quinta-feira, 30 de julho de 2015

Surgem novos delatores na Operação Lava Jato...

Maior lobista da Petrobras é o novo delator da Lava Jato
Diogo Escosteguy 
Epoca

Hamylton Padilha confessou ter pago propina a ex-diretores da empresa e entregou documentos para corroborar suas afirmações

Hamylton Padilha 

A nova delação premiada da Operação Lava Jato envolve o maior lobista da Petrobras. Hamylton Padilha, o discreto mas poderoso lobista, atua sobretudo com a venda e o aluguel de sondas para perfuração de poços, o mais lucrativo dos negócios no mundo do petróleo. Hamylton confessou a procuradores ter pago propina a ex-diretores da estatal para que empresas representadas por ele fossem contratadas. O lobista não só falou como entregou cópias de depósitos em contas secretas no exterior. De acordo com Hamylton, Nestor Cerveró e Jorge Zelada, ex-diretores da área internacional da estatal, Renato Duque, ex-diretor de serviços, e operadores políticos do PMDB foram favorecidos com esses depósitos. No caso de Zelada, segundo Hamylton, o responsável por recolher a propina foi o empresário Raul Schmidt, uma espécie de sócio de Zelada.

Em sua delação, Hamylton Padilha contou ter pago propina para que a Petrobras alugasse dois navios-sonda. Ele confessou ter intermediado o aluguel do navio-sonda Vantage Drilling, em 2009. O aluguel dessa sonda custou US$ 1,6 bilhão à Petrobras. O contrato foi fechado por Jorge Zelada, diretor internacional da estatal e indicado pela bancada do PMDB da Câmara. Para esse negócio prosperar, Hamylton afirmou ter divido propina, nesse caso, com o operador do PMDB na área internacional da Petrobras: João Augusto Henriques. Hamylton disse que o dinheiro repassado para Henriques tinha políticos do PMDB como destinatários finais. As informações repassadas por Hamylton aos procuradores confirmam reportagem publicada por ÉPOCA em agosto de 2013 (As denúncias do operador do PMDB na Petrobras), na qual João Henriques afirmou ter a obrigação de repassar parte do que ganhava como operador para o PMDB.

A delação de Hamylton Padilha prosseguirá com outros temas. Ele ainda precisará esclarecer aos procuradores o que fez, exatamente, para ajudar o BTG Pactual na compra de ativos da Petrobras na África - o banco virou sócio da estatal. Foi o maior negócio feito pela Petrobras na gestão da ex-presidente Graça Foster: US$ 1,5 bilhão. A negociação, antecipada por ÉPOCA em março de 2013 (O feirão da Petrobras), foi polêmica. Especialistas no setor de petróleo, além de funcionários da cúpula da estatal, afirmam que o BTG pagou pouco para participar como sócio da extração das preciosas reservas da Petrobras no continente, especialmente na Nigéria.

Vamos respeitar as regras...



GUILHERME FIUZA
Época

O gigante está sambando. Num ataque crônico de sonambulismo, ele vem requebrando freneticamente -em formidáveis acrobacias para manter Dilma Rousseff no Planalto. A cada novo petardo da Lava Jato expondo a indústria de corrupção montada pelo PT no topo da República, o gigante mostra seu poder de esquiva, No melhor estilo Ronaldinho Gaúcho, ele olha sempre para o lado em que a bola do petrolão não está. E acaba de contrair um doloroso torcicolo, em sua guinada para não ver a literatura explosiva dos bilhetes de Marcelo Odebrecht na cadeia.

O Brasil já mostrara toda a sua ginga ao virar a cara, numa pirueta radical, para o encontro secreto de Dilma com Lewandowski em Portugal. A presidente da República e o presidente do Supremo Tribunal Federal, irmãos de credo, reúnem-se às escondidas fora da capital portuguesa, no momento em que o maior escândalo de corrupção da história do país (envolvendo o governo dela) tem seu destino nas mãos da instância judiciária máxima (presidida por ele). Normal. No que o encontro vazou, a dupla explicou tudo: a reunião foi para discutir o reajuste dos servidores da Justiça.

Perfeitamente compreensível. Não há outra forma de discutir salário de funcionários públicos a não ser cruzando o Oceano Atlântico para um cafezinho clandestino. No Brasil, é mais fácil uma aberração dessas virar rap — o Proibidão do Porto — do que acordar a platéia para os riscos que rondam a Operação Lava Jato. Como os brasileiros se cansaram de ver no mensalão - ou pelo visto não se cansaram —, esse gato se esconde com o rabo de fora.

A inabalável posição de Lewandowski pró-mensaleiros, em harmonia com a inabalável lealdade de Dilma aos companheiros apanhados em situação de roubo, é a sinfonia que se repete no petrolão. Entre as cenas que se seguiram ao Proibidão do Porto está o cerco ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha - personagem venenoso que fustiga o governo. Surgiram oportunamente indícios, embalados por declarações providenciais do procurador Janot - um homem providencial - empurrando Cunha para o STF de Lewandowski. O presidente da Câmara respondeu que não vê problema em ser investigado no Supremo, desde que Dilma seja também.

É esse tipo de comentário que faz o gigante rebolar. Como assim, investigar Dilma? Por que investigar a presidenta mulher, mãe, avó e que até tem um cachorro? Que foi perseguida pela ditadura? (Embora hoje não se saiba ao certo quem persegue quem.) De sua cela, Marcelo Odebrecht mandou a resposta: porque ela recebeu dinheiro sujo do petrolão diretamente de uma conta na Suíça para sua campanha presidencial. Que tal? Essa informação foi captada pela Polícia Federal de um celular do empreiteiro preso, em forma cifrada, mas bastante clara. Como já vinha se desenhando com clareza nas delações premiadas, praticamente todas apontando para financiamento de Dilma e do PT com propinas do petrolão, através do ex-tesoureiro Vaccari.

Por uma enorme coincidência, a empreiteira é a mesma em favor da qual Lula é suspeito de fazer tráfico internacional de influência, conforme investigação em curso no Ministério Público. O instituto Lula diz que vários ex-presidentes viajam para defender interesses das empresas de seus países. Resta saber se algum deles recebe cachês estratosféricos das empresas que defendem ou se viaja com uma bolsa BNDES a tiracolo para fazer brotar instantaneamente qualquer obra em qualquer lugar.

O gigante se contorce inteiro para não ver que o petrolão, como o mensalão, é parte de um processo de pilhagem - aí incluídas outras táticas parasitárias como as pedaladas fiscais, tudo a serviço da transfusão de dinheiro público para um grupo político bonzinho se eternizar no poder. O Brasil está comendo o pão que o diabo amassou, mergulhando numa recessão que não segue o panorama mundial, nem continental - e ouve numa boa o companheiro Ricardo Lewandowski declarar, após o Proibidão do Porto, que a derrocada econômica nacional é decorrente da crise de 2008 nos Estados Unidos...

Claro que ninguém perguntou nada ao presidente do STF sobre a conjuntura econômica. Mas não precisa, porque eles estão ensaiadinhos e são desinibidos. A ópera-bufa não tem hora para acabar, enquanto a platéia estiver dormindo.
 

Maior responsável pela grave crise política, econômica, social e moral em que o País está mergulhado depois de mais de 12 anos de domínio petista, Luiz Inácio Lula da Silva tenta reagir à queda do pedestal em que se entronizou graças à conjugação de circunstâncias históricas alheias à sua vontade, com a habilidade e a falta de escrúpulos com que manejou um populismo irresponsável. Diante da revelação, da forma mais dolorosa possível para os brasileiros, de seu legado maldito e apavorado com a perspectiva cada vez mais próxima de ter de prestar contas à Justiça de seu envolvimento em acontecimentos que o beneficiaram e a toda sua família, Lula entrega-se ao destempero retórico.

Perdeu completamente a compostura. 

Na sexta-feira passada, em discurso na posse da diretoria do Sindicato dos Bancários do ABC, em Santo André, Lula não teve o menor constrangimento em se colocar no papel de vítima de “nazistas” e de uma “elite perversa” que não aceita conquistas sociais. Numa tentativa canhestra de explicar a decepção em que se transformou o poste que escolheu para substituí-lo na Presidência, atribuiu o desastre ao machismo da elite: “Nunca tinha visto na vida pessoas que se diziam democráticas (sic) e não aceitaram uma eleição que elegeu uma mulher presidente da República”. 


Com a popularidade em baixa, não seria agora que Lula se exporia diante do “povo”. Só fala a plateias selecionadas que não representem ameaça à sua megalomania. Diante de tal público, sente-se à vontade para derramar todo seu repertório de demagogo sacramentado. Parece não lhe ocorrer, no entanto, que o que ele imagina ser uma deferência especial sua a uma plateia selecionada significa, na verdade, um insulto aos cidadãos que, salvo a hipótese de se tratar de fanáticos irredimíveis, só estão ali porque Lula lhes atrai a curiosidade. E nada mais. Quanto aos áulicos, estes estão dispostos a aceitar e aplaudir qualquer barbaridade que profira, como essa de que a culpa pelo desastrado governo de Dilma é dos machistas que não aceitam o fato de ela ser presidente. 

No cenário armado em Santo André, Lula lembrou seus dias de líder que fazia oposição a “tudo isso que está aí”: “Quero dizer para vocês que estou cansado de mentiras e safadezas; estou cansado de agressões à primeira mulher que hoje governa esse país; estou cansado com o tipo de perseguição e criminalização que tentam fazer à esquerda desse país. Parece os nazistas criminalizando o povo judeu e romanos criminalizando os cristãos”. Pois é. O homem, logo quem, está cansado de “mentiras e safadezas”. E ainda finge ser de esquerda, o que, definitivamente, é um dos poucos equívocos que não lhe podem ser imputados. A única coisa autêntica nessa arenga foram os erros de português.


Embora seja hoje um rico e ativo membro do jet set internacional, Lula mantém a humildade: “Eles não suportam que um metalúrgico quase analfabeto tenha colocado mais gente na faculdade do que eles, não suportam que a gente não deixou privatizar o Banco do Brasil”. Defendeu as realizações sociais e econômicas que efetivamente promoveu em seu governo enquanto navegou nas águas de uma conjuntura internacional favorável e de uma política econômica interna pautada pelos princípios “liberais” herdados dos governos tucanos. Mas ignorou, é claro, que todas aquelas conquistas estão hoje comprometidas pela teimosia do governo Dilma em impor ao País uma “nova matriz econômica” estatista. E lamentou: “Eu, sinceramente, ando de saco cheio. Profundamente irritado. Pobre ir de avião começa a incomodar; fazer faculdade começa incomodar; tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa”.


Para concluir, a manipulação desavergonhada dos números: “A inflação está 9%, com perspectiva de cair. Quando eu peguei esse país, a inflação estava a 12%, o desemprego a 12%”. Só esqueceu de mencionar que antes do Plano Real, em junho de 1994, a hiperinflação era de mais de 47% e que a meta do atual governo, de 4,5%, sempre esteve longe de ser cumprida. 

Cada vez menos, Lula consegue reunir plateias dóceis para deitar falação. Muito pouca gente se engana com ele. Para a grande maioria dos brasileiros, Lula e tudo o que ele representa foram uma ilusão passageira.

A primeira página do jornal Estado de Minas


No jornal Jogo/Extra: Vascão está perdido...


Na capa d'O Globo


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta quinta-feira

Folha: Banco central eleva juros a 14,25% - PT pagou R$ 6 milhões a gráfica chefiada por um motorista

Globo:  Lava-Jato tem mais 6 delatores e 13 novos réus

ValorEconômico: Banco Central eleva Selic a 14,25%

Estadão: Não haverá crescimento até 2018, diz ex-ministro

- ZeroHora: Juro vai a 14,25% para frear crédito e segurar inflação

EstadodeMinas: Por que as universidades federais estão à beira do colapso?

CorreioBraziliense: Banco Central sobe juro pela sétima vez consecutiva

CorreiodaBahia: Jovem confessa ter violentado irmãos de 6 e 10 anos

- OPovo: Novos radares detectam taxas atrasadas e veículos roubados

DiáriodePernambuco: O golpe dos carros fantasmas na internet

JornaldaParaíba: O caso Vital segundo o delator

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Secretário da prefeitura de Cajazeiras grava áudio e manda diretor de Rádio “Tomar no cú”

Gilberto Lira ocupou a Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de Cajazeiras e recentemente foi remanejado para a Chefia de Gabinete.


A imprensa de Cajazeiras ficou mais movimentada nessa terça-feira (28), após publicação na página do Facebook do diretor da Rádio Arapuan FM, Ronaldo Ramalho dando conta do desrespeito e constrangimento causados pelo secretário da prefeitura de Cajazeiras, o jornalista Gilberto Lira (foto).

De acordo com a postagem do diretor da emissora, Gilberto Lira gravou um áudio e divulgou num grupo do WhatsApp intitulado “Notícias Mais FM”, atacando diretamente a sua pessoa, inclusive com palavrões do tipo: “Vá tomar no c...”

Sem entender a atitude do jornalista, Ronaldo Ramalho repudiou a ação do auxiliar de Denise Albuquerque e reclamou da falta de educação e cordialidade com sua pessoa e com os integrantes do grupo.

Ele avaliou como atitude desproporcional e descabida o ‘destempero’ de Gilberto Lira, pois ocupa um cargo importante no município e está diretamente ligado a prefeita do município.

“Justamente GILBERTO LIRA, que vive se gabando por aí que é um Jornalista formado, aí eu fico a pensar, imagine se ele não fosse formado”. Observou o diretor.

Gilberto Lira ocupou a Secretaria Executiva de Comunicação da Prefeitura de Cajazeiras e recentemente foi remanejado para a Chefia de Gabinete.

PARA LIVRAR A PELE
LAVA JATO TEM MAIS CINCO DELATORES CONFIRMADOS

PETROLÃO JÁ CONTABILIZA 22 COLABORADORES
DiáriodoPoder
OS NOMES DESSES CINCO COLABORADORES AINDA SÃO MANTIDOS EM SIGILO 

A Operação Lava Jato tem cinco novos delatores, revela a força-tarefa do Ministério Público Federal, no Paraná, base das investigações sobre corrupção e propinas na Petrobrás que agora avança para a Eletronuclear. Os nomes desses cinco colaboradores ainda são mantidos em sigilo pelos procuradores da Lava Jato.

“As defesas atacam as delações, acusam que elas trazem fatos inverídicos. Mas, aos poucos, elas (as delações) foram confirmando o esquema e uma se encaixando na outra”, afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Lava Jato.

Até esta etapa da investigação, a Lava Jato – em seu 16º capítulo – contabiliza 22 delatores que firmaram acordo com a Procuradoria no Paraná, em grau de 1ª instância. Os nomes de 17 deles são conhecidos: o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa e seus familiares (a mulher Marici da Silva Azevedo Costa, as filhas Shanni Azevedo Costa Bachmann e Arianna Azevedo Costa Bachmann e os genros Humberto Sampaio de Mesquita e Marcio Lewkowicz), o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, o doleiro Alberto Youssef e seu ajudante Rafael Ângulo Lopez, os empreiteiros que faziam parte da cúpula da Camargo Corrêa, Dalton Avancini e Eduardo Leite, os lobistas Julio Camargo e Shinko Nakandakari, e os empresários Augusto Ribeiro, Luccas Pace Junior e João Procópio. 

O delator mais recente é o lobista Milton Pascowitch. Em seus depoimentos, ele cravou que o ex-ministro da Casa Civil (Governo Lula) José Dirceu recebeu propinas do esquema na Petrobrás por meio de consultorias fictícias. Dirceu, por sua assessoria de imprensa, nega categoricamente recebimentos ilícitos.

Outros delatores, como o empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, assinaram pacto diretamente com a Procuradoria-Geral da República, perante o Supremo Tribunal Federal.

Antes alvo de hostilidades de 10 entre 10 advogados de prestígio e tradição, o instituto da delação premiada praticamente tornou-se a regra no escândalo que abalou a gigante estatal e que mira em outras empresas públicas.

Alguns dos principais nomes da advocacia brasileira aderiram a esse expediente para garantir a liberdade de volta a seus clientes – pela via normal do direito processual, mergulhado em petições, habeas corpus e outros recursos, a vida está bastante difícil para os clientes, que não têm perspectiva de tão cedo sair da Custódia da Polícia Federal e no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na zona metropolitana de Curitiba, por onde já passaram os maiores empreiteiros do País.

Paulo Roberto Costa foi o primeiro delator da Lava Jato. Desde que escancarou o esquema de corrupção e propinas na estatal, ele prestou 118 depoimentos. Suas declarações apontaram nomes de deputados, senadores e governadores que teriam recebido porcentual de propinas pagas por empreiteiras. (AE)

Se o jogador faz o gol, o time sobe para 1ª Divisão. Sintam a emoção do narrador na hora do pênalti.


Da série "Estou a perigo..."



Que WikiLeaks, que Swissleaks, que cartéis mexicano e colombiano de drogas, que Fifagate, que nada! O escândalo top do mundo hoje é outro. Nada se lhe compara em grandeza aritmética, ousadia delituosa ou desrespeito a valores éticos. E é coisa nossa! Embora nada tenhamos a nos orgulhar de que o seja. Ao contrário!

Após se ter oposto ferozmente à escolha de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral para dar início à Nova República; à posse e ao governo de José Sarney, a Fernando Collor, que ajudou a derrubar; ao sucessor constitucional deste, Itamar Franco, de cuja ascensão participou; e a Fernando Henrique Cardoso, o Partido dos Trabalhadores (PT) chegou ao governo federal com seu maior líder, Luiz Inácio Lula da Silva, e se lambuzou no pote de mel do poder sem medo de ser feliz.

O primeiro objetivo caiu-lhe no colo como a maçã desabou sobre a cabeça de Newton. Era de uma obviedade acaciana. Sob crítica feroz da oposição, que o PT comandava, os tucanos privatizaram a Telebrás e, devidamente desossado, o filé apetitoso das operadoras de telefones foi devorado na nova administração. Sob as bênçãos e os olhos cúpidos do padim Lula, a telefonia digital foi entregue a consórcios nos quais se associaram algumas operadoras internacionais, com a experiência exigida no ramo, burgueses amigos e fundos de pensão, cujos cofres já vinham sendo arrombados pelos mandachuvas das centrais sindicais. Nunca antes na história deste país houve chance tão boa para mergulhar na banheira de moedas do Tio Patinhas.

Só que o negócio era bom demais para ser administrado em paz. Logo os concessionários se engalfinharam em disputas acionárias, que mobilizaram a Polícia Federal (PF), a Justiça nacional, os órgãos de garantia de combate a monopólios e até instrumentos de arbitragem internacional. No fragor da guerra das teles, os primeiros sinais de maracutaia dividiram as grandes rotas com os aviões de carreira. Sabia-se que naquele pirão tinha caroço. Mas quem ficou com a parte do leão?

Impossível saber, pois este contencioso está enterrado sob sete palmos de terra. Desde o Estado Novo, os sindicatos operários ou patronais administram sem controle externo caixas que têm engordado ao longo do tempo com a cobrança da Contribuição Sindical, que arrecada um dia de trabalho de todo trabalhador formal no Brasil, seja ou não sindicalizado. Sob a égide de Lula, as centrais sindicais foram incluídas na divisão desse bolo gordo e açucarado. E o sistema financeiro, acusado de ser a sanguessuga do suor do trabalhador, incorporou a esse cabedal os fundos de pensão. Sob controle de dirigentes sindicais, estes ocultam uma caixa-preta que ninguém tem poder nem coragem para abrir.

Só que o noticiário sobre tais episódios foi soterrado pela avalanche de denúncias provocada pelas revelações da Ação Penal (AP) 470, já julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e conhecida popularmente pela denominação que lhe foi dada pelo delator, Roberto Jefferson – o mensalão. Agora, após seu julgamento ter sido concluído e com os réus condenados, este é visto quase como lana-caprina desde a eclosão de outro mais espetacular: a roubalheira do propinoduto da Petrobrás devassada pela Operação Lava Jato. Mas a cada dia fica mais claro que os dois casos se conectam e se explicam.

A importância de elucidar um crime ao investigar outro foi comprovada quando, na Operação Lava Jato, a PF encontrou nos papéis de Meire Poza, contadora do delator premiado Alberto Youssef, a prova de que o operador do mensalão, Marcos Valério, deu R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, como tinha contado em depoimento referente à AP 470. Segundo Valério, essa quantia evitaria chantagem de Ronan, que ameaçava contar o que Lula e José Dirceu tinham que ver com o sequestro e a morte de Celso Daniel, que era responsável pelo programa de governo na campanha de 2002.

Mas nem essa evidência da conexão Santo André-mensalão-petrolão convence o PSDB a dobrar a oposição do relator da CPI da Petrobrás, Luiz Sérgio (PT-RJ), e levar Ronan a depor, como tem insistido a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP). É que os tucanos articulam uma aliança com o atual dono do Diário do Grande ABC para enfrentar o petista Carlos Alberto Grana na eleição municipal de Santo André. E este corpo mole pode dificultar o esclarecimento da verdade toda.

A Lava Jato já produziu fatos antes inimagináveis, como acusações contra os maiores empreiteiros do País e até a prisão de vários deles. É o caso de Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, que presidia o Conselho de Administração da Oi na guerra das teles. Isso revela mais um investigado em mais de um escândalo. Como Pedro Corrêa e José Dirceu, acusados de receber propina da Petrobrás quando cumpriam pena pelo mensalão.

A Consuelo Dieguez, em reportagem da revista Piauí, publicada em setembro de 2012, Haroldo Lima, que tinha sido demitido por Dilma da presidência da Agência Nacional de Petróleo, disse que, no Conselho de Administração da Petrobrás, ele, a presidente e o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli só votavam como o chefe mandava. E agora Lula é investigado por eventual lobby para a Odebrecht no exterior em obras financiadas pelo BNDES, a ser devassado em breve numa CPI na Câmara.

E a Lava Jato chegou à eletricidade. Walter Cardeal, diretor da Eletrobrás que acompanha Dilma desde o Rio Grande do Sul, foi citado na delação de Ricardo Pessoa, tido como chefe do cartel do petrolão, acusado de ter negociado doação de R$ 6,5 milhões à campanha da reeleição dela. Othon Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, foi preso ontem, sob suspeita de ter recebido propina.

Teles, fundos de pensão, Santo André, mensalão, BNDES, eletrolão e petrolão não são casos isolados. Eles compõem um escândalo só, investigado em Portugal, Suíça e EUA: é este Brasil de Lula e Dilma.

Romário diz que não tem dinheiro na Suíça e vai processar quem disse o contrário...


Galera, bom dia!

Chateado!

Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões.

Aguardem mais informações...

Agora, aqueles que devem, podem começar a contar as moedinhas, porque a conta vai chegar de todas as formas.

Eu não finjo ser decente, não faço de conta ser sério e pareço ser correto. Eu sou!!!

Bocão pediu desfiliação política e está liberado para as eleições de 2016. VigeMaria! Agora, o que vai ter de partido político atrás dessa grande liderança cajazeirense...



O povo sabe bem o que quer...

A insustentável máquina do governo

Os 39 ministérios de Dilma custam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregam 113 mil apadrinhados. Só os salários consomem R$ 214 bilhões - quase quatro vezes o ajuste fiscal que a presidente quer fazer às custas da sociedade

Izabelle Torres (izabelle@istoe.com.br)
IstoÉ

Diante da necessidade imperativa de disciplinar as desordenadas contas públicas, legadas da farra fiscal praticada no mandato anterior, a presidente Dilma Rousseff impôs ao País um aperto de cintos. Anunciou como meta de sua segunda gestão um ajuste fiscal capaz de gerar uma folga de R$ 66 bilhões no Orçamento até o fim do ano. O necessário ajuste seria digno de louvor se as medidas anunciadas até agora pela presidente não tivessem exigido sacrifícios apenas de um lado dessa equação: o dos cidadãos brasileiros. Mais uma vez, a conta da irresponsabilidade fiscal de gestões anteriores sobra para o contribuinte. Ao mesmo tempo em que aumenta impostos, encarece o custo de vida da população, ameaça suspender a desoneração de empresas e retira dos trabalhadores direitos previdenciários e trabalhistas, Dilma Rousseff segue no comando de uma bilionária máquina pública aparelhada, inchada e – o mais importante – ineficiente.


Na semana passada, pressionada por líderes no Congresso, especialmente do PMDB, a presidente sacou mais uma de suas promessas. “A ordem é gastar menos com Brasília e mais com o Brasil”, disse. A despeito do efeito publicitário indiscutível da frase, a presidente dá sinais de que seguirá na toada já recorrente de dizer uma coisa em público e praticar outra bem diferente no exercício do poder. O governo, na realidade, sempre resistiu em cortar na própria carne. Por isso, permanece desde 2010 com uma colossal estrutura administrativa composta por 39 ministérios, a maioria deles criados para acomodar apadrinhados políticos, cujos custos de manutenção – o chamado custeio – consomem por ano R$ 424 bilhões. Desse total, o gasto com pessoal atinge a inacreditável marca de R$ 214 bilhões, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Esse universo de servidores soma quase 900 mil pessoas distribuídas pela Esplanada, sendo 113.869 ocupantes de funções comissionadas e cargos de confiança, as chamadas nomeações políticas baseadas no critério do “quem indica. A credibilidade do governo está no fundo do poço, e é impossível imaginar a sociedade acreditando no ajuste fiscal sem que sejam tomadas medidas radicais para reduzir o tamanho dessa monumental máquina. Sem cortar na própria carne, o governo do PT não tem autoridade para pedir sacrifícios ou falar em ajuste fiscal”, afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Não bastassem os 39 ministérios com seus milhares de cargos de indicação política, o que se vê hoje na Esplanada em Brasília é o claro desperdício do dinheiro público, facilmente ilustrado pelo excesso de regalias e benesses à disposição dos ocupantes do poder. A principal função do ministério da Pesca, por exemplo, é distribuir o seguro-defeso – espécie de seguro-desemprego pago a pescadores. A pouca expressividade da pasta não limita as vantagens e os benefícios de quem garantiu um cargo executivo no órgão provavelmente chancelado por algum partido aliado de Dilma. Segundo apurou ISTOÉ, há carros de luxo com motoristas disponíveis aos sete integrantes da cúpula do ministério para deslocamento em Brasília. O custo estimado com a regalia é de R$ 1,5 milhão por mês. Embora o ministério esteja constantemente ameaçado de extinção, a pasta vem se mantendo com estrutura que chama a atenção. São mil servidores em exercício, sendo 440 indicados políticos.

O benefício de ter carros e motoristas à disposição não é uma exclusividade do ministério da Pesca. Segundo gestores públicos ouvidos por ISTOÉ que já atuaram em diferentes órgãos do governo petista, pelo menos 28 das 39 pastas permitem a benesse para quem está até cinco níveis da hierarquia abaixo do ministro. Isso sem contar os celulares, os cartões corporativos e uma dezena de assessores cujas funções frequentemente coincidem. No ministério do Turismo, que tem uma estrutura mais enxuta e apenas 268 cargos de confiança, o que causa espécie é a quantidade de garçons e copeiras disponíveis para atender a cúpula da pasta. Segundo um dos servidores, há 16 funcionários para servir água e cafezinho aos executivos do ministério.

No ministério do Turismo, 16 garçons e copeiras foram contratados para servir os executivos do órgão

Embora prometa cortar despesas, Dilma e sua equipe econômica não querem ouvir falar em redução de pessoal, que consome muito mais do que os principais programas sociais do governo. O Bolsa Família, por exemplo, receberá R$ 27 bilhões – o correspondente a 12% do que o País gasta com servidores federais. Já a Saúde, considerada área prioritária para os brasileiros em todas as pesquisas realizadas, terá investimentos de R$ 109 bilhões neste ano. Custará, portanto, metade do gasto do governo com o funcionalismo. Atualmente, o ministério da Educação é a pasta com maior número de funcionários da Esplanada e serve para mostrar que o tamanho da máquina está longe de ser sinônimo de eficiência. No órgão, há mais de 44 mil cargos de confiança, além dos 285 mil efetivos. Nos últimos anos do governo Dilma, foram criadas 50 mil novas vagas. Em 2015, se a presidente preservar os recursos previstos para a pasta, serão R$ 101 bilhões destinados a cumprir a promessa utópica de campanha de transformar o Brasil em uma “pátria educadora”. Mas até aqui as demonstrações de gestão dadas pelo MEC são da mais completa ineficiência. Um exemplo é o programa de financiamento estudantil, o FIES. O governo flexibilizou as regras relacionadas aos fiadores dos estudantes e reduziu as taxas de juros. Mas falhou no controle dos preços das mensalidades e forçou a ampliação do programa sem analisar os reflexos financeiros. Um exemplo típico de má gestão em um órgão aparelhado por servidores.

FARRA DOS CARROS OFICIAIS
Não é rara a utilização dos veículos oficiais pelos ministros fora do horário do expediente 

A Presidência da República figura em segundo lugar no ranking do número de servidores: emprega 6.969 pessoas. Os cargos vêm acompanhados das benesses, o que significam mais e mais gastos com o dinheiro do contribuinte. Em outubro do ano passado, para atender aos seus servidores, a Presidência comprou 130 taças de cristal por R$ 4,5 mil. No apagar das luzes de 2014, além de eletrodomésticos, toalhas de banho e de rosto, o Planalto adquiriu aparelhos de malhação e até roupões de banho. Ao todo, a conta saiu por R$ 262,8 mil. O conjunto de banho completo custou R$ 7,8 mil. Já a aquisição de 20 frigobares, 100 bebedouros e 30 fragmentadoras de papel custou ao órgão R$ 155,7 mil. A Presidência justificou a compra por eventuais atendimentos em cerimônias oficiais. Outros R$ 99,3 mil foram gastos pela Presidência na reposição de aparelhos de ginástica. Na lista, figuram um crossover angular, um banco extensor e outro flexor, um apolete, um crucifixo, duas esteiras eletrônicas e um smith machine (plataforma para a realização de vários exercícios). Segundo o órgão, a aquisição dos equipamentos ocorreu em função da necessidade de manutenção ou melhoria do treinamento de força e do condicionamento físico do pessoal da segurança e para melhoria da qualidade de vida dos servidores.

UNIDOS PELA REFORMA ADMINISTRATIVA
Os presidentes da Câmara e Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, propõem a redução dos ministérios

A criação desenfreada de ministérios é obra recente da democracia do País e se acentuou na era petista no poder. O ex-presidente Getúlio Vargas (1951-54) contava com apenas 11 pastas de primeiro escalão. Juscelino Kubitschek (1956-61), 13. O governo Fernando Henrique Cardoso terminou seu mandato (1994-2002) com 24 órgãos. Lula (2003-2010), para abrigar a aliança que o elegeu, criou mais 11, chegando a 35 – um recorde até então. Dilma o superou: subiu para 39. O cenário de distribuição de poder em Brasília é uma anomalia especialmente se comparado a outros países, como França, Portugal, Espanha e Suécia, que possuem uma média de 15 ministérios. Para se ter uma ideia do despropósito do aparelhamento, quem hoje discute corte de ministérios como ocorre atualmente no Brasil é o pobre Moçambique, que possui 28 pastas e está sendo pressionado a reduzir a própria estrutura por países que o apóiam financeiramente. “Essa forma de gestão caminha na contramão da história e de tudo aquilo que seria o ideal para a administração pública, não só no Brasil, mas em qualquer País. A criação desses ministérios é uma forma de abrigar a base aliada do governo e acelera ainda mais as distorções dentro da máquina pública”, afirma José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB).
A necessidade de enxugamento da máquina administrativa ganhou eco durante a última campanha presidencial. O então candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) propôs a fusão de ministérios, de modo a reduzir drasticamente os gastos e a estrutura governamental. Nos últimos dias, foi a vez de o PMDB encampar a bandeira da reforma administrativa. Como se não ocupasse fatia considerável da Esplanada e não exigisse a nomeação de um sem-número de afilhados políticos como condição ao apoio ao governo – a qualquer governo, diga-se – caciques peemedebistas, caso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, querem limitar a 20 o número de ministérios. Um projeto de sua própria autoria já está em tramitação na Casa. Na semana passada, depois de discursar para empresários, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), engrossou o coro. Afirmou, em tom de ironia, que o momento exigia o lançamento pelo governo do programa Menos Ministérios, numa brincadeira com o programa Mais Médicos. Renan promete apoiar a proposta de Cunha. “Isso vai gerar menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento. Devemos aproveitar a oportunidade”, disse ele. 

Pressionada pelo Congresso e pelos protestos nas ruas, Dilma pode ser forçada a repensar a estrutura da portentosa burocracia que ajudou a criar. No final da última semana, informações oriundas do Planalto deram conta de que um estudo teria sido encomendado à Casa Civil visando à redução no número de pastas. Resta saber se a presidente ficará mais uma vez na retórica ou atenderá ao clamor público.


Da série "Estou a perigo..."


Diabéisso?!! Não tem uma meta, mas vai dobrar a meta?!!!

Dobrar a meta que não existe: a nova fórmula de Dilma
Veja.com


A presidente Dilma Rousseff: a difícil tarefa de dobrar a meta que não existe

No encerramento de seu discurso durante o lançamento do programa Pronatec Jovem Aprendiz na Micro e Pequena Empresa, nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou: "Não vamos colocar uma meta, deixaremos em aberto e, quando atingirmos ela, nós dobraremos a meta". Não entendeu? Pois bem, o raciocínio tortuoso da presidente confundiu também os seguidores do Blog do Planalto no Twitter - diante das reclamações, a página ainda se lançou ao difícil trabalho de tentar explicar a frase da presidente, afirmando que o post foi tirado de um contexto. O problema: a íntegra do discurso é tão confusa quanto o trecho tuitado.

(Reprodução / Twitter/VEJA)
"Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta." Entendeu? :/ http://bit.ly/1MwGmWi
Posted by UOL Notícias on Terça, 28 de julho de 2015

Repartindo a 'bufunfa'...

MISTURA FINA
MÔNICA BERGAMO
monica.bergamo@grupofolha.com.br

É cada vez mais tensa a relação entre setores do PT e João Vaccari Neto. O ex-tesoureiro do partido já se queixou de certo abandono. Dirigentes da legenda, por outro lado, dizem que foram surpreendidos com depoimentos de delatores da Operação Lava Jato que revelam ter ajudado financeiramente o ex-ministro José Dirceu com a anuência do ex-tesoureiro.

LINHA DIRETA

De acordo com um dos dirigentes, depois do mensalão a separação entre os negócios de Dirceu e o caixa do PT era "um axioma" que deveria ser observado por Vaccari. O que não teria ocorrido -o empresário e delator Ricardo Pessoa, da UTC, por exemplo, teria dito em depoimento que fazia pagamentos à empresa de Dirceu e que os valores eram descontados de recursos destinados ao PT negociados com Vaccari.

A primeira página do jornal Correio Braziliense


As manchetes do Jornal do Commercio


Os destaques do jornal Correio da Bahia


A capa de hoje do Jornal da Paraíba


As manchetes de jornais brasileiros nesta quarta-feira

Folha: Com 2 prisões, Lava Jato avança no setor elétrico

Globo:  Lava-Jato avança sobre o setor elétrico

ValorEconômico: Marcelo Odebrecht e outros 12 viram réus em ação na Lava-Jato

Estadão: Lava Jato avança e prende presidente da Eletronuclear

EstadodeMinas: [Lava-Jato] Propina nuclear

CorreioBraziliense: [Lava Jato] Propina radioativa

CorreiodaBahia: Até almirante preso por receber propina

- DiáriodoNordeste: Preso suspeito de 50 mortes no Ceará e Piauí

DiáriodePernambuco: Lanterna letal é vendida no centro do Recife

JornaldaParaíba: Janot pede ao STF para julgar Vitalzinho

terça-feira, 28 de julho de 2015

Frassales, como de feitio corrente nos temas que aborda, diz tudo o que interessa saber sobre o instituto da Delação Premiada. Se for por falta de conselho...quem pretende 'cantar', já sabe como fazer.

Delação premiada

Francisco Frassales Cartaxo

Quem é o chefe? Quem vai falar primeiro? 

Estas duas perguntas, que eu ouvi em Cajazeiras, referem-se, obviamente, à Operação Andaime, desencadeada no alto sertão paraibano em 26 de junho, com a prisão de dez pessoas, apreensão de documentos e bens, e a colocação em indisponibilidade de bens de alguns dos suspeitos de praticar ilícitos penais. Não ouvi ninguém falar alto. Ao contrário, em encontros casuais, nas calçadas ou em bar, havia sussurros. Reparei até olhares furtivos dirigidos às paredes... Dizem que parede tem ouvido. Por alguns instantes senti-me como no tempo da ditadura quando, para comentar notícia de tortura no Brasil, veiculada pela BBC de Londres, a gente pedia carona ao colega de trabalho porque só dentro do carro era seguro conversar, longe de algum dedo-duro do SNI ou da polícia política.

O delator premiado é de outro tipo. Ele exerce um direito específico, previsto em leis democráticas, age em benefício próprio e ajuda a investigação de atos criminosos. Seu papel é facilitar a descoberta da maneira como atuam organizações criminosas. A “colaboração premiada” (este é o nome legal) está disciplinada na Lei 12.850, de 2 de agosto de 2013. A deleção premiada não é novidade no direito brasileiro. É antiga no mundo e aqui também. A experiência recente, acumulada no processo do mensalão, levou o Congresso Nacional, junto com Ministério da Justiça, a disciplinar o assunto que resultou naquela Lei, assinada pela presidente Dilma Rousseff. 

O que é a deleção premiada?

É um dos meios legais de obtenção de prova no decorrer das verificações de malfeitorias, mediante a faculdade do investigado de colaborar com as autoridades. Em contrapartida, o delator obtém benefícios a serem concedidos pelo juiz do feito. Alerte-se, desde logo, que o delator precisa ter confirmado tudo que declarou nos autos. E mais, suas declarações devem ser relevantes, capazes de desvendar os caminhos do crime, seus coautores, os procedimentos usados e apontar os chefes. A deleção premiada é voluntária. Ninguém pode ser coagido a negociá-la com o delegado ou o Ministério Público. Daí ser indispensável a presença do defensor do investigado. Por isso, o advogado é figura obrigatório nesse processo. E o juiz? O juiz não participa da negociação, mas só ele pode selar o acordo, homologá-lo ou não. 

Quando se pode requerer a deleção premiada? 

Em “qualquer fase da persecução penal”, nos termos da Lei 12.850. Isso significa que os implicados na Operação Andaime, por exemplo, já podem negociar o pacto de colaboração premiada. A experiência recente mostra que a família tem um peso enorme na decisão do investigado de requerer a delação premiada. É bom alertar para a exigência de que a colaboração deve ser eficaz, produzindo resultados concretos para a investigação. Como? Levando à identificação de coautores da organização criminosa, revelando a estrutura hierárquica, a divisão de tarefas entre seus membros, proporcionando a recuperação dos recursos roubados, além de ajudar a prevenir infrações criminosas. 

Qual a vantagem do delator?

O delator pode obter o perdão judicial, pode ter a pena privativa de liberdade reduzida em dois terços ou substituída por outra punição, como foi o caso de Silvinho do PT, que, em lugar da cadeia foi obrigado, apenas, a realizar trabalhos comunitários leves. Sílvio Pereira foi o único do mensalão a ajustar-se à delação premiada. Na Operação Lava Jato já são 19 os delatores.

"- Ei, coisinha, me dê água", ele pediu. Ela respondeu: "- gelada?"

Bruna Marquezine

Até a 'pimbada' profissional está em crise! A frequência aos cabarés está em queda livre....

Lauro Jardim

Maroni quer uma campanha que levante seu negócio

Oscar Maroni, dono do Bahamas Hotel Club, a mais famosa casa de “entretenimento adulto” de São Paulo, como reza o eufemismo para o que acontece no local, tem procurado agências de publicidade para criar uma campanha para o seu negócio.

Maroni quer fugir da crise. Aos mais próximos, tem dito que de uma média de 150 clientes por noite no ano passado, caiu agora para quinze neste mês de julho.

E nem foi o Viaduto Sonrisal...

PRF interdita trecho da BR-230 após buraco se abrir em viaduto da Paraíba

Trânsito no sentido Cabedelo para João Pessoa foi interditado pela PRF.

Carros estão sendo desviados pela Avenida Tancredo Neves, na capital.

Do G1 PB

Asfalto cedeu com a chuva e buraco foi aberto em viaduto de João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)


As duas faixas do viaduto da BR-230, perto de uma casa de shows no Km 15 da rodovia, no sentido Cabedelo para João Pessoa foram interditadas no final da noite de segunda-feira (27) por conta de um buraco. Por conta das chuvas, o asfalto cedeu na descida na pista e uma cratera se abriu. Para evitar acidentes, a Defesa Civil decidiu interditar o trecho e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) montou um desvio para a Avenida Tancredo Neves.

O trabalho de correção do buraco foi iniciado na manhã desta terça-feira (28) e, segundo a PRF informou às 11h30, não há previsão de horário para ser concluído, especialmente por conta da chuva.

Com isso, os carros que seguem da estrada de Cabedelo para João Pessoa estão sendo desviados para a avenida Tancredo Neves. O trecho do viaduto de Manaíra, sentido João Pessoa para Cabedelo, segue seu fluxo de veículos normalmente.

A Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa recomenda como rotas alternativas as avenidas Flávio Ribeiro Coutinho, conhecida como Retão de Manaíra, e Tancredo Neves. No sentido Centro, para desafogo do trânsito no local, a Semob indica as Avenida Esperança, Edson Ramalho e Maria Rosa para seguir pelas avenidas Ruy Carneiro e Epitácio Pessoa.

Trânsito está sendo desviado para Avenida Tancredo Neves, em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)

O balcão de negócios vai abrir os trabalhos...

Josias de Souza


Sitiada por cinco adversários incômodosa impopularidade, o isolamento, o TCU, a Lava Jato e Eduardo Cunha—, Dilma Rousseff conduz o seu governo para o pantanoso território do tudo-ou-nada. A presidente continua rendida à máxima segundo a qual não se faz uma omelete sem quebrar os ovos. A diferença é que Dilma já não se preocupa em abafar o barulhinho das cascas se quebrando. Tomou gosto pelo crec-crec.

Adepta da moral utilitária, Dilma migrou da condição de apolítica para a de política tradicional. Nesta segunda-feira (27), reuniu 12 de seus ministros partidários para recordar-lhes, com outras palavras, que não integram um gabinete de notáveis. Estão na Esplanada graças à suposição de que são politicamente rentáveis.

Dilma lembrou aos ministros que eles precisam garantir que seus partidos votem alinhados com o governo no Congresso. Todo mundo sabe que as relações do Executivo com o Legislativo baseiam-se na chantagem. Mas na época em que as cascas se rompiam em silêncio, fingia-se que o fisiologismo ainda não havia se tornado um princípio de Estado. O “efeito Cunha” trouxe para defronte dos refletores o banquete em que são servidos pedaços do Estado.

Mais cedo, após participar de reunião da coordenação política do governo com Dilma, o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), que encosta a barriga no balcão em nome do vice-presidente e articulador político Michel Temer, quebrara outros ovos diante das câmeras. Ele anunciara aos quatro ventos que o governo deseja concluir até meados de agosto o rateio dos cargos entre seus aliados.

“A nossa pretensão é liquidar esse assunto, na pior das hipóteses, até o meio do mês de agosto”, disse Padilha. Crec-crec. “A nossa capacidade de diálogo aumenta na medida em que a gente consiga atender aos interesses, que são republicanos.” Crec-crec. O ministro queixou-se da incompreensão da imprensa, incapaz de entender que a distribuição de cadeiras é normal. Ocorre em “qualquer país republicano democrático.” Os aliados não querem senão “ajudar a governar”.

Tanto patriotismo costuma resultar em escândalos como esse que sugou pelo menos R$ 19 bilhões da Petrobras. Na reunião vespertina, com seus ministros-reféns, Dilma queixou-se da Lava Jato. Disse que a operação já roeu um ponto percentual do PIB de 2015. Não explicou como foi feita a conta. E se absteve de recordar que a PF e a Procuradoria esquadrinham os roubos na Petrobras porque sua administração e a de Lula permitiram que os ladrões entrassem nos cofres da estatal.