quarta-feira, 23 de abril de 2014

Em dia de aniversário, Dona Rosinha de Seu Rubens Farias recebe o eterno carinho da filha Rossania. Parabéns.


Já que vai aumentar o PIB na marra, contabiliza aí que o Bar de Dércio vendeu umas duzentas grades de cerveja no feriadão...E é porque estava tudo quente....

Ajuste de cálculo do IBGE deve elevar PIB

Instituto incorporará no índice novos dados da indústria; expectativa é que mudança aumente crescimento de 2013 e 2014

Alteração ocorre seis meses depois da inclusão da pesquisa de serviços, que também melhorou resultado

MARIANA CARNEIRO
Folha de São Paulo

O IBGE fará a segunda revisão no cálculo do PIB em menos de um ano, o que poderá aumentar o crescimento da economia de 2013 e de 2014.

A mudança servirá para incorporar os novos dados da produção industrial, que serão divulgados em 15 dias e que devem mostrar um retrato mais positivo do setor, segundo preveem economistas.

A inclusão ocorre seis meses após o PIB ter absorvido dados lançados em 2013 sobre o setor de serviços.

Além de alterar o crescimento de 2013 --quando o PIB variou 2,3%--, a novidade pode contribuir para um resultado mais positivo neste ano, cuja previsão central dos analistas é de alta de 1,7%.

Economistas só esperam a divulgação da nova pesquisa da indústria para refazer estimativas para o PIB.

No IBGE, técnicos já admitem impacto no PIB de 2013, mas evitam falar "se para cima ou para baixo".

O instituto ainda não concluiu a pesquisa industrial e informou ao mercado que mesmo as informações técnicas só serão detalhadas no dia da divulgação, 7 de maio.

A interlocutores técnicos do IBGE dizem que a incorporação imediata da nova pesquisa ao PIB blinda o instituto de eventuais críticas, caso o crescimento seja fraco.

No final de 2012, o ministro Guido Mantega (Fazenda), insatisfeito com o PIB do terceiro trimestre, disse que pediria ao instituto que revisse os dados do sistema financeiro, cujo desempenho negativo surpreendeu analistas e governo.

Pouco antes da inclusão da pesquisa dos serviços, em 2013, Dilma Rousseff afirmou que esperava aumento no crescimento e que o PIB estava subestimado. O resultado ficou maior, mas aquém do previsto: o PIB de 2012 subiu de 0,9% para 1%. O de 2013 quase não se mexeu.

POLÊMICA

A mudança ocorre em meio à polêmica sobre o adiamento da divulgação de pesquisa mais abrangente sobre o desemprego, a Pnad Contínua, que causou protestos por parte de técnicos do IBGE.

A direção do instituto diz que alterou o cronograma para analisar metodologia do cálculo de rendimento, de forma a não influenciar o Fundo de Participação dos Estados, após pedido de senadores.

A Pnad Contínua apontou desemprego médio de 7,1% em 2013, ante 5,4% na pesquisa tradicional, feita em seis regiões metropolitanas.
Crise? Que crise?
ELIO GASPARI
Folha de São Paulo

Arma-se mais uma bolsa, resta saber se é a Bolsa Montadora, a Bolsa Meta-lúrgico, ou um mimo híbrido

A repórter Cleide Silva revelou que a Casa Civil da Presidência da República, as montadoras e os sindicatos estão discutindo um socorro para os trabalhadores ameaçados com a perda do emprego por causa da queda nas vendas de veículos. No ano passado elas caíram 0,9% e, no último trimestre, mais 2,1% em relação ao mesmo período de 2013. Cerca de 1.500 operários já perderam seus empregos.

As empresas e os sindicatos discutem a importação de um mecanismo eficaz, usado na Alemanha. Nele, o trabalhador reduz sua carga horária, mantém seus benefícios e, durante um período de seis meses a dois anos, recebe até 67% do que lhe é devido. No limite, recebe mesmo sem trabalhar. Um pedaço dessa conta vai para a Viúva. Aí está o primeiro problema.

O segundo está no exemplo. O mecanismo alemão foi acionado pela primeira vez no século passado, quando a banda federal engoliu a comunista. Depois, em 2009, diante da crise financeira mundial, quando a venda de veículos caiu 30% e o PIB do país sofreu uma contração de 4%. Nada a ver com o que sucede no Brasil, onde a taxa de desemprego é baixa, mas o ministro Guido Mantega repete a marchinha: "Este ano não vai ser igual àquele que passou".

Ninguém quer ver trabalhadores desempregados, e as montadoras, com razão, preferem preservar sua mão de obra qualificada. Contudo, do jeito que as empresas e os sindicatos formularam-na, a proposta assemelha-se mais a uma empulhação do que a um programa social. Mais um caso em que a sacrossanta "destruição criadora" do capitalismo é reciclada no Brasil destruindo a Bolsa da Viúva para criar puxadinhos de cartórios. A redução dos impostos cobrados às montadoras permitiu que vendessem 3,8 milhões de veículos em 2012. Seus operários mantiveram os empregos, mas não viram a cor desses lucros. Essa mesma desoneração resultou em menos arrecadação e, portanto, em menos dinheiro de volta para quem paga impostos. (Admitindo-se que o dinheiro pago volta, o que é uma licença poética.)

Se os empresários e sindicalistas estão diante de uma crise, devem botar a boca no mundo, expondo as razões pelas quais as vendas de veículos caíram. É verdade que isso não faria bem à campanha eleitoral da doutora Dilma e de seu comissariado. Coisas da vida. O que não se pode é viver num país sem problemas, importando-se um mecanismo de amparo social usado na Alemanha quando ela estava engolindo uma nação sucateada ou quando o mundo estava se acabando.

Resta também discutir o tamanho da conta. É uma Bolsa Metalúrgico ou uma Bolsa Montadora? Num aspecto, o problema deriva da rigidez das leis trabalhistas nacionais. Lula entrou na política dizendo que a Consolidação das Leis do Trabalho era "o Ato Institucional nº 5 dos trabalhadores". O PT está no Planalto há 11 anos, refestelado no conforto que essa legislação dá a quem tem a chave do cofre do Ministério do Trabalho.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, diz que "esse é o momento para retomarmos a discussão sobre um plano de estabilização dos empregos, mas pensamos no longo prazo e não apenas na situação atual". Ótimo, para todos os setores da economia e para todos os trabalhadores.
TCE revela supersalários e mordomias no Trauma 

Custo mensal com a folha da diretoria do Hospital de Trauma alcança quase cem mil reais. 
Jornal da Paraíba
Alberi Pontes

De acordo com a auditoria, salário do diretor técnico Edvan Benevides é quase o mesmo do governador do Estado

A terceirização do Hospital de Trauma de João Pessoa transformou-se em fonte de irregularidades patrocinadas com recursos públicos, segundo auditoria realizada em 2013 pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A investigação mostrou que a chamada gestão pactuada não apenas dobrou os gastos com o hospital (de R$ 4,5 milhões em 2010 para R$ 9,1 milhões em 2013) como esse dinheiro financiaria supersalários e mordomias para dirigentes e consultores da Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul, organização à qual o atual governo terceirizou o HT desde o primeiro semestre de 2011.

No trabalho de investigação, auditores do TCE descobriram despesas e pagamentos tão vultosos quanto estranhos nas relações contratuais entre Estado e Cruz Vermelha. Nessa linha, os “achados de auditoria” representariam desvios de mais de R$ 8 milhões em desfavor do erário. Parte dessa quantia teria sido empregada, por exemplo, no aluguel de apartamentos para servir de moradia ou hospedagem a diretores, gerentes e outras pessoas com as quais a CV faz negócios. Outra parte do dinheiro banca viagens aéreas sem comprovação dos gastos com bilhetes e taxas e até a compra, para funcionários, de sapatos que jamais teriam calçado os pés de qualquer deles.

As falhas detectadas pela auditoria do ano passado somam-se a uma série de outras denúncias e questionamentos contidos em ações na Justiça propostas por instituições como o Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, através de sua Promotoria de Saúde em João Pessoa, e Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).

Além disso, a terceirização do Trauma é alvo de críticas e revelações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), que também descobriu aplicações consideradas indevidas dos recursos do contrato com a CV e, por essa razão, cobra das partes envolvidas a devolução de mais de R$ 6 milhões aos cofres públicos.

Nos registros da auditoria do TCE, encontram-se ainda informações que comprometeriam a gestão terceirizada pelo fato de a Cruz Vermelha utilizar a força de trabalho de servidores estaduais pagos pelo Tesouro, além de dispor como quiser e bem entender de todos os bens móveis e imóveis e equipamentos de um hospital do tamanho e da importância do Trauma. Em acréscimo, sobressai opinião da auditoria de que “o Estado da Paraíba não pode transferir a uma instituição privada toda a administração finalística dos serviços de saúde de um hospital público, por impossibilidade constitucional, legal e normativa”.

Sob esse entendimento, o contrato com a Cruz Vermelha é inconstitucional e fere a Lei nº 8.080/90 (Lei do SUS) no seu artigo 24, que admite a participação complementar da iniciativa privada – não a substituição do Estado – na oferta e operacionalização de serviços públicos de saúde, mas apenas quando o Sistema Único de Saúde não tiver disponibilidade suficiente para garantir a cobertura assistencial à população em determinadas áreas.

ALUGUEL DE MORADIAS CONSOME R$ 264 MIL

Para se ter uma ideia da diversidade dos gastos que a Cruz Vermelha faz com o dinheiro do Estado, ano passado, somente com o aluguel de dez apartamentos foram pagos R$ 264 mil à empresa Souto Maior Construções e Incorporações Ltda. Os apartamentos foram alugados no edifício residencial Allure, situado na Rua Sílvio Coelho de Alverga, 180, Bessa, em João Pessoa, para servir de moradia eventual ou regular de cinco diretores, quatro gerentes e consultores de empresas terceirizadas que prestam serviço ou fornecem algum produto à gestora do Trauma.

Os apartamentos têm três quartos e área privativa total de aproximados 98 metros quadrados. A auditoria do TCE solicitou explicações formais aos gestores responsáveis, sob pena de imediata devolução dos R$ 264 mil aos cofres públicos, “por clara afronta aos princípios da economicidade e moralidade pública, ambos previstos na Carta Constitucional Brasileira”. Os auditores lembram, a propósito, que os diretores do Trauma já recebem ajuda de custo dentro das suas remunerações em folha de pagamento oficial do hospital.

A remuneração dos diretores, aliás, também surpreendeu a auditoria do tribunal. O relatório constatou diferenças salariais entre os seis diretores do hospital sem explicações técnicas que possam motivar as discrepâncias. Assim, enquanto o superintendente do Trauma recebe mensalmente em torno de R$ 15 mil, o diretor técnico Edvan Benevides de Freitas Júnior ganha R$ 22.400 por mês, mais do que secretário de Estado (cerca de R$ 18 mil), vice-governador (R$ 20 mil) e quase igual ao governador, que percebe um salário bruto de R$ 23.500,82 por mês.

Os demais diretores do HT e da Cruz têm salários que variam de R$ 12.300 a R$ 18.600. O custo mensal com a folha da diretoria do Hospital de Trauma alcança quase cem mil reais (R$ 98.400), excluindo encargos sociais, custo considerado vultoso para apenas uma unidade hospitalar. Tanto assim que, no Hospital de Trauma de Campina Grande, de porte e complexidade semelhantes ao de seu congênere na capital, os diretores percebem gratificações que não ultrapassam os R$ 5 mil por mês. Além disso, o HT campinense conta com apenas três diretorias.

A auditoria do TCE sugeriu revisão dessas remunerações, com limites comparativos às demais unidades hospitalares do Estado com similaridade operacional evidente. Vale salientar que o quadro geral de pessoal do Trauma é composto por 1.719 funcionários, sendo 1.210 empregados celetistas e 509 servidores estaduais estatutários. O custo médio da folha celetista em 2013 foi de R$ 2.100.000,00 e a dos estatutários, de R$ 627 mil.

A reportagem entrou em contato com a diretoria do Hospital de Trauma, mas, até o fechamento desta edição, não obteve retorno.

SAPATOS: GASTOS DE QUASE R$ 10 MIL 

A auditoria do TCE descobriu também que o Hospital de Trauma realizou despesas de R$ 9,8 mil junto à empresa Jackson Carneiro da Silva na compra de sapatos para empregados, não constando entrada de tal mercadoria no sistema informatizado de estoques da instituição.

A auditoria fez inspeção no endereço comercial da firma fornecedora, que consta no cartão do CNPJ. Nada encontrou, a não ser uma porta fechada nas dependências do centro comercial em João Pessoa.

“Ante o exposto, esta unidade técnica considera insuficientemente comprovada a despesa no valor de R$ 9.800,00, pelo que pugna pela sua devolução ao erário estadual, via imputação de débito aos responsáveis”, afirma a auditoria, que apresenta, como provas, registro fotográfico da fachada do prédio onde deveria ficar a sede da empresa.

MAIS DE R$ 600 MIL COM PASSAGENS 

Os gastos com passagens aéreas também estão na mira do Tribunal de Contas. Conforme a auditoria, a Cruz Vermelha efetuou diversos pagamentos a empresas comerciais a título de aquisição de passagens aéreas. Detalhe: não há comprovação jurídico-documental dos gastos, discriminando os beneficiários, datas e motivo determinante de cada viagem.

A empresa Lakshmi Viagens e Turismo é uma das beneficiadas pela Cruz Vermelha. Pagamentos no valor total de R$ 152.632,10 foram efetuados à empresa, sem comprovação material e documental. O mesmo aconteceu com a empresa Classe A Representações Ltda., só que no valor de R$ 451.841,53. Destes, apenas R$ 179.641,61 foram comprovados como pagamentos de passagens aéreas para diretores e gerentes do hospital, mesmo assim sem qualquer correlação com suas atribuições.

Por conta disso, o tribunal pede comprovação dos gastos da ordem de R$ 604.473,63 sob pena de imputação do débito aos gestores e devolução dos valores ao erário.

O Vascão não merece estar nesta situação. É uma pena. E o Botafogo também se encontra em situação difícil.

Caos financeiro

Vasco: dívidas e mais dívidas
Vasco: dívidas e mais dívidas
É dramática a situação financeira do Vasco – além de salários atrasados rotineiramente noticiados, há prestadores de serviços para o clube que não recebem há mais de dez meses. Com uma eleição pela frente em que Roberto Dinamite já anunciou que não será candidato, dificilmente quem tem a receber vai ver a cor do dinheiro.
Ontem, mais uma notícia preocupante para as finanças do Vasco: Carlos Alberto entrou na Justiça do Trabalho contra o clube para cobrar 9 milhões de reais que diz ter a receber. A advogada de Carlos Alberto é Luciana Lopes, filha de Rubens Lopes, presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro.
Rubens Lopes é hoje persona non grata em São Januário. A teoria da conspiração no Vasco é que Lopes trabalha nos bastidores contra Dinamite para favorecer Eurico Miranda.
Por Lauro Jardim
Josias de Souza

Pesquisa feita pelo Banco Central junto a uma centena de instituições financeiras indica uma deterioração das expectativas. Pela sétima semana consecutiva, as previsões para o comportamento da inflação apontam para o alto. Com um detalhe: já se dá de barato que o índice vai ultrapassar o teto da meta oficial em 2014.

Dessa vez, a mediana das projeções para o IPCA foi de 6,47% para 6,51%. A meta de inflaç!ão do governo é de 4,5%, com dois potos de tolerância para baixo ou para cima. A previsão está, portanto, ligeiramente acima do pé-direito.

Quando consideradas apenas as cinco instituições que mais acertam as previsões, o pessimismo é maior. Nesse grupo, a mediana foi de 6,49% para 6,59%. A despeito disso, o mercado não alterou suas expectativas em relação à taxa de juros, hoje ficada em 11% ao ano. Estima-se que chegará a 11,25% ao final de 2014 e 13% em 2015.

Os humores azedam contra um pano de fundo marcado pela volatilidade de um ano eleitoral. Conforme já comentado aqui, a candidata à reeleição Dilma Rousseff chega ao final do mandato governando com uma parte do corpo que joga os problemas para o futuro: a barriga.

'Tás doida?'


Conta tudo, Andre Vargas. Faz um bem ao Brasil!

Por Reinaldo Azevedo

E o deputado André Vargas (PT-PR), decidiu mesmo resistir e se nega a renunciar ao mandato. O comando do PT está furioso com ele, e já se fala abertamente em expulsão. Será?
Se eu fosse petista, daquele tipo que faz reunião em barraca, também estaria. Vamos ver. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) apresentou hoje o seu relatório ao Conselho de Ética da Câmara. Fez o que dele se esperava: defendeu a cassação do mandato de Vargas por quebra do decoro parlamentar. Há duas acusações fundamentais contra ele: ter aceitado o jatinho fretado pelo doleiro Alberto Youssef e ter mentido aos deputados sobre a sua proximidade com Youssef, preso pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato. Qual seria o trâmite normal? Cada membro do conselho se posicionaria sobre o texto de Delgado, e a decisão seria submetida ao plenário na Câmara, agora em voto aberto. Vargas será cassado. É um cadáver adiado apenas.
O ainda deputado tem, no entanto, defensores e amigos no partido. O deputado José Geraldo (PA) decidiu pedir vista, adiando o parecer da comissão e estendendo, obviamente, o processo. Desde que as relações de Vargas com Youssef vieram a público, observei aqui que ele não era da mesma têmpera de um Delúbio Soares, por exemplo. Não está disposto a se sacrificar para preservar o partido. E tem defensores na legenda, como os deputados Cândido Vaccarezza e José Mentor, ambos de São Paulo, e Luiz Sérgio, do Rio.
Vargas já havia anunciado que iria renunciar ao mandato. Ocorre que, segundo o parágrafo 4º do Artigo 55 da Constituição, depois de admitido o processo no Conselho de Ética, ele não pode mais ser interrompido pela renúncia. Ocorre que essa disposição vem de um tempo pré-Lei da Ficha Limpa, quando um parlamentar enroscado em falcatruas podia renunciar para se livrar da cassação, preservando seus direitos políticos e se candidatando na eleição seguinte. Isso, hoje, não é mais possível. Ao renunciar, Vargas já está inelegível por oito anos a partir de 2015.
Notem: não existe lei nenhuma que impeça alguém de renunciar. O que a Constituição determina é que o processo prossiga. Mas como cassar o mandato de quem já não é mais deputado ou suspender os direitos políticos de quem já os tem suspensos? A questão, fatalmente, iria parar na Mesa da Câmara, que não teria como recusar a renúncia. E, provavelmente, não haveria mais processo nenhum. Vargas sairia de cena, e a questão estaria encerrada.
É o que quer desesperadamente o comando do PT. Mas Vargas, até agora, não topou. Não custa lembrar que ele já andou fazendo algumas ameaças. Rui Falcão, presidente do PT, o fez ver que ele pode prejudicar as campanhas de Alexandre Padilha e Gleisi Hoffmann aos governos de São Paulo e do Paraná, respectivamente, e da própria Dilma. O homem, no entanto, resiste e tem dado a entender que trabalha para o partido, não para si mesmo.


No PT, há quem defenda abertamente a sua expulsão. O seu caso está sendo apreciado também pelo Conselho de Ética da legenda

Quem sabe isso ainda tenha um outro desdobramento virtuoso, não é? Vargas é expulso e conta tudo o que sabe. O que lhes parece? Não custa ter alguma esperança.
Por Reinaldo Azevedo

Jornal Lance: é como se um time de futebol - o Mengão - fosse um órgão público...


A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


As manchetes do jornal O Globo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

FolhaPromotoria vai processar SP por caso  dos indigentes

GloboPânico em Copacabana

Extra: Morte, revolta e onda de terror em Copacabana

Estadão: MP da Itália é favorável à extradição de Pizzolato

ZeroHoraAumento nos serviços agrava a falta de controle da inflação

Estado de MinasBairros reagem e PBH quer mais mudanças

CorreioBraziliense: Brasília, um céu para a eternidade

CorreiodaBahia: Aprovada mudança de banco para casa própria

DiáriodoNordeste: Mortes caem na Capital e sobem nas estradas

DiáriodePernambuco: Celp e Emlurb indiciadas por morte de Davi

JornaldaParaíba: Auditoria do TCE aponta supersalários no Trauma

terça-feira, 22 de abril de 2014

Um fraternal abraço de parabéns ao nosso Francinaldo Lopes, em Cajazeiras.


De Márcia para Dirceu Galvão.

Olha no que resulta a sua missão, 
Professor Dirceu Marques Galvão Filho!


Na Coluna Painel do jornal Folha de São Paulo: material político que anima qualquer CPI


Imolação... Dirigentes do PT vão orientar a bancada do partido na Câmara a votar a favor da cassação de André Vargas (PR) no processo de perda de mandato, caso o deputado não renuncie.

... coletiva A posição deve ser transmitida aos deputados para possíveis votações tanto no Conselho de Ética quanto no plenário. Irritada com a resistência de Vargas, a cúpula petista diz que o partido não deve se desgastar para defender o parlamentar.


Cautela O time que comanda o processo no Conselho de Ética teme que Vargas alegue a suspeição do relator, Julio Delgado (PSB-MG), e do presidente, Ricardo Izar (PSD-SP), por terem comentado o caso publicamente.

Caça... Aliados de Dilma Rousseff acreditam que o estrago das últimas declarações do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli sobre a crise da estatal pode ser maior do que se imagina.


... às bruxas Governistas dizem que a oposição ganhou discurso para que uma eventual CPI da Petrobras tenha como foco a responsabilidade da presidente sobre a compra da refinaria de Pasadena, e não o negócio em si.

Troco Oposicionistas pretendem pedir explicações a Gabrielli na comissão que apura supostos pagamentos de propina a funcionários da estatal. Alegam que, se isso ocorreu, ele deve "assumir sua responsabilidade".

Nada como um técnico que entende de aspectos emocionais dos jogadores...

Vamos jogar, asilado!


Hoje é feriado. Não vai ter o programa “O Canto do Galo” [Refere-se ao time do Treze de Campina Grande]. Mas eu ia dizer o quê? A torcida não é burra.

O presidente do Treze é um homem de bem, a diretoria é esforçada e oferece as melhores condições ao elenco e à comissão técnica, mas o time não ganha!

Quando eu jogava no Sporting e tava perdendo, Bezerrinha gritava dentro de campo:

-“Bocado de rapariga, vamos jogar pra ganhar”!

Até eu fazia gol!!!

Brasília não merece a má fama que tem. Lá tem muita gente boa. É só prestar atenção nos cajazeirenses e cajazeirados....

Josias de Souza

Criada por Jucelino no deserto central, em ritmo de truque cinematográfico, Brasília fez aniversário de 54 anos neste 21 de abri de 2014. A cidade convive com a má fama desde o berço, que no seu caso foi um canteiro de obras lamacento. Ali, em meio ao movimento de máquinas pesadas, nasceu o Brasil moderno. Um país que esconde atrás do Ordem e Progresso o verdadeiro lema da nossa ilicitocracia: “Quanto eu Levo Nisso?”.

Decorridas mais de cinco décadas, a nação ainda olha para Brasília com o rabo do olho. Num esforço para não passar recibo, o país vê sua Capital sem olhar. Faz cara de nojo e sonha com o dia em que um herói surgirá do nada para enfrentar o Monstro do Lago Paranoá. O Brasil nunca encarou o Monstro do Lago de frente. Mas, como numa maldição presumida, sabe que ele está lá, escondido, mastigando propinas, protegido por carpas verbívoras e pelo Marcos Valério.

A nação anda meio decepcionada com Dilma, a supergerente que todos supunham talhada para enfrentar o Monstro do Lago. Os brasileiros ainda se lembram do processo de escolha. Vendo que chegava a hora de largar o poder, pois um terceiro mandato pegaria muito mal, Lula, a penúltima vítima do Monstro do Lago, debruçou-se sobre as biografias nacionais à procura de virilidade. E pinçou a mulher-maravilha.

Os que ainda não conheciam o talento de Lula para a estratégia política estranharam. Mas logo se revelou sua manobra genial. Como a cara feia de Dilma não foi páreo para o Monstro do Lago, Lula pode agora espalhar a insinuação de que conhece alguém capaz de livrar Brasília de sua maldição: Lula.

É verdade que a última tentativa resultou em malogro. Atravessada por um raio, que o Monstro do Lago disparou com um olhar, toda a tropa do cavaleiro sindical do ABC apodreceu. Teve de ser enviada à Papuda. Mas, mesmo que passem séculos, muitos acreditarão que aquele Lula imaculado, aquele mito que não sabia de nada, ainda vive. Ele e sua inocência podem ser buscados em São Bernardo tão logo a nação perceba que o Aécio Neves e o Eduardo Campos não estão à altura do desafio.

À espera de alguém que o trucide —ou o converta numa prova processual—, o Monstro do Lago olha para o Brasil que cerca Brasília. E se diverte com o esmeradíssimo esforço com que o país evita retribuir os seus olhares. O brasileiro sabe que o Monstro do Lago está de olho. Foge de encará-lo para não enxergar em suas retinas o reflexo de um culpado.

Assim como o Lago Paranoá, o Monstro do Lago é artificial. Um foi criado para atenuar a secura desértica de Brasília. Outro surgiu para aliviar o sentimento de culpa do resto do Brasil. A corrupção não é um produto natural de Brasília. O governo por licitação mutretada, o lobby como programa, o escurinho como habitat… nada disso veio junto com a água do lago. Essas coisas brotam nos Estados. E você se encarrega de mandar para Brasília.

Na sua manifestação mais recente, essa inesgotável vocação do brasileiro para a escolha do pior desfilava por Brasília disfarçada de André Vargas. A vida, os eleitores, a imprensa, o TCU, o Polícia Federal, a Procuradoria… tudo parecia conspirar a favor da camuflagem de André Vargas.


De repente, o deputado do PT paranaense recebe no celular a mensagem do amigo-doleiro Alberto Yossef: “Tô no limite. Preciso captar”. Responde sem titubeios: “Vou atuar”. E vem atuar na Esplanada dos Ministérios, cavando na pasta da Saúde um contrato milionário para o laboratório paulista Labogen, que serve de biombo para a lavanderia de dinheiro sujo do doleiro.

Agora responda rápido: quem tem mais culpa: você, que joga seu voto no lixo, ou Brasília, que convive há 54 anos com o produto do seu descaso?

Antônio Quirino de Moura, um grande cidadão cajazeirense, é merecedor de todas as nossas homenagens.

Antonio Quirino de Moura: o vaqueiro dos prados do Sertão

Por José Antônio

Com braço firme e laço forte o vaqueiro Quirino cavalga em seu alazão, pelos prados áridos do sertão, com seus oitenta anos de vida, como se criança fosse e com amor no coração.

Foi com esta disposição de vaqueiro sertanejo, afeito às lutas de gado, que migrou do Sitio Melancias, no município de Santa Helena, para os bancos das Universidades de Pernambuco, pelas mãos benditas dos padres Salesianos e tornou-se advogado e professor.


Em Cajazeiras, no final da década de 60, iniciou a sua vida profissional e foi o primeiro professor licenciado em Língua Portuguesa a dar aulas em nossa cidade e logo foi nomeado diretor do Colégio Estadual Crispim Coelho, onde fez uma profícua administração.

E foi deste educandário que se projetou para a política, quando da impugnação de Dr. Higino Pires Ferreira, como candidato a prefeito de Cajazeiras, o seu nome apareceu quase como única alternativa como filiado da ARENA, para concorrer ao pleito.


Numa das mais empolgantes campanhas, já vivida pelo povo de Cajazeiras, Quirino teve como concorrente principal o também bacharel João Bosco Braga Barreto, líder carismático, com grande experiência adquirida nos movimentos estudantis em Recife, aplicou-a na sua campanha e atraiu para si o povão, a “frasqueira” de Otacílio Jurema.

As oposições apresentaram dois nomes para concorrer com Quirino, já que pela legislação eleitoral da época, se permitia somar os votos da mesma sigla partidária, então, ao MDB de Bosco foram somados os votos do MDB 1 do outro candidato Acácio Braga Rolim.

O resultado da eleição foi surpreendente: Quirino, que teve como vice João Rodrigues Alves obteve 5.696 votos; Bosco e o seu vice Francisco de Assis Coelho tiraram 4.256 e Acácio e seu vice Afonso de Oliveira Lira (esposo de Anita Caetano que já tinha sido vereadora em Cajazeiras) obtiveram 1.185 votos. No final Quirino foi eleito com apenas 255 votos, num eleitorado de 15.355 eleitores. 3.969 deixaram de comparecer e atingiu 25,8% de abstenção.


O mandato de Quirino foi de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977 e fez uma grande administração e ainda hoje é considerado como um dos maiores prefeitos da História Política de nosso município.


Desde o ano de 1945 a cidade tinha uma biblioteca, criada pelo prefeito Heronides Ramos e instalada e inaugurada pelo prefeito Manoel Lacerda em 1946 e que recebera o nome de Castro Pinto e que há algum tempo não estava funcionando e no dia nove de julho de 1974, Quirino inaugurou a sua mais importante obra: a nova biblioteca de Cajazeiras, a casa de cultura que faltava a cidade.


Quirino, devido a sua formação Salesiana, foi um prefeito “musical” e que deu ênfase a formação de novos músicos e dando a Escola uma nova sede e projetou a cidade de Cajazeiras através da Banda de Música Santa Cecília, a quem deu total apoio. 


As suas ações administrativas o projetaram no estado, fato que lhe proporcionou ser conduzido por três vezes a Assembléia Legislativa do Estado e ainda vice-prefeito de Zerinho Rodrigues e secretário de estado.

Zerinho e Quirino
Foi mais do que justa a homenagem que prestou a Câmara Municipal de Cajazeiras, neste último dia 12 de abril, quando lhe outorgou o Titulo de Cidadão Benemérito e ainda a Medalha João Bosco Braga Barreto, numa bela e emocionante Sessão Solene, realizada no auditório da FAFIC, depois de uma missa celebrada no Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora.

Homenagens quando feitas em vida têm um sabor todo especial para quem as recebe e toca profundamente o coração, além de sublimar o mais nobre do sentimento humano que é a gratidão.

Quirino em seu cavalo alazão vagueia faceiro pelo sertão, em busca de novas conquistas e afeito a novas ações.

 
Josias de Souza


De volta de uma viagem oficial à China, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), declarou que o processo aberto no Conselho de Ética contra o deputado André Vargas (PT-PR) tornou-se “irreversível”. Será levado ao plenário mesmo que o parlamentar resolva renunciar ao seu mandato.

A renúncia só seria um lenitivo para André Vargas se ele a tivesse formalizado antes da instauração do processo, explicou Henrique. O Conselho de Ética já nomeou inclusive um relator para o caso, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). “Na hora que se instaurou, o processo passou a ser irreversível”, enfatizou o presidente da Câmara. “Não há mais como reverter a situação.”

Henrique disse ter comunicado sua decisão ao próprio André Vargas. Fez isso na semana passada, na quinta-feira (17), quando ainda estava do outro lado do mundo. Contou que foi acordado por um telefonema do deputado. No Brasil, os relógios marcavam 15h. Na China, eram 4h da madrugada. Ao ler o nome do colega no visor do celular, Henrique decidiu atender.

“Expliquei tudo a ele”, relatou Henrique. “Depois, ainda pedi ao Mozart [Vianna, secretário-geral da Mesa da Câmara] que ligasse para o André. Ele ligou, deu as razões técnicas. Não tem mais o que fazer. Não se trata de ser simpático ou antipático com ninguém. Trata-se de respeitar a Constituição e o regimento da Câmara. Algo que, como presidente da Casa, eu tenho a obrigação de fazer.”

Henrique dissolveu outra polêmica relacionada ao caso. Na semana passada, membros do Conselho de Ética disseram que uma eventual renúncia de André Vargas teria seus efeitos suspensos até que o plenário da Câmara decidisse sobre o provável pedido de cassação do seu mandato. Não é bem assim.

Na visão de Henrique, “a renúncia é um ato unilateral”. Assim, disse o presidente da Câmara, “se a renúncia ocorrer, eu acatarei. E convocarei o suplente imediatamente.” Por quê? “Nao faz sentido ele renunciar, me encaminhar a renúncia e eu engavetar o documento. Se eu fizesse isso, teríamos um renunciado que não renunciou, o que não é admissível.”

“O nome do André Vargas permaneceria no painel”, prosseguiiu Henrique. “Se quisesse, ele poderia continuar votando. E qualquer pessoa poderia questionar na Justiça o resultado de uma votação que tivesse a participação de um deputado que já renunciou. Insisto: não tem lógica. Se renunciar, o processo prossegue normalmente. Mas o suplente será convocado.”

Quando acordou o presidente da Câmara em plena madrugada chinesa, André Vargas já havia comunicado à imprensa e ao presidente do PT, Rui Falcão, que renunciaria ao mandato. Deu meia-volta ao constatar que a fuga, por tardia, não o livraria do julgamento no plenário. Incomodados com os respingos da sangria do filiado ilustre na já combalida imagem do PT, dirigentes petistas ainda pressionam Vargas para que renuncie.

Na conversa telefônica com Henrique, André Vargas repisou a tecla segundo a qual o único erro que cometeu foi o de realizar uma viagem de férias com a família num jato alugado pelo doleiro Alberto Yossef, preso na Operação Lava Jato. Disse que fará sua defesa no Conselho de Ética.

Ainda que fosse verdade, a situação de André Vargas não seria simples. O aluguel do Learjet 45, presente do amigo-doleiro, custou R$ 100 mil. Pilhado, Vargas disse que pagara o combustível. Desmentido pelos fatos, alegou ter recorrido a Youssef porque as passagens em voos de carreira estavam muito caras. Faltou-lhe nexo.

Para complicar, escalou a tribuna da Câmara para dizer que o favor aéreo não resultara em nenhum favor ao doleiro. De novo, os fatos se encarregaram de desdizê-lo. Mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal revelaram que André Vargas, então vice-presidente da Câmara, fez lobby para que o laboratório Laborgen, usado por Youssef para lavar dinheiro, obtivesse um contrato milionário no Ministério da Saúde.

Nesta semana, outro deputado enroscado com o doleiro preso sera levado ao Conselho de Ética da Câmara. Chama-se Luiz Argôlo (SDD-BA). Ele também trocou mensagens com Youssef. Apalpadas pela PF, revelaram indícios de um relacionamento monetário. Envolve até a entrega de dinheiro em domicílio, no apartamento functional da Câmara. Conforme noticiado aqui, os partidos que representaram contra André Vargas planejam fazer o mesmo com Argôlo.

Felizmente, em Cuba não existe mais este tipo de problema...

ALGUNS DESDE JANEIRO
Fila de 11 navios aguarda para atracar no Porto do Pecém

Com obras de expansão atrasadas, retroárea limitada e demanda crescente, fila de navios tende a aumentar
FOTO: KID JÚNIOR
Com a expansão do comércio exterior, o Porto do Pecém precisa se ajustar com urgência

Atraso de quase dois anos no início das obras de expansão do terminal de múltiplo uso (Tmut) do Porto do Pecém já reflete negativamente no fluxo de cargas, gerando prejuízos à Cearáportos, aos armadores e às empresas importadoras de vários segmentos. Sem berços suficientes para atracação de navios, com retroárea limitada para transbordo e poucos armazéns disponíveis, 11 embarcações aguardam ao largo, em alto mar, algumas desde janeiro último , a liberação de um píer para acostar e descarregar.

Além dos problemas de falta de infraestrutura do Porto, acrescenta o advogado que atua na área do Direito Marítimo e Aduaneiro, Eugênio Aquino, equipamentos (guindastes e descarregadores) antigos, sem velocidade de descarga, estariam atrasando, ainda mais, o fluxo de retirada das cargas dos navios para o terminal. "Há empresas com prejuízos de até US$ 12 mil, por dia (cerca de R$ 26.600,00)", denuncia Aquino, segundo quem há navios fundeados desde janeiro, na costa do Pecém.

Faltam berços

Eugênio Aquino disse que vem recebendo, em seu escritório, reclamação de vários importadores que estariam sem poder retirar as cargas ou com elas atrasadas, por problemas no descarregamento dos navios. Ele reconhece que há investimentos dos governos estadual e federal na construção de novos píeres, na expansão do terminal, mas diz que "não adianta resolver os problemas de acostagem, se não resolverem a retroárea".

"Existe um delay (atraso) entre a velocidade de retirada das cargas dos navios e de transferência do porto para os locais de armazenagem das empresas", confirmou, o diretor de Infraestrutura e Desempenho Operacional da Cearáportos, empresa que administra o Porto do Pecém, Valdir Frota Sampaio. Segundo ele, dos 11 navios à espera de píer para atracação, quatro trazem equipamentos para a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e dois destes estão à espera desde janeiro último, há três meses. Conforme confirmou, no total, são dois navios de gás natural, dois de combustíveis, dois de produtos siderúrgicos (aço e ferro), um de contêineres e quatro embarcações com peças para a CSP, que estão há vários dias à espera de um espaço para atracar. Para tanto, explica, o porto conta com apenas seis berços de atracação. "Hoje temos cinco navios atracados e mais dez à espera", revela.

Além da falta de berços suficientes, explica Valdir Sampaio, a área de armazenagem é pequena para suportar o aumento na movimentação de cargas, que teria saltado de 1,09 milhão de toneladas, no primeiro trimestre de 2013, para 1,86 milhão de toneladas, no acumulado dos três primeiros meses deste ano, anotando crescimento de 71%, em 2014.

Retroárea

Conforme disse, o pátio de cargas do Porto do Pecém soma 380 mil metros quadrados (m²), incluindo arruamentos e edificações, sobrando apenas 250 mil m² para cargas. E dessa área, complementa, "mais de um terço, ou 100 mil m², estão ocupados apenas com material e peças das CSP". "Em geral, são peças muito grandes, volumosas e que ocupam muito espaço", justifica Sampaio.

Estocagem

"A CSP é um empreendimento de interesse do Estado, mas o terminal não pode operar para atender a apenas um cliente", reconhece o diretor da Cearáportos. "Enquanto a CSP não resolver a estocagem de sua carga, o problema vai continuar", frisa.

"O porto opera 24 horas, sete dias por semana, mas a CSP, só trabalha das 8 da manhã às 18 horas, de segunda à sexta-feira. São mais de 2.000 contêineres para retirar", enfatiza, Sampaio.

Ele ressalta ainda que a responsabilidade de retirada e movimentação das cargas no porto é das empresas.

Maquinário velho atrasa a retirada das cargas

A Cearáportos reconhece também que há problemas nos equipamentos e máquinas (guindastes, empilhadeiras e caminhões) que operam na retirada das cargas e contêineres dos navios, para os pátios de descarga do Porto do Pecém. Dos cinco guindastes existentes, conta, dois estão em manutenção, além de que todos estão velhos, com mais de dez anos em operação e com baixa produtividade.

Conforme explica, os guindastes atuais realizam de 15 a 20 movimentos por hora, enquanto os modernos já fazem de 30 a 40 operações de descarga, nesse mesmo tempo. Diante dos problemas, Valdir Sampaio diz que a situação das filas de navios no Pecém só deverão ser minimizadas em outubro próximo, quando deve ficar pronto um novo pier, dos três em construção, e quando devem chegar dois novos super guindastes da empresa APN Terminal. "Normalizar, normalizar mesmo, só no segundo semestre", almeja.

CSP segue legislação

Consultada, a direção da CSP respondeu que "está seguindo rigorosamente os procedimentos exigidos pela legislação brasileira e, diante da necessidade de promover melhorias nos processos de movimentação de cargas, a empresa instituiu um comitê interno que reúne representantes da Posco Engenharia , empresa responsável pela construção da usina, da Receita Federal, da Cearáportos, da ZPE e de empresas de logística".

Conforme informou, "a movimentação de cargas no Porto do Pecém para a construção da CSP teve início em maio de 2012, somando um total de 678.470 m³ de cargas soltas (equipamentos de grande porte) e 4.757 contêineres (maquinários, parafusos para fixação/ancoragem, entre outros) recebidos. Até o próximo mês, está previsto para chegar ao Porto do Pecém mais 113.025 m³ de cargas soltas e 761 contêineres. (CE)

Carlos Eugênio
Repórter

A política da Paraíba na Coluna de Cláudio Humberto


O senador Cássio Cunha Lima (PB) obteve a garantia do senador e presidenciável Aécio Neves (MG) de que dificilmente a cúpula nacional do PSDB favorecerá a reeleição de Cícero Lucena ao Senado, o que prejudicaria a candidatura de Cunha Lima governo estadual. Cunha Lima, que oferecerá palanque ao presidenciável Aécio Neves, costura para dar a vaga ao Senado para o PP do ex-ministro Aguinaldo Ribeiro.



Também está cotado para integrar a chapa o PTB de Wilson Santiago, em troca de apoio a eleição de Cunha Lima. Leia-se: tempo de TV.


Homem de confiança de Cunha Lima, o deputado e presidente estadual do PSDB, Ruy Carneiro, tem sido apontado no partido para vice.



Aspirante ao governo da Paraíba, Veneziano (PMDB) deve contar com apoio do PT para enfrentar a reeleição de Ricardo Coutinho (PSB).
Indústria já considera 2014 um ano perdido
Crescimento fraco, alta de juros, calendário de Copa e eleições levam empresas a reduzir projeções

CRISTIANE BONFANTI 
GERALDA DOCA 
O Globo

Marcos Alves / O GLOBO
Pátio de montadora em São Bernardo do Campo: com previsão de alta em 2014 de 1,1% nos licenciamentos e de 1,4% na produção, presidente da Anfavea, Luiz Moan, diz que setor vive as “dores do crescimento” 

BRASÍLIA - Diante da piora nas expectativas e da previsão de crescimento da economia cada vez menor, setores dinâmicos da economia dão como perdido o ano de 2014. Incapazes de vislumbrar de onde virá o aquecimento da atividade econômica e com a alta disseminada no nível dos estoques, empresários industriais reveem para baixo suas estimativas, que vão de queda até uma leve alta na produção. Enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) prevê avanço de 1,5% na indústria da transformação, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) passou a projetar queda de 0,8% na produção nacional este ano, sem boas perspectivas para 2015. A previsão anterior da Fiesp era de crescimento de 1%.

O longo ciclo de alta de juros, a reversão de desonerações tributárias e a provável alta no custo de produção, sobretudo em função do encarecimento da energia elétrica e dos insumos importados, estão entre os fatores que dificultam a vida dos fabricantes. Segundo o diretor do Departamento de Economia da Fiesp, Paulo Francini, o chamado carry-over (efeito estatístico que informa quanto do crescimento do ano anterior foi transferido para o seguinte) foi muito negativo para o setor, que virou o ano passado com queda de 3,7%. Além disso, 2014 começou pouco promissor, com redução do consumo das famílias e do crédito, associado a outros fatores “complicados”, como Copa do Mundo e eleições.

— A sensação que temos é que 2014 será mesmo um ano perdido — afirma Francini.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, disse que, em 2014, não haverá crescimento da produção de eletroeletrônicos. O faturamento do setor deve subir entre 3,5% e 4%, mas puxado pelas importações, que correspondem a 26% dos produtos acabados.

A pesquisa de sondagem junto às empresas associadas à Abinee, que será divulgada na próxima semana e foi adiantada ao GLOBO, mostra uma piora nos negócios do setor em março: 44% dos empresários entrevistados responderam que houve aumento nas vendas, contra 61% em fevereiro, e 17% deles informaram que as vendas ficaram estáveis, percentual que correspondia a 25% em fevereiro. Para 39% das empresas, houve queda nas vendas, contra 14%, no mês anterior.

— Diante do calendário que nós temos, o ideal seria que este ano passasse bem rápido — destacou Barbato.

A indústria de máquinas e equipamentos, depois de amargar uma redução de 3% no faturamento em 2012 e de 5,7% em 2013, espera uma estagnação, ou até mesmo uma nova queda de até 3% nos resultados deste ano. Na avaliação do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, com a conjuntura atual, uma retomada dos investimentos será possível apenas a partir de 2016.

Este ano é de eleições. E o ano que vem será de ajustes, de corte de despesas, com um cenário que não será favorável para a indústria — disse.

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) estima um crescimento do setor de 4,5% no faturamento este ano mas, diante da desaceleração nas vendas de materiais de construção no varejo, o presidente da entidade, Walter Cover, avisou que os números podem mudar. Já a Anfavea, representante dos fabricantes de veículos automotores, espera que, no fechamento de 2014, seja registrado um crescimento de 1,4% na produção de veículos e de 1,1% nos licenciamentos (mercado interno). No ano passado, esses percentuais foram de 10% e -0,9%, respectivamente.

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, reconheceu que, na atual conjuntura, o setor registra avanço em ritmo menos acelerado que o verificado durante a crise de 2008/2009. Ele observou, porém, que hoje as bases de comparação são bem maiores.

Isso faz parte de um processo absolutamente natural que costumo batizar de dores do crescimento. Quando se vende pouco, é mais fácil registrar um aumento elevado. Mas, num patamar lá em cima, é mais difícil ter o mesmo ritmo de crescimento — disse Moan.

Dados da Anfavea mostram que o licenciamento de veículos registrou queda de 15,2% em março, com 240,8 mil unidades, na comparação com igual mês do ano passado. No primeiro trimestre, o recuo foi de 2,1%.

Perda de competitividade

Para o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo, o setor deve registrar crescimento em 2014, mas em cima de uma base reprimida. No caso do aço bruto, que registrou retração de 1% no ano passado, as projeções são de crescimento de 5%. As vendas internas devem subir 4,1% e as exportações, 2,3%, depois de uma queda de 17,5% em 2013.

Ele destacou que toda a indústria de transformação vem perdendo competitividade de forma sistemática, sobretudo com a entrada de importados, e não consegue aumentar as exportações. Já Fernando Pimentel, diretor superintendente da Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecção (Abit), disse que a expectativa para a produção é entre alta de 1% e queda de 1%.

Este ano deverá repetir 2013, porém com mais emoções. Temos eleições e Copa do Mundo, o que altera o movimento no comércio — disse Pimentel.

De acordo com o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campelo Júnior, as pesquisas de sondagem industrial realizadas pela instituição entre fevereiro e março revelam crescimento disseminado do nível dos estoques nos setores industriais, sobretudo automotivo, mecânico, têxtil, vestuário e calçados, associado a uma demanda fraca, tanto no mercado interno, quanto externo.

Não quero ser alarmista, mas não vejo sinais positivos na indústria, que deve terminar o ano em ritmo lento de atividade — disse o professor.

Ele destacou que a conjuntura é desfavorável aos investimentos. Lembrou que o setor de bens de capital, depois de resultados positivos entre o fim de 2012 e boa parte de 2013, com aumento nas vendas de caminhões e máquinas agrícolas, voltou a se desacelerar. A queda no índice de confiança neste segmento, salientou Campelo, deve se estender até o segundo semestre. Outro fator agravante são as incertezas envolvendo o setor energético.

A primeira página do jornal O Estado de São Paulo


Os destaques do jornal Diário do Nordeste: enquanto isto, no Porto de Cuba...


Os destaques do jornal O Globo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta terça-feira

Folha3.000 foram enterrados como indigentes tendo RG

GloboGovernistas já preparam recurso para protelar CPI

Extra: PF prende traficantes que ordenaram ataques a UPPs

Estadão: Com ameaça de crise, montadoras propõem proteção ao emprego

ZeroHoraAtraso em perícias dificulta respostas para caso Bernardo

Estado de MinasUma nova cara para BH

CorreioBrazilienseBebeu, correu demais, matou dois e feriu seis

CorreiodaBahia: Conta de luz fica mais cara a partir de hoje

DiáriodoNordeste: Navios esperam até 3 meses para ancorar no Pecem

DiáriodePernambuco: Cenas degradantes no centro do Recife

- JornaldaParaíba: Governador veta mais propostas da oposição

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Uma boa lembrança...


Petrobras
Mau, não. Péssimo negócio

Graça Foster reconheceu que Pasadena foi um erro e que o dinheiro gasto não será recuperado. Mas isso só reforçou na oposição o ímpeto de conseguir a instauração de uma CPI da Petrobras

Ana Clara Costa, de Pasadena
Veja.com

Gilberto Tadday
OVELHA NEGRA - Quase centenária, Pasadena tem diversos equipamentos sucateados 

A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró foram ao Congresso prestar esclarecimentos sobre a contestada compra da refinaria de Pasadena (PRSI) no Texas — foco de uma virtual CPI. Antes da sabatina, eles se encontraram para alinhar o discurso. Graça alertou Cerveró de que nenhuma afirmação que aumentasse a crise seria tolerada. A estratégia era apresentar o caso tão somente como um investimento fracassado — nada mais que isso. Sabatinada por seis horas na terça-feira, a executiva seguiu à risca esse roteiro. Reconheceu que a compra “não foi um bom negócio”. Mais ainda, afirmou que não há chance de que o dinheiro despejado na refinaria seja recuperado.

Quando chegou seu dia de falar, Cerveró reafirmou que em 2006, quando a compra de uma participação de 50% em Pasadena foi decidida, o negócio estava em consonância com a estratégia de internacionalização da Petrobras. Corroborou aquilo que Dilma Rousseff afirmara um mês antes: as cláusulas que obrigaram a Petrobras a comprar a parte da belga Astra Oil no empreendimento, elevando o valor total do negócio a 1,25 bilhão de dólares, não constavam do resumo executivo apresentado ao conselho de administração, que ela presidia à época. Anteriormente, Cerveró havia dito que o conselho dispunha de todas as informações necessárias — daí o alerta de Graça. Desta vez, baixou o tom. “Não tive a intenção de enganar Dilma”, disse ele, acrescentando que não mencionou as cláusulas por julgar que elas “não eram relevantes”. Ao fim de cinco horas, os governistas se apressaram em dizer que os esclarecimentos eram suficientes. O fato, porém, é que o discurso alinhado de Graça e Cerveró não bastou para afastar da oposição o objetivo de que se faça uma investigação aprofundada. Há outros esqueletos no armário da Petrobras: as refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e de San Lorenzo, na Argentina, estão igualmente cercadas por dúvidas. Quem conhece de perto a questão diz que, se Pasadena foi um mau negócio, Abreu e Lima é um negócio da China.

Cidades com refinarias não são lugares aprazíveis. Pasadena, onde estão instaladas dezenas de plantas, não se desvia um milímetro dessa regra. Seu apelido é Stinkadena — um trocadilho com a palavra inglesa que significa “fedor” — e, por causa das emissões de gases, o céu tem uma permanente coloração cinzenta. Para minimizarem o ônus de viver em um lugar assim, autoridades e moradores fazem pressão constante sobre as refinarias, apontando aquelas que se qualificam como boas e más “corporações-cidadãs”. A PRSI é hoje a ovelha negra entre as empresas locais. “É a pior refinaria da região em todos os sentidos”, afirma Rock Owens, procurador do condado. Segundo a agência de proteção ambiental do governo americano, a refinaria teve o maior número de violações ambientais graves nos últimos cinco anos em Pasadena. Em 2013, do total de 1,8 milhão de dólares em penalidades aplicadas no Texas, a maior fatia coube a ela: 757.000 dólares. “O estado é leniente em relação às políticas ambientais. Mesmo assim, ela conseguiu levar a multa”, diz Owens.

O estado de conservação da refinaria é a origem de todos esses problemas. A planta foi construída em 1920, pela Crown Central Petroleum, e não passou por nenhuma grande modernização nos últimos cinquenta anos. Para todos que navegam pelo Houston Ship Channel, a principal via de escoamento dos derivados de petróleo produzidos na região, o cartão de visita da PRSI é uma instalação queimada, caindo aos pedaços. Trata-se de uma estrutura que explodiu em 2011. Os escombros nunca foram removidos. 

Como em qual­quer indústria, quanto mais antigas as instalações, mais cara é a manutenção e maior o seu passivo ambiental — um fator importante em Pasadena, uma vez que a legislação do Texas exige que qualquer reforma contemple também o tratamento do solo, da água e dos resíduos produzidos pelas obras. Recentemente, a petroleira americana Chevron anunciou que gastará 1 bilhão de dólares na modernização de sua planta em Richmond, no Estado da Califórnia. Tr­ata-se de uma das maiores e mais antigas refinarias dos Estados Unidos. Mas, ao contrário de Pasadena, reformas no local são empreendidas há décadas e o plano de engenharia vem sendo discutido abertamente com os acionistas e os moradores. Estimativas em poder da Petrobras indicam que a modernização de Pasadena custaria ao menos 1,5 bilhão de dólares. Segundo o procurador Rock Owens, o valor é maior. “Acredito que apenas para lidar com o passivo ambiental seja preciso desembolsar cerca de 1 bilhão de dólares”, diz.

Vista aérea da refinaria de Pasadena, comprada pela Petrobras no Texas 

Isso explica por que Graça Foster afirmou ao Senado que dificilmente o dinheiro já gasto em Pasadena será recuperado. Pelas contas apresentadas por ela, o montante é hoje de quase 1,9 bilhão de dólares. Nele estão inclusos os 360 milhões de dólares gastos em 2006 na compra de 50% da PRSI, os 820,5 milhões de dólares pagos em 2012, quando a petroleira brasileira teve de adquirir a fatia da sócia, por causa das cláusulas contratuais omitidas por Cerveró do resumo executivo, e os 685 milhões de dólares investidos na planta em oito anos — que serviram apenas para deixar a refinaria no estado em que está. Graça comemorou o fato de que neste ano Pasadena vem operando com capacidade plena, ou seja, produzindo 100.000 barris por dia. Até o final de 2013, a capacidade máxima de produção nunca havia sido atingida: nos melhores meses, chegava a 85.000 barris por dia. Está implícito no discurso de Graça, contudo, que isso não basta — e que os bilhões extras necessários para a modernização não estão nos planos da estatal. Restaria a opção de vender a refinaria. Graça disse que não pretende se desfazer de um ativo que está sob investigação.

A oposição continua firme na convicção de que existem elementos suficientes para justificar a criação de uma CPI que lance luz sobre as engrenagens que acarretaram prejuízos à Petrobras, a seus acionistas minoritários e ao Brasil. A briga judicial entre a Petrobras e a Astra em torno de Pasadena é rica em detalhes que revelam a mentalidade dos diretores da empresa brasileira em anos recentes. Um e-mail enviado em 2006 pelo executivo Terry Hammer a seus colegas da companhia belga atesta: “Como Alberto (Feilhaber, ex-funcionário da estatal e então diretor da Astra) disse tantas vezes, a Petrobras não tem nenhum problema em gastar dinheiro”. Há uma ligação direta entre esse estilo de gestão e a maneira como as diretorias da Petrobras passaram a ser ocupadas desde a chegada do PT ao poder. Nesses anos, o governo tratou a empresa, acima de tudo, como ferramenta política. Se aliados estão rebelados, loteiam-se os cargos da Petrobras entre os partidos. É esse tipo de engrenagem que produz desvios de recursos e prisões como a do ex-diretor Paulo Roberto Costa. É esse tipo de engrenagem que, talvez, só uma CPI seria capaz de expor e desmontar.