quarta-feira, 29 de março de 2017

É sempre bom ouvir Magno Malta...E quanto é mesmo que Palloci do PT tem numa conta nos EUA? 1 bilhão de dólares?!!

Portinari: Meninos Brincando, de 60 centímetros de alturapor 72 centímetros e meio de largura, foi feito em 1955 com tinta a óleo sobre tela de tecido.
Sou artista e afirmo: a arte não é a coisa mais importante do mundo
Ilisp

A arte preenche certos espaços em nossa psique, mas não é mais importante do que a ciência, a indústria, a agricultura e o mercado na sustentação de nossas vidas.

Uma forma muito eficiente de entender isso é visualizando quais emoções tomariam a pessoa mais culta da renascença, por exemplo, se ela surgisse dentro de uma grande exposição de arte do nosso tempo.

Com toda certeza, ela não iria se emocionar com as obras de arte ao redor, mas com as lâmpadas iluminando o ambiente, com os banheiros, com pessoas acima dos 30 anos de idade tendo todos os dentes na boca e com os aparelhinhos que elas usam para falar e enviar dados umas para as outras, os tais smartphones.

Sinto muito, mas artista nenhum, por mais talentoso e produtivo que seja, oferece ao mundo coisas mais relevantes do que nos oferecem as pessoas anônimas que trabalham em laboratórios, fábricas e escritórios.

Os instrumentos dos músicos, os pincéis dos pintores, as espátulas dos escultores, os tantos materiais que constroem os projetos de arquitetura, tudo isso é produzido por pessoas que não recebem aplausos, nem elogios, muito pelo contrário, quase sempre são acusadas de serem frias e gananciosas.

Mesmo que um artista consiga produzir todos as ferramentas e materiais que compõem sua obra, ele dependerá da ciência, da indústria, da agricultura e do mercado para viver, já que nenhuma obra de arte consegue produzir, por si mesma, comida, roupas, medicamentos e produtos de higiene pessoal.

Mas, afinal, por qual razão um artista plástico como eu assina um texto “desvalorizando” os artistas? Eis o ponto que precisa ser compreendido!

A supervalorização da arte tem um efeito inverso. Ao supervalorizar artistas, retira-se deles a condição de indivíduo comum, elevando-os ao status de pessoas especiais, espiritualmente superiores aos demais seres humanos. Alimenta-se assim a arrogância peculiar de muitos artistas, que exigem que a sociedade os aceitem e os financiem a despeito de seus trabalhos agradarem ou não as pessoas − são artistas, portanto, devem ser adorados.

Essa retórica é alimentada pela esquerda por uma razão muito simples: ao afirmar que os artistas são pessoas especiais, imprescindíveis para o desenvolvimento da humanidade, a intelligentsia os convence de que devem exigir que o estado financie suas vidas, seus trabalhos, seus prazeres e até seus vícios. E assim os artistas transformam-se em caixas de ressonância das ideias socialistas. Tornam-se militantes da crença no estado provedor. Quando eles se manifestam em nome dos “direitos” das pessoas, estão, na verdade, cobrando que eles próprios sejam agraciados com o direito de receber dinheiro dos pagadores de impostos por meio do governo.

Foi assim que a arte foi rebaixada à condição de ferramenta ideológica. A academia expurgou a beleza para investir todas as suas energias na retórica ideológica. A obra de arte passou a depender dos textos dos curadores. Os editais de exposições e patrocínios passaram a ser julgados por esses curadores. Os artistas ganham projeção e dinheiro a partir do que os curadores escrevem sobre eles. A beleza passou a ser algo vulgar, algo que emociona o povão, a massa ignorante que não entende de arte.

Um comentário comum em exposições é o “eu não entendo nada de arte, mas deve ser legal, né?”. Foi isso que a intelligentsia plantou na população. Mesmo não se emocionando com a tal “arte contemporânea”, o cidadão comum se sente obrigado a dizer que gosta para não ser taxado de ignorante.

A supervalorização da arte supervaloriza um pequeno grupo de artistas militantes de esquerda em detrimento da grande maioria dos demais artistas, depreciados pela “elite cultural” que os taxa pejorativamente de “artistas comerciais”, aqueles que comentem o crime de ganhar a vida vendendo seus trabalhos para pessoas comuns.

A supervalorização da arte deprecia o ambiente capitalista, aquele que não é feito de discursos bonitinhos, mas de resultados reais e práticos; diminui a importância das pessoas que realmente trabalham duro para manter o mundo funcionando; e despreza os indivíduos que dedicam suas vidas a oferecer coisas que tornam a nossa vida imensuravelmente melhor do que a dos nossos avós.

A supervalorização da arte é a exaltação do financiamento estatal à uma pequena casta pessoas − artistas ou nãoque não têm coragem nem talento para ganhar a vida no mercado. Vide Ministério da Cultura e todas as secretarias do tipo.

Supervalorizar a arte transforma a própria arte numa abstração decifrável apenas pelos inteligentinhos da esquerda, que se apresentam como os únicos intermediários entre a ignorância e a sabedoria.

Como se fosse pouco, a supervalorização da arte atrai para o meio pessoas que sequer têm talento artístico, interessadas mais na fama ou no dinheiro que ela pode trazer.

Por exemplo: na semana passada estive em Valparaíso, Chile, cidade famosa pelos seus grafites. A grande maioria muito ruins, por sinal. Mas o que vale é a opinião da “elite cultural” que, quando lhe é conveniente, interpreta qualquer lixo como sendo uma obra de imensurável importância para a humanidade. Não por acaso, os guias da região que apresentam as obras as relacionam com a política, contra o capitalismo e a “direita”.

Em resumo: a supervalorização da arte é sua transformação em veículo de pregação ideológica. Nada menos do que isso.

Se não houvesse essa supervalorização, o artista seria visto como profissional e tratado como tal. Com certeza, haveria menos artistas no mundo, mas a qualidade da arte seria melhor e agradaria mais as pessoas comuns, que se reconheceriam mais na produção artística.

Compreender que a arte não é a coisa mais importante do mundo é a melhor forma de valorizá-la, pois a colocamos no mesmo nível dos serviços e produtos primordiais à nossa vida.

Veja que não estou diminuindo a importância da cultura, que é muito maior do que o conjunto de ofícios exercidos pelos artistas. Cultura é a língua, os costumes, a mentalidade e a religião de um povo. A música, a pintura, a arquitetura e o teatro compõem a cultura, mas não a definem. Na verdade, ocorre justamente o contrário.

Por fim, registro que minha observação qualifica a literatura como uma arte à parte e realmente imprescindível: por meio dela é que o desenvolvimento tecnológico ocorre.

Artista plástico formado em arquitetura, acredita no libertarianismo como horizonte e no liberalismo como processo, ateu que defende com segurança a cultura judaico-cristã, lê e escreve sobre filosofia política e econômica.

Quer aprender mesmo ou só fazer mi mi mi? Vejam a lição!

Cartaxo anuncia reajuste e professores passam a ganhar 20% acima do piso nacional
Helder Moura
O prefeito Luciano Cartaxo tem imposto um contraponto desigual com o governador Ricardo Coutinho, no quesito do funcionalismo. Enquanto RC anuncia zero de reajuste, Cartaxo acaba de acertar um aumento de 5% para os professores da rede municipal. “Com esse aumento, eles passam a receber salários 20% acima do piso nacional”, observou o prefeito.

O aumento foi concedido após reunião com o Sintem (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de João Pessoa) e a secretária Edilma Ferreira (Educação). O reajuste representará um impacto de R$ 7 milhões ao ano na folha de pessoal. “O reajuste garante mais qualidade no ensino, já que os professores trabalham mais motivados e são mais valorizados, pois recebem 20% acima do piso nacional”, disse o prefeito.

Investimento – Durante a reunião, Cartaxo revelou que a Prefeitura de João Pessoa está realizando um amplo investimento na rede municipal de ensino, porque acreditamos na força transformadora da educação na vida das pessoas, e, além das melhorias em infraestrutura, também reestruturação da rede, ampliação do número de vagas e concurso público já realizado.”

No jornal Extra


Na capa d'O Globo

 

A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

Folha: Contra rombo, governo tira benefício fiscal de empresas

Globo:  Correios fazem cortes e podem ser privatizados

Extra: Conta de luz vai cair

Estadão: Equipe econômica propõe fim da desoneração da folha

ValorEconômico: Governo estuda acabar com desoneração

ZeroHora: PIB do RS cai 3,1%, mas safra deve gerar reação

EstadodeMinas: Menos choque no bolso

CorreioBraziliense: TSE começa julgamento de Dilma-Temer na terça

- CorreiodaBahia: Salvador em todos os sentidos

- JornaldoCommercio: Benefício fiscal para empresas sob ameaça

DiáriodoNordeste: Camilo vai propor pauta única do Nordeste sobre Previdência

CorreiodaParaíba: Conta de luz cairá até 19,47%
'O quinto do ouro': Força-Tarefa manda prender cinco dos sete conselheiros do TCE-RJ e mira Jorge Picciani
Força-tarefa desvenda esquemas de conselheiros do TCE-RJ que cobravam propina para ignorar irregularidades em obras e sistema de transportes
CHICO OTAVIO E DANIEL BIASETTO /
OGlobo
José Maurício Nolasco, Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e Aloysio Neves 

RIO - O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) é alvo de nova etapa da Operação Lava-Jato no Rio. A delação premiada do ex-presidente do órgão Jonas Lopes de Carvalho levou à ação contra cinco conselheiros em pelo menos dois esquemas de arrecadação de propina para fazer vista grossa para irregularidades praticadas por empreiteiras e empresas de ônibus que operam no estado.

O Ministério Público Federal e agentes da Polícia Federal cumprem, desde as 6 horas desta quarta-feira, mandados de prisão e de busca e apreensão contra os envolvidos no Rio, Caxias e São João do Meriti.

São alvos de prisão preventiva os conselheiros Aloysio Neves (atual presidente); Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. Já o presidente da Alerj, Jorge Picciani, é alvo de condução coercitiva. A força tarefa elaborou ação a partir da delação do ex-presidente do TCE-RJ Jonas Lopes Carvalho.

Além das acusações de terem recebido 1% de propina sobre o valor dos contratos de obras para não incomodar as empreiteiras - reveladas pelo GLOBO no âmbito da Operação Calicute - durante o governo de Sérgio Cabral (2007-2014), os conselheiros são investigados também por obterem vantagens indevidas a partir do controle do saldo excedente não utilizado pelos usuários dos bilhetes eletrônicos do RioCard.
Prédio do Tribunal de Contas do Estados do Rio

terça-feira, 28 de março de 2017

Que venham as águas redentoras!

Estamos a caminho do 6º ano de seca
José Antônio
Gazeta do Alto Piranhas

Em 22 de março celebra-se o Dia Mundial da Água. Não há muito que festejar em várias partes do Brasil e em especial no Nordeste e mais ainda na Paraíba.

 A falta de chuvas e o esvaziamento de 78 reservatórios, no inicio deste ano, fez com que a Paraíba chegasse ao primeiro lugar no ranking dos estados nordestinos com o maior número de municípios que decretaram calamidade pública, já são 197 no total. No ano de 2012 foram 170 decretos.

Segundo a ANA (Agência Nacional das Águas) ao longo do período de 13 anos, o número destes episódios cresceu 409%. Neste mesmo intervalo, também aumentou a quantidade de municípios do país que decretaram emergência ou calamidade pública em decorrências das secas. O salto foi de 199%. Quem imaginaria que as cidades de São Paulo e Brasília, ao longo deste tempo, tivessem que impor à população o racionamento de água?

Vale salientar que a atual seca no Nordeste, desde o ano de 1961, é a pior, sem contarmos ainda com o ano de 2017, que leva a crer que será mais uma seca verde.

Até ontem (24 de janeiro), de acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA), são 58 (do inicio de janeiro até hoje diminuíram vinte) reservatórios em situação crítica (menor que 5% do seu volume total), 38 em observação (menor que 20% do seu volume total) e 31 reservatórios com capacidade armazenada superior a 20% do total.

Fato que nos chama a atenção é de que no ano de 2016 choveu em Cajazeiras 945,4 mm, acima 66,9 mm da média histórica que é de 878,5 mm, enquanto desde o dia primeiro de janeiro até hoje só choveu 443,00 mm, quando em 2016, só no mês de março choveu 437,7 mm, mas a densidade destas chuvas, por terem sido finas, não possibilitou aumentar consideravelmente o volume dos açudes de nosso município.

No caso específico dos dois mananciais que abastecem a cidade de Cajazeiras: Engenheiro Ávidos, em 2016, no mês de abril acumulou 20.769.875 m³ (8,2%)  e Lagoa do Arroz 17.146.350 m³ (21,4%), enquanto este ano, até o dia 21/03 acumularam respectivamente 12.750.248 m³ (5%) e 9.409.302 m³ (11,7%). Estes números indicam uma diferença, somando-se os dois açudes para menor de 15.756.675 m³.

Segundo as previsões, não se tem perspectivas de ampliação das reservas de água nestes dois açudes, até porque os outros que se encontram acima de suas bacias estão também quase secos.  

De acordo com a meteorologista da USP, Elisa Siqueira, o país está passando por este evento climático que impulsionou o aumento do número de secas nos anos 2000, motivado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que levou uma massa de ar quente para o Nordeste afastando as chuvas da região. Fica a pergunta até quando? Porque pelo andar da carruagem vamos ter menos chuvas em nossa cidade do que em 2016.

Os 22 milhões de metros cúbicos armazenados nos açudes que abastecem Cajazeiras seriam suficientes até o próximo ano? É possível que sim, mas para resolver a situação de uma vez temos duas alternativas: de um bom inverno em 2018 e a esperança da retomada das obras da transposição do Velho Chico, no Eixo Norte, o que já é uma realidade para as cidades que estão sendo banhadas pelas obras do Eixo Leste e com a esperança de que a vazão autorizada atualmente de 26,4 m³ por segundo passe para 127 m³/s  que é a vazão máxima que poderá ser captada quando o rio estiver cheio.

Ver a água singrar o sertão, seja ela pelas forças do céu com as chuvas, ou pelas da terra, captadas no leito do São Francisco é motivo de alegria de todo sertanejo.

Nosso abraço de parabéns para Camila de Christiano e Tatyana Moura.


Hoje a garota nota 10 faz dez. Parabéns, filha querida! 
Precisamos falar sobre Ciro Gomes
SensoIncomum

As declarações do presidenciável Ciro Gomes fariam Donald Trump e Marine Le Pen serem considerados frouxos. Por que a mídia eufemiza tudo?

Qualquer notícia sobre um político exagerando no tom de seus discursos vira rebuliço imediato, com risco de o político passar anos respondendo processos que vão parar no STF explicando que não incita ninguém ao estupro. Isto se e somente se o político em questão for Jair Bolsonaro. Caso seja o autoritário, violento e histriônico Ciro Gomes, as manchetes estarão no rumo oposto: abafarão o caso, enquanto a classe política e jurídica fará ouvidos moucos.

Ciro Gomes, o descontrolado, pôde até mesmo dizer que receberia Sérgio Moro “à bala” em vídeo que, pelo contrário, a imprensa ameniza o caso para o presidenciável histérico. Ciro Gomes, o nervosinho, fez uma provocação ao juiz curitibano por ele ter acatado um pedido de condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães, que pode ser um dos responsáveis pelo atraso na prisão de Lula. Para Ciro Gomes, o à-flor-da-pele, caso Moro ouse mandá-lo à prisão (afinal, por que mandaria?), ao contrário do blogueiro de codinome Eduguim, toda a sua “turma” seria recebida sob tiros.

Em uma manchete acovardada, Sonia Racy, no Estadão, estampa “Ciro Gomes desafia Sérgio Moro a prendê-lo”, também copiada pelo Jornal do Brasil, como se o principal de uma notícia incluindo praticamente uma ameaça de morte recaísse no “desafio” (sic) proposto por Ciro Gomes, o machinho-alfinha.

Para o portal comunista Catraca Livre, bastou um ‘Moro que mande me prender’, afirma Ciro Gomes em vídeo. Já antevendo justamente seu candidato petista preso em 2018, o portal já trata Ciro Gomes, o cangaceiro, como carta na manga em prol do totalitarismo bolivariano. Para os catraquentos, Ciro Gomes, o impávido, apenas “mandou uma mensagem” ao juiz. Catraca Livre e Estadão, hoje, são praticamente indiscerníveis.

Ciro Gomes, o gardenaleano, é famoso por suas verbalizações teatralizadas. Poucos no país o levam minimamente a sério. Seus sofismas apenas jogam com a ignorância da platéia. O que é novo e digno de nota em Ciro Gomes, o previsível, é o quanto a imprensa em uníssono já envida seus maiores esforços para passar um pano e eufemizar suas declarações mórbidas.

Acaso alguém no país, mormente um político, pode fazer ameaças de morte a autoridades (ainda que soem a uma confissão adiantada), enquanto jornais divulgam tão somente que o cidadão fez um “desafio”? Será que Ciro Gomes, o duelista, é defensor do desarmamento, provando que a desastrosa política desarmamentista significa apenas o povo desarmado, enquanto Ciro Gomes, o bravo Sir Robin, só tem coragem de tiroteio após desarmar seu inimigo? Achar-se-á na casa de Ciro Gomes, o executor, uma arma registrada, e receberia uma batida investigadora “à bala” para provar sua virilidade e seu peito peludo?

Por ventura Ciro Gomes, o cabeça brilhante, será criticado por desarmamentistas, por esquerdistas pacifistas, por feministas e gente ocupada em denunciar “discurso de ódio” ou com a causa “trans” pela sua postura tão heteronormativa, briguenta e estomagada, ou a imprensa continuará a tratar frases inocentes de Jair Bolsonaro como caso para o STF, enquanto incensa e abafa tudo o que Ciro Gomes, o palavrador, disser, sem demais conseqüências?

Não se trata tão somente de divulgar e fazer um post no Facebook. É um caso com tiros. É um caso para autoridades. Que nunca mais se permita dizer que autoritários estão deste lado, e não do lado de Ciro Gomes, o alvejante. Que o discurso se inverta. Que se cobre dos jornais, forçando-os a sofrerem conseqüencias pelo que tentam desinformar. Que se faça campanha para que as autoridades tomem as atitudes pelas quais o povo anseia, e não apenas se comente em redes sociais. E que as autoridades cuidem para não serem recebidas à bala.

Vai sair sem contar nadica de nada?!

Mulher de Eike diz que ele sairá logo da cadeia
Flavia Sampaio está confiante que empresário ganhará habeas corpus
Alessandra Medina
Veja.com
O empresário Eike Batista e sua namorada Flávia Sampaio 

Antes cabisbaixa pela prisão do marido, Flavia Sampaio anda mais feliz ultimamente. A amigas, a empresária tem dito que Eike Batista será libertado em breve. A confiança dela, passada pela defesa, é de que Eike consiga um habeas corpus nas próximas semanas.
BRASIL
LAURO JARDIM
O Globo
O reitor da falida UERJ, Ruy Garcia, em meio à maior crise da história da instituição, abriu um concurso para professor titular de Medicina. Apenas um brasileiro se candidatou ao concurso. Quem? Ele mesmo, Ruy Garcia, que já foi nomeado.

A Fundação Perseu Abramo, criada pelo Partido dos Trabalhadores, realizou uma pesquisa acerca das percepções e valores políticos nas periferias de São Paulo (segue o link: http://novo.fpabramo.org.br/…/fi…/Pesquisa-Periferia-FPA.pdf). Eu sinceramente não poderia imaginar um resultado tão maravilhoso. Resta evidenciado, mais uma vez, o que liberais e conservadores já sabem: o povo é essencialmente capitalista e valoriza as características essenciais desse sistema, como competitividade, mérito, individualidade e apreço pela iniciativa privada, enquanto rechaça visões coletivistas baseadas numa suposta "luta de classes". Transcrevo alguns dos pontos que melhor traduzem o pensamento dos entrevistados:

- "A cisão entre classe trabalhadora e burguesia também não perpassa pelo imaginário dos entrevistados - trabalhador e patrão são diferentes, mas não existe no discurso relação de exploração: um precisa do outro, estão no 'mesmo barco'."

- "Neste contexto, o inimigo é o Estado: Para os entrevistados, o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores. O grande confronto se dá entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes. Todos são ‘vítimas’ do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou “sufocar” a atividade das empresas."
- "Querem ter sua singularidade e valores reconhecidos dentro da competitividade capitalista, mostrando que, apesar das limitações impostas pela condição social, também são capazes. Rejeitam homogeneizações, não querem ser tratados como 'massa amorfa' incapaz: 'os pobres'."

- "A supervalorização do mérito encontra seu lugar: Para ser alguém na vida são necessários trabalho e esforço."

- "Sobrevalorização do mercado em detrimento do Estado: Há pouca valorização do público, tanto que quando podem acessar, querem colocar filho na escola particular, ou pagar convênio médico. A política pública, em alguns casos, pode ser lida como uma desvalorização individual (p. ex. cotas). Os ideais comunitários e coletivistas praticamente não aparecem nas narrativas e, quando aparecem, restringem-se à dimensão da família, da vizinhança e da igreja."

- "Há solidariedade com os empresários: Muitos assumem o discurso propagado pela elite e pelas classes médias apontando a burocracia e os altos impostos como empecilho para o empreendedorismo." (Aqui fica claro que os entrevistadores não se contentaram com a resposta dada e tiveram que apelar pro jargão idiota de sempre: o de que os mais pobres pensam dessa forma por engolirem um suposto discurso propagado pelas elites e blá blá blá. Na verdade, o que faz os entrevistados terem essa opinião é o simples fato de observarem a realidade como ela é, sem tentar distorcê-la com apelos ideológicos fajutos. Isso apenas demonstra o quanto o discurso da esquerda está distante da realidade nas periferias, sempre tratando o pobre como um ser desprovido de senso crítico que é manipulado por uma elite malvadona. Que preguiça...).

- "Escola é ferramenta de mobilidade social: é a chave de acesso para ser 'alguém na vida', é o primeiro passo numa trajetória linear: se tem acesso ao estudo, vai bem na escola e consegue um diploma, logo, conquistará um bom emprego, poderá acessar o consumo e terá um 'lugar no mundo'."

- "Entendem a escola particular como melhor: grande maioria almeja colocar os filhos em escola particular - demonstrando, mais uma vez, uma descrença na 'coisa pública'."

O que podemos depreender de tudo isso: o discurso defasado de luta de classes, de exploração por parte do empregador, de ódio ao capitalismo, ao mérito, ao empresário e ao mercado não passa de um delírio que só continua existindo na cabeça dos ditos intelectuais e estudantes de universidades federais. Na vida real, as pessoas não dão a mínima pra esse discurso que é pura distorção.

É muito bom saber que balelas marxistas não conquistaram por completo o imaginário popular. Ao que tudo indica, o brasileiro médio é mesmo liberal e tem perfeita noção de que o mercado é muito mais eficiente que o Estado; não enxerga o empregador como explorador, mas sim como alguém que lhe dá emprego; sabe que quem dificulta o acesso ao trabalho é o Estado através de regulamentações e burocracias desnecessárias; e compreende que buscar seu lugar no mundo por mérito próprio é o que existe de mais digno na vida.

Quem gosta de glamourizar e romantizar miséria é intelectual que vive no luxo, mas não quer que tantas outras pessoas vivam da mesma forma. Quem não dispõe de boa condição financeira quer mesmo é consumir, crescer por mérito próprio, construir riqueza, deixar uma boa herança para os filhos e usufruir de um elevado padrão de vida. O cara que é pobre não é e nunca foi inimigo do capitalismo. Pelo contrário: se mostra mais capitalista do que nunca!

E isso é só o começo. A liberdade vem com tudo!

Boa coisa não deve sair dessa amizade...

LAVA-JATO
GUILHERME AMADO
OGlobo
Os banhos de sol no Complexo Médico Penal de Pinhais têm sido palco do nascimento de amizade entre dois figurões da Lava-Jato (e de outra meia dúzia de escândalos da República). José Dirceu (à esq.) e Eduardo Cunha já vinham se falando protocolarmente, mas agora não se desgrudam.
A esquerda reduz o ser humano às suas funções fisiológicas
SensoIncomum
Nem bem nos recuperamos da cusparada escatológica do ex-BBB Jean Wyllys no deputado Jair Bolsonaro e tivemos de ver o ator da Globo José de Abreu repetir a dose contra inocentes em um restaurante, com uma defesa espetacular da comunista Maria do Rosário.

Agora a coisa se agrava, se é possível: a “artistaPriscilla Toscano, que aparentemente já apresentou obras como “Vagina Painting” em Amsterdã, Barcelona, Lisboa, Montreal, Nova York e Paris (ser defensor do povo não é pra qualquer ralé, playboy), após uma performance em que vários seres humanos cuspiam em seqüência em fotos de políticos corruptos (obviamente, nenhum contrário ao impeachment de Dilma Rousseff, a do petrolão), levantou a saia, urinou e cagou numa foto de Jair Bolsonaro em pleno vão do MASP, na Avenida Paulista.

Assim, na frente de todo mundo, sem aviso. Fez pose simiesca, reclamou com a câmera que ainda só tinha conseguido cagar um pouco e, fazendo mais força, tirou a moréia da caverna com êxito, sob aplausos de outros seres humanos (ao menos crê-se que apenas seres humanos são capazes daquele som de aplausos).

Não é mais possível tentar refutar que o PT está cagando na cabeça do brasileiro.

Nossa equipe tentou entrar em contato com os pais de Priscilla Toscano, mas não conseguiu localizar em que banheiro estão chorando em posição fetal, perguntando onde foi que erraram (apostamos 50 mangos em quando deixaram a cidadã praticar “Arte – Teatro pelo Instituto de Artes da UNESP“, segundo seu site).

Apenas encontramos essa entrevista da grandiosa artista, que afirma:

“Eu sou casada há treze anos, mas tenho uma relação aberta e namorava um ator ao mesmo tempo. Para mim, falar “amor livre” é pleonasmo. Eu e esse ator fizemos uma performance chamada Amor [sem título]. O objetivo era falar que o amor não é propriedade. Realizamos a obra na Casa das Caldeiras, que é uma antiga fábrica, porque tem essa metáfora do corpo da mulher como uma fábrica, e utilizado para “linha de produção”. A gente pintava uma tela com os nossos corpos e fazíamos gestos de uma relação sexual. Em vez de ele introduzir o pênis, ele inseria uma lata de tinta dentro de mim. Quando eu liberava [sic] a tinta na tela, era como se o meu útero pintasse e mandasse a mensagem. O meu namorado se cansou da liberdade que existia na nossa relação e terminamos.”

É preciso entender a lição de Maria do Rosário: para a esquerda, o ser humano não possui uma vontade própria, uma individualidade intransferível, uma missão e uma vocação que são suas e precisam encontrar espaço na aleatoriedade e na adversidade do mundo, alguma dialética interna (apesar de amarem a palavra “dialética”, apenas em sentido hegeliano reduzido), o “caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante”, nas palavras do Zaratustra de Nietzsche.

Para esquerda, o ser humano é um autômato, é determinismo puro, apenas reage, tem todo o seu comportamento, seus gostos, suas ações e seu pensamento determinados pelo ambiente e pela sua classe social (exceto, é claro, Marx, que pode ser burguês numa boa e determinar que todo burguês pensa diferente de todo proletário por causa da “consciência de classe”, exceto ele).

Assim, crime é culpa da desigualdade, se você permitir que as pessoas tenham armas, elas se matarão sem motivo, as pessoas se amam por uma construção social judaico-cristã, pagar o dízimo é lavagem cerebral do ópio do povo, pagar imposto quatro vezes maior é libertação social etc. Tudo precisa ser obrigatório ou proibido, sem meio termo.

Aplicando tal princípio como os soviéticos fizeram e até hoje o Ocidente não sabe (como os barracões comunitários de fábricas na Rússia para substituir as famílias, ou os experimentos com eletrochoque em bebês para eles rejeitarem produtos capitalistas na Romênia), entendemos por que um socialista como Pol-Pot mandava para o abate até quem usasse óculos. Qualquer possibilidade de pensar fora da platitude absoluta do trabalho agrário e repetitivo é uma traição à esquerda.

Como vai haver igualdade sem a força da obrigação de ser igual? Uma contradição com sua crença no determinismo, mas se contradições afetassem a esquerda, ela não mais existiria.
Mais uma vez, destruído o mito do determinismo econômico, restou à esquerda o hedonismo sexual pós-68não é por Bolsonaro ser um admirador do regime militar que é criticado, já que qualquer admirador do socialismo cubano admira uma ditadura militar totalitária e violentíssima, é por não ser libera-geral com a sexualidade. O mesmo hedonismo que era considerado “imoralismo capitalista” e que “desapareceria no socialismo” (vide os pensamentos sobre homossexuais do psicanalista socialista Wilhelm Reich, que paradoxalmente foi a maior influência de 1968).

Restou uma igualdade que é facilmente atingível: a igualdade das funções básicas do ser humano. Alimentação, respiração e excreção. Como as duas primeiras não conseguem ser tema de nada (já que são básicas, e o capitalismo cuida muito melhor delas), restou subverter a última com boas doses de psicanálise e arte moderna, “chocando” o Ocidente com performances artísticas em que excrementos são o tema.

Ao contrário do que se pensa, ao invés de causar um verdadeiro choque moral (no máximo, um nojo mais associado ao ridículo do artista do que a alguma ética obscura da platéia), o verdadeiro choque é ontológico: qualquer um pensa que alguém precisa se subtrair muito de qualquer inteligência para ser apenas alguém que come, respira, caga – e trepa, para produzir outro ser que só deve comer, respirar e cagar, and so on.
https://www.facebook.com/direitacuritiba/photos/a.386861371463054.1073741828.386616061487585/603180326497823/

Não é portanto exatamente verdade que este é um argumento de esquerda, mas sim o objetivo da esquerda. Sem mais nenhum apelo econômico, sem mais nenhuma moral política, resta a redução suprema. Não à toa, todo estudante de esquerdismo em faculdade, hoje, é muito mais viciado em psicanálise e simbolismo semiótico (vide a Análise do Discurso) do que na logorréia sobre “mais-valia” e “exploração” do Capital de Karl Marx.

É famoso o experimento do TED Talk apresentado por Frans de Waal, que mostra à perfeição como nossa fisiologia e instintos reagem a estímulos políticos. Dois macacos são colocados em gaiolas uma do lado da outra. O primeiro é alimentado com pepinos, que é basicamente água com uma solidez amarga. Poderia passar o dia inteiro sendo alimentado desta forma, sem precisar de estímulo nenhum para receber alimento. Mas então ele vê o macaco vizinho ser alimentado com uvas. Ao ganhar novamente seu primeiro alimento gratuito, o macaco tem a reação de qualquer esquerdista que recebe algo de graça, mas ainda se acha injustiçado socialmente:
A novidade apenas é que, aliada às ganas por gratuidades sem esforço da esquerda, dos cuspes à caganeira, dos debates sobre órgão excretor não produzir filhos à “performances artísticas” em que um esquerdista enfia o dedo no trololó de outro esquerdista ou introduz objetos em seu próprio ás-de-copas, os progressistas apenas reduziram todo o ser humano a uma máquina de bosta.

Ou você acha que quem produziu a obra abaixo foram os progressistas ou os reacionários?
Mais poucas décadas de esquerda e seremos subtraídos de nossa condição de mamíferos.
Discurso dos 'direitos' parece admirável, mas é antidemocrático
Joel Pinheiro da Fonseca
Folha de São Paulo

"Querem tirar direitos!" é a objeção indignada que serve para todas as reformas que o governo propõe: ao PL da terceirização, à PEC da reforma da Previdência, à PEC do Teto. Quem reproduz esse discurso sinceramente –quem encara a política como a tarefa de defender e expandir direitos– julga estar em uma cruzada moral. Mas é justo aí que promovem o maior mal. O discurso dos direitos parece admirável, mas é antidemocrático e nos cega para os reais dilemas da política e da ação do Estado.

Ao dizer que algo é um direito, estamos afirmando a obrigação que "a sociedade" tem de prover aquilo. De onde sairão os recursos para isso, ninguém sabe. A noção de direito ocupa, no discurso atual, o papel do velho imperativo categórico ou do mandamento divino: é uma obrigação incondicional, algo que deve ser feito independentemente da dificuldade ou das consequências que porventura gere.

Se algo –digamos, a aposentadoria integral de um funcionário público– é visto como um direito, ele sai da esfera da deliberação democrática. Se seu adversário quer violar direitos, ele não é um interlocutor democrático legítimo, mas um inimigo que deseja o mal. A persuasão de quem pensa diferente dá lugar ao moralismo acusatório contra supostos interesses escusos. Assim, quanto maior nossa esfera de direitos inegociáveis, menor a esfera de deliberação democrática.

Infelizmente, declarar que alguma coisa desejável é um direito não nos ajuda rigorosamente nada na tarefa de levá-la a um maior número de pessoas. Se assim fosse, a Constituição de 88 teria produzido o país mais desenvolvido do mundo. Acontece que a afirmação de um "dever ser" não cria nada. Pelo contrário, ao mudar a chave com que olhamos a realidade, seu efeito é destrutivo: a partir do momento que um direito não está sendo cumprido, em vez de pensar soluções, procuramos culpados.

O direito é também uma trava mental que nos impede de pensar friamente nas consequências de nossas propostas. Será que o desequilíbrio fiscal não nos levará à falência? Será razoável o Brasil gastar com aposentadorias o mesmo percentual do PIB que o Japão, um país de idosos? Será que nossa lei trabalhista, ao encarecer a contratação, não produz mais desemprego e informalidade? Se estamos falando de direitos, nada disso importa; devem ser cumpridos e ponto final. Faça-se a justiça ainda que o mundo pereça.

Hoje, a falência desse modo de pensar grita em nossos ouvidos. Temos direitos demais para orçamento de menos. A conta não fecha. Simplesmente não dá para todo mundo. O lindo discurso de criar sempre mais direitos nos trouxe o rombo fiscal que põe todos os direitos em risco.

Como exercício de uma política menos moralista (e portanto mais democrática) e mais atenta às demandas da realidade, proponho abolir os direitos da discussão. Em vez de obrigações difusas que não trazem consigo nenhuma ferramenta para sua efetivação, precisamos aceitar a necessidade de escolhas e de trocas. Não invocar direitos, e sim elencar prioridades e medir consequências. Não dá para dar tudo a todos; mas dá para identificar o que é mais importante e focar recursos aí. O resto é um perigoso conto de fadas mascarado de virtude moral e a serviço do interesse de demagogos.

Na capa d'O Globo


No Jogo/Extra: Neymar é capitão.


As manchetes do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do jornal Diário de Pernambuco


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha: Planalto quer dar seis meses para Estados mudarem Previdência

Globo:  Estados deverão ter prazo para mudar Previdência

Extra: Aposentadoria de servidor vira impasse

Estadão: PSDB recua e isenta Temer em ação para cassar chapa

ValorEconômico: Serviço público puxa desigualdade na Previdência

ZeroHora: Sartori retoma pacote sem garantia de voto

EstadodeMinas: Laudos iniciais atestam qualidade da carne

CorreioBraziliense: GDF troca comanda da segurança e economia

- CorreiodaBahia: Quatro milhões com nome sujo na Bahia

- JornaldoCommercio: Análise mostra carne saudável

DiáriodoNordeste: Em menos de dois meses, choveu 60% da média histórica

CorreiodaParaíba: Estados terão que mudar Previdência

segunda-feira, 27 de março de 2017

Uber 'aperriado': o cliente em primeiro lugar. Sempre!


Parabéns, Marcelo Holanda. Vida longa!


Hoje, meu querido pai, Marcelo Holanda, meu velho, meu amigo, está completando 74 anos de vida. Hoje, meu velho, só tenho que agradecer a Deus pela sua vida, pela sua saúde e por ser essa alegria constante nas nossas vidas. Não preciso dizer as suas qualidades e o quanto és maravilhoso. 

Meu pai, meu alicerce, meus pés, minhas mãos, minha vida! Parabéns. Nós te amamos!

O Flamenguista não pode ter um 'tropeço' e já vem com piada contra o vascaíno...

Sugestão de Juarez Ferreira Costa, o Bega
O PROJETO DE CARTAXO
LENA GUIMARÃES
CorreiodaParaíba

Se os adversários estão preocupados apenas com os contatos políticos que o prefeito Luciano Cartaxo vem mantendo para se viabilizar para a disputa pelo Palácio da Redenção, revejam essa ideia. Ele está gastando mais energia em garantir diferenciais administrativos em João Pessoa, que respaldem a imagem de gestor eficiente, focado em qualidade de vida, adepto do diálogo, ou seja, o oposto dos “faraós” da política, que seguem o “quero, posso e mando."

Depois da Lava Jato, o eleitor vai exigir mais do que ficha limpa. Visão, capacidade de gestão e atitudes no exercício do poder vão determinar os votos. Os legados de outros mandatos serão prova – a favor ou contra - dos que se propõem a administrar os impostos dos cidadãos.

Cartaxo começa a semana com uma vitória significativa: após três anos de negociações e de pesquisas, definições de projetos e habilitação financeira, fechou com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) o promissor projeto “João Pessoa Cidade Sustentável”.

Serão US$ 200 milhões em investimentos, ou R$ 620 milhões considerando o dólar a R$ 3,10. Representa 25% das receitas previstas no orçamento 2017 para bancar todas as despesas e obras novas. O BID entra com 50% e a Prefeitura, com apoio da Caixa, com o restante.

Cartaxo só conseguiu por conta de outra vitória de sua gestão, destacada pela representante do BID, Marcia Casseb: a nota de João Pessoa na avaliação fiscal do Tesouro Nacional é “B”. Ela disse que pouquíssimas prefeituras do Brasil têm essa condição.

Um exemplo do que o “Cidade Sustentável” vai modificar: quem passa pela avenida Beira Rio não vê, mas nas suas margens existem nove comunidades marcadas pela pobreza e sem qualquer infraestrutura. Serão as primeiras a serem atendidas com habitação, saneamento e urbanização.

A área do antigo lixão do Róger será requalificada, novos corredores estão previstos nos projetos de mobilidade, além de um Parque Tecnológico e um Centro de Controle e Monitoramento da cidade, para atender áreas de segurança e mobilidade.

A partir de agora, o maior adversário de Cartaxo será o tempo. Terá que correr para transformar esses projetos em realizações e adicioná-los ao discurso. Falta um ano para a data na qual terá de decidir se fica ou se vai encarar o desafio do Palácio da Redenção.

TORPEDO
O Tesouro Nacional faz ranking das cidades, em termos fiscais, de A a D. Só os clientes que estão A ou B podem conseguir empréstimo. Por que estamos conseguindo fechar esta parceria aqui? Porque a prefeitura está B.
De Márcia Casseb (BID), destacando que a boa situação fiscal garantiu a inclusão de João Pessoa no programa “Cidade Sustentável”.

Para recordarmos de Cajazeiras: Seu Joaquim Carneiro vendia bombons na calçada do Cine Éden. Hoje está com 81 anos e bem lúcido.

 

Quem banca a campanha antecipada?
Lula não se emenda. Pegou um jatinho e foi à Paraíba “inaugurar” uma obra que Temer já havia lançado. Tudo ao arrepio da lei, que não permite evento eleitoral agora
Ary Filgueira
IstoÉ
Mesmo sendo réu em cinco processos na Lava Jato, o que pode torná-lo inelegível se for condenado em segunda instância, o ex-presidente Lula segue com sua campanha antecipada às eleições presidenciais de 2018. Foi o que fez no último domingo 19 em Campina Grande durante a “inauguração popular” das obras de transposição das águas do Rio São Francisco, na Paraíba. Vale lembrar que, dias antes, o presidente Michel Temer já havia cortado a fita da obra de forma oficial. A despeito disso, o petista e seus partidários, entre eles, a ex-presidente Dilma, transformaram o evento em um comício explícito. O ato pode provocar mais uma dor de cabeça ao petista. A Procuradoria Regional Eleitoral instaurou investigação para verificar se a “festança” – com direito ao lançamento de Lula à Presidência da República – foi fora de época. A procuradoria quer saber, também, quem pagou a farra de Lula, que custou mais de R$ 120 mil.
Cerimonial do governo
A “inauguração” teve camarote, com tendas gigantes, ônibus com ar condicionado para levar Lula e outras autoridades até o local das obras. Embora o governador do estado Ricardo Coutinho (PSB), que ciceroneou Lula no evento, tenha afirmado que sua administração não investiu mais que a logística de segurança e saúde, alguns detalhes da festa contradizem o socialista. Como o cerimonialista que dava a palavra às autoridades que discursavam no evento. Ele é servidor da Secretaria de Governo, o que arrasta o governador para o centro de um escândalo. Afinal, ele bancou ou não a “reinauguração” das obras de transposição do rio?

Essa, aliás, não foi a única coincidência que aproxima Coutinho do encargo das despesas. O som e as tendas usadas no evento são de uma empresa chamada Júnior Produções e Eventos. Na verdade, a razão social do negócio é Hwj Construções e Incorporações Ltda. É para este último nome que constam diversos pagamentos empenhados pelo Governo da Paraíba. Só de 2011 até 2016, foram feitos repasses que ultrapassaram R$ 13 milhões. O aluguel das tendas custa até R$ 3,5 mil.
JATINHO DE EIKE O PT alugou jatinho que já foi de Eike Batista por R$ 120 mil para levar Lula à Paraíba

Aos custos da festa somam-se também o de transporte de militantes petistas ao local. Só uma empresa afirma ter feito o transporte de dezenas de pessoas em 12 ônibus. Cada carro foi locado por R$ 1,2 mil. Total: R$ 14.400.

O mais caro mesmo foi o jatinho que levou Lula até a Paraíba. Segundo empresas que prestam serviço de fretamento de aeronaves, um voo com o Legacy 600, da marca que levou Lula à Paraíba, custa aproximadamente R$ 100 mil. O jatinho usado por Lula já foi do empresário Eike Batista, que está preso no Rio por conta da Lava Jato e agora está em nome dos donos das Casas Bahia, que alugaram o avião para o PT. A assessoria de Lula diz que o transporte foi pago pelo PT. Se for dinheiro do Fundo Partidário, é ilegal.
NO CABRESTO Os militantes petistas foram levados em 12 ônibus, ao custo em torno de R$ 15 mil

Será que vão comemorar mesmo?

Muito longe de Lenin
Nos tempos da Revolução Comunista de Outubro, ninguém chegava lá pelo caixa dois de empreiteiras
J.R. Guzzo
Veja
Todos podem ir se preparando desde já. Está aí à frente, tão certo quanto a próxima fase da lua, o centenário da Revolução Comunista de Outubro de 1917e vai se falar, escrever e discursar sobre o assunto como se o golpe de Estado então comandado por Lenin, com a formação do regime soviético na Rússia, tivesse sido o maior evento da história da humanidade desde que o macaco desceu da árvore para arriscar a sorte na tentativa de levar uma vida inteligente em terra firme. É curioso que o primeiro centenário da Revolução de 1917 venha a ocorrer quando o regime criado por ela já não existe mais — foi demolido, sem o disparo de um único buscapé por parte dos adversários, em consequência de seus fracassos, sua demência interna e suas enfermidades de nascença. É também interessante notar que o regime revolucionário produziu uma ditadura absoluta do primeiro ao último dia de sua existência. Vai se comemorar, nesse caso, a fundação de uma ditadura que já terminou? A abolição do capitalismo no mundo, objetivo final da revolução, transformou-se há longos anos numa piada, por agredir ao mesmo tempo a natureza humana, o progresso, a tecnologia e a razão. O comunismo, enfim, acabou sendo uma das experiências que deram mais errado na história política dos seres vivos. De novo: dá para comemorar uma coisa dessas? Sim, dá. Podem ter certeza de que dá.

É compreensível, levando-se em conta a quantidade cada vez maior de “gente de esquerda” espalhada hoje em dia mundo afora — e “gente de esquerda” tem entre os seus deveres mentais prestar reverência automática a essas assombrações do passado. Bem poucos, aí, sabem o que foi a Revolução Soviética ou mostram a menor vontade de investir uma meia horinha do seu tempo tentando aprender alguma coisa a respeito. Aprender para quê? O que interessa é acreditar — o que, além disso, dá muito menos trabalho. A verdade é que no momento é mais fácil ser de “esquerda” do que não ser; as comodidades para isso são incomparáveis, e nem sempre foi assim. Ao contrário, já foi difícil — e perigoso. Acredite se quiser, mas houve um tempo neste país em que você podia acabar na cadeia por ser de esquerda. Para Lenin, especialmente, sempre foi muito difícil ser Lenin. Até assumir o comando da União Soviética, ou pouco antes, o homem praticamente não tinha onde cair morto. Vivia a dois passos da prisão, exilado, em desconforto material extremo, sem ajuda da mídia, dos formadores de opinião e da classe artística. Ninguém chegava lá, na época, financiado pelo imposto sindical, por comerciais de televisão milionários e pelo caixa dois de empreiteiras de obras públicas. A vida era dura. Para ser de esquerda, o sujeito tinha, realmente, de ser de esquerda.

Hoje ser de esquerda no Brasil é a coisa mais fácil desta vida

Você pode ser ministro do governo de Michel Temer e ser de esquerda. Pode ser um Eike Batista e, ao mesmo tempo, “campeão nacional” dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff. Pode ser o ex-governador Sérgio Cabral, que viveu anos como um herói do PT. Pode receber prêmio literário de 100 000 euros, dos quais o governo brasileiro paga a metade, e discursar contra o “golpe” na hora de pegar o dinheiro. Pode ser ministro do Supremo Tribunal Federal, depois de advogar para o maior partido da esquerda nacional ou para “movimentos sociais” que se dizem “revolucionários”. Pode, como militante, receber verbas do Banco do Brasil, cesta básica e lanche quando é chamado para se manifestar na rua, além de diária e ônibus fretado. Pode estar na cadeia por corrupção. Pode ter emprego no Itamaraty. Pode ser reitor, procurador público, arcebispo. Pode trabalhar na Rede Globo. Não precisa ler um único livro – Marx, então, nem pensar. Não precisa, Deus o livre, exigir a extinção da propriedade privada, sobretudo a sua. Não precisa entrar no PT e pagar contribuição mensal de 10% do que ganha.

É preciso, apenas, ter “posição” sobre uns tantos assuntos – mas quem já teve de tirar do bolso um único real para “ter posição” sobre alguma coisa? Não num país como o Brasil de hoje, onde, além do mais, o risco de aparecer como “progressista” etc. está muito abaixo de zero. E quais são as “posições” que o brasileiro interessado em tirar a sua certidão de “pessoa de esquerda” deve assumir? ­Alguns exemplos:

– Ser a favor das normas que permitem aos professores da rede estadual de ensino de São Paulo faltar até um dia sim, um dia não ao trabalho, sem desconto nenhum no salário, é claro – incluindo o vale-transporte e o auxílio-alimentação referentes aos dias em que o professor não foi à escola;

– Ser contra o aumento da velocidade de tráfego, para um máximo de 90 quilômetros por hora, nas avenidas marginais de São Paulo. Se possível, noticiar em tom de denúncia que, logo no primeiro dia com os novos limites, ocorreu um acidente de carro numa das marginais. O motorista estava bêbado. Além disso, ninguém se machucou – nem ele;

– Ser contra qualquer mudança na legislação trabalhista. Num momento em que 12 milhões de brasileiros estão desempregados, sustentar que as pessoas não precisam de emprego, e sim de proteção — mesmo que não tenham mais emprego nenhum para ser protegido;

– Ser a favor da aposentadoria das mulheres aos 50 anos, e de todas as regras parecidas com essa — a começar pelas que permitem a aposentados do serviço público ganhar mais de 50 000 reais por mês, ou 100 000, ou seja lá quanto for. Considerar correto que a totalidade da população pague, no fim das contas, a aposentadoria dos funcionários públicos — hoje, na média, cerca de 7 500 reais por mês. É quase o equivalente ao valor médio da aposentadoria dos funcionários públicos franceses, de 2 500 euros mensais. O PIB per capita da França, pela última tabela do Banco Mundial, é de 40 000 dólares por ano, quatro vezes o do Brasil;

– Ser a favor de pichadores ou “grafiteiros” de paredes, muros, viadutos, em prédios particulares e públicos. Considerar que quem não concorda está adotando uma atitude “higienista” — ou seja, a favor da higiene, considerada um hábito de direita;

– Ser contra o “agronegócio” e a favor da “agricultura familiar”. E quanto aos agricultores “familiares” que trabalham junto a grandes empresas agrícolas? Não há resposta para essa questão. Comentários demonstrando que o valor da terra, hoje, é dado pela sua capacidade de produzir, e não pelo seu tamanho nem por outros fatores, são tidos como argumentos a favor do “latifúndio”, do capitalismo na agricultura e do atraso. (A área rural vai pôr 240 bilhões de reais em circulação no interior do Brasil em 2017.)

– Ser contra os defensivos agrícolas de qualquer tipo, descritos como “agrotóxicos”, “venenos” ou “agentes químicos”. Considerar como ato de destruição da natureza a utilização de qualquer área de terra para produção em grande volume de alimentos. Denunciar como delito social o cultivo de pastagens e a criação de animais de corte;

– Acreditar que a única maneira de reduzir a pobreza é tirar dos ricos; a ideia de alcançar esse objetivo por meio da criação de mais riquezas é considerada de direita. Só o Estado, com a arrecadação de impostos — que, idealmente, devem ser sempre maiores —, tem a capacidade de distribuir renda. Cobrar imposto, por esse entendimento, é criar riqueza. Pelo mesmo entendimento, os pobres só existem porque existem os ricos. Na verdade, acredita-se que o 1% mais rico da população mundial tirou a sua fortuna dos demais 99%;

– Assinar manifestos de intelectuais, mesmo que você confunda Kant com Clark Kent.

É o que temos, hoje. Adeus, Lenin.
Olho no lance
Ruy Castro
Folha de São Paulo
Cena do filme "Casablanca", com Humphrey Bogart e Ingrid Bergman

Quando olhamos para trás na história, tendemos a acreditar num certo determinismo -se as coisas aconteceram de tal jeito é porque era assim que tinham de acontecer. Mas Nelson Rodrigues se perguntava como seria se Jesus Cristo tivesse morrido aos quatro anos, de coqueluche. Não teríamos o calvário, nem a cruz e nem a ressurreição e, provavelmente, a história do Ocidente seria diferente.

Várias vezes, a história esteve perto de ser alterada e só por sorte não foi. Em 1942, ao escolher um ator para o papel do aventureiro Rick Blaine num filme em preparo, chamado "Casablanca", a Warner pensou em escalar Ronald Reagan. Ninguém se opôs. E, assim, até perto das filmagens, Reagan foi Rick -até que um ser de luz soprou ao ouvido da Warner que Rick só podia ser Humphrey Bogart. O resto você sabe.

Em 1954, o desconhecido Ferreira Gullar mandou para uma gráfica os originais de um livro de poemas, "A Luta Corporal", para publicá-lo por conta própria. O revisor da gráfica, diante de versos como "Au soflu i luz ta pom-/ pa inova'/ orbita/ FUROR/ tô bicho/ 'scuro fo/ go/ Rra", achou que estava tudo errado e se dispôs a "corrigir" o texto. Gullar só o impediu aos 45 do segundo tempo, e por pouco não teríamos o livro que reinventou a poesia brasileira.

Em fins dos anos 60, no interior da Alemanha, a faxineira do hotelzinho viu um hóspede desabado num sofá da recepção, dormindo e roncando, em pleno dia. A mulher se condoeu das unhas enormes do rapaz. Pegou sua tesourinha e, com cuidado, aparou-as até o sabugo. Quando ele acordou, viu aquilo e quase chorou. Mas, como era o grande Baden Powell, foi em frente e deu o seu show de violão naquela noite do mesmo jeito.

Tudo isso para dizer que precisamos ficar atentos. Há sempre alguém à nossa volta tentando mudar a história -contra nós.