terça-feira, 5 de maio de 2015

A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: PT dirá na TV [hoje, no programa político] que filiados condenados serão expulsos (promessa destoa ao tratamento dado aos dirigentes envolvidos no Mensalão)

Globo:  Volks dá férias coletivas a 8 mil e paralisa produção no ABC

Extra:  MEC diz que grana do Fies acabou

ValorEconômico: Ministro diz que governo não garante nova edição do Fies

Estadão: Temer ameaça com corte 'radical' se não houver ajuste

ZeroHora: Inter Penta

EstadodeMinas: MEC diz que a verba para novos contratos do Fies acabou

CorreioBraziliense: Executivos da Camargo Corrêa confirmam propina à Petrobrás

CorreiodaBahia: Encosta do medo terá 30 imóveis demolidos

- DiáriodoNordeste:  Crise na saúde provoca saída de secretário

JornaldoCommercioRecursos para o Fies esgotados

- JornaldaParaíba: Inadimplência dispara e atinge 441% na Capital

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Os meliantes de Lula atacam na internet
O Antagonista

Desde que a revista Época publicou a reportagem sobre a investigação que o MPF abriu sobre o lobista Lula e os serviços que ele prestou à Odebrecht em Gana, República Dominicana, Venezuela e Cuba, todos eles finaciados com bilhões do BNDES, a vida do procurador da República no Distrito Federal Anselmo Henrique Cordeiro Lopes virou um inferno. Como de hábito, a malta a soldo do governo passou a atacá-lo na internet.

Na sua página no Facebook, o procurador escreveu que se tornou alvo de "injúrias, calúnias e difamações por parte de defensores do ex-presidente, por meio de notas em blogs, páginas eletrônicas e perfis da internet, que estão lançando diversas mentiras". Eis a resposta de Anselmo Henrique Cordeiro Lopes aos ataques...

1. Meus pais são médicos e ninguém da minha família tem ou teve um escritório de advocacia chamado “Cordeiro Lopes”, e muito menos esteve envolvido em qualquer tipo de investigação ou ilicitude.

2. Não possuo nenhuma coluna no jornal Folha de São Paulo; o único artigo que publiquei nesse artigo, chamado “A Sociedade Não Silenciará” , trata do tema dos perigos de agrotóxicos e transgênicos e foi escrito em resposta a críticas feitas pela Senadora Kátia Abreu;

3. Até onde tenha chegado a meu conhecimento, não existe procedimento em aberto contra minha pessoa na Corregedoria do MPF. As representações contra mim formulada pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa (que é réu de ação penal firmada por mim) foram devidamente arquivadas pela Corregedoria do MPF e pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

4. Não sou amigo de nenhum deputado federal do PSDB. A propósito, até o dia de hoje, nunca votei em candidatos do PSDB (aliás, fui eleitor do PT até o surgimento do escândalo do “Mensalão”).

5. A investigação que trata de possível tráfico internacional de influência cometido, em tese, pelo ex-presidente Lula da Silva, apesar de ter iniciado a partir de despacho por mim firmado, hoje está sob a direção de outro membro do Ministério Público Federal.

6. O procedimento autuado que tem por objeto o suposto ilícito mencionado no parágrafo anterior é público e pode ser acessado, com base na Lei de Acesso à Informação, por qualquer cidadão que queira acompanhar a apuração e colaborar no esclarecimento dos fatos. O acompanhamento, inclusive, pode ser realizado a partir da página de transparência do Ministério Público Federal.

7. Nos últimos 7 anos e 8 meses, desde que entrei no MPF por meio de concurso público, tenho atuado, de corpo a alma, em defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, em prol da proteção ambiental, em favor da implementação de diversos direitos humanos e no combate à corrupção. Não serão calúnias, difamações e agressões veiculadas pela internet que subtrairão minha disposição inesgotável de buscar sempre a verdade, a justiça e a punição dos ilícitos.
Em alto nível de consideração
Por Eisenhower Braga Gomes

Sob forma de cachaça


Ou como vinho, sob atendimento 'seletivo' (às quintas)...


Lauro Jardim
Gonçalves: ligações com Lula e Pinheiro

O ministro do STJ Benedito Gonçalves, segundo VEJA revelou no sábado, tinha relações mais do que estreitas com Leo Pinheiro, presidente da OAS e amigão de Lula.

Lula, por sua vez, andava para lá e para cá apostando no nome de Gonçalves para a vaga de Joaquim Barbosa no STF. A todos – a todos os incautos, claro – dizia que apoiava Gonçalves para manter a cota para negros no STF.

Numa palavra, era Lula se escondendo atrás da cota para botar no STF um candidato alinhado com ele.

A propósito, Gonçalves aspira há tempos uma vaga no STF.

Reportagem da Folha de São Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, retrata o grande cantor Roberto Luna. Você sabia que ele é paraibano? Dono de um vozeirão, Roberto Luna nasceu em Serraria e seu nome de batismo é Valdemar Farias. Vejam, também, os vídeos.

RETRATO DO ARTISTA
MÔNICA BERGAMO
monica.bergamo@grupofolha.com.br

"Eu tô duro, porque bebi tudo e amei demais" diz Roberto Luna, um dos cantores de maior sucesso no país nas décadas de 1950 e 1960



O velhinho miúdo de cabelos brancos circula entre mesas soltando seu vozeirão ainda potente aos 85 anos. Se percebe um espectador cantarolando a canção, apressa-se em dividir o microfone com ele.

Encontra algum antigo conhecido, logo anunciado como "grande amigo", "pessoa especial". Pode também ser alguém que acabou de conhecer. Vai receber o mesmo tratamento do irremediável galanteador, entre sorrisos, abraços e beijinhos no rosto. É sempre assim.



O artista se chama Roberto Luna. Nome pouco conhecido pelas novas gerações, mas com público fiel desde o auge do sucesso, nas décadas de 1950 e 1960. Sua carreira soma mais de 60 LPs gravados, participação no clássico filme do cinema marginal "O Bandido da Luz Vermelha" (1968), do cineasta Rogério Sganzerla, e convivência com artistas como o cantor Nélson Gonçalves (1919-1998) e a apresentadora Hebe Camargo (1929-2012).

"Todo mundo e tudo que foi importante na música eu estive ou perto ou chegando perto", diz ele ao repórter Joelmir Tavares em seu apartamento no Palacete dos Artistas, quase na esquina da Ipiranga com a São João, no centro. O cantor de boleros e tangos e sua mulher, Magali, 59, moram desde dezembro no conjunto habitacional que a Prefeitura de São Paulo mantém para artistas idosos.

Do passado de glórias, restam recordações guardadas na memória ainda afiada. "Veio muito cedo e muito rápido a minha ascensão", afirma ele, que ficou famoso com a música "Molambo" (dos versos iniciais "Eu sei que vocês vão dizer/ Que é tudo mentira/ Que não pode ser"), lançada nos anos 1950.

"Tinha dia que eu fazia três shows em circo. E quando chovia era um inferno", lembra Luna, ao sentar-se no sofá da sala. Observa o cachorro de estimação que passeia pelo seu colo e constata: "Acho que o Thor [um lhasa apso branco de seis anos] tá ficando velhinho, como eu".

Mas a vida ainda pulsa para o paraibano nascido Valdemar Farias, que não gosta de ser chamado de "senhor". Ele sai de casa para shows esporádicos, como o que fizera semanas antes no Ed Carnes, restaurante no Cambuci (zona sul) que pertence a Ed Carlos, ídolo da Jovem Guarda nos anos 1960.

Até o fim do ano passado, Luna batia ponto todas as quintas-feiras em um bar e pizzaria de Santana (zona norte), o Quintal Brazil. Agora, diz que "talvez uma vez por mês" vai voltar ao palco da casa, onde se apresentou por oito anos seguidos, recebendo como pagamento o couvert pago pelos clientes.

Convites para shows ajudam a complementar a renda de cerca de um salário mínimo. Sente-se meio magoado com a aposentadoria por idade, "fajuta, que mal dá para comprar" os 16 remédios que toma por dia.



"Não por causa de dinheiro, mas pela falta de respeito a alguém que por mais de 60 anos trabalhou para a cultura. Tenho uma história que está aí para todo mundo ver", diz, com sua fala pausada e entrecortada por risadinhas, sem tom de ressentimento. "Deus é muito bom para mim. Eu toda hora agradeço pelas coisas que ele me dá."

Diz que ficou difícil provar seu histórico trabalhista porque perdeu documentos em uma enchente que atingiu sua casa em Taboão da Serra (na Grande SP) em 1990. A água levou também quatro dos cinco troféus Roquette Pinto --um dos principais prêmios do rádio no século passado-- recebidos por Luna. Carregou ainda fotos e reportagens sobre ele em jornais da Argentina, de Portugal, da Espanha.

Em um dos discos seus que ele tira da estante para mostrar, a fama aparece em destaque no encarte. "Seu nome ganhou fronteiras", diz o texto na embalagem de uma coletânea da gravadora RGE, da qual Luna era "um dos esteios" aos "29 anos de idade, cheio de vida e de sonhos".

Astro do rádio e pioneiro da televisão, onde chegou a ter programas, ele também deu uma mão a artistas iniciantes. Tim Maia (1942-1998), recém-chegado a São Paulo nos anos 1960 e sem um tostão no bolso, foi autorizado por Luna a fazer refeições com os funcionários da boate na rua Luís Coelho da qual era dono, a Molambo.

A história aparece na biografia de Tim, de autoria de Nelson Motta. O "apetite devastador" do então desconhecido músico chegava a dar prejuízo. Mas Luna mantinha o gesto caridoso. E deixava o novato rechonchudo se apresentar no local.

"Na primeira vez que ele [Tim] cantou, quase ninguém gostou", lembra o veterano, descrito no livro de 2007 como "cantor de boleros e biriteiro, mulherengo e sentimental". Dá uma gargalhada ao ouvir os adjetivos: "Ele [Motta] não errou não...".

Da trajetória de Luna faz parte também o episódio em que quase tomou um tiro de Nélson Gonçalves por ter se envolvido com uma namorada dele. "Um pouco é lenda também", diz o cantor, confirmando a história.

E emenda, sem perder a chance de exaltar qualidades de alguém: "O Nélson foi um dos melhores amigos que tive, uma pessoa muito querida, um homem maravilhoso, um ser humano de tamanho fabuloso. A grandeza de espírito dele era incalculável".

Do alto de seu 1,61 m, o cantor que gravou compositores como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Dolores Duran e Lupicínio Rodrigues, acredita que "piorou muito a qualidade da música e dos cantores no Brasil".

"A música popular brasileira empobreceu demais. Mas não tenho o direito de malhar quem quer que seja", afirma, com sua diplomacia. "Só não aceito o sertanejo ser o representante da música popular brasileira."

Reconhece que a transformação é natural e que artistas jovens precisam ter seu espaço. "Eu também tive o meu, lá atrás. Uns chegam, outros saem de cena. Para mim, tudo deu certinho, de acordo com a minha idade."

E formula espontaneamente um balanço: "Tive uma carreira muito bonita, gratificante. Ah, mas dizem: 'Cê tá duro'. Eu tô duro porque bebi tudo e amei demais. Sou um cara feliz. Não sou aquele cara que... 'Ah, eu podia estar assim, eu podia estar assado'. Eu fiz tudo que eu tinha que fazer".
Polícia abre investigação sobre marqueteiro do PT

Operação que trouxe US$ 16 milhões de Angola em 2012 desperta suspeitas

PF acha que dinheiro pode ter sido enviado para pagar dívidas do PT no Brasil; Santana diz que agiu legalmente

NATUZA NERY
MARIO CESAR CARVALHO
Folha de São Paulo

Principal estrela do marketing político brasileiro, o jornalista João Santana virou alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura a suspeita de que duas empresas dele trouxeram de Angola para o Brasil US$ 16 milhões em 2012 numa operação de lavagem de dinheiro para beneficiar o Partido dos Trabalhadores.

O valor equivale a cerca de R$ 33 milhões, de acordo com o câmbio da época. Naquele ano, Santana, 62, trabalhou em duas campanhas vitoriosas, a do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e a do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Uma das suspeitas dos policiais é que os recursos de Angola tenham sido pagos ao marqueteiro por empreiteiras brasileiras que atuam no país africano. Segundo essa hipótese, seria uma forma indireta de o PT quitar débitos que tinha com o marqueteiro.

Santana ganhou R$ 36 milhões pela campanha de Haddad, em valores corrigidos pela inflação, mas ele só recebeu a maior parte do dinheiro depois da eleição.

A campanha acabou com uma dívida de R$ 20 milhões com a empresa de Santana. O débito foi transferido para a direção nacional do PT, que negociou um parcelamento da dívida com o marqueteiro: o valor foi pago em 20 parcelas mensais de R$ 1 milhão.

Santana nega que tenha praticado irregularidade e diz que a suspeita de operação de lavagem de dinheiro para o PT não tem sentido. "Trata-se de uma operação legal e totalmente transparente", disse à Folha.

Ele elegeu o ex-presidente Lula em 2006 e Dilma Rousseff nas últimas duas disputas presidenciais.

OPERAÇÃO ATÍPICA

O inquérito sobre a Pólis, empresa de Santana, foi aberto este ano pela PF após um órgão do governo que combate a lavagem de dinheiro, o Coaf ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras), ter considerado "atípica" a operação que trouxe os US$ 16 milhões. Procurada, a PF não respondeu até o fechamento desta edição.

Três especialistas em finanças ouvidos pela reportagem, sob a condição de anonimato, dizem que não é comum o "internamento" (remessa de dinheiro do exterior para o Brasil), mesmo sendo legal, por causa da elevada carga tributária e da burocracia brasileira para alguém que tem negócios no exterior. A operação foi intermediada pelo Bradesco e declarada ao Banco Central.

Na operação de Angola, Santana teve de pagar R$ 6,29 milhões de impostos, segundo ele, o equivalente a 20% do valor que entrou no país.

Uma das empresas do marqueteiro que fez as remessas, a Pólis Caribe, fica na República Dominicana, que, apesar de não ser classificada oficialmente como um paraíso fiscal, permite o ingresso de valores sem cobrar impostos ou com taxas muito baixas, em torno de 5%.

A outra empresa usada para fazer parte da remessa de Angola para o Brasil foi a Pólis Propaganda & Marketing.

Já depuseram no inquérito o prefeito Fernando Haddad e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que foi ouvido antes de sua prisão, no último dia 15, por suspeita de ter recebido propina de empreiteiras contratadas pela Petrobras no governo Lula.

Haddad foi depor na última quarta-feira (29) à noite, depois do expediente, na condição de testemunha. A Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da Polícia Federal cuida das investigações.

Santana é o marqueteiro político brasileiro com maior projeção internacional e atua no mercado desde 1999. Já realizou campanhas na Argentina, na República Dominicana, na Venezuela, no Panamá e em El Salvador, além de Angola. Apesar do currículo globalizado, a operação para trazer os US$ 16 milhões, que recebeu do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), foi a primeira do gênero que realizou.

Segundo Santana, o custo total da campanha angolana em 2012 alcançou US$ 20 milhões, dos quais cerca de US$ 4 milhões foram gastos para cobrir despesas operacionais e tributos em Angola.
José Aldemir endurece o discurso e diz que se lhe oferecerem não aceitará indicar o vice na chapa de Denise Oliveira
Adjamilton Pereira


O deputado José Aldemir Meireles, que já havia autorizado seus correligionários a espalharem seu nome nas ruas de Cajazeiras, como candidato a prefeito em 2016, endureceu ainda mais o seu discurso contra o grupo político da situação, ao afirmar que nem adianta o ex-prefeito Carlos Antonio e a prefeita Denise Oliveira lhe oferecerem indicar o nome do vice na chapa da atual gestora“Não me venham com essa proposta, pois não me interessa”, disse o parlamentar em uma entrevista concedida a rádio Barroso FM.

Mesmo dizendo publicamente que só discutirá o processo eleitoral municipal em 2016, Zé Aldemir não tem feito outra coisa, senão articular entendimentos neste sentido, mantendo reuniões com lideranças da oposição, fazendo visitas a empresários e, para completar, está fechando um calendário de reuniões nos bairros e na zona rural de Cajazeiras, com o objetivo de colher subsídios para o seu mandato parlamentar, mas que, na verdade mira as eleições municipais.

CláudioHumberto

Renan Calheiros recebeu uma ligação do Planalto perguntando o que achava da indicação de Delcídio do Amaral (PT-MS) para liderança do governo no Senado

Renan devolveu: “minha agência de classificação de risco está temporariamente paralisada”. E desligou o telefone.
João Santana: o homem, o mito
O Antagonista

Em 26 de janeiro, resenhamos à nossa maneira o livro "João Santana: Um Marqueteiro no Poder", de autoria do jornalista Luiz Maklouf. Agora que João Santana está sendo investigado por lavagem de dinheiro, decidimos republicar a resenha. Quem não leu o livro poderá ter, assim, uma ideia de quem é e como pensa mais esse gênio do petismo.

a) João Santana tomava drogas
b) João Santava fumava muito
c) João Santana tem uma filha chamada Suriá Luirí
d) João Santana tem um filho chamado Aylê Axé
e) João Santana fazia parte de um grupo musical chamado Bendegó
f)) João Santana tinha um parceiro cujo apelido era Gereba
g) João Santana escreveu um romance cheio de expressões pornográficas
h) João Santana não termina todas as frases de forma inteligível, preferindo grunhidos e chiados
i) João Santana diz ter um "pensamento diacrônico e uma linguagem onomatopaica"
j) João Santana, como resposta, recebia de Dilma Rousseff fins de frase igualmente incompreensíveis
k) João Santana acredita que no Brasil "vão ocorrer, neste século, as grandes tramas políticas, neoestéticas e ciberétnicas"
l) João Santana gosta muito da "definição espiritualista de que o Brasil é o laboratório do Espírito Santo"
m) João Santana não acha que fez uma campanha para Dilma Rousseff marcada pela baixaria, a mentira e a chantagem com os pobres
n) João Santana acha Dilma Rousseff "sofisticada"
o) João Santana acha Lula "vulcão" e Dilma "raio laser"
p) João Santana define-se um "socialista cibernético"

Conclusão de O Antagonista: João Santana é um grande brasileiro. A sua obra-prima ocupa atualmente o Palácio do Planalto.

O Antagonista usou as mesmas técnicas de marketing de João Santana, para mostrar acima uma foto de João Santana
PSB-PPS: o alvo é o PT
Eliane Cantanhêde
Estadão

A fusão do PSB com o PPS é mais um torpedo contra o PT e os planos lulistas de eternização no poder. O resultado será um novo partido de centro-esquerda, provavelmente preservando o "socialista" na sigla, para se contrapor à hegemonia de décadas do PT na esquerda e se tornar uma opção para os milhões de órfãos do petismo.

O primeiro ataque frontal será na eleição municipal de 2016, quando PSB e PPS, já recriados sob uma nova sigla, pretendem lançar a senadora Marta Suplicy contra a reeleição do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Marta não só é hoje a principal ameaça a Haddad, como encarna o racha petista na capital onde o partido de Lula enfrenta seus piores índices de rejeição e as manifestações mais impressionantes. Vai ser PT contra PT, mas Marta tem como ampliar horizontes e aliados, enquanto Haddad estreita os seus.

O PPS, herdeiro direto do velho PCB, o "Partidão", é uma das principais siglas de oposição ao Planalto e ao PT e tem caminhado lado a lado com o PSDB nas últimas eleições presidenciais e na rotina do Congresso. Seu eterno presidente, Roberto Freire, e seu líder na Câmara, Rubens Bueno, são ácidos adversários do governo e críticos da presidente Dilma Rousseff.

Já o PSB debate-se internamente entre ser ou não ser governo e tenta equilibrar-se como "independente", uma saída capaz de acomodar suas crises existenciais, agravadas pelo trauma da morte de Eduardo Campos em 2014. Hoje, o PSB é uma sigla em busca de uma liderança. Além de perder Campos, o partido nunca teve Marina Silva, que se filiou a ele para materializar a aliança do PSB com a Rede - agora em fase final para se viabilizar na Justiça, apesar da força em contrário do Planalto.

A expectativa, portanto, é de grandes embates do PSB com o PPS antes da fusão, inclusive sobre a sigla a ser adotada - a mais provável é PSB40 -, mas a grande aposta imediata dos dois parceiros é Marta, que vem de 33 anos de PT, não tem papas na língua, representa o principal Estado e a principal capital do País. Pode se tornar o eixo da resistência crescente ao PT e atrair as forças paulistas de oposição, inclusive o PSDB.

Assim como Marina, Marta não é só uma ameaça, mas uma dupla ameaça ao PT, num momento de grande fragilidade do partido, atingido por mensalão, petrolão, o desastre do primeiro mandato de Dilma e a crise de identidade do partido diante da guinada na economia e no discurso nesse início de segundo mandato.

Com a saída de Marina, o PT perdeu um dos seus quadros mais simbólicos e ganhou uma adversária robusta o suficiente para angariar 20 milhões de votos ao enfrentar o velho partido em eleições presidenciais. Com a de Marta, repete-se a sina. O PT perde um grande nome nacional e ganha uma ameaça assustadora à sua permanência na Prefeitura de São Paulo, já em risco com o mau desempenho de Haddad nas pesquisas e a oposição crescente ao partido.

Nesse clima, os ventos soprariam a favor do PSDB, mas não há um nome óbvio no partido para entrar no vácuo. Se perderem no 1.º turno, os tucanos podem ficar na opção Marta versus Haddad. Adivinha com quem vão ficar? Marta, além de ex-PT, estará concorrendo pelo PPS, velho aliado, e pelo PSB, parceiro em 2014.

E assim vão se formando os movimentos políticos e emergindo as dissidências típicas de regimes que começam a entrar no seu ocaso e de governos que vão perdendo o controle e a capacidade de conduzir o processo político. Nesse sentido, não é exagero comparar o governo Dilma Rousseff com o do último general presidente, João Figueiredo.

Seria uma inverdade histórica e uma injustiça imperdoável comparar Dilma com Figueiredo e o PT das lutas populares com o PDS do apoio à ditadura. Mas que há coincidências no processo de fragilização política, sem dúvida há. A saída de Marta e a fusão PSB-PPS são uma confirmação viva disso.

No Jogo/Extra: Vascão é Campeão!


Os destaques do jornal Folha de São Paulo


Na capa d'O Globo


A capa do jornal Correio Braziliense


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: País fica para trás em poder de compra global

Globo:  Petrobrás lidera perda em ativos entre as grandes petroleiras

Extra:  Vasco: tua imensa torcida é bem feliz

ValorEconômico: Ajuste pressiona fundos de pensão

Estadão: Santos campeão!

ZeroHora: Inter Penta

EstadodeMinas: Fraudes desviam R$ 4,6 bi do INSS

CorreioBraziliense: A luta pela saúde nos hospitais em ruínas

CorreiodaBahia: Bahia: fulminante!

- OPovo:  Emoção e vexame

DiáriodePernambuco[Santa Cruz] O Papão da década

domingo, 3 de maio de 2015

Em dia de aniversário, meu primo Daladier Marques recebe a homenagem do filho, Daladier Jr. Parabéns.


Parabéns ao meu herói, ídolo, exemplo de vida e de viver, uma pessoa autêntica, verdadeira e acima de tudo honesta, e enfim um homem especial e do bem

Que Deus nos honre com seu convívio por muitíssimos anos, desejo-lhe saúde, paz e felicidades hoje e sempre...

Te amo pai!
Dilma, Primeiro de Maio de 2014 
VINICIUS TORRES FREIRE 
Folha de São Paulo

Acanhada na internet em 2015, presidente desfilava fantasias no discurso do ano passado A PRESIDENTE acanhou-se na internet para falar do Primeiro de Maio deste ano. Em 2014, exibiu-se em rede nacional de TV. Dilma Rousseff felicitava-se pelos seus feitos e prometia a reprise das maravilhas. Era o início da campanha eleitoral.

O grosso do discurso já era então fantasia. O que parece agora? O leitor, que é perspicaz, pode tirar conclusões ao comparar o que dizia a presidente com o Brasil de 2015.

"Meu governo também será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas."

O resultado das contas públicas em 2014 foi o pior desde 1997. A economia encolhe. A inflação passou de 6,4% em maio de 2014 para 8,1% em março de 2015 (IPCA mais recente). Quanto à administração das contas públicas, o governo Dilma 1 é acusado de crime contra a lei fiscal pelo Tribunal de Contas da União.

"Quero garantir a você, trabalhadora, e a você, trabalhador, que nossa luta pelas mudanças continua, nada vai nos imobilizar. A tarifa de luz, por exemplo, teve a maior redução da história. A seca baixou o nível dos reservatórios e tivemos de acionar as termoelétricas, o que aumentou muito as despesas. Imaginem se nós não tivéssemos baixado as tarifas de energia em 2013."

A energia elétrica deve ficar uns 40% mais cara em 2015, segundo estimativas de órgãos públicos, mais que desfazendo a baixa de preço de 2013. A seca foi um problema, mas seu efeito daninho foi multiplicado pela política de Dilma 1.

"Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador."

Como o reajuste foi menor que a inflação, tal como nos últimos anos, o Imposto de Renda na verdade aumentou de novo. É melhor aumentar o IR do que tantos impostos dementes. Mas o anúncio era propaganda enganosa.

"A Petrobras é a maior e mais bem-sucedida empresa brasileira. É um símbolo de luta e afirmação do nosso país. É um dos mais importantes patrimônios do nosso povo... Não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas."

Investimentos ruins, mal administrados, mal planejados e megalômanos, além de corrupção, fizeram a Petrobras perder cerca de R$ 40 bilhões e pagar menos impostos, o que prejudicou o patrimônio do povo. A empresa perdeu crédito, valor e terá de encolher, pois hiperendividada devido às políticas de Dilma 1.

"Anuncio ainda que assumo o compromisso de continuar a política de valorização do salário mínimo..."

Reeleita, a presidente reafirmou a promessa, que talvez se transforme em norma formal ainda neste ano. Talvez. Muito governo terá dificuldade de bancar até o reajuste do mínimo pela inflação, que tem sido superior ao crescimento da receita de cidades, Estados e governo federal. O reajuste real em tese será nenhum até 2017, pois o aumento depende do crescimento da economia, que será nenhum.

vinit@uol.com.br
Lauro Jardim

Bündchen é a preferida dos brasileiros para campanhas

Gisele Bündchen é a personalidade brasileira com maior credibilidade para recomendar um produto em uma campanha publicitária. É o que revela uma pesquisa inédita feita pelo Ibope com 6 000 entrevistados entre 16 e 69 anos.

No sistema de pontuação criado pelo instituto, a modelo recém-aposentada das passarelas alcançou a nota 84,33, seguida de Neymar (82,45) e Silvio Santos (82,35).
O sigilo dos petrocomissários
ELIO GASPARI
Folha de São Paulo

A Petrobras apagou os vídeos das reuniões do seu Conselho, e o Banco Central não divulga os debates do Copom

O repórter Fábio Fabrini revelou que a Petrobras destruiu os vídeos onde estavam gravadas as discussões de seu Conselho de Administração. Para uma empresa que está coberta por uma névoa de suspeitas, não poderia haver notícia pior. O comissariado informa que essas gravações servem como subsídio para a redação das atas e, feito esse serviço, são apagadas. Contudo, não mostra a norma que determina esse procedimento. Pelo que lá aconteceu, a Petrobras ficou numa situação em que lá tudo pode ter acontecido. Se ela andar sobre as águas dirão que não sabe nadar.

Quem grava e apaga os debates de uma reunião só age dessa forma porque está interessado em suprimir alguma coisa do conhecimento dos outros. Todos os áudios das reuniões do conselho da Petrobras poderiam ser armazenados num pen drive do tamanho de um isqueiro. O mesmo acontece com as reuniões do Copom do Banco Central, que jamais deu uma explicação convincente para sua conduta. (O seu similar americano divulga as transcrições dos áudios a cada cinco anos. Se o BC quiser, pode criar um embargo de vinte anos. O que não pode é apagar o que se diz nas suas reuniões.)

O apagão da Petrobras só servirá para ampliar o grau de suspeita que hoje envolve suas práticas, sobretudo porque lá estavam as intervenções da doutora Dilma, que presidiu o conselho da empresa. Não há uma lei que mande preservá-los, mas destruí-los ofende o senso comum.

Fica feio para a jovem democracia brasileira que funcionários do Planalto tenham registrado súmulas das audiências de Lula em seus laptops particulares ou que tratem de assuntos de Estado em endereços eletrônicos privados. O que ficou nos laptops sumiu. Sumiram também os registros de algumas reuniões gravadas. Fica feio, porque durante a ditadura o marechal Costa e Silva gravou a reunião em que se discutiu a promulgação do Ato Institucional nº 5 e preservou-se a fita. Graças a isso pode-se provar que a ata de 1968 foi editada. O famoso "às favas todos os escrúpulos" do ministro Jarbas Passarinho na ata virou "ignoro todos os escrúpulos". Durante a experiência parlamentarista de 1961 a 1963 preservaram-se as notas taquigráficas das reuniões do Conselho de Ministros.

Muitos companheiros reclamam que documentos da ditadura desapareceram. É verdade, mas não deveriam apagar a memória da democracia.

PEIXES GORDOS

Os procuradores da República que investigam os peixes gordos com foro especial em Brasília ouviram demoradamente o "amigo Paulinho". Começou um procedimento de verificação dos depoimentos dados ao pessoal de Curitiba. É possível que já se tenha fechado o círculo em torno de uma movimentação de dinheiro.

A votação da Segunda Turma do STF no caso do habeas corpus dos empreiteiros mostrou que na bancada minoritária ficaram os ministros Celso de Melo e Cármen Lúcia (com a faca nos dentes). É improvável que Teori Zavascki ou Gilmar Mendes formem uma linha de zagueiros com Dias Toffoli.

Todo mundo quer entender: o PT - partido governista - vai votar contra ou a favor do ajuste fiscal? Os partidos da base de apoio de Dilma estão exigindo posicionamento...

Oposição usa as armas do PT contra os petistas
Josias de Souza

O ajuste fiscal de Dilma Rousseff promoveu no Congresso uma inusitada inversão de papeis. A oposição, tratada pela CUT como algoz dos trabalhadores por ter ajudado a aprovar na Câmara o projeto da terceirização de mão de obra, decidiu dar o troco ao PT na mesma moeda. Mandou confeccionar cartazes iguais aos que a central sindical petista usou para atacar os rivais. No alto, o vocábulo “Procurado”. No meio, as fotos de congressistas do PT. No rodapé, o crime cometido contra o trabalhador e a recompensa pela captura: “Um país melhor.”


O pacote fiscal de Dilma chega ao plenário da Câmara nesta semana. Deve começar a ser desembrulhado na sessão de terça-feira (5). Inclui regras que reduzem o valor de benefícios trabalhistas e previdenciários —pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro-defeso. A exemplo do que faz com a terceirização, a CUT critica essas providências. Mas o PT, sob pressão do Planalto, terá de votar a favor, tornando-se alvo da vingança dos seus rivais.

Além da confecção dos cartazes, os antagonistas do PT se equipam para extrair das sessões de votação do ajuste de Dilma o maior proveito político que a ocasião puder proporcionar. Líder do DEM, o deputado pernambucano Mendonça Filho decidiu, por exemplo, requerer a votação em separado de todos os artigos que mexem em direitos do trabalhador.

Previsto no regimento interno da Câmara, esse tipo de procedimento produz dois efeitos. Num, abre brecha para a realização de várias votações nominais —uma para cada trecho destacado. Em cada votação, os “procurados” petistas deixarão suas digitais no painel eletrônico. Noutro efeito, a tática do DEM obrigará o governo a mobilizar sua infantaria, sob pena de permitir que a sessão caia por falta de quórum numa das várias votações que devem ocorrer.


Também alvejados pela CUT, parlamentares do PMDB hesitam em aprovar os ajustes enviados por Dilma ao Congresso. A hesitação aumentou depois que a presidente e seu padrinho, Lula, engrossaram o coro da CUT contra a terceirização. Para votar o pacote do governo, um pedaço do PMDB exige que central sindical vinculada ao petismo avalize em público o pacote de Dilma, atestando que ele não prejudica o trabalhador.

De resto, o presidente peemedebista da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu abrir as galerias da Casa para que a CUT acompanhe a votação do ajuste fiscal. Na apreciação da proposta de terceirização Cunha fizera o oposto, vetando o ingresso da claque da CUT. Agora, com ironia escorrendo pelos cantos da boca, Cunha diz ter refletido melhor. Concluiu que o acompanhamento da CUT é essencial.

Em prisão domiciliar, executivos serão levados a julgamento no próximo mês 

RICARDO BRANDT, FAUSTO MACEDO, JULIA AFFONSO 
O ESTADO DE S. PAULO 

Segundo integrantes da força-tarefa, decisão do Supremo Tribunal Federal de tirar da cadeia e transferir para o regime mais brando nove empreiteiros denunciados no bilionário esquema de corrupção na Petrobrás não vai criar obstáculos aos processos 

A decisão do Supremo Tribunal Federal de livrar da cadeia e transferir para o regime de prisão domiciliar nove empreiteiros denunciados no bilionário esquema de corrupção e desvios na Petrobrás não vai criar obstáculos ao ritmo dos processos da Lava Jato conduzidos pelo juiz federal Sérgio Moro, avalia a força-tarefa responsável pelas investigações. Pelo cronograma, a partir de junho começam a ser expedidas as primeiras sentenças nas cinco ações penais que têm os executivos como réus. 

Esta semana a Justiça Federal em Curitiba dará início aos interrogatórios dos 25 dirigentes e funcionários de seis empreiteiras - Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS e UTC - das 16 apontadas como integrantes de um cartel nos contratos da Petrobrás dentro desse primeiro pacote de processos criminais. 

Procurador Deltan Dallagnol concede coletiva sobre operação em Curitiba

As ações foram abertas em dezembro de 2014, após denuncias do Ministério Público Federal serem aceitas por Moro

Na semana passada, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef - delatores e peças centrais das investigações - foram os primeiros réus desses processos a serem interrogados pelo juiz. Costa confirmou o esquema de corrupção e cartel na estatal. “Nos contratos envolvendo o cartel, a propina era generalizada”, afirmou. 

Na opinião dos investigadores, os executivos das empreiteiras têm pouca chance de escapar da condenação pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro em primeira instância. Alguns respondem ainda por formação de organização criminosa e por uso de documentos falsos. 

As acusações tratam da corrupção e dos desvios comprovados pela força-tarefa em contratos apenas da Diretoria de Abastecimento - que era a cota do PP no esquema. 

Contra eles, foi reunida farta documentação de prova material e técnica, como quebras de sigilos fiscal, bancário e telefônico, que somadas às confissões de delatores e às provas produzidas pela própria Petrobrás - dentro de suas apurações administrativas - servirão como base para o julgamento de Moro. 

‘Cartas marcadas’. O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, sustenta que há “uma guerra contra a corrupção” em curso. “Esse é apenas um pacote das várias denúncias que virão. Estamos em uma guerra contra a impunidade e a corrupção.” 

Os executivos e as empresas serão acusados formalmente ainda por formação de cartel, fraudes em processo licitatório, itens ainda não inclusos nesse primeiro pacote. “As empresas simulavam um ambiente de competição, fraudavam esse ambiente e em reuniões secretas definiam quem iria ganhar a licitação e quais empresas participavam de qual licitação. Temos aí um ambiente fraudado com cartas marcadas”, afirma Dallagnol. 

A Petrobrás - tratada como vítima do esquema - reforçou os trabalhos de investigação no mês passado, quando oficialmente passou a integrar o polo ativo dos processos. Com isso, ela virou acusadora formal dos réus, ao lado do Ministério Público Federal. 

Até agora, apenas um processo da Lava Jato envolvendo a estatal foi julgado. Nele, que trata da lavagem de dinheiro usada para desviar recursos da obra da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, Costa, Youssef e outros seis réus foram condenados por crimes que integram as cinco ações penais contra os executivos. O ex-diretor de Abastecimento não recebeu perdão judicial e foi sentenciado a 7 anos de 6 meses de reclusão. Deste total serão descontados os períodos em que ficou preso na Polícia Federal em Curitiba e em regime domiciliar, que cumpre desde outubro de 2014. 

O esquema - que começou a ser desmontado em março do ano passado - arrecadava de 1% a 3% em contratos da estatal, por meio de diretores indicados pelo PT, PMDB e PP. O prejuízo estimado até agora é de R$ 6 bilhões aos cofres públicos, desviados entre 2004 e 2014. 

Pelo rito processual, após os interrogatórios dos empreiteiros, o MPF terá prazo para fazer suas alegações finais de acusação e depois os acusados terão tempo para suas defesas - antes que o juiz comece a elaborar suas sentenças. 

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato sustentam que a decisão do Supremo não altera as acusações contra empreiteiros e executivos das principais construtoras do País. Para eles, a necessidade de prisão dos réus, incluindo o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa - apontado como o coordenador do cartel -, e o presidente afastado da OAS, José Aldemário Pinheiro, o Leó Pinheiro, está mantida. 

A 2.ª Turma do Supremo, em decisão apertada (3 a 2), tirou os executivos da cadeia após cinco meses e meio, mas estabeleceu restrições na prisão domiciliar, entre elas o uso de tornozeleiras eletrônicas. 

Cartel. Com a fase final desses primeiros processos que têm como réus executivos de seis empreiteiras, a força-tarefa da Operação Lava Jato entra em nova etapa envolvendo obras da Petrobrás descobertas partir das revelações das delações premiadas. 

Serão duas frentes prioritárias. A primeira tem por objetivo concentrar esforços na apresentação de denúncias contra os executivos de outras empreiteiras investigadas por cartel, como a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Queiroz Galvão. 

A segunda frente será aprofundar a descoberta dos esquemas de desvios, propina e lavagem nos contratos das diretorias de Serviços - comandada na época por Renato Duque (preso desde fevereiro) e cota do PT no esquema - e de Internacional - comandada por Nestor Cerveró (preso desde janeiro) e cota do PMDB. 

Marcílio Cartaxo e sua Sandra - em constante aperfeiçoamento - participam da Jornada Paulista de Radiologia, em São Paulo.


Renan Calheiros é mais perigoso para o Planalto do que Eduardo Cunha
Blog do Fernando Rodrigues

Presidente do Senado age como se não tivesse mais nada a perder

Presidente da Câmara ainda tem perspectiva de poder e dialoga mais

(da esq. para a dir.) Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha

Os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm sido perfurocortantes em suas ações contra o Palácio do Planalto nos últimos meses. Mas são dois animais políticos diferentes e que, sobretudo, passam por momentos distintos em suas carreiras.

Por essa razão há hoje muito mais risco para o Palácio do Planalto nas ações de Renan do que nas de Cunha.

Para entender o que se passa vale a pena recapitular as qualificações básicas dos dois:

Renan Calheiros: tem 59 anos. Foi deputado estadual, deputado federal, líder do governo Fernando Collor, ministro da Justiça de Fernando Henrique, aliado de Lula e de Dilma Rousseff em momentos distintos.

Foi eleito presidente do Senado 4 vezes: 2005, 2007, 2013 e 2015. Forjou seus primeiros conhecimentos da política numa grande escola: o movimento estudantil, no final dos anos 70. Era simpatizante do PC do B. É um liberal nos costumes.

Eduardo Cunha: tem 56 anos. Sua carreira como operador da política ganhou relevo no governo de Fernando Collor, quando presidiu a empresa estatal de telefones no Rio, a Telerj. A presidência da Câmara é sua maior vitória política até hoje. Evangélico, é um conservador nos costumes.

UM POUCO DE CONTEXTO
O primeiro grande revés político de Renan Calheiros foi o apoio inicial que deu à administração do então presidente Fernando Collor, no princípio dos anos 90. Depois, rompeu com os colloridos no processo de impeachment. Passou a reconstruir sua trajetória. Tudo andou bem até a eclosão de um escândalo em 2007, quando o político alagoano estava no início de seu segundo mandato como presidente do Senado.

O segundo grande tombo de Renan se deu em maio de 2007. Ele foi acusado de pagar pensão a uma filha com dinheiro de uma empreiteira. Enrolou-se depois para justificar a origem do dinheiro, mostrando notas fiscais de venda de bois. Uma tragédia para sua carreira. Por meses o “Renangate” tornou-se o único escândalo em destaque na mídia. Renan renunciou ao cargo de presidente do Senado. Resiliente, venceu uma votação secreta e permaneceu com o seu mandato. Mas pagou um preço alto.

Até 2007, Renan Calheiros sonhava com muitas coisas: ser governador de Alagoas, candidato a vice-presidente da República numa aliança com o PT em 2010 ou até ele próprio concorrer ao Palácio do Planalto.

Passado o “Renangate”, as prioridades mudaram. Renan quis voltar a ser presidente do Senado. Conseguiu. Elegeu seu filho Renan Calheiros Filho governador de Alagoas – em outubro do ano passado (2014).

Quais são as perspectivas de poder para Renan Calheiros agora? Exíguas. Ele não quer mais ser governador de Alagoas –seu filho já é.

A função de ministro de Estado também não o atrai –ele já comandou a pasta da Justiça.

Renan quer cargos para apaniguados no governo? Pode ser, a julgar pelas informações vazadas diariamente pelo governo. Mas é esquisito que ele já tenha recebido alguns e não tenha sossegado. Mais curioso ainda é que ele no passado tenha sido o donatário de uma imensidão de indicações sem nunca ter precisado se comportar como agora.

No mínimo, está mal contada pelo Planalto essa versão de que “o Renan está magoado porque a presidente Dilma está sendo dura e não está dando todos os cargos que ele pede''.

Renan, isso com certeza, tem uma meta de fato muito clara. Deseja terminar inteiro seu mandato de presidente do Senado (em 31 de janeiro de 2017). Quer também que seu filho possa fazer um bom governo em Alagoas.

Embora governadores dependam do governo federal, Renan não demonstrou até agora que fará concessões ao Palácio do Planalto em troca de uma atitude simpática de Dilma Rousseff em relação a Renan Filho.

Tudo considerado, o presidente do Senado parece ter percebido uma dura realidade: ele é hoje uma pessoa que já tem mais passado do que futuro.

Renan está sem planos de longo prazo definidos. Falta a ele uma das forças motrizes mais vitais na política: perspectiva de poder futuro. Por essa razão ele exerce o poder que tem com tanta sofreguidão.

Para emprestar uma terminologia da medicina ortomolecular, Renan Calheiros é hoje na política como um radical livre. Não há betacaroteno do Planalto que seja capaz de neutralizá-lo.

Por essa razão o presidente do Senado pode dar entrevistas como as de quinta-feira(30.abr.2015), dizendo que “essa coisa de a presidente não poder falar no dia 1º de Maio porque não tem o que dizer é uma coisa ridícula. Ridícula”. E mais: “As panelas precisam se manifestar, vamos ouvir o que as panelas dizem”.

Para piorar, Renan completou atacando o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, que é também vice-presidente da República e escolhido por Dilma Rousseff para ser o articulador político oficial do governo.

“O pior papel que o PMDB pode fazer é substituir o PT naquilo que o PT tem de pior, que é no aparelhamento do Estado. O PMDB não pode transformar a coordenação política, sua participação no governo, em uma articulação de RH [Recursos Humanos], para distribuir cargos e boquinhas”.


Temer tem hoje a função de operar a fisiologia miúda dentro do governo, repartindo cargos e outros benefícios para políticos no Congresso –em troca de apoio para projetos de lei de interesse do Planalto.

Renan é o chefe de um dos Poderes da República –como presidente do Senado, ele acumula a função de presidente do Congresso (quando deputados e senadores se reúnem em sessão conjunta). Numa só entrevista, em tom irônico, detonou a presidente Dilma e seu vice, Temer. Desqualificou também, ao mesmo tempo, o PMDB –partido ao qual é filiado, mas cujo poder é diluído entre cerca de uma dezena de caciques.

Eis aí o perigo que Renan Calheiros representa para Dilma Rousseff. A presidente teria de entregar o controle do governo quase inteiro para Renan em troca de apoio. A chance de ela sucumbir a essa possibilidade é zero. E a hipótese de Renan aquiescer e voltar a ser simpático ao Planalto no momento é igualmente zero.

EDUARDO CUNHA
E Eduardo Cunha? O candidato a presidente da Câmara mais combatido pelo Palácio do Planalto em muitos anos?

Comparado a Renan, a atuação de Cunha é muito mais benigna para o governo. Por uma simples razão: o peemedebista tem planos, muitos planos para o futuro. Aceita negociar politicamente.

Eis aí um erro crasso de avaliação de Dilma Rousseff: deixou prosperar em dezembro e janeiro passados, dentro do Palácio do Planalto, uma bruxaria contra Eduardo Cunha e outra a favor de Renan Calheiros.

É a velha história. “Cría cuervos, y te sacarán los ojos”.
[“crie corvos e eles te sacarão os olhos”]

Qualquer político aprendiz que andasse pelos salões Verde (da Câmara) e Azul (do Senado) conseguia enxergar essa conjuntura em dezembro de 2014. Reportagens foram publicadas a respeito. Mas o Planalto apoiou Renan Calheiros para ser reeleito para presidente do Senado. E tentou dinamitar a candidatura de Eduardo Cunha para presidente da Câmara, lançando um candidato petista oficial (Arlindo Chinaglia), que recebeu apoio aberto em encontros com ministros de Estado. Uma lambança que Dilma Rousseff não faria nem quando era adolescente e militou no movimento estudantil.

Ocorre que Cunha, mesmo tendo sido destratado pela presidente da República, é um político que está “up for grabs”, como se diz em Washington sobre operadores do Congresso dispostos a conversar. Ele está disponível porque tem perspectiva (acha que tem) pela frente.

Eduardo Cunha sonha em fazer um bom mandato de presidente da Câmara. Quer apelar para os instintos mais primitivos da parcela do eleitorado conservador (“Aborto vai ter que passar por cima do meu cadáver para votar”, tem repetido). Pretende ser uma voz eloquente para esses brasileiros.

É bem verdade, o peemedebista do Rio está tão encrencado quanto Renan Calheiros por ter sido incluído na lista de políticos acusados de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato. Ainda assim, Eduardo Cunha sonha em ser prefeito do Rio, governador fluminense ou até presidente da República.

É claro que muitos analistas hoje classificam como inviáveis as chances de Cunha prosperar. Mas em política o que conta muito é o desejo que move o principal envolvido.

Eis aí a diferença entre Renan e Cunha.

O presidente da Câmara sonha ainda em ir longe.

O presidente do Senado, em conversas reservadas, dá entender que já chegou ao seu limite.

Por essa razão, Cunha hoje é muito mais acessível para futuros acordos com o Planalto.

Renan, não.

Dilma pode alterar essa realidade? Poder, pode. Mas até agora a presidente não demonstrou sequer ter entendido a atual conjuntura.

'Delicadeza por delicadeza', sou mais o nosso Toin Bibiano, em Cajazeiras (pelo menos é honesto e não um descarado como esse asilado de Minas)

Conheça o dono de bar que faz sucesso "tratando mal" os clientes 

O dono do Bar e Petiscaria do Capelão, em Minas Gerais, dá dicas nada convencionais de como tratar o público 

Administadores.com


"Para vocês terem certeza de que são trouxas explorados, os preços sugeridos nas tampinhas da Coca-Cola e do Guaraná de um litro são R$ 1,99 e R$ 1,50, respectivamente. Eu vendo por R$ 6 e R$ 5 cada. Detalhe: os preços de compra são R$ 1,20 e R$ 0,90. Lucro: 400%. Só não ganha dinheiro quem não sabe trabalhar", ensina o mito Luizinho Capelão, em sua página no Facebook. 

O modo de tratamento “peculiar” do dono do Bar e Petiscaria do Capelão, típico bar frequentado por universitários e torcedores do Atlético Mineiro, vai dar o que falar. Contar a margem de lucro e noções (ou não) de direito do consumidor, fazem parte da prática e do dia a dia do empresário. Os preços “acima dos praticados” são para espantar clientes "vermes" que vêm usufruir do estabelecimento sem dar um centavo de retorno, como ele mesmo diz. 

Dicas de como ganhar dinheiro e outras noções de gestão são uma amostra grátis no estabelecimento e na página do Facebook do estabelecimento, que atingiu a nota 4,7 de 5 estrelas na rede social. 

Tido como "mito" ou “ladrão, só que honesto”, reconhecido por "não fazer nada diferente dos outros" e ainda tirar uma onda com a cara dos clientes, Luizinho Capelão, dono de um requintado estabelecimento em Viçosa (MG), sempre é transparente com os clientes – os "seus animais“, como os trata. Ele é praticamente um político, só que honesto, como é lembrado. É considerado “um guru da administração e do atendimento de excelência ao cliente”. 

Outras práticas pouco ortodoxas, como rasgar uma cédula e devolver a metade quando o troco está curto e aumentar o preço do cardápio para fazer um “rodízio na clientela” dão o tom do jeito bem-humorado de Luiz. 

Ele se posiciona firmemente em relação à concorrência e, dentre outras coisas, estabelece contato com o consumidor no corpo-a-corpo. Seja pelo cartão fidelidade (ou provavelmente não), a personalidade de Luiz, com seu tratamento VIP-rules, tornou-se marca em Viçosa, fazendo sua empresa diferente da concorrência. 

Mais que isso, se tornou mito relevante, proporcionando experiências realmente envolventes. Participa da vida dos clientes e faz com que eles participem da sua vida, pela publicidade boca-a-boca ou de Facebook a Facebook. Diferente de cerveja gelada, tratamento diferenciado não tem em toda parte.

Não acaba nunca! E o BNDES, agora, está em todas...

João Santana investigado por lavagem de dinheiro
O Antagonista

A Polícia Federal decidiu investigar o marqueteiro João Santana, por lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de ter usado duas empresas para trazer 16 milhões de dólares de Angola para o Brasil, em 2012. A notícia está na Folha.

O dinheiro lavado por João Santana seria proveniente de empreiteiras brasileiras que têm obras em Angola (e, acrescentemos, financiadas pelo BNDES). Ou seja, o marqueteiro recebeu do PT via empreiteiras. Ou seja, foi pago com dinheiro do contribuinte brasileiro.

Fernando Haddad e João Vaccari Neto já depuseram no inquérito aberto pela PF.

Pois é, não acaba.