segunda-feira, 30 de maio de 2016

Josias Farias - da AC3 - relembra o nosso grande Timbu e se solidariza com seus familiares.


Prezado Dirceu,

Temos todos os motivos para ficar de luto com a passagem do nosso Timbú para uma dimensão eminentemente espiritual. Pela sua rica trajetória artística e fidelidade a nossa autêntica cultura, deixa uma lacuna física irreparável. A homenagem que a AC3 promoveu a Timbú no Carnaval de Cajazeiras do ano passado, em parceria com o nosso "Carnavalesco Global", Ubiratan de Assis, parafraseando meu pai e seu admirador incondicional Rubens Farias, "nos deixa com a consciência tranquila do dever cumprido", . 

Nosso conforto aos familiares e amigos do nosso Eterno Timbú.

Atenciosamente,

Josias Farias Neto
Diretor de Políticas Públicas da AC3

No sábado, na Praia de Jacumã, nossa amiga Neila Maria fez aniversário rodeada de amigos e fantasias. Só gente boa.

 




Narra aí, Galvão Bueno...

Sugestão de Clayton Mota
Operação prende ex-chefe do PSDB de Minas, ex-secretário de Anastasia
BELA MEGALE
FLÁVIO FERREIRA
Folha de São Paulo

Nárcio Rodrigues, ex-secretário do governo Antônio Anastasia, é levado para cumprir prisão temporária

O ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Anastasia e ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) foi preso nesta segunda (30) em uma operação da Polícia Militar, do Ministério Público e da Polícia Federal que mira um esquema que teria financiado campanhas tucanas. Foram cumpridos cinco mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, em Uberaba, Frutal e Belo Horizonte.

Rodrigues vai cumprir prisão temporária, cinco dias. Outro alvo foi o empresário Maurílio Bretas, dono da Construtora CWP.

Segundo fontes da investigação ouvidas pela Folha, há provas de que o tucano se valeu de contratos relacionados ao Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex) para captar recursos ilícitos para campanhas eleitorais do PSDB em 2012 e 2014. A operação teria como foco apurar investigar desvio de recursos na construção do projeto, obra do governo de Minas localizada em Frutal, no Triângulo Mineiro, cidade natal e reduto eleitoral de Rodrigues.

Entre os locais que houve busca e apreensão estavam escritórios da Hidroex, de onde foram levados computadores e documentos.

O ex-deputado foi levado a uma das sedes do Ministério Público por volta das 8h e transferido às 13h20 para fazer exame de corpo delito. Rodrigues saiu dentro de um carro da Polícia e não falou com a imprensa.

Segundo a PM, irá para a Ceresp (Centro de Remanejamento do Sistema Prisional), onde ficará preso temporariamente.

O PSDB de Minas Gerais foi procurado, mas ainda não se manifestou.
As sete mensagens de Cunha
O Antagonista

Eduardo Cunha comentou no Twitter a entrevista de Dilma Rousseff à repórter chapa branca da Folha de S. Paulo.

A primeira mensagem:

“Além da arrogância e das mentiras habituais, ela demonstra a sua incapacidade e despreparo para governar”.

A segunda mensagem:

“Além do crime de responsabilidade cometido e que motivou o seu afastamento, as suas palavras mostram o mal que ela fez ao país”.

A terceira mensagem:

“O custo da reeleição de Dilma para o povo brasileiro já está em 303 bilhões de déficit público, além de uns 700 bilhões de juros da dívida”.

A quarta mensagem:

“Com o descontrole das contas públicas, aumenta a inflação e a despesa de juros da dívida pública. A sua gestão foi um desastre”.

A quinta mensagem:

“Dilma mente tanto que já estamos aprendendo a identificar quando ela mente. Basta mover o lábios”.

A sexta mensagem:

Se até o Lula se arrependeu de ter escolhido ela, imaginem aqueles que ela fez de idiota, mentindo na eleição”.

A sétima mensagem:

“Para ela, apenas uma frase: Tchau querida”.


O Antagonista concorda com Eduardo Cunha em suas sete mensagens.
CláudioHumberto

A gigante Saudi Aramco, da Arábia Saudita, a maior petrolífera do mundo, produz um de cada oito barris de petróleo do planeta, está avaliada em R$ 6,5 trilhões e tem 65 mil funcionários. A Petrobras, que nem chega perto da Aramco em produção de petróleo, está avaliada no mercado em cerca de R$ 60 bilhões, se tanto, e paga salários a 249 mil pessoas, das quais 84 mil são concursadas e 165 mil terceirizadas.


A Shell, a Exxon e a British Petroleum, outras gigantes do petróleo, empregam juntas 262.000 pessoas, 13 mil a menos que a Petrobras.


Pedro Parente terá um baita desafio: a Petrobras opera 7 mil postos no mundo; a Shell tem 44 mil, mas lucra trinta vezes mais.
Professora da cidade de Cajazeiras morre na noite deste domingo no HRC


Uma noticia deixou a cidade de Cajazeiras triste na noite deste domingo da jovem professora conhecida por Janicélia Mangueira, que faleceu no Hospital Regional de Cajazeiras.

Segundo informações a professora deu entrada na UPA no sábado sendo transferida para o HRC sentido fortes dores, vindo a óbito nesta noite. Mas informações extra-oficiais dão conta que ela sofria de problemas hepáticos.

Janicelia era professora municipal e trabalhava na Escola Municipal Costa e Silva, era muito querida por todos e sua morte repentina e inesperada causou grande comoção nas redes sociais entre amigos, familiares, colegas de trabalho e conhecidos da jovem.
PGR e PF vão soltar as operações ‘Senatus’ e ‘do Barba’
Leandro Mazzini
BlogEsplanada

A sede da PGR em Brasília

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a força-tarefa da Operação Lava Jato em Brasília (no MP) e em Curitiba (Justiça Federal) preparam duas grandes operações que vão sacudir o mundo político em Brasília e São Paulo: a Senatus e a do Barba – não necessariamente nesta ordem e com estes nomes, mas com estes alvos.

A próxima fase da Lava Jato, a 31ª, deve pegar em cheio o Senado Federal. Não só pela homologação da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro (a coluna antecipou que havia um áudio bomba por vir), mas por tudo o que já se apurou até aqui sobre o que disse o ex-senador Delcídio do Amaral, e sobre os documentos apreendidos nas residências e escritórios do senador Fernando Collor (PTC-AL).

Por baixo, pelo menos quatro senadores estão na mira diante do descoberto até agora: o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) – citado por delatores – e Collor.

A dúvida da PGR e da Justiça Federal é se pedem ao Supremo Tribunal Federal autorização para prisão ou apenas condução coercitiva, seguida de mandados de busca e apreensão em gabinetes e residências.

Já a futura fase 33 é tida como a mais polêmica. É a que, segundo circula nos bastidores da Justiça Federal e do STF, vai cercar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu Instituto. Na madrugada do dia 4 de março a Coluna citou a operação de grande repercussão que estava prestes a sair.

TROPA DE ELITE

Turma jovem e muito reservada, a força-tarefa de Janot e da PF não pega leve. Os procuradores trabalham em meio andar da sede do Ministério Público com acesso restrito.

A força-tarefa leva tão a sério as operações que uma procuradora, de família de Brasília, mudou-se de sua casa para um apartamento funcional, a fim de se concentrar. São de suas mãos que saem os pedidos de prisão e condução de políticos.
Danilo Gentili nas redes sociais:

"Até quando influenciadores, líderes e formadores de opinião vão incentivar o machismo e promover a violência contra a mulher?

Me lembro de Paulo Ghirdardelli, professor universitário, um educador, falando que a nordestina Rache Sheherazade deveria ser estuprada urgente. O motivo da convocação violenta? Ele discorda de algumas opiniões dela.

Me lembro do líder Lula falando ao telefone que uma mulher ficou chateada porque não foi estuprada por cinco homens. Me lembro da Dilma, presidente do País, rindo com gosto desse comentário.

Me lembro da deputada Maria do Rosário defendendo com unhas e dentes o Champinha, o cara que junto com seus comparsas estuprou e matou uma menina.

Me lembro de Eduardo André Gaieviski, assessor da Senadora Gleise Hoffman, estuprador de criancinhas.

Me lembro do Zé de Abreu cuspindo duas vezes no rosto de uma mulher porque o marido dela discutiu com ele.

Todos esses casos de violência contra a mulher não foram piadinhas. Foram sérios.

Isso me fez lembrar de mais uma coisa: o jornalismo militante, as feminazis e os blogueiros do "bem" - esses mesmos que sempre compartilham piadas de humoristas fora do contexto convocando ao linchamento e que agora estão usando como propaganda ideológica o hediondo estupro de uma garota - ficaram completamente calados em todos esses graves casos. Me lembro até de alguns deles defendendo e justificando as atitudes dos nomes acima citados.

Desconfie de quem se escandaliza com piadinha retirada de contexto mas se cala perante casos hediondos.

Precisamos acabar com a indignação seletiva pois ela gera uma classe de pessoas que acham que estão acima do bem e do mal. Tenho medo que daqui a pouco basta alguém dizer que é da corrente ideológica deles para conseguir uma licença para estuprar.

PRECISAMOS ACABAR COM A CULTURA DA INDIGNAÇÃO SELETIVA.

No fim das contas licença para matar é o que realmente desejam. Não é a toa que sempre procuram um motivo para apedrejar qualquer pessoa discordante e fazem apologia à barbárie o tempo todo com rostos e símbolos de assassinos em seus posts e camisetas.

PRECISAMOS ACABAR COM A CULTURA DO GENOCÍDIO".
O bicho-papão de Curitiba
As tentativas de deter a Lava-Jato fracassaram, as cúpulas do PT e PMDB tentaram

Fernando Gabeira
O Globo

Temer diz que, ao perceber que cometeu um erro, reconhece e muda o rumo. Usou até uma figura rara na linguagem cotidiana: a mesóclise. Tudo bem com a mesóclise e a disposição de reparar o erro. Mas ele não pode cometer tantos, senão a sinceridade acaba sendo ofuscada pela sensação de que não compreendeu o momento.

O ponto central é a recuperação econômica. Ao aprovar a meta orçamentária com um déficit de R$ 170,5 bilhões, ele disse: é uma bela vitória. De um ponto de vista tático é uma vitória, mas revela a pedreira que teremos de enfrentar para voltar a crescer de forma sustentável.

Dada a gravidade da crise, os erros na política acabam ameaçando as expectativas de recuperação. Muitas vozes, por exemplo, advertiram sobre a presença de investigados pela Lava-Jato no Ministério. Escrevi algumas linhas sobre isso, lembrando como regredimos nessa prática em relação ao governo Itamar. Por achar que era muito óbvio, nem me detive num argumento essencial: é mais do que provável que ministros investigados tentem estabelecer uma tática comum para se defender da Lava-Jato e outras operações em curso.

Um governo que já tem a cúpula investigada, ao optar por ter também ministros investigados, corre o risco de entrar no mesmo círculo infernal do governo Dilma. Sua única alternativa é focar na economia e avaliar o que realmente importa: salvar a pele dos caciques ou ajudar o Brasil nesse transe.

No caso do Ministério da Cultura, ficou a impressão de que apenas voltaram atrás. E que tudo na política cultural brasileira vai bem. Essas isenções de Lei Rouanet muitas vezes beneficiam artistas de grande sucesso no mercado. Eles não precisam desse incentivo.

Por outro lado, há setores que não têm poder de pressão, mas que precisam da ajuda do governo. É o caso da Serra da Capivara, um tesouro da pré-História do Brasil com pinturas comoventes em suas cavernas. Ali está o Museu do Homem Americano.

Ainda no Parlamento conheci a luta da antropóloga Niéde Guidon para manter o Parque Nacional e o Museu do Homem Americano. O dinheiro nunca aparece. Ela já dá sinais de cansaço, depois de ter descoberto artefatos que indicam a presença humana há 50 mil anos e conseguir mantê-los até agora.

O Parque da Serra da Capivara fica em São Raimundo Nonato, no Piauí, perto da Bahia. O governo construiu um aeroporto internacional em 12 anos e gastou R$ 20 milhões. O aeroporto nunca recebeu um voo. É um museu a céu aberto que se deteriora, aliás como tantos outros museus edificados no Brasil. E o Museu do Homem Americano está ao lado de um aeroporto virgem que também se deteriora.

É um problema, no meu ponto de vista, que tem de ser equacionado por uma política cultural. Jamais teremos uma passeata de Aleijadinhos, pintores rupestres, mestres do barroco ou do rococó. Passeiam apenas dentro de nós.

De um modo geral, quando se fala em pensar no Brasil, além do Sudeste, fala-se sempre em distribuir melhor as verbas de incentivo aos artistas. No Rio, o prédio ocupado pelos produtores culturais, edifício Gustavo Capanema, foi apenas o cenário de um protesto. Mas é, na verdade, um museu da arte moderna brasileira, num prédio que teve também a participação inspiradora do arquiteto francês Le Corbusier. O prédio é dividido com a burocracia do setor cultural. Ele foi concebido para um uso burocrático. Mas, hoje, essa coexistência dificulta seu uso pleno como um museu. Pelo menos foi essa a sensação que tive ao visitá-lo. Não ouvi discussões sobre isso, apesar da ocupação por alguns dias. Isso não importa. O importante é que visões diferentes de cultura coexistam para que o horizonte se alargue.

Temer garantiu o pagamento de R$ 122 milhões que o governo deve aos produtores culturais. O ministro da Educação, quando a Cultura caiu nas suas mãos, apressou-se a garantir que haveria mais dinheiro. Na verdade, é uma relação de fornecedores e cliente. Perdeu-se a oportunidade de tratar do tema em outro nível. Mas ganhou-se, pelo menos, uma trégua, num front que não precisava ser aberto naquele momento.

Outra vulnerabilidade do governo: o líder na Câmara, André Moura, investigado por vários crimes, inclusive assassinato. A barra pesada se une ali em torno do investigado-mor, Eduardo Cunha. Ele é o líder, porque, além de ousado, conhece bem as técnicas para obstruir a Justiça, da intimidação de testemunhas às artimanhas regimentais.

É uma ilusão pensar que o sistema político brasileiro fará a transição para além da crise e vai sobreviver como um herói de bang-bang com um braço na tipoia e outro no ombro da namorada. Ela vai passar por implosões e esse deve ser o cálculo realista de quem tem a reconstrução econômica como foco. Vamos ver o que sobra dessa derrocada. E o que se pode fazer dos seus escombros.

As tentativas de deter a Lava-Jato fracassaram. As cúpulas do PT e PMDB tentaram. Alguns dirigentes tornaram-se um tipo especial de agente de viagens. Analisam todos os destinos possíveis, desde que não passem por Curitiba.
Agenda positiva de Temer inclui reajuste salarial de servidores da União

Diante da imprevisibilidade do efeito no Congresso das gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com a cúpula do PMDB no Senado, o presidente em exercício, Michel Temer, tenta construir uma pauta econômica
Luiz Carlos Azedo
CorreioBraziliense


Diante de mais uma semana difícil pela frente, em razão das gravações de conversas do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney, nas quais também foi citado, o presidente em exercício, Michel Temer, pretende encaminhar uma agenda positiva ao Congresso. No pacote, propostas para combater a violência contra as mulheres e a aprovação da reposição salarial de servidores da União prevista no Orçamento de 2016, que está parada na Câmara.

Temer interrompeu o feriado prolongado já no sábado e retornou a Brasília, quando jantou com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes. O ministro é relator do pedido de cassação da chapa Dilma-Temer apresentado pelo PSDB àquele tribunal, e deve assumir também a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo julgamento dos envolvidos na Lava-Jato. Oficialmente, conversaram sobre a necessidade de mais recursos para a realização das eleições municipais, segundo nota oficial do TSE.

Ontem, quem almoçou com Temer foi o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), que visitou o presidente interino no Palácio do Jaburu com a esposa e os filhos. Ambos são amigos e se visitavam com certa frequência antes do impeachment. Segundo Rosso, o presidente interino estava tranquilo quanto à Lava-Jato e mais preocupado com a situação da economia. “Falamos de credibilidade do país, investidores, equilíbrio fiscal, exportações, competitividade, parcerias e concessões, financiamento da economia produtiva e desburocratização”, explica. 

Principais categorias

Reposições já aprovadas pelo Congresso Nacional
» Perito médico do INSS,
» Auditor fiscal da Receita Federal
» Analista tributário da Receita Federal
» Auditor fiscal do Trabalho
Todos terão aumento de 5,5%, a partir de agosto

Reposições em negociação com o Planejamento
» Analistas técnicos de políticas sociais
» Analistas de infraestrutura
» Peritos agrários do Incra
» Delegados da Polícia Federal
» Peritos da PF
» Escrivães da PF
» Papiloscopistas da PF
» Agentes da PF
» Servidores do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit)
» Servidores e da Polícia Rodoviária Federal
Os reajustes serão incluídos na PLDO de 2017 e devem vigorar a partir de janeiro

Reposições em tramitação na Câmara dos Deputados
» Reajustes aos servidores do Judiciário
» Reajustes do Ministério Público Federal
» Reajuste de subsídios dos ministros do Supremo Tribunal Federal
Todos tramitam em regime de urgência

Fonte: Câmara dos Deputados e Ministério do Planejamento

Na capa d'O Globo


A primeira página do jornal Correio Braziliense


As manchetes do jornal Estado de Minas


Os destaques do jornal Diário do Nordeste


As manchetes de jornais brasileiros nesta segunda-feira

Folha: Dersa aceita custo maior de obra só com laudo da OAS

Globo:  Governo cobra R$ 11 bilhões de empresas da Lava-Jato

Extra: Estupro coletivo: delegado cai, e advogada é afastada

Estadão: Congresso só apoia pacote de Temer com alterações

ValorEconômico: Novas medidas vão antecipar o superávit fiscal

ZeroHora: Campanhas municipais ficarão 80% mais baratas

EstadodeMinas: A face feminina da crise: cerca de 5,6 milhões de trabalhadoras estão sem emprego no Brasil. Em BH são 194 mil. 

CorreioBraziliense: Agenda positiva de Temer inclui reajuste de servidor

- CorreiodaBahiaKieza: 4 jogos, 4 gols

- JornaldoCommercio: Vítima de estupro entra em programa de proteção

DiáriodoNordeste: Prefeituras cearenses terão rombo nas contas

domingo, 29 de maio de 2016

Josias de Souza


Os historiadores fascinarão os brasileiros do futuro quando puderem se pronunciar sobre os dias atuais sem se preocupar em saber o que vai sobrar depois que a turma da Odebrecht começar a suar o dedo. O relato sobre o apocalipse do PT no poder encontrará a exatidão no exagero. Buscará paralelos na dramaturgia grega ao relatar como o petismo saiu da História para cair na vida.

No início desta semana, o PT imaginou que poderia reescrever a história a partir da gravação de uma conversa em que Romero Jucá insinua para Sérgio Machado que a queda de Dilma e a ascensão de Temer poderia resultar num “pacto” para “estancar a sangria” da Lava Jato. Está confirmado o golpe, alardearam Dilma e os petistas.

Passaram-se os dias. Sobrevieram as gravações dos diálogos que Machado travou com Renan Calheiros e José Sarney. Veio à luz a delação do ex-deputado Pedro Corrêa, do PP. Antes que pudesse comemorar uma mudança dos ventos, o PT viu-se enredado num redemoinho que o devolveu rapidamente à defensiva.

Numa das conversas colecionadas por Machado, Sarney declarou que a própria Dilma pediu dinheiro à Odebrecht para nutrir a caixa registradora de sua campanha e remunerar o marqueteiro João Santana. Previu que madame será abatida numa confissão da turma da empreiteira, “metralhadora ponto 100”.

Em sua delação, Corrêa iluminou o submundo em que Lula se meteu para comprar apoio congressual com dinheiro roubado da Petrobras. Estilhaçou a retórica do “eu não sabia” ao relatar reuniões em que o morubixaba do PT apartou brigas dos aliados por dinheiro ilegal e ordenou a nomeação de diretores larápios para a estatal petroleira.

Quando puder relatar à posteridade tudo o que sucedeu, a História descreverá uma fantástica sequência de fatos extraordinários acontecidos com pessoas ordinárias —em todos os sentidos. E concluirá que houve, de fato, um golpe no Brasil. Um golpe do PT e da quadrilha que gravitou ao seu redor contra o erário.

Vejam vídeo e mais imagens do sepultamento do nosso grande Timbu.

COMOÇÃO: em sepultamento com familiares, amigos, fãs e música, Cajazeiras dá o último adeus ao seresteiro Timbu. Assista ao vídeo!
DiáriodoSertão

Timbu faleceu em João Pessoa, aos 72 anos. O corpo foi velado no Memorial Esperança e sepultado no Cemitério Coração de Maria

Familiares, amigos e fãs deram o último adeus ao músico Francisco Anchieta Martins, mais conhecido como seresteiro Timbu, que foi sepultado na manhã deste sábado (28) no Cemitério Coração de Maria, no Centro de Cajazeiras.


O corpo de Timbu chegou ao cemitério sob aplausos

O cortejo e o sepultamento aconteceram em clima de muita comoção, afinal Timbu era uma figura bastante querida pelos cajazeirenses.

Há alguns anos ele estava morando na capital João Pessoa, mas sempre que era convidado para cantar no carnaval de Cajazeiras, o velho seresteiro superava os problemas de saúde e vinha ao reencontro dos conterrâneos para matar saudade e fazer os foliões dançar ao som das velhas marchinhas e frevos.

Neste ano ele foi o homenageado da Praça do Frevo. E mesmo em cadeira de rodas, cantou para uma multidão.


Timbu faleceu em João Pessoa, aos 72 anos, vítima de complicações decorrentes da diabetes. O corpo foi velado no Memorial Esperança antes de ser sepultado.

Durante o cortejo, a banda de música Santa Cecília tocou frevos e outras canções que marcaram a carreira do inesquecível seresteiro.

GALERIA DE FOTOS:
Crédito: Ângelo Lima








Análise irreal. Escândalo no BNB. MP contesta créditos

Em documentos obtidos com exclusividade pelo O POVO, o MP-CE aponta 'provas irrefutáveis' de manipulações que garantiam crédito para empresas em estágio falimentar

Carlos Mazza
OPovo

Investigação do Ministério Público do Ceará (MP-CE) em curso aponta suposto esquema de fraudes de até R$ 683,4 milhões em empréstimos e financiamentos do Banco do Nordeste (BNB), gigante estatal com sede em Fortaleza. Segundo a ação, repasses irregulares teriam beneficiado até empresa citada na Operação Lava Jato e com ligação ao doleiro Alberto Youssef.

Em documentos obtidos com exclusividade pelo O POVO, o MP-CE aponta “provas irrefutáveis” de esquema que garantia empréstimos “astronômicos para empresas falidas”. Conforme a ação, recurso era autorizado após “análise irreal” de risco de diretorias do órgão, que omitiria dados e atestava como confiáveis empresas quebradas ou em estágio pré-falimentar.

De acordo com o promotor de Justiça Ricardo Rocha, que assina a denúncia, irregularidades ocorreram principalmente durante gestão de Fernando Passos e Luiz Henrique Mascarenhas Corrêa em diretorias do banco, entre os anos de 2008 e 2011. A denúncia inicial, apresentada em 2014, ainda aguarda julgamento.

As irregularidades denunciadas foram inclusive alvo de tomada de contas do Tribunal de Contas da União (TCU), que calculou prejuízo de até R$ 683,4 milhões. Relatório mostra ainda “mudança de normativos internos para facilitar a aprovação de operações duvidosas; emissão de pareceres técnicos com intuito de burlar normativos; e colocação de pessoas em gerências estratégicas para auxiliar na fraude”, entre outras.

Lava Jato

A denúncia atesta que foram aprovados créditos para várias empresas com alto grau de endividamento, entre elas a Rede Energia S/A. Parte da sociedade anônima Energius Nordeste Energias Renováveis, a companhia tem relação com a CRA, “empresa registrada em nome de Carlos Alberto Pereira da Costa – laranja de Alberto Youssef no escândalo da Petrobras” e preso pela Polícia Federal no escândalo.

Na Lava Jato, a CRA foi acusada de transferir R$ 540 mil para outra empresa que, por sua vez, depositou R$ 400 mil na conta da esposa de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT preso na operação. O dinheiro foi usado para comprar a casa da família, em São Paulo. Vaccari nega irregularidades, afirmando que o dinheiro foi um empréstimo de um “amigo pessoal”.

O primeiro contato do BNB com a Rede Energia foi em 2008, quando Fernando Passos aprovou, ainda segundo o MP-CE, empréstimo de R$ 87 milhões, “mesmo sem qualquer experiência creditícia anterior com o BNB e com expressivo endividamento”. Cinco meses depois, o limite foi reajustado para até R$ 420 milhões. Em seguida, a empresa ajuizou pedido de recuperação judicial (falência), o que permitiu a renegociação do prazo de quitação do débito.

“As condições de aprovação do crédito foram diferenciadas e em desacordo com os normativos interno, pois os encargos eram pós-fixados e a garantia foi a fiança da empresa controladora”, diz a ação. Outra empresa, a Vale Grande, teve proposta de concessão de limite risco cliente (LCR) de R$ 28 milhões aprovada em dezembro de 2008. Poucos meses depois, ela registrava patrimônio líquido negativo de R$ 45,3 milhões e prejuízo de R$ 98,4 milhões.

Os muitos questionamentos do caso

1- Lava Jato Denúncia do promotor do MP-CE aponta relação entre a Rede Energia S/A e as investigações da Operação Lava Jato. A ação é baseada em denúncia anônima de um servidor do Banco do Nordeste.

2- MPF As supostas irregularidades também são alvo de questionamentos do Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE), através de representação do procurador da República Oscar Costa Filho.

3- TCU Manifestação da diretoria de Controle Externo do Tribunal de Contas da União também comprovaria irregularidades nos financiamentos, com prejuízos para o banco.
CláudioHumberto

Treze dias antes do impeachment, a Ancine, agência do governo que libera o acesso aos favores da Lei Rouanet, autorizou R$ 2,9 milhões para o filme “Aquarius”. Os burocratas da Ancine cobraram a fatura: ordenaram que a turma exibisse em Cannes cartazes contra o “golpe”.

Se foi criança feliz, experimentou algumas dessas maravilhosas experiências....

Sugestão de Rômulo Feitosa

TIROTEIO
Coluna Painel - Folha

O mais eficiente programa do PT foi o da distribuição de dívida: R$ 170,5 bilhões. Ou R$ 850 para cada brasileiro.

DO DEPUTADO ANTONIO IMBASSAHY (BA), líder do PSDB, sobre o déficit previsto pelo governo Michel Temer para as contas públicas neste ano.
CláudioHumberto

As relações promíscuas com a Odebrecht, agora expostas pelas investigações da Lava Jato, metem tanto medo nos políticos que até dão garantia ao mais poderoso deles, o ex-presidente Lula, de que será preso. Isso ficou claro numa das gravações do ex-senador Sergio Machado, quando o presidente do Senado, Renan Calheiros, conta ter ouvido do próprio Lula a certeza da sua prisão “a qualquer momento”.


As gravações também revelam um Renan Calheiros convicto do envolvimento de Dilma com a empreiteira que mais roubou o País.


O medo da língua de Marcelo Odebrecht, segundo Delcídio do Amaral, fez Dilma nomear um ministro para STJ sob o compromisso de soltá-lo.


Segundo fontes ligadas à Lava Jato, Marcelo Odebrecht tem oferecido elementos de prova capazes de prender toda a “república petista”.


Na Operação Janus (nada a ver com Lava Jato), o MPF investiga Lula por tráfico internacional de influência, a serviço da Odebrecht.
EXCLUSIVO: ODEBRECHT ENTREGA DILMA
O Antagonista

Dilma Rousseff agiu para melar a Lava Jato.

Foi o que disse Marcelo Odebrecht em sua delação.

O Antagonista soube que o empreiteiro confirmou os relatos de Delcídio Amaral de que Dilma Rousseff nomeou Navarro Dantas ao STJ com o propósito de tirá-lo da cadeia.

A TRAMA DE ODEBRECHT E DILMA PARA OBSTRUIR LAVA JATO

Marcelo Odebrecht, em sua delação, disse que se encontrou mais de uma vez com Giles Azevedo - o principal assessor de Dilma Rousseff - para discutir uma maneira de melar a Lava Jato.

O Antagonista soube que um dos caminhos acertados foi a troca de comando da PF.

O guacamole de Dilma com Marcelo Odebrecht

Andréia Sadi, em 20 de junho de 2015, quando ainda trabalhava na Folha de S. Paulo, publicou o seguinte relato do encontro entre Dilma Rousseff e Marcelo Odebrecht:

A presidente Dilma Rousseff teve um encontro privado com o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, em sua viagem ao México no final de maio.

Preso nesta sexta pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Marcelo conversou a sós com Dilma durante cerca de 20 minutos.

Segundo relatos obtidos pela Folha, os dois entraram sozinhos na sala reservada para Dilma receber empresários brasileiros que integravam a comitiva da visita de Estado ao México. A Secretaria de Comunicação Social confirmou dois encontros de Dilma com Marcelo no México. Segundo a Secom, a Lava Jato não foi discutida”.

Os destaques do jornal O Estado de São Paulo


No jornal Lance: Vascão na boa


Na capa d'O Globo


A capa do Jornal do Commercio


As manchetes de jornais brasileiros neste domingo

Folha: Economistas veem indícios de saída da crise mais aguda

Globo:  Presidente interino da Câmara fraudou contas eleitorais

Extra: Delegado quer saber se houve sexo consentido

Estadão: 900 mil famílias caem de classe social em um ano

ValorEconômico: Qual PT vai surgir dos destroços

ZeroHora: Lula se arrependeu de ter escolhido Dilma, diz Sarney

EstadodeMinas: Crise encolhe ainda mais as microempresas

CorreioBraziliense: Corrupção: R$ 200 milhões desviados do Pronaf

- CorreiodaBahiaPassou tudo

- JornaldoCommercio: A rua como o lar

OPovo: Lava-Jato. R$ 683 milhões. Empresa de doleiro envolvida em escândalo no BNB

CorreiodaParaíba: Imposto barra opção da energia solar

sábado, 28 de maio de 2016

O PT incompatível com a democracia
Ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado e subordinação a seus interesses e correligionários

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS
O Globo

Li, com muita preocupação, a “Resolução sobre a conjuntura” do PT, análise ideológica, com nítido viés bolivariano, sobre os erros cometidos pelo partido por não ter implantado no Brasil uma “democracia cubana”.

Em determinado trecho, lê-se:

“Fomos igualmente descuidados com a necessidade de reformar o Estado, o que implicaria impedir a sabotagem conservadora nas estruturas de mando da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; modificar os currículos das academias militares; promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista; fortalecer a ala mais avançada do Itamaraty e redimensionar sensivelmente a distribuição de verbas publicitárias para os monopólios da informação”.

De rigor, a ideia do partido era transformar o Estado brasileiro num feudo petista, com reforma do Estado pro domo sua e subordinação a seus interesses e correligionários, as Forças Armadas, o Ministério Público, a Polícia Federal e a imprensa.

O que mais impressiona é que o desventrar da podridão dos porões do governo petista deveu-se, fundamentalmente, às três instituições, ou seja, imprensa, Ministério Público e Polícia Federal, que, por sua autonomia, independência e seriedade, não estão sujeitos ao controle dos detentores do poder. Ao Ministério Público é outorgada total autonomia, pelos artigos 127 a 132 da Lei Suprema, e as polícias funcionam como órgãos de segurança do Estado e não são instrumentos ideológicos, conforme determina o artigo 144, da Carta da República. A Constituição Federal, por outro lado, no artigo 220, garante a absoluta liberdade aos meios de comunicação.

Por fim, as Forças Armadas, como instituição do Estado, e não do governo, só devem intervir, com base do artigo 142 da Constituição, em caso de conflito entre os poderes para restabelecimento da lei e da ordem. É de se lembrar que, tiveram, durante a crise política deflagrada pelo mar de lama que invadiu as estruturas do governo, comportamento exemplar, mantendo-se à distância como observadoras, permitindo o fluir dos instrumentos democráticos para estancarem a desfiguração crescente da República brasileira.


Controlar a Polícia Federal, que descobriu o assalto aos cofres públicos? Manietar o Ministério Público, que tem denunciado os saqueadores do dinheiro dos contribuintes? Calar a imprensa, que permitiu à sociedade conhecer os profundos desmandos do governo por 13 anos? É isto o compromisso “democrático e nacionalista” do PT?

Modificar os currículos das academias militares para formar oficiais com ideologia bolivariana, a fim de servir ao governo, e não ao Estado, seria transformar as Forças Armadas em órgão de repressão, como ocorre com os exércitos de Maduro ou dos Castros.

Embora tenha muitos amigos no PT, sempre divergi das convicções políticas dos governantes ora alijados da Presidência, mas sempre entendi que sua intenção era a de respeitar as regras democráticas. Desiludi-me, profundamente, ao constatar que os maiores defensores da ética, como se apresentavam quando na oposição, protagonizaram o governo mais corrupto da história do mundo.

Pretenderem agora, em mea-culpa, arrependerem-se por não terem transfigurado o Brasil numa Cuba ou numa Venezuela é ter a certeza de que nunca desejaram viver, no país, uma autêntica democracia. Penso mesmo que a presidente Dilma, que foi guerrilheira, como José Dirceu, intentando aqui implantar um regime marxista, durante o regime de exceção dos militares, jamais abandonou o objetivo daquela luta.

Após a leitura da “Resolução da Conjuntura”, minhas dúvidas foram dissipadas. A democracia verdadeira nunca foi um ideal petista.
Em busca da ditadura perdida
Demétrio Magnoli
Folha de São Paulo

A economia política do lulopetismo foi decifrada pela revisão da meta fiscal aprovada no Congresso. O rombo de R$ 170 bi nas contas públicas, fruto da doutrina econômica abraçada por Dilma Rousseff, não inclui as futuras, incontornáveis, capitalizações da Petrobras, da Eletrobras e da Caixa, devastadas por um governo que sempre acusou seus críticos de nutrirem um projeto de destruição das estatais. Submetidas à colonização partidária, as empresas em estado falimentar sustentaram o bloco de poder articulado em torno do PT, financiando a maioria parlamentar governista. Mas, posta diante do impeachment, a esquerda brasileira brada contra um golpe imaginário e convoca o espectro de 1964.

Dilma deu a largada, falando em "tortura" e na "resistência" à ditadura militar. Samuel Pinheiro Guimarães recolheu o bastão, assegurando que o impeachment nasceu dos "mesmos golpistas históricos de 1964". O jornalista Mino Carta, um entusiasta de Emílio Médici e da maquinaria de tortura em 1970, percorreu o trecho seguinte, escrevendo que "em 64, a casa-grande chamou os soldados para executar o trabalho sujo, desta vez os tanques são substituídos por uma Justiça politizada". No mesmo diapasão, o efêmero ministro da Justiça Eugênio Aragão sugeriu que o juiz Sergio Moro faz uso de "extorsão" e, quase, de "tortura". Finalmente, na inevitável hora dos artistas, as análises "históricas" e "jurídicas" cederam lugar à folia carnavalesca dos paralelismos: Caetano Veloso identificou nas manifestações anti-Dilma a alma da Marcha da Família e Wagner Moura comparou os escândalos descritos pela Lava Jato à "cruzada pela moralidade" que aureolou o golpe militar.

A nota musical do "retorno ao passado" embala igualmente a esquerda argentina desde o triunfo eleitoral de Mauricio Macri. No país vizinho, os órfãos do kirchnerismo manuseiam a expressão "direitos humanos", uma senha traumática que remete à "guerra suja", sempre que se referem ao novo governo. O jornalista Horacio Verbitsky, ex-dirigente dos Montoneros, profetizou ainda antes da posse que "o governo de Macri violará fortemente os direitos humanos". De lá para cá, a profecia converteu-se em acusação sistemática, disseminada por variadas agências de propaganda e sob os mais diversos pretextos.

O presidente teria feito uma "prisioneira política", na figura de Milagro Sala, fundadora da organização esquerdista Túpac Amaru, mesmo se a controvertida ordem de prisão partiu de um governador provincial que não pertence ao partido de Macri e foi confirmada pelo tribunal competente. Segundo um manifesto de intelectuais e artistas, o presidente seria um traidor do compromisso argentino "com a verdade, a memória e a justiça" porque um gestor cultural ligado à sua antiga gestão em Buenos Aires sugeriu que o número de desaparecidos políticos durante a ditadura está sujeito a debates históricos. De acordo com Hebe de Bonafini, líder das Mães da Praça de Maio, uma neo-kirchnerista que se rebaixou a ponto de aplaudir os atentados de 11 de setembro de 2001 e os sequestros das Farc, "Macri é um ditador criado pelo voto", que "tira o emprego do povo" e "mata de fome".

A esquerda corre em busca da ditadura perdida para escapar dos dilemas do presente. Numa ponta, o regime cubano anuncia a legalização de empresas que empregam trabalho assalariado e aposenta o tabu mais sagrado, explicando que "a propriedade privada em certos meios de produção contribui para a eficiência econômica". Na outra, sob o "socialismo bolivariano", a Venezuela desce rumo ao caos, ilustrando as implicações extremas do lulopetismo e do kirchnerismo. Mas os espantalhos de 1964 e da "guerra suja" desviam os olhares, adiando o encontro com a realidade.

É uma pena. Brasil e Argentina precisam da voz de uma esquerda lúcida, curada da maldição do sonambulismo.

Aí tá certo! Sales Fernandes e o seu amor à aniversariante, Dona Rejane, em dia de aniversário. Parabéns.



Alô Cajá! Parece que foi ontem que nos conhecemos! Neste dia 28 de maio temos motivos de sobra para render graças a Deus e a Virgem Mãe do Céu, por mais um ano de sua existência meu Amor, minha vida, meu tudo, minha cara metade, meu Anjo de Candura,meu porto seguro,razão da minha existência, minha eterna namorada e companheira Rejane Cândido.

Vida longa, saúde, paz e muitas felicidades é o que te desejo de todo o meu coração, mas do fundo de minha alma, dizer ao mundo inteiro, o quanto sou feliz por tê-la ao meu lado. Parabéns minha paixão! Chuvas de bênçãos venham ao teu encontro e que possamos celebrar esta data, por muitos anos, ao lado de nossa filha Gaby, de sua família e de todos os nossos amigos.

Dizer que te Amo é pouco, adorar só a Deus, mas não tenho palavras pra definir o quanto sou feliz por tê-la você como minha alma gêmea, meu pedaço de mal caminho.

Feliz Aniversário! Beijos, meu xodó, de quem te deve parte da vida.

Do teu, eternamente teu!

Sales Fernandes.


Cunha apresenta queixa-crime contra Jean Wyllys no Supremo Tribunal Federal
De acordo com Cunha, Wyllys teria cometido crimes contra sua honra durante a sessão plenária de 17 de abril, quando o chamou de "ladrão" ao votar contra a admissibilidade do processo de impeachment

EstadodeMinas


O presidente da Câmara afastado, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entrou com queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) por calúnia, difamação e injúria com base no que disse o parlamentar durante a sessão na Casa que deu continuidade ao processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff.

De acordo com Cunha, Wyllys teria cometido crimes contra sua honra durante a sessão plenária de 17 de abril, quando o chamou de "ladrão" ao votar contra a admissibilidade do processo de impeachment. "Eu quero dizer que eu estou constrangido de participar dessa farsa sexista, dessa eleição indireta, conduzida por um ladrão, urgida por um traidor, conspirador, apoiada por torturadores, covardes, analfabetos políticos e vendidos", disse Wyllys na sessão.

A defesa do peemedebista alega que o deputado do PSOL tinha "claro intuito de levantar dúvida quanto à regularidade das suas condutas utilizando-se premeditadamente de momento de grande atenção sobre as atividades do parlamento brasileiro para ofendê-lo".

"O querelado (Wyllys), sem sombra de dúvidas, pretendia imputar ao ofendido (Cunha) fato criminoso que sabia não ter ocorrido, tanto que afirmou que seria um conspirador, vendido, que estaria conduzindo uma eleição indireta, tudo no intuito de transmitir a ideia de que, conjuntamente com pessoas que praticariam tortura, estaria praticando um 'golpe'", escrevem os advogados do deputado afastado na peça.

De acordo com o documento, as ofensas de Wyllys a Cunha excedem os direitos à liberdade de expressão, de opinião e de crítica assegurados pela Constituição e extrapolam a imunidade parlamentar. Para o peemedebista, a prerrogativa que assegura aos congressistas ampla liberdade "não pode ser banalizada a ponto de ser entendida como uma 'carta branca' conferida ao parlamentar para que ofenda covarde e gratuitamente outras pessoas, inclusive publicamente".

Para evitar "celeumas ainda maiores, tais quais enfrentamentos físicos que são rotineiramente noticiados pela imprensa internacional", a peça de Cunha ainda cobra do Supremo uma providência "diante dos lamentáveis acontecimentos verificados no âmbito do parlamento brasileiro para coibir excessos trazidos a efeito por parlamentares que se aproveitam de suas prerrogativas para praticar crimes, o que é muito mais grave do que uma quebra de decoro parlamentar".

Os defensores de Cunha ainda mencionam a cusparada que Wyllys deu no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) logo após votar contra o impeachment de Dilma.

Durante a votação do dia 17 de abril, Cunha foi criticado por diversos adversários e anunciou que iria estudar medidas cabíveis para se defender. O pedido contra Wyllys, no entanto, foi o primeiro a chegar ao STF e está sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes.

"Embora vários parlamentares tenham manifestado inconformismo ou irresignação com a condução da votação do impeachment da então presidente da República, inclusive dirigindo críticas ao ofendido (Cunha), este somente cuidou de propor ação penal contra quem tenha o feito de maneira verdadeiramente ofensiva", justifica a defesa do peemedebista.

Em nota, a assessoria de Wyllys acusa Cunha de "mais uma manobra desesperada para calar denúncias". O deputado afirma não ter dito nenhuma mentira sobre o seu adversário, que tem como base a denúncia no âmbito da Lava Jato contra o peemedebista. "Ser processado por Eduardo Cunha é um elogio que o enche de orgulho. O deputado não vai se calar nem permitirá que o réu o intimide ou ameace e continuará denunciando o golpe e defendendo a democracia como tem feito até agora", diz o comunicado.