quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Tim Maia com a música "Não vou ficar". Tim maia é Tim Maia!

  
UM JUIZ FALTOSO
DiáriodoPoder
Coronel Joça Maranhão era o chefe político de Aliança (PE) e queria remover o juiz da cidade. Procurou o governador, general Cordeiro de Farias, e caprichou na hora de falar mal do magistrado:

- Esse juiz tem todas as faltas: bebe muito, é mulherengo, corrupto, venal, desleixado e preguiçoso.

- Tem todas essas faltas, coronel? – insistiu Farias, impressionado.

- Tem tudo o que é falta, general. De falta mesmo só não tem falta de ar...

Rock in Rio alternativo...


É amanhã em Cajazeiras.


México: Professores morreram salvando crianças em escola
Desmoronamento deixa 24 vítimas e vira símbolo da tragédia após tremor de 7,1 graus
O GLOBO / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
Voluntários levam pedaços de madeira para ajudar nos resgates de vítimas em escola que colapsou na Cidade do México após forte terremoto 

CIDADE DO MÉXICO — Uma escola da Cidade do México torna-se o símbolo da tragédia provocada por um forte terremoto de magnitude 7,1 que abalou ontem cinco estados mexicanos. A intituição Enrique Rebsamen colapsou em decorrência do tremor com vários alunos nas suas instalações. Até a manhã desta quarta-feira, o balanço era dramático: entre as vítimas fatais, 22 alunos e dois professores, que morreram na tentativa de salvar os seus alunos, segundo o jornal local "El Universal". Outros 12 adultos ainda estão desaparecidos também.

As famílias se desesperam com a falta de notícias sobre as pelo menos 30 crianças desaparecidas, enquanto socorristas trabalham sem parar na tentativa de encontrar sobreviventes. A madrugada foi de lágrimas, aflição e intensas operações de resgate no local.

Os bombeiros conseguiram fornecer oxigênio através de aparelhos para uma menina presa dentro dos escombros. Enquanto soldados retiravam crianças dos escombros, Adriana D'Fargo, mãe de uma criança de 7 anos que estava na escola, viva momentos de aflição. Ela estava desesperada para ter notícias da sua filha.

— Eles não param de tirar crianças, mas não temos notícias da minha filha — disse.

Três sobreviventes foram encontrados por volta de meia-noite quando equipes de resgate formadas depois do terremoto de 1985, conhecidas como "toupeiras", entraram profundamente nos destroços. Na cena da tragédia, um soldado foi visto numa cena emocionante e dramática, em que foi ouvindo gritando: "Parentes de Fatima Navarro, Fatima está viva!", segundo a BBC.

Socorristas retiram um corpo dos escombros durante a procura por estudantes vivos na escola na Cidade do México. O colégio tornou-se o símbolo da tragédia provocada por um forte terremoto de magnitude 7,1, que abalou ontem cinco estados mexicanos
Um homem é retirado dos escombros vivo na Cidade do México. O tremor causou pânico na megalópole de 20 milhões de habitantes na data do 32º aniversário de tremor em 1985
Socorristas, bombeiros e policiais removem destroços de um edifício que desabou na Cidade do México. O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, anunciou no Twitter que convocou a Comissão Nacional de Emergência para avaliar a situação e coordenar ações de resgate

Mais de dez ambulâncias foram ao local para prestar socorro. Militares, policiais e resgatistas circulavam constantemente, enquanto muitas pessoas iam até lá para deixar água, comida, café e tortas para quem estava no epicentro desta tragédia.

Um vídeo compartilhado nas redes sociais mostra o momento em que algumas crianças são resgatadas nos escombros da escola. No vídeo, é possível ver o desespero tomando conta de pais de alunos da escola à medida que escavadoras moviam nos escombros sob a iluminação de holofotes. Os responsáveis se agarravam à esperança de que seus filhos estariam entre os sobreviventes. As imagens mostram que um grupo de pessoas se une para salvar crianças que choravam debaixo dos escombros.

O terremoto derrubou dezenas de prédios, destruiu encanamentos de gás e desencadeou incêndios pela capital e em outras cidades no centro do México. Carros foram esmagados pela queda de destroços.

O tremor de magnitude 7,1 deixou ao menos 216 mortos, sendo quase metade das vítimas na capital, exatos 32 anos depois de um terremoto devastador em 1985 e menos de duas semanas depois que um poderoso tremor matou quase 100 pessoas no sul do país.

O governo disponibilizou 3.400 soldados para resgates na Cidade do México. Pessoas ficaram presas dentro de várias construções que se incendiaram na Cidade do México, disse uma autoridade de proteção civil à TV local. A televisão mexicana e as mídias sociais mostraram que alguns edifícios desabaram e carros ficaram esmagados por enormes blocos de concreto.

Eu fiz parte de um equipe que retirou sete pessoas dos escombros de um prédio. Duas estavam vivas, mas as outras cinco não resistiram. Eu tive que falar com a esposa de uma das vítimas. Nunca havia experimentado nada parecido antes. Estou incrívelmente cansado e, em algumas horas, estarei de pé de novo para ajudar nos esforços de resgate — disse Manuel Mavroleon, reservista do Exército mexicano, à BBC.

Partes de igrejas da era colonial desmoronaram no Estado de Puebla, onde o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o epicentro do tremor, cerca de 158 quilômetros a sudoeste da capital, a um profundidade de 51 quilômetros. Com o tremor, o vulcão Popocatépetl, visível da Cidade do México em um dia sem nuvens, teve uma pequena erupção. Em suas encostas, uma igreja em Atzitzihuacán desmoronou durante uma missa, deixando 15 mortos, afirmou o governador de Puebla, José Antonio Gali.

Os serviços elétricos e de telefonia também sofreram cortes ao longo do dia — mais de 3,8 milhões de pessoas ficaram sem energia —, e alguns sinais de trânsito deixaram de funcionar. Mas nesta quarta-feira o serviço elétrico já foi restaurado em 70%, retornando para cerca de 3,4 milhões de moradores. As operações aéreas foram suspensas no Aeroporto Internacional Benito Juárez, afetando 180 voos, e funcionários da Proteção Civil advertiram à população sobre o risco de vazamento de gás. O chefe do governo, Miguel Ángel Mancera, decretou estado de emergência.

A prioridade no momento é o resgate de pessoas presas nos edifícios derrubados — afirmou, fazendo um apelo para que a população não volte para casas que foram afetadas.

O tremor também foi sentido em Oaxaca, uma das zonas mais afetadas pelo terremoto que atingiu o país em 7 de setembro, de magnitude 8,1, deixando 98 mortos e 200 feridos.

O município de Bonito de Santa Fé entra no debate sobre a extinção de sua comarca.

Enviado por Wilson Furtado
‘Há autoridades acima da lei. São protegidas’, afirma juiz da Satiagraha
Com O Globo
Entre 2008 e 2009, Fausto De Sanctis liderou as operações Satiagraha e Castelo de Areia como juiz 

Entre 2008 e 2009, Fausto De Sanctis liderou as operações Satiagraha e Castelo de Areia como juiz. Hoje, ele é desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e está prestes a voltar à área criminal, onde deverá comandar alguns dos desmembramentos da delação da Odebrecht. De Sanctis recebeu o GLOBO em seu gabinete e falou sobre “operação abafa” contra a Lava-Jato, regras que protegem os mais poderosos e delações premiadas.

A Operação Satiagraha investigou o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta em um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Um ano depois, a Operação Castelo de Areia investigou o pagamento de propinas pela empreiteira Camargo Correa a políticos, em esquema semelhante ao desvendado pela Lava-Jato. As duas operações tiveram suas provas anuladas em instâncias superiores.

Ao comentar a mudança de postura de integrantes do Supremo sobre o cumprimento de prisão após condenação em segunda instância, o desembargador disse que, em Brasília, “vale a regra de que um protege o outro”. Ao responder sobre o que mudou no combate à corrupção desde as operações Castelo de Areia e Satiagraha, ele diz que no Brasil nenhuma mudança é definitiva e, no momento atual, acredita que não se deseja a efetividade da Justiça.

Há exagero no uso de delações premiadas?

Importamos doutrinas dos Estados Unidos, e uma delas é a teoria das delações premiadas. Mas a delação premiada nos EUA tem que ter a chancela do Judiciário com relação à pena a ser dada. O Brasil parece que importa a teoria parcialmente, dando todos os poderes aos órgãos governamentais, inclusive o Ministério Público, para, a seu bel prazer, fixar pena e consequências legais.

O MP foi muito benevolente ao oferecer perdão judicial aos delatores da JBS?

Não posso falar desse caso específico. Mas acho que o juiz pode fazer uma baliza dos benefícios (ao homologar o acordo) e depois, na sentença, aplicar efetivamente a pena. O réu vai ficar inseguro? Não, porque ele tem uma garantia que vai ter uma diminuição (da pena). O quanto (vai diminuir) é que vai ser discutido. Eu discordei de casos de delação que vieram para mim. Muitas vezes houve discordância com relação a penas que são extremamente benevolentes e estimulam o crime.

O que o sr. acha que deve ser feito quando há omissão de informações ou má-fé, como suspeita-se que ocorreu no acordo de Joesley Batista?

Quando há quebra de confiança, a única consequência viável é o desfazimento do acordo. Mas as provas produzidas são válidas, desde que respaldadas em outros elementos, não só na palavra do delator, porque ele, por si só, não é confiável, até porque houve uma quebra do seu compromisso de dizer a verdade.

Passados oito anos, ainda se surpreende com decisões do STF, como relaxamento de prisões da Lava-Jato?

Existem decisões que não surpreendem, porque são de ministros que já têm tomado decisões polêmicas.

A possibilidade de se mudar o entendimento do cumprimento de prisão após decisão em segunda instância é um exemplo disso?

Sabe o que surpreende? Que um colegiado tenha abraçado a causa e, imediatamente depois, exista uma decisão monocrática de um membro dessa mesma corte indo contra a decisão colegiada. Outro dia, organizei um evento e um dos professores falou que padrões éticos são claramente violados. E que servem de exemplo disso algumas condutas de ministros do Supremo. A conduta não-ética é fácil de verificar quando se observa posturas de alguns juízes. E alguns juízes não têm sofrido nenhuma consequência por essas posturas.

Por que não tem consequência?

Porque algumas autoridades, de fato, estão acima da lei. Nada acontece, são protegidas. Parece que em Brasília vale a regra de que um protege o outro e aí fica todo mundo se protegendo.

O sr. acha que há muita proximidade entre ministros do STF e políticos?

De fato, essa proximidade entre a alta corte de Justiça com alguns políticos faz com que isso não funcione adequadamente. O certo seria não ter foro. Uma Justiça de primeiro grau condena por corrupção os corruptores, mas os corruptos deixam de ser condenados em outra instância.

Ao julgar o acordo de delação da JBS, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que ‘todo mundo sabe o que se quer fazer na frente’, sugerindo uma ‘operação abafa’.

O ministro Barroso sabe da manipulação do direito para fins ilícitos, e é isso que a população passou a sentir, que o direito está sendo manipulado em todos os sentidos, para fim de atender ao criminoso econômico. Esse movimento de abafar a operação (Lava-Jato) é muito claro e presente, todas as pessoas estão acompanhando, como aconteceu no passado. O projeto atual de abuso de autoridade (que está na Câmara) é de 2009. Dizem que é antigo, mas na verdade foi proposto em momento semelhante ao da Lava-Jato, durante a Operação Castelo de Areia.

Mas o senhor chegou a dizer que o ambiente no combate à corrupção tinha mudado nos tribunais superiores. Não acredita mais nisso?

Toda mudança com rumo definitivo no Brasil é muito complicada. Em certos momentos, há uma esperança de que as instituições vão de fato dar efetividade à Justiça e tem outros momentos em que essa efetividade não é bem vinda. Parece que estamos retornando a um momento em que a efetividade não é desejada.

O juiz Sérgio Moro já disse que se as prisões do mensalão tivessem sido mantidas, a gente não estaria nem falando em Lava-Jato. Concorda com essa afirmação?

A pena de prisão nos crimes econômicos é a única capaz de dar uma resposta efetivamente adequada que faça o criminoso ter algum arrependimento. Não é que os juízes desejam prender preventivamente por uma questão de maldade humana. Alguns meios e métodos têm que ser mesmo aplicados. Um deles é a delação premiada, outro é a prisão. Mas, de fato, não há uma mensagem clara, do Poder Judiciário, que diga: o crime não compensa.

Eu sabia!


Eita!

BOLSONARO EMPATA COM LULA
O Antagonista

Jair Bolsonaro está empatado com Lula, considerando a margem de erro.

Bolsonaro tem 24% na pesquisa do DataPoder360, Lula tem 27%.

Os outros candidatos – Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin – não existem.

Ao debate!

FAKE NEWS: Se você é minimamente inteligente, não caia nessa de “cura gay”
SensoIncomum

Você acreditou que alguém propôs a "cura gay"? Não seja tapeado pela mídia: basta saber do que se trata para apoiar vigorosamente o projeto.

Há alguns assuntos que se repetem com extensa maestria: ninguém se importa com o genocídio que o Boko Haram está promovendo em escala industrial na Nigéria, por exemplo, mas basta algo que não promova (repetindo: não promova, não se trata de aceitar, admitir, conviver, mas não promover) a chamada “causa gay” que ataques de pelanca, faniquitos e chiliques mimimi em massa ocuparão o Twitter em no máximo meia hora. Vide a gloriosa fake news dizendo que um juiz permitiu a “cura gay” no país.

As pessoas têm confiança quase nula na mídia, a um só tempo em que acreditam em tudo o que ela faça em troca de cliques. Basta ver o furdunço gerado hoje, tal e qual aquele contra Marco Feliciano em junho de 2013, por algo que só pode ser chamado de fake news.

Vivemos uma época espalhafatosa: do espalhafato em sentido vernacular. É como jornalistas controlam a opinião pública. Ninguém fazendo as piadinhas manjadas (“quero licença para não trabalhar, acordei meio gay hoje” ou “meu amigo é gay e ele não precisa de cura, precisa de piroca”) se preocupou com fatos, ou, digamos, em duvidar da mídia, se dizem que não são “manipulados”. Ninguém hoje é mais massa de manobra acéfala e voluntariamente ordenado em obediência absoluta pela mídia do que os promotores das causas progressistas.
São justamente estes que querem controlar o que se diz na internet, jurando que foram “fake news” que elegeram Donald Trump, por exemplo, sem nenhuma prova ou notícia falsa de respaldo a dar de exemplo. O que fazem dia e noite, entretanto, é justamente promover fake news, como a suposta “cura gay”, que ninguém defendeu – e muito menos passou a tratar homossexualismo como “doença”. Não seja um manipulado pela modinha e não saia repetindo bordões lobotomizados, nem quando parecem “científicos” como o da suposta e fake cura gay.

Uma Ação Popular foi impetrada contra o Conselho Federal de Psicologia, como descrito na Ata de Audiência. Tudo isto se deve à Resolução nº 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia. Seu texto caiu em um limbo jurídico que precisa de correção. Não tem nada a ver com “cura gay”.

Atendendo a demandas de órgãos globalistas como a OMS e entidades progressistas, o CFP incluiu no texto de sua resolução normas de conduta para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. Trata-se da redação do parágrafo único do art. 3.º e do art. 4.º da dita Resolução n.º 01/1999.

O mesmo trecho foi algo de celeuma em junho de 2013, quando o Projeto de Decreto Legislativo 234 (PDC 234/11) do deputado João Campos (PSDB-GO) – rapidamente, lobotomizados de plantão jurariam de pés juntos tratar-se de um projeto de lei do deputado Marco Feliciano. Um jornalista tratou o caso como o “projeto da ‘cura gay'”, o nome ficou e não peça para ninguém no Twitter questionar.

Foi o que analisei no capítulo A tal da “cura gay” em meu livro sobre os protestos de 2013/14, Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil.

Pelo texto da Resolução, fica definido que:

Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades.

Art. 4° – Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.

Ou seja, segundo as determinações em voga na época, ficaria vedado aos psicólogos “colaborar em eventos e serviços que proponham tratamento e cura” das homossexualidades (o plural logo ficará claro, pois a linguagem técnica quase nunca é igual à nossa vã linguagem cotidiana – vão onde desinformantes jornalísticos gostam de trabalhar). É assim que surge boatos fake news como a tal “cura gay”.
A causa vai ao encontro de uma tendência de relaxamento do tratamento psicológico dado aos homossexuais, com vasta literatura nas áreas psi (psicologia, psiquiatria e psicanálise). Sigmund Freud, tão adorado pela esquerda, por exemplo, vê o homossexualismo como algo terrível, tal como via a masturbação. Se feminina, pior ainda: como o clítoris fica rijo, uma mulher se masturbando teria então conflito de identidade sexual (sic).

Um seu discípulo, Wilhelm Reich, cuja terapia é ministrada livremente no mercado, acreditava, por exemplo, que o homossexualismo era uma perversão do capitalismo (sic³). Um regime em que a família seria apenas guardiã da propriedade (a superestrutura da infraestrutura, no cacarejo marxista) só poderia render frutos “degenerados” como os homossexuais. Assim que o socialismo se concretizasse, pensava Reich, homossexuais não mais existiriam e todo o sexo seria voltado para a produção da fábrica. Uma cura gay pela luta de classes.

Uma espécie de Levy Fidelix que vota no PSOL. Basta ver como homossexuais foram perseguidos em Cuba ou na União Soviética: não era exatamente preconceito, mas criticava-se a sua incapacidade de manter a revolução. Com um detalhe ainda mais curioso: Wilhelm Reich é justamente o pai da revolução sexual, a tese do “sexo livre” que marcaria maio de 1968.

Sigmund Freud e Wilhelm Reich continuam sendo ministrados (e tratados como, digamos, “ciência”) sem o menor sobrepeso nas preocupações do Conselho Federal de Psicologia. Ninguém reclama da ânsia de ambos pela “cura gay”.

Na verdade, o CFP tem mais preocupações em atender aos queixumes de órgãos globalistas como a OMS, mais preocupada com causas como o decoro: por exemplo, trocar a palavra homossexualismo, ligada a tantas doenças, por homossexualidade (seria curioso aplicar o mesmo princípio a outras questões; por exemplo: feminilidade = normalidade; feminismo = DOENÇA).
Pode-se notar que as resoluções do CFP são muito mal redigidas: o texto critica a “promoção”, e não o que de fato tem alguma pretensão de “cura” dos homossexuais. Não há clareza sequer sobre se um homossexual que peça acompanhamento psicológico ou “tratamento” para a sua condição pode ser atendido, caso seja diagnosticado que o seu comportamento é derivado de um trauma (alguém que se torne gay por ter sido abusado sexualmente, por exemplo; caso não seja convincente o suficiente para um progressista, acrescente “por um padre” e logo ele estará berrando de quatro pelo projeto da “cura gay”).

E muitas linhas analisam o comportamento, incluindo sexual, como “construção social”. A linha sócio-histórica de Lev Vygotsky, de linha marxista, é só a mais famosa delas. Muito bem catalogada pelo CFP, com aulas obrigatórias em toda faculdade de Psicologia. É muito recorrente em cadeias. Alguém que acreditou em “cura gay” reclamou do marxista preferido da psicologia?

Aqui na vida real, ao contrário do que pensam nossos vãos progressistas, nem todos os homossexuais estão satisfeitos e felizes com sua condição de homossexuais (leiam qualquer biografia de Freddy Mercury para lembrar que nem todo gay é viciosamente monotemático como Jean Wyllys). Já no pré-histórico ano de 1990 a CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) elencava alguns casos:

F66.0 Transtorno da maturação sexual

O paciente está incerto quanto à sua identidade sexual ou sua orientação sexual, e seu sofrimento comporta ansiedade ou depressão. Comumente isto ocorre em adolescentes que não estão certos da sua orientação (homo, hétero ou bissexual), ou em indivíduos que após um período de orientação sexual aparentemente estável (frequentemente ligada a uma relação duradoura) descobrem que sua orientação sexual está mudando.

F66.1 Orientação sexual egodistônica

Não existe dúvida quanto à identidade ou à preferência sexual (heterossexualidade, homossexualidade, bissexualidade ou pré-púbere), mas o sujeito desejaria que isto ocorresse de outra forma devido a transtornos psicológicos ou de comportamento associados a esta identidade ou a esta preferência, e pode buscar tratamento para alterá-la.

F66.2 Transtorno do relacionamento sexual

A identidade ou a orientação sexual (hétero, homo ou bissexual) leva a dificuldades no estabelecimento e manutenção de um relacionamento com um parceiro sexual.

Aqui entende-se que não há, para a Psicologia, a “homossexualidade” em si, e sim várias manifestações – mais “naturais” ou traumáticas.

Uma promoção à promoção da cura, ou de “ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados”, como está no texto da Resolução 01/1999, é quase uma obviedade: tal como obesidade é uma “doença” apenas em um sentido menos rígido da palavra e ninguém pode promover (e prometer) a cura da obesidade, muito menos algo lógico como usar de uma “ação coercitiva” para um “tratamento não solicitado”. Ou seja: ninguém da ciência levou a sério a historieta de “cura gay”, a não ser quem se informa pela mídia. Tsc, tsc.

Entretanto, se o PDC 234/11 de João Campos apenas abolia a frase, o texto do CFP, há muito, traz problemas que a turminha do meme mongolóide não pára para pensar: se a homossexualidade não é um “transtorno” (sobretudo após o lobby globalista que confunde linguagem técnica com linguagem do populacho), tampouco o CFP se preocupou, em seu texto, em lidar com casos que não são puramente chamados de “homossexualidade”, mas envolvem insatisfação com a própria orientação sexual, como a personalidade egodistônica (F66.1). Viu como chamar de “cura gay” é só para quem não faz idéia do que está dizendo?

Já pensou em perguntar para alguém falando em “consenso científico” e “charlatanismo” ou em “fanáticos religiosos obscurantistas” gritando que “homossexualismo não é doença” como se tivessem se tornado verdadeiros Einsteins repetindo um bordão, sobre o que fazer com as personalidades egodistônicas num momento em que eles não podem consultar o Google? “Ciência”.
O Pirula tá tentando justificar algo que impede o DIREITO DE CADA SER DE DECIDIR POR SI PRÓPRIO.
Sinceramente... SINCERAMENTE!

Não é impedir o direito de decidir por si próprio, é a legalização da CHARLATANICE sem nenhum tipo de punição.

É assim que se fazem fanáticos robóticos instantâneos. E ainda se achando os “científicos” por isso. O limbo jurídico em que o CFP erroneamente jogou pessoas que buscam elas próprias tratamento, e estão em sérios riscos. O estudo Sexuality and Gender: Findings from the Biological, Psychological, and Social Sciences, dos Drs. Lawrence Mayer e Paul McHugh da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, revelou que 41% das pessoas com transtornos de identidade de gênero, como cada vez mais eufemisticamente vão sendo chamados, tentaram o suicídio. O índice no total da população não chega a 5%.

O editor do The New Atlantis descreve o Dr. McHugh como “sem dúvida, o psiquiatra americano mais importante do último meio século“.

Outro estudo de 2014, de Mazaheri Meybodi, descobriu que 62,7% dos pacientes diagnosticados com disforia de gênero tinham pelo menos mais um outro transtorno, entre os quais depressão (33,7%) e fobia (20,5%).

Até mesmo o site do PSTU (!), culpando eternamente o capitalismo, é capaz de reconhecer os fatos.

Era focando-se em tais pessoas que a redação culposa e dolosa do CFP precisava ser revista: se não para retirar a “promoção”, que ao menos houvesse uma decisão judicial clara dizendo que o psicólogo pode, sim, tratar uma miríade de pessoas buscando tratamento.

Nada de “homossexualismo é doença”. Nada de “cura gay”. Nada de forçar gays a se tornarem héteros: apenas uma correção a um texto infeliz do CFP para obedecer cegamente o lobby da OMS, preocupada com tudo quanto é política e em praticamente nada com ciência.
As pessoas buscam psicólogos por levar um fora, que dirá por um transtorno de maturação sexual. Divirta-se perguntando sobre isso nas redes sociais antes de avisar para o lacrante que é catalogado no CID 10 na linha F66.0, e que há casos chocantes de arrependimentos que levaram ao suicídio. O Google está lotado de casos, como até o ultra-esquerdista The Guardian reconhece. Há até o site Sex Change Regret.

É claro: quem lida com a realidade, a vida concreta e real, que é mais difícil do que fazer meme sobre tratar homossexualismo como doença porque não tem coragem de dizer que uma manchete de jornal sensacionalista está errada (exige aquelas nozes que nenhuma ideologia de gênero dá), se preocupa com essas pessoas. Não importa o quanto a OMS e o CFP queiram trocar suas “leves inquietações” suicidas por nomes mais fofinhos.

Já a turma da lacrosfera, preocupada só em ganhar RTs e pagar de bacana pros amiguinhos, vai deixar esse contingente de pessoas sem acesso a tratamento adequado, apenas para fazer uma piadinha, ganhando berros por piadas sem conexão com o que está sendo discutido, como “não há cura para o que não é doença”. Pessoas que fazem sua vida baseadas em manchete, e não estudo.

Se quer ajudar transexuais (e aprenda: também pessoas com transtorno de maturação sexual, egodistônicos e quem tenha transtorno de relacionamento sexual, apenas para ficar em casos óbvios), dê acesso a tratamento a quem busca. Do contrário, estará jogando-os na depressão mórbida sem nunca ver algum deles na sua frente, enquanto você se diverte no Twitter.
O atacante assinou contrato de cinco anos com a Ambev e tem outros dois acordos engatilhados. É um dos primeiros nomes da seleção a fazer dinheiro com a Copa de 2018
RODRIGO CAPELO - Época
Gabriel Jesus, no Manchester City. O atacante tem a melhor média de gols da história da Premier League 

Em alta no Manchester City e na seleção brasileira, Gabriel Jesus começa a capitalizar seu futebol. O atacante assinou seu primeiro contrato de patrocínio pessoal, com a Ambev, um acordo que tem quatro anos de duração – período que engloba a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, e prossegue até 2021. Outros dois patrocínios estão engatilhados e serão anunciados em breve, um deles com uma multinacional que o usará para uma campanha publicitária de alcance global, outro com um álbum de figurinhas.

Sem considerar Neymar, disparado o brasileiro que mais fatura com publicidade, Jesus é um dos primeiros na seleção a conseguir patrocínios às vésperas da Copa de 2018. O atacante intensificou os esforços fora de campo em junho, quando assinou com a Octagon, agência de marketing esportivo e entretenimento que desde janeiro deste ano tem Ronaldo seu principal sócio. O patrocínio da Ambev a Gabriel Jesus, aliás, guarda uma semelhança com a trajetória de Ronaldo, que também teve a companhia como primeira patrocinadora.

Os contratos de Jesus, como os de tantos outros jogadores de futebol, envolvem sobretudo a imagem do atleta e suas redes sociais. A imagem é usada por patrocinadores em campanhas publicitárias, desde propaganda de cerveja até álbum de figurinhas. Nas redes sociais, as empresas mantêm relação direta com os consumidores que têm Jesus como ídolo. Por isso a Octagon, desde junho, tem se empenhado em aumentar o número de seguidores e o engajamento nas páginas do atacante no Facebook, no Twitter e no Instagram.
Comparativo internacional expõe os limites do Brasil
José Fucs - O Estado de S.Paulo

Apesar dos avanços de alguns Estados nos últimos anos, o Brasil como um todo ainda tem um duro caminho pela frente para melhorar a sua competitividade. Até porque, em vez de andar para a frente, o País está dando marcha à ré nesse quesito. Em 2017, segundo o Relatório de Competitividade Global, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o País passou de 75.ª para 81.º lugar na lista, que engloba 138 países.

Outro estudo, feito com exclusividade para o Centro de Liderança Pública (CLP) pela Economist Intelligence Unit (EIU), área de pesquisas e análises do grupo controlador da revista The Economist, revela que o Brasil ocuparia o último lugar no ranking de competitividade da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 países desenvolvidos e emergentes.
Um dos problemas que atravancam a competitividade do País são os gargalos na infraestrutura 

De acordo com a pesquisa da EIU, baseada em 35 dos 66 indicadores usados pelo Ranking de Competitividade dos Estados brasileiros, o País ficaria atrás de México, Chile, Turquia e Grécia. A média geral do Brasil seria equivalente a 60% da média dos países que integram a OCDE. “É um desempenho decepcionante”, diz o diretor da EIU no Brasil, Marcio Zanetti. “O País tem potencial para apresentar resultado muito melhor.”

Zanetti afirma que, apesar de o Brasil ainda ter um custo de mão de obra competitivo em moeda forte, a produtividade é muito baixa, em razão da falta de qualificação dos trabalhadores e os tributos são altos e complexos. Ao mesmo tempo, os investimentos em infraestrutura, são bem menores do que deveriam ser. Nos últimos governos, como predominava a visão de que o Estado deveria ter papel preponderante na economia e faltavam recursos públicos para os investimentos necessários, as carências do País em infraestrutura se agravaram, em especial a partir do segundo mandato de Lula. A falta de regras estáveis para as de concessões de serviços públicos também desestimulava a participação da iniciativa privada. “As grandes empresas evitavam entrar em concessões, porque não sabiam como seria o dia seguinte”, afirma Zanetti.

Trânsito. Em sua avaliação, o desempenho sofrível do Brasil na área de segurança contribui de forma decisiva para reduzir a competitividade do País no mercado internacional. A taxa de homicídios do Brasil, de 26,5 por 100 mil habitantes, é 10 vezes maior do que a média da OCDE, segundo o levantamento da Economist. Só três Estados brasileiros – São Paulo, com 8,9, Santa Catarina, com 12,1 e Roraima, com 14,6 homicídios por 100 mil habitantes – têm uma taxa inferior à do México, último nesse indicador na OCDE.

No Rio, o índice de homicídios é de 25,4 para cada 100 mil habitantes e em Sergipe, o último da lista entre os Estados, chega a 53,4. Só para efeito de comparação, a taxa é de apenas 1 homicídio por 100 mil habitantes na Austrália e de 4,9 nos EUA.

Quando se analisa o número de mortes no trânsito, o cenário é semelhante. O Brasil, segundo o estudo da EIU, registrou 23 mortes no trânsito por 100 mil habitantes em 2015, último dado disponível, três vezes a mais que a média da OCDE. O Estado com o menor número de mortes nesse quesito – 18 a cada 100 mil habitantes – é São Paulo. Piauí, com 75, o pior. Na Dinamarca, o índice é de 3,5, na Áustria, 5,4 e nos EUA, 10,6 mortes, menos da metade que o do Brasil.

O mesmo acontece na área de educação. Em 2015, o levantamento mais recente, o Brasil ficou entre os últimos colocados no Programa Internacional de Avaliação de Alunos Pisa), que mede o nível educacional de jovens de 15 anos por meio de provas de Leitura, Matemática e Ciências. Entre 69 países, ficou em 61.º lugar em Leitura, 64.º Matemática e 62.º em Ciências.
Josias de Souza

O Partido dos Trabalhadores está tonto. A tonteira cresce à medida que aumentam as chances de Lula se tornar um político ficha-suja, inabilitado para disputar eleições. O PT ameaça adotar uma estratégia muito parecida com um plano de fuga. O partido discute a sério a ideia de boicotar as eleições de 2018. Sem Lula, o PT deixaria de lançar candidatos ao Planalto, à Câmara e ao Senado. E viajaria pelo mundo gritando: “É fraude.”

O preso José Dirceu, “guerreiro do povo brasileiro”, apoia o boicote. A investigada Gleise Hoffmann, presidente do PT, acha que o debate expõe a gravidade da hipotética perseguição a Lula. José Américo, deputado estadual do PT de São Paulo, chega a dizer que, sem Lula na urna eleitoral, o país corre “um risco de guerra civil.” Dizia-se o mesmo do impeachment. Mas a única arma que o brasileiro pegou foi o currículo —13 milhões estão na batalha pelo emprego perdido sob Dilma.

Em 13 anos, o PT produziu dois mega-escândalos. No mensalão, Lula safou-se. No petrolão, até o companheiro Palocci o chama de corrupto. Os partidos políticos brasileiros têm cabeças demais e miolos de menos. O PT sofre da mesma escassez de miolos, mas com uma cabeça só. O que o PT informa agora, com outras palavras, é o seguinte: se o cabeça for preso, a organização desistirá de se apresentar como partido político para se refundar como uma piada.
PF nas ruas contra desvios na Caixa
O Antagonista

A PF está nas ruas, na Operação Inimigo Oculto, que investiga desvios da Caixa.

Estão sendo cumpridos 3 mandados de prisão temporária e 30 de condução coercitiva, além de buscas em 3 endereços residenciais em Brasília e adjacências.

A Justiça Federal determinou o bloqueio de cerca de 950 mil nas contas dos investigados.

A Caixa Econômica Federal permanece uma caixa-preta.
Supremo decide hoje se envia a acusação da PGR contra Temer para a Câmara
Planalto teme que a votação da pauta econômica fique prejudicada no Congresso
Paulo de Tarso Lyra , Natália Lambert - CorreioBraziliense
Fachin negou ontem à noite pedido da defesa de Temer de devolver a denúncia para Procuradoria-Geral da República

A provável decisão do Supremo Tribunal Federal de encaminhar hoje diretamente à Câmara a denúncia contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça, e deixar para depois a análise da validade das provas da delação da J&F pode prejudicar a estratégia do Planalto de acelerar a agenda econômica na Câmara. A ideia do governo é ganhar tempo, se possível, até com o reenvio da denúncia para nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para pautar o primeiro turno da reforma da Previdência.

No início da noite de ontem, o relator do caso no STF, ministro Edson Fachin, respondeu ao questionamento feito pela defesa de Temer que pediu, na sexta, que a denúncia fosse devolvida à procuradora Raquel Dodge, antes de debater a validade ou não das provas obtidas a partir da delação da J&F. Em seu despacho, Fachin afirmou que o debate já se iniciou e que, por isso, não haveria razão para se debruçar sobre o pedido da defesa do peemedebista neste momento.

Com os planos frustrados, os esforços do governo devem se voltar agora para derrubar a denúncia. O primeiro foco de atenção será pressionar pela escolha de um relator com perfil técnico na Comissão de Constituição e Justiça. Os governistas não acreditam que será necessário promover substituições no colegiado, uma vez que a atual composição já é favorável a Temer.

O governo também comemorou as declarações do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que reapareceu ontem na Câmara. “Sempre defendi que todo cidadão brasileiro, quando sofre uma acusação, deve ter o benefício da dúvida e o amplo direito de defesa. E é isso que espero do Judiciário brasileiro: que dê a ele o amplo direito de defesa, que será manifestado nos autos”, disse Lúcio. A interpretação do governo é de que Geddel, ao menos por enquanto, não fará delação premiada.

A tendência é de que a maioria dos ministros defina hoje que não farão nada antes de a Câmara definir se autoriza ou rejeita o processo contra o presidente Michel Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça. Caso isso aconteça, repetiria a decisão adotada pela mesma corte em relação à primeira denúncia contra o peemedebista por corrupção passiva, em agosto.

Acusação
Na quarta-feira passada, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, encerrou a sessão após o plenário decidir por 9 a 0 manter Edson Fachin como relator do processo envolvendo a JBS. Alegando o adiantado da hora, ela adiou para esta semana o debate sobre a validade das provas decorrentes da delação dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, já que o próprio Rodrigo Janot, na época ainda chefe do Ministério Público Federal, decidiu pela rescisão do acordo de delação com os empresários.

No dia seguinte, Janot apresentou a denúncia por organização criminosa e obstrução de Justiça contra o presidente. Parte da acusação está amparada na delação da JBS, o que alterou complemente o cenário. Com isso, na visão de assessores do STF, Fachin terá de questionar primeiro se a Corte poderá se debruçar sobre algum ponto da denúncia antes do posicionamento da Câmara. “É claro que o plenário pode reverter a decisão anterior. Mas isso seria reescrever a Constituição, que deixa claro a competência da Câmara e do Supremo nos casos de denúncia contra o presidente da República”, alertou um especialista que trabalha no STF.

Mesmo que a Câmara negue a autorização para o Supremo julgar o presidente Michel Temer, todos os demais denunciados pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot terão o andamento dos respectivos processos mantidos, incluindo os ministros da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha. Apenas a acusação contra Temer fica congelada até 1º de janeiro de 2019, quando ele deixará o Planalto.

No caso dos ministros, a análise será feita pelas turmas do STF. Os demais citados — Eduardo Cunha, Lúcio Funaro, Rodrigo Rocha Loures, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, além dos irmãos Wesley e Joesley Batista — terão os processos encaminhados para a primeira instância.

Será?!



Motivação de aluno pode vencer barreira social, afirma estudo 
PAULO SALDAÑA - Folha de São Paulo
Alunos de escola estadual em Cocal dos Alves (PI) reconhecida pelo excelente ensino 

Não parece haver dúvidas de que jovens motivados podem ter melhores resultados na escola. Mas um estudo com informações do Pisa, a avaliação internacional de aprendizagem, indica que alunos com grau mais elevado de boas atitudes e motivações podem superar barreiras socioeconômicas.

Nas estatísticas educacionais, o nível socioeconômico dos alunos é uma das variáveis mais influentes no sucesso educacional.

Entretanto, ao analisar resultados do Pisa 2015, a consultoria McKinsey concluiu que alunos mais pobres –mas com alto índice de motivação– alcançam resultados superiores a estudantes de nível socioeconômico mais alto, mas com motivação considerada baixa. Pelo menos em ciências, área analisada.

Assim, para alunos que frequentam escolas de baixo desempenho, "uma mentalidade de motivação bem calibrada equivale a saltar para uma condição socioeconômica mais elevada", diz o estudo.

Os alunos brasileiros considerados bem motivados têm nota 18% superior aos menos motivados, segundo o relatório. O comportamento é similar em outras regiões do mundo. Para a América Latina, no geral, a diferença é de 14%.

Ao separar os alunos em quatro níveis socioeconômicos, o estudo mostrou que –no grupo dos mais pobres–os estudantes mais motivados conseguiram média de 400 pontos em ciências, ou 51 pontos a mais do que o obtido pelos menos motivados do mesmo perfil.

A distância de pontuação equivale, segundo a escala do Pisa, a mais de um ano de aprendizagem. Essa média é também superior à obtida por estudante do nível socioeconômico mais elevado, mas com pouca motivação (378 pontos). Já alunos ricos com muita motivação têm média de 434.

CRUZAMENTOS
Essa análise foi realizada apenas em ciências (foco do Pisa 2015) e em escolas com desempenho considerado baixo. Elas concentram a maioria dos estudantes do Brasil e da América Latina.

O estudo cruzou informações do questionário respondido por alunos e professores na realização do Pisa com o desempenho na prova. Além de analisar o perfil socioeconômico dos estudantes (com informações como escolaridade e bens dos pais), foram consideradas questões que tentam entender a mentalidade deles.

Um conjunto de questões indica a concordância com relação a afirmações como "trabalhar nas tarefas até que tudo esteja perfeito" e "fazer mais do que o esperado". O Pisa pedia aos alunos que avaliassem a motivação de estudantes hipotéticos.

Quanto maior a concordância com as afirmações, mais motivados foram considerados os estudantes.

"O impacto da motivação foi uma surpresa positiva, principalmente porque mostra como isso pode ser um fator que supera desigualdades socioeconômicas", diz Patricia Ellen, da área de setor público da Mckinsey. Para ela, essas "evidências científicas" podem ser um aliado no debate educacional e no desenho de políticas públicas.

Nos últimos anos, a atenção a competências não cognitivas tem ganhado força após evidências de que características de atitude podem impactar no aprendizado.

Para o professor Ocimar Alavarse, da Faculdade de Educação da USP, essas conclusões da pesquisa indicam não apenas o perfil de comportamento, mas têm relação com o que ocorre na escola.

"A escola não consegue controlar todas as condições subjetivas dos alunos, mas há alguns aspectos que podem influenciar predisposições", diz. "Depende muito do professor incentivar o aluno a não desistir, não dar sinais negativos quando ele erra."

Os dados revelam que apenas 42% dos alunos de baixa condição socioeconômica têm boa motivação. No perfil socioeconômico mais alto, são 72% dos alunos. Alavarse afirma que as condições favorecem as dificuldades.

"Escolas com alunos mais pobres têm em geral estudantes com trajetórias escolares de pouco sucesso, professores menos estáveis."

O mesmo estudo comparou outras dimensões, concluindo que o número de horas de aulas por dia é relevante para o desempenho. Há uma distância de 23 pontos no Pisa entre alunos que têm de 4 a 4,5 horas de aulas por dia e os que têm 5 a 5,5 horas.

Alunos que tiveram acesso à educação infantil na América Latina também têm melhores resultados. Sobre tecnologia, o projetor e o computador –utilizados pelo professor– são os dispositivos mais relevantes na comparação, por exemplo, com tablets ou lousa eletrônica.
AGU mantém na Justiça suspensão de pensão a filhas solteiras de servidores
Vicente Nunes - CorreioBraziliense

A advogada-geral da União (AGU), Grace Mendonça, diz que o órgão conseguiu manter na Justiça a suspensão do pagamento de pensões a filhas de servidores públicos que já morreram. Em média, cada uma delas recebe R$ 64,1 mil por mês. São 19,5 mil mulheres nessas condições, que, segundo a AGU, têm outras fontes de renda e, portanto, não têm direito às pensões.

O pedido da AGU foi ratificado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, A perspectiva é de que o governo economize, com a suspensão do pagamento de pensões, R$ 1,25 bilhão por ano ou R$ 5 bilhões em quatro anos. Diante da séria restrição orçamentária do governo, que deve encerrar 2017 com deficit fiscal de R$ 159 bilhões, toda economia é muito bem-vinda.

Na avaliação de Grace Mendonça, que participou do programa CB.Poder, uma parceria do Correio Braziliense com a Tevê Brasília, são fatos como esse que tornam premente a necessidade de reforma da Previdência proposta pelo governo.

“Isso revela muito a necessidade de nós passarmos a limpo a questão previdenciária no país. Daí a importância da reforma da previdência. Os debates que estão sendo travados, os encaminhamentos que foram dados retratam exatamente a percepção de que hoje vivenciamos um sistema que não se sustenta. Precisamos ampliar as bases, rever e analisar, revisitar alguns desses temas, em especial esse”, afirma.

Segundo Grace, esse não é o único esforço da AGU em relação a pensões. “Adotamos, desde o ano passado, uma estratégia quando se trata, por exemplo, do feminicídio. Buscamos, em juízo, obter uma decisão que assegurasse a ação regressiva a fim de que aquele que foi de fato o causador da morte da mulher pudesse ressarcir os cofres públicos do prejuízo a todo o sistema previdenciário”, afirma. Nessas ações, a AGU obriga que o assassino ressarça o Erário, que fica responsável pelo pagamento de pensões aos filhos das vítimas.

Para a advogada-geral da União, é importante que a população saiba que, desde a vitória no STJ (Superior Tribunal de Justiça), a AGU está ingressando com todas as ações regressivas para que o sistema previdenciário seja reparado e ressarcido também nessas hipóteses. “Já desencadeamos mais 14 ações nesse contexto, mas solicitamos ao Conselho Nacional de Justiça que nos autorize ou nos repasse todas as informações dessas ações para que possamos trabalhar e avançar nas ações seguintes”, ressalta.

Grace ressaltou ainda que a AGU deve fechar, ainda na próxima semana, mais um acordo de leniência dentro da Lava-Jato. Já foram acertados acordos com a construtora UTC, que aceitou devolver R$ 3,2 bilhões aos cofres públicos, e com a Biofinger, que fará um ressarcimento de R$ 90 milhões. No total, 11 acordos estão em andamento.

Os destaques do jornal Correio do Povo


No jornal Lance: o Fogão tem jogo decisivo hoje


As manchetes do jornal Folha de São Paulo


Na capa do Jornal do Commercio: tragédia no México se repete


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

FolhadeSãoPaulo: Lula se torna réu pela sétima vez, sob acusação de corrupção passiva

Globo:  Lula e Gilberto Carvalho viram réus por corrupção na Zelotes

Extra: Exército usa até tanque para recuperar pistola

Estadão: Deputados rejeitam sistema do distritão para eleição de 2018

ValorEconômico: Lula vira réu pela sétima vez

ZeroHora: Em xeque no STF a denúncia contra Temer

EstadodeMinas: Preconceito tem cura

CorreioBraziliense: Janot: "a pressão pra cima de mim só vai aumentar"

-  CorreiodaBahia: Enem tem 1,9 milhão de vagas na área tecnológica

- DiáriodePernambucoMudança no sistema eleitoral rejeitada

DiáriodoNordeste: Preço da vaga de táxi chega a cair 83% em Fortaleza

CorreiodaParaíba: Campina volta a racionar água

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O paraibano Miguel Lucena lança livro em Brasília

MIGUEL LUCENA LANÇA LIVRO SOBRE O DESCONTROLE DA CRIMINALIDADE
“A AÇÃO DELINQUENTE SEM MEDO DA PUNIÇÃO", EXPLICA O LUCENA
DiáriodoPoder
NO MUNDO DOS DESEMBESTADOS, DE ACORDO COM O AUTOR, NÃO HÁ MAIS TEMOR EM RELAÇÃO ÀS AUTORIDADES

O delegado Miguel Lucena vai lançar, na próxima quinta-feira, o livro ‘Desembestados – Descontrole da Criminalidade’. O tema aborda a ação delinquente das pessoas que perderam os freios morais do medo, da vergonha e da culpa.

De acordo com o delegado, o trabalho é baseado na observação de casos reais. “A ação delinquente sem medo da punição; a falta de vergonha das pessoas ao expor suas intimidades e abrir mão de qualquer privacidade; a ausência de culpa pelas ações criminosas que afetam os semelhantes. Dei a essas pessoas o nome de desembestados, capazes de todas as indignidades”, explica. No mundo dos desembestados, de acordo com o autor, não há mais temor em relação às autoridades terrena (a lei) e divina.

Segundo Lucena, ninguém assume a responsabilidade por nenhum ato praticado. “O homem espanca a mulher e põe a culpa na bebida. O bandido arranca a cabeça da vítima e alega que perdeu a cabeça. O adolescente infrator mata para roubar e diz que a vítima é a culpada por ter se recusado a entregar o celular. O pedófilo alega que a criança ficou se insinuando para ele. E grande parte da intelligentsia nacional arranja desculpa para todos os atos antissociais, dizendo que o criminoso é vítima sociedade injusta”, completa.

Lançamento

O livro será lançado na quinta-feira (21), Às 19h, no Carpe Diem, da quadra 104 da Asa Sul.
Arrecadação de agosto indica alta de 8%
FLAVIA LIMA
MARIANA CARNEIRO
Folha de São Paulo
Com a arrecadação fraca e gastos crescentes com a Previdência, o setor público (União, Estados e municípios) registrou um deficit primário de R$ 16,1 bilhões em julho e de R$ 51,3 bilhões no acumulado do ano.

Estudo com dados preliminares sobre a arrecadação do mês de agosto indica que o resultado deve surpreender positivamente e abrir espaço para uma possível liberação de recursos na revisão do Orçamento programada para esta semana.

Após o pior resultado registrado para um mês de julho desde 2010, a arrecadação de tributos federais deve ter crescido 7,9% em agosto ante o mesmo mês do ano passado, já descontada a inflação, segundo levantamento dos economistas José Roberto Afonso e Vilma da Conceição Pinto, da Fundação Getulio Vargas, obtido pela Folha.

Os dados tem como base o Siafi (sistema de acompanhamento das contas públicas em tempo real).

A recuperação veio especialmente das receitas com a tributação sobre o lucro de instituições financeiras, setor que vinha puxando a arrecadação para baixo nos meses anteriores, além do Refis.

Embora a versão final do programa de parcelamento de dívidas com o fisco ainda esteja em negociação no Congresso, dados da equipe econômica mostram a entrada de pelo menos R$ 1,9 bilhão no mês passado.

Em agosto, o total arrecadado pela Receita Federal foi de R$ 99,5 bilhões.

Essa é, de longe, a expansão mais robusta do ano. Em junho, que até agora era o melhor mês de 2017, a arrecadação havia crescido 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Pelos dados do Siafi, em agosto, a arrecadação com o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) subiu 21,3%, enquanto a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) avançou 22,5%, com destaque para os bancos, com aumentos de, respectivamente, 56% e 73%. Entre as empresas de outros setores, o crescimento foi de 1% e 10%.

Segundo Afonso, a base de comparação muito ruim e uma provável reversão das provisões feitas para devedores duvidosos justificam o desempenho bastante atípico do setor financeiro.

Afonso diz que os números da arrecadação podem indicar um ponto de inflexão, ajudado pelos indícios de recuperação econômica. Ele diz, no entanto, que ainda é cedo para dizer se essa trajetória é sustentável: "É preciso ter prudência, porque o resultado de agosto vem de poucos tributos e de poucos setores".

De acordo com o economista, do aumento verificado no IRPJ, 40% se explicam pelo desempenho do setor financeiro, e 60%, pela rubrica "outros", na qual está parte da arrecadação do Refis.

O prazo de adesão ao Refis foi prorrogado do final de agosto para 29 de setembro.

A avaliação é que muitas empresas que estavam esperando pela conclusão das negociações no Congresso, sem ter a certeza de que o prazo seria expandido, decidiram aderir ao programa, mesmo que condições mais vantajosas estivessem em discussão.

Em 30 de agosto, um dia antes de o governo estender a adesão, foram registrados 20 mil de pedidos para entrar no programa.

Políticos aliados do presidente Michel Temer tentam há semanas fechar um acordo para garantir a aprovação de uma proposta intermediária —nem a versão da Receita nem a do deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG).

A previsão é que o assunto volte a ser discutido nesta semana, mas com Temer e o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) fora do país, as chances de votação caíram.
JUDICIÁRIO
JULIANA BRAGA - OGlobo
A viagem de férias de Rodrigo Janot marcada para quinta-feira foi parcelada em dez vezes no cartão de crédito. Aos mais próximos, Janot confessou não ver a hora de sair com a família para o tour de duas semanas na Itália e Portugal, programado desde o início de julho. Na volta, assume o cargo de subprocurador da República, com atuação no STJ.

Todo mundo gosta de Zeca Pagodinho...Veja o vídeo da audiência de Lula em paródia.

     
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Aliado de Cabral limpa mansão em Jurerê antes da PF chegar
Rogério Onofre mantém casa no balneário de Jurerê Internacional
Ernesto Neves - Veja.com
Rogério Onofre, ex-presidente do Detro é preso pela Lava-Jato, no Rio - 03/07/2017

Um dos aliados mais próximos de Sérgio Cabral, o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), Rogério Onofre, escondeu seus carros de uma operação deflagrada pela Polícia Federal na última segunda (18), em Jurerê Internacional, Santa Catarina (veja imagens do local abaixo). 
Ao chegarem ao condomínio onde Onofre mantém uma casa, os policiais federais foram informados que os veículos foram retirados no dia anterior.

Segundo informações dadas por funcionários, ao menos seis automóveis de luxo, incluindo uma Mercedes-Benz, foram levados para Divinópolis, em Minas Gerais. A ordem teria sido dada por Dayse Neves, mulher de Onofre.
“… o cenário aponta para o risco de os acusados ROGÉRIO ONOFRE e DAYSE DEBORAH se desfazerem dos referidos bens móveis, frustrando assim, os efeitos secundários de futura sentença penal condenatória”, escreveu o MPF.
Rogério Onofre preso em julho deste ano, na Operação Ponto Final, acusado pelo MPF de receber R$ 44 milhões em propina de esquemas de corrupção nos transportes públicos do estado do Rio.

O Ministério Público Federal deu 24 horas para que o casal informe o paradeiro dos carros.

'Hen hen'...Pra onde esse povo tá indo? Vejam o vídeo.

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