julgamento 

Suspeito de roubar um carro nos Estados Unidos, o americano Arthur Booth, de 49 anos, se emocionou durante seu julgamento, nesta terça-feira (30), depois que a juíza Mindy Glazer o reconheceu dos tempos de escola, quando eram amigos.

"Senhor Booth, tenho uma pergunta. Você frequentou [a escola] Nautilus?", questionou Glazer. Questionado, o homem não conseguiu responder e apenas repetiu diversas vezes "Oh meu Deus! Oh meu Deus!".

Booth foi preso na segunda-feira (29) após ser flagrado dirigindo um carro que teria sido usado no assalto a uma casa. Ao ser abordado por um policial, ele acelerou e acabou sendo perseguido, segundo informações da "NBC News".

"Sinto muito vê-lo aí. Sempre me perguntei o que teria acontecido com o senhor", continuou a juíza. "Ele era o garoto mais legal da escola, foi o melhor menino do ensino fundamental", acrescentou.

Diante do homem emocionado, a juíza continua: "Sr. Booth, espero que você seja capaz de mudar seu comportamento. Boa sorte", deseja ela. "Espero que você seja capaz de sair desta situação bem e tenha uma vida boa", finalizou. 

Assim que a Glazer termina sua fala, Booth tenta dizer algo, mas recebe o chamado dos policiais e deixa o local sem nada dizer. Ele ficará preso até pagar uma fiança de quase R$ 135 mil.

O vídeo do encontro entre a juíza e o réu tornou-se viral nas redes sociais. 

Assista:

O 'pixuleco' foi direto! E Vaccari ainda está 'engolindo corda' confiando que se salva da lama. Vai pegar uma cadeia braba!

A conta de Vaccari na UTC
O Antagonista

Ricardo Pessoa relatou em sua delação a existência de uma tabela chamada "controle da conta corrente Vaccari". Nela, estão todas as retiradas feitas por João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT, de uma conta corrente que o empreiteiro mantinha "em decorrência das obras da Petrobras" especialmente para ele.

No total, o petista sacou 3,9 milhões de reais dessa conta.

Nem caixa 1, nem caixa 2

Politicamente, as denúncias de Ricardo Pessoa demolem Lula e Dilma Rousseff.

Do ponto de vista criminal, porém, o aspecto mais devastador para o PT é outro.

Ricardo Pessoa, como já dissemos, relatou que o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, tinha uma “conta corrente” na UTC, “em decorrência das obras com a Petrobras”. E que ele retirou dessa conta corrente 3,9 milhões de reais em dinheiro vivo.

Não se trata de caixa1. Não se trata de caixa 2.Trata-se de dinheiro do roubado da Petrobras receptado diretamente pelo PT.

O receptador: Vaccari do PT

No jornal Jogo/Extra: garoto do Fogão estreia em alto estilo


Os destaques do jornal Correio Braziliense


A primeira página do jornal Folha de São Paulo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros neste sábado

Folha: Dilma dá a Temer mais poder para negociar cargos

Globo:  Delator liga doações eleitorais ao PT a contratos com a Petrobrás

Extra: Conjunto do 'Minha Casa' recém-entregue é invadido

ValorEconômico: Massa salarial cai 10% no país em 6 meses

Estadão: Delegados da PF veem tráfico de influência de políticos na Lava Jato

ZeroHora: Sartori estuda como privatizar estatais

EstadodeMinas: Emergência

CorreioBraziliense: Pedalada em abono vai castigar os mais pobres

CorreiodaBahia: Rede da Embasa rompe e 26 áreas ficam sem água

- OPovoOperação apreende 12 mil litros de combustível adulterado no Ceará

JornaldoCommercio: Medo do desemprego só aumenta

JornaldaParaíba: Gastos de Câmaras não têm transparência

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Exclusivo: as provas que Ricardo Pessoa entregou à Justiça

VEJA desta semana apresenta os documentos e planilhas em que o empreiteiro Ricardo Pessoa registrava as transações do petrolão – entre elas o dinheiro entregue à campanha de Dilma

Robson Bonin
Veja.com

O petista Edinho Silva: achaque muito educado, segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa 

O engenheiro Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, é famoso por sua grande capacidade de organização - característica imprescindível para alguém que exercia uma função vital no chamado "clube do bilhão". Ele foi apontado pelos investigadores como o chefe do grupo que durante a última década operou o maior esquema de desvio de dinheiro público da história do país. O empreiteiro entregou à Justiça dezenas de planilhas com movimentações financeiras, manuscritos de reuniões e agendas que fazem do seu acordo de delação um dos mais contundentes e importantes da Operação Lava-Jato. O material constitui um verdadeiro inventário da corrupção. Em uma série de depoimentos aos investigadores do Ministério Público, Pessoa detalhou o que fez, viu e ouviu como personagem central do escândalo da Petrobras. Na sequência, apresentou os documentos que, segundo ele, provam tudo o que disse.

​​VEJA teve acesso ao arquivo do empreiteiro. Um dos alvos é a campanha de Dilma de 2014 e seu tesoureiro, Edinho Silva, o atual ministro da Comunicação Social. Segundo o delator, ele doou 7,5 milhões de reais à campanha depois de ser convencido por Edinho Silva. "O senhor tem obras no governo e na Petrobras, então o senhor tem que contribuir. O senhor quer continuar tendo?", disse o tesoureiro em uma reunião. O empreiteiro contou que não interpretou como ameaça, mas como uma "persuasão bastante elegante". Na dúvida, "para evitar entraves" nos seus negócios com a Petrobras, decidiu colaborar para que o "sistema vigente" continuasse funcionando - um achaque educado. Mas há outro complicador para Edinho: quem apareceu em nome dele para fechar os detalhes da "doação", segundo Pessoa, foi Manoel de Araujo Sobrinho, o atual chefe de gabinete do ministro. Em plena atividade eleitoral, Manoel se apresentava aos empresários como funcionário da Presidência da República. Era outro recado elegante para que o alvo da "persuasão" soubesse com quem realmente estava falando.
O documento em que Ricardo Pessoa registrou a 'doação legal' à campanha de Dilma e os nomes do tesoureiro Edinho Silva e seu braço-direito Manoel de Araujo 
Cerveró, ex-diretor da estatal, negocia fazer delação premiada

Nestor Cerveró iniciou conversas sobre um possível acordo de delação na Lava Jato

BELA MEGALE
FLÁVIO FERREIRA 
Folha de São Paulo

Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, iniciou as negociações de um possível acordo de delação premiada.

A conversa entre Cerveró, advogados da defesa, procuradores e representantes da Polícia Federal aconteceu na tarde de quarta na Superintendência da PF, em Curitiba. Pela manhã, ele havia recebido visita da esposa.

Pessoas próximas à família afirmaram que a decisão de negociar deve-se ao estado de saúde do ex-diretor. Preso desde janeiro, ele vem sofrendo ataques de pânico, apesar de tomar medicação para ansiedade e ter acompanhamento de psiquiatra.

Na quinta (25), o ex-diretor retornou do Complexo Médico Penal, em Pinhais, para a sede da PF em Curitiba, onde passou a dividir a cela com o doleiro Alberto Youssef.

'Um véi gaiato todo'!



When your Grandpa decides to humiliate the local youth. He literally has their pants down.www.footballdaily.co.uk(via ShowboatVines)
Posted by Football Daily on Domingo, 28 de junho de 2015
 
Deputados aprovam lei que limita família a "união entre homem e mulher"

Se o governador não vetar o texto, colégios ficam obrigados a celebrar o Dia Nacional da Valorização da Família

CorreioBraziliense

Em meio ao toque de caixa que marcou a última sessão antes do recesso da Câmara Legislativa do Distrito Federal nessa terça-feira (30/6), os distritais aprovaram projeto que limita entidade familiar a "núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher, por meio de casamento ou união estável". Desde janeiro, os parlamentares haviam aprovado 19 projetos de autoria do Legislativo; ontem foram 54.

Sem qualquer objeção, Rodrigo Delmasso (PTN) conseguiu aprovar a “implantação da política pública de valorização da família”. Caso o texto não seja vetado pelo governador, fica estabelecida como entidade familiar na capital federal apenas a união entre um homem e uma mulher. Além de conceder diversos benefícios que excluem homossexuais, o projeto prevê a inclusão da disciplina “educação para família” no currículo das escolas do DF. Os colégios ficam formalmente obrigados a celebrar, todo 21 de outubro, o Dia Nacional da Valorização da Família. 

A bancada evangélica não se restringiu a legislar sobre lares e escolas. Está na mesa do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) projeto que desobriga estabelecimentos religiosos de pagar ICMS em serviços como água, luz, gás e telefone. Cobrado desde o início do mandato pelo senador José Antônio Reguffe (PDT), por ter se comprometido durante a campanha, o socialista ainda terá de tomar partido quanto à isenção do mesmo imposto para medicamentos genéricos. 

(Com informações de Mateus Teixeira)

De 23 a 26 de julho, em Cajazeiras, a III Vaquejada do Park Show. Imperdível! Vejam alguns detalhes.